O dia doze de outubro de 1918
Orson F. Whitney
O dia doze de outubro de 1918 será o quadringentésimo vigésimo sexto aniversário da descoberta da América por Colombo, e o dia foi separado por proclamação do Presidente dos Estados Unidos para observância geral em toda a nação. Talvez não seja impróprio, nesta conferência geral da Igreja, antecipar essa observância, ao menos na medida de fazer referência a este grande e ilustre acontecimento e a algumas das questões que dele surgiram. Não posso esperar desenvolver meu tema por extenso; o tempo é demasiado limitado para isso; mas vo-lo darei em títulos, como diria o irmão Roberts ¶
limitando-me a lançar algumas ideias que vós mesmos podereis revestir mais tarde, a vosso bel-prazer. ¶
Colombo descobriu a América no ano de 1492. Não foi ele o primeiro homem branco a pisar o solo do Novo Mundo. Quinhentos anos antes dele, um marinheiro islandês, Lief Erickson, com um grupo de espíritos audazes, encalhou a quilha nas costas da Nova Inglaterra, à qual deu o nome de Vinland (Terra da Vinha) por causa das videiras selvagens que ali cresciam em profusão. Construíram algumas cabanas, mas não fundaram um assentamento permanente, nem ali permaneceram muito tempo. Outros nórdicos os seguiram. Mas nenhuma notícia dessas aventurosas façanhas havia chegado às demais nações europeias quando Colombo partiu em sua grande viagem. ¶
Colombo cria que a terra era redonda, mas não foi ele o primeiro a sustentar essa teoria. Sir John Mandeville, um viajante inglês, escreveu um tratado sobre o assunto em 1356, muito antes de Colombo nascer, tendo-se convencido disso por observações astronômicas. Diz-se que esse tratado é "o primeiríssimo livro inglês que jamais se escreveu" (History of the United States, de Ridpath, capítulo 3). A maioria das pessoas daquele tempo acreditava que a terra era plana ou tinha a forma de um queijo, e que bastava navegar para oeste certa distância além das Colunas de Hércules — o Estreito de Gibraltar — para chegar-se "ao lugar do despenhadeiro" e afundar sem que jamais mais se ouvisse falar de si. Diante dessa terrível tradição, amplamente difundida naquela época, foi preciso ¶
certa dose de coragem e firmeza para partir rumo ao desconhecido Oeste. Colombo foi um entre vários homens instruídos que sustentavam que a terra era uma esfera. Embora não fosse o primeiro a sustentar essa teoria, foi o primeiro a pô-la em prática. Cria que poderia alcançar a Índia navegando para oeste. Assim, partiu rumo à Índia, e no caminho encontrou a América. [O Presidente Smith, em voz baixa, de seu assento atrás do orador: "Dificilmente teria deixado de encontrá-la."] O Presidente Smith observa que "dificilmente teria deixado de encontrá-la." (Risos.) Ao desembarcar em uma das Ilhas Bahamas — San Salvador — Colombo supôs que fosse a costa da Índia, e nunca soube o contrário enquanto viveu na terra. Por isso chamou os nativos de "índios." ¶
A descoberta da América não foi um acidente. O acontecimento fora pré-ordenado nos conselhos eternos. Os profetas de antigamente já o tinham em vista. Jacó o previu quando abençoou seu filho José, chamando-o "ramo frutífero junto à fonte, cujos ramos correm sobre o muro" [de águas] "até a extremidade dos outeiros eternos" (Gên. 49:22-26). Moisés o teve em visão profética quando abençoou as tribos de Israel, fazendo grandes e peculiares promessas à tribo de José, cuja terra (a América) haveria de ser "a mais excelente" quanto às coisas do céu e da terra, e cujos descendentes por meio de Efraim haveriam de "escornar os povos", o povo do Senhor, "juntamente até as extremidades da terra" (Deut. 33:13-17); um indício que prenunciava a coligação de Israel nos últimos dias. ¶
Houve um profeta americano chamado Néfi. Veio de Jerusalém seiscentos anos antes do nascimento do Salvador — veio com seu ¶
pai, Leí, e uma colônia israelita, e tanto a América do Sul quanto a do Norte vieram, com o tempo, a ser povoadas por seus descendentes. Os que seguiram Néfi ficaram conhecidos como nefitas, ao passo que uma facção degenerada, que teve por líder Lamã, irmão de Néfi, foi chamada de lamanitas. Estes foram os antepassados dos índios americanos. Foi mostrado a Néfi, por um anjo, o glorioso futuro desta terra, uma terra prometida, a terra de José, a terra de Sião, o teatro de acontecimentos maravilhosos em dias que ainda estavam por vir. Vou agora ler à congregação uma parte da visão que Néfi teve do futuro da América e, a fim de evitar repetições e assim poupar tempo, comentarei os diversos parágrafos à medida que avançar. Primeiro Néfi, capítulo treze: ¶
"E aconteceu que o anjo me falou, dizendo: Olha! E olhei e vi muitas nações e reinos. ¶
"E disse-me o anjo: Que vês tu? E eu respondi: Vejo muitas nações e reinos. ¶
"E disse-me o anjo: Estas são as nações e os reinos dos gentios." ¶
A palavra "gentios", na citação acima, refere-se aos povos da Europa na época de Colombo e da grande descoberta. Permiti-me interpor aqui que a palavra "gentio", tal como a usamos, não pretende ser um termo de opróbrio. O apelido "mórmon" foi originalmente aplicado aos Santos dos Últimos Dias em tom de zombaria. Somos chamados de "mórmons" porque cremos no Livro de Mórmon, do qual estou lendo. Mórmon, um profeta nefita, foi o compilador deste registro. Mas "gentio", nos tempos antigos, significava "alguém de outra nação ou povo". O grande progenitor dos gentios foi Jafé, um dos três filhos de Noé, por meio de quem a terra foi repovoada depois do dilúvio. Sem povoou a Ásia e tornou-se o antepassado de Abraão, Isaque e Jacó, aqueles grandes patriarcas da semente escolhida. Cão habitou a África: foi o pai das raças negras. De Jafé surgiram as nações europeias, e foi a elas que o anjo se referiu ao falar com Néfi. A origem da palavra inglesa "Gentile" está no grego "Gentilis", que simplesmente significa relativo a uma nação ou povo que não é da casa de Israel. Mas permiti-me continuar a leitura: ¶
"E aconteceu que olhei e vi muitas águas; e elas separavam os gentios da semente de meus irmãos. ¶
"E aconteceu que o anjo me disse: Eis que a ira de Deus está sobre a semente de teus irmãos." ¶
Aqui se referem os lamanitas, que foram amaldiçoados por sua iniquidade com peles escuras e mentes obscurecidas. Eram os irmãos dos nefitas, a semente ou descendência dos irmãos rebeldes de Néfi, e por eles os nefitas foram destruídos por volta do ano 420 d.C. "Muitas águas" descreve o oceano que separa os continentes americanos do Hemisfério Oriental. ¶
"E olhei e vi entre os gentios um homem que estava separado da semente de meus irmãos pelas muitas águas; e vi que o Espírito de Deus desceu e inspirou o homem; e indo esse homem pelas muitas águas, chegou até a semente de meus irmãos que estava na terra da promissão." ¶
Não preciso deter-me para dizer que esse homem era Cristóvão Colombo, ¶
impelido pelo Espírito de Deus a atravessar o abismo, edificando assim, como sempre fizeram os servos de Deus, melhor do que sabia. ¶
"E aconteceu que vi o Espírito de Deus inspirar outros gentios; e eles saíram do cativeiro, atravessando as muitas ¶
águas." ¶
Esta referência é aos Peregrinos, ou Puritanos, que, por volta do início do século dezessete, fugiram da Inglaterra para a Holanda a fim de escapar da perseguição religiosa em sua própria terra, e depois retornaram à Inglaterra e partiram para a América, desembarcando em Plymouth Rock em dezembro de 1620. Muitos outros os seguiram. Com efeito, antes que os Puritanos se estabelecessem em Massachusetts, uma colônia inglesa já se estabelecera na Virgínia, onde fundou Jamestown; e huguenotes vindos da França, cavaleiros e cabeças-redondas vindos da Inglaterra, com emigrantes escoceses, irlandeses e alemães de todas as classes, afluíram às costas norte-americanas, sendo os elementos da grande nação que depois ali se fundou. ¶
"E aconteceu que vi muitas multidões de gentios na terra da promissão e vi que a ira de Deus estava sobre a semente de meus irmãos; e eles foram dispersos pelos gentios e foram feridos." ¶
A história do homem vermelho, empurrado para trás pelo homem branco ao desembarcar na América, é demasiado conhecida para exigir comentário mais extenso. ¶
"E vi que o Espírito do Senhor estava sobre os gentios e eles prosperaram e receberam a terra por herança; e vi que eram brancos, muito belos e formosos, como era meu povo antes de ser exterminado. ¶
"E aconteceu que eu, Néfi, vi que os gentios que haviam saído do cativeiro humilharam-se diante do Senhor; e o poder do Senhor estava com eles. ¶
"E eu vi que as pátrias-mães dos gentios estavam reunidas sobre as águas e também sobre a terra, para batalhar contra eles; ¶
"E vi que o poder de Deus estava com eles, e também que a ira de Deus estava sobre todos os que se achavam reunidos para batalhar contra eles. ¶
"E eu, Néfi, vi que os gentios que haviam saído do cativeiro foram libertados das mãos de todas as outras nações, pelo poder de Deus." ¶
Assim se retrata resumidamente a Guerra da Revolução, aquela heroica luta das colônias americanas pela liberdade e independência, seguida pelo estabelecimento do Governo dos Estados Unidos, o maior e melhor governo sobre o qual brilha o sol. Grandes são as promessas de Deus a respeito desta nação, contanto que seja uma nação justa; pois ele diz, em outras partes deste livro sagrado, que "fortificará esta terra contra todas as outras nações", que não haverá "reis nesta terra", e que aqueles "que lutarem contra Sião perecerão". ¶
Desejo agora deter-me em outra faceta do assunto. Quão maravilhosamente os gentios têm prosperado nesta terra escolhida. Sinto que não poderia fazer melhor, neste ponto, do que ler alguns parágrafos dos escritos do Dr. John Lord, mostrando quão maravilhosamente Deus tem abençoado a América, e prenunciando algumas das grandes coisas que ainda pretende fazer por ela. No sexto volume de Beacon Lights of History, há uma palestra intitulada "Desco- ¶
brimentos Marítimos." Nela, esse escritor diz: ¶
"A descoberta da América abriu um novo campo de indústria e empreendimento a todos os europeus descontentes, empobrecidos e oprimidos que emigraram. A princípio emigravam para escavar prata e ouro. * * * * Muitos se desapontaram, e foram obrigados a tornar-se agricultores, como na Virgínia. Muitos vieram para a Nova Inglaterra por motivos políticos e religiosos. Mas todos vieram para melhorar de fortuna. Gradualmente os Estados Unidos e o Canadá foram sendo povoados de leste a oeste e de norte a sul. O excedente populacional da Europa derramou-se pelas terras selvagens da América. Em geral, os emigrantes eram agricultores. Com o crescimento da indústria agrícola, desenvolveram-se o comércio e as manufaturas. Assim, materialmente, o mundo foi imensamente beneficiado." ¶
O Dr. Lord fala então do futuro: ¶
"Não há como calcular os futuros recursos e a riqueza do Novo Mundo, especialmente dos Estados Unidos. Não há limites concebíveis para seu futuro comércio, suas manufaturas e seus produtos agrícolas. Podemos predizer com certeza o surgimento de novas cidades, vilas, palácios, esplendor material, limitado apenas pelos recursos e pela população crescentes do país. Quem poderá dizer quantas milhas de novas ferrovias ainda serão construídas; quantas novas invenções abreviarão o trabalho humano; que grandes impérios estão destinados a erguer-se; que formas desconhecidas de luxo se hão de descobrir; que novos e magníficos troféus de arte e ciência gradualmente hão de aparecer; que mecanismos, que glórias materiais certamente hão de vir? Isto não é especulação. Nada pode deter o crescimento da América em riqueza e glória materiais. ¶
"E depois, quê? * * * * O mundo já presenciou muitos impérios poderosos que desapareceram sem "deixar vestígio". Que resta do mundo antediluviano? — nem sequer um pedaço da arca de Noé, maior e mais forte do que qualquer navio moderno. ¶
Que resta de Nínive, de Babilônia, de Tebas, de Tiro, de Cartago — aqueles grandes centros de riqueza e poder? Que resta até mesmo da grandeza romana, senão em leis, em literatura e em estátuas restauradas? * * * Qual é a simples história de todas as eras? — indústria, riqueza, corrupção, decadência e ruína. Que poder conservador foi suficientemente forte para deter a ruína das nações da Antiguidade? ¶
"Ora, se este há de ser o destino da América — um crescimento material ilimitado, seguido de corrupção e ruína —, então Colombo simplesmente ampliou o domínio em que os homens experimentam suas experiências materiais. Fazei de Nova York ¶
uma segunda Cartago, de Boston uma segunda Atenas, da Filadélfia uma segunda Antioquia, e de Washington uma segunda Roma, e apenas repetiremos as velhas experiências. ¶
"Mas não terá a América destino mais elevado do que repetir as velhas experiências, aperfeiçoá-las e tornar-se rica e poderosa? Não terá ela missão mais alta e mais nobre? Se a América tem uma grande missão a declarar e a cumprir, deverá pôr em ação forças inteiramente novas, e estas não materiais. E só estas a salvarão, e salvarão o mundo. * * * A verdadeira glória da América há de ser algo inteiramente diferente daquilo de que os antigos se gabavam. E isto há de ser moral e espiritual — aquilo que faltou aos antigos. ¶
"Não posso ver que a civilização tenha ganhado algo, moralmente, com a descoberta da América, até que os novos colonos foram animados por outros motivos que não o desejo de riqueza súbita. Quando o país passou a ser colonizado por homens que buscavam liberdade para adorar a Deus — homens de propósitos elevados, dispostos a sofrer e a arriscar-se para semear as bases de uma civilização mais elevada —, então surgiram novas formas de vida social e política. * * * Uma organização política inteiramente nova foi-se formando gradualmente, apoiada igualmente em pilares como municípios independentes e Estados independentes, representados por delegados num centro nacional. ¶
"Assim, cremos que a América foi descoberta, não tanto para fornecer um campo de expansão material indefinida, mas para introduzir novas formas de gover- ¶
no, novas instituições sociais, novos costumes e maneiras, novas experiências de liberdade, novas organizações religiosas. * * * Se a América tem um destino a cumprir para com as demais nações, deve dar-lhes algo mais valioso do que máquinas de ceifar, carros de luxo e bondes a cavalo. Deve dar, não apenas maquinaria para abreviar o trabalho, mas instituições e ideias para expandir a mente e elevar a alma. ¶
- A menos que algo novo nasça aqui, algo com um poder peculiar de salvar, em que há de a América, no fim das contas, diferir das demais partes da cristandade?
- A América é uma dádiva gloriosa para a civilização, mas somente na medida em que cumpre uma nova missão na história — não a de tornar-se mais potente em forças materiais, mas naquelas agências espirituais que impedem a corrupção e a decadência."
Presumo que o douto autor dessas esplêndidas palavras ficaria estarrecido diante da "presunção", da aparente audácia de alguém que se levantasse numa assembleia pública e anunciasse a ele e a todo o mundo que essa "coisa nova" — nova e, no entanto, antiga — dotada de "um poder peculiar de salvar", já veio, e que ela está no próprio alicerce desta obra, a poderosa e maravilhosa obra de Deus dos últimos dias. Sim, seja o que for que os homens pensem ou digam, esta é a nossa posição. No Evangelho Eterno e nos poderes do Sacerdócio Eterno, restaurados à terra por meio de um profeta de Deus, nesta, a última dispensação da graça do evangelho, estão aquelas "agências espirituais que impedem a corrupção e a decadência", "instituições e ideias para expandir a mente e elevar a alma", forças e poderes que sozinhos podem salvar esta nação e "salvar o mundo". ¶
Os Santos dos Últimos Dias creem que Colombo foi inspirado a descobrir esta terra para que aqui surgisse uma nação livre, dedicada à manutenção e preservação dos direitos do ¶
homem, inclusive de seu direito de adorar a Deus segundo os ditames de sua própria consciência; uma nação fundada sobre a proposição de que todos os homens têm iguais direitos à vida, à liberdade e à busca da felicidade, e de que os governos derivam seus justos poderes do consentimento dos governados — doutrina diametralmente oposta às velhas noções autocráticas prevalecentes nas terras europeias e orientais. E cremos ainda que esta nação foi estabelecida para que a grande obra do Deus de Israel pudesse vir à luz sob sua égide protetora, e não fosse esmagada pela tirania do homem; a fim de que o evangelho, "o poder de Deus para salvação", pudesse ser pregado em todo o mundo como testemunho antes que viesse o fim; para que a casa de Israel fosse reunida de sua longa dispersão, para que Sião pudesse erguer-se, e a glória de Deus repousasse sobre ela, e o mundo se preparasse para a vinda do Rei dos reis, o Senhor Jesus Cristo, em sua glória. Cremos nisso fervorosamente. Esta é a nossa mensagem ao mundo. ¶
A América tem cumprido, ou está cumprindo, sua alta e nobre missão. É verdade que houve alguns abusos, coisas jamais contempladas pelos fundadores de nossa nação, pelos signatários da imortal Declaração, pelos redatores da gloriosa Constituição. Homens foram perseguidos sob as Barras e Estrelas por suas convicções religiosas. Mas não foi a Constituição que o fez; não foi a Declaração, nem a Bandeira, a responsável. Essas coisas ocorreram, não por causa da Constituição, mas a despeito dela, e porque as leis não foram aplicadas para a proteção do fraco contra o forte. Contudo, não guardamos isso contra nosso ¶
Governo. Estamos dispostos a deixar o passado ser passado. A América está cumprindo sua missão apesar de tais falhas; pois ela fomentou e, em certo sentido, fez surgir a Igreja de Deus, que representa o levantar do estandarte para a coligação de Israel disperso. Sob seu escudo protetor, "a pequena pedra" surgiu, destinada a tornar-se "um monte" e encher toda a terra. ¶
E permanecemos ao lado de nosso país; estamos alegres e orgulhosos ao vê-lo dar continuidade à nobre obra que Deus lhe confiou. Assim como José, de outrora, liberto da prisão e exaltado a um trono, ministrou a seus irmãos que o haviam odiado, expulsado e vendido à escravidão, assim também esta Terra de José, elevada ao alto, entronizada em beleza, poder e glória, está agora ministrando às nações necessitadas que a ela vêm, curvando-se, em busca de alimento, socorro e auxílio. A América, redescobrindo-se, perdoando o passado e magnanimamente retribuindo o mal com o bem, atravessou até mesmo o oceano com seus exércitos e suas esquadras, e está enviando seus filhos para a frente de batalha a fim de ajudar as nações da Europa, as democracias do Velho Mundo, a lutar a batalha da liberdade e da igualdade de direitos. E agradeço a Deus, por mim, por nossos rapazes terem o privilégio de participar desta gloriosa contenda. São, por excelência, filhos da liberdade, pois o convênio do evangelho no qual foram gerados e nasceram é a lei perfeita da liberdade, e é muitíssimo apropriado e conveniente que desempenhem seu papel no grande e poderoso drama destinado a espalhar os princípios da liberdade humana e a abrir caminho para que a mensagem da salvação seja levada a cada recanto do mundo. ¶
Deus abençoe nosso país! Deus abençoe a América em sua tarefa designada pelo céu de socorrer as nações necessitadas, de guardar a arca da liberdade, de manter acesos os fogos da liberdade e de sustentar os direitos do homem! Amém. ¶