As Responsabilidades das Testemunhas Missionárias
B. H. Roberts
Os Doze Apóstolos, o Primeiro Conselho dos Setenta e os presidentes de missão, que se dirigiram a vós nesta Conferência, como já foi dito, reuniram-se na última quarta-feira para ouvir relatórios e considerar assuntos referentes às missões da Igreja. Tive o prazer de comparecer a essa reunião. ¶
Chamo vossa atenção para o fato de que essa foi a reunião de testemunhas especiais do Senhor. Isso é particularmente verdadeiro no caso do quórum dos Doze, que são designados como as "testemunhas especiais do Senhor Jesus Cristo"; e também dos Setenta, o Conselho dos Setenta, e, de fato, de todos os Setenta da Igreja. Nem todos estavam presentes, mas os que estavam presentes se contavam entre "essas testemunhas especiais de Jesus Cristo". E também esses presidentes de missão, em razão de sua nomeação, são testemunhas do Senhor, e presidem a obra de proclamar o evangelho em seus respectivos campos de trabalho. ¶
Durante aquela reunião, penso que mais do que em qualquer outra ocasião, fiquei impressionado com a dignidade, com a importância e com a glória daqueles que são testemunhas do Senhor Jesus Cristo. O que queremos dizer com esse termo geral, "Testemunhas de Jesus Cristo"? Penso que às vezes deixamos isso nessa declaração generalizada, e não conseguimos apreciar exatamente o que ela significa. Desejo expressar alguns pensamentos a esse respeito. ¶
O que é ser "testemunha de Jesus"? Um dos melhores exemplos de que me lembro agora é dado na experiência de São Pedro. Certa vez, na costa de Cesareia, o Cristo parecia um tanto ansioso por saber o que os homens pensavam dele — quem os homens pensavam que ele fosse. Assim, ele perguntou àqueles discípulos que estavam ao seu redor. Alguns pensavam que ele fosse João Batista, ressuscitado dos mortos. Outros, um dos antigos profetas que houvesse reaparecido. Chegaram até esse ponto quando o Cristo, com certa seriedade, fez esta pergunta: "Mas vós, quem dizeis que eu sou?" Então São Pedro falou, talvez por ser esse o seu lugar, em razão de sua idade e de sua posição no quórum como líder dos apóstolos — ele disse: "Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo." Esse foi o seu testemunho. E o Cristo lhe disse: ¶
"Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque to não revelou a carne e o sangue, mas meu Pai, que está nos céus. [...] ¶
"[...] E também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela." ¶
Não pretendo entrar numa discussão sobre essa tremenda declaração. Apenas chamo a atenção para o que é ser testemunha do Senhor Jesus Cristo. Em primeiro e principal lugar deve estar a grande verdade, e ela deve tornar-se o testemunho da testemunha: "Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo." Essa é ao menos uma parte de nossa lição sobre sermos testemunhas. É testificar da filiação do Cristo a Deus, o Pai eterno. ¶
Também, ser testemunha dele é testificar que ele é a revelação de Deus ao homem, pois assim ele é. Se os homens quisessem ter diante de si uma visão de Deus, o Pai eterno, bastaria que se referissem ao glorioso Cristo ressuscitado, tal como se apresentou diante dos discípulos na Galileia, onde os encontrou por combinação, após a sua ressurreição; e de sua gloriosa condição de personagem ressuscitado e eterno, ele disse: ¶
"É-me dado todo o poder no céu e na terra. ¶
"Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo." ¶
E assim devemos falar dele, como testemunhas dele, que ele é o Filho de Deus, e a revelação de Deus aos homens; também que ele é o Redentor do mundo, por meio da ressurreição dos mortos. Redentor do mundo porque é uma redenção que virá a todo o povo, santo e pecador; pois "assim como todos morrem em Adão, assim também em Cristo todos serão vivificados"; e o serem "vivificados" é tão amplo quanto a morte por meio de Adão. Assim, os homens têm a garantia dessa ressurreição, porque era imperativamente necessário passar pelos portais da morte para alcançar o estágio, por meio da ressurreição, em que Deus realiza o seu grande propósito de trazer a efeito a "imortalidade e a vida eterna do homem"; referindo-se à raça. ¶
Assim, Jesus é o Redentor do mundo da morte. Disso temos a garantia. Mas ele também é o Salvador dos homens, o Salvador dos homens individualmente, ao colocar ao seu alcance o arrependimento do pecado, e a salvação das consequências do pecado, por meio do perdão, nos símbolos de sua morte e ressurreição no batismo; também para trazer os homens, individualmente, à união com Deus, por meio do Espírito Santo, de modo que a vida dos homens possa ligar-se à fonte de luz, inteligência, poder, glória, progressão — unida a Deus. Assim, o Cristo é o "Salvador dos homens", no sentido de que tornou a salvação possível para eles, para todo aquele que crer, e se arrepender de seus pecados, e assim vier a Deus. ¶
Testificar dessas verdades a respeito do Cristo é ser a testemunha de Cristo em relação a todas essas coisas. Que privilégio ser assim testemunhas de Deus! E quão fundamentalmente importante é tudo isso para os filhos dos homens, que eles conheçam essas coisas; que cheguem a um conhecimento do caminho da salvação! Eu me glorio na grandeza, na imensidão de uma missão como esta. ¶
Mas há ainda algo mais próximo e mais precioso que decorre de tudo isso, e é a associação que isso nos traz com o próprio Cristo como testemunha; pois São João, em sua revelação, declara que "Jesus Cristo é a testemunha fiel", a primeira testemunha, a maior de todas as testemunhas. É nosso privilégio estar na multidão da qual ele é o líder, e o que poderia ser mais honroso, maior ou mais desejável do que ser um com Jesus Cristo, como testemunha de Deus? ¶
E depois há a precisão da missão do Cristo como testemunha. Talvez vos lembreis, ao ouvir estas sugestões, das palavras do Salvador ao ensinar a Nicodemos alguns dos supostos mistérios do evangelho. Ao concluir sua conversa com ele, disse: ¶
"Na verdade, na verdade te digo que dizemos o que sabemos e testificamos o que vimos; e não aceitais o nosso testemunho." ¶
Que repreensão, e que precisão da parte da principal e maior testemunha de Deus! ¶
Ele nos apresentou o mesmo pensamento também em sua conversa com Pilatos, que buscava todas as oportunidades possíveis para livrá-lo da injusta clamor da multidão judaica, que o acusava de ter cometido blasfêmia ao proclamar que era o Filho de Deus. E então, para influenciar Pilatos ainda mais, acusaram o Cristo de reivindicar ser rei: "Aquele que se diz rei não é amigo de César", disseram eles; e isso tocou Pilatos mais de perto, porque ele precisava manter uma atitude de lealdade para com César. Por isso, essa declaração dos judeus levou Pilatos ao interior do pretório para perguntar cuidadosamente a Jesus se ele era rei. "Bem," disse Jesus, "o meu reino não é deste mundo. Se fosse, os meus servos pelejariam, para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu reino não é deste mundo." "Então tu és rei?" disse Pilatos, e Jesus, como que desistindo de fazê-lo compreender, disse: "Tu dizes que eu sou rei", como se quisesse dizer: "Fique assim mesmo." Então ele fez uma declaração das mais emocionantes: ¶
"Eu para isso nasci, e para isso vim ao mundo, para dar testemunho da verdade." ¶
Isso era maior do que ser rei — ser testemunha da verdade. E ele acrescentou então, não — "e não aceitais o nosso testemunho" — como no caso de Nicodemos, mas disse: "Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz" — aqueles que são desse espírito de verdade ouviriam as suas palavras, e assim ouvirão, por esse mesmo poder de evidência própria que acompanha a verdade, todas as suas testemunhas que proclamam a verdade. E "os que são da verdade" serão atraídos a ela, e por fim encontrarão seu lugar no grande corpo da Igreja de Cristo. ¶
Bem, tudo isso, em minha opinião, marca com importância e glória aqueles que são chamados para ser testemunhas do Senhor Jesus Cristo, e eles compartilham com ele a grande honra de prestar testemunho da verdade, pelo poder da verdade. ¶
O Salvador, na dispensação em que estabeleceu sua expiação pelos pecados do mundo, e trouxe a efeito o início da ressurreição dos mortos, escolheu testemunhas especiais. Estas foram os doze apóstolos. E depois de ter escolhido esses apóstolos e os enviado ao mundo, ele "chamou outros setenta", e, dando-lhes uma comissão semelhante, enviou-os ao mundo para serem suas testemunhas. A ambos os grupos ele fez estas declarações, em essência: ¶
"Aquele que vos recebe, a mim me recebe, e aquele que a mim me recebe, recebe aquele que me enviou." ¶
É um princípio verdadeiro; e, inversamente: aqueles que vos rejeitam, rejeitam-me a mim, e aqueles que me rejeitam, rejeitam também o meu Pai. ¶
A esses homens ele deu poder para que curassem os enfermos, purificassem os leprosos, ressuscitassem os mortos até mesmo, curassem os coxos, abrissem os olhos dos cegos, e pronunciou ai sobre aqueles que rejeitassem essas suas testemunhas. Eles saíram como testemunhas do Senhor Jesus Cristo. Quando os Setenta voltaram, estavam muito alegres com o que suas experiências lhes haviam trazido. "Ora," disseram eles ao Senhor, "até os demônios se nos sujeitam em teu nome"; e Jesus levantou os olhos e glorificou a Deus naquela hora, por ter revelado a sua grande verdade aos simples, e aos humildes entre os homens. Ela não havia caído sobre os grandes, que se encontravam nos estabelecimentos de ensino daqueles dias, mas a revelação viera àqueles que, comparativamente, poderiam ser considerados ¶
"crianças de peito" em conhecimento. Deus os havia exaltado por meio do espírito de conhecimento que vem da fé, e não da erudição dos homens. ¶
Ele disse a esses homens, que enviou ao mundo, que "aquele que se arrepender e for batizado será salvo; e aqueles que não se arrependerem, e por consequência não forem batizados, esses serão condenados". Ora, não tenho disposição alguma de suavizar essa palavra. Que ela permaneça, em toda a sua aspereza. Podeis colocar diante dela todos os "contudo" que quiserdes, mas ali está ela, e seja lá o que "condenação" possa significar, ela recairá sobre aqueles que não derem ouvidos à mensagem que Deus lhes envia, e deixo àqueles sobre quem ela recair a tarefa de dar-lhe a definição que quiserem. Mas seja lá o que for, é isso; é "condenação"; então que assim permaneça! ¶
Bem, acontece que estamos associados a uma nova dispensação deste evangelho. Os homens, ao menos nos primeiros séculos cristãos, cumpriram a grande profecia de Isaías — falando dos últimos dias — quando disse que os homens naqueles dias iriam "transgredir a lei, mudar as ordenanças, quebrar o convênio eterno" — e o sangue de Cristo é chamado de "sangue do convênio eterno". É esse convênio com Cristo, que traz a salvação por meio do seu evangelho ao mundo, que ele selou com o seu sangue, e que é o "convênio eterno". O profeta de Deus, falando sob a inspiração do Espírito Santo, setecentos anos antes da vinda do Cristo, declarou que os homens quebrariam esse convênio, e que, se quebrado, a única forma possível de restabelecê-lo seria renová-lo por meio de uma nova dispensação dele. ¶
Acontece que somos as testemunhas e os arautos para proclamar que essa dispensação do evangelho foi renovada em nossos dias, para trazer a efeito o cumprimento final de todas as dispensações desde Adão até agora, e uni-las em uma só, que deverá consumar a obra de Deus em relação à salvação dos homens e à redenção do mundo. ¶
Como se manifesta essa questão de ser testemunha nesta nova dispensação? Começou como nos tempos antigos. Os homens haviam se afastado de Deus, mudado as suas ordenanças, quebrado o convênio, e a única forma de restabelecer tudo isso é dar a nova dispensação e levantar novas testemunhas de sua verdade. O Senhor escolheu alguém preparado em todos os sentidos para ser escolhido e instruído por ele, e o fez testemunha de si mesmo e do Senhor Jesus Cristo. A Joseph Smith, como todos sabeis, tanto o Pai quanto o Filho apareceram no início de seu ministério. Com eles ele conversou; ele os viu — ele os ouviu, e teve o mais preciso conhecimento a respeito de Deus — o Pai e o Filho — e recebeu naquele momento a promessa de que seria um instrumento, nas mãos de Deus, para realizar alguns de seus grandes e poderosos propósitos nestes últimos dias. ¶
Deus havia estabelecido uma testemunha entre os homens, alguém que pudesse falar com convicção; que, por meio dos sentidos da visão e da audição, juntamente com a pulsação responsiva de sua alma, pudesse dizer: "Sei que Deus vive, pois ele falou comigo e eu o vi. Seu Filho Jesus é o Cristo," e ele poderia dizê-lo com toda a convicção que São Pedro jamais teve — "Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo." E isso pode ser aplicado a Joseph Smith: "Bem-aventurado és tu, Joseph, porque isso não te revelou a carne e ¶
o sangue, mas meu Pai, que está nos céus. [...] E sobre esta pedra edificarei a minha igreja." E agora, nesta dispensação da plenitude dos tempos, verdadeiramente as portas do inferno não prevalecerão contra a Igreja do Cristo, não somente neste tempo, mas em todos os tempos. Os homens se esqueceram de que a Igreja de Deus começou nos dias de Adão, e o método e os meios pelos quais todos os homens poderiam se tornar filhos de Deus lhe foram revelados; e aqueles que reagiram com fé à mensagem de Deus, ao longo de todos os tempos, constituem os redimidos na Igreja do Deus vivo nos céus, e nada prevalecerá contra essa igreja, do princípio ao fim. ¶
Veremos a consumação, isto é, esta nossa dispensação verá a consumação da obra de Deus, contra a qual as portas do inferno não prevaleceram e não podem prevalecer. ¶
Depois, foi dado outro grande passo à frente, quando Deus revelou as escrituras do continente americano, e as trouxe ao conhecimento dos homens. Ele levantou testemunhas para dar testemunho especial daquele grande acontecimento. E a esses três, a quem favoreceu com o que se chama um "testemunho miraculoso" — uma visão dos céus a respeito dessas coisas — disse-lhes que seriam chamados a escolher outras testemunhas, até doze. Assim aconteceu que, nesta nova dispensação, doze foram escolhidos como testemunhas especiais. Depois, grupos de setenta testemunhas especiais deveriam segui-los na grande obra de pregar o evangelho em todo o mundo. Gostaria de me estender um pouco mais sobre isso, mas o tempo não permite. ¶
Só posso fazer esta pergunta: Devem seguir-se as mesmas consequências do testemunho dessas testemunhas nesta nova dispensação, como aconteceu nos tempos do Cristo? Sim, verdadeiramente! O irmão Rudger Clawson acaba de nos ler como algumas dessas coisas serão. Permiti-me dizer rapidamente: Deus lhes deu a mesma incumbência que deu às testemunhas antigas. Ele designou as mesmas consequências que se seguiriam à sua proclamação da verdade: aquele que crer e for batizado será salvo. Aqueles que não crerem, e não forem batizados, serão condenados. A mesma convicção — e não pretendo fazer qualquer limitação a respeito disso. ¶
Então ele enumerou as grandes bênçãos que se seguiriam à sua pregação e ao seu testemunho da verdade, pois Deus disse: ¶
"Portanto, como disse a meus apóstolos, [referindo-se aos antigos] também vos digo, porque sois meus apóstolos, sim, sumos sacerdotes de Deus; sois vós a quem meu Pai me deu; sois meus amigos. Portanto, como disse a meus apóstolos, digo-vos novamente, que toda alma que acreditar em vossas palavras e for batizada pela água para remissão de pecados receberá o Espírito Santo." ¶
Que homem está autorizado a dizer isso a respeito de um grupo de testemunhas que envia ao mundo? Essa é a primeira grande promessa a se cumprir, ainda que eles também terão poder para conferir o Espírito Santo. ¶
E mais adiante: ¶
"E estes sinais seguirão os que crerem: Em meu nome realizarão muitas obras maravilhosas; em meu nome expulsarão demônios; em meu nome curarão os enfermos; em meu nome abrirão os olhos dos cegos, e os ouvidos dos surdos; e a língua dos mudos falará. [...] ¶
"Dou-lhes, porém, o mandamento de que não se vangloriem destas coisas nem falem delas diante do mundo; pois estas coisas vos são dadas para vosso proveito e salvação." ¶
Apontando para esses assim chamados dons miraculosos e o seu cumprimento, que testemunho para aqueles que aceitam o evangelho! No entanto, eles não devem prezar essas coisas acima de outras grandes verdades espirituais, a saber, por exemplo, o receber o Espírito Santo. Isso é mais do que igual a todos esses dons espirituais mencionados. ¶
"Em verdade, em verdade vos digo, aqueles que não acreditarem em vossas palavras e não forem batizados na água em meu nome, para remissão de seus pecados, para que recebam o Espírito Santo, serão condenados, e não entrarão no reino de meu Pai, onde meu Pai e eu estamos." ¶
Penso que essa deve ser a "condenação" mencionada acima. Pelo menos, não podem alcançar as recompensas que vêm com a obediência ao evangelho. ¶
E então o Cristo continua a falar dessas testemunhas, que trabalharão no mesmo espírito em que trabalharam os antigos apóstolos — as testemunhas anteriores. Quando ele viajava com eles pelo mundo, não lhes permitiu levar bolsa nem alforje em sua missão, mas os ensinou a confiar no Senhor, e prometeu que não seriam obscurecidos de mente nem de membro nem de junta, mas que ele os sustentaria em suas missões. Estar sem dinheiro não é desculpa para as testemunhas que devem sair em nome do Senhor nesta Nova Dispensação. Devem preservar o mesmo espírito de devoção sincera e sacrificial pela obra que havia nos tempos antigos. ¶
A revelação (Doutrina e Convênios, seç. 84:79-91), tratando dessas coisas nesta Nova Dispensação, diz: ¶
"Eis que vos envio para provar o mundo; e o trabalhador é digno de seu salário. ¶
"E não se cansará nem se turvará a mente do homem que sair a pregar este evangelho do reino, nem seu corpo, membros e juntas; nem um fio de seus cabelos cairá sem que se perceba. E não sofrerão fome nem sede. ¶
"Portanto, não vos preocupeis com o amanhã, com o que haveis de comer nem com o que haveis de beber nem com o que haveis de vestir. [...] ¶
"PORTANTO, QUE NENHUM HOMEM ENTRE VÓS LEVE, DE AGORA EM DIANTE, BOLSA OU ALFORJE, AO PARTIR PARA PROCLAMAR ESTE EVANGELHO DO REINO, POIS ESTE MANDAMENTO É PARA TODOS OS FIÉIS QUE NA IGREJA SÃO CHAMADOS POR DEUS PARA O MINISTÉRIO. ¶
"Eis que eu vos envio para repreender o mundo por todas as suas más ações e para instruir quanto a um julgamento futuro. ¶
"E quem vos receber, lá estarei também, pois irei adiante de vós. Estarei à vossa direita e à vossa esquerda e meu Espírito estará em vosso coração e meus anjos ao vosso redor para vos suster. ¶
"Quem vos recebe, a mim me recebe; e ele vos alimentará e vos vestirá e vos dará dinheiro. ¶
"E aquele que vos alimentar ou vos vestir ou vos der dinheiro, de modo algum perderá sua recompensa. ¶
"Aquele que não fizer essas coisas não é meu discípulo; dessa forma conhecereis meus discípulos." ¶
Para minha surpresa, vejo que o tempo se esgotou. Gostaria de me deter um pouco mais sobre esses assuntos, se fosse possível. ¶
Fiquei encantado com as sugestões feitas ontem aqui pelo élder George F. Richards, a respeito de ampliar a força missionária em vários campos de missão. Agora que estamos em meio a essa assim chamada "depressão financeira", torna-se cada vez mais difícil para os santos em Sião prover os recursos para uma missão para seus filhos e filhas, especialmente se lhes for pedido que providenciem os recursos do começo ao fim, antes mesmo de partirem. Desejo fazer uma sugestão, ou expressar um pensamento que tenho sobre o assunto, e é que essas testemunhas de Deus, penso eu, deveriam aprender a confiar mais no Senhor e em suas promessas — reunir a fé do evangelho e estar dispostas a enfrentar o mundo com fé em Deus, e depender cada vez mais dele para suprir suas necessidades, enquanto preparam os corações dos filhos dos homens para a vinda do Senhor, como no início de nossa obra. ¶
Que o Senhor abençoe Israel e sustente as testemunhas desta dispensação como nas dispensações anteriores, que aumente o seu poder, de modo que, quando saírem a falar, não ocorra aos filhos dos homens duvidar de sua verdade, mas saber, pela resposta do espírito em seu coração, que essas são testemunhas enviadas por Deus — em nome de Jesus Cristo. Amém. ¶