A Condição da Igreja
Heber J. Grant
Estou de fato encantado por ver uma assistência tão maravilhosa aqui esta manhã. É gratificante notar o interesse manifestado pelos Santos dos Últimos Dias em se reunirem, por todas as estacas de Sião, durante os últimos seis meses, na verdade, durante o último ano, em suas casas de adoração, para render graças ao Senhor por sua bondade e misericórdia para com eles, e para testificar das bênçãos que têm recebido. ¶
Preparei alguns itens que creio serão de interesse para esta conferência. Tem sido costume, no discurso de abertura, apresentar alguns itens a respeito da condição da Igreja. ¶
AUMENTO DA FREQUÊNCIA ÀS REUNIÕES SACRAMENTAIS. ¶
Nossos relatórios mostram que houve um aumento na frequência às nossas reuniões sacramentais e reuniões de jejum, em toda a Igreja. Nunca ouço as orações reveladas que vieram de Deus, para serem usadas em nossas reuniões sacramentais, nas quais nós, por meio daqueles que administram o sacramento, expressamos nossa determinação de nos lembrarmos de nosso Senhor e Redentor, Jesus Cristo, e de expressar nossa disposição de obedecer-lhe e de guardar os mandamentos que nos deu, sem regozijar-me na inspiração de Joseph Smith, ao traduzir o Livro de Mórmon, e nos dar aquelas duas maravilhosas orações sacramentais, aqueles dois admiráveis convênios que todos os Santos dos Últimos Dias fazem quando se reúnem e participam do sacramento. Regozijo-me em saber que houve um aumento na frequência a essas reuniões, e também às nossas reuniões de jejum, onde podemos testificar das muitas bênçãos de Deus para conosco como povo. Sou grato aos nossos jovens por adotarem o lema segundo o qual eram favoráveis a desenvolver o crescimento espiritual por meio da frequência às nossas reuniões sacramentais. A frequência aumentou, e, portanto, houve crescimento espiritual. ¶
TRABALHOS MISSIONÁRIOS LOCAIS. ¶
O trabalho missionário que foi delineado em nossa reunião geral do Sacerdócio, na última Conferência de outubro, tem sido conduzido com êxito na maioria das estacas e tem sido meio de fazer muito bem. Esse trabalho é duplamente abençoado. Abençoa tanto quem dá quanto quem recebe. Algumas das reuniões mais excelentes que tenho ¶
tido o privilégio de assistir, durante os últimos seis meses, foram os ajuntamentos daqueles que se dedicam ao trabalho missionário nas diversas estacas de Sião; e regozijo-me em saber que muitas pessoas que ouviram a palavra de Deus, por meio desses missionários, foram batizadas na Igreja. Creio que, em proporção à quantidade de trabalho de caráter missionário realizado nas diversas estacas de Sião, entre aqueles que estão em nosso meio, mas que não conhecem o evangelho, houve tantos, senão mais, batismos quanto nos campos missionários pelas diferentes partes do mundo. ¶
A OBRA DO TEMPLO. ¶
A obra em nossos templos progride de maneira muito satisfatória; a frequência aumentou, e o grande interesse em toda a Igreja pela obra do templo é muito animador. Temos agora quatro turmas diárias no Templo de Salt Lake. Creio que foi um exemplo muito maravilhoso da fé dos Santos dos Últimos Dias na obra do templo, quando um dia de jejum foi declarado e ao povo foi pedido, em setembro passado, que fizesse doações para ajudar na construção do templo no Arizona, que mais de cento e dezoito mil dólares foram arrecadados sem um centavo de despesa, por doação, naquele dia de jejum especial separado para esse fim. Nada poderia mostrar mais conclusivamente a lealdade dos Santos dos Últimos Dias a esse princípio do evangelho do Senhor Jesus Cristo, novamente revelado à terra, a saber, o direito e o privilégio de realizar trabalhos nos santos templos de Deus por aqueles de nossos antepassados que passaram além do véu, do que ter, em um único dia de jejum, em toda esta Igreja, cento e dezoito mil dólares contribuídos pelo povo para a construção do Templo do Arizona. ¶
TRABALHOS NO QUARTEIRÃO DO TEMPLO. ¶
Desejo elogiar o esplêndido trabalho missionário realizado no Quarteirão do Templo, sob a direção do Bureau de Informação, juntamente com os recitais gratuitos de órgão oferecidos ao público. A quantidade de bem que se faz por meio desse excelente trabalho dificilmente pode ser estimada. Tenho conhecido pessoas que visitaram o Quarteirão do Templo, desde a Cidade do Lago Salgado até as Ilhas Havaianas, e desde a Cidade do Lago Salgado até Nova York, e até São Francisco, e no Canadá e em outros lugares, e sei, por minha conversa com elas, da esplêndida impressão causada em suas mentes ao entrarem em contato com esses homens e mulheres devotados que trabalham aqui, como missionários, no Quarteirão do Templo. ¶
MUDANÇAS DE OFICIAIS NAS ESTACAS E MISSÕES. ¶
Houve um leve aumento no pagamento das ofertas de jejum, embora ainda haja muito espaço para melhoria nesse aspecto. Desde nossa última Conferência, duas novas estacas foram organizadas -- a estaca North Sevier, com Moroni Lazenby como presidente, e a estaca South Sevier, com John E. Magleby como presidente. Desde nossa última Conferência, John N. Henrie, presidente da estaca Panguitch, faleceu. ¶
Foi um presidente fiel e diligente daquela estaca de Sião. ¶
Desde nossa última Conferência, faleceram os seguintes bispos: o Bispo Herbert Beck, da ala Centerfield, estaca South Sanpete; o Bispo Godfrey Fuhriman, da ala Providence First, estaca Logan; o Bispo Walter Roberts, da ala Sutherland, estaca Deseret, e o Bispo Clyde A. Hammond, da ala Moab, estaca San Juan. Estendemos as bênçãos das Autoridades Gerais às famílias desses nossos irmãos, que foram chamados de nosso meio desde nossa última Conferência. ¶
As seguintes mudanças foram feitas nas presidências de estaca desde nossa última Conferência: Albert Choules sucedeu Don C. Driggs como presidente da estaca Teton, William J. Henderson sucedeu o falecido John N. Henrie como presidente da estaca Panguitch. O irmão Driggs foi desobrigado com o amor, a confiança e a bênção de seus irmãos, como presidente da estaca Teton. ¶
Na Missão da Holanda, John I. Lillywhite foi designado presidente, em sucessão a John A. Butterworth. Mark Coombs foi designado presidente da Missão de Tonga, em sucessão a Willard L. Smith. J. Wiley Sessions foi designado presidente da Missão da África do Sul, em sucessão a Nicholas G. Smith. Recebi uma carta do irmão Sessions anunciando sua chegada à África do Sul. O irmão Sessions vinha tentando, havia quase um ano, chegar à África do Sul, mas, por causa dos obstáculos postos em seu caminho por autoridades que se recusavam a visar passaportes e a permitir que ele lá fosse, tivemos a necessidade de manter o irmão Nicholas Groesbeck Smith naquela missão por mais um ano, depois de sentirmos que ele já deveria ter sido desobrigado. O irmão Smith cumpriu uma missão esplêndida na África do Sul e voltará com o amor e as bênçãos de todas as autoridades da Igreja. ¶
ESTATÍSTICAS VITAIS E EDUCACIONAIS. ¶
Setenta e cinco por cento das famílias da Igreja nas Estacas de Sião possuem suas próprias casas. A taxa de natalidade da Igreja é hoje de 38 por 1.000. A taxa de mortalidade é de 9 por 1.000. A taxa de casamentos é de 15,5 por 1.000. Foram gastos, para fins educacionais, $718.497,19. Foram gastos, para tabernáculos, casas de reunião e salões de recreação, $346.203,17. ¶
ATIVIDADES MISSIONÁRIAS. ¶
Foram gastos, para atividades missionárias, $511.709,97. Isso não leva em conta o montante gasto pelos próprios indivíduos que vão para as missões, nem o montante que perdem ao abandonar seus empregos para irem servir. Isso, tenho certeza, representaria mais de dois milhões de dólares por ano, além desse meio milhão de dólares. De modo que os Santos dos Últimos Dias, como povo, estão dando ao mundo um exemplo objetivo, tal como creio que nenhum outro povo sobre a face da terra está dando, de seu amor a Deus, esse primeiro e grande mandamento que nos foi dado, e também o segundo mandamento, de amar o próximo como a nós mesmos. Quando paramos para refletir que um punhado de pessoas, ¶
que soma, em todas as partes do mundo, apenas quinhentos mil homens, mulheres, crianças e bebês, está gastando $2.500.000 por ano, em tempo e em meios, para proclamar o evangelho do Senhor Jesus Cristo, sem esperança de recompensa terrena, encontramos um exemplo objetivo do amor por nossos semelhantes que creio não ter igual, de fato sei que não tem igual, em todo o vasto mundo. ¶
AJUDA AOS POBRES. ¶
Foram gastos, em assistência prestada aos pobres, $450.000, dos quais $110.000 foram arrecadados em um único dia de jejum para o alívio dos que sofriam na Europa, na Armênia e em outros lugares. Foram gastos, para fins do templo, $158.715,29. ¶
Recebi uma esplêndida carta do Comitê de Assistência ao Oriente Próximo, em Nova York, que não consegui encontrar esta manhã; mas, há um dia ou dois, foi recebida a seguinte carta de Herbert L. Gutterson: ¶
"Cidade de Nova York, 21 de março de 1921. Sr. Heber J. Grant, 47 E. South Temple St., Cidade do Lago Salgado, Utah. ¶
"Prezado Sr. Grant: Recebemos sua carta do dia 16, endereçada ao Sr. Hoover, que desejamos confirmar em nome dele. ¶
"A contribuição de $68.318,21 de sua Igreja é um testemunho esplêndido para a causa que serviu de base para a formação do Conselho Europeu de Assistência." ¶
"Rogamos que aceite, em nome do Conselho Europeu de Assistência como corpo, nossos mais sinceros e profundos agradecimentos pela contribuição da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias; e pedimos que expresse a eles este sentimento e gratidão por sua cooperação. Com os mais cordiais votos, subscrevemo-nos, ¶
"Muito atenciosamente, ¶
"Comitê de Controle. ¶
"Por Herbert L. Gutterson." ¶
FALECIMENTO DO PRESIDENTE ANTHON H. LUND. ¶
Desde nossa última Conferência, sofremos a tristeza de nos separarmos de um dos membros da Presidência da Igreja, o Presidente Anthon H. Lund, do qual, desde o dia de seu batismo, ainda menino, na Escandinávia, até o dia de sua morte, não conheci na Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias trabalhador mais fiel, diligente, enérgico, cuidadoso, consciencioso e inteligente. O Presidente Lund era um homem amado por todos. Nunca ouvi, em toda a minha vida, uma só alma dizer algo que não fosse bom a respeito do falecido Presidente Anthon H. Lund. Sua capacidade e habilidade eram conhecidas por todas as Autoridades Gerais como as de um homem grande, nobre e verdadeiro, um Santo dos Últimos Dias até o âmago. Lamentamos sua perda. Mas, nas providências do Senhor, sentimos que ele levantará outros para ajudar a fazer avançar esta grande obra. Tivemos aqui uma assistência maravilhosíssima em seu funeral, com a casa lotada até transbordar, demonstrando assim o amor, a confiança e o respeito do povo pelo Presidente Lund. ¶
MUDANÇAS NA PRIMEIRA PRESIDÊNCIA. ¶
Creio que, na promoção do irmão Penrose a Primeiro Conselheiro na Primeira Presidência, depois de ele ter trabalhado, desde a época em que era menino, com dezenove anos de idade, por dez longos anos, em sua terra natal, proclamando o evangelho, e ter voltado àquela terra para cumprir mais três missões, num total de mais de vinte anos de trabalho missionário, e depois ter trabalhado aqui em casa constantemente, com a pena e com a língua, para proclamar o evangelho; depois de ter realizado tudo isso, sinto-me seguro de que os Santos dos Últimos Dias se regozijam com a promoção deste homem idoso, agora em seu nonagésimo ano, a Primeiro Conselheiro na Presidência da Igreja. ¶
Creio que os Santos dos Últimos Dias em geral têm aprovado, em seu coração, a escolha de Anthony W. Ivins para ser meu Segundo Conselheiro, tornando-se membro da Presidência da Igreja. Ainda não apresentamos esses nomes, mas eles serão apresentados antes que a Conferência se encerre. ¶
ESCOLHA DE UM NOVO APÓSTOLO. ¶
Estou convencido, em meu próprio coração, de que, se o Presidente Anthon H. Lund tivesse tido o privilégio de indicar um homem para preencher a vaga causada no Quórum dos Doze Apóstolos, por sua morte, e pela promoção do irmão Ivins, ele teria indicado o irmão John A. Widtsoe. O evangelho do Senhor Jesus Cristo tem reunido, das Ilhas Britânicas e dos países escandinavos, muitos milhares e milhares de Santos dos Últimos Dias honestos, enérgicos, fiéis, leais e verdadeiros. A Escandinávia, em segundo lugar apenas depois das Ilhas Britânicas, tem fornecido grande número de conversos à Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Creio que os Santos, em geral, aprovam aqueles que têm sido chamados para essas posições. Estou convencido, além de qualquer sombra de dúvida, de que a Presidência e os Apóstolos, sob a inspiração do Senhor, indicaram o homem certo para preencher a vaga no Quórum dos Doze Apóstolos, e não tenho absolutamente nenhuma dúvida de que os Santos dos Últimos Dias sancionarão o termos separado e ordenado ao apostolado o irmão John A. Widtsoe. ¶
RESPOSTA SINCERA ÀS INSTRUÇÕES DA ÚLTIMA CONFERÊNCIA. ¶
Regozijo-me no que creio ter sido uma resposta aos discursos proferidos aqui há seis meses. A palavra-chave de nossa Conferência, naquela ocasião, era obedecer aos mandamentos do Senhor Jesus Cristo, ter em nosso coração o amor de Deus, o amor por nossos semelhantes, ter em nosso coração o espírito de perdão e de longanimidade, ter em nosso coração o desejo de fazer aquilo que seria agradável e aceitável a nosso Pai Celestial; e sinto-me grato porque, durante os últimos seis meses, houve crescimento espiritual. Creio que houve um sentimento melhor, que algumas das animosidades existentes há seis meses, por causa de diferenças políticas, desapareceram, agora que os homens ¶
tiveram tempo, figurativamente falando, de "esfriar a cabeça." Regozijar-me-ia além de todo o poder que Deus me deu para expressar meus sentimentos, se os Santos dos Últimos Dias pudessem expressar suas opiniões em tempos de campanhas políticas sem animosidade, sem espírito de vingança, se pudessem simplesmente proclamar os princípios em que creem, sem se entregar a ataques pessoais. ¶
MUDANÇA DE SENTIMENTO EM FAVOR DOS SANTOS DOS ÚLTIMOS DIAS. ¶
Penso que nós, como povo, temos grande motivo para nos regozijar na era de boa vontade e de confraternização que hoje existe para conosco, como povo, entre aqueles que não são de nossa fé, em comparação com as condições que existiam alguns anos atrás. Não conheço nenhum fato único, em minha experiência, durante o longo tempo em que tenho sido uma das Autoridades Gerais da Igreja, que me tenha impressionado mais profundamente com a mudança de sentimento para com os Santos dos Últimos Dias do que a recepção que me foi concedida em dezembro passado, quando fui a Kansas City e proferi um discurso sobre as realizações do "mormonismo." Quando reflito sobre o fato de que, no principal hotel daquela maravilhosa e progressista cidade -- (não sei se todas as pessoas aqui presentes, na verdade sinto-me seguro de que talvez a maioria das que aqui estão não têm conhecimento de que, embora aquela cidade seja apenas metade do tamanho de St. Louis, suas compensações bancárias são maiores do que as de St. Louis, que, em alguns itens específicos, ocupam o primeiro lugar, em comércio, entre todas as cidades dos Estados Unidos; e não sei se estais cientes de que ali existe um jornal reconhecido como um dos seis principais jornais dos Estados Unidos, o Kansas City Star) -- pude ficar de pé a menos de dez milhas de Independence, o lugar de onde os Santos dos Últimos Dias foram expulsos, por uma ordem de expulsão e extermínio do Governador do Estado, o Governador Boggs, e proclamar as realizações dos Santos dos Últimos Dias; relatar as profecias de Joseph Smith, apresentar àqueles homens ali reunidos -- mais de trezentos dos principais e influentes homens de negócios da cidade -- o testemunho de Josiah Quincy a respeito do Profeta Joseph Smith; repetir-lhes o grande hino pioneiro "Come, come, ye Saints;" relatar as dificuldades, as expulsões e as perseguições dos Santos dos Últimos Dias, e ver aquele grupo de homens representativos receber esse discurso com aprovação, aplaudi-lo em muitos trechos, e muitos deles virem até mim, depois da reunião, apertar minha mão e me cumprimentar pelo discurso; e ver alguns dos membros da Diretoria daquele grande clube -- o Knife and Fork Club de Kansas City -- (que, fui informado, é o segundo maior clube de jantar dos Estados Unidos, ficando o Gridiron de Washington em primeiro lugar) -- dizerem que esperavam uma nova data para poderem ouvir mais a respeito de nosso povo; e então parar para refletir sobre o fato de que o Profeta e seus seguidores, nos primeiros dias, foram expulsos do ¶
Missouri; que muitos deles foram assassinados; que toda espécie de crimes foi cometida contra o povo; que seus bens foram confiscados; que jamais recebemos qualquer coisa pelos nossos bens que nos pertenciam naquela região, que hoje parte do valioso território por onde ali passamos é justamente a propriedade que nosso povo possuía (pois, ao se investigar muitos extratos de propriedades valiosas, verifica-se que o título se centra no bispo da Igreja "mórmon," e somente por causa do decurso do tempo é que as pessoas obtiveram título legítimo sobre essas terras, e não porque jamais tenha sido pago) -- afirmo que, ao parar e refletir sobre as expulsões e perseguições dos Santos dos Últimos Dias, cujas condições nenhuma língua pode contar nem nenhuma pena pode retratar; e então perceber que existe hoje, naquela comunidade, entre as pessoas que residem justamente no lugar, por assim dizer, de onde o Presidente Joseph Smith, o Profeta do Deus vivo, e outros foram expulsos, um sentimento tal que fui convidado a ir até lá e solicitado a falar sobre as realizações do "mormonismo," e ver esse discurso recebido de braços abertos, isso demonstra a mais maravilhosa mudança de sentimento. ¶
Há pouco tempo, o editor e publicador do Coast Banker, jornal de circulação em todo o Décimo Segundo Distrito do Federal Reserve, pediu-me que escrevesse um artigo sobre as realizações de nosso povo. Não tive tempo de escrever o artigo, mas lhe enviei o discurso que proferi perante o Knife and Fork Club, e disse-lhe que, se isso servisse ao propósito, eu ficaria muito satisfeito de que ele o publicasse. É claro que percebi que era um discurso muito longo, porque falei bastante depressa e falei por cinquenta e sete minutos, mas ele publicou tudo o que eu disse. Publicou, além disso, uma introdução de tal qualidade que muito me orgulha. Agradeci-lhe cordialmente, quando o encontrei, por essa introdução ao meu discurso. ¶
Agora, oro ao Senhor que abençoe os Santos dos Últimos Dias. Oro ao Senhor que nos lembremos daquela mesma palavra-chave que nos foi dada aqui há seis meses -- guardar os mandamentos do Senhor. Ora, sabeis, se pudermos apenas lembrar-nos daquelas duas primeiras grandes coisas, amar o Senhor nosso Deus com todo o nosso coração, com todo o nosso poder, com toda a nossa mente, com toda a nossa força, e amar o nosso próximo como a nós mesmos, certamente caminharemos naquele caminho estreito e apertado que nos há de conduzir à vida eterna. Que Deus vos abençoe a todos, e a todo o Israel, e a todos os homens honestos do mundo inteiro, é minha oração, e a peço em nome de Jesus Cristo, Amém. ¶