Observações
Leonard W. Hardy
Bispo L. W. Hardy
Irmãos e irmãs, tenho o prazer de estar convosco, e de ver tantos presentes. Fui solicitado a ocupar dez minutos, os quais me proponho a dedicar ao assunto do dízimo. ¶
O dízimo é uma lei de Deus que somos obrigados a obedecer, e ela é vinculante para todos os Santos dos Últimos Dias, tanto os pobres quanto os ricos. Em alguns lugares, a viúva que depende da Igreja para seu sustento paga um décimo de sua renda como dízimo. E este proceder eu recomendaria a todos que se encontrem em circunstâncias semelhantes, pois é somente pelo cumprimento da lei que podemos esperar obter as bênçãos prometidas. E a pobre mulher não é a única que é abençoada ao tomar este proceder, mas seus filhos, se os tiver, são ensinados uma lição que não será esquecida, e sempre terão prazer em contemplá-la, ao menos enquanto forem dignos do nome de Santo dos Últimos Dias, sem falar da influência para o bem que ela exerce entre aqueles em circunstâncias mais favoráveis. Não é a quantia que pagamos, mas é o dízimo honesto, pago de boa vontade e no espírito e na fé do evangelho, que o Senhor requer, não importa quão pequeno seja; e, por outro lado, não importa quão grande seja. O Salvador, quando em certa ocasião se assentou perto do tesouro, observando como o povo lançava dinheiro — e nos é dito que muitos que eram ricos lançaram muito, mas, apesar disso, a pobre viúva que veio e lançou seus dois leptos, que juntos fazem um quadrante, contribuiu, disse ele, mais do que todos eles. "Pois todos ali lançaram do que lhes sobejava, mas esta, da sua pobreza, lançou tudo o que tinha, todo o seu sustento." O Senhor reconhece a honestidade do coração ao nos prover e abençoar com as necessidades e conforto da vida; e continuará a fazê-lo, enquanto o temermos e obedecermos com todo o nosso vigor, mente e força. Ele não falhará no cumprimento de Suas promessas, à medida que formos achados dignos diante dEle. Não é apenas nosso dever pagar o dízimo, mas também nossas ofertas, para que nossos pobres possam ser alimentados e vestidos, e seus corações alegrados. É tão obrigatório para nós cuidar de nossos pobres quanto ser batizado para a remissão dos pecados. Como vós pensais, irmãos, que o Senhor nos consideraria se os clamores da viúva e do órfão, do idoso, do coxo e do cego, subissem a Seus ouvidos, e nós não lhes déssemos atenção? Eu vos digo que Ele não nos reconheceria como Seu povo, nem poderia derramar Suas bênçãos sobre nós. Então pagai vossos dízimos e vossas ofertas, e sereis abençoados. Comparecei às vossas reuniões de jejum, e trazei vossas ofertas no tempo devido, para que os pobres se alegrem e sintam que não são negligenciados. Ora, se cada homem e mulher cumprisse seu dever a este respeito, vossas ofertas se acumulariam tão alto que não haveria pobres suficientes para consumi-las, e estaríeis mandando pedir ao Bispo Hunter que vos enviasse alguns pobres para as consumir. Somos um povo abençoado, desfrutamos paz e fartura, enquanto milhões de nossos semelhantes hoje não sabem o que é desfrutar de nenhuma das duas coisas. Mas, supondo que todos fôssemos prontos e fiéis no pagamento de nossos dízimos e ofertas, como pensais que seria conosco? Ora, Ele seria fiel à Sua promessa de cumpri-la; Ele "abriria as janelas do céu, e derramaria sobre nós uma bênção, tal que não haveria lugar suficiente para a receber." E, além disso, Ele diz aos que cumprem esta lei: "Repreenderei o devorador por vossa causa, e ele não destruirá os frutos de vossa terra," etc. Então pagai vossos dízimos e vossas ofertas, para que as bênçãos de Deus estejam sobre nós e sobre nossa terra, e sobre nossos pomares, e para que os corações dos pobres se alegrem, e para que Templos sejam erguidos a Seu santo nome, e a obra do Pai avance até sua consumação. Duvido, meus irmãos, que um homem possa salvar a si mesmo, muito menos ser salvador para seus mortos, se negligencia dizimar a si mesmo. Bem, vejo que meu tempo expirou. Deus vos abençoe. Amém. ¶
Élder Erastus Snow
Proponho-me a continuar o assunto que foi mencionado. ¶
Num período bem antigo da história desta Igreja, quando ainda em sua infância, o Senhor nos disse, numa revelação contida na Doutrina e Convênios: "Aquele que paga o dízimo não será queimado." Em várias das revelações o assunto do dízimo é mencionado de modo geral; mas a revelação especial sobre esse assunto foi dada em Far West, Missouri, em julho de 1838, em resposta à pergunta: ó Senhor, mostra a teus servos quanto tu requeres dos bens de teu povo para o dízimo. E por essa revelação aprendemos que éramos requeridos a consagrar todos os nossos bens excedentes para os propósitos ali mencionados, e depois disso, a pagar anualmente um décimo de nosso aumento. Isso significa aumento de toda e qualquer fonte. Por exemplo, se um homem depende somente do trabalho de suas próprias mãos, então um décimo de seus ganhos seria seu dízimo legítimo. Mas se, além disso, possui juntas de bois ou emprega outro trabalho, então o aumento desse trabalho também deve ser dizimado. Novamente, se estiver dedicado a abrir fazendas, construir ou fazer outras benfeitorias, acumulando assim um excedente ao seu redor, um décimo do aumento dessa propriedade seria devido, como dízimo, além de um décimo de seu trabalho combinado. Além disso, se parte de seu excedente estiver em condições de lhe permitir investi-lo em algum ramo de negócio, um décimo dos lucros daí resultantes é devido como dízimo; ou se tiver dinheiro emprestado a juros, sobre cada dólar assim acumulado, os dez centavos pertencem ao Senhor, de acordo com Sua lei que regula o dízimo de Seu povo; e assim por diante, esta lei se aplicando estritamente à nossa renda proveniente de toda fonte. ¶
Não é, como alguns realmente supõem, o dízimo do que possa restar depois de deduzidas todas as despesas; ou, em outras palavras, depois de gastar tudo o que se pode. Há alguns que se autodenominam Santos dos Últimos Dias que tentam apaziguar sua consciência com a crença de que dízimo significa a décima parte do que possa restar depois de deduzidas todas as despesas, o que equivaleria a isto: "o que não pudermos gastar, daremos um décimo disso como nosso dízimo." Quanto, meus irmãos e irmãs, pensais que o Senhor receberia se todos nós sentíssemos e agíssemos assim? Esta não é a lei do dízimo; todos os que pretendem cumpri-la desta maneira se desviam de sua verdadeira leitura. Somos requeridos a pagar a décima parte de nosso aumento, ou juros, ou renda, o que constitui nosso dízimo, e que é necessário para o bem-estar geral na edificação de Templos, no apoio ao Sacerdócio, na assistência aos pobres, etc., enquanto retemos os nove décimos para o sustento de nós mesmos e de nossas famílias, etc. ¶
O irmão Hardy expressou dúvida quanto a se os homens que ignoram esta lei do dízimo podem salvar a si mesmos, muito menos salvar seus mortos. Direi aqui que, quando esta lei do dízimo foi revelada, em 1838, o Senhor disse: "isto será uma lei permanente para eles," e "servirá de exemplo para todas as estacas de Sião." E também nos é dito que todos os que não observarem esta lei não serão considerados dignos de habitar entre o povo de Deus. E o Senhor ainda diz: "se meu povo não observar esta lei para santificá-la e, por esta lei, não santificar a terra de Sião para mim, a fim de que nela sejam guardados os meus estatutos e os meus juízos, para que seja santíssima, eis que em verdade vos digo: ela não será para vós uma terra de Sião." Esta foi a palavra do Senhor a Seu povo naqueles primeiros dias, e nunca mudou, mas está em vigor até hoje e assim permanecerá para sempre. A menos que certas condições sejam cumpridas, esta terra escolhida não pode ser uma terra de Sião para nós. ¶
Depois que esta lei nos foi dada, fomos expulsos do Missouri, e construímos um Templo em Nauvoo. E quando esse Templo estava tão avançado que um fonte batismal pôde ser estabelecida no porão, e os Santos dos Últimos Dias começaram a ter acesso a ela, o Profeta Joseph instruiu os irmãos encarregados no sentido de que ninguém deveria ter permissão de participar dos privilégios da Casa de Deus, exceto os que apresentassem um certificado do Escrivão Geral da Igreja, atestando o fato de que haviam pago seu dízimo em dia. Quantos desses antigos Santos ainda conservam, entre seus velhos papéis, certificados dessa natureza, emitidos pelo irmão Wm. Clayton. E se alguém tiver tido acesso aos privilégios da Casa do Senhor, seja em seu próprio nome, seja em nome de seus mortos, sem ter cumprido esta lei, garantindo assim a si mesmo, de maneira legal e apropriada, o direito ao Templo, seria como os ladrões e assaltantes que não entram no aprisco pela porta, mas sobem por outro lugar. E chegará o tempo em que tais pessoas serão tratadas como ladrões e assaltantes — amarradas de mãos e pés e lançadas fora outra vez. Este é o testemunho que desejo acrescentar às observações do irmão Hardy. ¶
Que possamos ser mais diligentes e fiéis na observância das leis de Deus do que no passado; e que, por meio da fé e das boas obras, possamos ver como Deus nos vê, e ser Santos dos Últimos Dias de fato e em verdade, é minha oração. E, colocando-nos assim numa condição de receber, veremos se Ele não cumpre Sua promessa, abrindo as janelas do céu e derramando uma bênção tal que mal poderemos contê-la. Amém. ¶
Presidente John Taylor
Tenho o prazer de ter a oportunidade de estar com os irmãos neste lugar. Como estamos apenas fazendo uma visita de passagem, a caminho de Sanpete, não temos tempo para discursos muito longos. Interessei-me pelas observações que foram feitas, e presumo que vós também. ¶
Quanto à nossa religião e nossos sentimentos acerca do dízimo, e, de fato, de tudo o mais, precisamos agir conscienciosamente diante de Deus, e como homens honestos, sem nenhuma espécie de equívoco. Quanto à nossa doutrina e aos princípios em que cremos; quanto ao nosso trato e relacionamento com todos os homens em toda parte; quanto às nossas associações com nossas famílias e uns com os outros, devemos ser verdadeiramente aquilo que professamos ser — Santos dos Últimos Dias. E não apenas ter a profissão, mas buscar possuir os princípios que todos os bons Santos dos Últimos Dias devem possuir, e que é nosso privilégio possuir. É bem possível que possamos enganar uns aos outros; mas nem sempre conseguimos fazê-lo. Frequentemente tentamos, mas nos saímos mal, pois as pessoas em geral não são tão enganadas quanto imaginamos. É verdade que talvez não digam nada, mas ao mesmo tempo ficam pensando muito a respeito. Mas se conseguimos enganar uns aos outros, não podemos enganar a Deus. E de que adianta fazer profissão de algo, a menos que o cumpramos? Por que estamos aqui? Porque abraçamos o evangelho, e porque acreditamos que esta é a terra de Sião. Por que assistimos às ordenanças do templo? Porque cremos que são ordenadas por Deus, e são necessárias para nosso bem-estar e o bem-estar de nossos progenitores. Por que construímos templos? Será para parecer liberais para com essas instituições, aos olhos de nossos irmãos? Não deveria ser assim. Mas deve ser porque cremos que é um dever que recai sobre nós, e porque, como élderes em Israel, o Senhor espera que o façamos, porque é parte do plano de salvação ordenado por Deus para os vivos e os mortos; e porque se espera que cumpramos Seus propósitos em relação ao mundo em que vivemos, e que operemos e cooperemos com o Sacerdócio por trás do véu, com toda sinceridade e honestidade diante de Deus em tudo o que fazemos para este fim, pois, como disse um dos antigos, contemplando estas coisas: "O inferno e a perdição estão perante o Senhor; quanto mais o coração dos filhos dos homens?" E quão agradável é operar com nosso Pai Celestial com toda sinceridade; quão agradável é sentir que Deus é nosso Pai, e que somos Seus filhos, que somos Seu povo do convênio, e que estamos empenhados em fazer Sua obra. Devemos ser honestos conosco mesmos, honestos com nossas famílias, honestos uns com os outros e honestos com nosso Deus, em todas as diversas relações da vida. ¶
O assunto do dízimo foi mencionado. Professamos crer nele e, portanto, devemos cumpri-lo. Se não cremos nele, sejamos francos o suficiente para dizê-lo, e desistamos. Professamos ter fé em Deus, e que é nosso dever invocá-lo de manhã e à noite. Se eu não acreditasse que o Senhor me ouviria, não me preocuparia em invocá-lo. Mas eu creio que o Senhor diz: "Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á. Porque todo aquele que pede, recebe; e o que busca, encontra; e ao que bate, se abre. E qual dentre vós é o homem que, pedindo-lhe pão o seu filho, lhe dará uma pedra? E pedindo-lhe peixe, lhe dará uma serpente?" etc. Jesus procurou incutir este princípio no povo em Seus dias; mas às vezes nos é difícil compreendê-lo. E, novamente, Ele cita o exemplo da viúva e do juiz injusto, mostrando que, pela oração contínua, importunando o Pai, em nome de Jesus, na fé de que Ele nos ouvirá, nossas orações não serão em vão. Devemos sentir que Deus é nosso Pai e que somos Seus filhos, e que Ele prometeu ouvir nossa oração, e que somos chamados a ser obedientes à Sua vontade e a cumprir Seus desígnios. E, então, para que nossas orações sejam eficazes, devemos cumprir os diversos deveres que recaem sobre nós, tais como os que foram mencionados, e devemos ser honestos e honrados em nosso trato uns com os outros. Se tentamos defraudar nosso irmão, como podemos esperar que Deus nos abençoe nisso, pois ele é filho de nosso Pai Celestial tanto quanto nós? E, sendo Seu filho, Ele se interessa por seu bem-estar, e se tentamos tirar vantagem em prejuízo do filho do Senhor, pensais que Ele ficaria satisfeito conosco? Antigamente, de acordo com a lei mosaica, se um homem roubasse algo, seria obrigado a restituir em quádruplo. Aquela era uma lei de mandamentos e ordenanças carnais. E nós vivemos sob uma lei mais elevada, e ocupamos uma posição mais alta do que os filhos de Israel ocupavam. Queremos ser justos e generosos uns com os outros: "Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento." Este, dizem-nos, é o primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este: "Amarás o teu próximo como a ti mesmo." Fazemos isto? Se fizéssemos, quão agradavelmente poderíamos comparecer diante do Senhor. No entanto, se estivéssemos vivendo nossa religião, possuindo a luz e a inteligência de Deus, o faríamos. Mas, indo um pouco mais adiante, citando a exortação de Paulo: "Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, dando preferência em honra uns aos outros." Poderíeis chegar a tanto, pensais? Primeiro seria necessária uma pequena mudança entre alguns de nós. No entanto, esses foram os princípios ensinados por alguns dos apóstolos de outrora, e são tão verdadeiros hoje quanto o eram então. Há algo muito agradável nessas coisas; e se pudéssemos apenas colocá-las em prática, como seria agradável; teríamos confiança em todo homem. Cantamos às vezes algo assim — e o cantamos com bastante desenvoltura também: "quando todo homem, em todo lugar, encontrar um irmão e um amigo." Lembrais-vos de já ter ouvido as pessoas cantando isso? Se fôssemos todos e cada um tão unidos a ponto de inspirar essa confiança em todos os nossos atos e feitos, na medida em que estivéssemos envolvidos em nossa vizinhança imediata, todo homem encontraria um irmão e um amigo; e o mesmo se diria também de nossas irmãs. Estes são os tipos de sentimentos que o evangelho deve inspirar em nossos corações: amor uns pelos outros, um sentimento de interesse pelo bem-estar uns dos outros, e assim cumprir a lei de Cristo — a lei do evangelho. ¶
E então os homens devem sentir-se corretamente para com suas esposas e tratá-las com bondade e consideração, não permitindo que nosso amor se desgaste. Podemos ter sido um pouco tolos em nossos dias mais jovens, ao namorar, prestando atenção demais ao objeto de nosso afeto, ao passo que, com o tempo, prestamos pouca atenção demais. Devemos viver de tal modo que nosso amor uns pelos outros possa aumentar constantemente e não diminuir, e ter caridade em nosso peito para que possamos suportar as fraquezas uns dos outros, sentindo que somos filhos de Deus, buscando cumprir Sua palavra, Sua vontade e Sua lei. E então tratar todos com retidão. O quê, os gentios? Sim, certamente; seria uma pena se não pudéssemos nos dar ao luxo de tratar todos com honra e retidão. Esses "malditos gentios," como às vezes vos agrada chamá-los, são filhos de nosso Pai Celestial. Para que foi o evangelho introduzido no mundo? Qual foi a promessa feita a Abraão? "Em tua semente serão benditas todas as nações da terra," não amaldiçoadas. Qual foi a missão que Jesus deu a Seus discípulos? "Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura." O quê, aos gentios? Sim; não estáveis vós entre essa classe quando o evangelho vos alcançou? Sim, estáveis, e se os élderes não tivessem saído a pregar o evangelho, não estaríeis aqui. Bem, devemos tratar bem os homens aqui? Certamente; mas isso não quer dizer que deveis vos deixar governar por nenhuma de suas maldades ou corrupção. Deus nos envia para ensinar, não para sermos ensinados ou influenciados por algo impróprio ou impuro; Ele nos envia para elevar o estandarte da verdade e para agir como amigos de todos os homens, mas não para participar de seus pecados, ou nos misturarmos com eles em seus vícios e contendas; mas conservar nossos corpos e espíritos puros, juntos, para que sejamos filhos de Deus sem repreensão no meio de uma geração corrupta e perversa. O que eu faria com os famintos? Eu os alimentaria. O quê, se não fossem boas pessoas? Sim, vós e eu bem podemos nos dar ao luxo de tratar todos com retidão. Deus faz brilhar Seu sol tanto sobre os maus quanto sobre os bons, e envia Sua chuva sobre os justos e os injustos. Mas não desçais aos males, à maldade e às corrupções deles, nem aos males e à maldade daqueles que se autodenominam Santos dos Últimos Dias, mas não o são, e que não guardam os mandamentos de Deus. ¶
Sou um crente nas coisas de que os irmãos têm falado, são princípios de fato. Há algumas pessoas cristãs neste mundo que, se um homem estivesse pobre ou faminto, diriam: oremos por ele. Eu sugeriria um regime um pouco diferente para uma pessoa nessa condição: em vez disso, levar-lhe um saco de farinha e um pouco de carne bovina ou suína, e um pouco de açúcar e manteiga. Alguns confortos assim lhe farão mais bem do que vossas orações. E eu teria vergonha de pedir ao Senhor que fizesse algo que eu mesmo não faria. Então, ide trabalhar e ajudar os pobres vós mesmos primeiro, e fazei tudo o que puderdes por eles, e então invocai a Deus para fazer o restante. Assim também com a construção de nossos Templos e tudo o mais. Não vos preocupeis tanto com as orações; as orações são muito boas em seu devido lugar. Há um velho ditado que não é desprovido de sentido: "faze, não digas." Façamos algo e sintamos que somos homens entre homens, e que estamos preparados para cumprir as diversas responsabilidades que recaem sobre nós, e então as coisas caminharão bem o suficiente. Às vezes ficamos entusiasmados e queremos fazer tudo às pressas. Ora, o mundo não foi construído num dia, nem o inverno se transforma em verão num dia, é preciso tempo. Quando começa a esquentar um pouco na primavera, começais a arar, e quando lançais a semente, não esperais colher amanhã; mas esperais, e aos poucos o grão começa a brotar, e tudo fica bonito e verde, e quando começa a espigar, começais a falar da colheita. Há, contudo, um poder avassalador, que é o poder de Deus, por trás disso, que dá vida e vitalidade a toda a natureza; e ele se move gradual e lentamente, mas com segurança. Queremos crescer em graça e no conhecimento e amor de Deus da mesma forma. ¶
Começamos a edificar o Reino de Deus, e, como o grão de mostarda, que é a menor de todas as sementes, ele crescerá e se estenderá até que toda a terra esteja cheia do conhecimento de Deus, e os reinos deste mundo se tornem os reinos de nosso Deus e de Seu Cristo, e Ele reinará para sempre. ¶
Procuraremos ser unidos, e purificar a nós mesmos e purificar nossas famílias, e expurgar a iniquidade de nossos lares. Procuraremos ter uma consciência livre de ofensa para com Deus e os homens. Procuraremos magnificar o sacerdócio que Deus nos conferiu. E prosseguiremos de verdade em verdade; de inteligência em inteligência, e de sabedoria em sabedoria, até que vejamos como somos vistos e conheçamos como somos conhecidos. Operaremos juntos, e com todo o Israel e com os deuses nos mundos eternos, e com os patriarcas, profetas e apóstolos, e todos os homens santos de Deus que viveram antes de nós, ajudando a levar a cabo todos os desígnios de Deus, dos quais os profetas têm falado, e edificando a Sião de Deus, redimindo a terra e nela estabelecendo o reino de Deus. ¶
Que Deus vos abençoe e vos conduza nos caminhos da vida, em nome de Jesus. Amém. ¶