Meus irmãos e irmãs. Embora vossos rostos sejam
Edward H. Snow
Meus irmãos e irmãs. Embora vossos rostos me sejam novos e estranhos, sei que vossos corações batem com o meu, no mesmo desejo e nas mesmas aspirações. Portanto, ao responder a este chamado nesta tarde, faço-o com a certeza em meu coração de que subistes até aqui para adorar ao Senhor, e para receber ânimo e força que vos ajudem a guardar os votos, convênios e obrigações que fizestes ao Senhor como Seu povo do convênio. São estes convênios e votos que fizemos que nos tornam um povo adquirido, o povo de Deus, e que nos caracterizam de modo diferente de todos os demais povos da terra. Por causa da reverência e da fé que temos naqueles que presidem sobre nós, pensa-se que não somos tão independentes em nossas vidas quanto outros povos, mas aprendemos o princípio da liberdade da obediência. Experimentamos e testamos os conselhos dos líderes desta Igreja e deste povo, por tantos anos, que temos perfeita confiança de que aquilo que nos aconselham e ensinam é a mente e a vontade do Senhor. E, ao pormos em prática seus ensinamentos em nossas vidas, o Espírito do Senhor tem uniformemente testificado a nós que nos é verdadeiramente mostrado o caminho da vida, da verdade e da retidão. ¶
Ao ouvir as palavras do Presidente Smith nesta manhã, pensei no princípio que às vezes é inculcado em plataformas políticas, no sentido de que um retorno frequente aos princípios fundamentais é essencial para a perpetuidade das liberdades da humanidade, que nos é necessário voltar à vida simples; é necessário que nos lembremos das pedras fundamentais e dos princípios sobre os quais nosso corpo político está fundado e sobre os quais repousa; e sobre os quais se fundam nossos direitos, tanto sociais quanto pessoais. Não devemos esquecê-los, mas devemos vivê-los em nossa vida política se quisermos preservar nossa liberdade política. Do mesmo modo, o Presidente Smith nos chamou de volta aos princípios fundamentais de nossa vida doméstica, de nossos deveres individuais como membros da Igreja. Ele nos advertiu contra qualquer afastamento deles, e apontou os benefícios que se seguiriam do cumprimento de nossos deveres, humilde e plenamente, como Santos dos Últimos Dias. ¶
Em toda época em que Deus teve um povo sobre a terra, o clamor se ergueu para que se arrependessem de sua rebeldia e indiferença, e se voltassem para Deus. Os profetas de antigamente exortaram Israel: "Voltai, ó Israel rebelde, retornai a vosso Deus e aos caminhos e aos ensinamentos dos profetas." O Salvador do mundo clamou a Israel: "Quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas, e vós não quisestes!" O chamado do Presidente Smith aos Santos para que pratiquem tanto os assuntos menores quanto os mais importantes da lei é, para nós, a palavra do Senhor. Significa que devemos, em nossos lares, em nossas alas e em nossas estacas, se nos afastamos daqueles simples princípios fundamentais, voltar a eles, se quisermos manter a verdade e a retidão tão características do povo de Deus. Tudo o que realizamos, como povo, nesta comunidade ocidental, e como Igreja, foi realizado por causa da obediência a esses princípios fundamentais do Evangelho. ¶
Devemos lembrar-nos do Senhor; devemos ser gratos a Ele, de noite e de manhã, pelas bênçãos que recebemos. Não devemos esquecer de agradecer-Lhe pelas dádivas com que nos abençoou; não devemos esquecer de guardar o dia de sábado para santificá-lo, de ir à casa do Senhor no dia de sábado e participar do sacramento, e adorar com os Santos de Deus. Não devemos esquecer de pagar nossos dízimos e nossas ofertas no dia e na estação apropriados. Não devemos esquecer de mostrar, por nossos atos e por nossas vidas, que estamos em comunhão com nossos irmãos e irmãs, e que sustentamos e apoiamos aqueles que presidem sobre nós. Estes, meus irmãos e irmãs, são alguns dos princípios fundamentais, alguns dos deveres fundamentais, dos Santos dos Últimos Dias, e é o cumprimento desses deveres, e a observância da lei do Senhor, que nos torna fortes e vigorosos como povo, não apenas fisicamente, mas intelectual e espiritualmente, e nos dá poder e influência na terra para o bem entre os honestos e virtuosos da terra. ¶
Há uma passagem muitas vezes repetida no Novo Testamento, de Paulo, de que ele não se envergonhava do evangelho, pois era o poder de Deus para a salvação. O Evangelho, se o vivermos, é o poder de Deus para a salvação. A salvação, tal como o Profeta Joseph Smith a interpretou, significa colocar-nos além do alcance de todos os nossos inimigos. Ora, estes inimigos não são inimigos pessoais. Não são inimigos da carne, sob a forma de homens que tememos; mas são nossas próprias fraquezas, as fraquezas com que talvez tenhamos nascido, as fraquezas que talvez tenhamos adquirido por meio de maus hábitos que formamos. A observância das leis do Evangelho nos dá poder sobre todos esses inimigos, em suma, nos salva deles. Por exemplo, se obedecemos à Palavra de Sabedoria, persistindo ano após ano na abstinência do uso de chá, café, tabaco e bebidas alcoólicas, não é verdade que essa persistência no hábito, e essa determinação de nossa parte de guardar esta regra de vida, se tornam tão enraizadas em nossa natureza, em nossas vidas e em nossa própria existência, que somos salvos de sua influência degeneradora? Assim, o Evangelho, no que diz respeito a esse único princípio, tornou-se para nós o poder de Deus para a salvação. Somos salvos daquele inimigo: nós o vencemos. A força de uma vida limpa prova eficazmente que o Evangelho é, de fato, o poder de Deus para a salvação. ¶
Do mesmo modo, no pagamento de nossos dízimos e ofertas. Se pagamos nosso dízimo honesta e escrupulosamente, no tempo e na estação apropriados, ano após ano, ele se tornou para nós o poder de Deus para a salvação, porque as tentações da carne, a sordidez que nos possui, e o amor ao dinheiro são erradicados de nosso ser. Já não é mais tentação para nós reter aquilo que legitimamente pertence ao Senhor. Nunca pensamos em retê-lo. Assim, poderíamos avançar de um princípio a outro, e verificaríamos que, se perseveramos em obedecer aos princípios da retidão, essa perseverança se torna para nós o poder de Deus para a salvação, não apenas aqui, mas no futuro, pois nossa salvação no futuro, sabemos, depende de nossa vida aqui. ¶
Meus irmãos e irmãs, regozijo-me convosco neste evangelho. Sou grato além do que as palavras podem expressar por ter nascido na Igreja, de bons pais. Sou grato pelas influências que o Evangelho teve sobre minha vida. Não há nada por que eu trocaria minha fé neste Evangelho. Não há riqueza, nem influência, nem posse por que eu trocaria a fé simples que tenho em Deus, e o conhecimento que tenho de que este é o reino de Deus, a Igreja de Deus, e de que é conduzida pela influência e pelo poder de Deus. ¶
Que o Senhor nos abençoe, e santifique a todos, para que recebamos, durante esta conferência, aquilo que seja para nosso bem, para que nossa determinação seja fazer a vontade de Deus e guardar Seus mandamentos, para que possamos desfrutar a salvação, aqui e no futuro; o que peço em nome de Jesus. Amém. ¶