Pulpit

Irmãos e irmãs, o sentimento que

Rey L. Pratt

Conferência Geral de Abril de 1918·Sessão da Manhã do Terceiro Dia·1918-04-05

Irmãos e irmãs, o sentimento que mais tem prevalecido em minha mente desde a abertura desta conferência tem sido o de gratidão e agradecimento ao Senhor por suas muitas bênçãos para conosco, como povo. Sinto-me muito grato nesta manhã pelo privilégio de estar diante de vós e de prestar meu testemunho a respeito da divindade da obra em que estamos empenhados. Sou grato ao Senhor pelas instruções, conselhos e admoestações que recebemos ao longo desta conferência até agora, e sinto-me especialmente grato ao Senhor por termos homens tão nobres e inspirados para nos guiar e ensinar. Sou grato ao Senhor porque o evangelho, com todos os poderes e a autoridade que sempre lhe pertenceram em qualquer época da história do mundo, está aqui conosco hoje. Sou grato pela vida de nosso amado Presidente, Joseph F. Smith, e porque o Senhor o tem fortalecido e abençoado abundantemente até agora, durante esta conferência. E sinto que nossos corações deveriam voltar-se, em fé e oração, ao Senhor, para que o fortaleça e o cure onde está aflito, e conceda que viva ainda muitos anos como nosso líder e como a boca do Senhor para seu povo.

Vivemos um tempo momentoso. Vivemos os tempos, como se disse aqui nesta manhã, do cumprimento das promessas e profecias do Senhor. Como se sugeriu, nós, os élderes da Igreja que fomos chamados ao campo missionário, temos, por muitos anos, citado essas profecias e exortado o povo da terra a arrepender-se de seus pecados, caso desejassem evitar as calamidades que o Senhor havia predito que seriam derramadas sobre o povo, caso continuassem em sua maldade. Agradeço ao Senhor porque há milhares de pessoas entre as nações da terra cujos corações foram tocados, e que ouviram os testemunhos dos élderes, investigaram os princípios do evangelho, arrependeram-se de seus pecados e se congregaram, e que hoje se esforçam por viver em harmonia com os ensinamentos do evangelho do Senhor Jesus Cristo. Há ainda muitos milhares de pessoas no mundo que estão investigando, que ainda não receberam o evangelho, mas que creio que o farão, e concordo bastante com o que se disse em algumas das sessões desta conferência que assistimos: que há um espírito bastante geral de investigação, de humildade, de oração, que vem sobre as nações da terra e os povos nelas contidos, e sinto que muitos serão tocados em seus corações, e muitos hão de clamar, os que ainda não o fizeram, aos élderes da Igreja, tal como as multidões clamaram a Pedro e a seus irmãos nos tempos antigos: "Que faremos, homens irmãos?" E a única resposta que se lhes pode dar é a mesma que Pedro deu às multidões naquela ocasião a que me refiro, quando disse: "Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados." Essa é a mensagem do "mormonismo" ao mundo hoje: a mensagem da fé em Deus, um Deus à cuja imagem fomos feitos. E o arrependimento de nossos pecados, não com o arrependimento que é preciso repetir amanhã, tornando a cair nos mesmos pecados, mas o abandono absoluto do pecado e a volta a uma vida justa. O batismo é essencial da nossa parte, para que sejamos lavados e purificados e recebamos remissão de nossos pecados, e, por essa porta, entremos no reino de nosso Pai celestial; e a promessa que se fez antigamente ainda vale hoje, de que todos os que assim fizerem receberão o dom do Espírito Santo. Isto, testifico-vos, é uma realidade. Tenho visto sua influência vir sobre muitas pessoas no mundo, e suas vidas, por meio dessa influência, foram fortalecidas contra o mal, e elas puderam resistir à perseguição, vencer a tentação, e viver, mesmo em meio à Babilônia, a vida de Santos dos Últimos Dias.

Vivemos um tempo predito de antigamente. Se recorrerdes ao capítulo 24 de Mateus, observareis, nas palavras de nosso Salvador, alguns dos sinais que deveriam vir ao mundo, indicando que sua segunda vinda estava próxima. Não me referirei a todos eles, mas desejo chamar-vos a atenção para este sinal em particular que ele deu: que, quando houvesse guerras, e num tempo como o que vemos no presente, com pestilência e terremotos e destruição em diferentes partes do mundo, muitos se levantariam em nome do Senhor, alguns até afirmando ser o Salvador do mundo, e que muitos falsos profetas se levantariam, e que enganariam a muitos. Ora, irmãos e irmãs, encontramos, ao percorrermos o mundo, pessoas que nos citam essa escritura e afirmam que nossos profetas, aqueles a quem consideramos profetas levantados e investidos de poder nestes últimos dias para organizar a Igreja e estabelecer o evangelho na terra, são os falsos profetas contra os quais o povo é advertido a acautelar-se. Mas, antes daquele momento, o Salvador deu ao povo uma chave pela qual poderia conhecer a divindade de um profeta, e advertiu-o a "acautelar-se dos lobos em pele de ovelha", e disse: "Pelos seus frutos os conhecereis."

Ora, nosso profeta nos advertiu, durante esta conferência, quanto a certas coisas. Falou sobre a Palavra de Sabedoria. Gostaria de ler-vos hoje aquela profecia, ou aquela palavra do Senhor, tal como veio por meio do Profeta Joseph Smith, há oitenta e cinco anos. Chamo a atenção para o fato de que a pesquisa científica e os cientistas da terra jamais encontraram, daquele dia até hoje, uma única coisa a respeito das leis da saúde e daquilo que é bom ou não é bom para o homem, que contradissesse, em qualquer sentido, a palavra do Senhor na Palavra de Sabedoria. Pelo contrário, encontramos nações mergulhadas nos vícios condenados nessa escritura, e povos que pensavam que não podiam viver sem participar dessas coisas, que se levantaram universalmente e condenaram as próprias coisas que antes sustentavam, e isso em conformidade com essa escritura, tal como nos foi revelada pelo profeta do Senhor.

Se isto fosse tudo o que temos — e não é, pois temos muito mais que corrobora o fato de que Joseph Smith foi inspirado por Deus —, mas ainda que fosse tudo, poderíamos, com toda a justiça, afirmar que Joseph Smith foi um profeta de Deus. Lerei esta Palavra de Sabedoria:

  1. Uma Palavra de Sabedoria, para o benefício do conselho de sumos sacerdotes, reunido em Kirtland, e da igreja e também dos santos de Sião —

  2. Para ser enviada como saudação; não como mandamento ou coerção, mas como revelação e palavra de sabedoria, manifestando a ordem e a vontade de Deus quanto à salvação física de todos os santos nos últimos dias —

  3. Dada como princípio com promessa, adaptada à capacidade dos fracos e do mais fraco de todos os santos, que são ou podem ser chamados santos.

  4. Eis que, em verdade, assim vos diz o Senhor: Devido a maldades e desígnios que existem e virão a existir no coração de homens conspiradores nos últimos dias, eu vos adverti e previno-vos, dando-vos esta palavra de sabedoria por revelação —

  5. Eis que não é bom nem aceitável aos olhos de vosso Pai que alguém entre vós tome vinho ou bebida forte, exceto quando vos reunis para oferecer vossos sacramentos perante ele.

  6. E eis que deve ser vinho, sim, vinho puro de uva da videira, de vossa própria fabricação.

  7. E também bebidas fortes não são para o ventre, mas para lavar vosso corpo.

  8. E também tabaco não é para o corpo nem para o ventre e não é bom para o homem, mas é uma erva para machucaduras e todo gado doente, a qual se deve usar com discernimento e habilidade.

  9. E também bebidas quentes não são para o corpo nem para o ventre.

  10. E também em verdade vos digo: Todas as ervas salutares indicou Deus para a constituição, natureza e uso do homem —

  11. Toda erva em sua estação e toda fruta em sua estação; todas essas para serem usadas com prudência e ação de graças.

  12. Sim, também a carne de animais e a das aves do ar, eu, o Senhor, indiquei para uso do homem, com gratidão; contudo, devem ser usadas moderadamente;

  13. Agrada-me que não sejam usadas a não ser no inverno ou em tempos de frio ou de fome.

  14. Todos os grãos são indicados para uso do homem e dos animais, para ser o esteio da vida, não só para o homem, mas também para os animais do campo e as aves do céu e todos os animais selvagens que correm ou rastejam na terra;

  15. E estes fez Deus para uso do homem apenas em épocas de escassez ou fome excessiva.

  16. Todos os grãos são bons para alimento do homem, como também o fruto da videira; aquilo que produz fruto, seja na terra ou acima da terra —

  17. Contudo, o trigo para o homem e o milho para o boi e a aveia para o cavalo e o centeio para as aves e os porcos e para todos os animais do campo; e a cevada para todos os animais úteis e para bebidas suaves, como também outros grãos.

  18. E todos os santos que se lembrarem de guardar e fazer estas coisas, obedecendo aos mandamentos, receberão saúde para o umbigo e medula para os ossos;

  19. E encontrarão sabedoria e grandes tesouros de conhecimento, sim, tesouros ocultos;

  20. E correrão e não se cansarão; e caminharão e não desfalecerão.

  21. E eu, o Senhor, faço-lhes uma promessa de que o anjo destruidor passará por eles, como os filhos de Israel, e não os matará. Amém.

Ora, irmãos e irmãs, sabemos que somos ensinados a não beber bebidas fortes. Sabemos que, em nossa nação, muitos dos estados se tornaram "secos" porque se convenceram de que isso é verdade, e de que as bebidas fortes não são boas para o homem. Nossa marinha aboliu as bebidas fortes porque isso aumentou a força e a eficiência de nossos marinheiros ao ficarem sem álcool. Na época em que essa revelação foi dada, pensava-se que os homens não podiam lutar sem sua dose de bebida; também a melhor pesquisa científica do país demonstrou, sem dúvida alguma, que o uso do tabaco é prejudicial a todos os que dele participam. Constatamos que a ciência tem demonstrado, em corroboração dessa revelação, que muita carne é prejudicial ao organismo humano, particularmente se usada em tempo de calor. Não encontramos apenas isso, mas hoje também estamos restringindo o apetite do povo em casa, para podermos enviar trigo ao exterior, a nossos aliados e soldados, pois o mundo descobriu que o melhor grão para uso do homem, onde os homens são postos à prova mais severa, é o grão que o Senhor revelou a Joseph Smith como o grão destinado para uso do homem. Fizeram-se experimentos, nos primeiros estágios da guerra, com diferentes grãos, e li um artigo em que se afirmava que o trigo demonstrou ser superior, como alimento, a qualquer outro grão, nas circunstâncias árduas a que os homens são submetidos nas trincheiras e nas batalhas da Europa. Estas coisas deveriam fazer-nos pensar — estão em harmonia com as palavras do Profeta que o Senhor levantou nestes últimos dias, e testifico-vos que ele foi um profeta do Senhor, e devemos seguir seu conselho e sua admoestação. E, ora, se ele foi um profeta do Senhor, aquele que hoje está à frente da Igreja o é tanto quanto ele o foi.

Enfrentamos uma condição crítica na história do mundo. Há escassez de alimentos. Há fome. Há inanição no mundo. Milhares de pessoas que não são desta Nação, mas de outras nações, estão morrendo de fome hoje. Elas precisam de alimento, e o profeta do Senhor nos disse que é nosso dever produzir alimento, produzir grãos, conservar nossos recursos. Isto é tão palavra do Senhor a Israel hoje quanto a profecia que li a respeito da Palavra de Sabedoria. Uma das coisas que hoje mais me deixa grato, irmãos e irmãs, é ver vossos rostos cheios, mostrando que estais bem nutridos e contentes, que não estais em necessidade, pois, muito recentemente, na verdade por três meses, durante este último inverno, tenho viajado pela terra ao sul de nós, mesmo pela terra do México, e ali vi os efeitos da guerra. O povo do México — não uma, duas, três, ou várias centenas ou milhares de pessoas, mas milhares de pessoas ali hoje — está quase morrendo de fome, em resultado da guerra que existe naquela terra há sete anos. Não é porque o México seja improdutivo. Não é porque o povo, como geralmente se considera ou se pensa, prefira lutar a trabalhar, mas devido ao fato de que as condições não têm permitido que cultivem a terra e produzam colheitas. Impôs-se um embargo contra toda exportação de alimentos para o México. E, ao viajar por aquele país, vi milhares de pessoas virem até a lateral do trem, nos lugares onde parávamos, e mendigarem qualquer coisa que aplacasse as dores da fome, e penso que agora posso perceber mais plenamente do que antes o que se passa na Europa, quando ouvimos falar dos sofrimentos dos belgas, dos sérvios, dos romenos e de outros povos por lá, e imagino que os posso ver hoje, tal como vi as pequenas crianças mexicanas, morrendo de fome.

Não podeis conceber isso, mesmo que eu vo-lo dissesse. Mães com roupas em farrapos e rasgadas, sua própria carne reduzida aos ossos, segurando criancinhas reduzidas a meros esqueletos, com a cabeça oscilando, mal sustentada por uma coluna vertebral quase nua. Muitas delas morrem diariamente. Certo velho veio a mim, a quem eu conhecera há quatro anos e meio. Estava reduzido quase a um esqueleto. Disse-me: "Estou quase morrendo de fome, e preciso de ajuda." E, sentado diante de mim, disse: "Irmão Pratt, tu não sabes o que é ter fome." Acreditei nele. Creio que não sabeis o que é ter fome. Meus filhinhos não sabem o que é ter fome. Graças ao Senhor, têm apetite voraz. Eu tenho, vós tendes, mas não sabemos o que é fome até que a fome nos arranque a carne dos ossos.

Fiquei grato na noite em que voltei do México. Tenho oito filhinhos onde vivo, e todos ficaram felizes em me ver. Amontoaram-se sobre mim, e sentei-me ali e os amei e os beijei, e agradeci a Deus porque seus rostinhos estavam cheios; e rogo a Deus que a guerra jamais nos traga o sofrimento e a inanição que vieram sobre aquele povo no México e sobre outros povos do mundo. E quero dizer-vos como podemos evitá-lo. A maneira de evitá-lo é vivermos como o Profeta do Senhor nos disse para viver. Queremos apoiar isto; queremos produzir cereais para pão, queremos produzir trigo; queremos produzir beterraba para açúcar; queremos restringir nosso apetite naquilo que não conta. Queremos comprar selos de Poupança de Guerra e Títulos da Liberdade. Queremos poupar e prover nossos soldados, que foram ao exterior lutar pela liberdade, dando-lhes aquilo de que precisam para viver. É por isso que fazemos estas coisas.

O Senhor disse que esta é uma terra de promissão, uma terra abençoada acima de todas as outras terras sobre a face da terra, e fez grandes e maravilhosas promessas àqueles que aqui trouxe; e disse que teríamos paz se fizéssemos certas coisas. Quero dizer-vos: se quisermos ter o que nos está reservado como povo do Senhor, se quisermos ser abençoados como sempre fomos e somos, se quisermos ter nossos filhos ao nosso redor à noite, saciados e corados, devemos viver o evangelho de Jesus Cristo.

Agradeço ao Senhor porque a grande Nação, os Estados Unidos, está despertando para coisas vitais. Agradeço ao Senhor porque estão restringindo o uso de bebidas alcoólicas. Agradeço ao Senhor pela perspectiva de proibição em todo o país. Agradeço ao Senhor pela nobre obra que os departamentos deste governo estão realizando para restringir o vício nas proximidades de nossos grandes acantonamentos, visto que os rapazes não se contêm por sua própria vontade. Estão fazendo dos homens desta nação um exército virtuoso, e estão se esforçando por restringir-se e permanecer dentro dos mandamentos do Senhor, e nos tornar um povo que conservará esta terra para nós como a mais abençoada terra em todo o mundo.

Não quero abusar de vosso tempo, mas desejo ler-vos, em conclusão, a palavra do Senhor, tal como veio ao irmão de Jarede a respeito desta terra, quando ele aqui chegou há tantos anos, e o Senhor lhe mostrou como poderia habitar aqui em paz, contentamento e felicidade:

"E em sua ira havia jurado ao irmão de Jarede que todos os que habitassem esta terra da promissão, daquele tempo em diante e para sempre, deveriam servir a ele, o verdadeiro e único Deus, ou seriam varridos quando sobre eles caísse a plenitude de sua ira."

"E agora podemos ver os decretos de Deus relativos a esta terra, que é uma terra de promissão; e toda nação que a habitar deverá servir a Deus ou será varrida quando a plenitude de sua ira cair sobre ela. E a plenitude de sua ira cairá sobre ela quando houver amadurecido em iniquidade."

"Porque eis que esta é uma terra escolhida entre todas as outras terras; portanto, aquele que a habitar deverá servir a Deus ou será varrido, porque este é o eterno decreto de Deus. E não serão varridos até que a iniquidade entre os filhos da terra chegue à plenitude."

"E isto chega a vós, ó gentios, para que conheçais os decretos de Deus, para que vos arrependais e não continueis em vossas iniquidades até que venha a plenitude; para que não chameis a plenitude da ira de Deus sobre vós, como os habitantes da terra têm feito até agora."

E, de passagem, direi que o povo jaredita abandonou este conselho e trouxe sobre esta terra a ira de Deus, e foi absoluta e totalmente varrido da face da terra por causa de sua iniquidade, e o mesmo se deu com o povo nefita. Eles também, por causa de sua iniquidade, ainda que tivessem os profetas do Senhor para ensiná-los até o fim e chamá-los ao arrependimento, tornaram-se tão amadurecidos em iniquidade que o Senhor cumpriu sua palavra e os varreu da face da terra. Deveria servir-nos de advertência.

"Eis que esta é uma terra escolhida, e qualquer nação que a habitar se verá livre da servidão e do cativeiro e de todas as outras nações debaixo do céu, se apenas servir ao Deus da terra, que é Jesus Cristo, o qual foi manifestado pelas coisas que escrevemos."

Ora, temos isso como uma promessa permanente, e tenho certeza de que, enquanto o povo desta terra preservar sua virtude e integridade, esta terra estará livre de todas as outras nações da terra. Não precisamos temer a Alemanha, senão o temor que naturalmente nos invade o coração ao ver nossos filhos serem mortos por suas mãos lá; mas, quanto a invadirem a América e virem dominar esta terra, isso jamais acontecerá, enquanto reconhecermos a mão do Senhor e de seu Filho Jesus Cristo, ou enquanto servirmos ao Deus que rege estas nações. Vale a pena? Vale o preço? Gostaríeis de ver acontecer convosco e com os vossos o que aconteceu aos belgas, aos franceses, aos sérvios, aos romenos, e a todos os que foram invadidos pelo poder de uma autocracia tirânica? Não condeno o povo alemão individualmente; mas condeno o espírito que é a maldição do mundo hoje, e que escravizaria todos os habitantes da terra. Prefiro dar meu corpo, e o corpo de meu filho, e minha raça, a vê-los dominar e vir aqui usurpar nossos direitos e tiranizar-nos; mas prefiro evitá-lo pelo meio simples que o Senhor nos deu, isto é, viver de acordo com os mandamentos do Senhor. Seus mandamentos hoje são: abster-nos do mal, produzir alimento, e produzir o que é necessário para manter a vida. Ouçamos as palavras do Senhor, e saiamos daqui a levar ao povo estas instruções. Sejamos Santos dos Últimos Dias, e vivamos cada dia em harmonia com a vontade do Senhor, tal como nos é manifestada.

Em conclusão, testifico-vos que sei que Deus vive. Sei que seu Filho Jesus Cristo veio ao mundo em verdade, e é o Redentor do mundo. Sei que Joseph Smith recebeu uma visitação deles, e mais tarde de Pedro, Tiago e João, e recebeu a autoridade para estabelecer a obra do Senhor nestes últimos dias. Sei que os que lhe sucederam na Primeira Presidência da Igreja têm mantido a mesma autoridade, e testifico-vos que sei que Joseph F. Smith, que hoje está à frente da Igreja, é a boca de Deus para todos os povos da terra. Que o Senhor nos abençoe, é minha oração, em nome de Jesus Cristo. Amém.

Um cântico, intitulado "The Pioneer" [O Pioneiro], foi cantado por Don C. Priestly, sendo o canto precedido por uma explicação dada pelo Professor Evan Stephens, que disse:

"Sei que é incomum dar explicações antes de cantar um hino; mas sinto que aproveitareis mais se eu disser uma palavra sobre este. É uma tentativa de representar os sentimentos do Presidente Brigham Young, quando ele viu, pela primeira vez, este belo vale onde agora fazemos nossos lares. A primeira parte representa-o quando ele contemplou o vale; a segunda, os pensamentos das provações pelas quais haviam passado; e a terceira, o ápice, centra-se na ideia expressa quando ele disse: 'Este é o lugar!'"

Como citar este discursoRey L. Pratt, “Irmãos e irmãs, o sentimento que”, Conferência Geral de Abril de 1918, Sessão da Manhã do Terceiro Dia (1918-04-05). Pulpit Vault, 1918-04-22-rey-l-pratt-remarks. Tradução desta edição, por método de glossário, archive.org.Pulpit Vault, edição de 23 de setembro de 2026 (commit 4bdc6ac627).