Responsabilidade e a Ordem Unida
Matthias F. Cowley
Meus amados irmãos e irmãs, regozijo-me convosco no privilégio de assistir a esta conferência, e, sentindo minha fraqueza ao permanecer diante de vós, estou ansioso para que me sustenteis com vossas orações de fé, para que o Espírito Santo possa sugerir, como o tem feito com os demais irmãos, o que deve ser dito. ¶
Muitas coisas boas nos são ditas, e o benefício que delas colheremos dependerá do uso que fizermos delas. Não devemos ser apenas ouvintes da palavra; devemos ser praticantes dela. É a prática da palavra de Deus, o guardar de Seus mandamentos em todas as coisas, que contará em nosso favor, para nossa salvação dos males desta vida, e para nossa completa redenção dos efeitos do pecado e da Queda, na vida que há de vir. ¶
Esta é uma obra prática. É uma obra na qual cada indivíduo deve sentir uma responsabilidade pessoal -- uma responsabilidade que desperta em nossas almas a consciência de que Deus espera algo de nós, e de que somos responsáveis perante Ele pela luz que recebemos. Somos devedores ao Senhor, e não ao homem, pela luz que temos, e pela posição que ocupamos diante do mundo em sentido religioso. Afirmo que toda condição favorável que cerca os Santos dos Últimos Dias, e toda bênção de que desfrutamos, seja espiritual ou temporal, deve-se ao evangelho e à grande obra que Deus estabeleceu. Nossa situação nestas montanhas não é resultado da sabedoria do homem. Um cavalheiro me disse outro dia, enquanto atravessávamos Echo, "Quando Brigham Young estabeleceu-se e a seu povo nestes vales montanhosos, não cometeu erro algum. Ele compreendeu que era o melhor lugar da terra entre o rio Missouri e a costa do Pacífico, e que era o local para o povo." É claro, ele disse a verdade, mas não quis reconhecer que o Presidente Brigham Young foi guiado na escolha desta terra pelo espírito de revelação de Deus. Não sentiu reconhecer que Deus tivesse tido qualquer participação nisso. O mesmo se dá quanto a todo outro aspecto desta obra. Foi-nos mostrado muito claramente esta manhã, através da inspiração do Espírito Santo sobre o Élder Taylor, como o evangelho, restaurado por meio do Profeta Joseph Smith, está afetando o mundo religioso. Isto é verdade, e eles estão provando que Joseph Smith foi um Profeta de Deus, quer creiam nisso quer não. Mas não estão adotando nossas ideias com o propósito de atrair interesse para esta obra, ou de despertar no coração do povo qualquer disposição de investigar o que chamam "mormonismo". Não têm tal propósito em vista. E a este respeito, desejo dizer aos Santos dos Últimos Dias que, compreendendo, como compreendemos, que estas verdades emanaram de Deus e nos foram apresentadas em Suas revelações ao Profeta Joseph Smith, não devemos ser tão cegos a ponto de nos deixarmos levar por alguma questão secundária. ¶
Conheci, há algum tempo, um irmão bastante proeminente na comunidade em que vivia, e ele havia organizado um pequeno partido socialista, o que, suponho, do ponto de vista político, tinha o direito de fazer; mas ele me disse que todo o povo deveria ser socialista, pela razão de que o socialismo, segundo ele, é a Ordem Unida, e quanto mais pudéssemos levar a se filiar ao Partido Socialista, tanto mais fácil seria estabelecer a Ordem Unida quando chegasse o momento. Tive de perguntar-lhe se era tão cego a ponto de crer que, depois de Deus ter revelado os princípios da Ordem Unida, e o povo não estar preparado para os cumprir, se pudesse ir a alguma instituição do mundo e encontrar ali esses princípios e exemplificá-los em benefício da humanidade. Disse-lhe que, por mais que o mundo se aproximasse das teorias do evangelho, por mais que se esforçassem por estabelecê-las, sem o Espírito do evangelho e a autoridade do santo Sacerdócio, nunca poderiam cumpri-las, pelos séculos dos séculos. A humanidade é demasiado egoísta para cumprir estas grandes leis de Deus. A disposição do mundo para aceitar algumas das teorias e doutrinas do evangelho, tal como enunciadas pelo Profeta Joseph Smith há mais de 70 anos, é planejada pelo adversário mais como uma ilusão do que qualquer outra coisa. Lembro-me de tentar mostrar a um pregador que essas doutrinas, algumas das quais afirmava crer, haviam sido apresentadas pelo Profeta Joseph Smith há mais de 70 anos. Ele quis negá-lo, mas não pôde trazer prova que sustentasse sua negação. Disse que o princípio da redenção dos mortos fora sugerido por alguns teólogos antes dos dias de Joseph Smith. Deste modo, tentam manter o povo afastado da fonte da verdade. Na prática, dizem ao povo: Temos a lei do dízimo, temos a doutrina da expiação de Cristo, e cremos na salvação das crianças, e não precisais unir-vos aos Santos dos Últimos Dias por essas doutrinas. Estão começando a dizer que possuem a doutrina da redenção dos mortos, e que se prega aos espíritos no mundo espiritual, e que não é necessário recorrer aos Santos dos Últimos Dias para conhecer essas coisas. Por este meio, buscam manter o povo na escuridão e afastado da autoridade de Deus, onde se encontram as ordenanças da vida eterna. ¶
Com o testemunho que temos da missão divina do Profeta Joseph Smith, digo que nenhum Santo dos Últimos Dias se justifica em ir atrás desses espíritos e seguir essas instituições do mundo, sejam elas de natureza espiritual ou temporal. Deus estabeleceu Sua obra, e nela se encontra todo elemento essencial à salvação do povo, temporal e espiritualmente. O Senhor nos revelou um plano de salvação temporal. Deu-nos a lei do dízimo. Disse que, se obedecermos a essa lei, esta terra será para nós uma terra de Sião, e por essa lei será consagrada. Esta é a palavra do Senhor aos Santos dos Últimos Dias, e, em conexão com ela, Ele prometeu que a semente dos justos jamais será encontrada a mendigar pão. Temos nós fé, meus irmãos e irmãs, para cumprir as leis de Deus, a fim de desfrutarmos as bênçãos que resultam da obediência a elas? Como foi dito, os homens do mundo têm discernimento suficiente para ver que há algum poder nesta obra que não compreendem. Um de nossos senadores destacados, hoje já falecido, declarou na Califórnia que a Igreja "mórmon" era a única instituição religiosa na terra que contemplava a salvação temporal de seus membros. Declarou que na cidade de São Francisco havia pessoas nadando em riqueza, enquanto lado a lado com elas havia outras na mais profunda miséria; mas a Igreja "mórmon", disse ele, cuidava dos pobres. Por sua lei do dízimo, cuidam para que ninguém sofra necessidade, edificam seus templos e suas casas sagradas; e, com o tempo, por sua lei da consagração e mordomia, afirmam ter uma união nas coisas espirituais e temporais que unirá o povo completamente. ¶
Meus irmãos e irmãs, é nosso dever manter estes gloriosos princípios diante de nós. Não conheço nenhum caminho de segurança para os Santos dos Últimos Dias, senão aquele que nos encontra no cumprimento de todo dever. Quando nosso dízimo vence, devemos pagá-lo, e não adiá-lo até o fim do ano. Se usarmos aquilo que pertence ao Senhor, quando chegar a hora de acertar nosso dízimo, ele não estará disponível, e, com toda a probabilidade, nos veremos incapazes de pagar um dízimo honesto. Aqueles que se entregaram a essa prática deveriam arrepender-se dela. Devemos pagar nossos dízimos quando nossos rendimentos nos chegam. E devemos pagar em espécie, e não substituir por algo inferior àquilo que devemos pagar. Nos tempos antigos, o Senhor proibia isso. Recordo-me de que o Senhor de fato pronunciou uma maldição sobre qualquer um que oferecesse em sacrifício algo que tivesse mancha, ou que fosse velho e inútil. Foi determinado que a oferta fosse limpa e pura e sem mancha, para que pudesse simbolizar do melhor modo possível a oferta do Filho de Deus. A lei do dízimo é semelhante. Deus não exige de nós o melhor absoluto, e, contudo, não Se desagradaria se estivéssemos dispostos a oferecer o melhor; mas Ele não Se agrada quando selecionamos, de nossos bens, o que há de pior, e o trazemos a Seu celeiro. Talvez vos lembreis da lei no antigo Israel a respeito da seleção dos animais que deveriam ser consagrados como dízimo. O Senhor disse que todo aquele que passasse debaixo da vara seria santo ao Senhor. Segundo entendo, tinham o que chamaríamos de curral, e, à medida que os animais saíam um a um, cada décimo era marcado por uma vara nas mãos do homem que estava à entrada, e esse era santo ao Senhor. Ele não exigia o melhor, nem justificava a escolha do pior; mas tratava o povo com justiça. Contudo, tem Ele tratado conosco de modo muito mais generoso do que tratou com o antigo Israel. Quando pensamos em como Ele nos tem abençoado nesta gloriosa terra -- como o povo se estende do Canadá ao norte até o México ao sul -- cinquenta e uma estacas de Sião -- e como temos crescido e prosperado, certamente Ele nos tem abençoado extraordinariamente. ¶
Quase estremeço, por vezes, quando ouço homens dizerem que fizeram grandes sacrifícios pela causa do evangelho. Fizemos nós algum sacrifício pela causa do evangelho? É sacrifício para um homem deixar de lado seus pecados? É sacrifício para um homem viciado em tabaco abandoná-lo? ou viciado em bebida alcoólica, arrepender-se desse mal? ou viciado em blasfêmia, deixá-la de lado e honrar o nome da Divindade? ou um transgressor do dia de Sabá, ou culpado de algum vício, deixá-lo de lado e purificar-se pela obediência às leis de Deus? Ora, isso não é mais sacrifício para o espírito imortal do homem do que lavar o corpo quando está imundo. Ora, nunca atravessei o oceano, e não presenciei pessoalmente a condição temporal dos Santos de Deus na Europa; mas estive nos Estados Unidos, e convivi com os Santos em várias partes da União, e encontrei dezenas e dezenas de famílias que não possuíam sequer um palmo de terra, não possuíam a casa que os cobria, e não possuíam cavalo nem vaca. Eram simples arrendatários. O que trouxe mudança a essas famílias e as tornou prósperas nestes vales montanhosos? Não foi o evangelho de Jesus Cristo? Não foi o princípio do recolhimento? Vejo que o Exército de Salvação adotou agora o princípio do recolhimento. Estão recolhendo e colonizando. Mas é a grande obra de Deus que nos trouxe até aqui. Onde, em todas estas Estacas de Sião, estão as famílias que não têm lar próprio? Qual a percentagem daqueles que vivem em distritos rurais que não possuem lar próprio, com atrelagens e vacas, e outros recursos de trabalho? Quantos há em condição tão indigente quanto a que tinham no mundo? Atrevo-me a dizer que são bem poucos, na verdade. E permiti-me dizer mais: se os Santos dos Últimos Dias estivessem preparados para cumprir o conselho dos servos de Deus, haveria entre nós uma condição ainda melhor do que a de hoje, falando do ponto de vista temporal. ¶
Ouvistes o que o irmão Heber J. Grant disse ontem a respeito do esforço que foi necessário para estabelecer e manter uma pequena fábrica de açúcar na comunidade. Os homens temiam investir em benefício do povo, e o Senhor veio em auxílio de Seus servos. Inspirou o Presidente Woodruff a dizer que era a vontade do Senhor que aquilo não fosse um fracasso. Ainda assim, tivemos de recorrer a empréstimos com os gentios, a fim de estabelecer aquela indústria; mas já foram pagos, e o empreendimento é um grande êxito. Assim, digo que não sacrificamos muito, temporalmente, pela causa do evangelho. Quanto às questões religiosas, que espécie de casas de culto tínhamos no mundo? Foi apenas recentemente que passamos a ter algumas próprias. Lá pelos Estados do Sul, costumavam queimá-las quase assim que eram construídas. Creio que a última que construíram foi em Kentucky, e, para que não fosse incendiada, seguraram-na; mas a turba pegou machados e bois e a derrubou, arrancando as toras com o auxílio de seus bois, a fim de burlar a proteção que nosso povo lhe dera. Não importa; como eu dizia, nosso povo tinha muito poucas casas de culto decentes onde se reunir, antes de se recolher a Sião. O que encontramos aqui? Em quase toda ala encontramos um local adequado de culto, e vamos melhorando nesse sentido a cada dia. Temos uma casa belíssima em Pocatello -- tão boa quanto qualquer uma em Salt Lake City, creio eu. Estão construindo outra em Wellsville. Então, não sacrificamos nada nesse sentido, não é verdade? E quando se fala em abandonar pai e mãe, irmã e irmão pela causa do evangelho, quanto sacrifício fizemos, de fato? O que disse Jesus a Seus discípulos quando Lhe perguntaram: "Eis que nós deixamos tudo, e te seguimos; qual será então o nosso galardão?" Ele lhes disse: "E todo aquele que tiver deixado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou mulher, ou filhos, ou terras, por causa do meu nome, receberá cem vezes tanto, e herdará a vida eterna." Talvez tenhais abandonado vosso pai e vossa mãe; talvez eles vos tenham virado as costas. E se assim foi? Viestes a esta terra e encontrastes pais e mães, irmãos e irmãs, exatamente como o Filho de Deus disse a Seus discípulos. Alguém veio a Ele e disse: "Eis que estão ali fora tua mãe e teus irmãos, que querem falar-te;" e Ele perguntou: "Quem é minha mãe? e quem são meus irmãos?" Respondendo Ele mesmo à pergunta, apontou para Seus discípulos e disse: "Eis aqui minha mãe e meus irmãos! Porque, qualquer que fizer a vontade de meu Pai que está nos céus, este é meu irmão, e irmã e mãe." E não tendes vós achado assim? Que mais podemos dizer? Isto: que o homem que abandona seu pai e sua mãe pela causa do evangelho aceitou algo no evangelho que lhe trará de volta seu pai e sua mãe, sua irmã e seu irmão, e eles cumprirão as palavras do Profeta Obadias, de que "levantar-se-ão salvadores no monte Sião." ¶
Poderia dizer mais a este respeito, se houvesse tempo, mas permiti-me dizer aos Santos dos Últimos Dias que não devemos falar em sacrificar-nos pela causa do evangelho. Não devemos esquecer as obrigações que temos para com Deus pelas grandes bênçãos que Ele nos concedeu. Não devemos ignorar o fato de que é por meio do evangelho que todas estas bênçãos nos vieram. Ora, não importa o que o mundo faça -- sejam eles amistosos conosco ou não -- no que diz respeito à obra de Deus. Importa a eles, contudo, materialmente, se tratam ou não corretamente a obra de Deus. Se não a tratarem corretamente, se perseguirem o povo de Deus, ai deles! pois assim diz o Senhor: Eu lutarei contra aqueles que lutam contra Sião. Essa é a palavra do Senhor aos habitantes da terra. Mas, oponham-se a ela ou não, a obra de Deus avança e progride, e os princípios do evangelho se espalham entre as nações da terra. Alegro-me em dizer que nossos élderes trazem, via de regra, bons relatórios. Quanto mais depositam sua confiança em Deus e viajam sem dinheiro e sem preço, melhor relatório trazem, mais fortes são os testemunhos com que regressam a respeito do evangelho de Jesus Cristo e do poder a ele associado. ¶
Regozijo-me nesta obra, e na oportunidade de unir meu testemunho ao de meus irmãos. Sei que esta é a obra de Deus. Sei que Joseph Smith foi um profeta de Deus. Sei que os homens que o sucederam na Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias foram homens de Deus, e que nosso Presidente hoje é um homem de Deus, um homem de retidão e justiça, um homem de exemplo no evangelho, digno de que o sigamos em todo sentido da palavra. Digo aos irmãos e irmãs: não sustenteis apenas a presidência da Igreja, mas sustentai também vossos Bispos, sustentai vossos presidentes de estaca, sustentai vossos professores de lar, e sustentai o mais humilde no santo Sacerdócio que Deus designou para a obra do ministério. No quarto capítulo de Efésios, Paulo nomeia o propósito dos apóstolos, profetas, etc. Disse que eram para a obra do ministério, para o aperfeiçoamento dos Santos, e para a edificação do corpo de Cristo, até que todos cheguemos à unidade da fé. Mas ele menciona outro propósito -- um propósito bem distinto, e pensei, ao ouvir os comentários do Élder Taylor, que era um propósito muito importante entre os Santos dos Últimos Dias. O propósito é "que daqui em diante não sejamos mais meninos, inconstantes, levados em roda por todo vento de doutrina, pelo engano dos homens, pela astúcia com que induzem em erro." Meus irmãos e irmãs, se vos lembrardes desse propósito, e seguirdes o ministério ordenado que Deus estabeleceu em vosso meio, não vos desviareis. Segui seu conselho, pagai vossos dízimos e ofertas, e sustentai a obra de Deus temporal e espiritualmente, e estou disposto a prometer-vos, em nome do Senhor, que não sereis desviados pelos ventos de doutrina que percorrem esta terra. Se não o fizerdes, sereis desviados. Queremos homens e mulheres que aceitem o evangelho em sua plenitude; Santos dos Últimos Dias bons e sólidos; não aqueles que, como o mundo, fazem de um princípio uma obsessão e negligenciam todos os demais, mas Santos dos Últimos Dias que, se forem em missão e forem grandemente abençoados pelo derramamento do Espírito Santo, estejam dispostos, ao regressar, a ser professores de lar, ou professores de escola dominical, ou Diáconos na casa do Senhor, e não esperem ocupar todo o seu tempo diante do povo, pregando grandes sermões. Alguns dos melhores Santos dos Últimos Dias que temos não dizem muito, mas fazem muito. O que precisamos fazer é trabalhar, e sequer precisamos falar disso. Quando pagamos nosso dízimo, não precisamos fazer soar uma trombeta diante de nós. Quando pagamos nossas ofertas de jejum, não precisamos publicá-lo nos jornais. Mas cumpramos nosso dever, honremos a Deus e guardemos Seus mandamentos, e nada digamos a respeito. O Senhor nos verá, e nos abençoará. O Filho de Deus apontou a hipocrisia do mundo nesse sentido. Disse: "pois se comprazem em orar em pé nas sinagogas, e às esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão. Mas tu, quando orares, entra no teu aposento, e fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em oculto; e teu Pai, que vê em oculto, te recompensará publicamente." Lembrai-vos disso, meus irmãos e irmãs, e buscai a Deus em oração secreta. E ao dizer-vos isto, digo-o também a mim mesmo. ¶
Antes de encerrar, quero pedir aos Santos dos Últimos Dias que sustentem as classes de religião desta Igreja. Digo que precisamos delas. Não há família na Igreja tão perfeita em seu governo familiar, não há homem nem mulher com influência tão ilimitada sobre sua família, que estas instituições auxiliares não lhes sejam de algum benefício. ¶
Quero dizer mais uma coisa. Disse-o ontem no Salão da Assembleia, e o Senhor mo revelou enquanto eu estava de pé. Se algum de vós tem alguma queixa contra vossos irmãos ou vossas irmãs; se algum de vós se opõe às autoridades de vossa Ala ou Estaca, ou tem algo contra elas, peço-vos que não faleis disso diante de vossos filhos. Se o fizerdes, envenenareis a mente de vossos filhos contra a obra de Deus, e chegará o dia em que desejareis poder retirar essas palavras. Tereis motivo para lamentar a condição deles, e tereis a consciência de que ajudastes a envenenar sua mente contra os servos de Deus e contra os princípios da verdade divina. Lembrai-vos disso. São as coisas simples que garantirão nossa segurança. São as pequenas raposas que estragam as vinhas, como costumavam dizer Salomão e o Bispo Reuben Miller. É o cumprimento dos pequenos deveres que nos estabelecerá na obra de Deus. ¶
Deus vos abençoe, meus irmãos e irmãs. Que regresseis a vossos lares renovados em vossa determinação de servir a Deus. Sustentai a obra das classes de religião, e todas as instituições que o Senhor estabeleceu na obra de Deus, e o próprio Deus vos sustentará por Seu poder, no tempo e em toda a eternidade. Amém. ¶