Julgados por Seus Frutos: Os Santos como Construtores
Melvin J. Ballard
Meu coração se regozija no crescimento da obra do Senhor. Estou sempre feliz em ver as almas dos filhos dos homens trazidas para dentro do rebanho de Cristo, por meio das águas do batismo. Estou feliz em poder vos dizer que a obra do Senhor está crescendo nas missões da Igreja. O aumento nos batismos tem avançado constantemente, ano após ano. Embora sempre me alegre em ver a Igreja crescer em número, estou mais interessado em vê-la crescer em fé e em boas obras. Não estou satisfeito com o padrão que atingi, pois ainda me falta aquela perfeição que o Evangelho ensina. À medida que cada um de nós considerar sua própria vida, e se examinar, tenho certeza de que todos encontraremos espaço para melhorar. ¶
Desejo vos ler, da revelação do Senhor, alguns versículos sobre um tema conhecido, que tem sido trazido à atenção da humanidade desde o princípio dos tempos. Referência a este tema se encontra em vários dos livros do Velho e do Novo Testamento. Leio da revelação ao Profeta Joseph, porque me parece mais explícita e enérgica do que as palavras que encontramos registradas na Bíblia. Leio-vos, portanto, da décima nona seção de Doutrina e Convênios, começando pelo quarto versículo: ¶
"E certamente todo homem deve arrepender-se ou sofrer, pois eu, Deus, sou infinito. Portanto, não revogarei os julgamentos que pronunciar, mas sobrevirão desgraça, pranto, lamentação e ranger de dentes, sim, àqueles que se acharem à minha esquerda; contudo, não está escrito que não haverá fim para esse tormento, mas está escrito tormento infinito. Também, está escrito condenação eterna; portanto, está mais explícito do que outras escrituras, a fim de influenciar o coração dos filhos dos homens inteiramente para a glória de meu nome; portanto, explicar-vos-ei este mistério, porque vos convém conhecê-lo, assim como meus apóstolos. Falo a vós que fostes escolhidos com referência a este assunto, como se fôsseis um, para que entreis em meu descanso; pois eis que o mistério da divindade, quão grande é! Pois eis que eu sou infinito e o castigo que é dado pela minha mão é castigo infinito, pois Infinito é meu nome. Portanto — castigo eterno é castigo de Deus. Castigo infinito é castigo de Deus. Portanto, ordeno que te arrependas e guardes os mandamentos que recebeste pela mão de meu servo Joseph Smith, Jr., em meu nome; e é pela minha onipotência que os recebeste; portanto, ordeno que te arrependas — arrepende-te, para que eu não te fira com a vara de minha boca e com minha ira e com minha cólera e teus sofrimentos sejam dolorosos — quão dolorosos tu não sabes, quão intensos tu não sabes, sim, quão difíceis de suportar tu não sabes; pois eis que eu, Deus, sofri essas coisas por todos, para que não precisassem sofrer caso se arrependessem, mas, se não se arrependessem, teriam que sofrer assim como eu sofri, sofrimento que fez com que eu, Deus, o mais grandioso de todos, tremesse de dor e sangrasse por todos os poros, e sofresse, tanto no corpo como no espírito — e desejasse não ter de beber a amarga taça e recuar — todavia, glória seja para o Pai, e eu bebi e terminei meus preparativos para os filhos dos homens; portanto, ordeno outra vez que te arrependas, para que eu não te humilhe com minha onipotência; e que confesses teus pecados, para que não sofras esses castigos dos quais falei, os quais experimentaste em pequeníssima, sim, em ínfima proporção, quando retirei meu Espírito. E ordeno-te que nada pregues a não ser arrependimento; e não mostres estas coisas ao mundo até que me pareça prudente." ¶
Presumo que quase todos aqueles a quem agora me dirijo entraram nas águas do batismo, seguindo-se ao arrependimento; pois nos foi ensinado que é essencial e necessário que nos arrependamos de nossos pecados, para que o batismo seja eficaz em lavar as transgressões do passado. Temo que alguns de nós, membros da Igreja, tenhamos deixado de perceber a necessidade de conservar conosco o espírito de arrependimento, depois de termos entrado nas águas do batismo. Aquele homem ou mulher que deixa de se arrepender, quando o arrependimento é necessário, deixa de crescer, ou progredir. Os avanços que se fizeram na ciência, nas artes, na profissão médica, ou no laboratório, todos foram realizados em razão de os homens abandonarem as coisas antigas que se provaram erradas, e, em vez disso, adotarem novos métodos, novas verdades tomando o lugar de erros antigos, e adotando as coisas necessárias para tornar bem-sucedida a obra da vida. Todo homem e mulher têm de progredir da mesma maneira. Um jovem veio ao Salvador e perguntou que boa coisa poderia fazer para obter a salvação; foi-lhe dito de muitas coisas, não apenas uma, que ele deveria fazer, e então, depois de tê-las realizado, que deveria seguir o Mestre — não que deveria caminhar perto do Mar da Galileia, ou sobre as montanhas, seguindo as pegadas do Mestre, mas que, em sua vida, deveria seguir o exemplo, e assim andar nas pegadas do Mestre. ¶
Os Santos dos Últimos Dias aprenderam que aqueles que serão salvos devem ser fiéis até o fim, devem possuir o espírito de arrependimento. Há um pensamento na mente de muitos de nós de que, uma vez arrependidos de nossos pecados, antes de entrar nas águas do batismo, já completamos nosso arrependimento, e sentimos: bem, já cuidamos desse assunto, e agora estamos preparados para seguir rumo à perfeição. Temos observado os grandes erros que cometemos em nossa vida, e não estamos totalmente conscientes da seriedade e da importância de vigiar as pequenas coisas. ¶
Estive junto a um grande navio, não muito tempo atrás, um que havia atravessado o mar repetidas vezes, um navio que fora alvo de tiros e projéteis do inimigo, e que resistira aos ataques dirigidos contra ele, mas agora está indefeso, condenado, e impróprio para ir ao mar, porque as inúmeras cracas, pequenos e insignificantes insetos, corroeram o casco do navio, e o tornaram impróprio para navegar; já não podia suportar as tempestades do oceano, muito menos tiros e projéteis. Já vistes o poderoso carvalho, resistindo à rajada do furacão, suportando ventos e tempestades ferozes, mas, depois do trabalho insidioso de um pequeno inseto que perfura a árvore, e a deixa perfurada por buracos tão pequenos que não podem ser detectados pelo olho natural, ela se enfraquece e fica sujeita a cair com um vento leve. Assim temos visto na vida de homens e mulheres, inconscientes das pequenas coisas vitais que estão corroendo e minando o fundamento de suas vidas individuais, o que pode, por fim, enfraquecê-los tanto que, quando as provas vierem, eles falhem. ¶
A concepção que o Senhor deu aos Santos dos Últimos Dias, com referência a seus corpos terrenos, é uma que deveria nos fazer honrar, respeitar e reverenciar o corpo como um instrumento sagrado, confiado às nossas mãos com o propósito de torná-lo submisso à lei do Evangelho do Senhor Jesus Cristo. Somos ditos, nas revelações, que, antes de virmos a esta vida mortal, existíamos num mundo espiritual, e que a inteligência que habita em cada um de nós habitava um corpo espiritual. Quantas eras tivemos essa experiência, não sabemos, mas foi tempo suficiente, evidentemente, para que nossa inteligência obtivesse controle sobre aquele corpo espiritual, e nos submetemos à lei que era suprema no mundo espiritual; aquela lei era o Evangelho do Senhor Jesus Cristo. Somos ditos que estamos sobre esta terra porque aceitamos o Mestre, e concordamos em apoiar a decisão proferida a Seu favor, quando Ele foi escolhido para ser o Cordeiro imolado para a redenção da humanidade. Estamos aqui porque obedecemos à lei ali, e fomos enviados ao mundo para ver se guardaremos este, nosso segundo, estado. Sabíamos e compreendíamos, antes de vir para cá, que só era possível obter o progresso que buscávamos por meio da obediência à lei. Concordamos, quando deixamos o mundo espiritual, em obedecer àquela lei que então aceitamos, o Evangelho do Senhor Jesus Cristo. Essa lei é eterna. Inúmeras inteligências foram salvas e exaltadas a reinos de glória antes de nosso tempo e época, por meio da obediência a essa lei. Quando olhamos para os céus estrelados à noite, vemos inúmeros sóis que são centros de sistemas solares como o nosso, alguns sem dúvida mais antigos do que o nosso, maiores, mais poderosos. Nosso sol é superior à terra que habitamos, maior em dimensões e poder, mas ele também está sob a influência de outro, poderoso, que gira acima dele; e assim por diante, eles se elevam, até que os homens se perdem na contemplação. Aprendemos que, naqueles planetas, os filhos de nosso Pai habitam em todos os estágios de perfeição e progresso. Há aqueles que estão infinitamente além de nós, em progresso eterno, que alcançaram seu presente grau de perfeição pela obediência à lei eterna e irrevogável. O próprio Deus não pode mudar essa lei, nem mais do que poderia apagar a consequência da queda de Adão. Ele não poderia ser Deus e violar uma lei que é eterna, e pela obediência à qual Ele se tornou Deus. Viemos ao mundo, e recebemos este tabernáculo mortal, com o propósito de aperfeiçoá-lo, tornando-nos submissos à lei pela qual podemos ser elevados à perfeição, e sermos dignos da companhia de nosso Pai celestial. ¶
Há, em todo coração humano, a consciência de duas forças em ação. Todo ato que um homem ou mulher empreende é geralmente influenciado por duas sugestões, uma para fazer o bem, e outra para fazer o mal. O espírito da verdade nos influenciará a prestar obediência à lei do evangelho. A carne é da terra, e a terra ainda não está redimida, ainda está sob o cativeiro da maldição, e a carne tem de ser dominada. A própria terra tem de passar pelo processo de redenção, tem de obedecer à lei, como o profeta disse que faria, e por fim se tornará uma terra celestial, o lar de seres celestiais. Devemos dominar e controlar nossos corpos carnais, devemos fazê-los se submeterem ao Bom Espírito, que afirma o que é certo, e detecta o que é errado; esse Espírito não fala audivelmente aos ouvidos físicos, mas é a "voz mansa e delicada" que fala ao espírito do homem. ¶
Há uma guerra, um conflito entre o bem e o mal, em toda alma humana. Quão triste e lamentável é ver alguns dos filhos de nosso Pai cederem às tentações que lhes são apresentadas, o rapaz que fuma o cigarro, bebe o copo proibido, se corrompe, e então declara que é livre! Quão lamentável é contemplar aqueles que poderiam ter sido salvos e exaltados, revolvendo-se na sarjeta, por assim dizer, e quase perdidos para a redenção! Há aqueles que sentem que não podem ser livres, a menos que tomem a liberdade de participar do erro e do pecado. Lembro-me de algumas de minhas próprias experiências, a tentação dos rapazes que queriam que eu fumasse, bebesse licor, montasse num cavalo e causasse um grande alvoroço, e, porque eu não o faria, influenciado pelo conselho de meus pais, disseram: "Ele está preso às fitas do avental de sua mãe e não ousa fazê-lo." Aquilo foi bastante difícil para um rapaz que queria ser livre, e queria que os outros soubessem que era livre. Agradeço a Deus por não ter tomado o caminho que eles seguiram para obter liberdade! Lembro-me de dois daqueles rapazes, que bebiam e fumavam, abandonaram a escola, passaram do pequeno ao grande furto, e finalmente foram presos e levados à cadeia do condado. Na consciência da terrível condição em que se encontravam, com a possibilidade de anos de confinamento solitário diante deles, privados do licor e do tabaco a que estavam viciados, disseram: não podemos viver e suportar este castigo. Um deles cometeu suicídio, e o outro enlouqueceu. ¶
Na penitenciária estadual de Idaho, alguns anos atrás, um jovem que cometera um furto, numa de nossas cidades do norte, disse que não conseguiria suportar quinze anos de prisão, sendo privado dos estimulantes que desejava, e assim procurou fugir. Caminhava para lá e para cá atrás do portão da cadeia, esperando uma chance de correr para a liberdade. O momento chegou, e ele correu, passando pelos guardas armados, mas foi baleado, com um dos membros quase arrancado do corpo. Algum tempo depois, subiu sobre a parede inacabada do edifício, quarenta pés acima do solo, e saltou, na esperança de acabar com tudo pela morte, mas, como aconteceu, ficou apenas levemente ferido. Ficou tão desanimado que, a última coisa que soube dele, estava no hospício. ¶
Há homens que não conseguem suportar as aflições que lhes sobrevêm, e procuram afogar suas tristezas no copo, ou na morfina, ou na própria morte. Será isso liberdade? Que coisa lamentável ver um homem, feito à imagem de Deus, com a possibilidade de se elevar a tudo o que nosso Pai é, permitir que o apetite da carne domine o espírito, o subjugue, o arraste para baixo, e o sature de tudo o que é desprezível, vil e baixo. Li a respeito de alguns viciados em morfina, confinados na cadeia desta cidade, que desejavam a droga tão intensamente que imploravam para serem mortos, se não pudessem receber a droga. Um dos oficiais disse: "Fique de pé contra aquela parede e eu atiro em você." E disseram: "Atire." O oficial disse: "Não pensei que falassem sério." "Falamos", disseram eles, "e preferiríamos morrer neste minuto, pois precisamos dela." Tal é a terrível condição de escravidão causada por ceder às paixões e apetites da carne, até que estes deixem de ser servos e se tornem senhores. ¶
O corpo que nos foi dado tinha o propósito de permitir que o espírito se exaltasse a uma condição mais nobre. O relâmpago que se vê brilhando de nuvem em nuvem, de pico em pico de montanha, é uma força elétrica que pode derrubar edifícios, incendiar propriedades, e destruir vidas. Conduzi a eletricidade pelo fio da dínamo, e pelo motor, e vede seus resultados maravilhosos, trabalhando a serviço do homem, realizando algo sob o controle de um instrumento físico; assim se torna um poder para o bem. Assim também com o vapor: se permitido evaporar livremente, faz pouco bem, mas contido na caldeira, enviado através do motor, e sob seu poder, podeis atravessar o continente, ou navegar de uma costa a outra. E assim também com esta mais elevada, mais potente de todas as forças espirituais, a inteligência que está no homem; encerrai-a num corpo espiritual, para que possa ter as experiências da vida espiritual; e então dai-lhe um corpo físico, para que possa entrar e obter a alegria e as experiências da vida física, e tereis ampliado seus poderes imensuravelmente. Lede esta maravilhosa declaração, na nonagésima terceira seção de Doutrina e Convênios: ¶
"Pois o homem é espírito, diz o Senhor. Os elementos são eternos, e espírito e elemento, inseparavelmente ligados, recebem a plenitude da alegria; e, quando separados, não pode o homem receber a plenitude da alegria. Os elementos são o tabernáculo de Deus; sim, o homem é o tabernáculo de Deus, ou melhor, templos; e qualquer templo que for profanado, Deus destruirá esse templo." ¶
Assim descobrimos que é essencial e necessário, de acordo com a lei do Senhor, que o espírito esteja unido à carne, com o propósito de redimir aquela carne, e torná-la uma companheira digna do espírito. Digo que a guerra prossegue, e o fim daquela guerra virá quando o homem ou mulher disser à carne: "Não podes violar a lei de Deus, não podes soltar as rédeas da paixão, não podes ter o apetite carnal satisfeito, pois isso é contra a lei da vida e da felicidade; até aqui podes ir, mas não podes ir mais além." O homem que conduz com êxito essa guerra durante sua vida terrena, apesar de ser constantemente tentado pela carne, quando erguer seu corpo, na ressurreição dos mortos, a guerra cessará, a carne se submeterá absolutamente ao espírito, e não haverá mais conflito nem luta. Mas ai daquele homem que deposita seu corpo com a paixão não vencida, com o apetite e o desejo desenfreados, e com um temperamento não contido, em tais traços viciosos que quase se torna candidato ao hospício! Ai dele, pois não receberá seu corpo, na ressurreição dos mortos, livre de tais males. Não, terá de vencer os males que adquiriu nesta vida terrena, e poderá descobrir, também, que será mais difícil vencê-los na próxima vida do que aqui, pois lá tudo, ódio, amor, desejo, tudo se intensifica. A vida aqui está no estado de argila; às vezes nos queixamos de que é tão lenta, não responde rapidamente, parece penosa, o corpo não adquire hábitos rapidamente. Nenhum homem é bom, limpo e virtuoso hoje, e imoral, depravado e ímpio amanhã. Estas mudanças não vêm rapidamente; devíamos ser gratos por as adquirirmos lentamente, porque assim podem ser detidas antes de se desenvolverem a ponto de nos causar sério prejuízo. O corpo é como o barro nas mãos do oleiro; quando o barro é moldado, recebe sua forma, e é deixado em repouso, endurece; então, ó, quão difícil é remodelá-lo, refazê-lo. Assim, se moldarmos e criarmos hábitos maus, será extremamente difícil reconstruir nosso caráter depois de termos deixado esta vida mortal. Depois de termos saído da carne, e chegado a uma compreensão da loucura que cometemos, ansiaremos por uma chance de voltar àquele corpo, para trazê-lo à sujeição. ¶
Embora seja possível que os homens se arrependam e vençam na vida vindoura, este é o melhor tempo, esta é a hora. Talvez não encontremos, em nossas experiências futuras, oportunidade de nos arrepender, e fazer com que a carne se submeta ao evangelho tão prontamente quanto nesta vida presente. Aquele homem que não venceu seu temperamento, que se enfurece contra sua esposa ou filhos, deve se dominar; não pode entrar na presença de Deus em tal condição. Aquele homem ou mulher que não venceu o pecado da avareza, e não responde nesta vida à lei do dízimo de Deus, não pode receber a confiança das maiores riquezas da vida eterna. Aquele homem que cobiça as riquezas do mundo, e rouba o que não lhe pertence, deve se arrepender, se dominar, e fazer restituição, pois nenhum homem desonesto pode entrar no Reino de Deus. Aquele homem que não controlou suas paixões, e se dominou, até ter pleno controle e poder até mesmo sobre os pensamentos de sua mente, não terá permissão para se associar com os que são puros e santos. Aquele homem que pensa que pode escapar dos tormentos e aflições da vida bebendo bebidas alcoólicas, tomando morfina, ou cometendo suicídio, está tristemente enganado; terá um terrível despertar. Como disse Jó: "Se eu descer às profundezas do inferno, Senhor, tu ali estás." Teremos de olhar para nós mesmos exatamente como somos, e nos moldar como desejamos ser. Há apenas uma maneira pela qual qualquer homem ou mulher pode se livrar daquelas coisas que afligem sua vida, por causa de suas transgressões, e é preencher, todos os dias, sua vida com atos de bondade, dominar o eu, e prestar completa obediência às leis do Evangelho. O remorso então será apagado, será substituído pelas flores que florescerão na mente e no coração, em razão do domínio que foi alcançado. O Senhor disse: "Bem-aventurado aquele que vencer, pois a ele todas as coisas serão dadas, e eu serei seu Deus e ele será meu filho." ¶
A satisfação dos desejos da carne carece de doçura e alegria; dá apenas prazer transitório, e deixa uma picada duradoura. O homem ou a mulher que domina o eu, que vence o mal, obterá sua recompensa no reino celestial de Deus, e receberá glória e exaltação, enquanto aqueles que negligenciam as oportunidades desta vida talvez tenham de esperar dez mil, ou um milhão de anos, tentando vencer os tristes efeitos de sua negligência. Irmãos e irmãs, todos temos fraquezas que devemos vencer. Ao dizer isto, creio de todo o meu coração que estou falando ao melhor povo da terra. Creio que não há povo no mundo que tenha dominado e vencido as fraquezas mortais tão bem quanto nós. Mas quero ver esse domínio mais completo. Quero ver os filhos daqueles que abandonaram os pecados do mundo, que deixaram de usar chá, tabaco, café e bebida alcoólica, aproveitarem-se do exemplo dos pais e mães, para que assim cada geração se torne mais perfeita, até alcançarmos aquilo que Deus determinou que devemos alcançar. ¶
Que Deus nos ajude a ser não apenas o melhor, mas um povo perfeito, aceitável à vista de Deus, para que, no dia em que o Filho de Deus vier habitar entre os homens sobre a terra, nos encontre, a nós e a nossa posteridade, vivendo em completa conformidade com o Evangelho do Senhor Jesus Cristo. Então veremos Sua face, e habitaremos em Sua presença. Que Deus conceda que esta seja nossa feliz sorte, é o que peço, em nome de Jesus. Amém. ¶