Condições para um Batismo Aceitável e o Dever dos Mestres
Francis M. Lyman
Meus amados irmãos e irmãs, confio que o mesmo bom espírito que acompanhou os oradores ontem esteja conosco esta manhã, e durante todas as sessões da conferência. Ficamos muito satisfeitos com as ¶
observações de nossos irmãos ontem, e sem dúvida fomos novamente lembrados das doutrinas que nos reuniram, e que, com o espírito que as acompanhou, tão completamente estabeleceram este povo. Vejo diante de mim, estou convencido, alguns dos mais escolhidos e mais fiéis dos Santos dos Últimos Dias; homens e mulheres que foram plenamente provados, bem experimentados no plano de vida e salvação, o povo que geralmente está conosco nestas ocasiões. Passou-me pela mente, ontem, o pensamento de quão precioso seria se todos os Santos pudessem reunir-se conosco, se todos pudéssemos estar juntos, e todos tivéssemos o privilégio de desfrutar do mesmo espírito que desfrutamos nestas ocasiões. Isso não é possível, mas impressiona-me com a importância da responsabilidade que recai sobre os irmãos e irmãs que de fato se reúnem, e podem estar aqui, e sempre estarão aqui, enquanto viverem; a mesma classe, isto é, a mesma porcentagem do povo de todas as estacas de Sião, e representantes das missões, e irmãos e irmãs que carregam responsabilidade na Igreja. Ouvimos ontem algumas das excelências do evangelho de salvação, os princípios de verdade que se recomendam a todo povo honesto cujos ouvidos e corações estão abertos para receber a palavra, e sem os quais princípios somos avisados de que os homens não podem ser salvos. Todos nós nos lembramos daquela expressão do Apóstolo Paulo, a respeito do princípio da fé, que penso ter, sem querer, iludido de modo geral o povo cristão no mundo, pois ele declarou que "sem fé é impossível agradar a Deus." Naturalmente, tomou-se isso como significando que, com fé, o Senhor pode ser agradado, e isso somente com fé. Mas viemos a compreender que a fé, a fé genuína e viva, produz o princípio muito importante do arrependimento, e que, sem arrependimento, não é possível agradar a Deus. Sem o batismo para a remissão dos pecados, não é possível agradá-Lo. Sem o dom do Espírito Santo, não é possível agradá-Lo. Mas, com estes grandes e superiores, e primários princípios no evangelho de vida e salvação, descobrimos e temos provado em nossa vida que os homens podem ser salvos. ¶
Pensei, enquanto os irmãos falavam ontem, que seria bom chamar a atenção de vós — estes irmãos — Presidências de Estaca, Sumos Conselheiros, Bispos e conselheiros, Sumos Sacerdotes e Setentas, estes homens que são considerados os professores entre o povo — para uma pequena escritura, e, ao fazê-lo, confio que vossos corações sejam tocados, confio que vossas almas sejam de tal modo abertas pela presença do Espírito do Senhor que não esquecereis esta escritura. É simples, de certo modo, mas muito importante. É uma escritura que foi dada há oitenta e um anos e meio, ontem, no dia 6 de abril de 1830, e estou convencido de que não tem tido em nosso coração todo o peso que deveria ter, por isso desejo chamar vossa atenção para ela, ou trazê-la à vossa atenção, e que fique gravada em vossa mente, pois as condições ali estabelecidas, que dão aos filhos de Deus o direito àquela ordenança salvadora do batismo, são de maior importância, creio, ¶
do que lhe temos dado. Creio que os irmãos, os Élderes no mundo, não têm sido tão cuidadosos a esse respeito, nem os irmãos em casa, os bispos que detêm a chave para abrir a porta a todos os que entram na Igreja. O bispo é o senhor da situação em sua ala, e todos em sua ala, na Igreja, que entram na Igreja, nascidos de pais Santos dos Últimos Dias, e assim por diante, todos estes estão sob os cuidados e supervisão diretos do bispo da ala. Quero que descubramos o fato de que esta Igreja, com sua ordem, sua organização, perfeição e autoridade, é planejada e disposta de modo admirável por nosso Pai Celestial para a salvação dos filhos dos homens, para seu treinamento, sua educação, e para nos preparar para a salvação em Seu reino; não apenas destinada à nossa entrada no reino, mas para manter nossa posição, comunhão e crescimento nele, de modo que, embora sejamos muito entusiasmados, muito devotos e fiéis no início, continuemos nessa condição até o término de nosso contrato com o Senhor; isto é, até o fim, e o fim é quando morremos; esse é o fim de nossa obrigação, levando-nos finalmente à presença de Deus, com nossos pecados perdoados e apagados. Ainda não estamos lá, mas chegaremos lá muito em breve, um de cada vez, ou alguns de cada vez, tal como viemos a este mundo. Esta é a escritura que desejo gravar em vossos corações, e que, quando formos para casa, possamos gravá-la nos corações daqueles que não puderam vir, oficiais e outros, para que isso ressoe nos corações e almas dos Santos dos Últimos Dias. Diz respeito à maneira do batismo, e às condições que deveriam se dar, e que devem se dar, para que possamos receber as bênçãos de salvação que buscamos; todos aqueles que se humilham diante de Deus, e ninguém mais pode ter esta bênção. ¶
"Todos aqueles que se humilharem perante Deus e desejarem ser batizados e se apresentarem com o coração quebrantado e o espírito contrito, e testificarem à igreja que verdadeiramente se arrependeram de todos os seus pecados" — isso não é uma parte deles, mas a totalidade deles — "e estão dispostos a tomar sobre si o nome de Jesus Cristo, tendo o firme propósito de servi-lo até o fim" — e já vos disse qual é o fim — servi-Lo até o fim desta provação, desta nossa vida mortal — "e realmente manifestarem" — isto é, sem qualquer engano — "realmente manifestarem por suas obras que receberam o Espírito de Cristo para a remissão de seus pecados, serão recebidos pelo batismo na sua igreja." ¶
E todos os que não se apresentam assim diante do Senhor, humilhando-se, e com estas condições, não serão recebidos nesta Igreja. Ora, se houve alguns recebidos nesta Igreja que não satisfizeram tais condições, eles estão em falta e não agradaram ao Senhor. Sua fé não foi genuína, pois a fé genuína produz o arrependimento genuíno, o batismo genuíno, um batismo proveitoso e aceitável ao Senhor, e o dom do Espírito Santo pela imposição de mãos. Ora, essa é uma condição esplêndida para as pessoas serem trazidas quando entram nesta Igreja, e o Senhor entendeu isso no dia em que esta Igreja foi organizada, tão bem quanto começamos a entender hoje. Quando assim recebemos o evangelho, quando recebemos aquela medida de fé genuína, quando obtivemos aquele dom de Deus, o arrependimento que opera a reforma e que nos coloca em condição de que nossos pecados sejam lavados — pois os pecados não são lavados sem fé e arrependimento genuínos — e o batismo não é aceitável ao Senhor a menos que essa mesma fé e arrependimento sejam alcançados por aqueles que hão de ser batizados, então o batismo de água pode seguir-se, e então o batismo de fogo e do Espírito Santo. Este é o segredo — precisamente aqui está o segredo, meus irmãos e irmãs, da força desta Igreja. É o testemunho individual e o testemunho do Espírito Santo nos corações do povo que estabelece cada homem e cada mulher em retidão, em pureza, em fé, em moralidade, em retidão e sem mácula. Quão belo é isso! Que esplêndidas doutrinas! Que grande melhora faz isso no homem natural, mortal, decaído; e o fruto disso se pode descobrir entre os Santos dos Últimos Dias hoje, em boa medida. Há espaço, é claro, para que mais sejam bons, fiéis e verdadeiros do que temos hoje, e não há dúvida de que assim será no futuro. ¶
Ora, o Senhor está satisfeito convosco. Ele está satisfeito conosco, na medida em que entramos nesta Igreja devidamente, na medida em que permanecemos na Igreja, em Sua obra, em obediência, em humildade, e em fé e devoção a Ele, como quando nela entramos. Todo homem que assim entrou na Igreja tem aquele testemunho abrigado em seu coração do Pai, o testemunho do Pai e do Filho, pois o Senhor Se declarou a nós; Ele veio a nós e testificou-nos das doutrinas que são apresentadas, que são verdadeiras. Os Santos dos Últimos Dias sabem que são verdadeiras. Sabem-no, tendo-as demonstrado e provado verdadeiras, e tendo o testemunho do Espírito do Senhor, que inspira seu coração e traz alegria e felicidade à sua alma, e nisso está a força da Igreja. Não há exércitos permanentes; não há coação; nada de natureza física é imposto aos Santos dos Últimos Dias; nenhum homem é obrigado a assumir uma posição; nenhum homem é obrigado a receber uma ordenação; nenhum homem é obrigado a trabalhar depois de ter recebido estes favores; mas são instruídos, aconselhados, trabalhados, são persuadidos, e geralmente convertidos à importância de manter sua posição e comunhão, o que os levou a entrar no reino e a manter estas condições enquanto viverem. Sentimos sua importância, e as reconhecemos entre os irmãos em casa e no exterior. ¶
Estamos muito ansiosos por que este mesmo espírito e condição desejável seja não apenas mantido pelos irmãos que presidem, pelos oficiais na Igreja, e por aqueles que estão à frente de departamentos em Sião, e à frente de missões no campo, mas que os Élderes — e todos são Élderes os que detêm o Sacerdócio de Melquisedeque; o Apóstolo é um Élder e deveria ser tratado como Élder, e não como Apóstolo; deveríeis dizer "Élder Lyman," e o mesmo a estes irmãos que detêm o apostolado. O apostolado é um termo sagrado que não deveria ser usado na linguagem comum como o usamos hoje. Não era assim em tempos anteriores, nos dias do Presidente Young. Foi depois de sua morte que os Élderes conhecidos como os Apóstolos na Igreja passaram a ser chamados assim, ou a se chamarem a si mesmos de "Apóstolos." São os Élderes, os principais Élderes da Igreja. São os Élderes que detêm as chaves do reino, e que carregam a responsabilidade do reino em casa e no exterior, sob a direção da Primeira Presidência ¶
da Igreja, e nós somos Élderes, e assim o são todos os que detêm o Sacerdócio de Melquisedeque; e acontece hoje que todos os bispos da Igreja detêm o Sacerdócio de Melquisedeque, cada um deles. ¶
Temos então o Sacerdócio Menor, o Sacerdócio Aarônico — os Sacerdotes, os Mestres e os Diáconos. Ouvimos um pouco ontem — não tenho certeza, mas penso que foi o Élder Smoot — que lançou o pensamento de que todos nós somos mestres. Se vos lembrardes e lerdes esta escritura, está bem aqui, não preciso gastar muito tempo falando a respeito dela, mas podeis estudá-la vós mesmos, na vigésima seção de Doutrina e Convênios, vereis que os deveres de um mestre são compartilhados pelo diácono. Ele deve trabalhar com o mestre, se a ocasião o exigir; e tenho descoberto, penso, em meu ministério entre o povo, que a ocasião sempre exige que o diácono partilhe com o mestre; e o dever do mestre é vigiar a Igreja sempre, e estar com a Igreja e fortalecê-la. Ora, se o Élder Smoot estava certo naquela afirmação de que todos somos mestres — e estou disposto a admitir isso — não conheço chamado ou designação mais importante e valiosa do que a de mestre. Entendo que nosso Salvador foi o maior de todos os mestres, e não foi trabalho pequeno demais para Ele prestar atenção ao ensino da palavra do Senhor, e ao treinamento do povo, e assim deveria ser, do maior ao menor, nesta Igreja; e quanto maiores forem os homens, maior a responsabilidade, e quanto mais elevados forem perante o povo, maiores mestres deveriam ser, e, de todos os mestres, os bispos das alas deveriam ser os maiores mestres nas alas. Deveriam ser homens, como Paulo, talvez por acaso, chegou a dizer numa ocasião ao falar com Timóteo, em sua carta ele disse que o bispo, entre outras coisas, depois de dizer que deveria ser irrepreensível, o bispo deveria ser sem defeito; deveria ser um homem perfeito; fazer tudo exatamente certo; mas a exortação a que me refiro é que o bispo deveria ser "apto para ensinar," dado ao ensino. Deveria ser natural para ele ser mestre, pois se houver alguma falha nos mestres, eles são seus mestres; ele os escolheu; ele os abençoou e os separou; e se forem falhos e não souberem exatamente como fazer as coisas, a censura recaia sobre o bispo da ala. ¶
Outra escritura para a qual quero chamar vossa atenção, e quero expor um pouco a escritura e estendê-la um pouco, como já tive ocasião de observar em algumas conferências, expor uma escritura e estendê-la. Ora, os pais em Sião que deixam de ensinar a seus filhos a fé no Senhor Jesus Cristo, o arrependimento e o batismo, a imposição de mãos para o dom do Espírito Santo, o pecado recaia sobre a cabeça dos pais. Ora, permiti-me estender um pouco essa escritura, de modo que não abranja apenas o pai e a mãe dos filhos, mas abranja particularmente o pai da ala, e dizer que o pai que deixa de ensinar a seus filhos a ensinar, e deixa de lhes dar instrução, e deixa de treiná-los e criá-los no caminho em que deveriam andar, para que, quando forem velhos, sejam mestres competentes — o bispo que deixa de fazer isso, com o auxílio de seus conselheiros, que são Sumos Sacerdotes escolhidos, e deveriam ser tão bons quanto o bispo — a censura recaia sobre a cabeça deles. A ¶
responsabilidade que recai sobre nós, meus irmãos, que detemos o Sacerdócio — pois quando os homens são ordenados ao Sacerdócio, o Sacerdócio Menor e o Sacerdócio Maior, quando recebem estes ofícios no Sacerdócio, isso é indicativo, torna claro para a Igreja e para o mundo que estes homens são chamados com autoridade divina, que sobre eles recai responsabilidade, que se espera que sejam trabalhadores. ¶
Sabeis, agora quero estender um pouco mais nossa prática do que temos feito. Quando queremos um presidente de estaca, queremo-lo para trabalhar; e seus conselheiros da mesma forma. Quando queremos um sumo conselheiro, queremo-lo para trabalhar. Quando queremos um bispo, queremo-lo para trabalhar. Quando queremos seu conselheiro, queremo-lo para trabalhar. Quando queremos um homem para presidir uma missão, no exterior, no mundo, queremos que ele trabalhe. Quando queremos que um Élder vá ao mundo, queremo-lo porque temos trabalho ali. Há emprego em pregar o evangelho. Queremos que ele saia porque há algo a fazer. Ora, temos caído um pouco no costume de ordenar Setentas e ordenar Élderes e ordenar Patriarcas; e os irmãos não vão trabalhar. Ora, suponde que, quando um irmão é ordenado Apóstolo, ou ordenado Patriarca, ele não vá trabalhar. Ora, ele não obtém o espírito de seu chamado. É o homem que se agarra a seu ministério e à responsabilidade que lhe é imposta que obtém o espírito de seu chamado. Assim é com um Setenta. Ele é ordenado Setenta e é só isso — apenas ordenado Setenta, ou apenas ordenado Élder, ou apenas ordenado Sacerdote, ou Mestre ou Diácono, ou qualquer um dos ofícios na Igreja, e não vai trabalhar; não há emprego para ele; o bispo não treinou assim o material em sua ala, de modo que, quando são ordenados a qualquer posição no Sacerdócio, haja emprego. Um homem deveria trabalhar. É indicativo que deveria trabalhar. Deveria ser um homem de oração, pelo menos quando recebe o Sacerdócio. Nenhum homem nesta Igreja tem o direito de receber autoridade divina do Senhor, e depois esquecê-lO. Nenhum homem tem o direito de receber o Sacerdócio nesta Igreja, e ficar em casa no dia de sábado, e não participar do sacramento. Nenhum homem tem o direito de ter o Sacerdócio se não se lembrar do Senhor e dobrar o joelho perante Ele no tempo devido; e o Senhor disse numa escritura à qual posso me referir: Aquele que não ora, que não diz suas orações, que não se lembra de suas orações perante o Senhor no tempo devido, será lembrado. Se vos lembrardes, foi isso que o Senhor disse a Sião, aos filhos de Sião, e estamos entre eles. Foi isso que Ele disse aos habitantes de Sião, um mandamento que Ele deu, de que aqueles que não orarem perante o Senhor no tempo devido serão lembrados; isto é, serão lembrados pelo bispo, ou pelo juiz de meu povo, e ele é o juiz do povo. ¶
O bispo é o juiz de cada homem, mulher e criança em sua ala, e é responsável; isto é, é responsável por cuidar deles, e por cuidar de seus próprios assuntos em sua ala, assim como o presidente da estaca deve cuidar de seus próprios assuntos em sua estaca de Sião, e não deixar nada lhe escapar. Ora, o bispo tem a obrigação de instruir cada homem que ordena, cada homem que ¶
permite ser ordenado e dirige que seja ordenado, cada homem que é chamado a qualquer posição de responsabilidade em sua ala, é dever daquele bispo, como bom pai dos irmãos, e pai do povo, instruir aquele irmão, se ele recebe o ofício de Élder a fim de ir e casar-se no Templo, para deter o Sacerdócio de Melquisedeque — é dever daquele bispo dar instruções tais que ele jamais esquecerá em sua vida, dizer-lhe que é seu dever voltar do Templo para casa, com sua esposa selada a ele pelo tempo e pela eternidade, e ser um fiel trabalhador em casa. Sempre pode encontrar algo a fazer. Tem o lar para regular. Tem a ordem de oração a regular em seu próprio lar. É seu dever oferecer oração em seu lar. ¶
Estes Santos dos Últimos Dias oram; oram de manhã e oram à noite, e essa é a hora de oração. E então oram secretamente. Pelo que oram? Ora, tive irmãos que disseram: "Se orassem por nós e nos lembrassem como vocês, irmãos, são lembrados, seria diferente. Todos nós oramos pelo Presidente Smith e pelas Autoridades Gerais. Oramos por todos estes quóruns do Sacerdócio, todos estes irmãos que presidem. Se tivéssemos o benefício de orações, poderíamos ser um bom povo como vocês são." Pensam que somos notavelmente bons, e somos bastante bons. Bem, agora, e quanto às nossas orações? Quero saber se há uma única pessoa nesta Igreja que ore mais fielmente pelo Presidente Joseph F. Smith do que ele ora por vós. Gostaria que tivésseis isso em mente, meus irmãos e irmãs que estais aqui, que não há uma família tão separada da ala, e tão distante nos campos e nas montanhas e cânions, e negligenciada e esquecida e talvez até mesmo desconsiderada pelos bispos das alas — o Presidente Smith nunca se esquece de orar por aquela família ou aquele homem; nunca se esquece de orar por aquela mulher, aquela mãe da família; nunca se esquece de orar pela menor, mais simples criança da família. Oramos por vós toda manhã. Oramos esta manhã, eu orei, orei por vós, e presumo que orastes por mim. Orei por todos; meu coração se abriu de modo que pude orar por todos os Santos dos Últimos Dias. Orei por nosso governo, nosso país. Agradeço ao Senhor pela força do país, destes grandes Estados Unidos. Oh, que bênçãos Ele nos tem concedido, por termos sido preservados, e por a Igreja estar estabelecida, e tão assentada e fixa e protegida pelo muro de força que Deus estabeleceu nestes Estados Unidos. Quão gratos deveríamos ser. Lembramo-nos de nossos vizinhos; oramos por eles; oramos por sua conversão, e damos-lhes bons exemplos. ¶
Não frequentamos os bares, não frequentamos nenhum destes males que estão ao nosso redor. Sabeis que viemos a vós com o bem em vossas estacas de Sião. Não há presidência de estaca que não tenhamos abençoado e separado e ajudado a escolher, nem um sumo conselheiro. Não houve Sociedade de Socorro, nem Associação de Melhoramento Mútuo organizada, nem quórum organizado, nem missão estabelecida em qualquer parte da terra, sem que os oficiais que presidem tenham saído com bênçãos, e com instrução nas mãos dos servos de Deus que detêm o Santo Sacerdócio. E então não os esquecemos. Oramos por eles. Oramos por eles quando partem, ¶
oramos por eles quando voltam, oramos por eles enquanto estão no exterior. Espero que os Santos dos Últimos Dias orem por nós. Espero que oreis por nós ao menos tão bem quanto oramos por vós; pois oro sempre por vós, por cada família nesta Igreja. Não há doença em lar algum sem que oremos pelos enfermos, assim como por aqueles cujos nomes às vezes são entregues, para se orar especialmente por eles. Recebemos esses pedidos por carta, às vezes — Por favor, lembrai-vos de minha esposa, minha filha ou meu filho — e oramos por eles. Chamamos a atenção do Senhor para o fato de que há doença num lar, que há calamidade ou aflição ou angústia ou tristeza em algum lugar, e desejamos que seja aliviada. Chamamos o Senhor. É isso que fazemos; e então nos comportamos bastante bem. ¶
Somos homens sóbrios, homens morais, não somos corruptos nem contaminados. Não vimos a vós com doutrinas e princípios corruptos para contaminar-vos. Fostes assim instruídos? Foi algum bispo, algum élder, algum setenta, algum departamento da Igreja prejudicado porque lhes levamos corrupção e problemas? Não, temos sido bons convosco, bons convosco o tempo todo, e vós nos alimentastes e fostes bons e amáveis conosco, e nos hospedastes, mas nunca vos importunamos. Nunca fomos inclinados a vos importunar, mas a vos defender e ajudar e instruir, e a vos repreender se fosse necessário, se estivésseis em transgressão e pecado. Temos procurado que nos ajudásseis, e vós nos ajudastes. Houve maravilhosa melhora durante a última década ou mais, duas ou três décadas, no que diz respeito ao meu conhecimento de vós, irmãos, aqui, vós, irmãos dirigentes e presidentes. Estive convosco em todas as ocasiões e sob todas as condições e circunstâncias, quando tivemos nossos problemas e pequenas contendas, e pequenas divisões, e assim por diante, e sempre vos demos bons conselhos e vos demos bons exemplos. Estes irmãos aqui nesta tribuna, que conheceis, conheceis nossos corações tão bem quanto conhecemos os nossos, e sois testemunhas; o povo é nossa testemunha em toda esta Igreja. Sabem que temos sido fiéis e verdadeiros para com eles, e que os temos ensinado a ser leais — leais a nosso governo, leais ao governo de Deus, e leais ao governo de nosso grande país, pois é o país do Senhor. Ele o estabeleceu e estabeleceu este povo. Ele reuniu o povo, não apenas os Santos dos Últimos Dias, mas Ele reuniu os oprimidos e os pisoteados e os aflitos e os humildes e mansos da terra. Deus os reuniu à terra de Sião, a terra dos puros de coração, a terra onde os puros de coração deveriam habitar, e onde todos os que ali habitam deveriam ser puros de coração. ¶
Ora, queremos que os Santos dos Últimos Dias se beneficiem, queremos que aproveiteis, queremos que leveis para casa, para vossas alas e para vossas estacas de Sião, as instruções e o espírito desta conferência, vós, irmãos que presidis, e que cuideis de vossos próprios assuntos; pois as estacas de Sião estão tão espalhadas, as alas são tão numerosas, e as Autoridades Gerais sentadas neste pequeno quadrado aqui — não são muito mais do que umas vinte — sobre quem recaem as responsabilidades de cuidar de todo o povo em casa e no exterior, e da pregação do evangelho por todo o mundo. E precisamos de vossa ajuda; queremos que sejais bons; ¶
queremos que sejais fiéis; queremos que sejais sóbrios; queremos que sejais morais em princípio, em espírito, em corpo; queremos que sejais limpos e puros e fiéis e humildes. Queremos que sejais humildes, vós mesmos, diante de Deus. Queremos que permaneçais humildes diante de Deus. Queremos que vos arrependais de todos os vossos pecados. Queremos que tomeis sobre vós o nome do Senhor Jesus Cristo. Queremos que O sirvais e O honreis. Tendo os mandamentos e observando-os será evidência positiva de que amais o Senhor, e se o fizerdes, o Senhor virá a vós. Ele vos amará, e o Pai vos amará e nos amará, e Ele virá a nós e Se manifestará a nós. Ele não Se manifestará àqueles que não Se lembram dEle, e não guardam Seus mandamentos. Aqueles que Se lembram dEle e O amam guardarão Seus mandamentos, e o guardar de Seus mandamentos é evidência positiva de que O amam. ¶
Queremos que nossos irmãos e irmãs, queremos que os Santos dos Últimos Dias amem o Senhor, e O honrem e O sirvam com pleno propósito de coração, pois queremos ser salvos; queremos que sejais salvos; queremos estar juntos quando chegarmos ao outro lado, sob condições boas e favoráveis. Seremos homens melhores lá. Talvez não pensemos que haverá muita mudança, mas seremos homens muito melhores no outro lado do que somos aqui. Nossos filhos nos amarão melhor; a esposa amará melhor o marido, e nossos vizinhos nos amarão melhor, porque as falhas e fraquezas e deficiências que se manifestaram aqui desaparecerão. Descobrimo-las todos os dias. Elas desaparecerão. São da terra, terrenas, e agiremos como homens no outro lado. Seremos melhores. Viveremos e nos arrependeremos, e nosso arrependimento, que mantemos ao longo desta vida, terá seu fruto genuíno de êxito e de alívio do pecado e da transgressão, e nossa mente será liberta de qualquer peso de pecado ou aflição que tivemos nesta vida. ¶
Estamos atravessando um mundo de pecado e aflição e perigo, e ainda assim é um bom mundo. Não quero dizer nada contra ele, e pretendo ficar aqui o quanto puder; mas é um mundo de perigo, e prova e tribulação e dificuldade para homens e mulheres, mas é possível suportarmos, é possível servirmos ao Senhor; é possível fazermos o que é certo, e nada que seja errado. Não nos é necessário fazer o mal, e queremos deixar de fazer o mal e praticar a retidão e servir ao Senhor. Que os bispos, então, os irmãos que presidem nas alas, lembrem-se destas coisas. Falo-lhes porque há mais deles aqui do que verei novamente até abril próximo. Não encontrarei muitos deles entre agora e então, possivelmente, e queremos que os bispos entrem em suas alas, e queremos que cuidem das pessoas que estão dispersas, as pessoas que vagueiam, e que não se reúnem, e que não se ajuntam nas reuniões de ala, que não são ouvidas nem vistas ali. Reuni-os, procurai-os, tentai conhecer cada família e saber o que há de errado com cada família, e chamai sua atenção para o fato de que, se não participam do sacramento, e o fazem dignamente, isso é evidência positiva de que não se lembram do Senhor. Se um homem se lembra do Senhor, guardará Seus mandamentos, e guardamos ¶
estes na medida de nosso amor a Deus. Sabeis onde estais, sem que eu tente descobrir. Não poderia, possivelmente, mesmo que tentasse, mas vós sabeis. Se estais servindo ao Senhor e guardando Seus mandamentos perfeita e plenamente, isso é evidência positiva de que amais o Senhor. Se não fazemos estas coisas, não amamos o Senhor como deveríamos, ¶
Rogo ao Senhor que vos abençoe, meus irmãos e irmãs. Testifico-vos que esta é a obra do Senhor. Nosso Pai Celestial, por meio de Seu Filho Jesus Cristo, estabeleceu esta obra e este reino. Ele trouxe o Profeta Joseph Smith e o fez profeta, e o inspirou e qualificou, e o sustentou até sua morte, até o derramamento de seu sangue. Nosso Pai Celestial fez isso por meio de Seu Filho Jesus Cristo, e estabeleceu esta Igreja, e ela está crescendo, está se espalhando, está ganhando força. Mas não haverá alguns que estão enfraquecendo? Sim, suponho que sim. Alguns estarão enfraquecendo, alguns morrerão e partirão, mas a Igreja perdurará, e nunca ficará menor do que é hoje. Ela crescerá mais forte. ¶
Tenho outro pensamento que foi expresso por um dos irmãos aqui. Vós vos lembrais. Ouvistes ontem, que dentro em pouco as virtudes dos Santos dos Últimos Dias começarão a ser proclamadas e espalhadas entre os povos da terra como um povo notável. Seremos um povo notável, pois seremos um povo sóbrio, um povo moral, um povo íntegro, um povo confiável e digno de confiança em assuntos de negócios e tudo o mais; confiável em política e governo e assuntos governamentais. Não roubaremos o tesouro, nem roubaremos ninguém, nem faremos mal a ninguém, mas seremos conscienciosos, íntegros, bons e confiáveis. Se a autoridade governamental for confiada em nossas mãos, ou nas mãos de qualquer de nossos irmãos, estará segura e não haverá desfalque. É uma vergonha para um povo ter um desfalcador. É uma vergonha para nós quando caímos em pecado. Queremos estar sempre livres destas coisas, e estar na presença do Senhor aprovados por Ele. ¶
Agradeço ao Senhor por termos sido bastante bons. Não tenho nada de mau a dizer sobre meus irmãos. Amo-os com todo o meu coração. São tão ternos comigo quanto meus próprios filhos amados, exatamente assim, e conheço meus irmãos, conheço seu coração, cada um deles, e vós os conheceis. São tão verdadeiros quanto o aço, fiéis, prontos a viver sempre a serviço de Deus; então morreremos quando não pudermos evitá-lo, mas não pretendemos morrer enquanto pudermos evitá-lo. Pretendemos ficar aqui e auxiliar na edificação do reino. Queremos ser servos de Deus. Desejamos servi-lO e auxiliar na realização de Seus propósitos na terra. Desejamos viver muito tempo e abençoar o povo. Desejamos estender as mãos sobre todo o Israel, e abençoá-lo, e nossos vizinhos incluídos em Sião; pois estamos, no momento presente, bastante misturados, e há muitíssimas pessoas boas e preciosas entre nós, pessoas boas, honestas e morais, para não falar daquelas que são de outro modo, seja entre nós, seja fora. ¶
Que os Santos dos Últimos Dias sirvam a Deus, e O amem, e O honrem, e guardem Seus mandamentos, e estejam unidos em ouvir o conselho e andar retamente perante o Senhor, e agir com justiça e propriedade em todas as ocasiões, e a respeito de todos os assuntos de toda natureza. Essa é nossa ¶
exortação, e essa é a doutrina que temos levado ao povo. Temos ido em busca dos bons e virtuosos no mundo, e chamado os homens ao arrependimento. Não queremos homens que não se arrependam. Este é o evangelho do arrependimento que nos foi confiado, que deve ser pregado a toda criatura, e aquele que crer e for batizado será salvo, e aquele que não crer, mas rejeitar a mensagem que Deus enviou, será condenado. Não há como evitá-lo. Sede puros e íntegros e conscienciosos, e amai ao Senhor, e Ele virá a vós com Seu Espírito e vos sustentará agora e para sempre, o que humildemente peço em nome de Jesus Cristo. Amém. ¶
O Sr. Edward C. Clifford cantou um solo de barítono, intitulado "Glória a Deus, que Desde os Céus Acima." ¶
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