Propósito da profecia — O sobrenatural desacreditado —
Orson F. Whitney
"Certamente o Senhor Deus não fará coisa alguma, sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas." — Amós 3:7. ¶
Estas são as palavras de um profeta de Deus que viveu no seio da nação hebraica cerca de oitocentos anos antes do nascimento do Salvador. Uma tradução mais moderna do texto poderia tê-lo vertido assim: Certamente o Senhor Deus não fará coisa alguma sem primeiro revelá-la aos seus servos, os profetas. Mas isso já está suficientemente claro em sua ¶
forma atual. O sentido que entendo é este: o sapientíssimo Dispensador dos negócios humanos não causará nem permitirá que suceda qualquer acontecimento que afete o bem-estar ou a desventura da família humana, sem que primeiro se tenha comunicado com os seus servos escolhidos, os seus oráculos entre os homens, e lhes tenha dado o devido aviso da sua aproximação, tornando-os sábios quanto ao seu propósito, para que eles, por sua vez, tornem sábio o povo; sendo o objetivo que algum tipo de preparação preceda o acontecimento em questão. O prometido envio do profeta Elias, antes da vinda do grande e terrível dia do Senhor, como predito por Malaquias, tinha por fim que certas coisas se fizessem, as quais, se deixadas por fazer, fariam com que aquela vinda ferisse a terra com uma maldição. ¶
Preparar o povo de Deus, e por meio dele o mundo em geral, para as mudanças que devem vir na execução do programa divino, é a função do profeta, que prediz o futuro; do vidente, que enxerga através do tempo até a eternidade; do revelador, que transmite a palavra e a vontade do Pai Universal aos seus filhos. Os objetivos dos profetas são elevados e nobres. Desejam a felicidade e o progresso da raça humana; e, no entanto, quase invariavelmente são incompreendidos, ridicularizados, combatidos e perseguidos. ¶
Há na natureza humana uma propensão a descreditar os profetas e outros homens divinamente inspirados. O sobrenatural é quase sempre descontado, quando não escarnecido, pelas mentes ultrapráticas. "O homem natural é inimigo de Deus." Todos os milagres são mitos para a moderna pseudociência e sua arrogante serva, a chamada "Alta Crítica". Crer em profecias, visões e revelações é "viver em casas ¶
assombradas." Assim afirmou certo douto cavalheiro num discurso educacional proferido recentemente em algumas de nossas cidades do oeste. Até mesmo os que reverenciam os profetas do passado são tentados a ignorar os profetas do presente. Parece natural afastar-se Daquilo Que É e curvar-se diante Daquilo Que Já Foi. ¶
"Sete cidades reclamavam o nascimento de ¶
Homero morto, pelas quais o Homero vivo ¶
mendigava pão." ¶
O Salvador repreendeu os pios incrédulos de sua geração por adornarem os sepulcros dos profetas mortos e rejeitarem os vivos, como seus pais haviam feito antes deles. Uma professada reverência por Moisés e pelos antigos servos de Deus era uma característica marcante daqueles que rejeitaram o maior de todos os profetas, o próprio Filho de Deus, a respeito de quem Moisés e outros haviam testificado. E este mesmo espírito, o espírito que crucificou o Cristo, provocou, no século dezenove, o martírio do profeta, revelador e vidente, Joseph Smith. ¶
Desejo ler-vos uma de suas predições, de interesse para todos nós, pelo fato de constituir a razão pela qual o "mormonismo" veio ao mundo. Essa razão foi, em resumo, que Israel pudesse ser reunido, que Sião pudesse ser trazida à luz, e que se preparasse o caminho para a vinda do Senhor em sua glória. Esta revelação, da qual lerei apenas uma parte, veio ao Profeta no mês de março de 1831: ¶
"Pois em verdade vos digo que grandes coisas vos esperam; ouvis falar de guerras em terras estrangeiras; mas eis que vos digo que estão próximas, sim, às vossas portas; e daqui a não muitos anos ouvireis falar de guerras nas vossas próprias terras. ¶
"Portanto, eu, o Senhor, disse: Saí das terras do leste, reuni-vos, ó élderes de minha igreja; ide para as regiões do oeste, chamai os habitantes ao arrependimento e, à medida que eles se arrependerem, estabelecei igrejas para mim; [isto é, ramos da Igreja] ¶
"E com um só coração e com um só pensamento, ajuntai vossas riquezas para comprar uma herança que mais tarde vos será designada. ¶
"E ela será chamada a Nova Jerusalém, uma terra de paz, uma cidade de refúgio, um lugar seguro para os santos do Deus Altíssimo; ¶
"E a glória do Senhor ali estará e o terror do Senhor também ali estará, tanto que os iníquos não virão a ela; e será chamada Sião. ¶
"E acontecerá entre os iníquos que todo homem que não tomar sua espada contra seu próximo terá que fugir para Sião, por segurança. ¶
"E reunir-se-ão nela, de todas as nações debaixo dos céus; e serão o único povo que não estará em guerra entre si. ¶
"E entre os iníquos dir-se-á: Não subamos para lutar contra Sião, porque os habitantes de Sião são terríveis; portanto, não podemos resistir. ¶
"E acontecerá que os justos serão reunidos dentre todas as nações e virão a Sião cantando com cânticos de eterna alegria" (Doutrina e Convênios 45: 62-71). ¶
Esta Igreja tinha menos de um ano de existência quando aquela revelação foi dada, e pouco mais de um ano quando se tentou executar a instrução divina. O local da Cidade foi revelado — o Condado de Jackson, Missouri — e também se deu a conhecer o plano pelo qual Sião seria estabelecida. Então, por que — sendo esta a nossa missão — não estamos empenhados nela? Pois bem, estamos empenhados nela. Mas por que estamos aqui, nestas Montanhas Rochosas, em vez de lá embaixo, no Missouri, edificando Sião? Pois bem, há várias razões pelas quais os Santos dos Últimos Dias ainda não puderam cumprir integralmente os termos desta profecia. Uma das razões foi mencionada ontem no esplêndido discurso proferido pelo Presidente Smith. O povo que recebeu estas instruções teve de "fugir da ira que há de vir". A razão principal, porém, foi o egoísmo — nestas instruções tiveram de "fugir" sary unidade. "Houve desavenças, e contendas, e invejas, e lutas, e desejos luxuriosos e cobiçosos entre eles;" e, por causa dessas coisas, o Senhor permitiu que seus inimigos viessem sobre eles e os expulsassem daquela boa terra. Eram um bom povo, melhor do que os que os perseguiam, mas não bons o bastante para cumprir os elevados e santos propósitos da Divindade. Se tivessem sido, em todos os aspectos, o que o Senhor queria que fossem, e o que seus descendentes terão de ser a fim de cumprir a profecia, Sião poderia ter sido redimida em seus dias. Mas não se mostraram à altura do empreendimento, e, por conseguinte, foi preciso seguir um segundo melhor curso de ação. ¶
Uma grande nuvem de tempestade se formava sobre esta Nação e sobre o mundo inteiro, e no dia de Natal de 1832 o Profeta proferiu uma predição a respeito disso. Disse que a guerra seria "derramada sobre todas as nações", começando em certo lugar — a Carolina do Sul — e, posteriormente, declarou que o conflito surgiria em torno da questão da escravidão. Vinte e oito anos e alguns meses depois, essa predição começou a ter seu cumprimento, quando o primeiro tiro foi disparado em Fort Sumter, em 12 de abril de 1861, ato que precipitou a guerra entre o Norte e o Sul. A maior ¶
parte da profecia está, naturalmente, ainda no futuro. ¶
Ora, por causa desses acontecimentos e de seu próprio despreparo, o povo do Senhor teve de "esperar por um breve período pela redenção de Sião". Foi-lhes dito que primeiro precisavam tornar-se poderosos — não apenas em número e influência material, mas pelo poder de Deus, descendo sobre eles como uma investidura do alto. E, entretanto, como o Presidente nos informou, tiveram de "fugir da ira que há de vir" — tiveram de buscar abrigo da tempestade que, quando rebentou, gastou grande parte de sua fúria sobre as terras de onde os Santos haviam sido expulsos. Quase vinte anos antes da Guerra Civil, o Profeta predisse a remoção dos Santos para as Montanhas Rochosas, e, quatro anos depois, essa remoção teve início. Ali eles haviam de tornar-se um povo poderoso, os futuros salvadores da Nação. Ali fundaram estacas de Sião, em preparação para a redenção da própria Sião. É por isso que estamos aqui no alto das montanhas, em vez de lá embaixo, no Estado do Missouri. ¶
A tempestade da guerra não terminou com a contenda entre os Estados do Norte e do Sul. Aquilo foi apenas o começo da tormenta. O povo de Deus foi advertido a manter-se fora do caminho até que as calamidades preditas tivessem feito a sua obra e até que o caminho estivesse preparado diante dele. Tendo o Profeta sido morto, seu sucessor, o Presidente Brigham Young, conduziu o povo até estes recônditos das montanhas. Ele também foi inspirado pelo espírito de profecia e revelação; e testifico que todo homem que, desde então, ocupou o mesmo cargo e presidiu esta ¶
Igreja, foi igualmente um profeta do Deus Altíssimo. ¶
Desejo agora referir-me a um destes homens e a certas predições que ele fez. Ouvi o Presidente Wilford Woodruff, em abril de 1893, quando da dedicação do Templo de Salt Lake, declarar que, dali em diante, os Santos dos Últimos Dias teriam mais influência no mundo, e seus representantes seriam tratados com maior respeito e consideração por seus semelhantes do que nunca antes. No outono daquele ano, acompanhei o Presidente Woodruff e seus conselheiros, os Presidentes George O. Cannon e Joseph F. Smith, juntamente com o Coro do Tabernáculo, à Feira Mundial de Chicago. Entre os pontos visitados no caminho estava Independence, no Condado de Jackson, Missouri. Sessenta anos antes, nosso povo havia sido cruelmente expulso daquela região, e toda espécie de indignidade lhe fora imposta. Cinquenta e oito anos antes, esse mesmo Wilford Woodruff, então um sacerdote a caminho de cumprir uma missão nos Estados do Sul, havia passado pelo Condado de Jackson, numa época em que praticamente arriscava a vida um "mórmon" que ali fosse visto. Por causa desse sentimento hostil, ele teve de ocultar sua identidade e quase se esgueirar pelo condado, para evitar o perigo. Mas como foi no outono de 1893? Pois bem, toda a cidade de Independence saiu para saudar o líder "mórmon"; o prefeito proferiu um discurso de boas-vindas, e o povo competia entre si em prestar honra e cortesia ao chefe da Igreja impopular e odiada. ¶
Eis aqui outra predição, proferida pelo Presidente Woodruff no ano seguinte àquela visita ao Condado de Jackson. Não a lerei toda, pois ¶
meu tempo é limitado. Esta foi proferida em Brigham City, em junho de 1894. O Presidente disse: ¶
"Deus tem retido os anjos da destruição por muitos anos, para que não ceifassem o trigo juntamente com o joio. Quero dizer-vos agora que esses anjos já deixaram os umbrais do céu, e agora se erguem sobre este povo e esta nação, e pairam sobre a terra, esperando para derramar os juízos, e, a partir deste mesmo dia, eles serão derramados. As calamidades e os problemas estão aumentando na terra, e há um significado nessas coisas. Lembrai-vos disto, e refleti sobre estes assuntos. Se cumprirdes o vosso dever, e eu cumprir o meu, teremos proteção, seremos protegidos e passaremos pelas aflições em paz e segurança. Lede as escrituras e as revelações; elas vos dirão a respeito de todas estas coisas. Grandes mudanças estão às nossas portas. Os próximos vinte anos hão de ver poderosas mudanças entre as nações da terra. Vivereis para ver estas coisas, quer eu viva ou não. Tenho-me sentido oprimido com o peso destes assuntos, e senti que devia falar deles aqui." ¶
Passaram-se exatamente vinte anos desde que estas palavras fatídicas foram proferidas até irromper a grande guerra na Europa — uma guerra que já causou muitas "poderosas mudanças entre as nações" e que, evidentemente, está destinada a causar muitas mais. ¶
Pouco antes de a contenda começar, um douto cavalheiro de outro estado, homem grande e bom, levantou-se neste Tabernáculo e expressou a firme convicção de que não poderia haver outra grande guerra. Deu suas razões, e elas eram muito plausíveis. Outros haviam feito o mesmo. Diziam que o mundo havia avançado demais; que as nações eram civilizadas e cultas demais para permitir tal coisa: simplesmente não poderia ser. O Salvador disse, há dois mil anos, que tais coisas haviam de ser (Mateus 24:6) — eram um dos sinais de sua segunda vinda; e o profeta de Deus, nos últimos dias, declarou que a guerra seria "derramada sobre todas as nações". Mas este douto homem sustentava que tais coisas eram impossíveis. Foram apenas alguns dias depois de ele assim se ter expressado que irrompeu o maior inferno de conflito que este mundo já conheceu, e que agora ameaça envolver o mundo em chamas. À luz de tais acontecimentos, qual julgais mais digno de confiança: as teorias dos homens, ou as revelações do Deus Todo-Poderoso? ¶
Uma fase pavorosa do grande conflito é a devastação causada pelos U-boats alemães, também conhecidos como submarinos. Uma revelação dada por meio de Joseph Smith, em agosto de 1831, relaciona-se estreitamente com estes terríveis acontecimentos. O Profeta, com uma companhia de élderes, regressava de sua primeira visita ao Missouri. Haviam acampado num lugar chamado McIlwair's Bend, no rio Missouri, onde um dos membros do grupo, William W. Phelps, teve uma visão do destruidor cavalgando furiosamente sobre as águas. Este incidente deu origem à revelação, da qual uma parte dizia o seguinte: ¶
"Eis que há muitos perigos sobre as águas, e mais especialmente daqui para a frente; ¶
"Porque eu, o Senhor, em minha ira decretei muitas destruições sobre as águas; sim, e especialmente sobre estas águas; ¶
"Contudo, toda carne está em minha mão; e o que dentre vós for fiel não perecerá por meio das águas. ¶
"Eis que eu, o Senhor, no princípio abençoei as águas, mas nos últimos dias, pela boca de meu servo João, amaldiçoei as águas: ¶
"Portanto, dias virão em que carne alguma estará segura sobre as águas, ¶
"E dias virão em que se dirá que ninguém poderá subir à ¶
terra de Sião sobre as águas, a não ser o que for reto de coração. ¶
"E, como eu, o Senhor, no princípio amaldiçoei a terra, assim, nos últimos dias, abençoei-a, em seu tempo, para uso de meus santos, a fim de que partilhem de sua gordura. ¶
"E agora vos dou um mandamento — que o que digo a um digo a todos — de que aviseis previamente vossos irmãos a respeito destas águas, para que não venham a viajar sobre elas, para que sua fé não falhe e sejam apanhados em suas armadilhas. ¶
"Eu, o Senhor, decretei e o destruidor move-se sobre sua superfície; e não revogo o decreto" (Doutrina e Convênios 61:4-6, 14-19). ¶
"Carne alguma estará segura sobre as águas." Não estará esse tempo quase aqui? Mesmo no calmo Pacífico, nenhum navio ousa seguir consecutivamente duas vezes a mesma rota. As companhias que operam os grandes transatlânticos já não anunciam mais as datas de partida de um porto, nem as de chegada esperada a outro. Não ousam. O destruidor anda solto, a morte está nas profundezas, e o espírito de pavor paira sobre o seio das águas. E isto no relativamente pacífico Oceano Ocidental. No Atlântico, no Mediterrâneo e no Mar do Norte, o terrível submarino conta a história do perigo e do desastre. ¶
Outra faceta desta luta gigantesca é a questão da alimentação. Joseph Smith predisse a fome, e o Presidente Brigham Young, há muitos anos, incumbiu as irmãs da Sociedade de Socorro de uma missão especial: a de reunir e armazenar grãos contra um tempo de escassez. Lembro-me bem de como o trabalho destas dedicadas mulheres era, por alguns, pouco estimado. Algumas delas foram a um de nossos bispos e pediram-lhe que lhes construísse um celeiro. Ele sorriu benignamente e disse-lhes que trouxessem os seus grãos, e ¶
ele os guardaria para elas em seu celeiro, dando a entender que não reuniriam muito. O sentimento da época, em certos lugares, era o de que não poderia haver outra fome neste mundo. Terra demais já estava sob cultivo, e os meios de trânsito e comunicação rápidos eram demasiado abundantes. Se a fome ameaçasse qualquer parte do planeta, a notícia poderia chegar num piscar de olhos, e milhões e milhões de toneladas de gêneros alimentícios poderiam ser transportados até o local, afastando a escassez e tornando tal calamidade impossível. ¶
Ai daqueles que põem sua confiança no braço da carne! Como é hoje? Apesar da grande e sempre crescente produtividade da terra, apesar das ferrovias, dos navios a vapor e dos telégrafos, este é um mundo ameaçado pela fome. A Europa clama à América por alimento; a América responde; mas, tão depressa quanto ela remete seus carregamentos de grãos e outros gêneros alimentícios às nações necessitadas, o implacável e devorador submarino os envia ao fundo do mar. ¶
Esforços não têm faltado para enfrentar a situação e afastar a catástrofe iminente. Há seis meses, o Presidente Smith, dirigindo-se a uma reunião geral do sacerdócio, com vistas a incentivar um cultivo mais amplo do solo, ofereceu, na qualidade de Fiduciário, prêmios em dinheiro, em quantias generosas, para as melhores colheitas de produtos agrícolas resultantes do trabalho de várias organizações locais. A Associação de Melhoramento Mútuo dos Rapazes secundou esta ação do Fiduciário, fornecendo e enviando aos rapazes de Utah sementes gratuitas para o cultivo de colheitas mais abundantes. A nação inteira ¶
despertou para a necessidade que existe de evitar o desperdício e conservar os gêneros alimentícios; e todo o mundo civilizado despertou para o mesmo apelo urgente. O movimento "mórmon" de armazenamento de grãos já não é motivo de piada nem de escárnio. Deus reivindicou o trabalho paciente das irmãs, e cumpriu os pressentimentos da profecia. ¶
Qual Será o Desfecho?
Qual será o desfecho da terrível contenda que agora se trava? Será o mundo "tornado seguro para a democracia", ou será esmagado sob o calcanhar de ferro de um despotismo militar autocrático? Não posso crer que tal calamidade esteja reservada. Aquele que morreu para tornar o homem livre, e cujo evangelho é "a lei perfeita da liberdade", jamais permitirá a escravização da raça humana. Aquele que, no princípio, instituiu leis para o progresso do homem jamais tolerará tal retrocesso nas rodas do progresso eterno. Tendo decretado a emancipação do mundo de toda forma de mau governo, ele jamais permitirá a entronização da tirania universal. ¶
Não obstante, ele há de realizar, à sua própria maneira, a obra a que pôs a mão, e há de usar este povo e todos os povos nesse processo. Seu evangelho deve ter livre acesso a todas as nações e entre elas, e a nação que lutar contra ele perecerá. Todo o poder é seu, tanto no céu como na terra, e ele jamais deixará que sua obra seja frustrada por qualquer esquema de engrandecimento pessoal ou nacional. Mais importa a Deus a salvação do homem do que a perpetuidade de qualquer dinastia ou a glória de qualquer império terreno. ¶
Uma guerra maior está em curso do que aquela que agora sacode as costas da Europa — uma guerra cujo início foi coevo com a fundação do mundo. Muito maior do que qualquer contenda entre homem e homem é a antiquíssima controvérsia entre Deus e Satanás, entre liberdade e opressão, entre o certo e o errado. E o certo há de triunfar, e Deus há de ser glorificado. O mundo será tornado seguro para a democracia — seguro para todas as instituições justas. Israel será reunido, Sião será redimida, e o caminho será preparado para o Rei dos reis e para o reinado milenar de liberdade e paz universais. ¶
Uma peça musical instrumental intitulada "A Pastoral Offertory" foi executada pelo Prof. Kellersberger e por Tracy Y. Cannon, o solo de corne inglês pelo Prof. Kellersberger — Tracy Y. Cannon ao grande órgão. ¶