Pulpit

Defesa da Fé

David A. Smith

Conferência Geral de Abril de 1931·Reunião da Manhã do Terceiro Dia·1931-04-06

Parece necessário, às vezes, que tenhamos escaramuças do inimigo para nos avisar de que nossas forças devem estar bem organizadas e bem treinadas, se esperamos tornar decisiva a batalha da retidão. Os trabalhos desta Conferência, até agora, têm-me impressionado com este pensamento. Temos, na Igreja, uma quantidade ilimitada de material de defesa à mão, e cada dia aumenta nosso acervo.

Na Reunião do Sacerdócio de sábado à noite, o Presidente Ivins chamou nossa atenção para um artigo publicado na Popular Science Monthly de janeiro de 1930. Seu olhar atento está sempre à procura de tal informação. A simples menção aos antigos habitantes americanos atrai imediatamente sua atenção. Ele sempre tem prazer em falar sobre eles. Seu conhecimento e interesse por eles têm sido para mim uma fonte de inspiração. Ele chamou minha atenção para este artigo logo após sua publicação. Cito:

"Com registros gravados em pedra imperecível, os maias fizeram, de repente, sua primeira aparição no cenário histórico em 6 de agosto de 613 a.C. Naquele dia remoto — a data mais antiga da história americana — colocaram em prática um sistema de calendário funcional e surpreendentemente exato, que tem sido a maravilha do mundo científico desde que foi decifrado. Por que em 6 de agosto de 613 a.C.? Onde estavam os maias em 5 de agosto? Teriam eles vivido, cultivado a terra, desenvolvido sua maravilhosa astronomia e admirável arquitetura, e exercido suas outras artes e ciências neste continente antes de gravarem aquela primeira inscrição? Se assim foi, por quanto tempo? Se não, de onde vieram? Ninguém sabe. Passo a passo, ao longo de trilhas de vestígios tangíveis, a ciência tem sido capaz de traçar a evolução dos egípcios e de outros povos antigos até suas origens mais remotas e rudimentares. Mas não é assim no caso dos maias. No que diz respeito a qualquer evidência concreta, tanto faria se tivessem caído de Marte ou de algum outro planeta na manhã daquele dia 6 de agosto, há 2.542 anos."

Néfi, o historiador do Livro de Mórmon, conta-nos que, no início do primeiro ano do reinado de Zedequias, rei de Judá, vieram muitos profetas a Jerusalém, profetizando ao povo que deveria arrepender-se, ou a grande cidade de Jerusalém seria destruída; e que seu pai, Leí, foi avisado a tomar sua família e fugir para o deserto. Conta-nos também que, segundo a palavra do anjo, o Deus de Israel, a quem os homens deveriam pisar aos pés, viria 600 anos depois de seu pai deixar Jerusalém. Néfi declarou que não escreveria todos os detalhes, pois, disse ele, "não me importa fazer um relato pormenorizado de tudo o que diz respeito a meu pai, pois essas coisas não podem ser escritas nestas placas, porque desejo o espaço para escrever a respeito das coisas de Deus." Para mim, estas declarações de Néfi respondem à pergunta: "Onde estavam os maias em 5 de agosto de 613 a.C.?" Para conhecer a história completa, é preciso ler o Livro de Mórmon. Os últimos anos têm trazido muitas evidências que sustentam esta afirmação.

Tenho apenas alguns minutos para me dirigir a vós, e, durante este tempo, desejo, se o Senhor me ajudar, mencionar algumas dessas evidências. Por meio dos escritos e tradições dos antigos americanos, historiadores e arqueólogos preservaram para nós uma história das mais maravilhosas, uma história que se harmoniza perfeitamente com a história do Livro de Mórmon. Não tentarei fazer uma comparação detalhada. Meu tempo não o permitirá.

Néfi nos diz que seu registro está escrito na língua de seu pai, que consiste no conhecimento dos judeus e na língua dos egípcios. (1 Néfi 1:1-2.) Comparai com o seguinte:

"Os mexicanos tinham mais de um método de escrita. Não apenas usavam sinais hieroglíficos 'figurativos e simbólicos', mas, como os antigos egípcios, tinham também sinais fonéticos que representavam não uma coisa, uma ação ou uma ideia, mas um som. Daí ao alfabeto é apenas um passo, ou melhor, já é o próprio alfabeto; mas fizeram muito menos uso da valiosa descoberta dos sinais fonéticos do que os egípcios. Restringiram-se quase inteiramente ao figurativo e simbólico. O resultado foi que a escrita precisava ser amplamente auxiliada pela memória." ("History of Mexico," Claverijo, Volume 2, página 43.)

Leí teve quatro filhos. Néfi tornou-se o líder. Baldwin, em sua obra "Ancient America," na página 264, faz a seguinte declaração:

"Ela (esta civilização da América do Sul) foi originada, diz ele, por um povo liderado por quatro irmãos que se estabeleceram no vale de Tuzco e ali desenvolveram uma civilização de modo muito humano. O mais jovem desses irmãos assumiu a autoridade suprema e tornou-se o primeiro de uma longa linhagem de soberanos."

"Eles criam em Deus. Humanos em forma e sentimento, e ainda assim os mais divinos, eram os deuses e divindades dos antigos senecas e de outros povos iroqueses. Embora a organização divina, social e política fosse necessariamente, por razões psicológicas, um reflexo ou réplica próxima da organização humana, e embora tanto os deuses quanto o homem descendessem de um primeiro ancestral original, o primeiro antepassado divino era, no entanto, um deus autoexistente, e o primeiro homem era a criatura de um desses poderes divinos." (Annual Report of the Bureau of American Ethnology, 1918.)

"Criam que a alma era imortal. Distinguiam três destinos para a alma quando separada do corpo." ("History of Mexico," Claverijo, Volume 2, página 3.)

"Criam num espírito maligno, o inimigo da humanidade, a quem chamavam a coruja racional, e diziam que ele frequentemente aparecia aos homens com o propósito de aterrorizá-los ou de lhes causar dano. Os mexicanos, como todas as outras nações civilizadas, têm uma tradição clara, embora um tanto corrompida por fábulas, da criação do mundo, do dilúvio universal, da confusão das línguas e da dispersão do povo; e tinham, de fato, todos esses acontecimentos representados em suas pinturas." ("History of Mexico," Claverijo, Volume 2, página 2.)

"Os astecas criam que duas pessoas sobreviveram ao dilúvio, um homem e sua esposa. Suas cabeças são representadas em pinturas antigas, juntamente com um barco flutuando sobre a água, ao pé da montanha; representa-se também uma pomba, com o emblema hieroglífico da linguagem em seu bico, que ela está distribuindo aos filhos dos sobreviventes. O povo mantinha ainda a tradição de que o barco no qual seu Noé escapou estava cheio de várias espécies de animais e aves. Depois de algum tempo, um abutre foi enviado dali, mas permaneceu alimentando-se dos corpos mortos dos gigantes que haviam sido deixados na terra quando as águas baixaram. O pequeno beija-flor foi então enviado e voltou com um raminho no bico." ("Conquest of Mexico," Prescott, página 385.)

Falando sobre a pirâmide de Cholula, diz Prescott:

"A tradição popular a respeito de sua construção é que foi erigida por uma família de gigantes que haviam escapado da grande inundação, e que se destinava a erguer o edifício até as nuvens; mas os deuses, ofendidos com sua presunção, enviaram fogo do céu sobre a pirâmide e os obrigaram a abandonar o intento."

Referindo-se a Quetzalcoatl, dizem:

"Foi ele que nasceu da virgem que se chama Chimalmar, no céu. Este Quetzalcoatl foi aquele que, dizem, fez o mundo, porque, dizem, este deus supremo, que reside no céu altíssimo, quando lhe aprouve, soprou e gerou este Quetzalcoatl. A este ser edificaram as igrejas redondas, que não têm cantos algum. Dizem que foi ele quem fez o primeiro homem. Um deus chamado Titlalacomac enviou um mensageiro do céu com uma mensagem para uma virgem que vivia em Tula, chamada Chimalmar. Esta virgem concebeu um filho sem conhecer homem algum, o qual se chamou Quetzalcoatl, e dizem que ele é o deus do ar." (Cortez Mess. Rios, No. 3738, página 25.)

"Quetzalcoatl era, entre os mexicanos e todas as outras nações de Anahuac, o deus do ar. Dizia-se que ele havia sido, certa vez, sumo sacerdote de Tula. Representavam-no alto, corpulento, de tez clara, com testa larga, olhos grandes, cabelos negros e longos, e barba espessa; por amor à decência, vestia sempre uma túnica longa. Acreditava-se que possuía a maior diligência e que havia inventado a arte de fundir metais e talhar gemas. Supunha-se que possuía a mais profunda sabedoria, que demonstrava nas leis que deixou à humanidade; e, acima de tudo, que tivera os costumes mais rígidos e exemplares. Sempre que pretendia promulgar uma lei em seu reino, ordenava a um arauto que subisse ao topo do monte próximo à cidade de Tula, cuja voz era ouvida à distância de 300 milhas. Todos os seus súditos eram ricos, e, em resumo, os mexicanos imaginavam tanta felicidade sob o sacerdócio de Quetzalcoatl quanto os gregos imaginavam sob o reinado de Saturno." ("History of Mexico" por Claverijo, Volume 2, página 14. Comparai com 3 Néfi 11.)

"Quetzalcoatl, depois de vinte anos em Cholula, resolveu prosseguir sua jornada até os reinos imaginários de Tlapatla, levando consigo quatro jovens nobres e virtuosos. Na província marítima de Coatzacoalco, ele os dispensou e pediu-lhes que assegurassem aos cholulanos que ele voltaria para confortá-los e guiá-los." ("History of Mexico," Claverijo, Volume 2, página 12. Vede 3 Néfi 18:38, 39.)

Referindo-se à destruição ocorrida por ocasião da morte do Salvador, temos a seguinte declaração:

"Havia um erro muito grande entre estes nativos, e muito generalizado por todo este novo estado, pois diziam que este mundo tivera dois fins, e que um deles fora por meio de dilúvio e águas tempestuosas, e que o mundo fora virado de cabeça para baixo, e que aqueles que naquele tempo viviam eram gigantes cujos ossos são encontrados nos lugares fendidos; e assim, dizem também que houve outro fim do mundo por meio de vento e furacão tão grandes que tudo o que nele havia foi destruído, até mesmo as plantas e árvores dos montes mais altos, e que os homens daquele tempo foram tomados e levantados do solo até desaparecerem de vista, e que algumas poucas pessoas, dentre as que escaparam, foram transformadas em macacos, e perderam o uso da razão e a fala, e tornaram-se como agora os vemos. Creem, com igual certeza, que haverá um outro fim, e que este será por fogo." (Historiatlaxcola Mexico, 1892, página 153. Vede 3 Néfi 8.)

"Alguns escritores mexicanos estão convencidos de que o evangelho fora pregado na América alguns séculos antes da chegada dos espanhóis. Os fundamentos dessa opinião são algumas cruzes que foram encontradas em diferentes ocasiões, que parecem ter sido feitas antes da chegada dos espanhóis; o jejum de quarenta dias observado pelo povo do novo mundo; a tradição da futura chegada de um povo estranho, de barba." ("History of Mexico," Claverijo, Volume 2, página 14.)

Referindo-se à primeira visita de Cortez a Yucatán, diz Prescott:

"As casas eram, algumas delas, grandes e frequentemente construídas de pedra e cal. Ficou particularmente impressionado com o templo, no qual havia torres construídas do mesmo material sólido, erguendo-se por vários andares de altura. No pátio de um deles, ficou maravilhado à vista de uma cruz de pedra e cal, com cerca de dez palmos de altura. Era o emblema do deus da chuva. No entanto, deve-se considerar um fato curioso que a cruz fosse venerada como objeto de culto religioso, tanto no novo mundo quanto nas regiões do velho mundo onde a luz do cristianismo jamais havia surgido."

Quanto à crença deste povo de que seu deus Quetzalcoatl, ao partir, prometeu voltar em alguma data futura, faz Prescott a seguinte declaração:

"Num capítulo anterior, mencionei a tradição popular a respeito de Quetzalcoatl, aquela divindade de tez clara e barba fluente, tão diferente da fisionomia indígena, que, depois de cumprir sua missão de benevolência entre os astecas, embarcou no mar Atlântico rumo às praias misteriosas de Tlapallan. Ao partir, prometeu voltar em alguma data futura, com sua posteridade, e retomar a posse de seu império. Aquele dia era aguardado com esperança ou apreensão, conforme os interesses do crente, mas com confiança geral por toda a vasta extensão de Anahuac. Mesmo depois da conquista, ainda perdurava entre as raças indígenas, por quem era tão carinhosamente acalentada quanto a vinda de seu rei Sebastião continuava a ser pelos portugueses, ou a do Messias pelos judeus. Um sentimento geral parece ter prevalecido, no tempo de Montezuma, de que o período do retorno da divindade e do pleno cumprimento de sua promessa estava próximo. Diz-se que esta convicção ganhou força a partir de vários acontecimentos sobrenaturais, relatados com maior ou menor detalhe por todos os mais antigos historiadores." ("History of Mexico," Prescott, 218.)

"À chegada dos espanhóis à costa de Anahuac, os governadores mexicanos daquelas costas ficaram atônitos à vista de embarcações tão grandes e homens de aspecto e figura tão estranhos."

Néfi chama nossa atenção para o fato de que seu povo construía grandes edifícios de cimento e pedra. Historiadores preservaram para nós a seguinte declaração:

"De muitas outras maneiras, os maias antecipavam de modo surpreendente os métodos modernos. Descobriram o uso do concreto na construção de edifícios. Parece que erguiam formas de madeira contra as quais se colocavam blocos de pedra, lavrados lisos apenas na frente, para servir de revestimento. Em seguida, uma mistura de pedra britada e argamassa líquida era despejada no espaço entre o revestimento e a forma interna de madeira. Isso produzia uma parede monolítica resistente. Em suas pinturas, empregavam os princípios de perspectiva e escorço, e chegaram até a desenvolver certa técnica para apresentar uma vista de três quartos. E os devotos das histórias em quadrinhos dominicais talvez se surpreendam ao saber que os maias, em suas gravuras de figuras humanas em conversação, originaram o 'balão de fala', sem o qual nenhuma tira cômica moderna está completa." (New Clues to the Mayan Riddle, Popular Science Monthly, janeiro de 1930.)

"A pirâmide tem quase 30 pés de altura e, na base, mede cerca de 100 por 120 pés. O cume achatado preserva quase suas dimensões originais, tendo sido protegido por um piso firme de cimento, e mede 60 por 80 pés. Sobre este repousa uma baixa massa de terra, de cerca de 5 pés de altura, tendo, perto do centro, remanescentes de uma construção espanhola, provavelmente uma igreja. Esta massa volumosa é composta de pedras de vários tamanhos e formas, embutidas em adobe, como em muitas das estruturas do lado norte, mas não podemos, no momento, afirmar se os revestimentos eram de pedra ou de cimento. A característica mais notável desta pirâmide são os pisos de cimento ou concreto dos terraços, que são tão firmes e fixos que se sobressaem, em alguns lugares, muito além do declive já desmoronado." ("Ancient Cities of Mexico," Holmes, Vol. 1, página 275.)

"Argamassa, feita de cal e areia, e misturas semelhantes a cimento, compostas de argamassa temperada com cascalho, pedra socada, etc., foram largamente utilizadas, e sua durabilidade é notável. Numerosos pisos e telhados ainda estão preservados." ("Ancient Cities of Mexico," Holmes, Vol. 1, página 25.)

Diz-se que, à chegada de Cortez à costa de Yucatán, o povo ficou grandemente alarmado ao ver os grandes navios de velas brancas. Cortez, tendo ouvido falar da tradição do povo, mandou, segundo se diz, disparar seus canhões. Isso teve, sobre os nativos, o efeito de fazê-los crer que Quetzalcoatl, deus do ar, havia retornado como prometido. A fumaça subindo aos céus, o estrondo do canhão, a aparência dos homens brancos com barbas, pareciam confirmar este fato. Claverijo registra isto na seguinte declaração:

"Montezuma ficou extremamente perturbado ao ouvir o relato deles; mas, para evitar qualquer passo precipitado num assunto de tal importância e alarme, reuniu-se em conselho com Cacamatzi, rei de Acolhuacan, seu sobrinho, Cuitlahuatzur, senhor de Iztapalapan, seu irmão, e outras doze personagens, seus conselheiros ordinários. Depois de uma longa conferência, concluíram unanimemente que aquele que havia desembarcado naquela costa, com exército tão grande, não podia ser outra pessoa senão Quetzalcoatl, o deus do ar, que por muitos anos fora esperado naquele país; pois prevalecia entre aquelas nações, como já mencionamos, uma antiga tradição de que tal divindade, depois de haver, por sua benevolência e inocência de vida, conquistado a estima e a veneração do povo em Tatlan, Cholula e Onohualco, desaparecera deles, prometendo retornar após certo período para governá-los em paz e proporcionar-lhes felicidade."

Depois de uma longa conferência com Cortez, parece que os nativos não haviam ficado favoravelmente impressionados com suas doutrinas ou ensinamentos a respeito de Deus. Montezuma declarou que o deus deles era semelhante ao descrito pelos espanhóis.

"Mas," diz Prescott, "parece ter havido grande divisão de opinião naquele conselho. Alguns eram favoráveis a resistir ao estrangeiro de imediato, seja por fraude ou por força aberta. Outros argumentavam que, se fossem seres sobrenaturais, a fraude e a força seriam igualmente inúteis. Se fossem, como pretendiam, embaixadores de um príncipe estrangeiro, tal política seria covarde e injusta. Que não pertenciam à família de Quetzalcoatl argumentava-se pelo fato de que já se haviam mostrado hostis à sua religião, pois notícias do procedimento dos espanhóis em Tabasco, ao que parece, já haviam chegado à capital. Se Montezuma resistira à visita deles à sua capital, foi porque ouvira tais relatos de sua crueldade, de que enviavam o relâmpago para consumir seu povo, ou os esmagavam sob os pés duros dos animais ferozes em que cavalgavam." (Prescott, página 221.)

Ontem, neste local, alguns descendentes destes lamanitas realizaram um breve culto. Cantaram e oraram em inglês e em sua língua nativa. Néfi viu, em visão, que, por causa da iniquidade, seu povo se tornaria um povo escuro e repugnante. Viu também que, no dia em que este livro que ele estava escrevendo chegasse às mãos dos gentios e fosse entregue a seu povo, eles se tornariam novamente um povo branco e deleitável. Estes lamanitas, que encontramos ontem, são escuros como seus antepassados, mas suas almas são brancas. Têm fé no Deus vivo, aquela fé que conduz à vida eterna.

Para concluir, lerei uma declaração de Lord Kingsborough a respeito deste povo. Ele apresenta as seguintes razões para crer que são descendentes dos hebreus:

"Por causa de sua divisão em tribos; sua adoração de Jeová; suas noções de teocracia; sua crença no ministério de anjos; sua língua e dialetos; seu modo de contar o tempo; seus profetas e sumos sacerdotes; suas festas, jejuns e ritos religiosos; seu sacrifício diário; suas abluções e unções; suas leis de impureza; sua abstenção de coisas impuras; seus casamentos, divórcios, punição do adultério; suas várias punições; suas cidades de refúgio; suas purificações e cerimônias preparatórias para a guerra; seus ornamentos; seu modo de curar os enfermos; seu sepultamento dos mortos; seu costume de suscitar descendência a um irmão falecido; sua escolha de nomes adequados às suas circunstâncias e aos tempos; suas próprias tradições, os relatos de nossos escritores ingleses, e os testemunhos que os espanhóis e outros deram a respeito dos habitantes primitivos do Peru e do México."

Um canto de seu menestrel, tal como interpretado, parece ter sido profético. Para nós, é profético.

"Gozai as fragrantes flores que brotam Ao redor de vosso régio estado; Virá um dia que há de destruir Vossa bem-aventurança presente — vossa alegria presente — Quando o destino o cetro do comando Arrancar de vossa mão real

Vossa lua minguante se erguer; E, ao apagar-se vosso orgulho e vossa força, De vossos seguidores há de ser arrancado

Tudo o que amam ou prezam. Quando as dores vossa verdade atestarem,

E este vosso trono declinar — As aves de vosso ninho ancestral,

Os príncipes de vossa linhagem — Os poderosos de vossa raça — hão de ver

Os amargos males da pobreza —

E então a memória há de lembrar Vossa invejada grandeza, e em todos

Vossos brilhantes triunfos há de deter-se; E, ao pensarem nos anos passados Comparados à vergonha presente, suas lágrimas

Hão de inchar até o oceano.

E aqueles que, por meio de uma faixa real,

Vos servem por coroa, ou plumagem, Longe da terra de Culhuacan

Hão de encontrar o destino do exílio, Privados de vós — sua posição esquecida, O infortúnio há de assolar sua sorte. Então a fama há de negar, com relutância, Seu tributo à grandeza, que outrora

Brasões e coroas exibia; O povo há de reter apenas A lembrança daquele trono triplo

Ao qual esta nossa terra obedecia."

Meus irmãos e irmãs, sinto-me emocionado quando leio o Livro de Mórmon. Quanto mais o estudo, mais valor vejo nele. É uma das mais maravilhosas evidências da divindade desta obra que Deus colocou em nossas mãos. Rogo-vos que o leiais e o estudeis com um coração orante. Lede primeiro o último capítulo. Segui esta instrução ao pé da letra, e o Senhor estará convosco, pois assim o prometeu.

Que Deus nos ajude em nossos esforços para prosseguir em Sua grande obra, é minha oração, que peço em nome de Jesus Cristo. Amém.

Como citar este discursoDavid A. Smith, “Defesa da Fé”, Conferência Geral de Abril de 1931, Reunião da Manhã do Terceiro Dia (1931-04-06). Pulpit Vault, 1931-04-david-a-smith-defense-of-the-faith. Tradução desta edição, por método de glossário, archive.org.Pulpit Vault, edição de 23 de setembro de 2026 (commit 4bdc6ac627).