Aflições Benéficas: O Crescimento do "Mormonismo"
Charles W. Penrose
Sou muito grato pelo privilégio de participar desta conferência. Sempre tive gratidão em meu coração em cada conferência a que já assisti. Tenho muito pouco de que me gabar, mas muito pelo que ser grato, e hoje sinto, mais do que nunca, minha dependência do Senhor, de Suas providências e misericórdias para minha vida diária, minha saúde, e para o exercício de meu chamado no santo sacerdócio. Prezo minha posição na Igreja e a autoridade que me foi conferida para ministrar nas coisas do reino mais do que qualquer outra coisa. O Senhor, de fato, tem sido bom para comigo todos os meus dias, e recentemente, nas aflições pelas quais passei em consequência de alguns acidentes que me sobrevieram, se este é o termo apropriado a usar, senti minha dependência do Senhor e reconheço, mais do que nunca, Sua bondade para comigo. É bom saber que podemos aproximar-nos do Senhor, e por vezes as aflições são necessárias para que possamos sentir plenamente nossa dependência de nosso Pai Celestial, e sejamos levados a sentir, em nossa alma, gratidão por Sua bondade e misericórdia para conosco. ¶
Posso dizer, esta tarde, que eu ¶
de fato sinto-me grato a meu Pai Celestial por poder estar aqui hoje para ouvir as vozes de Seus servos, conviver com os Santos, e sentir a sagrada influência que nos acompanha em nossa reunião. Pois de fato senti, esta manhã, que o Espírito e o poder de Deus estavam conosco, e apreciei imensamente o discurso que ouvimos de nosso Presidente. As informações transmitidas, bem como suas próprias instruções, foram de grande valor para nós. Alegro-me que o relatório que ele leu seja impresso, para que todos possamos lê-lo, se assim o quisermos. Espero que todos sejamos leitores do Deseret News, bem como de outros periódicos publicados, porque naquele jornal provavelmente receberemos um relatório completo do discurso que nos foi dado esta manhã, com as estatísticas muito valiosas que foram lidas e as instruções que foram transmitidas em conexão com elas. ¶
É bem claro, pelo que ouvimos esta manhã, que Sião está crescendo, e que a obra do Senhor está se espalhando por todo o mundo; que aquilo a que se chama "mormonismo" não está retrocedendo, mas avançando, e que não apenas nosso número está aumentando, mas a fidelidade dos membros da Igreja está se tornando mais evidente. Creio que a Igreja está melhor organizada agora do que nunca. Nosso Presidente disse que as condições estão melhores do que nunca, e tenho certeza de que o que ele disse é correto, e que há um sentimento crescendo nos corações dos membros desta Igreja de que é necessário, para sua felicidade, bem-estar e salvação, aderir estritamente aos princípios e ensinamentos da Igreja de que são membros. É diferente conosco do que com o povo de outras denominações — não que eu deseje dizer algo depreciativo a respeito delas —, mas em nossa Igreja espera-se que os membros sejam religiosos o tempo todo, não apenas aos domingos, mas todos os dias da semana, e em cada momento de sua vida; e que, embora talvez não consigam viver plenamente de acordo com o padrão que lhes é apresentado, estão avançando nessa direção. Não estão retrocedendo; estão crescendo em graça e no conhecimento da verdade, e isso é muito animador. Estão crescendo nos deveres que lhes pertencem em sua capacidade familiar. Estão crescendo em sua frequência aos locais de adoração. Estão crescendo na prática diária dos princípios que conduzem à saúde corporal e ao progresso espiritual. Isso é evidente pelos relatórios que se recebem de tempos em tempos; e, apesar das muitas falhas da parte de algumas pessoas e dos desvios da verdade que ocasionalmente ocorrem, no todo, em conjunto, o povo chamado Santo dos Últimos Dias está avançando. ¶
Estão progredindo verdadeiramente. Não no sentido em que algumas pessoas reivindicam o título de "Progressistas"; não retrocedendo a coisas antigas, descartadas e obsoletas, mas avançando sobre um firme fundamento, tendo plantado firmemente os pés sobre a rocha da Verdade. Estão alcançando os poderes superiores, e o Senhor está com eles, e seu progresso é seguro e constante numa direção ascendente. Pode-se progredir tanto para baixo quanto para cima, mas nosso prêmio, o prêmio e o alvo de nosso soberano chamado, está em Cristo Jesus; em Sua doutrina, em Seus princípios, em Seu glorioso exemplo. Ele é o grande exemplo, e, ao nos apegarmos às ¶
verdades que Ele revelou, tanto em dias antigos quanto nestes últimos dias, podemos imitar, podemos emular e viver à altura da vida e do caráter de nosso Redentor, para que de fato sejamos como Ele, e assim, com o tempo, nos tornemos aptos a habitar em Sua presença. ¶
Há um movimento em curso no mundo para tentar levar as pessoas à igreja aos domingos. Um aviso será visto no Deseret News desta noite a respeito desse assunto, que se deseja estender a todo o estado, não apenas em alguns lugares, mas por todo ele, para que as pessoas vão à igreja num determinado domingo designado. Este é um movimento muito bom, até certo ponto, e estamos de acordo com ele, porque cremos em ir à igreja todos os domingos; não apenas um domingo específico, num mês específico, num ano específico, mas, de acordo com o mandamento que nos foi dado pelo Senhor Jesus Cristo nos últimos dias — não falo da escritura antiga, mas da revelação de Deus a nós por meio de Jesus Cristo nestes últimos dias —, o qual se encontra na quinquagésima nona seção da Doutrina e Convênios, e no qual nos é dito que sirvamos ao Senhor e O adoremos em todos os tempos, em todas as circunstâncias; mas em Seu dia santo — Ele reivindica este sétimo dia ou primeiro dia; depende de onde se começa a contar, para torná-lo o primeiro ou o sétimo — de qualquer forma, um dia entre sete, em Seu dia, o dia em que Ele ressuscitou dos mortos, o domingo, como o chamamos, o novo sábado, o sábado cristão —, nesse dia não devemos fazer outra coisa senão dedicar-nos à adoração e ao serviço divino. Podemos comer alimentos preparados com singeleza de coração, mas não devemos realizar nossos trabalhos habituais, e sim subir à casa do Senhor neste Seu dia santo e adorá-Lo em espírito de santidade, oferecer nossos sacramentos e prestar nossa devoção ao Altíssimo, perdoar-nos uns aos outros se houver diferenças em nossos sentimentos entre nós, e sentir em nosso coração o desejo de abençoar a humanidade, servir ao Senhor e nos santificarmos a Ele. ¶
Para sermos verdadeiramente Seu povo, temos de "buscar primeiro o reino de Deus e a Sua justiça", e todas as demais coisas nos serão acrescentadas no devido tempo do Senhor. Embora às vezes ponhamos nosso coração nas coisas deste mundo, elas perecerão com o uso e passarão como o sonho de uma visão noturna; mas o que subsiste e permanece são as verdades eternas, as coisas de Deus, os princípios que compõem Seu reino e a retidão que compõe Seu caráter. Se servirmos ao Senhor de todo o coração, e colocarmos Sua obra em primeiro lugar em nossa alma, e praticarmos a retidão segundo o modelo que Deus revela, tudo o que tem valor em todas as eternidades, por todas as regiões do espaço, tudo o que é bom e belo e glorioso e ditoso, que conduz ao progresso, à inteligência, à luz, à sabedoria, ao poder e ao domínio, será nosso. Todas as coisas serão nossas, e seremos de Cristo, e Cristo será do Pai. Ora, esse é o tipo de religião que temos. Esta Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias encarna esses princípios e encontra regras para nossa conduta em todos os departamentos da vida. Ela desce às coisas mais comuns e chamadas mais baixas, e se eleva às mais altas. ¶
Alguns de nossos bons amigos, se assim posso chamá-los, tentam fazer com que ¶
pareça que a religião dos Santos dos Últimos Dias é uma mera religião de temporalidades e de coisas mais grosseiras. É aí que cometem um de seus grandes erros. Embora a Igreja de Cristo desça a todos os departamentos da vida, aqui na terra, na carne, e tome posse do que se chama coisas temporais, ela se eleva, contudo, ao mais alto. Diz-se-nos que o sacerdócio segundo a ordem de Melquisedeque se eleva não somente à ministração de anjos e aos seres que são espirituais e à Jerusalém celestial, mas a Cristo, o Redentor, e a Deus, que é o Pai de todos. Elevando-se ao mais alto e descendo ao mais baixo, a religião do Senhor Jesus Cristo abrange tudo, e nos dá regras e normas para nossa conduta dia a dia e hora a hora, para que possamos ser Seu povo e desfrutar de tudo o que há para desfrutar, tanto temporal quanto espiritualmente, e finalmente estar preparados para a companhia e a presença imediata de nosso Pai Eterno e de Jesus Cristo, Seu Filho amado, nosso Irmão Mais Velho em espírito, e de todos os bons e verdadeiros e justos e puros dentre as criações de Deus; para conviver com eles, estar em sua companhia, ser um com eles. Esse é nosso destino, e, para alcançá-lo, temos de nos sujeitar a leis justas, princípios, ordens, normas e ordenanças, todos eles, em seu devido lugar, necessários para nos conduzir ao grande objetivo final e à plenitude de glória, de poder, de domínio e de alegria eternos. ¶
Assim, queremos observar os serviços dominicais todos os domingos. Irmãos e irmãs, vós que viestes aqui à conferência hoje, não vos esqueçais disso. Já ouvistes isso repetido muitas vezes: levai convosco a determinação de que não apenas ireis à reunião de vez em quando, mas que observareis a lei do domingo que Deus revelou. Não de ir à igreja um dia, ou um domingo do ano, mas regularmente no dia do Senhor, consagrando-vos ao Seu serviço; subindo à Sua casa santa, unindo-vos aos Santos, participando do santo sacramento em memória de Seu corpo e de Seu sangue derramado para a remissão dos pecados, e, recebendo uma renovação de Seu Espírito, possais servi-Lo durante a semana seguinte, todos os dias, e estar sob a influência e direção de Seu Espírito; e nisso tereis alegria e paz. Queremos estabelecer a paz em nossos lares. Queremos ter este espírito dominical onde habitamos. Queremos ser bondosos e cordiais como vizinhos, e ter em nosso coração aquele bom Espírito de que falou nosso Presidente esta manhã, que Jesus Cristo ensinou naquele grandioso sermão do monte. Não que desejemos cumprir literalmente, talvez, tudo o que Ele disse; alguns ditos de Jesus Cristo são de natureza figurada. Nas parábolas que Ele proferiu, há figuras de linguagem, mas por trás de todas elas há fatos e verdades que desejamos apreender e compreender. ¶
O Presidente Smith falou esta manhã sobre a ordem do Salvador: "Se um homem te ferir numa face, oferece-lhe a outra." Talvez ainda não consigamos cumprir isso plenamente no sentido literal, mas podemos viver em seu espírito, e podemos perdoar uns aos outros as ofensas, e podemos dizer: "Não procurarei fazer mal àquele homem que me fez mal, ou àquela mulher que tentou me fazer mal, mas farei o bem ¶
em vez do mal, e, se puder fazer um bom serviço à pessoa que me feriu, eu o farei"; esse é o espírito que deveríamos manifestar. Lembro-me de que, uma vez, em Londres, tínhamos um velho veterano do exército que era membro da Igreja; ele havia sido ordenado sacerdote, e costumava sair e pregar na rua. Certo domingo, pregava ele, e um homem se aproximou e lhe deu um tapa no rosto. "Ora," gritou o homem, "se és cristão, oferece a outra face." Ele a ofereceu, mas exclamou, estendendo o punho cerrado: "Bate outra vez e cais por terra." Bem, suponho que muitos de nós temos esse tipo de espírito, mas ele estava disposto a cumprir a regra, e, se o homem lhe tivesse batido na outra face, creio que ele teria caído. Assim, como disse, muitos dos ditos de Jesus Cristo são revestidos de linguagem figurada. ¶
Por exemplo: "Se a tua mão direita te escandalizar, corta-a." Mas Ele não quis dizer que isso se aplicasse literalmente à mão física. Era o espírito da coisa que se pretendia. Se tivermos alguém na Igreja que não queira obedecer às leis da Igreja, que transgrida os mandamentos de Deus, ainda que essa pessoa possua autoridade e poder, tenha feito muito bem e tenha muita influência, mesmo que a consideremos como a mão direita da ala ou estaca a que pertence, se, contudo, não for obediente às leis de Cristo, terá de ser separada da Igreja. A mesma ideia se aplica ao dito: "Se o teu olho direito te escandalizar, arranca-o." Ele não quis dizer que devêsseis arrancar o olho porque ele não cumpre bem seu dever; mas havia um grande princípio por trás dessas figuras de linguagem. Quando lemos as escrituras, deveríamos procurar compreender o sentido, o espírito e o significado das expressões usadas. Mas temos de ser muito cautelosos quanto àquele outro assunto de que o Presidente falava esta manhã: que algumas pessoas querem fazer parecer que certas declarações nas escrituras a respeito das revelações de Deus, de Suas manifestações pessoais e daqueles eventos chamados milagrosos, são apenas imaginárias; que a narrativa delas é apenas figurada. Sejamos cautelosos quanto a isso. Devemos compreender que, quando se declara, nestes últimos dias, que o Pai e o Filho apareceram a Joseph Smith quando ele era menino, o relato é literalmente verdadeiro, que Eles de fato apareceram. Ele não o imaginou; não o sonhou; Eles se manifestaram a ele, e o que ele recebeu foi uma mensagem dos mundos eternos, e todas as comunicações que lhe foram feitas por ministros angélicos; todas aquelas administrações de João Batista, e de Pedro, Tiago e João, e de Elias, e de Moisés, e todos aqueles dignos varões referidos como tendo visitado o profeta no templo de Kirtland — tudo isso foram realidades. Ele os viu, ele os ouviu. Ele não fez brotar essas ideias de sua própria consciência ou mente. Não eram imaginárias. E o mesmo se aplica a essas manifestações nos tempos antigos. Quando Moisés subiu ao monte, e se nos diz que "ele viu o Deus de Israel", o escritor narrava um fato. Quando "Moisés e Arão, e Nadabe e Abiú, e setenta dos anciãos de Israel subiram ao monte e viram o Deus de Israel", e O descreveram, o que havia debaixo de Seus pés, e disseram que a mão de Deus não fora posta sobre eles, narravam o que viram e ouviram, e a ¶
declaração escrita por Moisés é uma declaração de fato, não algo imaginário. ¶
Essas grandes verdades que provieram das manifestações de Deus à família humana permanecem; são para nosso benefício. É bom para nós ouvir a voz da inspiração e da instrução a respeito delas. E, nestes últimos dias, compreendamos plenamente que a Igreja a que pertencemos não foi fundada sobre mera imaginação, nem sobre os pensamentos, ideias e noções dos homens. Ela desceu do céu à terra. A autoridade do santo sacerdócio não estava aqui. Não continuou, desde os dias do Salvador até o tempo presente, por meio de nenhuma das denominações que reivindicam sucessão. O mundo caiu nas trevas, na corrupção e na abominação, e se desviou do Senhor. Embora muitos homens bons e mulheres boas existissem na terra, servindo ao Senhor tão bem quanto podiam, toda autoridade e poder no santo sacerdócio foram retirados da terra, e o mundo ficou entregue a si mesmo, e às noções e opiniões dos homens, e daí a confusão entre as seitas discordantes e as organizações rivais dos últimos tempos. ¶
Mas a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias veio de Deus ao homem. Ela não surgiu das ideias e opiniões dos homens. Não foi organizada pela sabedoria dos homens, mas cada princípio, cada ordenança, cada doutrina, cada forma de autoridade foi enviada, nestes últimos dias, dos céus à terra, e tudo isso está incorporado na esplêndida organização chamada pelo nome de Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. É a Igreja de Cristo. Ele a fez. Ele a edificou. Por meio dEle vieram todas as revelações de Deus à Igreja, e Ele está com a Igreja agora. E o Espírito Santo, o "personagem de Espírito", que testifica do Pai e do Filho, está com esta Igreja. Aquele espírito divino que procede da presença de Deus por toda a imensidão do espaço, pelo qual Deus criou todas as coisas, tanto espirituais quanto temporais, está nesta Igreja, e é desfrutado por seus membros, de acordo com sua fidelidade e diligência em buscá-lo, e a essas inspirações, dons e manifestações. A Trindade — Deus, o Pai, o Filho e o Espírito Santo, formando uma só Trindade e Divindade — está com esta Igreja, e Eles a edificaram, e permanecerão com ela, porque a maioria do povo desta Igreja há de permanecer fiel a essas gloriosas verdades que foram reveladas, e vivê-las em sua vida, e educar seus filhos no caminho em que devem andar, para que uma geração mais pura, melhor, mais forte e mais poderosa cresça para dar continuidade à obra deste reino. Regozijo-me ao contemplar as perspectivas desta Igreja, seu futuro. Será grandioso e glorioso, e virá o tempo em que os reinos deste mundo se tornarão o reino de nosso Deus e de Seu Cristo, e Ele reinará e governará dos rios até os confins da terra, como os antigos profetas predisseram. ¶
Agradeço ao Senhor pelas boas coisas que ouvimos esta manhã a respeito do progresso desta obra, e testifico que são verdadeiras. Uma coisa espero que fique gravada na mente de nossos irmãos e irmãs das diferentes partes de Sião, e é a ¶
declaração lida esta manhã pelo Presidente, de que os dízimos que pagam — alguns deles —, de que os dízimos arrecadados nas várias partes de Sião são gastos, dentro das próprias estacas, em pelo menos sessenta por cento. Se eu fosse expressar minha própria opinião, diria que a porcentagem é maior, e creio que assim se verificará quando tivermos nossas estatísticas inteira e plenamente compiladas; mas a grande maioria do dízimo é gasta justamente nas estacas onde os fundos são arrecadados. Há pedidos feitos todos os dias ao Fiduciário para recursos a serem usados na construção ou melhoria de capelas e salões de recreação, e assim por diante; de modo que há um dreno constante sobre os recursos da Igreja para a edificação das diversas estacas e alas de Sião. Essas coisas podem ser chamadas temporais, mas são absolutamente essenciais e são parte de nossa grande obra, pois o Senhor estabeleceu Sião tanto temporal quanto espiritualmente. Seu poder está nela e Suas providências estão sobre ela, e Ele estará com ela e com cada indivíduo nela, de acordo com sua fé e diligência em buscá-lO. ¶
Cremos tanto nas coisas espirituais quanto nas temporais. Parte de nosso batismo é espiritual. Somos batizados em água por sepultamento e ressurreição para a remissão dos pecados, e então recebemos o Espírito Santo como um dom de Deus para nós. Ele tem várias manifestações, mas é o mesmo Espírito. É a luz do Senhor. É a testemunha de Deus. Ele ilumina; ele conforta; ele cura; ele fortalece, ele nos conduz ao progresso, a compreender a verdade como Deus a vê, e a andar em sua luz, e a nos santificarmos a Ele. Pelo poder desse Espírito, nossa alma pode alcançar o mais alto. Não sei eu que isto é um fato? Sei. Em minha trajetória nesta Igreja, fui colocado muitas vezes, especialmente em missões estrangeiras, em situações em que precisava conhecer a mente do Senhor, e, pela fé e pela oração, isso me veio, e regozijo-me em prestar testemunho disso. Não creio que sentiria estar de fato vivendo se não pudesse estar em comunhão com os poderes superiores por meio do dom e do poder do Espírito Santo. O Espírito de Deus é para todos nós. Somos batizados nele quando somos confirmados, e é nosso privilégio ser guiados por ele sempre, e andar em sua luz, e ter sua alegria, conforto e inspiração, e isso pode ser nossa porção contínua, dia após dia. Se observarmos as leis, os mandamentos, as normas e os regulamentos que nos são dados nesta Igreja, o Senhor estará conosco; todas as coisas contribuirão juntamente para nosso bem, como indivíduos. As próprias provações e dificuldades, e as dores pelas quais às vezes passamos, redundarão em nossa experiência, crescimento e benefício, e algum dia reconheceremos que "todas as coisas foram feitas segundo a sabedoria daquele que tudo conhece." ¶
Sinto-me cheio de alegria e paz nesta tarde por estar no meio dos Santos. Agradeço a Deus por Sua bondade para comigo. Espero viver pela verdade enquanto me restarem dias sobre a terra, e, quando chegar minha hora de partida, espero conviver com os bem-aventurados e trabalhar por trás do véu, seja qual for a capacidade. Como o Presidente mostrou esta manhã, estamos dispostos a trabalhar como mestres, ou diáconos, ou fazer qualquer coisa para a edificação do reino, seja no corpo, seja fora do corpo, onde quer que estejamos, para onde quer que formos. Queremos viver à altura de nosso Pai e nosso Deus, andar em Seus caminhos, observar as leis de Sua retidão, e nos preparar, por fim, para uma gloriosa ressurreição em Sua presença divina. ¶
Que o Senhor nos ajude a ser fiéis e verdadeiros, a guardar nossos convênios e a preservar-nos dos males deste mundo. Que a paz esteja nos lares dos Santos. Que o poder de Deus repouse sobre estes bons irmãos aqui presentes — os presidentes de estaca e seus conselheiros, os bispos de ala e seus conselheiros, e os mestres e obreiros na vinha do Senhor, dentro e fora do país —, para que levem consigo uma influência sagrada e santa, e possam dar conselho e instrução ao povo, e responder às numerosas perguntas que surgem, muitas das quais chegam à Primeira Presidência sem que precisassem chegar até lá, podendo antes ser dirigidas a esses irmãos que presidem nas alas e estacas de Sião. Deus vos abençoe, meus irmãos, com sabedoria, entendimento e inspiração, e que a luz e as bênçãos do Senhor de que desfrutamos aqui nesta conferência se espalhem até as extremidades da terra, onde quer que haja um Santo de Deus desejando Sua bênção. Que a obra continue a crescer, a se espalhar e a prevalecer, até a grande consumação, quando a terra for redimida e Cristo for nosso Rei, e Deus, o Pai, virá visitar Seu povo, e será seu Deus, enxugará de seus olhos toda lágrima, e não haverá mais tristeza, nem pranto, nem morte, mas todas as coisas serão luz e vida e bênção e louvor e glória, por meio de Jesus Cristo. Amém. ¶