Pulpit

A Linha Ininterrupta de Profetas

Hyrum M. Smith

Conferência Geral de Abril de 1910·Sessão da Manhã do Segundo Dia·1910-04-04

Quase noventa anos se passaram desde a abertura da dispensação da plenitude dos tempos, na qual o Pai, em pessoa, acompanhado de Seu Filho, Jesus Cristo, veio dos céus à terra em resposta à oração que Lhes fez Joseph Smith, um rapaz de catorze anos de idade. Estas divinas personagens se deram a conhecer a este rapaz, responderam suas perguntas e lhe disseram que havia chegado o tempo para a introdução, entre os homens, mais uma vez, e pela última vez, do Evangelho do Senhor Jesus Cristo, que é o poder de Deus para a salvação. Este foi um dia gloriosíssimo e resplandecente. Diz-se que foi um belo dia de primavera, um dia em todos os sentidos apropriado a tal condescendência da parte do Pai e do Filho, ao virem de sua morada celestial para consulta com Joseph Smith neste estado de existência. Mas quase imediatamente após aquela gloriosa visão, as nuvens das trevas começaram a cercar este jovem — que agora era um profeta de Deus —, pois, no momento em que declarou ter visto o Pai e o Filho, quase todos os que ouviram a declaração se levantaram em oposição a ele, e em grande objeção à sua mensagem, declarando-a falsa e proveniente do maligno, e fizeram o máximo esforço para persuadir o próprio profeta de que havia sido enganado. Não obstante, ele sabia que não havia sido enganado; e, obediente às instruções que lhe foram transmitidas pelo Salvador, continuou a fazer, tanto quanto lhe era possível, aquilo que pensava e entendia ser correto e de acordo com a vontade do Senhor. No devido tempo, o Senhor enviou de Sua presença outras mensagens a Joseph, com mais instruções e com a devida interpretação de muitas das profecias que haviam sido feitas, a respeito dos últimos tempos, pelos antigos profetas, juntamente com outras profecias e promessas de que a Igreja de Cristo seria organizada, e de que ele se tornaria o instrumento, nas mãos de Deus, na edificação da Igreja de Jesus Cristo nos últimos dias. Estas promessas e profecias foram, no devido tempo, cumpridas. O Sacerdócio Aarônico foi conferido a Joseph Smith por João Batista, que fora o precursor do Salvador em tempos primitivos, e algum tempo depois o Sacerdócio de Melquisedeque lhe foi conferido por Pedro, Tiago e João. Estes eram homens que haviam vivido, e que haviam sido valentes no testemunho de Jesus Cristo.

Haviam sido pregadores do Evangelho, e detinham o Santo Sacerdócio. Eles, à exceção de João, haviam sido mortos pelo testemunho que haviam prestado. Haviam sido ressuscitados, saído da sepultura, e haviam sido enviados pelo Pai e pelo Filho a Joseph Smith para restaurar o Sacerdócio, que era a autoridade de Deus, pela qual estas grandes profecias haveriam de se cumprir, a saber: a edificação do reino de Deus na terra, o estabelecimento da Igreja, e a abertura das portas de todas as nações para a pregação do Evangelho, para que a luz da verdade se espalhasse a toda nação e entre todo povo, a toda tribo e língua, e para que o clamor do arrependimento saísse, para que todos os homens tivessem o privilégio de ouvi-lo e a oportunidade de aceitar o Evangelho, arrependendo-se de seus pecados e tornando-se membros da Igreja, colocando-se assim no caminho, por sua obediência, para herdar a vida eterna no reino celestial de nosso Pai nos céus.

Tudo isso foi realizado, e em meio à perseguição, e a todo tipo de mal e calúnia e oposição que se voltaram contra o Profeta e aqueles que nele criam. Apesar de tudo isso, o Profeta foi capaz de cumprir sua grande missão; e durante sua breve vida — sua presidência sobre a Igreja durou apenas catorze anos — lançou os fundamentos deste grande e glorioso reino; realizou a organização da Igreja, organização que é, ao mesmo tempo, o orgulho dos santos, a glória do Senhor, e a maravilha do mundo. Foi martirizado por causa da verdade — morto por dar testemunho de Jesus. Com sua morte, a Igreja experimentou, possivelmente, o momento mais sombrio de sua trajetória. Mas apenas por um momento os santos ficaram desnorteados, apesar de sua intensa tristeza. Eram, imagino, bastante semelhantes aos discípulos do Senhor Jesus Cristo, quando viram seu mestre, seu guia e seu Deus crucificado na cruz. Foram embora entristecidos, e declararam que haviam esperado que este homem "fosse ele o que redimisse Israel." Ficaram, por algum tempo, envoltos em dúvida, em trevas, e em muito grande decepção. Assim também estavam os Santos dos Últimos Dias com o martírio do Profeta e de seu irmão, o patriarca desta dispensação. Ficaram perturbados por um curto tempo. Não estavam, contudo, em dúvida quanto a ter aquele homem sido um profeta do Senhor, e o restaurador do Evangelho. Para que não caíssem em dúvida, o Senhor não os deixou, mesmo neste estado de ansiedade, por muito tempo. Ele levantou aquele que haveria de receber a autoridade e o manto do Profeta. O Presidente Brigham Young, do quórum dos Doze Apóstolos, foi transfigurado diante do povo, em sua conferência. Sabiam que o Profeta Joseph estava morto, mas quando o Presidente Young se levantou para dirigir-se a eles, viram no orador o Profeta, em estatura e em feições, e ouviram a voz do Profeta de Deus falar-lhes. Isto renovou sua fé e lhes deu coragem; convenceu-os de que Deus o havia escolhido, e ele foi por eles aceito como seu líder, e, no devido tempo, foi sustentado pelo povo como o Presidente da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, para suceder ao Profeta Joseph Smith.

Durante os dias sombrios de perseguição e violência de turbas que se seguiram imediatamente ao martírio, os santos foram expulsos de seus lares, e suas casas foram queimadas e suas propriedades destruídas. Foram expulsos no inverno, para além das fronteiras da civilização, para o deserto. O Senhor, contudo, se lembrou dos Seus, e revelou Seu propósito e vontade ao Presidente Young, e a inspiração de Seu Espírito repousou poderosamente sobre os santos, dando-lhes esperança, encorajamento e consolo mesmo naquela hora de mais profunda angústia. Guiado pela revelação de Deus, o Presidente Young conduziu o povo através das planícies, e o Senhor os estabeleceu nos vales das montanhas. O Presidente Young, em sua sabedoria e grandeza, ensinou os santos, guiou-os, instruiu-os, enviou-os ao norte e ao sul; aconselhou-os quanto à maneira e à questão de estabelecer colônias por todo o comprimento e largura desta terra. Edificou cidades, vilas e povoados, e os santos, sob sua sábia presidência, cresciam diariamente na obra do Senhor, tornando-se mais fortes e mais numerosos à medida que o tempo passava. O Presidente Young presidiu a Igreja por mais de trinta anos; e, em toda sua experiência, nunca houve um momento em que os santos, por um só instante, perdessem a fé nele como profeta, vidente e revelador da Igreja, e representante e porta-voz de Deus sobre a terra. Nem por um só momento o Presidente Brigham Young se mostrou infiel àquela grande confiança, nem se mostrou incapaz da maravilhosa responsabilidade que lhe havia descido do Profeta Joseph Smith, que fora o fundador, sob o Senhor, de Sua Igreja neste dia. Ele também suportou perseguição, assim como o povo durante sua presidência. O mundo se levantou contra ele, como se havia levantado contra o Profeta antes dele. Não obstante, através destes dias sombrios de sua triste experiência, o Senhor sustentava Sua Igreja; e depois das trevas o sol sempre brilhava mais intensamente. Quando qualquer guerra em particular movida contra o povo terminava, a Igreja se recuperava com força ainda maior, reunindo mais força, mais fé, mais inspiração, e mais poder na condução da obra do Senhor rumo à realização da redenção e da salvação dos filhos dos homens, e à difusão da verdade entre os povos do mundo.

Quando o Senhor recolheu o Presidente Young a Si, Ele já havia preparado outro homem poderoso e bom para tomar seu lugar — o Presidente John Taylor, um dos maiores e mais nobres homens desta dispensação, foi sustentado pelo povo como seu presidente. Ele também recebeu o manto do profeta de Deus. Recebeu as revelações do Senhor, e esteve em constante comunicação com Ele em tudo o que se relacionava com a edificação do reino e a difusão do Evangelho. Foi um pregador inspirador do Evangelho, um hábil escritor sobre os princípios e doutrinas da salvação, e um valente campeão da causa. O povo se uniu a ele, apoiou-o e sustentou-o. Receberam o mesmo testemunho de que ele fora escolhido por Deus e exaltado pelo Pai, como haviam recebido a respeito do Presidente Brigham Young e do Profeta Joseph Smith. Dias muito sombrios foram vivenciados durante sua presidência, dias de exílio, dias de tristeza, dias de perseguição, quando ele, com muitas das autoridades gerais da Igreja, foi caçado e perseguido por oficiais da lei, por questão de consciência, porque estavam determinados a guardar os mandamentos do Senhor, porque criam nos princípios que estavam vivendo e praticando, porque eram honestos e conscienciosos em sua crença, e não cederiam naquilo que Deus lhes havia ordenado fazer, ainda que isso exigisse ir para o exílio ou para a prisão, ou, talvez, sofrer até mesmo o martírio por causa da verdade. No final, esse foi o destino do Presidente John Taylor, pois ele morreu durante o tempo de seu exílio, quando havia sido expulso de casa, e quando muitos dos santos eram caçados e tinham de fugir para se salvar de castigo imerecido, e muitos outros haviam sido enviados à prisão. Mas, antes de sua morte, o Senhor já vinha preparando seu sucessor, como o Senhor sempre tem em preparação aqueles que serão chamados a dar continuidade à obra de Seus servos que concluíram seu trabalho.

Quando o Presidente Taylor concluiu sua missão, foi levantado o Presidente Wilford Woodruff, e ele, também, se tornou um homem maravilhoso, um homem poderoso, um homem de fé e humildade, um homem de poder, de sabedoria, de discernimento, um homem de grande inspiração, que, como os outros, viveu nos corações do povo. Todo o povo reconheceu nele o profeta do Senhor, o presidente da Igreja, o homem que detinha as chaves da autoridade e que estava à frente da Igreja, tendo sido elevado àquela posição exaltada pelo próprio Senhor, e sustentado pelos santos. Durante sua vida, foi apoiado e sustentado em todos os seus atos, e a sabedoria do Senhor se manifestou em sua nomeação. Viveu até idade avançada, cumpriu sua missão e realizou a obra que o Senhor lhe designara fazer, e partiu desta vida pranteado por todo o povo dos Santos dos Últimos Dias e por muitíssimos que não eram membros da Igreja, mas que o conheciam, e sabiam de seu valor. O Presidente Lorenzo Snow sucedeu-o, e, como todos os demais, demonstrou por sua vida que trabalhou, aconselhou e pregou sob a inspiração e a direção de Deus, o Pai Celestial. O povo o amava. Sob sua administração, a Igreja fez esplêndido progresso. Após sua morte, o Senhor colocou à frente da Igreja outro de Seus servos, que dignamente magnifica aquela grande autoridade de Presidência e no qual se encarnam o poder, a força e a sabedoria que caracterizaram a vida de todos os outros presidentes da Igreja. Ele, como eles, tem a confiança dos santos de Deus e desfruta, também, da aprovação do Senhor e das bênçãos e inspiração do Senhor derramadas sobre ele.

Ora, durante esta conferência, a octogésima conferência anual da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, testemunhamos que a Igreja cresceu mais do que nunca, que o povo se reúne em números cada vez maiores, à medida que cada conferência sucessiva chega, anual e semestralmente. Parece uma pena que muitos dos que vêm achem impossível ser acomodados ao alcance da voz dos servos do Senhor que são chamados a falar e a ministrar a eles. Parece que a Igreja terá de construir, algum dia, outro tabernáculo, pois não há dúvida de que outro edifício como este poderia ficar lotado ao extremo durante as conferências. Assim tem o Senhor abençoado os santos; Ele os reuniu nos vales das montanhas; Ele os fez poderosos. Foram obedientes; amam a verdade; compreendem a palavra de Deus; as escrituras lhes são claras. Compreendem os propósitos do Senhor nesta dispensação, e, de modo geral, estão preparados para fazer tudo o que o Senhor lhes exigir, para ir e vir, para aceitar e colocar em prática real a vontade de Deus, tal como lhes é dada a conhecer por meio da Presidência da Igreja.

Tivemos alguns dias sombrios em nossa experiência. Foi apenas alguns anos atrás que uma guerra especialmente amarga e cruel foi movida contra a Igreja, e todo esforço dentro do poder de homens malignos e conspiradores, e todo esforço que pudesse ser exercido sobre os homens pelo poder do adversário, foi usado para desacreditar o Presidente da Igreja perante o povo. O povo foi advertido contra ele. Alguns dos descendentes do Profeta Joseph Smith se encarregaram de escrever cartas de advertência ao Presidente da Igreja, nas quais ele era acusado de enganar os santos, e advertências ao povo para que se precavesse das autoridades gerais e do Sacerdócio. Disse-se ao povo que estava sendo desencaminhado. O povo — disse-se — era inocente; o povo era puro e bom; mas seus líderes eram impuros e maus. O neto do Profeta Joseph Smith veio aqui e fez grande esforço, com estas advertências, para criar discórdia e descontentamento entre os santos de Deus. Uniu-se àqueles inimigos declarados e determinados do povo que, por anos, haviam feito guerra contra os santos; esteve em constante associação e comunicação com eles, ajudou-os em sua diatribe contra o Sacerdócio, e em seus esforços para desacreditar a Presidência perante o povo. Havia alguns poucos — apenas alguns poucos tolos e instáveis entre os Santos dos Últimos Dias que não haviam sido muito fiéis, que não haviam desfrutado do Espírito do Senhor, e estes se deixaram tingir por esta loucura, e se levantaram contra os irmãos. Chamavam-se profetas, alegando ser um ou outro dos antigos profetas retornado; e por causa disso o inimigo realmente imaginou que estava fazendo grandes incursões entre o povo. Tão confiantes e seguros estavam alguns destes homens de que a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias estava prestes a se desfazer e se despedaçar, e de que haveria uma grande colheita para estes impostores, que até o presidente da assim chamada igreja Reorganizada veio a Utah com plena intenção e esperança de reunir os fragmentos e restabelecer novamente a Igreja sob sua liderança. Lembro-me tão bem: ele fez alguns discursos nesta cidade, assim como seu filho. Vieram à conferência, e se sentaram aqui entre os presidentes de estaca. Esperavam plenamente ver a Presidência da Igreja repudiada e derrotada por votação. Os Santos dos Últimos Dias estavam reunidos, como de costume, em grande número. Mas, sabeis, nenhuma das autoridades gerais tinha qualquer temor; não esperavam ver o reino de Deus destruído e a Igreja derrubada e entregue a outro povo. Sabiam melhor; o Senhor havia prometido o contrário; e assim, quando o nome do Presidente foi apresentado diante da grande congregação para seu apoio, o povo respondeu quase até o último homem, e exatamente como se fosse um só homem, tão unidos estavam. Lembro-me do presidente da igreja Reorganizada e de seu filho — como olhavam para trás, para a congregação, para ver como o povo rejeitaria as autoridades da Igreja; mas se voltaram para ver uma cena que jamais haviam visto, e que poucos de nós jamais havíamos visto antes, pois me pareceu que cada mão se ergueu um pouco mais alto do que eu jamais as vira erguer antes, e permaneceram erguidas um pouco mais de tempo do que o costume. Foram erguidas com determinação, com vontade, com uma fé que transmitia a todos os presentes o conhecimento de que estes homens de fato viviam nos corações do povo, e de que o povo sabia por si mesmo que eram servos divinamente chamados de Deus, e que Deus estava à frente desta Igreja, e não apenas os homens, mas que os homens que o Senhor havia escolhido para presidir entre o povo estavam em estreito contato com o Espírito de Deus, em comunicação constante com o Senhor.

Que decepção deve ter sido para nossos amigos reorganizacionistas, e que derrota foi para o adversário, uma derrota tão decisiva que, desde então até hoje, o inimigo mal se recuperou. Aquelas nuvens sombrias que, segundo a opinião de alguns, ameaçavam o próprio fundamento da Igreja, foram dissipadas, e o sol tem brilhado com maior glória e luz sobre o povo do que nunca, e o Evangelho tem feito maior progresso no mundo. Tem avançado mais nos diversos campos missionários. Os missionários têm tido maior poder, e o próprio povo do mundo passou a compreender mais completa e plenamente os propósitos dos élderes da Igreja que pregam este Evangelho. As centenas de milhares de pessoas que vêm anualmente a esta cidade, e são recebidas no Escritório de Informações, e são gentilmente recebidas pelos élderes da Igreja, e são cortesmente conduzidas por estes terrenos, e por estes edifícios, têm o Evangelho pregado a elas. Boa literatura lhes é dada. Vão embora com um entendimento muito melhor do mormonismo, com uma impressão melhor do povo, com mais luz a respeito dele. Vão embora com uma disposição e sentimento mais amistosos para conosco, e este sentimento levam consigo para o mundo, e está tendo seu efeito. Como resultado disso, os princípios do Evangelho estão sendo mais bem compreendidos, e mais pessoas estão investigando suas verdades. As pessoas estão sendo batizadas constantemente, às centenas, nos diversos campos missionários, e em casa os Santos dos Últimos Dias estão fortes e cheios de fé.

Frequentemente prestamos nosso testemunho da divindade da missão do Senhor Jesus Cristo, e todos temos esse testemunho. Prestamos testemunho, também, da divindade da missão de Joseph Smith, o profeta; e de que aqueles que sucederam ao Profeta são divinamente chamados e têm uma missão divina a cumprir na terra. Assim como prestamos este testemunho, gostaria, esta manhã, de prestar meu testemunho a respeito do povo de Deus, que são os frutos desta restauração e da pregação do Evangelho nesta dispensação, de que são homens e mulheres que amam o Senhor de todo o coração, mente e força, que amam a verdade e a sustentam, que amam aquilo que é reto, bom e puro, aquilo que é nobre e semelhante a Deus, e vivem por estes princípios e os sustentam no meio da terra. Presto testemunho de sua inteligência, de sua sabedoria, de sua grandeza, de sua humildade, de sua fé — de que são um povo temente a Deus, de que amam o Senhor, e amam seus semelhantes. De que honram o Sacerdócio e desejam magnificar seus chamados. Que Deus nos abençoe e continue a nos multiplicar, para que reunamos força e poder para persuadir ainda mais o mundo do fato de que Deus falou, de que Ele levantou um povo, de que Ele estabeleceu Sua Igreja e está edificando Seu reino.

Que o Senhor sempre nos mantenha verdadeiros e fiéis a estas coisas. Que sustentemos a obra de Deus e sempre magnifiquemos a nós mesmos e a autoridade do Sacerdócio, e preguemos ao mundo o Evangelho de Cristo, para que todos possam ser salvos. Que nossas orações continuem a ascender ao Senhor em favor daqueles que estão revestidos de tão grande autoridade e que estão sob tão grande responsabilidade, presidindo o povo e dirigindo a obra de Deus em todo o mundo. Sei, por mim mesmo, pelo poder do Espírito de Deus, aquele espírito de que falou o irmão Ballard ontem, o Espírito Santo, que o Senhor de fato estabeleceu esta obra e pôs Sua mão pela última vez para reunir em um todas as coisas no Senhor Jesus Cristo. Que possamos fazer nossa parte em ajudá-Lo na realização de Seus grandes e gloriosos propósitos para a salvação dos vivos e a redenção dos mortos — em nome de Jesus Cristo. Amém.

Como citar este discursoHyrum M. Smith, “A Linha Ininterrupta de Profetas”, Conferência Geral de Abril de 1910, Sessão da Manhã do Segundo Dia (1910-04-04). Pulpit Vault, 1910-04-hyrum-m-smith-the-unbroken-line-of-prophets. Tradução desta edição, por método de glossário, archive.org.Pulpit Vault, edição de 23 de setembro de 2026 (commit 4bdc6ac627).