A Condição da Igreja e a Lei do Dízimo
Joseph F. Smith
(Discurso de abertura.) Condição de Contentamento Geral entre os Santos dos Últimos Dias.— Para que É Usado o Dízimo.— Excrescências Nocivas Devem Ser Removidas.— Sião Está Estabelecida e Permanecerá.— A Igreja Não É Liderada pelo Homem.— O Senhor Fez a Nação Grande. ¶
Meus Irmãos e Irmãs — É certamente uma grande satisfação e prazer para mim ver esta grande assembleia de Santos dos Últimos Dias, reunida aqui no dia de abertura de nossa septuagésima quinta conferência anual. Tenho o prazer de vos ver e de estar convosco; e com as bênçãos do Senhor e a influência orientadora de Seu Espírito Santo, confio que também terei prazer na oportunidade que me é dada neste momento de vos falar por um breve período. Sinto-me extremamente dependente das inspirações do Espírito à minha mente. Podeis achar estranho que eu diga que não tive momento algum para dedicar a qualquer reflexão prévia com relação ao que direi a vós nesta manhã. Apresento-me perante vós sem premeditação nem reflexão prévia quanto ao que direi. ¶
Creio que posso vos dizer com toda a confiança que, até onde alcança o meu conhecimento, os Santos dos Últimos Dias por toda esta região intermontana e o país adjacente, e até onde sei por todo o mundo, estão em excelente condição espiritual. Creio que os Santos dos Últimos Dias desfrutam hoje tanto do verdadeiro espírito de sua religião quanto jamais desfrutaram; creio que há tanta união entre nosso povo por todo o comprimento e largura da terra quanto jamais existiu na Igreja. Penso que posso dizer com confiança que há tão poucas dificuldades e problemas locais entre o povo, levados perante os tribunais da Igreja, perante os Bispos e perante os Sumos Conselhos, quanto jamais conheci antes, dentro do alcance de minha memória e conhecimento. Talvez nunca estejamos inteiramente livres de pequenos mal-entendidos entre vizinhos e membros da Igreja aqui ou ali, e é frequentemente o caso que esses pequenos mal-entendidos, surgidos entre nossos irmãos e irmãs, são levados perante os Mestres e talvez perante os Bispos para julgamento e reconciliação, mas penso que estarei justificado em dizer, e que a verdade confirmará o mesmo, que, dentro do meu conhecimento e segundo meu melhor entendimento, nunca houve, desde que posso me lembrar, menos desses pequenos mal-entendidos e dificuldades do que existem hoje. De fato, posso dizer que os mal-entendidos foram muito mais pronunciados em anos passados do que parecem ser agora. ¶
Creio que há um sentimento de contentamento geral entre os Santos dos Últimos Dias, e de satisfação em suas mentes e corações com relação à missão divina do Profeta Joseph Smith e à divindade da grande missão e expiação de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Em outras palavras, creio que os Santos dos Últimos Dias são hoje tão devotados, fervorosos e firmes em suas convicções da verdade e em seu conhecimento dela, quanto jamais foram em qualquer período da história da Igreja, desde o seu início até o tempo presente. Creio que essas declarações podem ser secundadas e confirmadas pelas autoridades presidentes da Igreja por todo o comprimento e largura da terra. Temos esses irmãos aqui diante de nós — presidentes de estacas e seus conselheiros, os Bispos e seus conselheiros e os presidentes de nossas várias missões; e estou satisfeito de que todos, sem exceção, confirmarão as declarações que fiz com relação à condição atual da Igreja. ¶
Não é só isso, mas creio que nunca houve tempo em que a condição financeira, ou temporal, dos Santos dos Últimos Dias fosse melhor ou mais animadora do que no presente. Creio que nosso povo é geralmente próspero, e estou satisfeito de que ainda há maior prosperidade reservada para eles por meio de sua contínua fidelidade. Creio que o Senhor abençoará a terra por causa deles, que Ele temperará os elementos para o seu bem, que os prosperará no trabalho de suas mãos e nos pensamentos de suas mentes; que os guiará pelo poder de Seu Espírito a toda a verdade e à posse daquelas bênçãos temporais que são tão necessárias para fazer um povo feliz, contente e abençoado na terra. Com relação a esse assunto, desejo dizer que temos, creio eu, um critério bastante correto pelo qual julgar a condição espiritual e temporal da Igreja. Os registros da Igreja mostrarão, no encerramento das contas do ano passado, que os dízimos e as ofertas dos Santos dos Últimos Dias estiveram um pouco acima do que se chamaria de média. Tivemos um ou dois anos mais prósperos no passado, a julgar por esse critério, os dízimos do povo, mas o ano passado esteve um pouco acima da média, apesar de nos últimos anos nosso povo, em muitas partes do país, ter sofrido com uma seca prolongada, na qual suas colheitas foram insuficientes e sofreram prejuízo material em seus rebanhos e manadas. Em muitos lugares a seca foi tão severa que o povo teve a necessidade de tomar emprestados recursos com os quais assegurar para si sementes de grãos para o ano presente. Quero dizer a vós, meus irmãos e irmãs, e especialmente àqueles que presidem a Igreja, que é motivo de orgulho e de satisfação para mim que a Igreja esteja em condições de auxiliar aqueles que necessitam desse tipo de assistência, e assim o temos feito. Se alguém sentir-se insatisfeito com a ação do Fiduciário e de seus conselheiros e associados em estender auxílio aos Santos dos Últimos Dias em situações de extrema necessidade como esta, sabem onde apresentar suas queixas, e eu teria prazer em recebê-los e considerar essas questões. Desejamos que fique claramente entendido que, enquanto o Senhor nos conservar nas posições para as quais fomos chamados, posições que não buscamos, mas que, pela providência de Deus, nos foram trazidas, nos consideraremos responsáveis perante Deus e perante Seu povo por prestar auxílio material e financeiro aos Santos em toda direção em que sentirmos que é necessário fazê-lo. Nosso povo no sul teve, em certa medida, o infortúnio de ver suas represas levadas por enchentes. Por uma longa série de anos sofreram seca, a terra tornou-se ressecada e árida, e quando vieram as últimas chuvas e enchentes, estas levaram algumas de suas represas, e o povo elevou a nós seus clamores por ajuda, e nós os ajudamos. Agradecemos a Deus por estarmos em condições de ajudá-los, e, no que me diz respeito, ficaria satisfeito se pudesse saber que cada dólar do dízimo que pago à Igreja é empregado em alguma boa obra deste tipo, pela qual os Santos são fortalecidos na edificação de Sião, no estabelecimento de seus povoados e em "guardando o forte", se assim o quiserdes. ¶
Além disso, tenho o prazer de dizer a esta congregação e a todo o mundo, na medida em que minhas palavras possam alcançar, que tomamos a liberdade, e tivemos orgulho, e ainda nos sentimos orgulhosos, da oportunidade que nos foi concedida, e da capacidade que possuímos para realizá-la — de prestar auxílio a muitas de nossas missões no exterior, na compra e no estabelecimento de sedes de missão e na construção de capelas nas quais possam se reunir para adorar a Deus, e às quais não terão vergonha de convidar o estranho a vir e unir-se a eles. Usamos parte dos dízimos do povo para esse propósito, e pensamos que, quando a Igreja desejar nos chamar a prestar contas de assuntos deste tipo, há uma forma pela qual pode fazê-lo, sem que isso ocasione qualquer alarido ou confusão, e confio que sem mal-entendido algum. Creio que podemos chegar a um perfeito entendimento com relação a esses assuntos. Também conseguimos comprar uma boa extensão de terra no condado de Jackson, adjacente ao local escolhido pelo Profeta Joseph Smith para um templo, a ser construído algum dia; e alguns poucos de nosso povo contribuíram generosamente de modo especial para a realização deste propósito, mas a maior parte dos recursos empregados na realização deste objetivo teve necessariamente de ser retirada dos fundos gerais de dízimo da Igreja. Por este meio também conseguimos assegurar uma elegante sede para nosso povo na missão dos Estados do Norte; conseguimos auxiliar a missão dos Estados do Sul a obter sede; e também pudemos auxiliar a missão britânica a obter uma casa e sede confortáveis, onde o "Star", que tem sido publicado por tantos anos, pode continuar a ser publicado para o avanço da obra dos Santos dos Últimos Dias e dos Élderes na missão britânica. Pudemos auxiliar amplamente na construção de uma espaçosa casa de adoração em Copenhague, Dinamarca, também em Christiania, Noruega, e também em Estocolmo, Suécia; e também auxiliamos na obtenção de sedes para nosso povo que vive em muitas das ilhas do mar. Adquirimos uma extensão de terra nas Ilhas Samoa com o propósito de reunir nossos Santos onde possam receber os benefícios da organização da Igreja, os benefícios das escolas dominicais, das associações de Melhoramentos Mútuos e da adoração no dia de sábado, e onde possam ser ensinados nas artes da indústria e da autossuficiência. Auxiliamos também nosso povo na Austrália e Nova Zelândia de maneira semelhante. E, com tudo isso, quitamos mais da metade da dívida hipotecária da Igreja; e estamos em condições, quando chegar o tempo apropriado, desde que os Santos continuem a cumprir suas obrigações em seus dízimos e ofertas, de pagar a parte restante da dívida da Igreja; quando, confio, pelas bênçãos do Todo-Poderoso, a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias verá um dia em que estará absolutamente livre de dívidas e sem obrigação para com homem algum; e não faltará muito para que essa consumação se realize se continuarmos nossa obra no futuro como a temos feito no passado. ¶
Agora, meus irmãos e irmãs, não é meu propósito prolongar muito minhas observações. Desejei referir-me brevemente a esses assuntos dos quais falei, e ocorre-me agora que, além das poucas coisas que mencionei — e não as mencionei todas — seria muito apropriado declarar que a Igreja, com uma pequena assistência do espólio do Dr. William H. Groves, conseguiu erguer nesta cidade um hospital de primeira classe, bem equipado, à prova de fogo em todos os aspectos, e igual ao melhor que provavelmente pode ser encontrado em qualquer parte do mundo. Fomos criticados por isso, isto é, fomos acusados de (hesitando) — perdoai-me se não mencionar isso, é um assunto pequeno demais. Contudo, temos excêntricos, sabeis, entre os Santos dos Últimos Dias assim como entre o povo do mundo; e de vez em quando encontramos um indivíduo completamente unilateral, que só consegue ver por um olho e apenas por um cantinho bem pequeno desse olho, também, que não é capaz de compreender mais de uma coisa por vez, que escolhe uma certa pequena mania — uma certa ideia pequena, um único pensamento, e monta nessa ideia e nesse único pensamento e começa a cavalgá-lo, e é impossível desmontá-lo de sua mania, porque sua mente não é capaz de abarcar mais do que esse único e pequeno pensamento. Temos tais indivíduos, e foi de um desses indivíduos, um desses excêntricos, que recebemos não faz muito tempo uma solene objeção contra a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias empregar quaisquer de seus recursos ou dízimo em um hospital. Era mau e errado construir hospitais, segundo sua ideia. Bem, deixaremos que tais pessoas valham o que valem; mal merecem ser notadas, e sinto que nem deveria ter mencionado o assunto; mas temos tais indivíduos entre nós, mais ou menos. Temos uma variedade de criaturas curiosamente formadas que se levantam entre nós ocasionalmente, cheias do espírito do mal e de ódio para com a verdade e o povo de Deus. É apenas natural que assim seja. ¶
Ocorre-me algo assim: que o corpo da Igreja é comparado ao corpo de um homem, e sabeis que os homens às vezes têm seu organismo um tanto perturbado — isto é, às vezes são picados por pulgas. Pulgas os picam e mosquitos os picam e causam pequenos inchaços que surgem em seus rostos e mãos. Às vezes têm furúnculos, carbúnculos, tumores sebáceos e outras excrescências, que precisam apenas da aplicação do bisturi para deixar sair delas o humor, ou para excisá-las do corpo, ou cortá-las fora e deixá-las ir, de modo que o corpo possa ser purificado de seus efeitos venenosos. Assim é com a Igreja. De tempos em tempos há personagens que se tornam uma lei para si mesmos e seguem a inclinação de sua própria "doce vontade" até chegarem a uma condição mental e espiritual em que se tornam uma ameaça para o corpo eclesiástico. Em outras palavras, tornam-se como um furúnculo, tumor ou carbúnculo no corpo, e é preciso chamar o cirurgião para aplicar o bisturi e cortá-los fora, para que o corpo possa ser purificado deles; e assim tem sido desde o princípio. ¶
De tempos em tempos essas condições surgem e temos de enfrentá-las, e continuarão a surgir de tempos em tempos, e teremos de enfrentá-las; mas nunca chegarão a ser mais do que uma espinha ou uma pequena ferida na superfície do corpo, e ninguém precisa se alarmar de forma alguma com as consequências. Sião está estabelecida no meio da terra para permanecer. É a obra de Deus Todo-Poderoso, que Ele mesmo, por Sua própria sabedoria, e não pela sabedoria do homem, restaurou à terra nos últimos dias, e Ele a estabeleceu sobre princípios de verdade e retidão, de pureza de vida e revelação de Deus, de modo que não pode mais ser derrubada nem deixada a outro povo, enquanto a maioria da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias permanecer em seus convênios com o Senhor e se mantiver pura e imaculada do mundo, como todos os membros da Igreja devem se manter. Então será, como Deus decretou, perpétua e eterna, até que Sua vontade seja cumprida e Seus propósitos realizados entre os filhos dos homens. Nenhum povo pode jamais prosperar e florescer por muito tempo, a menos que permaneça na verdade de Deus. Não há nada, nenhuma individualidade, nenhuma influência combinada entre os homens que possa prevalecer sobre a verdade. A verdade é poderosa e prevalecerá. Pode ser lenta na consumação de seu propósito, na realização da obra que tem a fazer, mas é e será certa; pois a verdade não pode e não falhará, pois o Senhor Todo-Poderoso está por trás dela. É a Sua Obra, e Ele cuidará para que se realize. O reino é do Senhor, e o Senhor é capaz de cuidar dele. Ele sempre cuidou dele. Quero vos dizer que nunca houve um tempo, desde a organização da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, em que um homem liderasse a Igreja, nem por um momento. ¶
Não foi assim nos dias de Joseph; não foi assim nos dias de Brigham Young; não tem sido assim desde então; nunca será assim. A direção desta obra entre o povo do mundo nunca será deixada aos homens. É a obra de Deus, deixai-me dizer, e espero que vós anoteis isso, e não esqueçais que é o Todo-Poderoso quem vai realizar esta obra e consumá-la, e não o homem. Homem algum terá a honra de fazê-la, nem homem algum jamais teve o poder de fazê-la por si mesmo. É a obra de Deus. Se fosse a obra do homem, seríamos como o resto do mundo, e não seria verdade a nosso respeito que Deus nos escolheu dentre o mundo, mas seríamos parte dele e "bons companheiros" com ele; mas é verdade que Deus nos escolheu dentre o mundo; portanto não somos dele; e por isso nos odeiam e nos combaterão e dirão toda sorte de mal falsamente contra nós, como sempre fizeram desde o princípio. E continuarão a buscar a destruição dos Santos dos Últimos Dias, e a sentir a nosso respeito no futuro como sentiram no passado. Ora, não vos esqueçais disto, meus irmãos e irmãs. Quando fordes para casa, se não tendes o hábito de fazê-lo, ou se tendes negligenciado esse dever, quando fordes hoje para casa ou para vossos lares em povoados distantes, levai convosco esta exortação: Entrai em vossas câmaras secretas — entrai em vossos aposentos de oração e ali, sozinhos ou com vossas famílias reunidas ao redor de vós, dobrai os joelhos perante Deus Todo-Poderoso em louvor e ação de graças a Ele por Sua misericordiosa providência que tem estado sobre vós e sobre todo o Seu povo desde o início desta obra até o presente. Lembrai-vos de que é o dom de Deus ao homem, que é o Seu poder e a Sua influência orientadora que realizaram o que vemos ter sido realizado. Não foi feito pela sabedoria dos homens. É apropriado que prestemos honra àqueles que têm sido instrumentos em fazer com que grande retidão se cumprisse. Eles são instrumentos na mão de Deus, e não devemos ignorar que são tais instrumentos, e devemos honrá-los como tal; mas quando nos propomos a dar-lhes a honra por realizar esta obra e tirar a honra de Deus, que capacitou os homens a fazer a obra, estamos cometendo uma injustiça contra Deus. Estamos roubando-Lhe a honra que legitimamente Lhe pertence e dando-a a homens que são apenas instrumentos nas mãos de Deus na realização de Seus propósitos. ¶
Agora, que o Senhor vos abençoe, meus irmãos e irmãs, e vos guarde em Sua santa guarda. Mas deixai-me dizer, referindo-me novamente às últimas observações, que quando fordes para casa, cuidai de observar este dever que recai sobre todos os membros da Igreja, de irdes perante o Senhor em oração. Depois, ao levantar-vos pela manhã, antes de saírdes ao mundo para vos ocupardes de vossas ocupações diárias, curvai-vos perante Deus Todo-Poderoso com o coração cheio de gratidão e com espírito de agradecimento diante Dele e para com Ele, por Sua misericórdia, que dura para sempre, e por Sua bondade amorosa, não somente para conosco como indivíduos, mas para com todo o povo e para com todo o povo de nossa grande nação. O Senhor tem abençoado o povo de nossa nação. O Senhor lhes deu a mais escolhida de todas as terras sobre a face da terra, e fez deles um povo grande e livre. Ele os abençoou com riqueza e com poder, não somente em nossa própria terra, mas com poder entre as nações do mundo. O Senhor Todo-Poderoso fez esta nação grande e continuará a preservá-la em sua grandeza, e a engrandecerá diante do mundo, enquanto o povo da nação observar leis honestas, virtude, pureza de vida e justiça igual dispensada a todos os homens. ¶
Sinto-me orgulhoso da nação da qual fazemos parte, porque estou convencido, em minha própria mente, de que não há outra nação sobre a face do globo onde o Senhor Todo-Poderoso pudesse ter estabelecido Sua Igreja com tão pouca dificuldade e oposição como Ele o fez aqui nestes Estados Unidos. Este era um país livre, e a tolerância religiosa era o sentimento do povo desta terra. Era um asilo para os oprimidos. Todo o povo do mundo foi convidado a vir para cá fazer para si lares de liberdade, e sob essas circunstâncias tolerantes o Senhor pôde estabelecer Sua Igreja, e tem conseguido mantê-la e preservá-la até este tempo, de modo que ela cresceu e se espalhou, até tornar-se respeitável — não apenas por seus números, não apenas pelos poucos anos de idade que possui, mas respeitável por causa de sua inteligência, respeitável por causa de sua honestidade, sua pureza, união e diligência, e por todas as suas virtudes. Tornou-se respeitável perante aqueles que são suficientemente inteligentes para estudá-la e que vêm a ver e compreender a verdade por si mesmos. É verdade que há aqueles no mundo tão preconceituosos e obscurecidos em suas mentes que não verão, ainda que a luz brilhe sobre eles. Fecham os ouvidos e não ouvirão, ainda que a verdade lhes seja falada, e fecham os olhos para que não possam ver, e fecham os corações para que não possam compreender. Ainda que lhes declareis a verdade, eles a negarão e a rejeitarão. Não podemos evitar isso. Deus lidará com eles a Seu próprio tempo e a Sua própria maneira, e só precisamos cumprir nosso dever, guardar a fé nós mesmos, praticar a retidão no mundo por nós mesmos, e deixar os resultados nas mãos Daquele que sobrepõe todas as coisas para o bem daqueles que O amam e guardam Seus mandamentos. ¶
Que a paz esteja e permaneça em vossos corações. Que a união que até aqui tem caracterizado nossas associações continue entre nós. Que nosso povo continue em seu amor pela verdade e em seu amor uns pelos outros. Que continuem em sua honestidade de propósito, em sua retidão, em sua diligência, no espírito de não reclamar e no espírito de alegria e ação de graças a Deus pelas bênçãos que recebemos, as bênçãos da terra, as bênçãos do Espírito do Senhor que nos é dado. E espero que continuemos, durante as sessões desta conferência, a ter boa frequência, e que tenhamos um espírito pacífico de amor não fingido em nossos corações, uns pelos outros, alegria inexprimível pela oportunidade que temos de nos reunirmos nesta casa que foi construída para esse propósito, e de cumprirmos os deveres que recaem sobre nós como membros da Igreja, e que possamos sair daqui, ao encerramento desta conferência, fortalecidos na fé, encorajados em nossos bons empenhos, e com uma renovada determinação de que, quanto a nós e aos nossos, serviremos a Deus e deixaremos que o mundo faça o pior que puder. Que Deus vos abençoe é minha oração em nome de Jesus. Amém. ¶