Grande número de pessoas influentes
Francis M. Lyman
É muito agradável estar nesta conferência, tão generosamente frequentada ontem, e com uma congregação de bom tamanho esta manhã. Os últimos seis meses foram notáveis por vários motivos. A guerra no mundo, a paz em nosso lar, e nossas notabilíssimas exposições Panamá-Pacífico, marcaram este período de um modo que jamais será esquecido. O povo de nossa nação, em vez de atravessar as águas rumo ao Oriente, parece ter todo vindo para o Oeste, para nos ver, e temos sido mais bem vistos e melhor compreendidos do que nunca. Um número maior de pessoas, interessadas e influentes em nossa nação, bem como de outras partes do mundo, tem vindo nos visitar, examinar-nos, e conhecer-nos. E, embora os problemas do mundo tenham impedido muitos de nossos élderes de irem aos campos missionários pregar o evangelho, ainda assim os que ali estão têm sido muito fiéis e realizado uma esplêndida obra. Concede-se aos membros locais a oportunidade de cuidar dos ramos e de entrar no ministério, para auxiliar os irmãos enviados de Sião, e a obra progride, e Sião triunfa e prospera gloriosamente na terra. Temos muito pouca razão para nos queixar — estação frutífera, paz permanecendo conosco, e união e boa camaradagem entre nós e com muitos povos do mundo. ¶
Ficamos certamente interessados no relato das condições da Igreja, e no que ela realizou, dado pelo Presidente ontem, e os discursos e alocuções doutrinárias de seus conselheiros e outros irmãos foram intensamente interessantes. Alegro-me por ter sido exposto aos Santos dos Últimos Dias, tão amplamente quanto o Presidente o fez ontem, o rumo dos labores de nossos élderes no meio do povo, oficiando como mestres entre o povo, e a lição estabelecida, que será preservada, e que será lembrada muito melhor do que se essa mesma lição, possivelmente, tivesse sido ensinada por cada um dos bispos da Igreja à sua companhia de mestres e élderes oficiantes. Foi simples, breve e direta. Naturalmente, espera-se que todo homem que serve como mestre entre o povo oficie, e trabalhe, e instrua conforme o Espírito do Senhor lhe der a dizer; mas o princípio nos foi apresentado de modo tão bom e belo ontem, que bem merece ser lembrado e posto em prática. Pois todo homem é um mestre que trabalha entre o povo, desde a Presidência da Igreja e as autoridades gerais até aqueles que portam o Sacerdócio Aarônico. Todos são mestres, e espera-se que estejam ocupados nesse chamado em todas as ocasiões, mestres vivos, trabalhando entre o povo por seu preceito e por seu exemplo. E assim os Santos dos Últimos Dias são mais bem cuidados, possivelmente, do que qualquer outro povo no mundo. ¶
E os Santos dos Últimos Dias são um povo dado à oração. Foi anunciado, há um ou dois dias, nos jornais, que o Presidente dos Estados Unidos havia dado a conhecer ao seu gabinete que ele crê na oração. Pareceu ser todo um acontecimento na história de um homem tão proeminente e notável quanto o líder desta nação. Ele é, naturalmente, um homem religioso, e anunciou ao seu gabinete o fato de que crê na oração, mas ele ainda não havia, até então, descoberto se seu gabinete era, ou não, crente na oração. Pertencem, sem dúvida, a diferentes fés, diferentes igrejas. Mas os Santos dos Últimos Dias são todos dados à oração. Dia após dia oramos, manhã e noite, de modo geral, pelo bem-estar não só dos Santos dos Últimos Dias e de Sião, mas oramos por nossos vizinhos, oramos por nossos amigos, oramos pelo Presidente dos Estados Unidos, oramos por seu gabinete, oramos pelos membros do Congresso, oramos pelos oficiais que nos servem politicamente, bem como pelos que nos servem religiosamente, e possivelmente somos notáveis nesse aspecto. Não conheço, até onde alcança meu conhecimento, nenhum povo tão estritamente treinado, e mantido em prestação de contas para lembrar-se do Senhor. E toda semana de nossa vida, quando comparecemos estritamente, como devemos fazer, ao nosso culto, oramos diante do Senhor e participamos dos emblemas do corpo e do sangue do Senhor Jesus Cristo, testemunhando ao Pai que nos lembramos dele e de seu Filho, e que estamos sob obrigação e convênio com ele de servi-lo e guardar seus mandamentos. E quão profundamente treinados nesta disciplina estão os irmãos e irmãs que estiveram conosco ontem, e os que estão aqui hoje! Estamos em estreito contato com a inspiração do Senhor, por meio de nossa fé, de nossas obras, e de um treinamento que dura a vida inteira; e somos um povo de paz, um povo de justiça, e um povo de retidão e moralidade. ¶
Os Santos dos Últimos Dias são um povo moral, pois nenhum verdadeiro Santo dos Últimos Dias é imoral. Quando um Santo dos Últimos Dias se torna imoral, deixa de ser um Santo dos Últimos Dias. Se se torna desonesto, se é perverso e corrupto em qualquer grau que seja, isso o priva de ser um Santo dos Últimos Dias. Temos um testemunho residindo em nosso coração a respeito da verdade, a respeito das revelações do evangelho do Senhor Jesus, e das doutrinas que nos foram expostas de modo tão simples, claro e interessante, ontem, pelo Presidente Penrose, de maneira muito breve, e ainda assim cobrindo o terreno, e indicando-nos o caminho da vida e da salvação, como servir ao Senhor, como entrar em sua presença e comunhão, e firmar convênio com ele, para servi-lo enquanto vivermos na carne e enquanto estivermos envolvidos numa luta e guerra com Satanás nesta provação. ¶
Os irmãos que se sentam diante de mim aqui, irmãos proeminentes e dirigentes da Igreja, vindos de toda Israel reunido, de Sião, são homens modelares. Pensei, quando dois de nossos presidentes de estaca e dois de nossos presidentes de missão se apresentaram e nos dirigiram a palavra ontem à tarde, que temos setenta e dois homens exatamente como aqueles que nos falaram, e cada um deles tem dois conselheiros; e temos um bom número de presidentes de missão, iguais aos que nos falaram ontem. São homens dirigentes, e estão cercados de homens de força, influência e caráter, devotados e fiéis à causa de Sião e à verdade, e no coração desses homens arde sempre o testemunho do Senhor Jesus Cristo. ¶
E temos tanto prazer em reconhecer o fato de que habitamos na terra de Sião, que a paz reside aqui, e há de residir aqui nesta terra. Já tivemos nossa parte, confio, em guerra, aflição e derramamento de sangue, que começou com a divisão entre o Norte e o Sul, muitos anos atrás, como cumprimento de profecia. Pois o Senhor havia revelado ao Profeta Joseph que assim aconteceria. E tivemos guerra por anos. Milhares, e centenas de milhares, de nossos irmãos foram à morte em defesa da união. A guerra foi travada, e espero que nossos problemas, no que diz respeito à guerra, estejam encerrados, e que não sejamos arrastados às guerras do mundo oriental, e que não tenhamos guerras nossas, e que nossa nação seja uma nação de pacificadores. O Presidente parece estar plenamente empenhado, e seu gabinete e seus conselheiros, em manter a paz com honra, o que é sumamente agradável. E esperamos que venha o tempo em que, na Europa e em outras partes do mundo, onde os homens não estejam dispostos a tomar suas espadas contra o próximo, precisarão fugir para a terra de Sião em busca de segurança, e que aqui encontrarão paz. Oramos pela paz, vivemos por ela, trabalhamos por ela, e fazemos alguns sacrifícios e fazemos tudo o que nos é possível, em todo momento. Oramos por aqueles que estão em aflição. Não há bom senso, nem juízo, nem sabedoria na condução das guerras que se travam hoje no mundo. É uma vergonha e uma desonra, tanto para cristãos quanto para pagãos, fazer o que se está fazendo hoje no mundo. Não deveria ser assim, e estamos trabalhando para corrigir essas condições, na medida do possível, em nossa própria vida. ¶
Quero dizer, a respeito dos Santos dos Últimos Dias, segundo minha observação, que temos sido tão bem treinados, tão minuciosamente treinados por tantos anos, que a paz reside em nossos próprios lares, em nossas próprias famílias, em nossas vizinhanças, em nossas alas, em nossas estacas; e os bispos, com seus tribunais, e as presidências e sumos conselhos de estacas, com seus tribunais, têm muito pouca dificuldade séria a atender, pois o povo está tão minuciosamente treinado que sabe exatamente como resolver suas próprias dificuldades, e como viver em paz e fazer a paz e persegui-la uns com os outros. Sião está triunfando e prosperando na terra, e os Santos dos Últimos Dias estão se tornando conhecidos, e aqueles que guerreiam contra nós e tentam nos causar problemas, fazem-no à custa de sua consciência, honestidade e moralidade, pois estamos trabalhando pela retidão na terra e para salvar o povo. Viajamos pela salvação dos filhos dos homens. Este é o ministério que foi conferido aos Santos dos Últimos Dias por meio das revelações do evangelho ao Profeta Joseph Smith. O testemunho a respeito da divindade de sua missão, e da divindade da missão do Salvador, está firmemente estabelecido no coração de todos os Santos dos Últimos Dias. Pois, tendo feito a vontade do Senhor, o testemunho reside em nossa alma, e somos gratos e agradecidos a nossos irmãos, que são um conosco em nosso ministério, oficiando dentro ou fora do país. Estamos fazendo todo esforço que nos é possível para colocar em campo homens capazes, bem informados e influentes, a fim de pregar o evangelho, e confiamos que em breve virá o tempo em que o evangelho será pregado a toda nação, para que seja levado a toda parte, e não haja obstáculos no caminho, e a paz possa ser estabelecida entre as nações. ¶
Agradecemos-vos, meus irmãos e irmãs, por vossa generosa presença aqui. Gostamos de que venhais à sede e vos reunais conosco. Nós vamos até vós, vamos a cada estaca, dando atenção e cuidado, não apenas às estacas, mas às alas, quóruns e organizações da Igreja, dedicando toda nossa atenção ao trabalho que se exige, para que a Igreja esteja em ordem e os Santos dos Últimos Dias sejam minuciosamente instruídos e treinados. E têm sempre diante de si, em seu meio, homens estabelecidos e confiáveis, em cujo conselho e instrução sempre podem confiar. E os Santos dos Últimos Dias jamais se desviam quando confiam no conselho. E sabem em que conselho devem confiar e apoiar-se, pois ele está sempre ao seu alcance. Não só temos a presidência da Igreja e as autoridades gerais, mas, em cada estaca, em cada ala e em cada missão, há um dirigente em quem se pode confiar e apoiar-se, e que é digno de fé para transmitir a palavra, a vontade e o conselho do Todo-Poderoso. Sempre que irmãos ou irmãs se desviaram, em qualquer grau que seja, foi porque agiram contrariamente aos conselhos do Senhor a seus servos, e seus servos estão sempre ao nosso lado, prontos a nos dar direção e instrução corretas e confiáveis. Lembremo-nos disso e jamais façamos o que não sabemos ser certo. Certifiquemo-nos de que estamos certos, e então avancemos. E, se seguirmos nosso guia de fileira, não nos desviaremos muito; e nossos guias de fileira são aqueles que trilham o caminho estreito e apertado que conduz à vida eterna. ¶
Não devemos deixar-nos desviar por aqueles que estão em erro. Queremos estar estabelecidos, firmes, assentados e fixos em nosso propósito de servir ao Senhor e guardar seus mandamentos enquanto vivermos na carne. Nossa vida não é muito longa, esta provação é breve, e possivelmente seja bem assim; mas devemos magnificar nossos chamados, nossa posição e nossa responsabilidade no sacerdócio, e como membros desta Igreja, como defensores da verdade, e exemplos em todas as coisas. Estes irmãos que estão à nossa frente, e a quem foi confiado o cuidado do povo, são homens modelares, ou deveriam sê-lo, em todas as coisas, servindo a Deus e transmitindo o som verdadeiro, de modo que sejamos um com aqueles que nos dirigem, e devemos ser um com nosso Salvador e Redentor, assim como com o profeta que esteve à nossa frente, e com aqueles que nos serviram desde seu falecimento, pois estes homens têm sido verdadeiros, devotos e fiéis, sem exceção. Honraram a Deus e ouviram seu conselho e direção em todas as coisas, e têm sido confiáveis, como o são hoje. Naqueles que nos dirigem hoje, podeis confiar em seu conselho, e é nosso dever e nosso ofício saber exatamente onde estão, o que aconselham, o que orientam, e o que nos dirigem a fazer, e Sião há de triunfar e prosperar gloriosamente. ¶
Não me importa tomar muito tempo esta manhã. O tempo é breve, naturalmente, em nossa conferência. O Senhor está conosco por meio de seu Espírito, e está amolecendo o coração dos homens para conosco. Está nos ajudando a manter a paz deste lado do mundo. E ele age não somente sobre o coração dos Santos dos Últimos Dias e do povo desta Igreja, mas age sobre o coração dos homens, na medida em que os homens escutarem sua advertência. Ele lhes proclama a verdade, e os chama ao arrependimento e à reforma, e às obras de retidão. Assumamos nossa parte e carreguemos a responsabilidade que está sobre nossos ombros, e magnifiquemos nossos chamados e posições como Santos dos Últimos Dias na terra, e teremos grande alegria em seu tempo, e salvação e exaltação no mundo vindouro, quando Satanás houver sido frustrado e derrotado, e formos vitoriosos, não apenas no mundo vindouro, mas também neste mundo, pois o Senhor há de reivindicar a verdade na terra assim como no céu. Que o Senhor vos abençoe, meus irmãos e irmãs, que seu Espírito encha nosso coração e nossa alma, agora e para sempre, em todos os departamentos em que trabalhamos, humildemente oro em nome de Jesus Cristo. Amém. ¶