Pulpit

Questões sobre a persistência da vida que

Anthony W. Ivins

Conferência Geral de Abril de 1918·Sessão da Tarde do Segundo Dia·1918-04-05

Questões sobre a persistência da vida que surgiram por meio da Grande Guerra — Literatura que busca responder à pergunta: O que acontece após a morte?

— Nenhum de dois escritores concorda — Testemunho das Sagradas Escrituras, a Bíblia e o Livro de Mórmon — O testemunho do Profeta Joseph Smith, a quem apareceram, nesta dispensação, homens que viveram em épocas passadas — Diante disso, por que duvidar da imortalidade do homem? — Sem qualquer outra evidência, a vida de Jesus é suficiente para responder à questão para sempre — Todos os que morrem viverão depois da morte, pela fé no Senhor Jesus Cristo.

Em verdade, em verdade vos digo que vem a hora, e agora é, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus, e os que a ouvirem viverão.

Porque, como o Pai tem a vida em si mesmo, assim concedeu também ao Filho ter a vida em si mesmo; e deu-lhe o poder de exercer o juízo, porque é o Filho do Homem.

Não vos maravilheis disso; porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz; e os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal, para a ressurreição da condenação (João 5:25-29).

Se eu, ou qualquer outro orador, houvesse declarado deste púlpito, há quatro anos, que a questão pendente entre o Império Austro-Húngaro e o Reino da Sérvia, resultante do assassinato do príncipe herdeiro do primeiro país e de sua esposa, enquanto visitavam os Estados Balcânicos, mergulharia o mundo na guerra mais estupenda da história, uma guerra que afetaria, direta ou indiretamente, cada ser humano do mundo civilizado; que milhões de soldados seriam treinados para a guerra, e batalhas terríveis além dos sonhos dos homens seriam travadas; que as nações se dedicariam à guerra até que fosse mais fácil continuar lutando do que retornar a uma condição de paz; que nosso próprio país se envolveria nela, e equiparia e enviaria à Europa vastos exércitos de homens, despendendo um tesouro quase além da compreensão da mente humana; que o leito do oceano ficaria coberto de navios afundados, e a morte seria lançada sobre mulheres e crianças indefesas desde o ar; que, antes de chegar o fim, nações inteiras seriam apagadas, antigas autocracias desabariam, e as garantias do direito internacional seriam totalmente ignoradas — eu teria sido considerado ou um sonhador inofensivo ou um perigoso lunático; contudo, nós, que vivemos os últimos quatro anos repletos de acontecimentos, testemunhamos o desenrolar dessas condições.

Milhões de homens foram mortos, outros milhões foram feridos e aleijados para toda a vida. Em alguns casos, famílias com longa e honrosa história atrás de si perderam seu último representante no campo de batalha, e, ao que tudo indica, o pior ainda está por vir.

Este tremendo sacrifício de vidas humanas, os milhares cujos restos jazem no leito do oceano, e os incontáveis que terão seus túmulos jamais conhecidos pelos pais, irmãos, irmãs e parentes que os enviaram à batalha, despertou nas mentes das pessoas pensantes um desejo generalizado de saber algo sobre a condição do homem após a morte. O que acontece após a morte? Que será de nós mesmos após a morte? Voltaremos a encontrar esses entes queridos? Se há uma vida futura, que será de nossa personalidade — persistirá ela, ou seremos de tal modo transformados que não teremos maior conhecimento ou lembrança das condições desta vida mortal do que hoje temos do passado?

Estas são algumas das perguntas pertinentes que se fazem, perguntas nas quais todos nós temos vital interesse, pois, seja em paz ou em guerra, somos constantemente separados dos que amamos por essa condição que chamamos de morte.

Muitos livros foram escritos e publicados, desde que a guerra começou, nos quais se procura responder a esta pergunta de suma importância: "O que acontece após a morte?" Li vários desses livros, nos quais se exprimem as opiniões de alguns dos maiores eruditos e pensadores do mundo; e, à medida que lia, o pensamento marcante que me ocorria era a grande diversidade de opinião existente entre esses homens instruídos. Nenhum de dois concorda. Há, é verdade, certa uniformidade de opinião entre os ministros cristãos — todos aceitam a doutrina da vida futura —, mas estão irremediavelmente divididos quanto à personalidade do indivíduo e sua relação, na vida futura, com aquilo que de algum modo se liga a esta vida. A doutrina da ressurreição, quando admitida de todo, é tida como uma espécie de novo nascimento espiritual, ao passo que a reunião do espírito e do corpo do homem, para formar uma alma material viva, não é admitida por um único escritor sequer.

Entre os que mais se destacam por sua incredulidade, Max Nordau, o grande erudito e escritor francês, é talvez o mais categórico. A morte, declara ele, significa a extinção final da consciência, e a dissolução eterna daquilo que fora uma personalidade. A imortalidade da personalidade, diz ele, não é nem concebível nem desejável; o nada é mais consolador.

Sir Hiram Maxim afirma que não existe uma única partícula de evidência que prove que vivemos depois da morte, como os pregadores gostariam que acreditássemos. Argumenta que a única vida futura que podemos esperar é a que vivemos em nossos filhos, e que aquele que deixou de gerar posteridade está morto para sempre.

John Blundelle-Burton gostaria de crer, mas está em dúvida, pois, diz ele, ninguém volta para contar; ao passo que Madame Besant nos assegura, nos termos mais positivos, que há vida após a morte, mas destrói nossa esperança ao dizer-nos que poderemos reencarnar sob a forma de uma planta, de um animal, ou de outro ser humano, até que finalmente alcancemos uma condição em que passamos ao Nirvana, seja lá o que isso for.

Sem dúvida, a mais cara esperança de toda pessoa que foi separada por morte daqueles que ama é que, em algum tempo futuro, quando ela também for chamada, como sabe que há de ser, tornará a encontrá-los e renovará as associações que a ligavam a eles nesta vida. Se há homens como Max Nordau, que realmente sentem que uma existência futura não é nem concebível nem desejável, é seu privilégio, presumo, permanecer nessa condição de descrença. Não entrarei em discussão com eles neste momento; negam a autenticidade divina das escrituras e, por consequência, não existe base para discussão, do ponto de vista de um cristão. Mas a John Blundelle-Burton, que gostaria de crer, mas está em dúvida porque ninguém volta para contar, ou a Madame Besant, que afirma sua crença numa vida futura, mas nos pediria que aceitássemos sua teoria da reencarnação, e, sobretudo, aos devotos cristãos que crêem sinceramente e esperam a reunião com aqueles que amam depois da morte, há evidência suficiente para satisfazer a mente mais exigente, evidência que, ao compreendê-la, não nos deixa dúvida alguma, e o testemunho do cristão se funda em prova muito mais convincente do que a opinião do incrédulo. Este último não crê porque não viu, mas nem ele, nem testemunha alguma que possa apresentar, pode refutar o testemunho do cristão que viu; só pode afirmar sua incredulidade, o que nada prova, embora milhares o façam.

O testemunho de uma única testemunha respeitável, contudo, que afirme saber porque viu, tem grande valor, e onde muitos testificam a mesma coisa, o fato se estabelece, aceite-o ou não a multidão.

A sagrada escritura não é produto de uma única mente. O conteúdo da Bíblia não foi escrito por uma só mão, mas por muitas. Não trata de uma única dispensação ou período de tempo, mas abrange a história do mundo, e os tratos do Pai com os habitantes da terra, desde a criação até o presente, pois os homens não apenas escreveram suas próprias observações e experiências, mas, pelo espírito de revelação e pelo dom de profecia, predisseram o futuro com tal precisão que só quem está determinado a não crer pode permanecer em dúvida. A algumas das verdades que nos legou a escritura, e atestadas por homens de Deus, desejo brevemente referir-me.

Uma coisa acerca das escrituras, que me impressionou com grande força quando comecei a estudá-las e a compreendê-las, é o fato de que a palavra do Senhor jamais nos chega como opinião; não se faz tentativa alguma de sustentá-la por argumento; ela vem como uma afirmação de fato definida e categórica. "No princípio criou Deus os céus e a terra. E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou." Assim é, desde as primeiras palavras da Bíblia até as últimas: as obras do Pai são declaradas como fatos, não como teorias.

As palavras do Redentor, que li antes de iniciar minhas observações, declaram definitivamente que vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros sairão, os que fizeram o bem para a ressurreição da vida, e os que fizeram o mal para a ressurreição da condenação. Em confirmação dessa doutrina, permiti-me ler as palavras de Mórmon, ao contemplar os mortos de seu povo: "Ó vós, belos filhos e filhas, vós, pais e mães, vós, maridos e mulheres, vós, formosos, como pudestes cair? Mas eis que haveis partido e meus lamentos não vos podem trazer de volta. E logo chegará o dia em que vossa mortalidade se revestirá de imortalidade e esses corpos que agora se decompõem em corrupção logo se tornarão corpos incorruptíveis; e então tereis que vos apresentar perante o tribunal de Cristo, para serdes julgados de acordo com vossas obras; e, se tiverdes sido justos, sereis abençoados com vossos pais que partiram antes de vós" (Mórmon 6:19-21).

Esta doutrina da ressurreição universal dos mortos é ensinada por Isaías, Jeremias, Daniel e outros dos profetas. Que os mortos viverão de novo, todo crente na Bíblia há de admitir.

Tão definida quanto a doutrina da ressurreição é o fato de que todos os que dela participarem devem comparecer perante o tribunal de Deus, para serem julgados segundo os atos praticados no corpo.

Paulo, escrevendo aos Santos de Corinto, disse: "Se só nesta vida esperamos em Cristo, somos os mais miseráveis de todos os homens. Mas agora Cristo ressuscitou dos mortos, e foi feito as primícias dos que dormem. Porque, assim como a morte veio por um homem, também a ressurreição dos mortos veio por um homem. Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também em Cristo todos serão vivificados" (1 Coríntios 15:19-22).

Naquela notável revelação, dada por Cristo ao apóstolo João, na ilha de Patmos, a qual ele enviou e manifestou por meio de seu anjo, lemos: "E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante de Deus; e abriram-se os livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida; e os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras. E o mar deu os mortos que nele havia; e a morte e o inferno deram os mortos que neles havia; e foram julgados cada um segundo as suas obras" (Apocalipse 20:12-13).

A escritura que citei esclarece dois pontos vitais de doutrina ligados a este assunto: que, assim como em Adão todos morrem, assim também em Cristo todos são vivificados pela ressurreição, e que a personalidade do indivíduo persiste depois da morte — de outro modo, como poderia ele ser responsabilizado pelos atos praticados no corpo?

Os dois atributos preeminentes de Deus são a justiça e a misericórdia. Como poderia eu, com justiça, ser responsabilizado pelas transgressões de outrem, ou recompensado por sua retidão? Não; devo responder por mim mesmo, assim como vós deveis responder por vós mesmos; portanto minha personalidade deve persistir, devo ser o mesmo homem, minha vida futura inseparavelmente ligada a esta vida.

Diz-se-nos que, em certa ocasião, Jesus tomou Pedro, Tiago e João, e subiu a um monte para orar, e eis que ali falaram com ele dois homens, que eram Moisés e Elias (Mateus 17:1-4). Esses homens foram vistos pelos apóstolos, que testemunharam sua presença, tão real que Pedro sugeriu que se construíssem três tabernáculos, um para Jesus e um para cada um, Moisés e Elias. Moisés viveu 1.500 anos antes de Cristo, e Elias, se o havemos de identificar com o Elias da Bíblia, mil anos antes — um exemplo, dentre muitos, de alguém que voltou para contar.

A revelação dada a João, na ilha de Patmos, da qual citei, foi entregue por um mensageiro celestial, e, quando João quis prostrar-se para adorá-lo, isso lhe foi proibido, declarando o mensageiro que era um de seus conservos, um dos profetas que guardavam os mandamentos do livro (Apocalipse 22:8-9).

De maior importância para nós, porque somos mais diretamente afetados por isso, é o aparecimento de homens que viveram e morreram há muito tempo, na presente dispensação. Deixemos que o próprio Joseph Smith conte a história, em sua linguagem simples. Deve-se lembrar que, na época em que a primeira dessas manifestações lhe foi dada, Joseph Smith era um simples rapaz do campo, ainda não com quinze anos de idade, e incapaz, ainda que o desejasse, de conceber ou executar uma grande fraude ou engano. Ele simplesmente desejava cumprir seu dever para com Deus, e a grande confusão entre as igrejas sectárias o deixava em dúvida quanto a qual denominação deveria filiar-se. Foi ao Senhor em busca de sabedoria, com o seguinte resultado:

"Assim, seguindo minha determinação de pedir a Deus, retirei-me para um bosque a fim de fazer a tentativa. [...] Depois de me haver retirado para o lugar que previamente escolhera, tendo olhado ao redor e encontrando-me só, ajoelhei-me e comecei a oferecer a Deus os desejos de meu coração. Apenas iniciara, imediatamente se apoderou de mim uma força que me dominou por completo; e tão assombrosa foi sua influência que se me travou a língua, de modo que eu não podia falar. Uma densa escuridão formou-se ao meu redor e pareceu-me, por um momento, que eu estava condenado a uma destruição súbita. Mas usando todas as forças para clamar a Deus que me livrasse do poder desse inimigo que me subjugara, no momento exato em que estava prestes a sucumbir ao desespero e abandonar-me à destruição — não a uma ruína imaginária, mas ao poder de algum ser real do mundo invisível, que possuía uma força tão assombrosa como eu jamais sentira em qualquer ser — exatamente nesse momento de grande alarme, vi um pilar de luz acima de minha cabeça, mais brilhante que o sol, que descia gradualmente sobre mim."

"Assim que apareceu, senti-me livre do inimigo que me sujeitava. Quando a luz pousou sobre mim, vi dois Personagens cujo esplendor e glória desafiam qualquer descrição, pairando no ar, acima de mim. Um deles falou-me, chamando-me pelo nome, e disse, apontando para o outro: Este é Meu Filho Amado. Ouve-O!"

Três anos depois, e após haver-se recolhido para dormir, Joseph Smith diz:

"Enquanto estava assim suplicando a Deus, descobri uma luz surgindo em meu quarto, a qual continuou a aumentar até o aposento ficar mais iluminado do que ao meio-dia; imediatamente apareceu ao lado de minha cama um personagem em pé, no ar, pois seus pés não tocavam o solo. Ele vestia uma túnica solta, da mais rara brancura. Era uma brancura que excedia a qualquer coisa terrena que eu já vira; nem acredito que qualquer coisa terrena possa parecer tão extraordinariamente branca e brilhante. Tinha as mãos descobertas e os braços também, um pouco acima dos pulsos; os pés também estavam descobertos, bem como as pernas, um pouco acima dos tornozelos. A cabeça e o pescoço também estavam nus. Verifiquei que ele não usava outra roupa além dessa túnica, pois estava aberta, de modo que eu lhe podia ver o peito."

"Não somente sua túnica era muito branca, mas toda a sua pessoa era indescritivelmente gloriosa e seu semblante era verdadeiramente como o relâmpago. O quarto estava muito claro, mas não tão luminoso como ao redor de sua pessoa. No momento em que o vi, tive medo; mas o medo logo desapareceu. Chamou-me pelo nome e disse-me que era um mensageiro enviado a mim da presença de Deus e que seu nome era Morôni; que Deus tinha uma obra a ser executada por mim; e que meu nome seria considerado bom e mau entre todas as nações, tribos e línguas, ou que entre todos os povos se falaria bem e mal de meu nome."

Seis anos após o episódio acima, Joseph Smith relata o seguinte:

"Dois dias após a chegada do Sr. Cowdery (estávamos em 7 de abril), comecei a traduzir o Livro de Mórmon e ele começou a escrever para mim. Continuávamos ainda o trabalho da tradução, quando, no mês seguinte de maio (1829), fomos certo dia a um bosque para orar e consultar o Senhor a respeito do batismo para a remissão dos pecados, mencionado na tradução das placas. Enquanto orávamos e invocávamos o Senhor, um mensageiro do céu desceu em uma nuvem de luz e, colocando as mãos sobre nós, ordenou-nos, dizendo: 'A vós, meus conservos, em nome do Messias, eu confiro o Sacerdócio de Aarão, que possui as chaves do ministério de anjos e do evangelho do arrependimento e do batismo por imersão para remissão de pecados; e ele nunca mais será tirado da'"

"Terra, até que os filhos de Levi tornem a fazer, em retidão, uma oferta ao Senhor.'" O mensageiro que nos visitou nessa ocasião e nos conferiu esse sacerdócio disse que seu nome era João, o mesmo que é chamado João Batista, no Novo Testamento.

Muitos outros exemplos poderiam ser citados, em que homens que viveram há muito tempo retornaram à terra e comunicaram a vontade do Senhor a seus servos aqui. Se isso é verdade — e é —, por que haveríamos de duvidar da imortalidade do homem, ou de sua ressurreição como ser material, com um corpo de carne e osso, como agora tem, mas um corpo purificado e limpo, já não sujeito à dor, ao sofrimento e à morte final de que a mortalidade está carregada.

Se não tivéssemos outra evidência, a vida do Redentor bastaria para resolver esta questão para sempre. Jesus era o Filho de Deus, o Redentor do mundo. Veio justamente com o propósito de esclarecer-nos este mistério da vida humana. Nascido como nós nascemos, ele viveu, trabalhou e amou muito como fazemos nós, exceto que o poder de Deus, o amor, a caridade, a paciência, o autossacrifício — aquelas características divinas que eram seu direito de nascença — se manifestaram em sua vida como jamais se manifestaram, nem jamais se manifestarão, em qualquer outro ser humano. Por fim, quando sua obra se cumpriu, ele morreu, quase da mesma forma que morreríamos nós em circunstâncias semelhantes. Até esse ponto, a grande missão que viera cumprir era pouco compreendida, mas quando, naquela manhã de domingo de Páscoa, ele se ergueu do túmulo com um corpo glorificado, o aguilhão da morte se tornou doce, a vitória da sepultura se converteu em derrota, pois ele tornou a ressurreição de toda a família humana não apenas possível, mas um fato — aceitassem-no eles ou não.

Seus discípulos duvidaram, e quando ele lhes apareceu, ficaram aterrorizados, supondo que viam um espírito, pois, como alguns de nós, não podiam compreender que aquele que vivera e morrera pudesse viver novamente, e Jesus lhes disse: "Vede as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; apalpai-me e vede, pois um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho" (Lucas 24:39). Era o mesmo Cristo, com o mesmo corpo, mas glorificado, que se erguia diante deles. Por que haveríamos de duvidar da condição futura das almas dos homens? Testifico-vos que, assim como Cristo ressuscitou dos mortos com um corpo material, que seus discípulos viram e apalparam, assim como aparecerá aos judeus com as marcas dos cravos nas mãos e nos pés, e a ferida da lança no seu lado, assim é desígnio de Deus que cada um de nós ressuscite dos mortos com corpos materiais, mas não mortais.

O mar dará os mortos que nele há, os campos de batalha da França darão os mortos que neles estão sepultados. Toda mãe que perdeu um filho, todo parente que perdeu alguém querido, os receberá de volta pela fé no Senhor Jesus Cristo, e as associações, os convênios, os laços de amor que nos uniram nesta vida serão renovados e continuarão conosco através das intermináveis eras da eternidade.

Amo o evangelho por causa dessa esperança que veio a mim. Vivo na expectativa de reunir-me com aqueles que amo depois da morte. Não quero céu algum longe dos meus, mas quero estar com meu pai e minha mãe, meus filhos e parentes, convosco, meus irmãos e irmãs, com quem trabalhei e carreguei os fardos desta vida mortal, e sei que meu desejo se realizará se eu for fiel aos convênios que fiz com o Senhor e com meus semelhantes.

Quis prestar este testemunho, na esperança de que traga conforto a todos os que estão separados por morte daqueles que amam. É apenas por uma breve estação. Os sepulcros serão abertos, e os mortos sairão para responder pelos atos praticados no corpo. Que Deus nos ajude a viver vidas justas, para que sejamos dignos da vida eterna, pela fé em Cristo. Amém.

Como citar este discursoAnthony W. Ivins, “Questões sobre a persistência da vida que”, Conferência Geral de Abril de 1918, Sessão da Tarde do Segundo Dia (1918-04-05). Pulpit Vault, 1918-04-19-anthony-w-ivins-remarks. Tradução desta edição, por método de glossário, archive.org.Pulpit Vault, edição de 23 de setembro de 2026 (commit 4bdc6ac627).