As Dimensões Temporal e Espiritual do Evangelho
Charles W. Penrose
Meus irmãos e irmãs, tenho desfrutado grandemente de cada reunião que realizamos durante esta conferência. Jamais desfrutei tanto de uma conferência em toda a minha vida, e tenho comparecido a muitíssimas. Jamais vi tanta unanimidade de sentimento entre os Santos dos Últimos Dias como a que testemunhei durante nossas reuniões neste aniversário da organização da Igreja. Jamais vi tanto poder e influência entre o sacerdócio em suas assembleias como o que testemunhei durante nossa reunião aqui. Não houve um só atrito; não houve um só sentimento de mágoa. Todos os irmãos do sacerdócio reunidos, de um só coração e mente, endossaram e aprovaram o rumo que tem sido seguido pelo presidente da Igreja e seus conselheiros em todos os assuntos pertinentes à Igreja, tanto espiritual quanto temporalmente, como os dividimos, embora para o Senhor todos sejam espirituais. Houve uma maravilhosa expressão de confiança e boa vontade, amor e afeto para com o homem que hoje está à frente da Igreja, e que está investido de toda a autoridade, chaves, dons e bênçãos para conduzir a Igreja que foram conferidos ao Vidente martirizado, de quem acabamos de ouvir falar no cântico. Presto meu testemunho, em conjunto com meus irmãos, de que sei que Deus está com Seu povo; que o poder de Seu Espírito, que é o espírito de revelação, repousa hoje sobre o presidente da Igreja, e está com seus associados, e que todas as coisas na Igreja estão sendo conduzidas para o interesse do povo, para o reino de Deus, e para o benefício da humanidade. ¶
A religião que vós e eu abraçamos, meus irmãos e irmãs, não é uma mera religião de cantar salmos, orar e pregar. É uma religião que vem a nós tal como somos, como homens e mulheres, como seres que vivem na terra na carne, como pessoas que têm a ver tanto com as coisas do tempo quanto com as coisas da eternidade. Na Doutrina e Convênios, na página 307, lereis estas palavras: ¶
"O espírito e o corpo é a alma do homem. E a ressurreição dentre os mortos é a redenção da alma." ¶
Chamo vossa atenção para o fato de que não somos apenas seres espirituais, que recebemos nossa origem como tais de nosso Pai Eterno, mas também temos corpos, formados dos elementos que compõem esta terra, que Deus fez para esse propósito. E a religião que Deus enviou dos céus nestes últimos dias é uma religião para o homem tal como ele é, para as almas dos homens. No livro de Gênesis, 1º capítulo, lemos que Deus fez o homem à Sua própria imagem; que os fez homem e mulher, e lhe deu o grande mandamento, o primeiro, que foi que ele deveria "aumentar e multiplicar-se e herdar a terra e sujeitá-la e ter domínio sobre todas as coisas" sobre a face da terra e no firmamento ao redor. Somos informados, no segundo capítulo de Gênesis, que Ele formou o corpo do homem do pó. Deus fez isso. Ele fez o corpo do homem, assim como seu espírito, e lhe deu mandamentos em relação ao seu corpo. Deu-lhe mandamentos a respeito dos frutos que cresciam nas árvores do Éden que Deus havia plantado. Deu-lhe leis relativas ao presente, bem como as que diziam respeito ao futuro. ¶
"Devemos compreender que Deus tem algo a ver com as coisas terrenas, assim como com aquelas coisas que chamamos de celestiais. Foi Ele que fez este globo em que vós e eu vivemos. Deus reuniu os elementos — estes elementos que Ele diz serem eternos. Lereis isso na Doutrina e Convênios, página 331. O Senhor diz que os elementos — isto é, a essência das coisas que chamamos de material, e que os cientistas chamam de matéria — são eternos; e Ele reuniu as partículas elementares que agora compõem este globo, que a princípio estava coberto de água. A água é composta de gases, como nos dizem os cientistas, e eles estão começando a entender que os gases que, em certas proporções, aparecem na forma de água, são eles mesmos compostos; que esses elementos, como outrora foram chamados, não são elementares; mas que se pode retroceder da água aos gases de que ela é composta, e então se pode dissolver esses gases em elementos primários ainda mais próximos. E se pode continuar até chegar à essência real ou aos átomos da existência elementar. O Senhor diz que são eternos. Não foram criados, no sentido em que algumas pessoas usam o termo. Ora, o Senhor diz que esses elementos são eternos, e que "espírito e elemento, inseparavelmente ligados, recebem a plenitude da alegria, e quando separados, o homem não pode receber a plenitude da alegria." Assim, verificaremos que não somente no tempo, mas na eternidade, quando a alma for redimida, quando o espírito e o corpo, que são a alma do homem, forem reunidos na ressurreição dos mortos e forem feitos eternos e imortais, tanto o corpo quanto o espírito, há algo a fazer em relação aos elementos materiais no universo de Deus. Deus é um ser que toma conhecimento de nós tal como somos, e a religião que Ele nos deu não é meramente o que se chama de religião espiritual, mas é também uma religião temporal, usando o termo como os homens o usam. ¶
Na vigésima nona seção da Doutrina e Convênios, Deus diz que fez todas as coisas. Ele fala ali da terra e dos animais sobre ela, e da vegetação que brota do solo, e das coisas materiais que os homens manuseiam. O Senhor diz que os criou todos pela palavra de Seu poder, "primeiro as espirituais, depois as físicas"; e a última de Suas obras será "primeiro as físicas, e depois as espirituais". Mas Ele explica ainda mais, que para Ele todas essas coisas são espirituais, porque são eternas. Os elementos são eternos, e por isso Deus os chama de espirituais; pois as coisas que são temporais são as que passam, e as coisas que são espirituais são as que permanecem. Assim, havemos de descobrir, com o tempo, quando entendermos as coisas como Deus as entende, que todas são eternas a Seus olhos; pois Seus olhos penetram até a essência das coisas, ao passo que nós só podemos ver as coisas na superfície. As coisas que desaparecem de nossa vista, arrebatadas, por assim dizer, no ar e desaparecendo de vista, como os vapores do mar erguidos pelo sol — os elementos dessas coisas permanecem e subsistem, e não podem ser aniquilados. Nem uma partícula de matéria pode ser aniquilada; nem uma partícula de espírito pode ser aniquilada; pois são eternos. Sempre existiram, em suas partículas essenciais, em seus elementos primários, e sempre subsistirão, embora suas formas possam ser alteradas pelo poder do grande Criador. O Senhor nos diz, em Suas revelações, como encontrareis na 131ª seção da Doutrina e Convênios, que havemos de descobrir, algum dia, quando pudermos ver as coisas devidamente, que todas são, nessa medida, materiais, pois existem e não desaparecem; que o espírito é matéria de natureza refinada e purificada, diferente daquilo que chamamos de matéria. Há duas divisões primárias, poderíamos dizer, no universo — espírito e matéria; ou, como o Senhor as chama, espírito e elemento. Deus tem a ver com ambos. Ele organizou ambos, governa ambos, e dá leis em relação a ambos. E é somente pela união eterna e inseparável do espiritual e do material, ou elementar, que a felicidade perfeita pode vir. Assim, Deus, nosso Pai Celestial, que é o Pai de nossos espíritos, com quem habitamos, com Jesus Cristo, nosso Irmão Mais Velho, antes que os fundamentos desta terra fossem lançados, é o Pai de nossos espíritos e o formador e artífice de nossos corpos. Ele preparou esta terra para nossa morada. Ele reuniu as partículas caóticas, que agora são um globo sólido governado por Suas leis. Ele trouxe a terra à existência no tempo certo e no lugar certo, para que mantivesse o equilíbrio necessário nos mundos que Ele havia criado antes. Ele formou esta terra para nós, Seus filhos, para que pudéssemos vir aqui e obter uma porção dela, organizada segundo as leis da geração, que também descobriremos serem eternas; para que pudéssemos ter uma porção dos elementos deste globo para formar estes corpos, nos quais nossos espíritos eternos e imortais pudessem entrar, e para que pudéssemos reivindicá-los como nossos, quando vier a grande mudança que chamamos de morte, que há de passar sobre todas as pessoas. Isso é necessário para nossa educação, para nossa experiência, para que possamos saber o que é. Quando essa mudança vier, e o espírito do homem for separado do corpo, isso não é o fim do corpo, tanto quanto não é o fim do espírito; mas, pela palavra do Senhor, cuja palavra formou este globo organizado a partir do caos, nossos corpos serão trazidos de volta, e as partículas que pertencem umas às outras e que são essenciais à organização desses corpos serão trazidas do pó, e o espírito e o corpo serão reunidos. Estaremos então na presença de Deus, e todos seremos relegados às nossas respectivas esferas — os lugares para os quais nos preparamos por meio de nossos atos terrenos. ¶
Ora, quero enfatizar o ponto e deixar claro em vossas mentes, se puder, que estes corpos que Deus nos deu, embora formados do pó, e em toda aparência meramente temporais, são corpos que teremos no mundo vindouro. Nossa herança estará com eles. Portanto, Deus nos dá leis para seu governo agora. Ele dá leis para o governo de cada indivíduo como uma entidade. Ele dá leis para o governo de Sua Igreja, como um corpo coletivo. Ele coloca à frente dela um homem para receber Sua palavra, sempre que Ele designar dar Sua palavra ao povo; e temos agora um homem que é capaz, pronto e disposto, e que tem a autoridade, as chaves e o poder para receber a palavra de Deus, seja por Sua própria voz, pela voz de anjos, pela manifestação de visões, ou pelo poder e dom do Espírito Santo, pelo qual os homens santos de outrora falaram e escreveram. Deus nos dará leis para nosso governo, não somente em relação a essas coisas que as pessoas chamam de espirituais, mas também em relação ao que chamamos de temporalidades; pois Ele nos reconhece tal como somos. Somos Seus filhos, e precisamos ser guiados e dirigidos em todas as nossas obras e caminhos. A prata e o ouro, os metais de toda espécie, o trigo e a flor de farinha, o gado sobre mil colinas, e todas as coisas que a terra produz, o Senhor diz que são Suas. E são; pois Ele os fez, e Ele cuida de todos eles. Pensar que Deus não se importa com nada além de cantar e orar, e que algum dia nos sentaremos no canto de uma nuvem dedilhando uma harpa por toda a eternidade, e que esse será o nosso céu, é um absurdo para minha mente. Seremos seres vivos, com um corpo assim como um espírito, à imagem de nosso Deus. Como disse o Apóstolo João: "Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Porém sabemos que, quando se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos. E qualquer que nele tem essa esperança, purifica-se a si mesmo, como também ele é puro." Essa é a lição. Deus nos deu estes corpos para serem preservados em pureza, de acordo com as leis que Ele nos deu por revelação e na natureza. Devemos governar-nos pelas leis de Deus, reveladas do alto, e pelas leis da natureza, e tornar-nos tão felizes e tão confortáveis quanto pudermos sob as circunstâncias em que estamos colocados. Fazei o bem uns aos outros. Que nenhum homem infrinja os direitos de seu próximo; considerai os direitos de todo homem como sagrados, entendendo que somos todos filhos de nosso Pai Celestial, todos irmãos e irmãs, sejamos Santos dos Últimos Dias ou pecadores dos últimos dias; mas mais especialmente deve nosso amor, afeto e ajuda estender-se aos da casa da fé, àqueles que foram batizados em Cristo, e se revestiram de Cristo, e se tornaram parte dEle. ¶
Ora, meus irmãos e irmãs, o Senhor nos deu uma lei a respeito da administração das temporalidades da Igreja, que é a lei do dízimo. Não é uma lei nova. Não foi inventada por Joseph F. Smith, nem pelo Vidente Joseph. Existiu nos dias de Cristo. Existiu nos dias de Moisés. Existiu nos dias de Abraão. Abraão pagou dízimos. A quem? A Melquisedeque, o sacerdote do Deus Altíssimo. E não temos registro algum de que Abraão exigisse prestação de contas de como Melquisedeque administrava os dízimos. Nos dias de Moisés, lereis no 14º capítulo de Números (não tenho tempo de recorrer a essas passagens; podeis lê-las quando chegardes em casa) para que serviam os dízimos. Eram dados aos filhos de Levi. Podeis ler a respeito também no Novo Testamento, no 7º capítulo de Hebreus. Se quiserdes saber as bênçãos que vieram quando o povo pagava seus dízimos, lede o 30º capítulo de II Crônicas. Esses dízimos eram dados aos homens que Deus designava, e eles os administravam como coisas sagradas, e tinham o poder e a autoridade para administrá-los conforme o Senhor decretasse. No último capítulo de Malaquias, como bem sabeis, o Senhor repreendeu o povo naquele dia porque haviam negligenciado pagar seus dízimos. Disse que O haviam roubado. "Roubará o homem a Deus? Contudo, vós me roubastes. Em que te roubamos? Em dízimos e em ofertas. Trazei todos os dízimos ao meu celeiro, para que haja mantimento nele, e abrirei as janelas do céu, e derramarei sobre vós uma bênção tal que não haverá lugar suficiente para recebê-la. E repreenderei o devorador por vossa causa; e ele não mais destruirá os frutos de vossa terra, e todas as nações vos chamarão um povo deleitoso; pois sereis um povo abençoado, diz o Senhor dos Exércitos." ¶
Nos últimos dias, o Senhor, no princípio, deu a lei da consagração, e o povo de Israel nos últimos dias foi lento para dar ouvidos aos mandamentos de Deus, assim como Israel o foi nos dias de Moisés; por isso o Senhor introduziu depois a lei do dízimo, que encontrareis na 119ª seção da Doutrina e Convênios. E o Senhor nos diz para que ela serve. Para o lançamento dos fundamentos de Sião, e também para pagar as dívidas de meu sacerdócio, a Presidência, diz o Senhor. Lede-a agora, e descobri para que o Senhor diz que o dízimo é. Lede a 120ª seção, e vereis como o Senhor disse que deveria ser desembolsado naquele tempo. Isso foi em Sião, no Condado de Jackson, quando ali chegaram pela primeira vez. Nos últimos anos, a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, reunida em conferência, tem votado o poder de administrar os fundos da Igreja e as propriedades da Igreja por meio do Fiduciário da Igreja. Fizestes isso durante esta conferência. Nós o fizemos há muitos e muitos anos. Temo-lo feito em cada conferência desde que viemos a estes vales das montanhas. Ora, permiti-me dizer que a autoridade é dada por Deus ao homem que está à frente desta Igreja, para presidir a toda a Igreja, e para ser como Moisés. Ele é profeta, vidente e revelador, e tudo na Igreja está sob sua direção. Os bispos recebem o dízimo. O Bispado Presidente o administra e mantém registro dele. Mas o Fiduciário é eleito pelo povo para ter o controle e a direção, e para ser responsável por todos os fundos e propriedades da Igreja. Sustentamos essa autoridade durante esta conferência, como sempre fizemos. Não é coisa nova. Ora, presto meu testemunho, por aquilo que sei, de que o homem que está à frente desta Igreja é honesto, honrado, íntegro, cuidadoso, cheio de ternura e bondade para com os pobres. Milhares e milhares de dólares dos dízimos são gastos em benefício dos pobres; mas não encontrareis em lugar algum, nas revelações de Deus à Igreja, um mandamento que diga que os dízimos são para esse propósito. O Senhor diz que os ricos devem ser humilhados em benefício dos pobres. Diz também que o povo deve jejuar e conceder suas ofertas para os pobres. Podeis ler a respeito no livro de Isaías, 58º capítulo. Mas milhares de dólares dos dízimos são gastos para a subsistência dos pobres, assim como as ofertas de jejum e as reuniões da Sociedade de Socorro. Queremos entender essas coisas e examiná-las, e não sermos desviados por nenhum fogo-fátuo ou luz enganadora que possa surgir pelo caminho. Buscai a verdadeira luz. Que aquela estrela da alva se levante em vossos corações, da qual falou o Apóstolo Pedro. Temos também uma palavra de profecia mais segura, diz ele, "como a uma luz que alumia em lugar escuro, à qual bem fazeis em estar atentos, até que o dia clareie, e a estrela da alva surja em vosso coração; sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da escritura é de particular interpretação, e que os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo." ¶
Ora, meus irmãos e irmãs, o poder de Deus, o Espírito do Senhor, que declara Sua mente e Sua vontade, esteve conosco durante esta conferência. Todo homem que possui o sacerdócio tem direito a suas inspirações, se as escutar. Todo homem e mulher em Israel, toda alma batizada na Igreja, tem direito à orientação desse Espírito. E direi, em nome desta congregação, que durante nossa conferência aquele Espírito Santo repousou sobre nossas almas e testificou da verdade das coisas que ouvimos, e sentimos em nossos corações gratidão a Deus por termos um homem à frente da Igreja que está imbuído do espírito de seu ofício e chamado, que tem poder junto a Deus e poder junto aos homens, e em quem podemos depositar a mais absoluta confiança. Não há necessidade de eu me deter mais nesse ponto. ¶
Minha alma está cheia de regozijo; não apenas meu espírito, mas toda a minha alma está imbuída do espírito desta obra. Amo-a com todo o meu coração. Assim tenho feito desde a minha meninice. Desejo passar o resto de meus dias, como no passado, a serviço desta Igreja. Sei que é verdadeira. Sei que veio de Deus. Sei que prevalecerá, e a oposição que possa vir contra ela apenas acelerará seu progresso. Ela unirá e tecerá os Santos de Deus como um só. O poder e a bênção do Senhor estarão sobre nós, se seguirmos o rumo correto. Lembremo-nos de que somos filhos de Deus, tanto no corpo quanto no espírito; que Deus espera que nos preservemos em pureza de vida e em santidade de caráter e conduta; que afastaremos de nós, tão rapidamente quanto pudermos, as fraquezas e fragilidades que herdamos de nossos antepassados, e tudo o que for contrário à Sua mente e vontade; que habitaremos juntos em amor, que O serviremos com todo o nosso vigor, mente e força, e amaremos nosso próximo como a nós mesmos, e seguiremos o rumo que Ele traça, seja em coisas temporais, seja em coisas espirituais; pois para Ele todas são espirituais. Quanto a mim, esforçar-me-ei com todo o meu vigor para servir ao Senhor, e ajudar outros a fazê-lo, se puder. Sinto-me cheio de amor, confiança e bondade para com meus irmãos e irmãs. Sei que estes Santos dos Últimos Dias são um bom povo. Sei que desejam servir ao Senhor e permanecer no convênio pelo qual Deus os libertou. E Deus vos abençoará, meus irmãos e irmãs, em vosso cesto e em vosso celeiro, em vossos lares, em vossos campos e fazendas. Vossos rebanhos e gados aumentarão, vossos bens aumentarão, e Deus vos abençoará no pagamento de vossos dízimos e vossas ofertas, que são voluntárias e oferecidas de livre vontade, como mostram vossos recibos; e, quando feitas, ficam sob a direção das autoridades da Igreja, sendo o responsável o Fiduciário, que Deus designou e que vós tendes sustentado. ¶
Que a paz e a bênção de Deus, que excede todo entendimento, repousem agora sobre vós. Que sejamos verdadeiros e fiéis em todas as coisas. Que sirvamos ao Senhor com nossos corpos e nossos espíritos, que são Seus. E que perseveremos e vençamos e estejamos preparados para o grande dia em que o véu da cobertura será removido e veremos nosso Salvador e nosso Pai nos céus, e os reconheceremos novamente, embora por algum tempo tenhamos estado ausentes de Sua presença. E o Senhor glorificará a terra, e a purificará, e expurgará pelo fogo tudo o que é mau, e fará um novo céu e uma nova terra, na qual habita a justiça. Mas o temporal e o espiritual serão unidos, e assim serão eternamente. Então receberemos a plenitude da alegria, e seremos coroados à Sua destra com todas as coisas que nos foram prometidas, e muitas coisas que jamais ouvimos e que não podemos conceber. Que Deus nos ajude a sermos dignos dessas bênçãos, por meio de Jesus Cristo. Amém. ¶