Pulpit

A Fé Viva dos Santos dos Últimos Dias

Sylvester Q. Cannon

Conferência Geral de Abril de 1912·Reunião ao Ar Livre do Terceiro Dia·1912-04-07

(Da Presidência da Estaca Pioneer.) Esta é uma experiência nova para mim, meus irmãos e irmãs e amigos, dirigir-me a uma reunião ao ar livre. Tive o privilégio de realizar duas missões em terras estrangeiras, mas, em ambos os casos, foram em campos onde a pregação ao ar livre não é permitida. Assisti a apenas uma reunião ao ar livre durante minhas experiências missionárias, e não tive, naquela ocasião, oportunidade de me dirigir aos presentes. Regozijo-me no espírito desta reunião, e confio que serei capaz de dizer algo que seja de natureza edificante para os presentes.

Enquanto cantávamos o primeiro hino esta tarde, minha mente foi levada a refletir sobre as condições sob as quais aquele hino foi escrito, e também as condições que prevalecem hoje, em comparação com aquele tempo — o hino "Vinde, Vinde, ó Santos, Sem temor de labuta ou trabalho, Mas com alegria segui vosso caminho." Este hino foi escrito em circunstâncias, como a maioria de vós sabe, em que o povo, do qual fazemos parte, se encontrava em uma situação de caráter desesperador. Haviam sido espoliados de seus bens, haviam sofrido privações, haviam sido expulsos de seus lares; muitos de seus amigos e parentes haviam falecido como resultado das perseguições que tiveram de suportar; e estavam em meio à privação, à doença e ao sofrimento, no meio do inverno. Wm. Clayton, que pertencia à Igreja naquele tempo de profunda aflição, escreveu este hino como um encorajamento aos Santos para se prepararem para a emigração a este país, então um deserto.

Ora, ao considerar as condições que nos cercam aqui, e o progresso que foi feito, fui levado a refletir sobre o poder da fé nos corações daqueles que faziam parte desta Igreja naquele tempo. Fui levado a refletir sobre a declaração de Paulo, contida no capítulo onze de sua epístola aos Hebreus, onde diz: "Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se veem"; e, nesse capítulo, ele prossegue a ilustrar o poder da fé. Lerei apenas algumas das declarações que ele faz nesse capítulo. "Porque por ela (a fé) os antigos alcançaram bom testemunho. Pela fé, entendemos que os mundos foram criados pela palavra de Deus, de maneira que aquilo que se vê não foi feito daquilo que é visível — Ora, sem fé é impossível agradar a Deus; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam." Ele prossegue, falando da fé de Noé, Abraão, e todos aqueles que foram homens fiéis à vista de Deus, homens que realizaram coisas para o progresso de Sua obra, e que foram homens poderosos da antiguidade. Ora, cremos que um sistema de fé ou religião que não seja capaz de influenciar e estabelecer, nos corações de seus devotos, uma fé viva, uma fé suficiente para capacitar as pessoas a suportarem todas as coisas, a sacrificarem todas as coisas, pelo amor àquela religião, pelo amor a Deus, e a sacrificarem, se necessário, suas próprias vidas, não é suficiente para trazer homens e mulheres à salvação. É necessário que as pessoas tenham uma fé suficiente para capacitá-las a fazer tudo, a sacrificar, se fosse necessário, tudo o que possuem, pelo amor à verdade, pelo amor a Deus, a fim de que possam obter Seu favor e bênção.

Cremos que, para obter a salvação, é necessário que os homens tenham a ideia de que Deus de fato existe, que os homens tenham a compreensão e a certeza de que o curso de vida que estão seguindo está de acordo com a vontade de Deus. Se os homens têm essa compreensão, essas ideias, então estão a caminho da salvação. Ora, se os homens têm a crença de que Deus existe, também devem ter uma ideia de Seu caráter, Sua perfeição, e Seus atributos; devem compreender que Deus é, de fato, um Deus de misericórdia, de justiça, de onipotência, que Ele ama Seus filhos, que Ele é imutável, o mesmo ontem, hoje e para sempre, que Ele deseja que todos os homens venham a Ele, e vivam de acordo com Sua vontade, para que possam obter Seu favor e bênçãos.

Se os homens compreendem que Deus deu a conhecer, em várias ocasiões na história, Sua vontade, e Se empenhou em enviar homens por Ele autorizados a proclamar Sua vontade, a dar a conhecer aquilo que Ele deseja da humanidade, a chamá-los a viver de acordo com ela, podemos então perceber que é necessário que os homens se empenhem em submeter sua própria vontade, desejos e inclinações à vontade de Deus. Se o fizerem, seguirão um curso de vida em harmonia com a vontade do Senhor, de acordo com os mandamentos que Ele deu a conhecer; e, seguindo esse curso ao longo de suas vidas, eventualmente obterão a salvação na presença de Deus, nosso Pai Eterno.

Se a humanidade chega à condição mental de sentir-se segura de que Deus vive, então compreende que pode adorá-lO, pode compreender Seus atributos, Seu caráter e perfeições, pode aproximar-se dEle, e é capaz de pedir-Lhe bênçãos, e buscar viver de acordo com aquilo que sente que Ele deseja. À medida que crescem em fé, à medida que desenvolvem uma fé viva, serão capazes de sacrificar tudo o que possuem pelo amor ao Senhor, por causa do fato de terem a certeza de que Ele está disposto a abençoá-los; e, por meio dessa fé e devoção, obterão a salvação.

Os Santos dos Últimos Dias aceitaram uma fé que é, de fato, esta fé viva. Ela requer, dos homens e mulheres, o sacrifício, se necessário, de suas posições, pelo amor a Deus e para o benefício de Sua obra. Nós a aceitamos com esse entendimento. O Evangelho de Jesus Cristo, em todos os tempos, em todas as eras em que esteve na terra, das quais temos algum registro na história sagrada, tem exigido dos homens e mulheres que se entreguem inteira e completamente ao serviço do Senhor, que estejam dispostos a submeter seus desejos, sentimentos e inclinações à vontade do Senhor, e a se empenharem em fazer Sua vontade, tal como Ele a deu a conhecer. O maior exemplo desta doutrina é o próprio Salvador, o Filho Unigênito do Pai, que veio à terra para fazer a vontade do Pai. Ele estava disposto a Se submeter, ainda que fosse um membro da Divindade, a fazer aquilo que Deus, o Pai Eterno, Lhe havia dado para fazer. Ele veio à terra e realizou uma missão maravilhosa, a missão para a qual foi chamado a realizar, a expiação. Embora fosse livre para fazê-lo ou não, conforme Sua escolha, Ele estava disposto, na hora do sofrimento, exatamente a hora em que o maior sacrifício tinha de ser feito, a dizer: "Não se faça a minha vontade, mas a tua." Ele realizou aquela expiação; Ele bebeu aquele cálice de amargura. Ele passou pela morte, e por um sofrimento como os homens jamais suportaram na terra, e ressuscitou dentre os mortos sem que Seu corpo tivesse visto a corrupção. Ele ressuscitou para a vida eterna, e triunfou sobre a morte, e Se tornou o mediador entre os homens e Deus, pelo qual os homens também, seguindo Seus passos, esforçando-se por viver como Ele viveu, e observar os princípios e doutrinas que Ele estabeleceu, podem também vir a Deus e andar no caminho da salvação. Pela perseverança nesse curso, os homens e mulheres obterão a salvação na presença de nosso Pai.

Esta doutrina da Igreja dos Santos dos Últimos Dias é, de fato, uma fé viva, fundamentada nos princípios de que falei. É necessário que os homens tenham a ideia de que Deus de fato existe. Temos abundantes evidências, antes mesmo de nos filiarmos a esta Igreja, de que Deus existe, provenientes de várias fontes. Temo-la da tradição, temo-la da história sagrada, temo-la de evidências naturais. Podemos também, em nosso próprio ser, sentir que, na medida em que vivemos na terra e temos existência, há alguém acima de nós que é poderoso, por quem todas as coisas foram criadas, e sob cuja mão orientadora todas as coisas são reguladas e controladas. Podemos compreender a existência de um Ser Supremo, ao investigar os princípios do Evangelho, tal como Jesus os ensinou, e tal como são ensinados na Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Podemos, assim, obter uma compreensão da natureza eterna de Deus, de Seus atributos, perfeições e ser. O Evangelho nos ensina que, de fato, fomos criados à Sua imagem, que vivemos antes de virmos aqui, em espírito; que existiremos depois de deixarmos esta terra, e seremos recompensados de acordo com os atos praticados no corpo.

Ora, os princípios e doutrinas da Igreja de Cristo, tal como declarados pelo Irmão Eckersley, são claros e facilmente compreendidos. Esta é a essência do que desejo dizer: todo princípio, toda ordenança, toda doutrina promulgada pelos Santos dos Últimos Dias está inteiramente em harmonia com, de fato, é exatamente a mesma que foi pregada pelo Senhor Jesus Cristo e Seus apóstolos. Estão em exata harmonia com todo princípio contido nesta Santa Bíblia; todo princípio e toda doutrina em que cremos pode ser demonstrado, pelo próprio livro, ser correto e de acordo com a Bíblia.

Aos discípulos do Salvador foi dito, quando Ele os deixava, depois de ressuscitado, que fossem "por todo o mundo e pregassem o evangelho a toda criatura; quem crer e for batizado será salvo, e quem não crer será condenado, e estes sinais seguirão os que crerem: em meu nome expulsarão demônios. Porão as mãos sobre os enfermos, e eles serão sarados." E muitos outros sinais, dos quais Ele falou, deveriam seguir aos que cressem; deveriam receber esses dons e bênçãos de acordo com sua fé. Os Santos dos Últimos Dias creem nessas coisas; creem que Deus é o mesmo ontem, hoje e para sempre. Creem que as doutrinas que o Salvador ensinou são e eram os verdadeiros princípios da vida eterna, e que, para serem salvos, os homens devem aceitar esses princípios e obedecê-los, em todo período da história do mundo, se quiserem obter a salvação. E devem ser ensinados nesses princípios. Esses princípios devem ser declarados, e essas ordenanças realizadas, por homens devidamente autorizados pelo Senhor, para que possam ser reconhecidos e selados no céu por nosso Pai Eterno; caso contrário, de nada valem. Repito, não são eficazes, a menos que estejam de acordo com Sua vontade, e sejam realizadas por aqueles devidamente enviados e autorizados a realizá-las. Os Santos dos Últimos Dias aceitaram esses princípios. O Profeta Joseph Smith, de quem ouvimos falar nesta tarde, e em quem cremos ter sido um profeta do Senhor, recebeu-os do céu, por revelação de Deus, e os princípios que ele ensinou estão inteiramente em harmonia com os princípios contidos nas Escrituras. Essa harmonia é evidência de que os princípios que ele ensinou foram revelados do céu. Joseph Smith não era, por si mesmo, mais qualificado do que qualquer homem não inspirado, para compor um sistema de religião que correspondesse, em cada particular, às doutrinas, princípios e ordenanças que o Salvador ensinou e estabeleceu, e que foram promulgados por Seus apóstolos após Sua morte e ressurreição.

Todo princípio, doutrina e ordenança nesta Igreja visa o aperfeiçoamento, o desenvolvimento da humanidade, e há nela princípios, doutrinas e mandamentos para o aprimoramento de todos os aspectos do caráter humano. Isso, por si só, é para mim um testemunho da divindade desta obra. Entre outras coisas, o povo chamado Santos dos Últimos Dias recebeu o que é chamado de Palavra de Sabedoria. Foi revelada ao Profeta Joseph Smith muitos anos atrás, muito antes de o mundo, ou mesmo os homens instruídos, exceto em poucos casos, terem declarado o dano que adviria ao corpo humano por causa da indulgência no tabaco, nas bebidas fortes e em outros produtos de natureza narcótica e estimulante. O Profeta Joseph Smith declarou que essas coisas eram prejudiciais; recebeu essa palavra do Senhor por revelação. Defendeu a moderação em todas as coisas, a temperança em tudo; que os homens não deveriam ir a extremos em nenhum particular, mas se esforçar por ser moderados e comedidos em todas as circunstâncias. Descobrimos hoje que os homens estão passando a aceitar e defender os mesmíssimos princípios que foram declarados muitos anos atrás por revelação do Senhor. Recentemente, tivemos em nosso meio uma renomada autoridade em saúde, no corpo humano, naqueles princípios que compõem homens e mulheres saudáveis e fortes. Se algum de nós, que somos crentes nas doutrinas do Evangelho, tivesse fechado os olhos, e não soubesse quem estava falando, teríamos declarado que ele estava ensinando as doutrinas do "mormonismo" a respeito das coisas que dizem respeito ao corpo; porque ele proclamava princípios que têm sido familiares aos Santos dos Últimos Dias há muitos anos. Estão agora começando a ser compreendidos pelo restante do povo do mundo como necessários para o bem-estar humano.

Os Santos dos Últimos Dias creem na virtude, na moralidade. Compreendemos que homens e mulheres não podem permanecer verdadeiros, não podem ter uma fé viva em Deus, se são imorais, se são não virtuosos em pensamento, em palavra, ou em ação. É necessário que sejamos verdadeiros e puros a fim de obter as bênçãos do Senhor, a fim de que o Espírito de Deus possa estar conosco e nos inspirar. Cremos nessas coisas; sabemos dessas coisas. Sei, e desejo testificar a todos os presentes, que homens e mulheres não podem permanecer nesta Igreja, a menos que sejam puros, a menos que sejam virtuosos, a menos que sejam íntegros em moral e em tudo o mais. Homens e mulheres apostatarão da Igreja se se tornarem não virtuosos. É um dos princípios deste Evangelho que devemos viver vidas puras; a menos que o façamos, não podemos ser templos do Espírito Santo.

Cremos, como Santos dos Últimos Dias, na lei do dízimo. Os líderes desta Igreja têm sido acusados de mau uso dos fundos pagos como dízimo pelos Santos dos Últimos Dias, porque ensinam essa lei, que foi revelada ao Profeta Joseph Smith muitos anos atrás. Esses críticos não compreendem o fato de que praticamente todo o dinheiro assim pago pelos Santos dos Últimos Dias lhes é devolvido de maneira que se beneficiem dele. Aqueles presentes em uma reunião no Tabernáculo, na outra noite, ouviram declarações lidas a respeito do dinheiro gasto na obra que está sendo realizada por esta Igreja para o benefício do povo. Mostrou-se que, de 50 a 90 por cento de tudo o que é doado pelos Santos dos Últimos Dias, retorna a eles, em suas várias estacas e alas, para seu próprio benefício. Mostrou-se também que, além disso diretamente, havia uma quantia muito grande de dinheiro gasto em benefício daqueles que necessitam de caridade, que sofrem, ou que carecem das necessidades da vida. Mostrou-se também que uma quantia muito grande é gasta, ano após ano, para fins de educação entre os Santos dos Últimos Dias, para ensinar a nossos jovens princípios que contribuem para o desenvolvimento de homens e mulheres educacionalmente, e também em teologia, na compreensão dos princípios do Evangelho. Cremos em ensinar teologia em nossas escolas, bem como outros princípios pertinentes à vida, que fazem parte da educação apropriada da humanidade. A Igreja está auxiliando, por meio de seu fundo de dízimo, na realização de uma obra maravilhosa por meio do trabalho missionário — uma obra como nunca se viu sobre a face da terra. Foi tomada como ideal por muitos dos ministros no mundo hoje. Conheço muitos homens proeminentes, em várias igrejas, que apontam para o sistema missionário dos Santos dos Últimos Dias como sendo o sistema ideal, porque é o sistema que foi incutido e estabelecido pelo Salvador quando esteve na terra, quando enviou Seus discípulos e lhes disse: Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho sem dinheiro e sem preço. Pregai o Evangelho livremente a toda a humanidade; e aquele que crer no Evangelho e estiver disposto a submeter sua vontade ao Senhor, e desenvolver fé em Deus, e submeter-se a fazer a vontade de Deus, receberá um testemunho disso, e obterá a salvação por meio da perseverança nele.

A obra em que estamos empenhados é de tal natureza que é construtiva. Não é meramente um sistema de princípios ou teorias, mas desenvolve, como afirmei, uma fé viva nos corações do povo, pela qual estão dispostos a ir, se necessário, aos confins da terra para realizar aquilo que lhes é dado a conhecer como sendo a vontade do Senhor. Jovens e moças têm sido chamados a deixar seus lares para irem a todas as partes do mundo pregar o Evangelho, a passar dois, três, ou mais anos nesta obra, às suas próprias custas, sem receber ajuda monetária da Igreja, sacrificando seu tempo e recursos, e deixando famílias para esse propósito. Assim têm feito, e testificam a centenas de milhares de pessoas da divindade desta obra. O povo deixou seus lares do leste, tendo sido expulso deles, por perseguição, para um deserto a mil milhas da civilização, e, em meio àquele deserto, desenvolveu e estabeleceu um sistema de vida comunitária sem paralelo em nenhum lugar do mundo hoje, uma vida comunitária muito elogiada pelo povo em toda parte. Se levarmos isso à sua condição ideal, como eventualmente faremos, será de fato a perfeição e o ideal que todos os povos poderão apontar com elogio. O povo tem sido construtivo em seu caráter, como resultado da fé que abraçou, e trabalha em unidade e harmonia. O povo foi capaz de resolver diferenças quando todos eram de uma só fé; havia poucas contendas; tudo era arbitrado. Os tribunais faziam muito pouco no sentido de resolver dificuldades. Eram resolvidas pacificamente, sem custo, e sem ressentimentos uns para com os outros, porque o povo estava unido. Essas coisas são evidências do fato de que isto é mais do que um mero sistema de teorias. É um sistema de vida. Inclui princípios pelos quais homens e mulheres podem aprender a viver; e essa é a razão e o objeto de nosso ser, que aprendamos a viver na terra como o Senhor deseja de nós, para que saibamos como viver na eternidade, quando deixarmos esta existência.

Regozijo-me, meus irmãos e irmãs, no testemunho da verdade. Sei que esta obra, estabelecida sob direção divina por Joseph Smith, foi e é, de fato, "o poder de Deus para a salvação" de todos os que nela crerem e a obedecerem. É um sistema pelo qual homens e mulheres podem vir a conhecer o Senhor, e obter um testemunho em seus corações de que é verdadeira, de que é divina, de que Deus estabeleceu esta obra para permanecer, perdurar e continuar, para preparar o caminho para a vinda do Senhor Jesus Cristo. Sei também que não somente Joseph Smith foi um profeta do Senhor, que não somente foi autorizado por Deus a estabelecer esta obra na terra, mas que todo homem que o sucedeu na presidência da Igreja, todo homem que foi chamado a trabalhar no ministério e no Sacerdócio, tem sido dotado de poder do alto, na medida em que se empenhou em trabalhar de acordo com a vontade do Senhor. Sei que esses homens que sucederam ao Profeta Joseph Smith nesta Igreja, como profetas, videntes e reveladores, têm sido e são, de fato, homens inspirados. Regozijo-me pelo fato de que este é o caso, de que esta obra tem continuado, de que não houve interrupção na sucessão legítima na presidência desta Igreja, e de que temos hoje, à frente da Igreja, um homem que é, de fato, inspirado pelo Senhor, dotado do alto, investido de poder por nosso Pai Celestial para dirigir esta obra; e com ele estão doze apóstolos, também inspirados pelo Senhor.

Regozijo-me no testemunho que tenho, porque sei que esta obra é verdadeira. Nasci de pais que eram membros desta Igreja, e fui ensinado, desde minha juventude, a buscar o Senhor em oração. Recebi testemunhos ao orar ao Senhor, evidências da divindade desta obra. Recebi resposta à oração de acordo com a fé que exerci. Fui ensinado por meus pais a ser puro e virtuoso, e sei que esses mesmos princípios são incutidos nos corações de todos os rapazes e moças Santos dos Últimos Dias, à medida que crescem, para que permaneçam verdadeiros, e puros, e virtuosos diante de Deus, e, assim continuando, possam obter a salvação na presença de nosso Pai.

Oro para que Seu Espírito nos acompanhe, para que todos os presentes, se estamos convertidos à divindade desta obra, procurem vivê-la dia após dia, hora após hora, ano após ano, e se esforcem por tornar nossas vidas melhores de um dia para outro, de um ano para outro, para que progridamos nos princípios da vida eterna; e, se ainda não estamos convencidos de que esta obra é verdadeira, que façamos como nos foi pedido pelo Apóstolo Paulo: "Examinai todas as coisas; retende o bem." Buscai e investigai esses princípios; se são verdadeiros, valem mais do que a própria vida. Esta religião é uma força viva no mundo, e continuará a sê-lo.

Que o Senhor nos abençoe e ajude a sermos fiéis a esses princípios, peço em nome de Jesus. Amém.

Como citar este discursoSylvester Q. Cannon, “A Fé Viva dos Santos dos Últimos Dias”, Conferência Geral de Abril de 1912, Reunião ao Ar Livre do Terceiro Dia (1912-04-07). Pulpit Vault, 1912-04-35-sylvester-q-cannon-remarks-35. Tradução desta edição, por método de glossário, archive.org.Pulpit Vault, edição de 23 de setembro de 2026 (commit 4bdc6ac627).