Pulpit

Construtores e Murmuradores: Duas Classes da Humanidade

David O. McKay

Conferência Geral de Abril de 1909·Sessão da Tarde do Primeiro Dia·1909-04-04

Meus irmãos e irmãs, rogo pela assistência do Espírito do Senhor, para que as palavras que digo enquanto ocupo esta posição estejam em harmonia com Sua vontade.

Regozijei-me sobremaneira nos testemunhos que foram dados durante as sessões desta conferência. Fiquei profundamente impressionado nesta manhã com a magnitude da obra tal como nos foi apresentada pelo Presidente Smith. Fiquei impressionado também com as observações do Presidente Lund. Uma de suas frases, vou repetir. "Cada um de nós," disse ele, "deveria sentir que precisa fazer algo pela edificação do reino de Deus, seja em casa, seja no exterior." Quando o Presidente Lund expressou esse sentimento, pensei — que a grande missão desta Igreja é edificar — nunca derrubar. No Livro de Mórmon, capítulo 17 de Primeiro Néfi, está registrado um incidente que desejo ler. A pequena colônia acabara de deixar Jerusalém; obtiveram os registros; deixaram o vale de Lemuel; e estão perto da costa do mar. O historiador diz:

"E chegamos à terra a que demos o nome de Abundância, por causa das muitas frutas e também do mel silvestre; e todas essas coisas foram preparadas pelo Senhor, a fim de que não perecêssemos. E vimos o mar, ao qual demos o nome de Irreântum, que significa muitas águas.

E aconteceu que armamos nossas tendas perto da costa e, apesar de havermos sofrido muitas aflições e dificuldades, sim, tantas que não podemos escrevê-las todas, ficamos imensamente contentes quando chegamos à costa; e demos ao lugar o nome de Abundância, devido às suas muitas frutas.

E aconteceu que depois de estar eu, Néfi, pelo espaço de muitos dias na terra de Abundância, ouvi a voz do Senhor, dizendo: Levanta-te e vai à montanha. E aconteceu que me levantei e subi à montanha e clamei ao Senhor.

E aconteceu que o Senhor me falou, dizendo: Tu construirás um navio da maneira que eu te mostrarei, a fim de que eu leve o teu povo através destas águas.

E eu disse: Senhor, aonde irei a fim de encontrar minério para fundir e fazer ferramentas, com o fito de construir o navio do modo que tu me mostraste?

E o Senhor me disse onde eu encontraria minério para fazer ferramentas; e eu, Néfi, fiz um fole de peles de animais para avivar o fogo; e depois de haver feito o fole para avivar o fogo, bati duas pedras, uma contra a outra, para fazer fogo; pois o Senhor não permitira, até então, que fizéssemos muito fogo." * * * "E aconteceu que fiz ferramentas com o metal que fundi da rocha.

E quando meus irmãos viram que eu estava prestes a construir um navio, começaram a murmurar contra mim, dizendo: Nosso irmão é um tolo, pois pensa que poderá construir um navio; sim, e pensa também que poderá atravessar estas grandes águas.

E assim meus irmãos se queixavam de mim e não tinham vontade de trabalhar, pois não acreditavam que eu pudesse construir um navio nem acreditavam que eu havia sido instruído pelo Senhor.

E aconteceu que eu, Néfi, fiquei muito pesaroso por causa da dureza de seu coração; e então, quando viram que eu começava a ficar pesaroso, alegraram-se em seu coração, de maneira que se rejubilaram, dizendo: Sabíamos que não poderias construir um navio, pois sabíamos que não tinhas juízo; não podes, portanto, realizar uma obra tão grandiosa; e tu és como nosso pai, que é levado pelas tolas fantasias de seu coração; sim, ele tirou-nos da terra de Jerusalém e temos vagado no deserto por todos esses anos; e nossas mulheres têm trabalhado, e tiveram filhos no deserto e suportaram todas as coisas, exceto a morte; e teria sido melhor que tivessem morrido antes de deixar Jerusalém, do que suportar todas essas aflições.

Eis que temos padecido durante todos estes anos no deserto, quando poderíamos ter usufruído nossos bens e a terra de nossa herança; sim, e poderíamos ter sido felizes. E dessa maneira meus irmãos murmuravam e queixavam-se contra a voz de Deus, tal como expressa por meio de Seu servo Néfi."

Nesta pequena família encontramos as duas classes em que toda a humanidade pode ser dividida — os construtores e os murmuradores, ou, como Emerson aptamente o expressa, "os benfeitores e os malfeitores. A segunda classe é vasta; a primeira, apenas um punhado. Ora, raramente uma pessoa adoece sem que os circunstantes se animem com a leve esperança de que ela morra."

Desde a sua fundação, a Igreja pertence à classe dos benfeitores. Os membros desta Igreja têm sido construtores, mas o tempo todo tiveram de lutar contra a classe dos malfeitores, os murmuradores contra Deus e contra Sua palavra, tal como entregue ao mundo por meio de Seus servos. Jamais os líderes da Igreja se tornaram culpados de derrubar e infelicitar outras pessoas. Pregaram o Evangelho. Construíram a casa da verdade, e deixaram o mundo comparar sua magnificência com as casas em que o mundo vivia. Muitos milhares deixaram suas casas de adobe e vieram para a mansão do Evangelho, porque viram que era melhor. Mas a Igreja não derruba as casas de outros, antes de erguer uma mais espaçosa e mais bela, na Igreja de Cristo.

Ao Profeta Joseph Smith foi dito que as igrejas de seu tempo tinham uma forma de piedade, mas negavam o seu poder, e foi-lhe dito que esperasse, e Deus estabeleceria Sua Igreja. Passaram-se vários anos, anos de preparação, e logo o Profeta, sob a orientação e inspiração do Senhor, estabeleceu a Igreja de Cristo. Reuniram-se numa pequena sala — foi apenas uma pequena reunião de casinha. Somente a Missão dos Estados do Leste realizou, no ano passado, mais de mil e duzentas reuniões desse tipo, talvez nenhuma delas com tão pouca presença quanto a pequena reunião em que a Igreja de Cristo foi restabelecida, em 6 de abril de 1830. Mas uma poderosa obra estava sendo construída; e aqueles que se engajaram naquela obra ficaram impressionados com o fato de que sua missão era salvar, que dali em diante deveriam construir sobre a rocha da verdade. Numa revelação seguinte a essa, o Profeta enviou os Élderes a pregar o Evangelho; e estas são as palavras do Senhor, por meio dele:

"E saireis batizando com água; dizendo: Arrependei-vos, arrependei-vos, porque o reino dos céus está próximo; e deste lugar (Kirtland) saireis para as regiões a oeste, e, à medida que encontrardes os que vos receberem, edificareis a minha igreja em toda região, até que chegue o tempo em que vos será revelado, do alto, quando a cidade da Nova Jerusalém estiver preparada, para que sejais reunidos, para que sejais o meu povo e eu serei o vosso Deus."

Saíram pregando o Evangelho da salvação, comparando seus princípios e verdades com os princípios ensinados pelos homens, enfatizando as doutrinas da Igreja, mas deixando que os homens julgassem por si mesmos se a mensagem que davam era verdadeira e, portanto, para o bem da humanidade, ou se era má. Pela inspiração de Deus, milhares reconheceram os princípios salvadores ensinados por aqueles humildes Élderes. Centenas se reuniram, logo milhares, e começaram a edificar a Igreja. Acompanhai-os desde Kirtland, pelo estado do Missouri. Lede a história primitiva da Igreja, como fomos admoestados nesta manhã, e vede como os lugares áridos do oeste — pois era terra ocidental então — se tornaram férteis; como cidades surgiram onde não havia nada além de desolação. Acompanhai-os desde aqueles lares, enquanto eram expulsos à ponta da baioneta. Vede-os acampando num pântano em Illinois, e ali, num tempo miraculosamente curto, construindo a cidade de Nauvoo, o orgulho do oeste. Construtores? Sim — benfeitores da humanidade. Além de suas doutrinas — as doutrinas de Cristo, absolutamente comprovadas pelas escrituras — tomai o povo como cidadãos, como homens convivendo com seus semelhantes, e vereis que são benfeitores em todos os sentidos da palavra. Mas, não obstante suas boas obras, não se passaram muitos anos antes de estarem novamente sem lares — suas fazendas abandonadas, o grão retornando à terra porque não havia colhedores; as veredas que levavam às suas casas cobrindo-se de mato, porque não havia pés para trilhá-las; a lareira fria, porque não havia mãos para acender o fogo. Onde estavam? Novamente no deserto do oeste; mil milhas adiante deles, nada além de búfalos, índios, aridez, esterilidade. Quando visitei recentemente Omaha, estando a poucas milhas de Florence, fui fortemente lembrado das primeiras experiências de nossos pais naquele lugar, e em Des Moines, Iowa, então na fronteira. Já os ouvi contar como preparavam seus animais de tiro, atrelando uma vaca com um boi, às vezes uma vaca com um cavalo, preparando-se para fazer aquela jornada de mil milhas; para onde? Para dentro da aridez, para dentro do deserto, e ainda assim para dentro do país, sob a bandeira da União. Qual era o seu propósito? Qual era o motivo? Como disse um proeminente educador de Chicago, no outro dia: "Não pela dourada Califórnia, mas para que pudessem adorar a Deus Todo-Poderoso segundo os ditames de sua consciência; e eu os admiro por isso." Tal era o seu motivo — edificar a Igreja e preservar os princípios revelados ao homem. Arriscaram tudo; arriscaram a vida e tudo o que tinham, e estavam dispostos a suportar qualquer dificuldade — esposas caminharam cada passo do caminho nesta longa jornada; mães carregando seus bebês. Em 24 de julho de 1847, estavam aqui neste vale. O que viram? Tentai imaginar o que viram. Estas palavras farão surgir a imagem árida nas mentes dos pioneiros que estão conosco hoje — Deus os abençoe e os preserve por muito tempo entre nós, pelo que fizeram, para que ao menos possamos expressar nosso apreço por sua devoção à verdade. Viram artemísia; ouviram o uivo do coiote; viram ao longe a fumaça da fogueira índia; e o mar salgado a oeste refletindo a bela luz do sol; mas não havia lugar aparente para um lar. Não havia nada convidativo ali; de fato, haviam sido advertidos de que nada cresceria; mil dólares haviam sido oferecidos pela primeira espiga de milho que produzissem. Contudo, a poucos metros de onde hoje nos reunimos, o Profeta do Senhor disse: "Aqui construiremos uma casa para Deus." Ora, o que vemos agora? Basta olhar para a nossa cidade hoje; seu clima modificado; seus frutos inigualáveis; lares substanciais e confortáveis por toda parte; vilas e cidades prósperas. A quem devemos tudo isso? Ao povo da Igreja Mórmon, os pioneiros de 1847, e dos anos seguintes. Foram construtores, colonizadores, benfeitores de nossa nação, benfeitores da humanidade. Derrubaram algo? Destruíram? Encontraram defeitos? Não. Protegeram-se, com o motivo de poderem continuar a abençoar.

Não é apenas como colonizadores que a Igreja fez seu registro; não apenas como construtores de comunidades, mas como construtores de lares. Comparai os ensinamentos — não, não apenas os ensinamentos; pois não é todo aquele que diz, mas aquele que faz, que entrará no reino de Deus. Não basta dizer que cremos na construção do lar e na pureza do lar. O que estamos fazendo? Ide aos lares dos verdadeiros Santos dos Últimos Dias, e vede ali se a parte mais substancial da nação — o lar — não é a melhor que se pode encontrar. O laço familiar é eterno; não é um de experimento; não é um de satisfação de paixão; é uma união eterna entre marido e mulher; entre pais e filhos. Esse vínculo eterno deve ser mantido sagrado tanto pelo homem quanto pela mulher. É uma fonte de segurança? É uma bênção para a humanidade ter tais lares? A segurança de nossa nação depende da pureza e da força do lar; e agradeço a Deus pelos ensinamentos da Igreja Mórmon em relação à construção do lar, e pela impressão que pais bondosos causaram, de que o lar deve ser o lugar mais sagrado do mundo. Nosso povo é construtor de lares, e são ensinados em toda parte, desde a infância até a velhice, que o lar deve ser mantido puro e a salvo dos males do mundo; e, contudo, os murmuradores, os malfeitores, estão prontos para questionar, até mesmo negar, a pureza do lar mórmon. "O motivo era impuro," dizem, "vieram para cá para outros propósitos." São murmuradores; e a classe é vasta, que assume essa posição e ataca o lar. Bem recentemente, na cidade de Mitchell, Dakota do Sul, um reverendo irmão, que supostamente ensinava a palavra de Deus ao povo, publicou uma declaração nos jornais diários de que os élderes, vossos filhos, estão ali para minar os lares do povo de Mitchell. É ele um benfeitor ou um murmurador, um construtor ou um destruidor? Sem dúvida o faz por ignorância. Os homens se tornam murmuradores ou combatentes contra esta Igreja, por uma de duas razões: ou pelo pecado — pois o pecado odeia a verdade e a virtude — ou pela ignorância. Há muitas pessoas no mundo que nos condenam porque ignoram os fatos verdadeiros a respeito da Igreja de Cristo. O grande conforto para nós, contudo, é que conhecemos o propósito da Igreja; conhecemos a sua história — um pouco dela; não, contudo, tanto quanto deveríamos conhecer, nós, os mais jovens. Deveríamos estudá-la mais. Há inspiração na história desta Igreja. Há inspiração e verdade em ler os feitos do Profeta Joseph e daqueles associados a ele nos primeiros dias. Lede-a; estudai-a; não censureis por ignorância. Quando lemos a história da Igreja, somos forçados a reconhecer o fato de que ela tem abençoado a humanidade. Quando estudamos os princípios, descobrimos que são os princípios salvadores, tal como revelados pelo Senhor e Salvador Jesus Cristo. Que mais queremos? Não há nada feito, não há nada ensinado, sob a orientação e inspiração do Senhor, que não tenda à edificação e ao progresso da raça humana, e que não tenda à melhoria dos males que afligem a humanidade.

Ora, meus irmãos e irmãs, tanto no mundo quanto na Igreja, temos duas classes; temos os construtores, e temos os murmuradores. Que cada um pergunte a si mesmo: em qual classe estarei? Somos chamados a cumprir deveres. Sumos Conselheiros e Presidentes de Estacas são convidados a sair e edificar suas estacas e realizar outros trabalhos na Igreja. Introduzem algum plano de ação, e muitas vezes a maioria dirá: Sim, faremos isso; vamos e cumpramos os deveres para os quais a Presidência da estaca e os Sumos Conselheiros nos chamam. Mas em algum lugar ouviremos um murmurador, um criticador, que dirá: não; não podeis fazer isso. Zombam como fizeram Lamã e Lemuel; e dizem que não podeis fazê-lo. Julgando mal os motivos, alguns logo se veem ao lado de Lamã e Lemuel, em vez de ao lado de Néfi, que expressa a voz de Deus. Pode ser numa comissão auxiliar. Instruções saem da comissão geral ou da comissão da estaca, exigindo, para o sucesso do movimento, a energia unida de todos. A maioria das pessoas interessadas naquela associação unirão as mãos para construir, unirão as mãos para estar com os benfeitores, para que as crianças possam receber a luz do Espírito Santo, para que possam obter o conhecimento que é revelado nesta Igreja; mas em algum lugar haverá murmuradores; haverá criticadores. Ficai atentos a eles.

Vigiemo-nos a nós mesmos e sejamos fiéis aos exemplos estabelecidos pela Igreja e pelos irmãos e irmãs que sacrificaram suas vidas, tudo o que tinham, para edificar a Igreja e promover os princípios nela ensinados. Este aviso às vezes é expresso desta forma: "Não falai contra as autoridades." O que isso significa? Não sejais murmuradores; isso é o que significa. É uma das coisas mais venenosas que se pode introduzir no lar de um Santo dos Últimos Dias — esta murmuração contra presidentes de estacas, sumos conselheiros, superintendentes de escola dominical, presidentes de quóruns de sumos sacerdotes, setentas, élderes, sacerdotes, mestres e diáconos. São chamados a sua posição, para quê? Para se beneficiarem a si mesmos? Não; nem uma vez podeis apontar um caso nesta Igreja em que um homem tenha sido chamado para seu próprio benefício. Foi admoestado, antes de ser chamado para a posição, qualquer que fosse, de que deveria servir em algum lugar e servir a alguém nesta Igreja ou no mundo; era para abençoar alguém, alguma classe, a humanidade em geral. Essa é a missão de todo homem, desde o presidente da Igreja até o mais recente converso da Igreja. Todo oficial ocupa sua posição para edificar, para abençoar; e, como disse o Presidente Smith nesta manhã, para estabelecer a retidão, a pureza e a virtude entre a humanidade. Esse é o motivo, e, contudo, por causa de sua fraqueza, por causa, talvez, de algum pequeno defeito que vemos num oficial, começamos a murmurar e a encontrar defeitos. É melhor parar de murmurar, e edificar. Lembrai-vos de que um dos piores meios de derrubar um indivíduo é a calúnia. É uma das armas mais venenosas que o maligno usa. A maledicência e a falação maligna nos lançam na classe dos malfeitores em vez da classe dos benfeitores.

"O bom nome, em homem ou mulher, meu caro senhor, É a joia imediata de suas almas; quem me rouba a bolsa rouba lixo; é algo, é nada; Foi minha, é dele e já foi escrava de milhares; Mas aquele que me furta o bom nome Rouba-me aquilo que a ele não enriquece E a mim me deixa verdadeiramente pobre."

Neste sentido, falando da Igreja como um todo, tenho pensado com frequência que escolhemos a parte mais sábia ao responder a uma facção que deixou a Igreja nos primeiros dias, na medida em que optamos por não os derrubar ou atacá-los em público ou em particular. Chamam-se a si mesmos a Igreja Reorganizada. Ao ouvir um que veio aqui presumivelmente para ensinar a verdade, e ouvi-lo insultar e ridicularizar o Presidente Young e outros irmãos líderes da Igreja, senti-me levado a dizer: que bem faz derrubar? Por que não edificar? Dizei-nos o que tendes, e deixai que o povo então julgue qual é o melhor; é um curso muito mais sábio. Quando um homem começa a derrubar, a insultar e a perseguir, está fazendo aquilo que prejudica em vez de edificar. Nossa missão deveria ser edificar.

Mas perguntareis, não condenaríeis o mal? Sim, obedecendo e edificando as leis do que é certo. A questão em edificar é esta: É certo? É necessário que aquilo seja feito? Se for, então façamo-lo. Deus revelou a Néfi a necessidade de construir um navio. Os meios não estavam ao seu alcance, mas ele sentiu que era certo construir, e, com esse conhecimento, prosseguiu para encontrar o modo de fazer as ferramentas e construir o navio. Cometeu erros? Vacilou? Sem dúvida — do contrário, por que teriam dito seus irmãos murmuradores: "Dissemos-te que não poderias construir um navio; sabíamos que não tinhas a sabedoria"? Mas ele sabia que estava certo, e sabia que Deus o fortaleceria na construção. Esse pensamento o sustinha; apoiava-o; e ele obteve sucesso na tarefa diante dele. Assim é conosco; quando somos chamados a fazer algo, a pergunta em nossas mentes deveria ser: É isso necessário; é isso certo? Se for, então será feito, e Deus abrirá o caminho.

Edifiquemos o nosso estado; edifiquemos os nossos lares, melhoremo-los, tornemo-los atraentes e agradáveis, para que o mundo veja, por nossas vidas, que estamos aqui para beneficiar em todos os sentidos, não apenas pregando a palavra de Deus, não apenas sacrificando o que possamos ser chamados a sacrificar, mas edificando comunidades, cidades — uma nação, se necessário; e, acima de tudo, edificando o caráter, à ordem dos servos de Deus; não, à semelhança e ao padrão do próprio Senhor e Salvador. Esse é o nosso ideal; é isso que desejamos. Que Deus nos ajude, como irmãos e irmãs, a sair em nossa missão de misericórdia para abençoar a humanidade, sendo cheios de caridade uns para com os outros, para que nossos corações estejam cheios de amor uns pelos outros; com confiança uns nos outros, em nossas associações, em nossas sociedades.

Membros do sacerdócio aarônico, e membros dos quóruns do sacerdócio de Melquisedeque, temos o dever de edificar nossos quóruns; não os derrubemos por estarmos ausentes da reunião de segunda-feira à noite, ou por falta de preparação, ou por negligência do dever. Sintamos, cada um de nós, como sugerido nesta manhã, que é nosso dever fazer algo para edificar a Igreja, assim como o dever da Igreja é edificar sobre a verdade e redimir a humanidade do pecado. Homens do sacerdócio, sejamos um nesta edificação; caiamos na classe dos benfeitores; e que nenhum homem, do sumo sacerdote ao diácono, neste grande movimento de sacerdócio das segundas-feiras à noite, caia na classe dos malfeitores ou dos murmuradores. Que Deus nos ajude a cumprir o nosso dever, rogo humildemente, em nome de Jesus Cristo. Amém.

Como citar este discursoDavid O. McKay, “Construtores e Murmuradores: Duas Classes da Humanidade”, Conferência Geral de Abril de 1909, Sessão da Tarde do Primeiro Dia (1909-04-04). Pulpit Vault, 1909-04-mckay-builders-and-murmurers. Tradução desta edição, por método de glossário, archive.org.Pulpit Vault, edição de 23 de setembro de 2026 (commit 4bdc6ac627).