Pulpit

Não Há Nada de Estranho ou Novo em Viver e Morrer — Deve-se Morrer para Ser Vivificado — O Mundo da Humanidade Ignora a Imortalidade — Os Justos Devem Viver para Desfrutar a Luz do Espírito — Todo o Povo São os Filhos de Deus — Eles Aprendem pelo Contraste — Mundos a Serem Organizados e Povoados na Existência Futura

Brigham Young

1874-07-19

Não desejo deter a congregação, pois percebo que está muito quente e desconfortável; mas nesta ocasião sinto o desejo de oferecer algumas reflexões, e oro para que sejam instrutivas para os vivos, e nos animem na fé do santo Evangelho, nos fortaleçam na pouca fé que agora possuímos, e abram nossas mentes para as perspectivas futuras e as bênçãos que o Senhor tem reservadas para os fiéis.

Chamamos esta uma ocasião solene, pois nos reunimos para prestar nossas últimas homenagens a alguém que viveu conosco, e com quem nos associamos, e temos prazer em mostrar nosso respeito pelos restos mortais daqueles que, em vida, nos foram próximos e queridos. Mas, para mim, dirigir-me a um monte de barro sem vida seria inútil, ao passo que dirigir-me aos vivos, que têm ouvidos para ouvir e corações para entender, pode ser proveitoso. Pedi aos irmãos que falassem, os quais já se dirigiram a vós, e há mais aqui que gostariam de falar nesta ocasião.

O testemunho que foi dado a respeito do caráter de nosso amado irmão, cujo corpo é agora uma massa sem vida diante de nós, é verdadeiro, e mais podemos dizer do que o que foi dito.

A cena que agora somos chamados a testemunhar é dolorosa para os amigos próximos e queridos — é uma cena capaz de despedaçar o próprio coração — o coração mais íntimo. Tais cenas são sempre dolorosas, e ainda assim as testemunhamos dia após dia, e quando contemplamos o vasto número de almas que vêm à existência e habitam corpos aqui nesta terra, e o vasto número que está partindo, quase a cada momento, isso não é nada estranho ou novo. A menos que esta planta morra, não pode ser vivificada; a menos que esta mortalidade seja despida, não pode revestir-se de imortalidade; a menos que este corpo que recebemos da terra retorne à terra-mãe, não pode ser trazido para diante na manhã da ressurreição. Isto sabemos e entendemos; contudo, quão estranho é, e ainda assim podemos dizer que não é estranho, que os vivos, com tudo o que testemunham a respeito da partida dos vivos para outro estado de existência, quão poucos são os que levam isso a sério, quão poucos são os que se beneficiam disso, quão poucos são os que buscam a Deus por sabedoria, conhecimento e entendimento para poderem desincumbir-se bem aqui em preparação para esta mudança. Há alguns que o fazem, mas muito poucos, e, embora choremos a perda de nossos amigos, quando nossos sentimentos naturais passam, e nossos corações deixam de lamentar, a alegria toma o lugar destes sentimentos pesarosos, e não pensamos mais nisso. Esta é a condição comum dos filhos dos homens, daqueles que professam ser cristãos, e crer no Senhor Jesus Cristo como o Salvador do mundo. Eles têm feito muitas indagações a respeito desta passagem de um estado de existência para outro. Parece ser um grande mistério para eles. Muito se disse e muito se escreveu, e houve muitas reflexões — mais do que foi falado ou escrito, e ainda assim é um eterno mistério para o mundo. Por quê? Porque não têm olhos para ver, nem ouvidos para ouvir, e não entendem as providências de Deus; e, se leem a palavra do Senhor — as revelações que ele deu acerca dos vivos e dos mortos — não as entendem, e assim o mundo é deixado em trevas, a tatear seu caminho como o cego junto à parede. Assim é com os filhos dos homens, tomando-se todo o mundo cristão.

É verdade que os Santos dos Últimos Dias receberam um pouco mais — receberam algo além da imaginação do coração. Temos fatos diante de nós, temos uma experiência que é satisfatória, e podemos regozijar-nos na esperança que Deus nos deu. Mas, se estivermos preparados, como este nosso amado irmão estava preparado, para partir a qualquer momento; se vivermos deste modo, viveremos exatamente como devemos viver. Nenhuma pessoa que crê no Senhor Jesus Cristo tem o direito de gastar um dia, uma hora, ou um minuto de sua vida de maneira imprópria à profissão de um Santo; devem estar prontos para partir desta vida a qualquer momento. Digo que os que entendem as coisas de Deus não têm direito, nem desejo, de viver senão de modo a desfrutar da luz de seu Espírito, desfrutar da comunhão com Deus, com seu filho Jesus Cristo e com o Espírito Santo, para que sejam instruídos dia após dia sobre como andar no caminho que se estende diante deles, o caminho que leva à vida eterna. Mas quão fácil é para os que professam ser Santos serem da terra, terrenos, e buscarem e amarem o mundo, e caírem no espírito do mundo. Quão fácil é para eles receberem o espírito do mundo, e esquecerem o espírito de salvação que estava em seus corações. Se pudéssemos manter constantemente em nossas mentes e diante de nós aquilo que realmente sabemos, o que o Senhor nos ensinou, o que lemos e o que recebemos pelos sussurros do Espírito, isto seria satisfatório; mas muitos não retêm estas coisas, elas lhes escapam, e, quando se foram, a dúvida se apodera de suas mentes, e ficam perdidos para determinar se alguma vez entenderam alguma coisa ou não.

Nas grandes providências de Deus, ao trazer mundos à existência, como fez com este, mundos que continuamente vêm à existência e passam de um estado a outro, vêm à existência os habitantes; toda criatura vivente da qual temos algum conhecimento, Deus a envia sobre a terra que ele forma, ali para viver e desfrutar, ou suportar tudo o que suas providências trazem sobre a terra, para que tenham uma experiência, para que se preparem para outra mudança. Estas mudanças ocorrem continuamente, e têm ocorrido desde o princípio. No reino vegetal e no mineral, assim como no reino animal, estas mudanças ocorrem continuamente. O homem entra neste palco de ação, e passa continuamente por uma mudança até o momento de sua partida. Ele vem aqui — não sabe como. Sabemos que estamos aqui; mas quem entende como viemos, e o desígnio e propósito de nosso Pai Celestial ao nos enviar para cá? Aqui está o mistério para o mundo cristão e científico; não o entendem. "Quem dera pudéssemos", dizem os habitantes da terra, e especialmente os que creem no Senhor Jesus Cristo. "Como eu gostaria de saber onde vive Jesus!" "Como eu gostaria de saber se vou a ele quando eu deixar este mundo! Mas é um mistério." Por que haveria de ser um mistério? Porque a cortina está fechada diante de nós, e a visão de nossas mentes está encerrada para uma provação para nós, para nos provarmos, e mostrar se, ao passarmos pelas trevas e pela aflição, na ignorância e com nuvens de incredulidade sobre nós, depois de nos tornarmos familiarizados com as coisas de Deus, perseveraremos e seremos firmes em nossa fé, e assim nos provarmos dignos de receber uma gloriosa ressurreição, uma mudança para um estado de ser mais exaltado do que podemos possuir e desfrutar aqui nesta terra.

Fomos feitos expressamente para habitar com aqueles que continuam a aprender, e que recebem conhecimento sobre conhecimento, sabedoria sobre sabedoria; pertencemos à família do céu. Estou olhando agora para um corpo de divindade. Cada rosto que vejo emite certa quantidade da divindade que adoro — meu Pai no céu. Aqui estamos, somos filhos de Deus, e fomos trazidos para nos dar uma experiência, para que possamos saber o bem do mal, a luz das trevas; para que saibamos como servir a Deus; para que saibamos por que e para quê devemos recusar o mal e escolher o bem. Pergunto aos filósofos — e penso que é provável que alguns estejam aqui hoje — como se provam os fatos? Por seu contraste. Como se sabe isto ou aquilo? Por seu contraste. Conhecemos e provamos as coisas por seu oposto; entendemos o mal porque o bem está presente conosco, e o Senhor envia seus filhos inteligentes sobre a face da terra para provar se são dignos de habitar com ele na eternidade.

Quão frequentemente surge nas mentes das pessoas a pergunta — "Quisera eu saber para onde vou!" Podeis descobrir? Bem, ireis para o mundo espiritual, onde o irmão Thomas agora está. Ele agora entrou num estado de ser mais elevado, isto é, seu espírito entrou, do que quando estava neste corpo. "Por que não posso vê-lo? Por que não posso conversar com seu espírito? Quisera poder ver meu marido ou meu pai e conversar com ele!" Não é razoável que o façais, não é certo que o façais; talvez perdêsseis o próprio objeto de vossa busca se tivésseis este privilégio, e não haveria a mesma prova de fé para vos exercitar, não um caminho de aflição tão severo para trilhardes, não uma batalha tão grande para lutar, nem uma vitória tão grande para vencer, e perderíeis o próprio objeto que buscais. É certo que seja assim mesmo, que este véu esteja fechado; que não vejamos a Deus, que não vejamos anjos, que não conversemos com eles, exceto por meio de estrita obediência a seus requisitos, e fé em Jesus Cristo. Quando contemplamos a condição do homem aqui na terra, e entendemos que fomos trazidos com o propósito expresso de nos prepararmos, por meio de nossa fidelidade, para herdar a vida eterna, perguntamo-nos para onde vamos, qual será nossa condição, qual será a natureza de nossas atividades num estado de ser em que possuiremos mais vigor e um grau mais elevado de inteligência do que possuímos aqui? Teremos trabalho? Teremos prazer em nosso trabalho? Teremos algum objeto de busca, ou nos sentaremos e cantaremos rumo à bem-aventurança eterna? Estas são perguntas que surgem nas mentes das pessoas, e muitas vezes se sentem ansiosas para saber algo sobre o além. Que vale escuro e que sombra é isto que chamamos morte! Passar deste estado de existência, quanto ao corpo mortal, para um estado de inanição, quão estranho é! Quão escuro é este vale! Quão misterioso é este caminho, e temos de percorrê-lo sozinhos. Gostaria de dizer-vos, meus amigos e irmãos, se pudéssemos ver as coisas como são, e como as veremos e entenderemos, esta sombra e vale escuros são tão insignificantes que nos voltaremos e os olharemos e pensaremos, quando os tivermos atravessado, que esta foi a maior vantagem de toda a minha existência, pois passei de um estado de tristeza, pesar, luto, aflição, miséria, dor, angústia e desapontamento para um estado de existência onde posso desfrutar a vida ao máximo, tanto quanto isso possa ser feito sem um corpo. Meu espírito está livre, não tenho mais sede, não quero mais dormir, não tenho mais fome, não me canso mais, corro, ando, trabalho, vou, venho, faço isto, faço aquilo, o que quer que se exija de mim, nada como dor ou cansaço, estou cheio de vida, cheio de vigor, e desfruto a presença de meu Pai Celestial, pelo poder de seu Espírito. Quero dizer a meus amigos, se viverdes vossa religião, viverdes de modo a estar cheios da fé de Deus, para que a luz da eternidade brilhe sobre vós, podereis ver e entender estas coisas por vós mesmos, para que, quando fechardes os olhos para a mortalidade, desperteis diretamente na presença do Pai e do Filho, se estes estiverem dispostos a retirar o véu, podem fazer o que lhes agradar a este respeito; mas estareis no mundo espiritual e num estado de bem-aventurança e felicidade, embora possamos chamá-lo Hades ou inferno. É o mundo dos espíritos, é onde Jesus foi, e onde todos vão, tanto os bons como os maus. Os espíritos dos vivos que partem desta vida vão para o mundo dos espíritos, e, se o Senhor retirar o véu, é muito mais fácil para nós então contemplar o rosto de nosso Pai que está nos céus do que quando estamos revestidos desta mortalidade. Não tenho tempo agora para prosseguir mais estas reflexões.

Então devemos ser encorajados, devemos fortalecer nossa fé por nossa esperança, devemos buscar ao Senhor até que nossa esperança seja aperfeiçoada, para que tenhamos poder de suportar como Santos todas as aflições que encontramos aqui na terra. Se assim fizermos, quando tivermos atravessado o vale escuro da sombra da morte, será tão fácil voltarmo-nos e contemplar o caminho que percorremos, no qual tivemos o privilégio, o mesmo que os Deuses, de aprender a diferença entre o bem e o mal.

Recordai-vos de que se disse nos dias antigos, àquela que chamamos Mãe: "Teus olhos se abrirão se comeres deste fruto, e saberás, como sabem os Deuses, o bem do mal." Esta provação nos é dada para que aprendamos esta lição, e, se formos fiéis nela, aprenderemos como socorrer os que são tentados e provados como nós somos, quando tivermos o poder de resgatá-los das investidas do inimigo.

Esta terra é o nosso lar, foi formada expressamente para a habitação dos que são fiéis a Deus, e que se provam dignos de herdar a terra quando o Senhor a tiver santificado, purificado e glorificado, e a tiver trazido de volta à sua presença, de onde caiu, longe, no espaço. Perguntai ao astrônomo a que distância estamos do mais próximo daqueles corpos celestes chamados estrelas fixas. Pode ele contar as milhas? Seria uma tarefa para ele dizer-nos a distância. Quando a terra foi formada e trazida à existência, e o homem foi colocado sobre ela, ela estava próxima ao trono de nosso Pai no céu. E, quando o homem caiu — embora isso fosse planejado na economia divina, não havia nada de misterioso ou desconhecido para os Deuses a esse respeito, eles entendiam tudo, tudo estava planejado — mas, quando o homem caiu, a terra caiu no espaço, e passou a habitar neste sistema planetário, e o sol tornou-se nossa luz. Quando o Senhor disse — "Haja luz", houve luz, pois a terra foi aproximada do sol para que refletisse sobre ela, a fim de nos dar luz de dia, e a lua para nos dar luz de noite. Esta é a glória de onde a terra veio, e, quando for glorificada, retornará novamente à presença do Pai, e ali habitará, e estes seres inteligentes que estou vendo, se viverem dignos disso, habitarão nesta terra.

Quanto ao seu trabalho e atividades na eternidade, não tenho tempo para falar sobre esse assunto; mas teremos muito o que fazer. Não estaremos ociosos. Iremos avançando de um passo para outro, estendendo-nos nas eternidades até nos tornarmos como os Deuses, e sermos capazes de formar por nós mesmos, por ordem e mandado do Todo-Poderoso. Todos os que forem considerados dignos de serem exaltados e se tornarem Deuses, sim, filhos de Deus, sairão e terão terras e mundos como aqueles que formaram esta e milhões e milhões de outras. Este é o nosso lar, construído expressamente para nós pelo Pai de nossos espíritos, que é o Pai, o formador, o construtor e o produtor destes corpos mortais que agora possuímos, e que retornam à terra-mãe. Quando o espírito os deixa, ficam sem vida; e, quando a mãe sente a vida chegar a seu filho, é o espírito entrando no corpo em preparação para a existência mortal. Mas suponde que ocorra um acidente e o espírito tenha de deixar este corpo prematuramente, o que então? Tudo o que o médico diz é — "é um natimorto", e isso é tudo o que sabem sobre isso; mas, seja o espírito permanecendo no corpo um minuto, uma hora, um dia, um ano, ou vivendo ali até que o corpo tenha alcançado uma boa velhice, é certo que chegará o momento em que serão separados, e o corpo retornará à terra-mãe, ali dormindo sobre o seio dessa mãe. Isso é tudo o que há a respeito da morte.

O irmão Thomas Williams não está mais morto do que estava há uma semana. Seu barro está simplesmente morto; e, na medida em que honrou este tabernáculo que jaz diante de nós, este tomará um sono no pó, para vir para diante imortal no dia da primeira ressurreição.

Este será o caso conosco todos, se honrarmos nosso ser aqui. Este é o nosso caminho, e nosso grande objetivo deve ser honrar nosso chamado aqui. Temos corpos que, na infância, na meninice e na juventude, são tão puros quanto os anjos, e, se honrarmos estes corpos, e os preservarmos em castidade, pureza e santidade, são tão bons quanto os corpos daqueles que habitam a vida sem fim, e estarão preparados para vir para diante na gloriosa ressurreição, e serem coroados de glória, imortalidade e vidas eternas. Este é o privilégio de todos, e a obra que o Salvador empreendeu é salvar todos os que a ele vierem; ninguém se perderá eternamente, exceto os filhos de perdição; e a grande obra que Deus trouxe nos últimos dias, ao restaurar o Sacerdócio, é para os vivos e para os mortos, para elevá-los a fim de que desfrutem de uma gloriosa ressurreição.

O irmão Thomas honrou seu corpo aqui, e agora vai para sua glória, isto é, tanto quanto pode no mundo espiritual. Vai para onde pode fazer mais bem. Foi para onde pode pregar aos que viveram e morreram na terra sem o Evangelho, para que tenham o privilégio de recebê-lo e obedecê-lo, para que sejam julgados como homens na carne, e tenham o privilégio de uma gloriosa ressurreição.

Esta é a obra dos Santos dos Últimos Dias, e, se somos odiados por alguma coisa, é por tentarmos salvar o povo; se somos perseguidos, é por tentarmos fazer o bem aos que estão vivos e aos que estão mortos. Digo, então, aos Santos, prossegui vosso caminho, vivei vossa religião e estai prontos a qualquer momento. O irmão Thomas Williams, enquanto estava à mesa comendo seu jantar, não teve o privilégio de falar uma palavra. Um vaso sanguíneo se rompeu, e sua boca e garganta se encheram instantaneamente de sangue a tal ponto que não pôde falar uma palavra. Tentou engolir um pouco de sal e água, e provavelmente conseguiu descer um pouco, mas duvido muito disso. O sangue jorrou provavelmente tanto do estômago quanto dos pulmões. Os vasos estavam maduros e prontos para romper, e o sangue dentro dele jorrou tão copiosamente que ele nunca mais falou uma palavra. Como poderia ele arrepender-se de seus pecados se não estivesse preparado? Que espécie de confissão poderia ter feito, se quisesse fazê-la? Nenhuma. Não poderia pedir a um Sacerdote que orasse por ele, se o quisesse fazer; não, estava preparado para partir; nunca falou uma palavra, mas entregou sua alma a Deus sem um momento de aviso. Procuro viver de tal modo que meu trabalho esteja sempre feito; fiz tudo o que pode ser feito até o momento, exatamente como ele o fez. Gostaria que nossos homens de negócios se espelhassem nele que jaz diante de nós. Ele foi nosso tesoureiro na Filial Central da Z.C.M.I., e cuidava desta Filial dos negócios financeiros da Instituição, e não havia ordem que devesse ser paga ou arquivada sem que ele tivesse escrito uma descrição dela e a prendesse àquela ordem antes de ir para o jantar. Em todos os seus negócios não havia um único traço de pena que precisasse ser feito por outros escriturários, mas cada detalhe estava feito exatamente como se ele soubesse que iria exalar seu último suspiro dentro de vinte minutos.

Santos, gostaria que vos espelhásseis neste homem, e vivêsseis vossas vidas como ele viveu a sua. Rogo-vos, em lugar de Cristo, vivei vossa religião. Se quereis saber se vivo a minha, julgai por minhas obras, julgai por meu andar e conversação diários. Tendes o direito de julgar, mas tende certeza de viver de modo a saber se eu o faço ou não. Vivo de modo a saber se o fazeis ou não, exatamente. Santos dos Últimos Dias, vivei vossa religião e honrai vosso Deus.

Digo a esta família, às esposas e filhos do irmão Williams, Deus vos abençoe e console vossos corações; e digo, quereis viver vossa religião para que estejais preparados para encontrá-lo? Se não viverdes de modo a honrar vosso Sacerdócio, deixareis de encontrá-lo na ressurreição, garanto-vos. Agora, vivei vossa religião. Deus não pode ser escarnecido, as leis de Deus devem ser honradas, e todas as suas ordenanças e requisitos devem ser cumpridos e satisfeitos. Ele exige estrita obediência de seus filhos, e, se não formos obedientes, deixaremos de alcançar aquela glória que agora antecipamos.

Espero e oro para que o Senhor vos abençoe a todos. Amém.

Como citar este discursoBrigham Young, “Não Há Nada de Estranho ou Novo em Viver e Morrer — Deve-se Morrer para Ser Vivificado — O Mundo da Humanidade Ignora a Imortalidade — Os Justos Devem Viver para Desfrutar a Luz do Espírito — Todo o Povo São os Filhos de Deus — Eles Aprendem pelo Contraste — Mundos a Serem Organizados e Povoados na Existência Futura”, (1874-07-19). Pulpit Vault, 1874-07-young-nothing-strange-or-new-to-live-and-die-must-die-in-order-to-be-quickened. Tradução desta edição, por método de glossário, contentdm.lib.byu.edu.Pulpit Vault, edição de 23 de setembro de 2026 (commit 4bdc6ac627).