Pulpit

Comentários estendidos sobre as palavras de Paulo a respeito dos bispos

Francis M. Lyman

Conferência Geral de Outubro de 1913·Sessão da Manhã do Segundo Dia·1913-10-05

Confio, meus irmãos e irmãs, que o mesmo bom espírito de que desfrutamos com o Presidente, ao nos falar ontem, esteja conosco nesta ocasião. Não me lembro de jamais ter desfrutado de um banquete espiritual mais proveitoso do que o que nos foi dado no primeiro dia desta conferência. Se eu tivesse tido o privilégio de falar-vos durante o último ano, como tenho falado a algumas das estacas de Sião, eu não me proporia a falar como desejo agora; porque tenho falado sobre este assunto durante o último ano em algumas estacas, mas sinto que meu texto escolhido pode ser proveitosamente apresentado a vós, como creio que tem sido onde recentemente trabalhei. Creio que não viverei o bastante para falar-vos sobre este assunto em vossos lares, estacas ou alas, e por isso desejo aproveitar esta oportunidade, embora nosso tempo seja tão breve, e terei de tratar o assunto brevemente. Estou satisfeito, porém, com este privilégio de ser ouvido por esta vasta congregação, e confio que todos ouvireis o que digo e o considerareis crítica e cuidadosamente.

Os ministros de hoje, creio, geralmente se referem bastante às escrituras que nos foram transmitidas pelo Apóstolo Paulo, e desejo tomar um texto seu esta manhã, parafraseá-lo e dar-lhe uma pequena extensão — na verdade, considerável extensão — de modo que possa atender às necessidades de todos os Santos dos Últimos Dias. Paulo parece tê-lo aplicado a uma importante classe de oficiais, isto é, aos bispos, mas creio que, se ele estivesse aqui, e descobrisse que eu fiz uma aplicação estendida de suas recomendações aos bispos, ficaria satisfeito com a aplicação que dou às suas palavras. Vou ler o texto e me referir a partes dele à medida que o leio. Em sua primeira carta a Timóteo, no terceiro capítulo, no primeiro versículo desse capítulo, há um texto muito familiar aos bispos, pois raramente ordenamos bispos sem que lhes leiamos este texto, mas creio que não tem sido costume dar a aplicação a outros tão seriamente e diretamente. Paulo diz: "Esta é uma palavra fiel: Se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja." Desejo dizer que, se algum homem deseja algum ofício nesta Igreja, deseja excelente obra, e ainda assim creio que nenhum homem nesta Igreja deveria buscar o ofício de bispo ou qualquer outro ofício, mas deveria estar pronto e preparado para receber qualquer responsabilidade oficial que o Senhor tenha a lhe conceder. "Convém, pois, que o bispo," diz então Paulo, "seja irrepreensível." Digo que qualquer membro oficial desta Igreja, assim como um bispo, deveria ser irrepreensível. "O bispo deve ser marido de uma mulher"; deve ser homem casado. Digo que qualquer homem que ocupe cargo nesta Igreja deveria ser homem casado, assim que for apropriado e certo para ele casar-se. O bispo deve ser "vigilante," e assim deveria ser todo outro oficial nesta Igreja. O bispo deve ser "sóbrio," diz Paulo; digo que todo outro oficial nesta Igreja deveria ser sóbrio. "O bispo deve ser honesto" — de bom procedimento — é a declaração de Paulo; a minha é que todo outro oficial nesta Igreja, que porta autoridade divina, deveria ser honesto — de bom procedimento. O bispo deve ser "hospitaleiro," e assim deveria ser todo outro homem. Paulo diz que o bispo deve ser "apto para ensinar." Sustento que todo homem nesta Igreja, que porta autoridade divina, deveria ser apto para ensinar. Não sei se ele fez, nestas suas declarações, algo superior, ou de maior importância para a salvação dos homens, do que o fato de que todo oficial deveria ser apto para ensinar; pois é uma grande realização, uma realização que muitos, muitíssimos homens ainda não alcançaram. O bispo "não deve ser dado ao vinho," nem deveria sê-lo qualquer outro homem.

Não creio que Paulo tenha pretendido, em suas recomendações aos bispos, que todo outro homem tivesse permissão de agir de outra forma; não penso que ele o pretendesse; ele não o pretenderia, se estivesse aqui hoje, e aprovaria as sugestões que vos faço. "Não espancador"; sustento que todo outro homem, assim como os bispos, deveria ser homem de paz. "Não cobiçoso de torpe ganância"; nem deveria nenhum outro homem ser cobiçoso de torpe ganância; mas, se algum homem tem direito, e deve desfrutar, e possuir a riqueza deste mundo, penso que os bispos deveriam ser bem providos, para que possam ser hospitaleiros e ministrar às necessidades dos pobres. "Mas moderado." Os bispos devem ser moderados, diz Paulo; sustento que todo outro homem nesta Igreja deveria ser tão moderado quanto um bispo. "Não contencioso, não avarento"; nem se deveria tolerar outros homens nessas condições. O bispo deve ser um "que governe bem a sua própria casa"; assim deveria ser todo outro homem que está à frente de uma família. "Tendo seus filhos em sujeição, com toda a modéstia"; assim como todos os demais irmãos. "Porque, se alguém" — agora Paulo chega ao terreno comum que tomei, de que não somente o bispo — "não sabe governar a sua própria casa, como terá cuidado da igreja de Deus?" "Não neófito"; deve ser homem de experiência e entendimento, de habilidade e juízo; assim como todo outro homem. Além disso, e em acréscimo a essas recomendações já mencionadas, "convém também que tenha bom testemunho dos que estão de fora." Sustento que é igualmente importante e necessário que todo outro homem que tenha cargo, posição ou responsabilidade nesta Igreja tenha bom testemunho dos que estão de fora, assim como o bispo de uma ala.

Ora, essa é a medida do texto que escolhi esta manhã. Constato que, em nossos dias de adoração, nas várias ocasiões de adoração e de servir ao Senhor, e de tomar o sacramento, e no tempo apropriado para nos lembrarmos de nossas orações diante do Senhor, uma percentagem considerável dos Santos dos Últimos Dias ainda não alcançou aquele êxito que deveria acompanhar todos os membros desta Igreja. O Senhor previu, sem dúvida, nas revelações que nos foram dadas nos últimos tempos, que os homens seriam falhos quanto a se lembrarem dEle. Ele é zeloso, para nosso bem e nossa salvação, de que nos lembremos dEle, e O honremos, e guardemos Seus mandamentos, e Ele estabeleceu a regra que, temo, tem sido seriamente negligenciada por nossos irmãos que presidem em nossas alas, o fato de que "se alguém não oferecer suas orações perante o Senhor no momento devido, que seja lembrado perante o juiz de meu povo." Digo também, estendendo um pouco esta escritura para harmonizá-la com a extensão que dei à de Paulo, que não somente o homem que negligencia suas orações no tempo devido deveria ser lembrado perante o juiz do povo, mas também aqueles que não são atentos em tomar o sacramento no dia de sábado, aqueles que não vêm à casa do Senhor no dia de sábado, aqueles que não descansam adequadamente como deveriam nesse dia, e o guardam sagrado e santo, deveriam ser lembrados perante o juiz do povo. Isso, creio, é a palavra e a vontade do Senhor.

Ora, estou encantado porque esta congregação é tão grande, tantos milhares aqui hoje, pois voltareis para vossos lares, para vossas próprias alas e estacas, e para vossas famílias, e gostaríamos que levásseis a elas o que ouvistes aqui, e o que ainda ouvireis antes que esta conferência se encerre, pois é muito importante que a palavra e a vontade do Senhor sejam conhecidas, apreciadas e observadas pelos Santos dos Últimos Dias. Para isso vivemos; para isso trabalhamos; para isso fomos trazidos do mundo; para isso fomos instruídos, e para isso fomos inspirados pelo Espírito do Senhor, para que possamos trabalhar pela salvação do homem. De modo que todo homem que porta o sacerdócio tem uma missão e um ministério, e nunca foi planejado, nunca foi desígnio do Senhor que os homens recebessem posições de responsabilidade em Sua Igreja, e depois as desconsiderassem, sem dar-lhes pensamento ou atenção; mas exige-se deles que ouçam os conselhos e mandamentos do Senhor e os observem com toda a perfeição.

Ora, desejo dar a aplicação destas exigências, tão definidas para os bispos de ala, também a todos os meus irmãos que portam o sacerdócio, desde o diácono que tem um ministério, que é mestre em sua vida e trabalhos, e assim requerido por revelação, e o mestre no sacerdócio menor, e o sacerdote; esses jovens, via de regra, que são trazidos tão cedo para a escola, é intenção que tenham treinamento e ensino primário, de modo que, quando forem ordenados ao sacerdócio de Melquisedeque, estejam preparados para o ministério estrangeiro, ou o extenso ministério do santo sacerdócio de Melquisedeque. Espera-se que recebam treinamento doméstico sob a direção de seus bispos; e, como somos muito cuidadosos, notareis, na teoria da Igreja, na prática da Igreja, que sempre que se necessita de um presidente, é porque há uma obra para ele. Quando se necessita de conselheiros nas presidências, e nos bispados, e nos sumos conselhos, há sempre um ministério para todo homem que é ordenado e abençoado. Quando um homem é chamado a ir ao campo, ao mundo, a pregar o Evangelho lá, a presidir ou de outra forma, ele vai porque há um ministério para ele desempenhar. Nunca ordenamos um bispo, nunca ordenamos um patriarca, nunca ordenamos um homem a qualquer ofício neste sacerdócio, ou lhe damos uma posição de responsabilidade de presidência ou superintendência, sem que haja um campo de trabalho para ele. Nenhum homem é dotado de autoridade divina até que haja algo para ele fazer. Ora, desejamos chamar a atenção dos bispos, e dos presidentes de estaca e de quóruns, e dos superintendentes de associações e organizações entre os irmãos, de que, sempre que esse ministério lhes chegar, espera-se que comecem seu trabalho naquele mesmo dia. Assim tem sido conosco, que ocupamos posições de maior responsabilidade. Quando o Senhor nos chamou — e Ele não chamou o presidente que preside sobre nós nesta Igreja de forma mais definitiva, positiva e apropriada do que chamou o diácono; os diáconos são chamados por Deus, e os mestres e sacerdotes, assim como os irmãos que presidem; e todo élder, todo setenta, todo sumo sacerdote, e os irmãos que os presidem, são responsáveis por empregar, instruir e conduzir esses irmãos nos caminhos da retidão e da verdade.

Ora, o que disse a respeito de meus irmãos, desejo agora dar a aplicação a nossas irmãs também, e a todos os membros desta Igreja; pois, quando um homem se converte, se não for chamado a portar a autoridade divina do sacerdócio, se entra neste rebanho e se converte, é seu dever converter seu irmão; e isso é tão verdadeiro para as irmãs quanto para os irmãos. Este ministério não pode ser cumprido perfeita e apropriadamente até que os irmãos e as irmãs se dediquem à conversão de seus vizinhos — o marido a converter a esposa; a esposa a converter o marido, o irmão a ajudar seu irmão, e a irmã a ajudar sua irmã, até que todo homem e mulher esteja empregado e ocupado, e realizando algo no ministério, todos os dias.

Se o bispo deve ser marido de uma mulher, e todo outro homem deve ser homem casado, sustento que toda mulher deveria ser esposa de um marido, que nenhuma mulher nesta Igreja deveria ficar sem casamento no tempo devido, assim como os homens deveriam orar no tempo devido, assim como os homens deveriam tomar o sacramento no tempo devido. Homens e mulheres deveriam ser casados, adequadamente casados, correta e eternamente casados, e assim permanecer. De modo que desejamos chamar a atenção de nossas irmãs, tanto quanto de nossos irmãos, para o fato de que se espera delas, é desígnio do Senhor, que sejam as educadoras e formadoras, assim como as mães dos homens. Ia dizer que as mulheres são a parte melhor, mais refinada e mais desejável do homem, mas os homens deveriam ser puros e limpos em suas vidas, pois sua virtude é tão importante quanto a das mulheres, e são tão desejáveis quanto elas, e deveriam liderar o sexo mais fraco. Deveriam ser os líderes, mas, em alguns casos, as esposas são mais fortes na fé, mais fortes na espiritualidade e nos dons e graças do Senhor do que os homens, e muito lhes é exigido.

Desejo dirigir a atenção dos irmãos que presidem — estão diante de mim aqui; não sei quando terei outra oportunidade de ver tantos deles reunidos ao mesmo tempo. É uma importante responsabilidade que recai sobre esses homens que presidem, a de cuidarem dos irmãos e irmãs que estão dispersos, e que não se reúnem com frequência, que não se juntam, como deveriam fazer, para tomar o sacramento, e que não são tão atentos quanto deveriam ser a respeito de suas orações e obrigações, orações familiares e orações secretas, e coisas semelhantes. Desejo impressionar sobre todo bispo que é seu dever, que é sua tarefa conhecer todo homem em sua ala, cada família, e tê-los sob sua direção, por meio dos mestres que o auxiliam. Todos os homens que portam o sacerdócio são mestres, mesmo o ofício de diácono é de um mestre; essa é a responsabilidade e o trabalho dele, conforme o Senhor o estabeleceu; quando a ocasião exigir, os diáconos deveriam auxiliar os mestres. Interpreto que a ocasião sempre exige que o diácono ajude o mestre, que o mestre ajude o sacerdote, que o sacerdote ajude o élder, e a ocasião sempre exige que o élder ajude o setenta, e o setenta o sumo sacerdote, e assim por diante; do mais novo ao mais antigo, deveríamos ajudar-nos uns aos outros. Digo, então, que nossas irmãs, em seus chamados, e as que presidem em particular, deveriam cuidar de ter em mãos o trabalho que lhes pertence, que pertence à Sociedade de Socorro, à Associação das Moças e à Associação Primária, e as que têm o cuidado do trabalho das aulas de religião. Essas mulheres deveriam ter em mãos as organizações que estão a seu cuidado e sob sua supervisão, até que haja um despertar entre os Santos dos Últimos Dias, até os limites mais distantes, entre os que estão dispersos e distantes, e também os que estão doentes. Devem ser visitados os que estão fisicamente doentes; os que estão espiritualmente doentes necessitam do médico e devem receber atenção. Nossos jovens devem ser cuidados, devem ser cuidadosamente instruídos; todo rapaz deveria ser instruído na idade apropriada de sua vida; toda filha deveria ser adequadamente instruída por sua mãe, e cuidadosamente treinada. Nossos jovens que contemplam o casamento deveriam ser unidos para o tempo e para a eternidade, como regra. Há exceções, e as exceções são aqueles que não são de todo dignos, ou não estão preparados nem prontos para o casamento para a eternidade, que não se tornaram dignos. Suponho que sempre haverá os indignos entre nós; mas os que são dignos e estão preparados deveriam ser tão adequadamente instruídos que jamais pensariam em casamento senão para a eternidade, que abrange o tempo, mas não se contentariam apenas com casamentos para o tempo.

Ó, que esplêndidas instruções tivemos ontem do Presidente, e dos irmãos que o seguiram durante o dia — um tempo de todo glorioso. Ora, ao dar esta aplicação destes assuntos a nossos irmãos e irmãs que presidem, desejo exortá-los a que não fiquem satisfeitos nem contentes até que tenham tudo o que está sob seu encargo, em treinamento, e em cuidado e consideração, tão cuidadosamente quanto o têm os irmãos que imediatamente presidem sobre nós. Onde quer que estejamos trabalhando, sempre fornecemos ocupação; a presidência fornece ocupação aos Doze; os Doze e a presidência fornecem ocupação aos que presidem sobre as estacas de Sião. Queremos que os presidentes de estaca responsabilizem seus bispos, queremos que responsabilizem os presidentes do sacerdócio, os presidentes de Setentas e de Élderes, por saber que os irmãos a seu cuidado estão devidamente treinados e preparados, de modo que, quando forem necessários no ministério, seja para viajar e pregar o Evangelho, seja para trabalhar e ministrar em casa, estejam em condições apropriadas. Creio que não temos recomendado, com bastante força quanto deveríamos, esta responsabilidade que recai sobre os que presidem.

Tenho apenas uma pequena companhia de homens sobre a qual presido, os Doze, mas estamos em boa comunhão, e prestamos atenção uns aos outros, aconselhamo-nos frequentemente, e nos conhecemos, e conhecemos nossas vidas. A vida de todo homem que porta autoridade divina nesta Igreja deveria ser conhecida. Se há alguns que ainda não receberam o sacerdócio, todos esses deveriam receber cuidadosa atenção dos irmãos que trabalham entre eles, que portam o sacerdócio, até que toda alma seja plenamente instruída. Os bispos serão responsabilizados, assim como sinto que sou responsabilizado, e meus irmãos são responsabilizados a dar atenção aos assuntos da Igreja e do reino em toda a terra.

Onde há necessidade de missionários, eles saem de nossas mãos com nossa bênção, e com instrução, e nós os treinamos tanto quanto temos oportunidade de fazê-lo. Nosso Conselho não é grande; temos um de nosso número na Europa, e um no congresso, e há sempre um ou dois doentes ou aflitos. Temos nossos problemas assim como os demais homens; de modo que há apenas cerca de uma maioria dos Doze que está livre para cuidar do reino, sob a direção da presidência. Estamos solícitos e ansiosos, e quando chegamos a vossas estacas, sabeis que trabalhamos convosco, consideramos vossas condições e circunstâncias e nos informamos a vosso respeito. Não temos sido indiferentes, sabeis que respondemos a vossas necessidades e exigências, e, se há algo a ser posto em ordem e regulado, estamos sempre à mão para fazê-lo. Queremos que façais o mesmo entre o povo onde estais; queremos que cuideis de vossos quóruns e os treineis, e os instruais, e os prepareis, de modo que, sempre que forem necessários no ministério, sejam jovens ou outros, estejam prontos para este importante trabalho. O bem-estar desta Igreja recai sobre vossos ombros tanto quanto sobre os nossos; deveis trabalhar conosco em detalhe, e dar atenção; e a honra, o crédito e a glória serão tão grandes para vós quanto para nós. Vossas almas são tão preciosas quanto as nossas, e as almas de nossos irmãos tão preciosas quanto as almas jamais o foram neste mundo, e queremos cuidar delas e velar por elas.

Muito depende de nossas irmãs; queremos seu cuidado, sua ajuda e sua atenção. Precisamos de sua simpatia, de seu amor e afeição; e queremos que nos auxiliem e ajudem aqui, e queremos ajudá-las. Não ficaremos satisfeitos até que Israel esteja treinado, e todos se reúnam para adorar ao Senhor, até que não haja lugar para eles em nossas casas de adoração, e reuniões sobre a terra, ao ar livre, também sejam necessárias. Nos dias do Salvador, entre os nefitas, Ele ordenou que se sentassem sobre a terra para tomar o sacramento; e, quando eram reunidos em grandes companhias, grandes demais para que um apóstolo se pusesse de pé e lhes falasse, eram divididos. Temos de dividir o povo aqui hoje; e pode vir o tempo — como me encantaria ver esse tempo — em que os Santos dos Últimos Dias se reunirão aqui em tal número que não somente esta casa e o salão de assembleias serão insuficientes para acomodá-los, mas os terrenos ao redor daqui também serão necessários para que os apóstolos e outros ministrem entre eles. O sacramento do Senhor poderia ser dado a eles, os emblemas do corpo e do sangue de nosso Senhor, Jesus Cristo, que nos redimiu, e por quem existimos. A própria terra em que vivemos, que aqui ocupamos, é dEle. Em Sua honra, e em memória de Seus sofrimentos, e de Seu corpo e Seu sangue, e da redenção que foi realizada por nós, precisamos tomar o sacramento.

Rogo que o Senhor nos abençoe, meus irmãos e irmãs. Agradeço ao Senhor por estarmos vivos. Quero viver por muito tempo, e quero que vivais, mas penso que todo homem deveria cumprir seu dever, de modo que esteja sempre preparado para morrer — que a morte venha quando lhe aprouver. Sempre que chegar o momento, e nossa obra estiver terminada, graças a Deus por estarmos preparados e termos cumprido nosso dever fiel e bem. Faço esta exortação, conselho e instrução ao Israel aqui reunido hoje. Levai estas coisas a vossos lares, e ministrai ao povo ali que não pode vir, que nunca vem. As pessoas que aqui estão hoje são as pessoas que sempre estão aqui, sempre. Este mesmo corpo do sacerdócio, e os irmãos que presidem bem aqui diante de mim, são os mesmos que estavam aqui há seis meses; estarão aqui também em abril próximo, e assim por diante; e o corpo desta casa está preenchido, via de regra, pelas mesmas pessoas, com pequena variação. Mas a grande maioria do povo está em casa, e deve estar em casa; não pode vir aqui; por isso vamos a eles e ministramos entre eles tão bem quanto podemos, conforme a oportunidade se apresente. Constatamos que o tempo é curto, nosso tempo para falar, exortar e aconselhar é bastante curto, e, é claro, poucos irmãos, como a presidência ou os Doze aqui, só podem ministrar publicamente. Não podemos ministrar nos lares do povo; o povo é numeroso demais; e vós deveis trabalhar e realizar a obra em detalhe; pois podem ser alcançados pelos bispos e seus auxiliares — esta esplêndida organização que colocou quase todo homem na Igreja numa posição de responsabilidade, de modo que todo homem que porta o sacerdócio tem um ministério que deveria ser magnificado e honrado todos os dias de nossas vidas. É uma vergonha para um homem deitar-se à noite se não puder olhar para trás sobre o dia e pensar em algo bom realizado, algum jovem instruído, algum vizinho treinado, ajudado e encorajado, e fortalecido em sua fé. Todo homem deveria fazer isso, e, quando isso for feito, os Santos desta Igreja serão instruídos; serão exortados; serão contidos e serão encorajados, e toda bênção de que necessitarem lhes será ministrada. Deus vos abençoe, meus irmãos e minhas irmãs, por todo Israel. Que Israel triunfe e prospere gloriosamente na terra, é o que rogo, em nome de Jesus Cristo. Amém.

Como citar este discursoFrancis M. Lyman, “Comentários estendidos sobre as palavras de Paulo a respeito dos bispos”, Conferência Geral de Outubro de 1913, Sessão da Manhã do Segundo Dia (1913-10-05). Pulpit Vault, 1913-10-10-francis-m-lyman-remarks-10. Tradução desta edição, por método de glossário, archive.org.Pulpit Vault, edição de 23 de setembro de 2026 (commit 4bdc6ac627).