Apreciação das Palavras e da Música dos Hinos
Heber J. Grant
"Oração é o sincero desejo da alma, Não proferido ou expresso, O movimento de um fogo oculto Que treme no peito." ¶
Essa é a primeira estrofe do hino que acabamos de ouvir. A última estrofe é a seguinte: ¶
"Ó Tu, por quem viemos a Deus, A vida, a verdade, o caminho! A senda da oração, Tu mesmo a trilhaste, Senhor, ensina-nos a orar." ¶
Rogo fervorosamente e com humildade que aquele mesmo esplêndido espírito que se manifestou em tudo o que nos tem sido dito até agora em nossa conferência também me seja concedido. Peço fervorosamente um interesse na fé e nas orações desta vasta congregação, a fim de que eu possa dizer algo que seja encorajador, e de natureza calculada para beneficiar aqueles que me ouvem. Fui particularmente impressionado não apenas com o belo sentimento no poema de Montgomery que acabamos de ouvir, mas também fui impressionado com a música muito esplêndida. Tive o mesmo sentimento nesta manhã, ao ouvir o esplêndido poema da Irmã Eliza R. Snow. ¶
"Ainda que as provações se aprofundem em vosso caminho, Avante, avante, ó Santos de Deus! Em breve o dia da ressurreição Espalhará sua vida e sua luz pelo mundo." ¶
Fui impressionado também com a bela música deste hino. Ambas as melodias que ouvimos foram compostas por nosso conterrâneo, o Irmão George Careless. Sinto-me muito grato ao Senhor, não apenas pela inspiração que veio aos homens e mulheres que escreveram tantas coisas esplêndidas que ouvimos de tempos em tempos, mas também sou grato pela habilidade que possuem o Irmão Careless, o Irmão Stephens e muitos outros que fornecem a esplêndida música para nossos hinos. O Presidente Anthon H. Lund, o Presidente Charles W. Penrose, três membros do conselho dos doze, e outros, formam um conselho diretor da Sociedade Genealógica de Utah. Sentimos profundo interesse na obra desta sociedade. Foram organizadas classes onde o povo recebe instrução na obra que é necessário fazer em nossos templos. Recentemente, foi designado um dia genealógico para todas as alas da Igreja, quando o assunto deveria ter sido tratado, e descobrimos que, em muitas das alas, nem uma palavra foi dita sobre este assunto, mostrando assim uma falta de interesse e grande descuido por parte daqueles cujo dever era organizar serviços adequados para a ocasião. Ouvimos aqui ontem palavras emocionantes a respeito do belo Monumento das Gaivotas, em pedra e em bronze, que recentemente foi inaugurado. Ouvimos a respeito do maravilhoso testemunho em pedra de nosso Templo, mas, sem que o trabalho seja realizado dentro do Templo, é como o corpo sem o espírito. Temos, de fato, o Evangelho de Jesus Cristo, o poder de Deus para a salvação. Encontramos registrado em Doutrina e Convênios que este é o Evangelho, as alegres novas que a voz dos céus nos declarou, que Ele veio ao mundo, sim, Jesus, para ser crucificado pelos pecados do mundo, e para salvar toda a obra das mãos de Deus. Uma das grandes obras deste Evangelho de salvação, que recai sobre nós como Santos, é trabalhar nos templos de Deus pela salvação de nossos mortos. Sentimos que os Santos dos Últimos Dias, de uma extremidade da Igreja à outra, deveriam se inscrever como membros da Sociedade Genealógica, e que deveriam trabalhar no Templo sempre que a oportunidade se apresentar. ¶
Desejo ler apenas algumas palavras que escrevi para a Improvement Era, há quinze anos, e as leio em conexão com a morte de nosso amado irmão Ben E. Rich. ¶
Ben E. Rich, a meu ver, viveu uma vida bem-sucedida. Morreu milionário na riqueza que é a verdadeira riqueza e que conta diante de Deus: ¶
"Não aquele que meramente consegue amealhar uma fortuna, e ao fazê-lo, embota os afetos naturais do coração, e afasta dele o amor de seus semelhantes, pode ser considerado verdadeiramente bem-sucedido, mas aquele que vive de tal modo que aqueles que o conhecem melhor o amem mais, e que aquele Deus que conhece não apenas seus atos, mas também os sentimentos mais íntimos de seu coração, o ame; somente de tal homem, ainda que morra na pobreza, pode-se dizer, em verdade e de fato, que deve ser coroado com a grinalda do sucesso." ¶
Deus amava Ben E. Rich. O profeta de Deus, e todos os seus associados na Presidência, e o conselho dos doze, e todas as autoridades gerais amavam Ben E. Rich. Aqueles que entraram em contato íntimo com ele nos Estados do Sul e nos Estados do Leste, homens que não são de nossa fé, amaram este homem; ele conquistou o amor deles, e aqueles que o conheciam melhor o amavam mais, e Deus, que conhecia os impulsos mais íntimos de seu coração, o amava. ¶
Portanto, digo que este homem viveu uma vida bem-sucedida. Senti que gostaria de prestar estas poucas palavras de tributo à memória de alguém que passou plenamente metade de seus anos maduros proclamando o Evangelho de Jesus Cristo. Encontramos registrado que, se trabalharmos todos os dias de nossas vidas e trouxermos, ainda que seja apenas uma alma, a um conhecimento do Evangelho, quão grande será nossa alegria com aquela alma no reino de nosso Pai, e se trouxermos muitas almas, quanto maior será nossa alegria. Tanto pela língua quanto pela pena, este homem trouxe muitas, muitas almas a um conhecimento do Evangelho de Jesus Cristo. Deus abençoe sua memória. Deus abençoe sua família e ajude seus filhos a andarem em suas pegadas, e a colocarem o amor de Deus e o Evangelho de Jesus Cristo em primeiro lugar em suas vidas, é minha oração sincera em favor deles. ¶
Endosso de todo o coração tudo o que ouvi durante esta conferência. Pope diz: ¶
"O vício é um monstro de tão hedionda catadura Que, para ser odiado, basta ser visto; Mas, visto demasiadas vezes, familiarizado com seu rosto, Primeiro suportamos, depois compadecemos, depois abraçamos." ¶
Alguns entre nós estão abraçando, em toda a extensão, o vício da vestimenta imoral, e levanto minha voz em absoluta e perfeita harmonia com cada palavra proferida aqui pelo Presidente Smith. Cantamos, e o temos feito durante esta conferência, "Agradecemos-Te, ó Deus, por um Profeta que nos guia nestes últimos dias;" há muitos que deveriam acrescentar um pós-escrito a isso e dizer: "Contanto que ele nos guie de acordo com nossos próprios caprichos e nossas próprias fantasias." Os profetas de Deus, desde Joseph Smith até hoje, têm nos guiado, e nos têm guiado bem, quando ouvimos essa orientação; e os erros que foram cometidos se deveram ao nosso fracasso em ouvir o Profeta a quem cabe o direito de guiar o povo de Deus. Vou dar-vos um incidente prático. Brigham Young estava em frente à casa do falecido Apóstolo, então bispo, Marriner W. Merrill, em Richmond, e apontou para a região arenosa onde hoje fica Lewiston, e disse ao Bispo Merrill: "Chame algum homem para ir até lá e ser bispo, e organizar uma ala ali, e fazer com que o povo se estabeleça ali. Aquela será a parte mais valiosa deste vale, agriculturalmente, a maior produtora de grãos da região." O Irmão Merrill me contou isso, de pé no exato lugar onde estivera Brigham Young, e disse: "Eu chamei o Irmão Lewis para ir até lá, e ele foi posteriormente ordenado bispo, e apartado para presidir em Lewiston. Depois de passar uma estação ali e arar a terra, veio uma tempestade de vento que levou toda a sua boa terra e a amontoou junto à cerca. Ele voltou e disse: 'Bispo Merrill, eu não trocaria minha pequena chácara de vinte acres aqui em Richmond por toda aquela região, e quero voltar.'" O Irmão Merrill disse: "Pois bem, você não vai voltar com o meu consentimento. Se voltar, terá que fugir do chamado que lhe foi confiado. Não vou desobrigá-lo; o Profeta de Deus disse que aquele há de ser o celeiro do Vale de Cache, e você volta para lá;" e o Irmão Lewis voltou desanimado e desencorajado. O Irmão Lewis, que mais tarde se tornou presidente da Estaca Benson de Sião, sem dúvida agradeceu ao Irmão Merrill por não tê-lo deixado fugir, visto que, durante os últimos anos de sua vida, colheu mais de dez mil alqueires de trigo por ano. Sei que o caminho da segurança para os Santos dos Últimos Dias é não apenas cantar "Agradecemos-Te, ó Deus, por um Profeta que nos guia nestes últimos dias," mas estar prontos, dispostos e ansiosos por serem guiados. ¶
Fiquei emocionado, do começo ao fim, com a magnífica referência feita ao Monumento das Gaivotas pelo Irmão Roberts, e também fiquei emocionado com aquele magnífico poema que o Irmão Hart leu. Agradeço a Deus por minha mãe, e assim faz todo verdadeiro Santo dos Últimos Dias que teve uma mãe que viveu a vida de um Santo dos Últimos Dias, e que foi fiel ao Evangelho de Jesus Cristo. Sou grato por serem os bebês saudáveis, vigorosos, fortes e doces a melhor colheita de Utah, e espero e rogo fervorosamente que assim seja sempre. Espero que a moda que é mil vezes pior do que as modas no vestir, a saber, a de secar as fontes da vida, jamais se torne popular entre os Santos dos Últimos Dias. Aquele poema lido pelo Irmão Hart foi um magnífico tributo às mães dos Santos dos Últimos Dias. Regozijo-me de que homens honestos, como ilustrado aqui, nas citações feitas pelo Irmão Levi Edgar Young, tenham coisas boas a dizer, quando falam a verdade, sobre os Santos dos Últimos Dias. Recebi uma carta de um querido amigo meu, há muitos anos, escrita de Londres, e ele era, na época, gerente-geral, para todo o Reino Unido, de uma grande corporação com centenas de milhões de dólares em capital; ele me escreveu o seguinte: ¶
"Meu caro Heber: Sua boa e longa carta do dia dez chegou-me em devido tempo. É claro que você sabe, além da longa e íntima amizade pessoal que temos tido, o quanto sempre fui impressionado pela genuinidade e sinceridade dos homens e mulheres que professam sua fé. Muitas e muitas vezes disse, em conversa, que as únicas pessoas que já conheci que vivem de acordo com o que professam foram os 'mórmons' de Utah; e isto é verdade. É isso que inspira respeito, mesmo onde há uma total ausência de crença nas doutrinas. Seu povo leva suas crenças para a vida diária e age como se pensasse que há algo nelas. Não vejo como, sendo pessoa sensata, eu poderia agir de outra forma, pois se há alguma coisa" -- e meu amigo desenhou um grande traço preto sob a palavra "coisa" -- "numa crença que envolve uma eternidade de existência futura, há tudo;" e meu amigo desenhou outro grande traço preto sob "tudo". "Se há alguma coisa numa crença que envolve uma eternidade de existência futura, há tudo." ¶
Não apenas você e eu temos uma fé que envolve uma eternidade de existência futura, mas temos um conhecimento da divindade do Evangelho de Jesus Cristo que abraçamos, e ele de fato envolve uma eternidade de existência futura, e teremos essa existência em prazer, em felicidade, em alegria, em associação com todos os bons e nobres que viveram o Evangelho de Jesus Cristo, ou seremos expulsos daquela companhia, conforme guardarmos os mandamentos de Deus. Como rogo que Deus inspire Seu povo com a determinação de viver sua religião, de modo que esta fé, que envolve uma eternidade de existência futura, também lhes traga uma eternidade de exaltação e alegria na presença de nosso Deus e de nosso Salvador. ¶
Recebi uma carta de William George Jordan, autor de vários livros que publicamos em forma de folhetim na Improvement Era, "Individuality of Self Control", "Little Problems of Married Life", e outros. Ele é também autor de "The Power of Truth", cuja edição inglesa é "Great Truths". Enviei-lhe alguns folhetos, um Livro de Mórmon e alguns panfletos, e, ao acusar o recebimento, ele me agradeceu por eles e expressou a esperança de que, um dia, pudesse visitar Utah e conhecer, por contato pessoal, nosso povo. "Pelo que conheço de vosso povo," disse ele, "vossa religião, mais do que a de outros credos, rende dividendos de vidas individuais mais nobres; nenhuma fé tem valor algum a não ser que renda dividendos de vidas melhores." Sinto que elogios ou louvores desta natureza, vindos daqueles que não são dos nossos, são preciosos, e devem ser apreciados por todo Santo dos Últimos Dias. Regozijo-me de que homens que não são dos nossos descubram que, em honestidade, em sobriedade, em retidão de vida, em virtude, nenhum outro povo pode fazer melhor registro do que os Santos dos Últimos Dias. Regozijo-me sobremaneira no magnífico registro que foi feito por nossos rapazes que foram a Harvard, e às demais universidades de uma extremidade do país à outra. Em qualidade e em quantidade, e por vidas retas, o registro que nossos rapazes fizeram é um do qual todo Santo dos Últimos Dias deve se orgulhar. Regozijo-me neste registro, pois, por causa dele, estamos nos tornando mais conhecidos; as pessoas estão começando a reconhecer o que disse o Sr. Jordan, a saber, que este Evangelho de Jesus Cristo, comumente chamado pelo mundo de "mormonismo", de fato rende dividendos de vidas individuais melhores. ¶
Fiquei muito satisfeito com a referência feita aqui ontem pelo Irmão Penrose, a respeito de apoiar, sustentar e prestigiar nossas instituições fabris locais. Desde que eu era um rapaz de dezesseis anos, nunca comprei senão um único terno em Salt Lake City cujo tecido não fosse dos Moinhos de Lã de Provo. Comprei aquele terno para ir a um baile no Teatro de Salt Lake. Tive a honra de ser membro da Legislatura de Utah na ocasião em que os membros da Legislatura de Wyoming nos visitaram, e demos um baile para eles no teatro. Como meu terno de Provo era de cor clara, não quis ser a única "ovelha branca", por assim dizer, e assim comprei um terno preto para me harmonizar com os demais; mas, no dia seguinte, dei-o a um parente pobre, para que, ao me levantar para pregar, eu não estivesse usando um terno importado e, caso quisesse falar sobre a fabricação local, as farpas não voltassem para o meu próprio rosto. Nunca comprei senão aquele único terno até que a fábrica fechasse. Uso tecidos fabricados em nossas próprias fábricas de malharia, e calço sapatos da Z. C. M. I.; são bons o suficiente para mim. ¶
Falar de sapatos feitos localmente lembra-me de uma pequena história. Alguns anos atrás, no Salão das Assembleias, o Bispo George L. Farrell anunciou que uma razão pela qual comprava produtos locais era porque amava o Bispo Farrell; disse ele: "Se compro produtos locais, meu dinheiro fica em casa e circula por aí, e tenho a chance de recuperar um pouco dele de vez em quando." Sabeis que se diz que a oportunidade tem uma grande mecha de cabelo na testa e é careca atrás, e que, se não agarrardes a mecha quando ela passa, a mão escorregará; e o Irmão Farrell acreditava em agarrar a oportunidade. Disse ele: "Tenho vindo a estas conferências desde o Vale de Cache, uma ou duas vezes por ano, há mais de vinte anos, e, toda vez que fui à estação, quando conseguia uma moeda de ouro, eu a marcava; sabendo que a ferrovia pertencia a capitalistas do leste. Queria ver se algum dia recuperaria algo daquele dinheiro, mas nunca recuperei. Quando comprava produtos locais, eu marcava aquele dinheiro, e, vez após vez, recuperava meu dinheiro marcado de produtos locais. Para vos dar uma ilustração prática, nesta mesma viagem, na estação de Smithfield, vi um homem que havia feito uns sapatos para meus filhos, e entreguei-lhe cinco dólares em pagamento. Ele viu outro homem na estação a quem devia cinco dólares, e deu-lhe os cinco; e viu outro, e deu-lhe os cinco; e viu outro, e deu-lhe os cinco, e, quando o quarto homem os recebeu, veio até mim e disse: 'Bispo Farrell, devo-lhe seis dólares; aqui estão cinco por conta,' e coloquei meus sapatos locais de volta no bolso." (Risos.) Não garanto a linguagem exata, mas garanto os fatos, porque ouvi a conversa. Assim, cinco dólares em sapatos locais pagaram vinte e cinco dólares em dívidas tão rápido quanto consegui contar-vos, ou quanto levou o Irmão Farrell para contá-la. ¶
Quando ouvi a história do Bispo, eu estava interessado em uma fábrica e tentava convencer um comerciante de Salt Lake a comprar nossos produtos, e ele disse que não eram tão bons quanto os importados. Disse-lhe que ele não sabia reconhecer produtos bons quando os via; que eram melhores do que os importados; mas ele não acreditava. "Bem," eu disse, "veja bem. Não há dúvida de que, se você pudesse fabricar alguma coisa, você compraria os produtos locais." "Ah, sim." Sabeis que, de todos os filhos de nosso pai, amamos a nós mesmos mais do que a todos; e este comerciante não era exceção. Eu disse: "Vou aceitar vales em sua loja em vez de dinheiro, e, como você tem provavelmente vinte e cinco ou trinta por cento de lucro, pode dar-se ao luxo de comprar nossos produtos." Então ele teve lealdade suficiente para fazê-lo. ¶
Dei aos que trabalhavam na fábrica dez por cento de seu pagamento em vales e o restante em dinheiro, e pedi que me dissessem o que faziam com os vales, e, quando me disseram para onde os vales iam, eu os acompanhei todos. Aqueles vales ficaram fora de nossa fábrica, em média, seis dias, e renderam, em média, setecentos por cento. Em outras palavras, cada vale de cinco dólares passou por sete mãos em seis dias. Faziam cem por cento de trabalho por dia e trabalhavam o suficiente em seis dias para descansar no domingo. Ora, uma vez tive os galos da minha cabeça apalpados pelo Professor Fowler, e ele disse que o maior galo de minha cabeça era um galo prático, e creio que aquele galo prático está plenamente satisfeito com estas duas ilustrações, de que é bom negócio comprar produtos locais e, assim, manter nosso dinheiro em casa. ¶
Um clérigo de Montana, em janeiro de 1910, disse: ¶
"Sustento que o cristianismo do presente enfrenta uma lamentável perda. O cristianismo de hoje adquiriu muito, mas, ao adquirir, perdeu sua própria alma; perdeu o Espírito Santo. Nenhum homem verdadeiro ousará refutar este argumento; pois, aonde quer que vades hoje na Cristandade, encontrareis que nossa religião está vazia do elemento sobrenatural que a Bíblia afirma que ela deve ter para existir." ¶
Discordo deste clérigo em um ponto: ide aonde quiserdes em todo o mundo, exceto entre os Santos dos Últimos Dias. Sustento que em toda terra, em todo clima, aonde quer que o Evangelho de Jesus Cristo tenha ido, desde a Escandinávia ao norte até a África do Sul ao sul, até a Nova Zelândia, a Austrália e as ilhas do Pacífico, do Canadá ao norte até a América do Sul ao sul, ide aonde quiserdes, onde quer que o Evangelho de Jesus Cristo, revelado por meio do Profeta Joseph Smith, tenha sido proclamado, e o povo o tenha abraçado, o elemento sobrenatural, o poder de Deus e o Espírito Santo sempre se manifestaram. "Há períodos na era cristã que contemplamos com admiração e assombro. Naqueles dias, os homens eram convencidos do pecado e de um juízo vindouro." Por todo o mundo, onde quer que este Evangelho vá, os homens são convencidos do pecado e de um juízo vindouro, e se arrependem de seus pecados, e descem às águas do batismo, e recebem a remissão de seus pecados, e recebem o Espírito Santo, que este homem diz que a Cristandade não possui. "Então, o elemento mais que humano era visível em nosso credo." Como já dito, o elemento mais que humano é visível no credo dos Santos dos Últimos Dias, onde quer que o Evangelho seja proclamado. "Homens santos tiveram visões celestiais." Homens santos e mulheres santas tiveram visões celestiais, às centenas e aos milhares, sim, às dezenas de milhares, desde que este Evangelho foi restaurado à terra em nossos dias. "A enfermidade era curada pelo poder espiritual." Estou aqui hoje e, em toda humildade diante de Deus, reconheço que sou um monumento vivo do poder de cura do Deus Todo-Poderoso; e ouvimos aqui ontem a voz firme e capaz de Joseph W. McMurrin, e ele também é um monumento vivo do poder de cura de Deus. Temos deles às centenas na Igreja de Cristo. "Homens santos falavam em outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia proferir." Homens santos e mulheres santas têm falado em outras línguas. Raramente ouço um hino escrito pela Irmã Eliza R. Snow ser cantado em qualquer de nossas reuniões, ou o canto eu mesmo, sem agradecer a Deus pelo dom de línguas concedido àquela nobre mulher. Ela me deu uma bênção quando eu era criança, predizendo incidentes de minha vida, prometendo-me que eu cresceria até a maturidade e me tornaria um dos líderes na Igreja de Cristo, com a Irmã Zina D. Young dando a interpretação. Agradeço a Deus por termos o dom de línguas. Minha esposa, cujo corpo jaz na sepultura, deu-me uma maravilhosa bênção pelo dom de línguas, cada palavra da qual se cumpriu. Sei que Deus vive, sei que Jesus é o Cristo, sei que Joseph Smith foi um Profeta de Deus, sei que a árvore do evangelho está viva, que está crescendo, que os frutos do evangelho que crescem naquela árvore são bons. Estendi minha mão, colhi os frutos do Evangelho, comi deles, e são doces, sim, acima de tudo o que é doce. ¶
Que Deus me ajude, a vós e a toda alma que tem um testemunho da Verdade, a viver o Evangelho de Cristo, de modo que nossas boas obras encorajem outros homens a buscar um testemunho da Verdade, é minha oração, e a peço em nome de Jesus Cristo. Amém. ¶