Gratidão pela Nomeação e Chamado para o Serviço
David O. McKay
Meus amados irmãos e irmãs, se fosse possível, gostaria que interpretásseis meus sentimentos nesta manhã olhando as profundezas de minha alma, poupando-me assim da aparente impossibilidade de descrevê-los a vós. Escusado será dizer que estou tomado de emoção. Nos últimos dias, tive dificuldade em manter meus pensamentos e sentimentos sob controle. A leveza de coração, a exuberância de espírito que deveriam acompanhar o alto chamado que me sobreveio, foram de certo modo contrabalançadas por um peso decorrente da percepção da grande responsabilidade que acompanha o chamado à Primeira Presidência. ¶
Amo o Presidente Heber J. Grant. Ele tem sido para mim um verdadeiro amigo; mais do que isso, desde que meu pai faleceu, tenho me sentido livre para recorrer ao Presidente Grant em busca de ajuda e conselho, como recorreria a meu próprio pai. Sua natureza é tão aberta, tão pura e clara como um cristal impecável — aberta, leal, verdadeira. Considero o mais alto elogio e privilégio ter esta demonstração de sua confiança. Com toda a minha alma oro por força para não o decepcionar, e para ser fiel à confiança que ele e meu Pai Celestial depositaram assim em mim. ¶
AMOR E ADMIRAÇÃO PELO PRESIDENTE CLARK ¶
Conheço o Presidente Clark desde meus dias de escola na Universidade de Utah. Já então o admirava. Considerava-o um dos jovens mais notáveis que já vira ou conhecera. Sua capacidade era evidente até mesmo para seus colegas de escola. Ele e a doce jovem que mais tarde se tornou minha namorada e esposa formaram-se com seus títulos de bacharel no mesmo dia. Acompanhamos seu trabalho em Washington, ficamos emocionados ao sabermos da responsabilidade que ali assumiu, e a confiança que os membros do Senado dos Estados Unidos depositaram nele mesmo antes de seu nome ser geralmente conhecido. Eu o amo como amigo, e estar associado a ele agora neste elevado quórum, o mais alto da Igreja, faz-me sentir muito feliz e grato, mas também muito humilde. ¶
VIDAS CONSAGRADAS AO SERVIÇO ¶
E assim, se pudésseis olhar para dentro de minha alma, veríeis sincera gratidão e profunda apreciação. Veríeis também ali um pesar por eu estar deixando a associação imediata com os membros do Conselho dos Doze. Por vinte e oito anos e meio foi meu privilégio trabalhar lado a lado com estes bons e capazes homens. Amo o Presidente Clawson com toda a minha alma. Seu valor e sua capacidade não são geralmente conhecidos. Ele é recatado, discreto em seus trabalhos, um perfeito cavalheiro, afável, bondoso e atencioso. Como presidente do Conselho, é pronto em atender às questões e problemas que lhe são submetidos, tão leal e verdadeiro em seu testemunho quanto a estrela polar, inabalável, firme no desempenho do dever e da confiança. Não é fácil desvincular minha alma diretamente da dele, meu presidente. Esse vínculo é igualmente forte com os corações destes irmãos com quem trabalhei diariamente, por vezes em comitês, considerando o bem-estar da Igreja em geral, e o bem-estar dos indivíduos. Quero testificar hoje que podeis percorrer o mundo inteiro, podeis ler as histórias de homens dedicados a grandes empreendimentos e nobres causas, mas não podereis encontrar um grupo de homens cujas vidas sejam mais consagradas, cujos desejos sejam mais nobres, quanto aos interesses, à felicidade e à paz da humanidade, do que as vidas e os desejos destes, meus associados no Conselho dos Doze Apóstolos desta Igreja. ¶
É preciso viver com eles para conhecê-los. É preciso estar em contato diário com os fardos que carregam, com suas preocupações e ansiedades pela juventude, com sua disposição de ir aos confins do mundo a um chamado momentâneo, se necessário, para estabelecer melhores condições, para tornar o mundo mais feliz, mais pacífico, mais justo, e trazer condições e relações mais amistosas na sociedade humana. E assim, digo eu, não é uma tarefa fácil, não é sem pesar que me retiro daquele Conselho. ¶
APRECIAÇÃO PELA CONFIANÇA ¶
Aprecio a confiança que vós, meus irmãos e irmãs, manifestastes em mim. É uma coisa maravilhosa ser digno de confiança. Disse ontem à noite aos irmãos do Sacerdócio que concordo com quem diz que ser digno de confiança é um elogio maior do que ser amado. O amor é a coisa mais doce do mundo, mas ser digno de confiança impõe àquele que a recebe uma obrigação da qual ele não pode deixar de cumprir. E assim vos comprometo aqui, meus companheiros de trabalho na Primeira Presidência, vós, meus irmãos do Sacerdócio, em cuja companhia passei tantas horas felizes no trabalho do Sacerdócio e das organizações auxiliares, comprometo-me convosco, meus irmãos e irmãs, a dar o melhor de mim no serviço de Deus. ¶
Sustento perante vós, nesta manhã, o Presidente desta Igreja como representante de Deus, divinamente nomeado, e digo a todo Israel: apoiai vosso líder. Que aquele espírito de unidade e unicidade pelo qual nosso Senhor e Salvador orou na noite de sua traição seja característico desta, sua Igreja: Pai, conserva-os um, como tu e eu somos um. ¶
O HOMEM DESTINADO A SER FELIZ ¶
Sou feliz quando sei que meus associados são felizes. Não podemos ser felizes se nossos entes queridos estão desencorajados ou doentes. Somos seres sociais, e nossas vidas estão intricadamente entrelaçadas umas com as outras, e progredimos como um corpo à medida que os indivíduos nesse corpo progridem. Notei recentemente algo que me tem preocupado. Pensei ter detectado em homens e mulheres que vieram a mim, e que encontrei em minhas viagens, apenas um pouco de evidência de desânimo, e, no entanto, é nosso direito sermos felizes. É o destino do homem ter alegria, e peço, durante os poucos momentos em que ainda permanecerei diante de vós, que dirijais vossa atenção comigo por algumas linhas que possam nos ajudar a preservar essa alegria, apesar das condições econômicas e dos fracassos que trouxeram tantos momentos de desânimo e tristeza. ¶
CONDIÇÕES ANGUSTIANTES ¶
Dificuldades e tristezas têm dominado recentemente nossas vidas. As crises sem precedentes no mundo financeiro deslocaram os homens de suas antigas amarras e os lançaram à deriva na confusão e, em muitos casos, no desespero. Proprietários de terras viram suas fazendas passarem para outras mãos, enquanto eles mesmos, atordoados, buscam novos e estranhos empregos. Famílias perderam seus lares, aos quais estão associadas as ternas memórias de meia vida. Jovens rapazes e moças recém-formados na faculdade, ansiosos por iniciar-se numa vocação ou profissão escolhida, encontram caminhos que antes lhes eram abertos e convidativos agora fechados diante deles, e buscam conselho e orientação, e por vezes encontramos dificuldade em indicar-lhes um caminho encorajador. ¶
A essas e outras aflições soma-se a tristeza associada à partida de entes queridos e, para a Igreja, a perda de grandes e capazes líderes. Tive o privilégio e a honra, pela bondade da família do Presidente Ivins, de expressar meus sentimentos por aquele grande líder, e percebo, convosco, o que sua partida significa para esta Igreja. ¶
NECESSIDADE DE LUZ SOLAR ¶
Mas, apesar dessas condições, sinto-me impelido a suplicar a meus irmãos e irmãs que voltem firmemente o rosto para frente e decidam desfrutar das bênçãos com que nosso Pai nos abençoou. ¶
Há sementes de felicidade plantadas em toda alma humana. Nossa atitude mental e disposição constituem o ambiente no qual essas sementes podem germinar. Há tanta necessidade de luz solar no coração quanto de luz solar no mundo. Hoje, talvez mais do que nunca, a humanidade precisa de encorajamento e alegria. Um escritor diz: "O que faltava ao mundo era não ter luz solar suficiente. Fazei as pessoas felizes e não haverá metade das brigas nem a décima parte da maldade que existe." ¶
É um dever buscar adquirir a arte de ser alegre — "Um espírito alegre é um dos mais valiosos dons já concedidos à humanidade por um Criador bondoso. É a mais doce e fragrante flor do espírito, que constantemente irradia sua beleza e fragrância e abençoa tudo o que está a seu alcance." Penso que o escritor exagera um pouco. A alegria é apenas uma qualidade, mas é uma força maravilhosa em tempos de aflição. ¶
O PROPÓSITO DOS BENS TERRENOS ¶
Se a experiência dos últimos anos nos ensinou algo, ensinou-nos que é insensato buscar a felicidade somente nos bens terrenos. Digo somente porque não minimizo o valor das coisas materiais do mundo como fatores que contribuem para a paz, a alegria e o contentamento do homem. O próprio Senhor disse que, se o adorarmos com regozijo e oração, com corações alegres e semblantes contentes, a plenitude da Terra é nossa. ¶
Em Doutrina e Convênios ele diz claramente: ¶
A plenitude da Terra será vossa, as feras do campo e as aves do céu e aquilo que sobe nas árvores e anda na terra; ¶
Sim, e as ervas e as coisas boas que provêm da terra, sejam para alimento ou para vestuário ou para casas ou para estábulos ou para pomares ou para hortas ou para vinhas; ¶
Sim, todas as coisas que provêm da terra, em sua estação, são feitas para o benefício e uso do homem, tanto para agradar aos olhos como para alegrar o coração; ¶
Sim, para servir de alimento e para vestuário, para o paladar e o olfato, para fortalecer o corpo e avivar a alma. ¶
E agrada a Deus ter dado ao homem todas essas coisas; pois para esse fim foram feitas, para serem usadas com discernimento, não com excesso nem por extorsão. ¶
Contudo, buscar a felicidade ou mesmo o contentamento apenas na aquisição destas coisas terrenas é perder de vista o propósito mais elevado da vida. E essa é uma das razões pelas quais há desânimo, e pelas quais há desespero de modo geral no mundo. A busca dessas coisas materiais tornou-se o fim em si, e agora que elas parecem ter sido subitamente varridas, os homens ficam desnorteados. ¶
UM SENSO ADEQUADO DE VALORES ¶
Em "A Vida Simples", de Charles Wagner, ele escreve sobre este tema e diz, referindo-se às coisas materiais: "Deixai que vossas necessidades vos governem, mimai-as — vereis que se multiplicam como insetos ao sol. Quanto mais lhes derdes, mais elas exigirão. Insensato é quem busca a felicidade apenas na prosperidade material." ¶
Recentemente reli um excelente livro escrito por um de nossos educadores, o Dr. R. V. Chamberlain, como tributo a seu irmão falecido. É um tratado sobre a filosofia da vida de um bom homem. Dele cito o seguinte: ¶
O mundo progrediu por causa de pessoas que pouco se importavam com recompensas materiais, pessoas que sabiam que a abnegação mortal é o único caminho para a autorrealização. Ao sacrificar nossos ideais, não nos desperdiçamos, mas alcançamos os lados mais elevados de nós mesmos. A civilização surgiu das lutas de homens e mulheres do passado que arriscaram tudo por ideais, por valores espirituais, para que se tornassem posse comum da raça. Nós, que vemos hoje o caminho, somos indignos se não assumirmos o fardo. A raça decai quando perde o senso de valores, e o sucesso da democracia depende de o povo viver na compreensão do espírito e das obrigações da retidão. No mundo de hoje, os homens não fizeram avançar seus ideais com uma intensidade compatível com a expansão econômica e material. A sabedoria não acompanhou o aprendizado, nem a retidão acompanhou o poder. ¶
Tantas pessoas perderam o senso adequado de valores, e buscaram em vão a paz e a felicidade na aquisição de riqueza, à custa do crescimento espiritual. ¶
O SEGREDO DA FELICIDADE ¶
Onde então reside o segredo da felicidade? O Salvador nos dá a chave quando diz: "O reino de Deus está entre vós." O poder está dentro do homem para escolher o certo ou escolher o errado. A felicidade não é uma condição externa, é um estado do espírito e uma atitude da mente. ¶
Não está nos títulos nem na posição, Não está na riqueza como o banco de Londres, Para comprar paz e descanso. Não está em amealhar mais e mais, Não está nos livros, não está na erudição, Para nos fazer verdadeiramente ditosos, ¶
Se a felicidade não tiver o seu centro no peito. Podemos ser sábios, ricos ou grandes, Mas nunca podemos ser ditosos — ¶
Nem prazeres, nem tesouros podem nos fazer felizes por muito tempo, O coração é sempre a parte que sempre Nos faz certos ou errados. ¶
CONDIÇÕES FUNDAMENTAIS ¶
Consideremos, nesta manhã, quatro condições em que sempre podemos encontrar felicidade, condições que são, para as pequenas sementes de alegria em nossas almas, o que o raio de luz e a umidade são para as flores e plantas em crescimento. ¶
A primeira é a confiança em Deus. Ter fé de que Deus é nosso Pai é o mais seguro ancoradouro da alma, e traz paz e consolo sob qualquer condição; e a segunda é a confiança em nossos semelhantes. Notai imediatamente, é claro, como essas se remetem àqueles dois grandes mandamentos: "Amarás o Senhor de todo o teu poder, mente e força" e "amarás o teu próximo como a ti mesmo." ¶
Não consideremos estes agora apenas como princípios ortodoxos. Eles são fundamentais para nossa felicidade e salvação aqui. Sei que é um pouco difícil hoje manter a confiança em certos grupos de homens. É terrivelmente desanimador perder a confiança num associado. Quando vemos e lemos sobre chacais humanos que predam a sociedade, achamos por vezes difícil manter nosso equilíbrio e deixar que a luz solar da confiança entre em nossas almas, e, no entanto, creio ser verdade que a humanidade, de modo geral, está melhorando. Sei isto: que, muitas vezes, quando julgamos mal um irmão e parecemos perder a confiança nele, se formos até ele e buscarmos conhecer seu ponto de vista, nossa confiança será restaurada. O poeta tinha razão quando disse: ¶
Já vos sentastes alguma vez e conversastes com homens de maneira séria, Sobre suas visões de vida, e ponderastes então sobre tudo o que tinham a dizer? Se não, deveríeis fazê-lo, em alguma hora tranquila; É uma coisa gloriosa de se fazer, Pois, por trás da riqueza e por trás do poder, A maioria dos homens tem um objetivo em vista. ¶
Associai este pensamento ao ensinamento fundamental de nosso Senhor e Mestre, que disse: "Se tiverdes algo contra um irmão, ide até ele." ¶
CONTAI VOSSAS BÊNÇÃOS ¶
Irmãos e irmãs, com dívidas amontoadas sobre vós, com dificuldade para pagar vossos impostos, com a iminente perda de vosso lar, se ainda quiserdes ser felizes, olhai para vós mesmos e contai vossas bênçãos, e mantende a confiança em vosso Deus e em vosso semelhante. ¶
Outra fonte de alegria ao vosso alcance é a devida avaliação das bênçãos. Tendes vossa saúde. Depois da própria vida, essa é uma das maiores bênçãos que vos podem sobrevir — a segunda bênção que nós, mortais, somos capazes de receber, uma bênção que o dinheiro não pode comprar. Se a tendes, agradecei ao Senhor de noite e de manhã por tê-la dado a vós. ¶
Além disso, ele vos deu a capacidade de apreciar seu glorioso Evangelho, a luz do sol, a voz da natureza falando a vós. Abris os olhos para vê-la? Regozijei-me durante esta conferência ao ouvir os irmãos reconhecerem a bênção de nosso ambiente, os produtos do campo, por escassos que sejam em algumas regiões do país, as flores em botão, os pores do sol, e, acima de tudo, a percepção de que estamos vivendo no mundo de Deus e de que ele é o seu Criador. Se pararmos para pensar, ainda temos o poder e a capacidade de apreciar e desfrutar coisas que ninguém, nenhuma depressão, pode tomar de nós. ¶
Há algo mais que às vezes não avaliamos devidamente. É a nossa família. Sei que nos machuca ver nossos entes queridos passando fome. Como o Presidente Grant tão impressivamente disse, não há necessidade de nenhuma criança passar fome nesta Igreja. Agradeçamos a Deus pela organização e digamos que nos dedicaremos e faremos nossas contribuições para que essas condições sejam eliminadas, e agradeçamos-lhe por nossos entes queridos, nossos pelo tempo e por toda a eternidade. ¶
CONVÍVIO SOCIAL ¶
Por fim, tendes a oportunidade do convívio social, uma condição sempre presente de felicidade. Se vos filiardes a vosso quórum e a outras organizações, reunindo-vos regularmente com vossos semelhantes, conhecereis aquela fraternidade a que me referi em minha associação com estes irmãos no Conselho dos Doze, uma fraternidade que é eterna, um relacionamento familiar e um convívio social que afastarão a tristeza sob quaisquer condições, e tendes também a certeza de que, mesmo que a morte venha, tendes a garantia de que a morte, hoje vitoriosa, foi vencida na ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo. Contai estas bênçãos. Estão ao alcance de toda alma, por mais humilde ou por mais grandiosa que seja. ¶
Admirai a bondade de Deus Todo-Poderoso. ¶
Ele deu riquezas, deu força intelectual a poucos, ¶
Nem agora ordena que sejamos ricos ou eruditos, ¶
Nem promete recompensa de paz a estes. ¶
A todos concedeu valor moral, ¶
E de todos exige tributo moral, ¶
E quem não poderia pagá-lo? ¶
Quem nasceu tão pobre de intelecto, tão vil ¶
Quem nasceu tão pobre a ponto de não saber o que parecia ser o melhor, ¶
E, sem saber, não pudesse fazê-lo? ¶
E aquele que assim agiu cumpriu a lei eterna ¶
E colheu suas promessas em paz. ¶
Isso significa que sabeis o que é certo. Se tiverdes vivido fiéis a essa inspiração do Espírito Santo e continuardes a fazê-lo, a felicidade encherá vossa alma. Se vos desviardes dela e vos tornardes conscientes de que ficastes aquém do que sabeis ser certo, sereis infelizes ainda que tenhais a riqueza do mundo. Fazer isso é "buscar rosas na face da morte", "uvas sob o polo gelado", "substância num mundo de sombras fugazes". ¶
UM GUIA ¶
E assim, irmãos e irmãs, e se tivermos aflição econômica, quase universal? Mantenhamos sempre em mente que a vida é, em grande parte, o que fazemos dela, e que o Salvador dos homens marcou clara e simplesmente como a alegria e a paz podem ser obtidas. Está no Evangelho de Jesus Cristo e na adesão a ele. Cumpri vossos deveres, por mais humildemente que seja, e resolvei, mesmo diante das dificuldades e dos desânimos, ser: ¶
Como o homem que enfrenta o que deve enfrentar Com passo triunfante e coração alegre; Que trava a batalha diária sem temor; Vê suas esperanças falharem, mas mantém confiança inabalável De que Deus é Deus. ¶
Felizes o povo cujo Deus é o Senhor, diz o Salmista ¶
— que de algum modo, verdadeiro e justo, ¶
Seus planos se realizam para os mortais; nem uma lágrima ¶
É derramada quando a fortuna, que o mundo tanto preza, ¶
Escapa de suas mãos; melhor, com amor, um pedaço de pão ¶
Do que viver na desonra; não inveja, ¶
Nem perde a fé no homem; mas faz o melhor que pode, ¶
Nem jamais lamenta sua condição humilde, ¶
Mas com um sorriso e palavras de esperança, dá ânimo ¶
A cada trabalhador! só ele é grande ¶
Que, por uma vida heroica, conquista o destino. ¶
E o Espírito Santo, ao qual cada um que obedeceu aos primeiros princípios do Evangelho tem direito, lhe dará essa alma heroica e trará paz, paz mesmo em meio ao desastre. ¶
Que Deus nos abençoe a todos com poder para mantermos nosso posto, para cumprirmos nosso dever, e, em todas as circunstâncias, sermos fiéis a ele e uns aos outros, oro em nome de Jesus Cristo. Amém. ¶
O coro e a congregação uniram-se no canto do hino "Louvado seja o profeta". ¶