O Perdão Vem Pelo Arrependimento
Anthony W. Ivins
E então aconteceu que o povo de Néfi, sob o governo do segundo rei, começou a endurecer o coração, permitindo-se, de certa forma, práticas iníquas; ¶
Sim, e eles também começaram a procurar muito ouro e prata e começaram a ser um tanto orgulhosos; ¶
Portanto, eu, Jacó, disse-lhes estas palavras enquanto os ensinava no templo, tendo primeiramente recebido essa missão do Senhor. ¶
Porque eu, Jacó, e meu irmão José havíamos sido consagrados sacerdotes e mestres deste povo pela mão de Néfi. ¶
E nós magnificamos o nosso ofício para o Senhor, tomando sobre nós a responsabilidade de responder pelos pecados do povo se não lhes ensinássemos com diligência a palavra de Deus; assim, trabalhando com toda a nossa força, seu sangue não mancharia nossas vestimentas; caso contrário, o seu sangue cairia sobre nossas vestimentas e não seríamos declarados sem mancha no último dia. ¶
O Mestre Deve Exemplificar na Vida Diária as Doutrinas Ensinadas
Quando entrei na conferência ontem, meus irmãos e minhas irmãs, eu não tinha nenhum pensamento sobre o que poderia dizer, se fosse chamado a dirigir-vos, como esperava, por precedente do passado, que seria; mas, desde o início dos exercícios, estas palavras de Jacó, irmão de Néfi, chamado e ordenado por sua própria mão para ser sacerdote e mestre do povo nefita, vieram à minha mente, por causa do caráter dos serviços. Li estas palavras há muitos anos, quando era apenas um rapaz, e fiquei profundamente impressionado por elas, pois raciocinei que, assim como a responsabilidade de ensinar a palavra do Senhor recai sobre aquele que foi designado para esse chamado particular na Igreja, cabe a cada membro da Igreja dar atenção às palavras assim ensinadas, porque vêm como se fossem do próprio Senhor. Assim aconteceu comigo, e pensei que esta responsabilidade não recai somente sobre as autoridades presidentes da Igreja, mas sobre cada um de seus membros; pois nunca houve tempo, suponho, na história do mundo, em que o Sacerdócio tenha sido tão universalmente conferido aos membros da Igreja como o tem sido nesta dispensação. Assim raciocinei que, embora a responsabilidade não recaia sobre mim, talvez, na mesma medida, de estar como mestre da palavra do Senhor, tendo tomado sobre mim o nome de Cristo, e tendo-me identificado com sua Igreja, e feito convênio com ele de que, com sua ajuda, guardaria os seus mandamentos, devo, em minha vida diária, exemplificar as doutrinas que ele ensinou. ¶
Assim, meus irmãos e minhas irmãs, ao dirigir-me a vós esta manhã, sinto profundamente esta responsabilidade, e sempre a senti quando me levantei para expor as escrituras ou exortar meus irmãos e minhas irmãs na Igreja. ¶
Princípios Fundamentais da Igreja
O fundamento sobre o qual repousa a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias é a fé em Deus, o Pai Eterno, o reconhecimento de seu poder, o reconhecimento de sua relação conosco como Pai dos espíritos de todos os homens, o reconhecimento do controle que ele tem sobre o universo e sobre todas as criações de suas mãos. Devemos ter fé no Redentor do Mundo, crer que ele era verdadeiramente o Filho de Deus, nosso irmão mais velho; que veio à terra a fim de que Deus pudesse manifestar-se na carne, para que homens e mulheres pudessem ver o Senhor como ele era, pudessem ouvi-lo como ele teria falado se estivesse pessoalmente sobre a terra, pudessem ver sua vida, e saber, por sua vida, como teria sido a vida do Pai se ele estivesse sobre a terra; pudessem ouvir sua voz e escutar sua admoestação, que era a voz de Deus, o Pai Eterno, aos habitantes da terra. Esse é o fundamento sobre o qual repousa a Igreja. Devemos crer no Pai e no Filho, e reconhecer o fato de que o Espírito Santo, que é dado a todos os que aceitam o Pai e o Filho, é o poder e o Espírito de Deus pelo qual os homens são guiados no caminho da vida eterna, pelo qual lhes é dado poder sobre o mal, pelo qual podem aprender a fazer o bem. ¶
Os Santos Devem Assumir a Responsabilidade de Pô-los em Prática
Uma vez assumidas estas responsabilidades, vem então a tarefa mais difícil -- revestidos como estamos de mortalidade -- de pô-las em prática em nossa vida diária. É uma responsabilidade muito grande, meus irmãos e minhas irmãs. Nunca antes, na história do mundo, houve maior necessidade da exemplificação das doutrinas do Redentor na vida dos membros da Igreja do que no tempo presente, porque o mundo precisa dessas influências. Sem elas, vejo muito pouca esperança para o mundo. E quais são elas? Quais são essas coisas simples que o Senhor nos ordenou observar, uma vez que nos tornamos membros da Igreja? ¶
O Código de Leis do Redentor
Vendo a multidão, Jesus subiu a um monte, e, quando se assentou, aproximaram-se dele os seus discípulos; -- e pregou o maior sermão que jamais se pregou, o maior sermão que jamais se pregará; pois língua humana não pode exprimir os mesmos sentimentos divinos com o mesmo espírito, nem transmitir a mesma influência, que caracterizam as palavras do Redentor do mundo. Assim, leio das suas palavras: ¶
E abrindo a sua boca, os ensinava, dizendo: Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus. Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados. Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos. ¶
Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia. Bem-aventurados os puros de coração, porque eles verão a Deus. ¶
Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus. ¶
Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus. ¶
Um código de lei muito simples, dado a seus discípulos pelo Redentor. Assim, raciocinando como minha mente me leva a raciocinar, dou por certo que, a menos que façamos com humildade as coisas que o Senhor nos dá para fazer dia após dia, não estamos em harmonia com estas palavras. Dou por certo que, a menos que sejamos misericordiosos, não recebemos misericórdia, e não estamos em harmonia com as palavras de Cristo que li. Dou por certo que, a menos que sejamos puros de coração, não estamos agradando ao nosso Pai Celestial; que, se não formos pacificadores, vivendo em paz uns com os outros e com o mundo, não estamos em harmonia com este mandamento que ele nos deu. ¶
Ele prossegue ainda: ¶
Ouvistes que foi dito: Olho por olho, e dente por dente; ¶
Eu vos digo, porém, que não resistais ao homem mau; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra; ¶
E ao que quiser pleitear contigo, e tirar-te a túnica, larga-lhe também a capa; ¶
E se qualquer te obrigar a caminhar uma milha, vai com ele duas. Dá a quem te pedir, e não te desvies daquele que quiser que lhe emprestes. ¶
Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo, e odiarás o teu inimigo; ¶
Eu vos digo, porém: Amai vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem. ¶
Distinção Entre o Perdão do Pecado e a Justificação do Erro
Não é tão fácil, esta última admoestação, meus irmãos e minhas irmãs, que traz consigo esta doutrina de humildade, esta doutrina de perdão, esta doutrina de longanimidade e bondade para com aqueles que possam parecer ser vossos inimigos, sobre a qual se tem falado durante esta conferência, e, no entanto, é uma admoestação do Senhor. ¶
Ora, o que significa realmente esta distinção que eu gostaria de fazer? Se o Senhor tornar possível que eu o faça, conforme entendo esta última doutrina. Se um homem vos processa e vós o perdoais, se, quando ele vos fere na face direita, vós lhe ofereceis a outra, se, quando ele vos obriga a caminhar uma milha com ele, vós ides com ele duas, estais justificados; mas o fato de estenderdes a ele perdão e misericórdia não justifica em grau algum o homem que vos levou sem causa aos tribunais, ou que vos feriu na face, ou que vos tomou a túnica e a quem destes também a capa. Há uma distinção muito pronunciada e direta entre o perdão do pecado e a justificação no erro. O Senhor nos disse que ele não pode olhar para o pecado com nenhum grau de tolerância. Ele nos deixou claro, além de qualquer dúvida, que os homens serão responsabilizados perante ele pelos atos praticados no corpo. Embora nos tenha ensinado a doutrina da humildade, a doutrina do perdão, ele sempre deixou claro que a misericórdia não pode roubar a justiça em nada, mas que os fins da justiça devem ser satisfeitos tanto quanto os fins da misericórdia. ¶
O Exemplo de Corianton
Quando seu pai o admoestou por seu erro, Corianton não pôde compreender esta doutrina. Para ele, o Senhor parecia não ser um Deus de misericórdia e amor; mas justamente o contrário, porque condenava a sua maldade, o erro que ele havia cometido; e então seu pai, inspirado pelo Espírito do Senhor, explicou-lhe que a misericórdia de Deus se estende ao transgressor penitente, e àquele que se afasta do pecado, àquele que dele se arrepende. Por este ato ele paga a penalidade, se for sincero e tiver reparado o mal que fez; e é considerado sem culpa perante o Senhor. Mas a justificação do pecado jamais deve ser confundida com a misericórdia e o perdão que vêm ao pecador penitente. Não foi porque o filho pródigo havia deixado a casa de seu pai, não foi porque havia dissipado sua herança, não foi porque havia vivido uma vida de devassidão e imoralidade até ser reduzido à condição de pobreza, que os braços de seu pai se estenderam a ele em perdão, mas porque ele voltou, humilde em espírito; ele voltou e disse: "Pai, pequei contra o céu e perante ti; já não sou digno de ser chamado teu filho. Deixa-me apenas ser teu servo, deixa-me ir ao campo trabalhar com os que trabalham para ti; é tudo o que mereço." Foi aquele espírito de arrependimento que trouxe a alegria manifestada no coração de seu pai quando ele voltou, porque o que se havia perdido fora achado, o morto vivera de novo. E isto, meus irmãos e minhas irmãs, é o próprio fundamento da doutrina do evangelho ensinada por Jesus Cristo. Tenho visto esta doutrina tão pervertida, tão erroneamente interpretada, que se tornou a mais odiosa de todas as doutrinas que o anticristo ensina no mundo hoje, a doutrina de que a misericórdia de Cristo, a misericórdia de Deus como se manifestou por meio de Cristo, redime os homens do pecado, independentemente de seus atos; que basta pedir perdão para que ele seja concedido, e que se pode continuar na transgressão. Isto cresceu a tal ponto que o pecado era antecipado e os homens obtinham indulgências -- o mundo o sabe perfeitamente bem -- pela prática do pecado, sob a teoria de que o Senhor o perdoaria. Isto está errado; é uma doutrina perniciosa. ¶
Uma Ilustração da Vida do Orador
Tive um exemplo disto em minha vida pessoal, um que jamais poderei esquecer, porque a crise estava ali comigo, quanto a se eu deveria cumprir meu dever como homem, como oficial da lei, ou se deveria ceder ao impulso de minha natureza de ignorar a obrigação que assumira, em favor de um amigo, e ele era também um amigo muito querido, mas era viciado no uso de bebida alcoólica e, quando sob sua influência, era um homem sem lei. Eu fora nomeado oficial de paz. Havia feito juramento de que administraria a lei tal como existia. Certa ocasião, este meu amigo, durante a noite, em sua embriaguez insana, cometeu ofensas que tornaram necessário que eu o prendesse, e com certa severidade, também, e o arrastasse, auxiliado por outro homem, até a prisão, o lançasse numa cela de ferro e trancasse a porta. Depois de tê-lo feito, meu coração se compadeceu dele. Eu sabia que não era o homem; sabia que era seu cérebro inflamado, e que a bebida era a responsável por isso. Pensei em sua mãe, que era viúva. Não pude suportar o pensamento de que ele permanecesse ali durante a noite como um criminoso comum deveria ficar, e como ele deveria ficar se tivesse recebido o que merecia; assim, intercedi por ele e obtive permissão para soltá-lo. Voltei à cadeia, destranquei a porta e o levei até sua casa. Ele nunca me perdoou por aquele ato. Suponho que nunca me perdoou, até hoje. Ele argumentava que, se eu fosse seu amigo, jamais o teria levado até lá. Argumentava que, se eu fosse seu amigo, teria tolerado sua transgressão da lei. Eu não pude fazê-lo. Se o tivesse feito, teria violado o juramento do cargo que assumira e, pior ainda, teria violado minha consciência; pois sentia em minha consciência que a lei devia ser exaltada. Ele a havia transgredido. Hoje é um homem influente. Suponho que seja, porque possui riqueza e é banqueiro neste estado. Não creio, até hoje, que ele jamais me tenha perdoado; mas eu o perdoei -- perdoei-lhe o mal que havia feito; perdoei-lhe a violação da lei de que fora culpado. Não havia em meu coração nada além de compaixão por ele, mas eu sabia que, em justiça e retidão, ele deveria pagar a pena, e assim o fez, no dia seguinte, no tribunal. ¶
O Perdão Vem Pelo Arrependimento
Assim, meus irmãos e minhas irmãs, este é o pensamento que desejo deixar convosco: nunca confundais, como fez a maior igreja do mundo, esta doutrina da misericórdia e do perdão de Deus, que vem ao pecador penitente, com a ideia do perdão incondicional. Ele deve vir por meio do arrependimento. Devemos abster-nos do pecado. Devemos viver vidas humildes e simples, as vidas dos Santos dos Últimos Dias. ¶
A Palavra de Deus Sobre o Assunto, do Livro de Mórmon
Concluirei minhas observações com estas palavras, porque são ditas melhor do que eu poderia dizê-las. Agradeço ao Senhor pelas escrituras. Agradeço ao Senhor pelos homens inspirados, pelos profetas de outrora e pelos profetas do dia em que vivemos. Creio na palavra de Deus. Tenho procurado viver por ela. Não posso levar minha consciência a crer que estou justificado em desviar-me dela, sejam quais forem as opiniões dos homens: ¶
E agora eu, Mórmon, falo a vós, meus amados irmãos; e é pela graça de Deus, o Pai, e de nosso Senhor Jesus Cristo e sua santa vontade, devido ao dom do chamado que me fez, que me é permitido falar-vos neste momento. ¶
Portanto, falarei a vós que sois da Igreja, que sois os pacíficos seguidores de Cristo e que haveis recebido esperança suficiente para entrardes no descanso do Senhor de agora em diante, até que descanseis com ele no céu. ¶
E agora, meus irmãos, julgo estas coisas a respeito de vós, devido a vossa conduta pacífica para com os filhos dos homens; ¶
Porque me lembro da palavra de Deus, que diz que por suas obras os conhecereis; porque, se suas obras forem boas, eles também serão bons. ¶
Portanto, todas as coisas boas vêm de Deus; e o que é mau vem do diabo; porque o diabo é inimigo de Deus e luta constantemente contra ele e convida e incita a pecar e a fazer continuamente o mal. ¶
Eis, porém, que aquilo que é de Deus convida e impele a fazer o bem continuamente; portanto, tudo o que convida e impele a fazer o bem e a amar a Deus e a servi-lo, é inspirado por Deus. ¶
Portanto, tende cuidado, meus amados irmãos, a fim de que não julgueis ser de Deus o que é mau, ou ser do diabo o que é bom e de Deus. ¶
Pois eis que, meus irmãos, dado vos é julgar, a fim de que possais distinguir o bem do mal. ¶
Se há um homem ou uma mulher na Igreja de Cristo que não tenha este dom, é porque não está magnificando o seu chamado, pois a cada pessoa que é confirmada na Igreja é selado o dom do Espírito Santo, com o propósito expresso de que possa determinar por si mesma o que é certo e o que é errado, o que é bom e o que é mau. ¶
Pois eis que, meus irmãos, dado vos é julgar, a fim de que possais distinguir o bem do mal; e a maneira de julgar, para que tenhais um conhecimento perfeito, é tão clara como a luz do dia comparada com as trevas da noite. ¶
Pois eis que o Espírito de Deus é concedido a todos os homens, para que eles possam distinguir o bem do mal; portanto, vos mostro o modo de julgar; pois tudo o que impele à prática do bem e persuade a crer em Cristo é enviado pelo poder e dom de Cristo; por conseguinte podeis saber, com um conhecimento perfeito, que é de Deus. ¶
Mas tudo que persuade o homem a praticar o mal e a não crer em Cristo e a negá-lo e a não servir a Deus, podeis saber, com conhecimento perfeito, que é do diabo, porque é desta forma que o diabo age, pois não persuade quem quer que seja a fazer o bem; não, ninguém; tampouco o fazem seus anjos; nem o fazem os que a ele se sujeitam. ¶
E agora, meus amados irmãos, se estas coisas sobre as quais vos falei forem verdadeiras -- e Deus vos mostrará com poder e grande glória, no último dia, que elas são verdadeiras -- e se elas são verdadeiras, cessaram os dias de milagres? ¶
Ou deixaram os anjos de aparecer aos filhos dos homens? -- ou negou-lhes ele o poder do Espírito Santo? Ou fará ele isso enquanto durar o tempo, ou existir a Terra, ou existir na face dela um homem para ser salvo? ¶
Eis que vos digo: Não; porque é pela fé que os milagres são realizados; e é pela fé que os anjos aparecem e ministram entre os homens; portanto, ai dos filhos dos homens se estas coisas tiverem cessado, porque é por causa da descrença; e tudo é vão. ¶
E ai daqueles que pervertem os caminhos do Senhor dessa maneira, porque perecerão, a não ser que se arrependam! Eis que falo ousadamente, tendo autoridade de Deus; e não temo o que o homem possa fazer, porque o perfeito amor lança fora todo o medo; ¶
E estou cheio de caridade, que é amor eterno. ¶
Portanto, se um homem tem fé, ele tem que ter esperança; porque sem fé não pode haver qualquer esperança. ¶
E novamente, eis que vos digo que ele não pode ter fé nem esperança sem que seja manso e humilde de coração; ¶
Sem isso sua fé e esperança são vãs, porque ninguém é aceitável perante Deus, a não ser os humildes e brandos de coração; e se um homem é humilde e brando de coração e confessa, pelo poder do Espírito Santo, que Jesus é o Cristo, ele precisa ter caridade; pois se não tem caridade, nada é; portanto, ele precisa ter caridade. ¶
E a caridade é sofredora e é benigna e não é invejosa e não se ensoberbece; não busca seus interesses, não se irrita facilmente, não suspeita mal e não se regozija com a iniquidade, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. ¶
Uma exemplificação desta doutrina da caridade corresponde àquela que nos foi dada pelo Presidente da Igreja, indo além do dar esmolas, para todos os caminhos da vida e todos os nossos atos. ¶
De modo que, meus amados irmãos, se não tendes caridade, nada sois, porque a caridade nunca falha. Portanto, apegai-vos à caridade, que é, de todas, a maior, porque todas as coisas hão de falhar -- ¶
Mas a caridade é o puro amor de Cristo e permanece para sempre; e para todos os que a possuírem, no último dia tudo estará bem. ¶
Portanto, meus amados irmãos -- e minhas amadas irmãs, acrescentarei -- rogai ao Pai, com toda a energia de vosso coração, que sejais cheios desse amor que ele concedeu a todos os que são verdadeiros seguidores de seu Filho, Jesus Cristo; que vos torneis os filhos de Deus; que, quando ele aparecer, sejamos como ele, porque o veremos como ele é; que tenhamos esta esperança; que sejamos purificados, como ele é puro. Amém. ¶