Pulpit

O Senhor Presente em Toda Parte por Meio de Seu Espírito

Rudger Clawson

Conferência Geral de Outubro de 1913·Reunião de Transbordamento da Manhã do Segundo Dia·1913-10-05

Irmãos e irmãs, estará o Senhor naquele tabernáculo neste exato momento? Sim, o Senhor está lá. Estará o Senhor neste edifício, hoje, agora? Sim, o Senhor está aqui. Estará Ele nas estacas de Sião? Sim, Deus está nas estacas de Sião, e não podeis subir tão alto aos céus sem que encontreis o Senhor ali, e não podeis descer tão fundo à terra sem que encontreis o Senhor ali. Ele está em toda parte sobre a face da terra, e acima da terra, e na terra, e debaixo da terra, e mais particularmente está Ele com Seu povo, pelo poder e influência de Seu Espírito divino. Eles têm uma reivindicação especial sobre Ele, que decorre do Evangelho e das sagradas ordenanças e convênios em que entraram, e por isso afirmo novamente, com toda a força, que o Senhor está aqui, e que temos direito a Sua bênção, e a estamos recebendo.

Tenho em minha mão um dos livros mais maravilhosos desta ou de qualquer outra era. É a Doutrina e Convênios. Ora, não digo que seja melhor do que a Bíblia. Não digo que seja melhor do que o Livro de Mórmon ou a Pérola de Grande Valor; mas digo que é um dos livros mais maravilhosos já publicados, notável em muitos aspectos, acima e além de todos os outros livros. Como afirmou o Presidente Smith na conferência de ontem, o livro de Doutrina e Convênios contém coisas que não se encontrarão em nenhum outro livro. Este livro incorpora as revelações que foram dadas pelo Senhor a Joseph Smith, o profeta, e há uma coisa a respeito deste livro que podemos apreciar e em que podemos confiar, que é que ele contém a verdade, que aquilo que contém é a verdade, e que não há erro, nenhuma falsa doutrina neste registro. É a pura palavra de Deus, por revelações a Seu profeta. É um livro que deve ser apreciado, mas é um livro que, suponho, não foi lido por muitos dos Santos dos Últimos Dias — não lido e estudado como deveria ser.

Se me suportardes por um momento, vou ler algumas palavras de uma das revelações contidas neste livro. É uma revelação muito notável, mas, ainda assim, não é diferente das demais. Esta revelação foi dada a Joseph, o Vidente, na presença de seis élderes, em Fayette, Condado de Seneca, Nova York, em setembro de 1830. Sabeis que o profeta costumava receber revelações, em muitas ocasiões, suponho, quando estava sozinho. Mas, neste caso, havia seis élderes presentes, e isso seria um bom testemunho da veracidade da revelação, ao menos de que havia

seis testemunhas que sabiam e compreendiam que a revelação havia sido dada ao Profeta Joseph Smith. Não pretendo lê-la toda. Há substância e conteúdo demais em toda a revelação. Não conviria lê-la toda. Estas palavras devem ser estudadas; devem ser meditadas, e certamente há o suficiente no texto, ou nas palavras que vos lerei, para fornecer o texto de um sermão muito poderoso, se eu fosse capaz de pregá-lo. Não sou. Lerei algumas palavras de antemão, que conduzirão àquilo que eu queria dizer. O Senhor disse:

"Lembrai-vos, porém, de que aos homens não são dados todos os meus juízos; e assim como as palavras saíram de minha boca, assim serão cumpridas, para que os primeiros sejam os últimos e para que os últimos sejam os primeiros em todas as coisas que eu criei pela palavra de meu poder, que é o poder de meu Espírito."

Ora, há aqui um grande texto para um sermão, irmãos e irmãs, e seria um sermão muito grandioso se fosse pregado sob a influência do Espírito do Senhor.

"Pois pelo poder de meu Espírito criei-as; sim, todas as coisas, tanto espirituais como físicas — primeiro as espirituais, depois as físicas, o que é o começo de minha obra; e também, primeiro as físicas e depois as espirituais, o que é o fim de minha obra — falando-vos para que compreendais naturalmente; mas para mim mesmo, minhas obras não têm fim nem começo; mas isto vos é dado para que compreendais, pois me perguntastes de comum acordo."

É claro que temos, a partir dessas palavras, a impressão de que a obra de Deus é eterna, e que, para Ele, é um eterno círculo. Ele usa as palavras "primeiro" e "por último", para que nós, com nossas mentes finitas, possamos compreender; mas para Ele

não há começo para Suas obras; não há fim para elas. É um pensamento belo, não é? Dá-vos de imediato a ideia de vida eterna, algo que continua e nunca termina. É um pensamento tremendo, e bastante além de nossa compreensão. Não há homem nesta sala, não há mulher nesta assembleia, que possa compreender, que possa sequer começar a apreender a ideia da vida eterna. Podemos senti-la. Sentimo-la em nossos próprios ossos. Sentimos que estamos destinados a viver para sempre. Sentimos isso, mas não podemos explicá-lo. Mas não é a isso que quero chegar.

"Portanto, em verdade vos digo que todas as coisas são espirituais para mim e em tempo algum vos dei uma lei que fosse terrena; nem a homem algum nem aos filhos dos homens nem a Adão, vosso pai, a quem criei. Eis que lhe permiti que fosse seu próprio árbitro; e dei-lhe mandamentos, mas nenhum mandamento terreno lhe dei, porque meus mandamentos são espirituais; eles não são naturais nem físicos nem carnais nem sensuais."

Ora, notai bem estas palavras; são muito notáveis, muito mesmo. Parece estranho que o Senhor se valha desta linguagem, e que faça a declaração definitiva à Sua Igreja de que, em tempo algum, havia dado um mandamento terreno. E creio que concordareis comigo, meus irmãos e irmãs, quando nos sentarmos para refletir sobre o assunto e nos aprofundarmos nele, que, tanto quanto sabemos, essas palavras são deveras verdadeiras.

Gostaria de dar-vos um exemplo ou dois para enfatizar a declaração que li em vossa presença. Pode parecer quase contraditório, mas não é. Tomarei como ilustração a lei do dízimo. Sabeis que a lei do dízimo é a grande lei de receita da Igreja

de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias; que é por meio desta lei que se acumulam os meios para o benefício e a bênção da Igreja. É uma lei muito maravilhosa. e pergunto-me, neste exato momento, enquanto falo, se há alguém nesta congregação que dirá: "Sim, ó sim, já ouvimos falar dessa lei antes; já ouvimos falar do dízimo, e é um assunto enfadonho." É um assunto enfadonho, irmãos e irmãs? É desinteressante? Digo-vos que concluiremos que é uma das leis mais grandiosas, mais belas e mais práticas que Deus jamais deu ao homem, se refletirmos sobre ela e considerarmos o que está realizando. Houve um tempo na Igreja, não muitos anos atrás, em que esta lei foi consideravelmente negligenciada. Como resultado, a Igreja se enfraqueceu. Houve um tempo, todos nos lembramos, em que a Igreja foi posta, por assim dizer, face a face com a bancarrota. Quase chegou a isso. O crédito financeiro da Igreja estava muito baixo. Foi naqueles dias de aperto financeiro, quando o país atravessava uma espécie de pânico financeiro, que o crédito da Igreja, como disse, estava baixo. Os ativos da Igreja excediam muito pouco os passivos; e sempre que os ativos da Igreja, ou de qualquer instituição, caem abaixo dos passivos, então ela está falida. Assim deve ser. Mas quando os membros da Igreja despertaram para a importância desta grande lei, a prosperidade retornou; e na medida em que os Santos dos Últimos Dias observarem esta lei e a guardarem, a Igreja será abençoada, e o povo prosperará, não apenas temporalmente, mas espiritualmente.

Há muitíssimas pessoas no mundo que criticam os Santos dos Últimos Dias por causa da lei do dízimo. Elas nutrem toda sorte de noções a respeito disso, e quando dizem que esta lei se destina a enriquecer os poucos à custa dos muitos, lançam de imediato uma censura sobre o Senhor Deus. Já percebestes isso alguma vez? Qualquer homem, na Igreja ou fora dela, que tome essa posição e diga que a intenção e o propósito da lei é enriquecer os poucos à custa dos muitos, lança um estigma sobre a lei do céu; porque, deixai-me dizer-vos, a lei do dízimo não se originou com homem algum. O Profeta Joseph Smith não foi responsável por ela, nem nenhum de seus sucessores. O atual líder da Igreja não é, de modo algum, responsável por ela. É um mandamento de Deus, que veio por revelação, e é obrigatório para a Igreja e para cada um de seus membros. Ia acrescentar "por estranho que pareça", mas não o farei, porque não é estranho. Esta lei é tão obrigatória para o profeta de Deus, nosso presidente, quanto para o menor e último membro da Igreja; e é tão obrigatória para os Doze Apóstolos quanto para qualquer outra pessoa, também para os Sete Presidentes dos Setenta e para o Bispado Presidente. Sim, há o Bispado Presidente, que é designado para cuidar e prestar contas do dízimo, e ainda assim eles próprios devem pagar dízimo. Devem ser honestos com o Senhor, tanto quanto aqueles que pagam o dízimo em suas mãos. Devem, por necessidade, colocar as mãos nos próprios bolsos e pagar dízimo, em comum com todos nós. E esta exigência simplesmente exemplifica a justiça de Deus. O Senhor não faz acepção de pessoas. O que Ele exige de um dos menores de Seus servos, exige também do maior.

Uma bela lição, não é? Os homens fazem acepção de pessoas com muita frequência, em suas famílias, em suas vidas e de muitas maneiras. Deus não faz acepção de pessoas. Ele é absolutamente justo nessas questões, e não aceitará desculpas desnecessárias. Não faz concessões para a negligência do dever, nem para o pecado. Aqueles que pecam devem arrepender-se e agir melhor.

Os homens do mundo que criticam esta grande lei de receita que foi dada à Igreja de Cristo esbarram, por assim dizer, num muro de pedra, porque esbarram na Bíblia. A Bíblia está cheia disso. Não há lei, não há mandamento jamais dado aos filhos dos homens que seja mais fortemente enfatizado na Bíblia do que o dízimo. Pois há Abraão, um pagador de dízimo — Abraão, o amigo de Deus e o pai dos fiéis, de quem o Senhor disse que nele, em sua semente e em seu sacerdócio, todas as famílias da terra seriam abençoadas. Quão grande homem era ele, que o Senhor o designou Seu amigo. É uma grande coisa ser amigo de Deus. Abraão o era, e ainda assim o Senhor exigiu e demandou dele que pagasse dízimos, e ele o fez. Casos específicos são dados. Ele pagou dízimos ao grande Sumo Sacerdote Melquisedeque, que era rei de Salém, o príncipe da paz. Ora, Melquisedeque deve ter sido uma personagem importante, se Abraão foi obrigado a ir até ele e pagar dízimos e ofertas. E, novamente, houve Jacó, cujo nome depois foi mudado para Israel. Quando dizemos que somos os filhos de Israel, isso simplesmente significa que somos os filhos de Jacó, nada mais. Ele foi um grande patriarca, e as promessas do Pai foram seladas sobre sua cabeça. Mas, notai bem, irmãos e irmãs, e observai o que Jacó fez. Uma das primeiras coisas que fez, e uma das grandes coisas que fez, foi fazer um voto solene ao Senhor de que, se Deus o abençoasse e o multiplicasse e o trouxesse de volta à casa de seu pai, e o estabelecesse na terra, ele pagaria um décimo de tudo ao Senhor. E, sem dúvida, cumpriu esse voto sagrado, porque Jacó foi notavelmente abençoado, de modo que tudo o que tocava era abençoado, e tudo o que o Senhor lhe dava era multiplicado, vez após vez, aonde quer que fosse. Se ia trabalhar para um homem, esse homem era abençoado, e a família desse homem era abençoada, e tudo ao redor dele era abençoado. Jacó se multiplicou a tal ponto que teve de se mudar; não podia permanecer em lugar nenhum. Seu sogro foi abençoado, e Jacó foi abençoado, e seus rebanhos e manadas aumentaram tão rapidamente que Jacó teve de partir. E assim era naqueles dias: quando o povo pagava seus dízimos e ofertas, prosperava. Esta lei foi ensinada aos filhos de Israel. Certa vez o Senhor reclamou dos filhos de Israel, e perguntou-lhes como era que O haviam roubado. Essa foi uma acusação terrível para se fazer contra um povo, feita pelo Senhor contra Seu próprio povo escolhido. Os filhos de Israel O estavam roubando, mas ficaram perfeitamente atônitos, e disseram: "Em que te roubamos?" E o Senhor respondeu: "Nos dízimos e nas ofertas." Talvez alguém se sinta inclinado a dizer: "Bem, eu não devo nada ao Senhor, porque trabalhei por aquilo que possuo. Arranquei-o do solo com o suor do meu rosto

e com a força do meu corpo, com este braço robusto e esta mão calejada. Levantei-me pela manhã às quatro horas, trabalhei o dia todo até a noite, e simplesmente arranquei minha riqueza do solo, e ela me pertence, e eu não devo nada ao Senhor." Tolo! Já te esqueceste do que disse o Apóstolo Paulo: "Eu plantei; Apolo regou; mas Deus deu o crescimento. Pelo que, nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento." Essa é a filosofia disso. Que homem há que, plantando um grão de milho na terra, possa multiplicar aquele grão e fazer crescer vinte ou trinta grãos a mais? Que homem há que, plantando uma batata na terra, possa fazê-la crescer e se multiplicar, de modo que, onde colocou uma batata, saíssem da terra vinte a quarenta batatas? Que homem pode fazer isso? Aqui vem um homem que diz: "Eu posso fazer isso." Como o fareis? "Ora, vou colocá-la na terra e regá-la, e é exatamente isso que ela fará." Pois bem, podeis fazer isso? Tudo o que fizestes foi plantá-la na terra e regá-la; não fostes vós que a fizestes crescer. Foi Deus quem a fez crescer, e Ele a multiplicou. E Ele vos multiplicará dessa maneira. O Senhor vos fez ricos, e agora, quando Ele vem a vós e diz: "Dai-Me o que Me pertence; concedi-vos todas essas boas coisas, devolvei-Me uma parte, um décimo; devolvei-a a Mim" — então o homem diz: "Eu a quero, não a devolverei, nem parte alguma dela." Credes que esse homem prosperará? Alguém pode dizer que sim, que ele está prosperando, e conseguindo muito grão e muitas batatas; está construindo celeiros, e assim por diante, e está se expandindo, e está multiplicando seu gado, e sua propriedade, e tudo o mais. Dizeis que ele é abençoado? Entrai em sua casa, e descobrireis que tipo de espírito ali habita. Vede se há um espírito de amor, um espírito de conhecimento, um espírito de fé. É isso que deveis buscar, para ver se o homem é abençoado ou não. Ora, essas mesmíssimas riquezas que ele obteve podem ser uma maldição para ele, podem corroer sua alma e destruí-la.

Agora alguém dirá: "Irmão Clawson, não é fato que a lei do dízimo é absoluta, pura e simplesmente uma lei temporal?" Eu responderia e diria que a lei do dízimo, é verdade, tem a ver com coisas temporais; mas, num sentido muito mais profundo, a lei do dízimo é espiritual, e é a isso que quero chegar, para mostrar que ela é espiritual. Tudo o que fazemos relacionado a esta lei do dízimo aponta para coisas espirituais. Para que serve o dízimo? É para a edificação de Sião. É para construir templos a Deus. Tomam-se substâncias materiais, as coisas materiais da terra, e transformam-se na forma de um templo. É preciso dinheiro para construir um templo. O dinheiro vem da terra, pertence à terra. Mas o que representa aquele templo; o que ele vale em si mesmo? É simplesmente um edifício de madeira e pedra. É só isso, nada mais. Não é o templo; é o que o templo representa para nós que lhe dá importância e valor. É o que recebemos no templo, e ali obtemos grandes e gloriosas bênçãos espirituais. Isso é o que importa. Recebemos nossas abluções e nossas unções, e nossos selamentos, e realizamos a obra pelos vivos e pelos mortos. Isso é espiritual, muito espiritual. Que beleza! Construímos vários templos. Estamos construindo um agora no Canadá. Eu

não me surpreenderia se ainda vierdes a ver templos por toda a terra de Sião, por toda a América. Tomai o tabernáculo aqui. É uma coisa material, não é? Bem material. É construído de madeira e pedra. Não é senão uma casa; é só isso. É o que o tabernáculo representa para nós; é o que está sendo feito no tabernáculo. É o que está sendo feito agora mesmo no tabernáculo que lhe dá importância e valor. Em si mesmo, vale pouco; muitas pessoas vêm e o olham, e dizem que é um edifício maravilhoso. Não me importo com isso. Seu tamanho e aparência são a menor parte dele. Há um órgão maravilhoso no tabernáculo. Isso é uma consideração pequena. É o que se diz ali; são as valiosas instruções que são dadas, os conselhos do sacerdócio, as admoestações, as advertências, as repreensões, tudo destinado a edificar e fortalecer a alma. Isso é espiritual, e decorre da lei do dízimo, porque aquele grande tabernáculo foi construído com os dízimos e as ofertas do povo. E assim poderíamos continuar. Há uma vasta quantidade de recursos provenientes do dízimo que é usada em nossas escolas da Igreja. Este é um grande movimento em Sião. Não sabemos, não apreciamos o que as escolas da Igreja estão fazendo. Mas eu vos direi quem vai apreciar isso. O pai que tem seus filhos frequentando as escolas da Igreja, os pais que têm filhas frequentando-as; e quando veem que essas crianças estão absorvendo os princípios do Evangelho, que a fé está brotando em seus corações, que estão obtendo testemunhos e sendo preparadas para dar continuidade à obra de seus pais, então começam a saber o que as escolas da Igreja significam para Sião. E deixai-me dizer-vos, irmãos e irmãs, num sentido amplo, e

num sentido muito profundo e importante, isso é espiritual. Não me importo em nada com os grandes edifícios escolares além de apreciá-los, e de saber que os temos. Mas eles são apenas pedra e madeira e assim por diante, com um pouco de ornamentação. É o que ocorre neles, é o que chega a vossos filhos e a meus filhos, o que está sendo feito por eles. Sabeis o que significa, irmãos e irmãs, se enviardes vossos filhos a escolas gentias. Ora, não falo delas com espírito de desrespeito. Quero dizer, enviar crianças a escolas onde nunca ouvem, e onde é até mesmo contra a lei que ouçam, instrução a respeito do Evangelho, ou a respeito do Senhor. Podem receber alguns ensinamentos morais, mas não recebem nenhum ensinamento religioso, nenhuma instrução teológica. Sabeis o que isso significa. Digo-vos que é muito desastroso para vossos filhos, muito mesmo, e seria para os meus. Os grandes educadores da terra, o Presidente da Universidade de Chicago e outros, estão clamando hoje, agora mesmo hoje, por alguma instrução religiosa nas escolas de nosso país. É isso que falta em nossas escolas, dizem eles; deveríamos ter algum treinamento religioso, alguma instrução religiosa. Eles não a estão recebendo naquelas escolas, mas nós a estamos trazendo para nossas escolas da Igreja, e estamos tentando trazê-la o mais próximo possível das escolas distritais, sem nelas entrar, por meio das aulas de religião. De vez em quando algum fanático se levanta e faz um clamor terrível, e condena o movimento das aulas de religião, mas é reconhecido, por aqueles que estão em posição de saber, que, se não obtivermos algum treinamento religioso em nossas universidades e faculdades, isso significará desastre para a

nação. Isso é espiritual. Os recursos que são gastos para trazer nossos missionários de volta para casa das missões, e em manter as despesas missionárias, e assim por diante — isso também é espiritual. As grandes quantias que são gastas na construção de casas de reunião, e na edificação das estacas de Sião, vêm dos dízimos, e essas coisas constituem uma obra maravilhosamente espiritual na Igreja. Mas isso não é tudo.

Deixai-me contar-vos mais algo relacionado a esta lei do dízimo. Tenho apenas o tempo suficiente para contá-lo também, e é só isso. Foi isto que o Senhor disse. Podeis julgar por vós mesmos se é espiritual ou temporal. Encontrareis isso no sexto parágrafo da lei do dízimo:

"E digo-vos: Se meu povo não observar esta lei para santificá-la e, por esta lei, não santificar a terra de Sião para mim, a fim de que nela sejam guardados os meus estatutos e os meus juízos, para que seja santíssima, eis que em verdade vos digo: Ela não será para vós uma terra de Sião."

Ora, sabeis o que isso significa, irmãos e irmãs? Significa simplesmente que, se esta não for para vós a terra de Sião, então esta terra está amaldiçoada, porque a terra deve ser santificada ou deve estar sob maldição, e a única maneira de podermos santificá-la e realmente fazê-la a terra de Sião é pagar nossos dízimos, e assim santificá-la e torná-la santa. Isso é espiritual, ou temporal? Se a terra estiver sob maldição, não poderemos edificar Sião, e todos os nossos trabalhos e todos os nossos feitos serão em vão. Portanto, devemos remover a maldição da terra, e podemos fazê-lo pela observância desta lei. Alguém me dirá que a lei do dízimo pode ser ignorada, pode ser tratada com indiferença? Digo-vos, meus irmãos e irmãs, é uma questão muitíssimo séria. É a prova da fé de cada homem, e é a prova da fé de cada mulher que ganha recursos e deveria ser pagadora de dízimo. Isto é, a prova: se um homem é um pagador de dízimo honesto, será bastante honesto em tudo o mais. Declaro-vos que, se um homem paga dízimo, ele orará, irá às suas reuniões de quórum, irá às suas reuniões sacramentais, e fará muitas outras coisas. Não sei se poderíeis aplicar uma prova maior ou mais forte.

Farei apenas mais uma alusão, apenas uma breve referência à lei do dízimo. É importante, de certa forma, penso eu. Ouvi agora estas palavras que ocorrem em outra revelação, dada em 11 de setembro de 1831:

"Eis que o tempo presente se chama hoje até a vinda do Filho do Homem, e, em verdade, é um dia de sacrifício e um dia para o dízimo de meu povo, pois aquele que paga o dízimo não será queimado na Sua vinda." Palavras muito notáveis! "Porque depois de hoje vem a queima. Isto é falado à maneira do Senhor; pois em verdade digo, amanhã todos os soberbos e os que praticam a maldade serão como o restolho, e Eu os queimarei. pois Eu sou o Senhor dos Exércitos, e não pouparei nenhum que permanecer em Babilônia."

O que isso significa? Significa que, se um homem não pagar seu dízimo, o Senhor mandará uma bola de fogo descer do céu e queimá-lo? Não; o Senhor não age dessa maneira. O Senhor age segundo princípios naturais. É isto que significa, se leio corretamente: um homem que ignora o mandamento expresso do Senhor, deixando de pagar seu dízimo, significa que o Espírito do Senhor Se retirará dele; significa que o poder do sacerdócio se retirará daquele homem, se ele continuar no

espírito de negligência em cumprir seu dever. Ele se afastará para as trevas, gradual mas seguramente, até que, finalmente (notai bem), levantará os olhos entre os ímpios. É ali que ele finalmente irá parar; e então, quando vier a destruição e vier a queima, ele estará entre os ímpios, e será destruído; enquanto aqueles que observam a lei serão encontrados entre os justos, e serão preservados. Há um Deus no céu, e Ele prometeu protegê-los e escudá-los. Digo-vos que há um dia de queima, um dia de destruição vindo sobre os ímpios. E onde estaremos nós? Estaremos com os ímpios, ou com os justos? Espero que entre os justos, e não entre os ímpios; o que é minha oração, em nome de Jesus. Amém.

Como citar este discursoRudger Clawson, “O Senhor Presente em Toda Parte por Meio de Seu Espírito”, Conferência Geral de Outubro de 1913, Reunião de Transbordamento da Manhã do Segundo Dia (1913-10-05). Pulpit Vault, 1913-10-18-rudger-clawson-remarks-18. Tradução desta edição, por método de glossário, archive.org.Pulpit Vault, edição de 23 de setembro de 2026 (commit 4bdc6ac627).