Pulpit

Forte Condenação do Uso de Bebidas Alcoólicas e Tabaco

Heber J. Grant

Conferência Geral de Abril de 1916·Primeira Reunião de Transbordamento·1916-04-09

Sei que, na linguagem do hino, "o tempo está quase esgotado, resta pouco". Vós, sem dúvida, estais todos cansados, mas tenho algo que desejo dizer a esta congregação, e se algum de vós não quiser ficar para ouvi-lo, não me ofendereis nem me magoareis em nada se vos levantardes e sairdes, e vosso fazer isso não me confundirá. Já preguei nas ruas de Liverpool e Londres; em Portland, Oregon, e em outras partes dos Estados Unidos, e me acostumei a pregar a congregações em movimento. Minhas ideias vêm com a mesma rapidez quando meu auditório está em movimento. Não começamos esta reunião de transbordamento até vinte minutos depois das dez horas, e, portanto, tenho apenas trinta minutos, e vos aviso lealmente do que vem a seguir, pois pretendo ocupá-los, e ficará tudo bem comigo se alguém sair.

Desejo continuar as observações

que comecei a fazer no Tabernáculo anteontem. Falei tão depressa quanto sabia, mas não cheguei nem à metade. Vou cortar completamente a metade do que gostaria de dizer.

Alega-se que o botequim, se banido da comunidade, causa prejuízo financeiro. Quero apresentar alguns fatos, tal como são relatados no Anuário da Liga Antibotequim para 1908, página 26. Pellman, da Universidade de Bonn, conta a história de uma mulher notoriamente beberrona que morreu em 1800. Uma investigação científica feita a respeito dela e de seus descendentes trouxe à luz os seguintes fatos surpreendentes:

"O número total de seus descendentes foi de 834. Desse número, 709 foram rastreados, com o resultado de que o registro mostra que 7 foram condenados por assassinato, 76 foram condenados por outros crimes, 142 eram mendigos profissionais. 64 viviam de caridade e 181 das descendentes mulheres eram prostitutas. Estima-se que o custo, para o governo, do crime e da pobreza dessa única linhagem de descendentes tenha sido de $1.250.000."

Quantos de nós gostaríamos que os botequins enriquecessem nossa comunidade por meio desse tipo de processo?

Quero apresentar-vos as opiniões de algumas pessoas eminentes a respeito do uso do tabaco:

Benjamin Franklin — "Nunca vi um homem saudável, no exercício do bom senso, que dissesse que o tabaco lhe fazia algum bem."

Thomas Jefferson — "O cultivo do tabaco é um cultivo produtor de infinita miséria."

Horace Greeley — "É um fedor profano."

Daniel Webster — "Se esses homens precisam fumar, que vão para o galpão dos cavalos."

T. DeWitt Talmage — "O caminho para a sepultura do beberrão e para o inferno do beberrão está semeado de folhas de tabaco."

Ruskin — "O tabaco é a pior maldição da civilização moderna."

E. H. Harriman [a quem devemos mais pelo desenvolvimento desta região intermontanhosa do que a qualquer outro homem que não resida em Utah, e que acreditava implicitamente no futuro de nosso belo estado] — "Tanto faríamos ir buscar nossos homens no hospício quanto empregar fumantes de cigarro."

Desejo que todo homem, mulher e criança ao alcance de minha voz seja um obreiro para trazer a proibição a nosso belo Estado, e quero citar-vos um único verso de um poema de James Russell Lowell:

"São escravos os que temem falar Pelos caídos e pelos fracos; São escravos os que não escolhem O ódio, o escárnio e o abuso, Em vez de, em silêncio, recuar Da verdade que precisam pensar; São escravos os que não ousam estar No lado certo, ainda que só com dois ou três."

Ouvimos falar tanto da ruína financeira do Kansas por causa da proibição que quero apresentar-vos algumas estatísticas que me foram fornecidas pelo Millers and Grain News, publicado em Kansas City, em 9 de janeiro de 1912:

"Estatísticas do Kansas.

"Não somente o trigo, mas também a moral, mostrou alta qualidade no ano passado.

"Noventa e seis dos 105 condados do Kansas não têm bêbados." [Céus, como a prosperidade está desaparecendo no Kansas!] "Seis ou sete ao longo da fronteira com o Missouri os têm." [Não se esqueçam de que o Missouri é 'molhado'.]

"Trinta e nove condados não enviaram nenhum prisioneiro à cadeia no ano passado." [Nossa, a prosperidade está desaparecendo no Kansas!]

"Havia 912 presos na penitenciária estadual no ano passado, mas apenas 17 por cento desse número eram nascidos no Kansas." [os 83 por cento restantes, como se vê, trouxeram prosperidade ao Kansas ao permitir que o estado os sustentasse.]

"Cinquenta e sete condados do Kansas não têm uso para os asilos de pobres, e no ano passado não enviaram nenhum membro para lá." [Declaro que nem sequer conseguem ser caridosos em 57 condados do Kansas — nem os pobres eles têm consigo.]

"Oitenta e quatro condados não relataram, no ano passado, nenhum caso de loucura." [Meu Deus, se não há loucos lá, como devem estar fracassando maravilhosamente em progredir financeiramente no Kansas.]

"A taxa de mortalidade no Kansas é menor do que em qualquer outra região do mundo, sete e cinco décimos por mil habitantes." [Confirmando assim a promessa de Deus na Palavra de Sabedoria.]

"Há 700 jornais no Kansas, e apenas quatro deles publicam anúncios de uísque."

O Senhor diz, na Palavra de Sabedoria, no último versículo, a respeito daqueles que a obedecem:

"E eu, o Senhor, faço-lhes uma promessa de que o anjo destruidor passará por eles, como os filhos de Israel, e não os matará."

Agradeço ao Senhor do fundo do coração, como anunciei no Tabernáculo, que, por todo o vasto mundo, as doutrinas do Senhor Jesus Cristo, reveladas por meio do Profeta Joseph Smith, estão sendo confirmadas. No Kansas há proibição, e, portanto, vivem parcialmente a Palavra de Sabedoria, e recebem os benefícios daí decorrentes, o que se mostra pelo fato de que a taxa de mortalidade ali é menor do que em qualquer outra região do mundo.

As grandes companhias de seguros de vida, com centenas de milhões de dólares em ativos, com seu exame médico para cada homem que solicita uma apólice inferior a $50.000, e dois exames para quem solicita cinquenta mil ou mais, têm uma taxa de mortalidade de dez por mil, mais alta do que a do Estado do Kansas. Não há prova mais forte na terra, parece-me,

dos efeitos benéficos da proibição no Kansas do que o fato de haver 700 jornais no Kansas, e apenas quatro deles publicarem anúncios de uísque em suas colunas. Pensais que temos prosperidade em Salt Lake porque três de nossos quatro jornais diários publicam anúncios de uísque?

Ora, eu pretendia citar longamente um sermão que preguei no Tabernáculo na Conferência da Associação de Melhoramentos Mútuos, em 14 de junho de 1908, mas encontrareis o sermão no número de agosto de 1908 da Improvement Era, e vou ler apenas uma pequena parte do sermão, mas apelo a vós para que consigais a Era e a leiais toda. Aqui está algo que citei naquele sermão:

"Páginas do Diário de um Velho Advogado:

"Creio que será necessária a força de todo o povo, homens e mulheres, aplicada nas urnas, para apagar eficazmente da existência a grande maldição do país, 'as leis que licenciam e permitem a venda de álcool como bebida.' Nego o direito do governo de vender a um cidadão o privilégio de tentar outro a cometer um crime. Duvido da política daquelas leis que buscam arrecadar receita pela venda daquilo que degrada o povo; é a fonte prolífica do crime e da pobreza, e custa ao país, anualmente, mil vezes mais do que a receita dali recebida. Nego a justiça daquelas leis que, numa página do código, legalizam aquilo que promove crimes e faz criminosos, e, na página seguinte, preveem penas severas a serem aplicadas àqueles a quem tentaram transgredir. Este pequeno volume [maior do que nossa grande edição de Doutrina e Convênios] é apresentado ao público para divulgar essas opiniões. Podem ser consideradas radicais, e talvez o sejam; mas são o resultado de longos anos de experiência em nossos tribunais criminais, e não passam de uma débil expressão de minha aversão ao vício da intemperança, e

das leis que a encorajam e promovem.

" 'Dizei-me se odeio a taça —

Ódio é palavra fraca; Eu detesto — abomino — toda a minha alma

Com forte repugnância se agita Sempre que vejo, ouço, ou conto

Da sombria bebida do inferno.'

Minha experiência na advocacia convenceu-me de que a intemperança é a causa direta de quase todo o crime cometido em nosso país. Estou na advocacia há mais de trinta anos, atuei em mais de quatro mil casos criminais, e, após madura reflexão, estou convencido de que mais de três mil desses casos se originaram unicamente da embriaguez, e creio que grande parte do restante poderia ser atribuída, direta ou indiretamente, a essa grande fonte de crime. Em sessenta e três casos de homicídio, quarenta e nove foram causados pela influência enlouquecedora da bebida forte.

Pensai nisso, meus irmãos e minhas irmãs: quarenta e nove assassinatos em sessenta e três casos foram causados pela bebida forte!

"Já vi, sobre a mesa dos advogados de nosso tribunal, o crânio de um pai idoso que foi morto por um filho embriagado. Meu irmão e eu sentamo-nos a seu lado como seus advogados, e jamais esquecerei o olhar daquele filho quando a horrenda evidência de sua culpa foi colocada diante dele. Aquela testemunha silenciosa, mas eloquente! Não passava de um arco de osso, e foi manuseada displicentemente pelo júri em sua investigação, mas outrora fora coberta pelos cabelos grisalhos de um pai; sob ele havia pulsado um cérebro cheio de orgulho e afeto pelo filho que agora estava sendo julgado por assassinato, e, ao passar de mão em mão, a expressão de terror no rosto do acusado revelava claramente o terrível sentimento de remorso que lhe enchia a alma. Foi um crime perverso e antinatural, que despertou sentimentos de repulsa e horror no peito de todos os que testemunharam o julgamento. Contudo, não foi, em realidade, o filho quem cometeu o crime, mas o demônio que se esconde em cada copo de bebida forte.

E aquele copo havia sido enchido e levado aos lábios daquele filho pela mão de um respeitabilíssimo membro da sociedade — um homem que tinha licença daquele mesmo tribunal para vender aquilo que enlouquecia o cérebro e impelia a mão ao assassinato.

"Vi sobre a mesa o crânio

do jovem B[...], que foi morto por seu

amigo mais íntimo, numa briga de bêbados em Hartstown, e o respeitável proprietário em cujo hotel o assassinato foi perpetrado, e que vendeu o licor enlouquecedor que impeliu ao ato, foi testemunha do julgamento. Disse que tinha licença daquele respeitável tribunal para vender bebida; sim, daquele mesmo tribunal que então julgava aquele ato, que não foi senão a consequência natural da licença que vendera e concedera.

"Já vi sobre a mesa o crânio de uma criancinha, com a marca de um golpe mortal, infligido pela mão de uma mãe embriagada. Contudo, não foi a mãe quem cometeu esse crime tão antinatural. Todo o nosso conhecimento dos impulsos do coração humano nega a acusação. Quem, lembrando-se de sua própria mãe e de seu amor maternal, poderia crê-lo? Não! Um espírito demoníaco havia violado o santuário do coração daquela mãe e expulsado o terno e amoroso morador que ali residia outrora, e esse espírito era o da bebida forte, vendida à mulher por um homem que tinha licença para vender sob o selo e a sanção daquele mesmo tribunal.

"Já vi sobre a mesa o crânio manchado de sangue de uma esposa, fendido de alto a baixo por um machado na mão de um marido brutal e embriagado, que voltou para casa de uma cervejaria licenciada nas proximidades, cambaleando, bêbado, e enlouquecido pela bebida ali vendida por um respeitabilíssimo comerciante, por um homem que tinha o direito legal de vender aquele veneno cujos efeitos são mais terríveis do que as pragas encerradas na fabulosa caixa de Pandora, e sob cuja funesta influência

"A mão que devia proteger a esposa

do mal, ergue-se, em fúria de bêbado, para matar.

"Certa vez, defendi um homem que matara o próprio irmão, pelo qual, num acesso de frenesi de embriaguez, fora atacado com uma arma perigosa, obrigando-o, em legítima defesa, a desferir um golpe que tirou a vida de seu irmão. Foi julgado por assassinato, e, em sua defesa, chamei o 'estalajadeiro' para provar que o irmão assassinado estava enlouquecido pelos efeitos da bebida que recebera no balcão daquela testemunha. Ele assim testificou, mas parecia não ter consciência de erro algum. Por que haveria de ter? Tinha licença do tribunal, e por que o sangue daquele irmão haveria de clamar ao céu por vingança contra ele? Oh, não! Era um cidadão respeitável, de bom caráter moral, pois a lei não concede licença a mais ninguém. Tinha o direito legal de levar a taça enlouquecedora aos lábios de seu semelhante, e ninguém deveria reclamar dele. Havia agido de acordo com a lei, e não disse um dos maiores e melhores homens da Inglaterra que 'a lei era aquela ciência cuja voz era a harmonia do mundo, e cujo assento era o seio de Deus'?

Tive o privilégio de ser um dentre os vários milhares que desceram a Pennsylvania Avenue, em Washington, D. C., e que se puseram diante do Capitólio e apresentaram uma petição popular a nossos representantes no Congresso, para que nos concedessem a proibição nacional por meio de uma emenda à Constituição dos Estados Unidos. Ouvi ali um esplêndido discurso, cuja cópia tenho em mãos, do Sr. Ernest H. Cherrington, Gerente Geral da Liga Antibotequim da América. Vou ler apenas alguns trechos. Gostaria de ter tempo para ler tudo.

"A Suprema Corte dos Estados Unidos é autoridade para a declaração de que 'as estatísticas de todo estado mostram uma quantidade maior de crime e miséria atribuível ao uso de bebidas ardentes obtidas nesses botequins de venda a varejo do que a qualquer outra fonte.'"

Realmente, não é uma pena que, em todo estado com proibição, estejam perdendo prosperidade!

"Nenhum estado da União deu à proibição uma prova tão justa quanto o Estado do Kansas. Hoje, aquele Estado apresenta o recorde sem paralelo de quase dois terços de seus condados sem um único preso cumprindo pena por crime, enquanto, em alguns dos condados, não se convoca um júri para julgar um caso criminal há dez anos."

Que triste deve ser sentir-se no Kansas por falta de prosperidade, por não terem sua parcela de indigentes, e pensai só como, no Kansas da proibição, estão roubando dos pobres jurados seus honorários!

"Metade das pessoas que hoje vivem em território licenciado nos Estados Unidos vive em quatro estados da União: Nova York, Pensilvânia, Illinois e Nova Jérsei."

É nas grandes cidades de nossa União que o crime se concentra. Todo distrito, em todo o belo Estado de Utah, onde os Santos dos Últimos Dias eram maioria, com uma única exceção, tornou-se seco quando tivemos o privilégio de votar nessa questão, há alguns anos. Se ao povo de Utah não tivesse sido roubado o privilégio de votar na questão das bebidas alcoólicas por unidades de condado, em vez de mudar para unidades de distrito eleitoral ao emendar a lei existente, já teríamos tido um estado seco havia anos.

'Um quarto das pessoas desta nação que vivem em território de botequins vive em seis cidades: Nova York, Chicago, Filadélfia, St. Louis, Boston e Cleveland. Metade de todos os botequins dos Estados Unidos está localizada em quatorze cidades. Há menos botequins ao sul da linha de Mason e Dixon do que na cidade de Chicago. Trinta e seis estados desta União têm, ao todo, menos botequins do que a cidade de Nova York. Estes fatos significativos, juntamente com o fato bem conhecido de que os vícios da nação se concentram em nossas cidades, somando complicações a complicações, tornam os grandes problemas morais e sociais da cidade praticamente

insolúveis, no que diz respeito à cidade por si só."

Nós, que vivemos nas cidades, apelamos a vós que viveis no campo para que nos ajudeis a livrar as belas cidades de Utah do crime.

Tenho aqui um recorte de jornal do Spokesman Review, que mostra que a Rússia, a Alemanha, a Inglaterra e a França aprenderam que não podem vencer a grande guerra agora em curso a menos que primeiro acabem com o uísque. Diz o seguinte:

É Algo Mais do que uma Guerra Contra a Guerra.

"Uma das muitas características notáveis relacionadas com a guerra da revolução europeia é que ela não é apenas, para muitos dos combatentes, uma guerra santa contra a guerra, mas, para os governos, é uma guerra contra o álcool. Quase parece que o mundo em guerra declarou guerra ao uso de bebidas inebriantes pelos soldados.

"Nada de vodca para o combatente, é a palavra de ordem na Rússia; nada de saquê para o exército japonês; nada de uísque ou rum para o soldado britânico, nem absinto para a infantaria ou cavalaria francesas. Relatos da Alemanha quanto ao uso de bebida por seus exércitos não apareceram, mas sem dúvida o alto comando alemão não tem mais uso para a bebida do que seus adversários.

"Esta eliminação quase absoluta do álcool dos suprimentos dos exércitos em campanha faz parte da teoria moderna quanto à eficiência na guerra. A exigência inexorável do máximo de eficácia no soldado insiste em que sua condição em campanha se aproxime do padrão de conduta da escola dominical. Tommy Atkins, Jean Crapaud, Ivan Ivanovitch e Banzai Idzumo estão longe do Capitão Falstaff, que reconhecia seu Cabo Bardolph pela vermelhidão do nariz.

"O imperador alemão, no início do ano, declarou-se contra a bebida no exército e propôs a abstinência como o ideal militar. Kitchener, quando a guerra começou, declarou-se pela abstinência total e ordenou que nenhum presente de bebida alcoólica fosse enviado às forças britânicas. O governo da França proibiu a venda de absinto em Paris

durante a guerra. O Czar Nicolau interrompeu a venda de bebidas alcoólicas em toda a Rússia, e um dos primeiros atos dos russos na Prússia foi fechar os botequins. O cardápio francês para a tropa omite o álcool."

Deixai-me contar-vos uma coisa a respeito da Rússia. Um dos diretores de uma das maiores companhias de seguros de vida do mundo, a caminho de São Francisco, fez escala em Salt Lake City, e tive o prazer de passar uma noite com ele. Contou-me que havia encontrado, na Rússia, dados surpreendentes, quase inacreditáveis: que, apesar da guerra, por causa do banimento da bebida, a taxa de mortalidade de sua companhia fora menor do que antes da guerra. Ele sentia que devia haver algo errado, algum engano, e que iria investigar melhor o assunto. Tenho certeza de que sua investigação adicional será apenas mais uma confirmação da promessa do Senhor na Palavra de Sabedoria.

Aqui está algo que preciso ler-vos, embora meu tempo esteja se esgotando:

"Segundo o Kansas City Star, a Sra. James Watson, editora e publicadora do Democrat, de Dearborn, Missouri, faz a seguinte sugestão aos combatentes da bebida: 'Ao homem casado que não consegue viver sem seus drinques, sugerimos o seguinte como meio de se libertar da escravidão do hábito: abra um botequim em sua própria casa. Seja o único cliente. Não terá licença a pagar. Vá até sua esposa e dê-lhe $2 para comprar um galão de uísque, e lembre-se de que há sessenta e nove doses em um galão. Compre suas doses apenas de sua esposa, e, quando o primeiro galão se esgotar, ela terá $8 para pôr no banco e $2 para reiniciar o negócio. Se viver dez anos e continuar comprando bebida dela, e então morrer com delirium tremens, ela terá dinheiro para lhe dar um enterro decente, educar seus filhos, comprar uma casa e um lote, casar-se com um homem decente e parar de pensar em você.'" [Risos.] "Nos dias 3 e 4 deste mês, realizou-se em Filadélfia uma notável reunião de temperança. Os presentes eram médicos e cientistas. Vários trabalhos notáveis foram lidos sobre o aumento do número de escravos do álcool e das drogas, a relação entre doença e bebida, e a conclusão a que chegaram as sociedades de seguros a respeito da mortalidade dos bebedores de bebidas inebriantes. Estas são questões de imensa importância para todos."

"O Coronel Maus, cirurgião do Exército dos Estados Unidos, fez a seguinte declaração:

"Durante o último ano (1912), foram consumidos, neste país, 2.000.000.000 de galões de vinho, cerveja, uísque, conhaque, gim e outras bebidas inebriantes, a um custo de outros tantos bilhões de dólares. O país ficaria eletrizado se fosse chamado a destinar essa soma à supressão de doenças e epidemias nacionais. No entanto, esse gasto é o fator mais importante na causa de nossa miséria, pobreza, suicídios, roubos, assassinatos e crimes, além das centenas de milhares de mortes, e dos intelectualmente mortos encontrados nos hospícios e nas instituições para deficientes mentais e epiléticos do país."

"O Dr. Keister declarou que, se o povo americano deixasse de beber bebidas inebriantes, os homicídios seriam reduzidos em SO por cento, os suicídios em 60 por cento, e a loucura em 33 por cento. [Assim aumentando ainda mais nossa ruína financeira!]

"Estas declarações surpreendentes não vieram de fanáticos, mas de homens com oportunidades excepcionais de estudar as causas da doença e do crime, e bem equipados para esse estudo. Devemos aceitar suas conclusões. E, se desejamos a melhoria das condições existentes, os males devem ser atacados pela raiz."

A seguir está uma relação das causas de morte no estado do Kansas, por 100.000 habitantes:

Em Em

EUA Kan.

1913 1913

Nefrite (doença de Bright) 102,9 64,5

Febre tifoide 17,9 19,4

Difteria 18,8 7,8

Tuberculose (todas as formas).. 147,6 61,8

78,9 55,9 Câncer (todas as formas)

132,4 85,5 Diabetes

Diarreia e enterite (menores de 2 anos) 75,2 52,8

Violência (exceto suicídio) .... 92,5 63,6

i

Quando os funcionários dos Estados Unidos, em Washington, receberam o relatório da taxa de mortalidade — 9,8 por mil — no Kansas, não quiseram acreditar, e por isso enviaram um comissário especial para investigar, e o relatório foi confirmado. Gostaria de ler todo o artigo da Era do Irmão Edward H. Anderson, de onde foi tirado o que precede, mas meu tempo se esgotou. O artigo é uma confirmação adicional da promessa do Senhor Todo-Poderoso de que o anjo destruidor passará por aqueles que obedecem à Palavra de Sabedoria e guardam Seus mandamentos. Apelo a todos vós para que leiais o esplêndido artigo do Irmão Edward H. Anderson, na Era de abril, "Para a Consideração dos Cidadãos de Utah."

Ontem, ouvimos os testemunhos, em nossa reunião pró-proibição no Barratt Hall, de Stephen H. Love, John L. Herrick, Melvin J. Ballard, Andrew Kimball e Joseph E. Robinson, a respeito dos efeitos benéficos decorrentes da proibição no Colorado, no Arizona, em Washington, no Kansas e em Oregon. Gostaria que todo homem, mulher e criança em Utah pudesse ter ouvido esses testemunhos.

Que Deus nos ajude a guardar Seus mandamentos, a viver a vida de Santos dos Últimos Dias, para que sejamos dignos de uma exaltação em Seu Reino, é minha oração e meu desejo, e o peço em nome de Jesus. Amém.

Como citar este discursoHeber J. Grant, “Forte Condenação do Uso de Bebidas Alcoólicas e Tabaco”, Conferência Geral de Abril de 1916, Primeira Reunião de Transbordamento (1916-04-09). Pulpit Vault, 1916-04-27-heber-j-grant-remarks-27. Tradução desta edição, por método de glossário, archive.org.Pulpit Vault, edição de 23 de setembro de 2026 (commit 4bdc6ac627).