Nossos Interesses Temporais Dirigidos para a Obra do Senhor; A Cooperação e a Manufatura Doméstica no Condado de Box Elder
Lorenzo Snow
A posição que professamos ocupar como corpo religioso é um assunto para profunda reflexão. Testificamos ter recebido um conhecimento, por meio das revelações do céu, a respeito da restauração do Evangelho antigo e do santo Sacerdócio, pelo qual fomos autorizados a pregar por inspiração, e a ministrar ao mundo os princípios da vida e da salvação. Todos professam ter experimentado algum entendimento ou conhecimento desta obra maravilhosa, por meio de bênção divina ou manifestação peculiar. Em consequência destas indicações divinas que têm acompanhado a administração deste Evangelho restaurado, esta vasta audiência de mais de doze mil pessoas está aqui reunida, tendo se congregado de muitos climas e nações. Os Santos dos Últimos Dias não se reuniram a estes vales com o propósito de saber que esta Obra é de Deus, mas em consequência de já terem obtido anteriormente este conhecimento inspirado, por meio das administrações do Evangelho em suas terras natais. E, tendo chegado ao conhecimento destes fatos importantes, certamente nos convém sermos devotados à obra em que estamos empenhados, e fazer o melhor que pudermos para promover seus interesses. Na edificação do reino de Deus, que é a obra que nos foi confiada, toda a nossa atenção e nossos mais elevados esforços são exigidos, para que sejamos capacitados, por meio do Espírito Santo, a magnificar devidamente nossos respectivos chamados no santo Sacerdócio. ¶
Desejo, nesta tarde, limitar minhas observações ao assunto de nossos interesses e obrigações temporais. Antes de estarmos preparados para retornar ao Condado de Jackson, para edificar a Estaca Central de Sião, creio que um sistema ou ordem de coisas será introduzido para nossa prática, exigindo mais fé e devoção do que, receio, alguns de nós possuímos no momento presente. Isto exigirá uma submissão perfeita a respeito de nossos assuntos temporais, igual àquela com que agora nos entregamos nos assuntos espirituais. Este princípio de devoção e obediência nos assuntos temporais, como estando ligado ao plano da vida eterna, é plenamente ilustrado na conversa entre o Salvador e o jovem que buscou informação sobre o assunto da salvação, registrada no Novo Testamento. Ao ser questionado por este jovem sobre o que dele se exigia para herdar a vida eterna, o Salvador respondeu: "Não matarás, não cometerás adultério, não furtarás, não dirás falso testemunho, honra teu pai e tua mãe, e amarás o teu próximo como a ti mesmo." A resposta foi que todos estes deveres haviam sido cumpridos desde sua mais tenra juventude. Mas ainda faltava uma coisa para torná-lo perfeito aos olhos do Salvador, a saber: permitir que seus meios e propriedades fossem controlados na causa de Deus, e pela vontade de Deus. "Vende tudo o que tens, dá aos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, e segue-me." Mas, quando o jovem ouviu esta palavra, retirou-se triste, porque possuía muitas propriedades. Em todos os outros deveres, tinha sido fiel e irrepreensível, mas nisto, seu egoísmo e amor às riquezas exerciam controle completo, o que provocou a observação do Salvador: "É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus." Este dito causou grande espanto entre os discípulos, que perguntaram, admirados: "Quem poderá, pois, salvar-se?" ¶
Este princípio de submissão, e de ser controlado nos assuntos de propriedade, é uma doutrina que pertence ao Evangelho e à edificação do reino de Deus. Foi pregado e praticado na dispensação apostólica, e também pelos nefitas neste continente, depois da introdução, entre eles, do Evangelho em sua plenitude, como registrado no Livro de Mórmon. Foi também uma doutrina introduzida entre nós, há mais de quarenta anos, que encontramos estabelecida em várias revelações contidas no Livro de Doutrina e Convênios. ¶
Esta consagração, ou o entregar nossos interesses temporais para serem dirigidos para a obra do Senhor, sendo um elemento fundamental na obra da salvação, e na união e aperfeiçoamento dos Santos, é muito claramente mostrada no segundo e no quarto capítulo de Atos dos Apóstolos: "E todos os que criam estavam juntos, e tinham tudo em comum. E vendiam suas propriedades e bens, e repartiam com todos, segundo cada um tinha necessidade." "Não havia, pois, entre eles necessitado algum; porque todos os que possuíam herdades ou casas, vendendo-as, traziam o valor do que fora vendido, e o depositavam aos pés dos apóstolos. E repartia-se a cada um, segundo a necessidade que cada um tinha." Ananias, e Safira, sua mulher, também venderam suas posses, mas, temendo, talvez, que este esquema de coisas não funcionasse de todo com sucesso, ocultaram uma parte de seus meios, e fizeram um relato falso, mas foram terrivelmente punidos por sua duplicidade e hipocrisia, mostrando que este princípio de consagração era reconhecido pelo Senhor, e que ele considerava a desobediência com o mais profundo desagrado. ¶
Quando a Igreja foi estabelecida entre os nefitas, como registrado no Livro de Mórmon, esta doutrina foi por eles pregada, e praticada por quase duzentos anos, resultando em paz, união, grande prosperidade, e bênçãos milagrosas, maiores do que jamais experimentou qualquer povo de que tenhamos registro. Os milagres mais notáveis eram constantemente realizados entre eles; seus doentes eram curados, e, em alguns casos, seus mortos restaurados à vida. Estas extraordinárias manifestações da aprovação de Deus continuaram enquanto permaneceram unos em seus interesses temporais, ou controlados em seus assuntos financeiros de acordo com a Ordem de Enoque. Ao fim de duzentos anos, começaram a separar seus interesses, e cada um a controlar seus próprios assuntos financeiros para satisfazer seus propósitos individuais e egoístas. Com esta mudança, contendas e divisões surgiram por toda parte, sobrevieram guerras, e miséria e destruição total se seguiram. O primeiro ponto de partida deste povo na maldade e na apostasia pareceu ser o desrespeito a este sistema celestial de manter propriedade em comum, e a recusa de serem controlados em assuntos temporais. ¶
No primeiro caso referido, o do jovem, ele se cortou a si mesmo das bênçãos da vida eterna ao recusar submissão aos conselhos do Salvador a respeito de suas posses. No caso de Ananias e sua esposa Safira, a destruição súbita os visitou, em consequência de desonestidade e hipocrisia naqueles assuntos. Também no caso dos nefitas, como vimos, todos foram destruídos pelo juízo de Deus, depois de terem ignorado estes princípios. Mas temos um exemplo, em nosso próprio tempo, dos juízos de Deus caindo subitamente sobre um povo, por se recusarem a cumprir esta ordem de consagração. ¶
No Livro de Doutrina e Convênios, seção 58, o Senhor diz: "Considero conveniente que meu servo Martin Harris dê o exemplo à igreja, entregando seu dinheiro ao bispo da igreja. E também esta é uma lei para todo homem que vier para esta terra a fim de receber uma herança; e ele fará com seu dinheiro o que a lei determinar." Novamente, o Senhor diz, seção 42: "Se me amares, servir-me-ás e guardarás todos os meus mandamentos. E eis que te lembrarás dos pobres e consagrarás de tuas propriedades, para sustento deles, aquilo que tiveres para lhes dar, com um convênio e uma promessa que não poderão ser violados," etc. Novamente, na seção 78, o Senhor diz: "Em verdade vos digo: Chegado é o tempo e está perto; e eis que é necessário que haja uma organização de meu povo, para regulamentar e estabelecer os negócios do armazém para os pobres de meu povo, neste lugar e na terra de Sião — Como estabelecimento e ordem permanente e eterna para minha igreja, a fim de promover a causa que abraçastes, para a salvação do homem e para a glória de vosso Pai que está nos céus; Para que sejais iguais nos vínculos das coisas celestiais, sim, e também das coisas terrenas, para obtenção de coisas celestiais. Porque se não sois iguais em coisas terrenas, não podeis ser iguais na obtenção de coisas celestiais; Pois se desejais que eu vos dê um lugar no mundo celestial, é preciso que vos prepareis, fazendo as coisas que eu mandei e que requeri de vós." Novamente, na seção 104, o Senhor diz: "Eis que todas estas propriedades são minhas; do contrário vossa fé é vã e sois considerados hipócritas; e os convênios que fizestes comigo estão quebrados; E se as propriedades são minhas, então sois mordomos; caso contrário, não sois mordomos." ¶
Mas aprendemos que os Santos, naquele período inicial de nossa história, recusaram-se a ser governados nestes assuntos. O Senhor diz, na mesma seção 104: "Contudo, sendo que alguns de meus servos não guardaram o mandamento, mas quebraram o convênio por cobiça e com palavras falsas, amaldiçoei-os com uma maldição severa e dolorosa. Porque eu, o Senhor, decretei em meu coração que, se qualquer homem que pertencer à ordem for considerado transgressor, ou, em outras palavras, quebrar o convênio com que estais comprometidos, será amaldiçoado na vida e será pisado por quem eu desejar; Pois eu, o Senhor, não serei escarnecido quanto a estas coisas." Também, na seção 105, o Senhor diz — "Eis que vos digo: Se não fosse por suas transgressões, o meu povo, falando a respeito da igreja e não de indivíduos, já poderia ter sido redimido. Mas eis que não aprenderam a ser obedientes às coisas que exigi de suas mãos, mas estão cheios de toda sorte de maldades e não repartem seu sustento com os pobres e aflitos dentre eles, como convém a santos; E não estão unidos segundo a união exigida pela lei do reino celestial; E Sião não pode ser edificada a não ser pelos princípios da lei do reino celestial; de outra forma, não posso recebê-la para mim mesmo. E meu povo precisa ser corrigido até aprender obediência, ainda que seja pelas coisas que sofre. Portanto, em consequência das transgressões de meu povo, é conveniente para mim que meus élderes esperem um pouco a redenção de Sião — Para que estejam preparados e para que meu povo seja ensinado mais perfeitamente e tenha experiência e conheça mais perfeitamente os seus deveres e as coisas que exijo de suas mãos." ¶
Por isso, aprendemos que os Santos no Condado de Jackson e em outras localidades se recusaram a cumprir a ordem de consagração; por consequência, foi-lhes permitido serem expulsos de suas heranças; e não deveriam retornar até que estivessem melhor preparados para guardar a lei de Deus, sendo ensinados de modo mais perfeito a respeito de seus deveres, e aprendendo, pela experiência, a necessidade da obediência. E penso que não estamos justificados em antecipar o privilégio de retornar para edificar a Estaca Central de Sião, até que tenhamos demonstrado obediência à lei da consagração. Uma coisa, no entanto, é certa: não nos será permitido entrar na terra de onde fomos expulsos, até que nossos corações estejam preparados para honrar esta lei, e nos tornemos santificados por meio da prática da verdade. ¶
O Senhor exigiu que aquelas terras no Missouri fossem obtidas, não pela força, mas pela compra, por meio das consagrações das propriedades dos Santos; e foi indicado o modo como estas consagrações deveriam ser feitas, mas isto foi desrespeitado. Menciono estes pontos, em parte tendo em vista sua íntima ligação com os princípios da Cooperação, agora fortemente recomendada por nosso Presidente à atenção dos Santos dos Últimos Dias nos vários povoados do Território. ¶
Considero a cooperação, quando devidamente compreendida e praticada, como um degrau para a Ordem de Enoque, e que capacitará os Santos que a recebem em espírito apropriado a se prepararem gradualmente para entrar, no devido tempo, mais plenamente na prática dos princípios necessários para realizar a edificação do reino de nosso Deus. Precisamos ter experiência a fim de compreender devidamente como sustentar instituições temporais, administrar assuntos financeiros, e usar sabiamente meios concentrados. A cooperação é de pouco benefício, a menos que o povo a compreenda, a aprecie, e se sinta disposto a sustentá-la; e, para isso, precisamos ser ensinados e instruídos a respeito de seu objeto e vantagens. "Esperai um pouco a redenção de Sião, para que meu povo seja ensinado mais perfeitamente e tenha experiência e conheça mais perfeitamente os seus deveres e as coisas que exijo de suas mãos. Pois eis que não exijo de suas mãos que lutem as batalhas de Sião; pois, como disse em um mandamento anterior, assim mesmo o cumprirei: lutarei vossas batalhas." Mas isto ele realmente exige de nós: que alcancemos uma devoção de coração e uma santificação de sentimento, de modo a estarmos dispostos a que todos os nossos bens sejam dirigidos pelo conselho, para o avanço do reino de Deus. Já se passaram mais de quarenta anos desde que a Ordem de Enoque foi introduzida, e rejeitada. Naturalmente se pensaria que já é tempo de começarmos a honrá-la, e que já adquirimos conhecimento e experiência suficientes nos tratos do Senhor conosco, para nos prepararmos com fé e devoção a cumprir alegremente todos os seus princípios e exigências. Mas quantos de nós, diante de tal exigência, seguiriam o exemplo do jovem a que me referi — afastando-nos tristemente? ¶
Noto o grande interesse que agora os Santos, nos vários povoados, estão tomando no estabelecimento de instituições cooperativas. Estas abrangem os grandes princípios, em ligação com a Ordem de Enoque, destinados a unir nossos corações, sentimentos e interesses, e a efetivamente edificar o reino de Deus e redimir a terra. ¶
O povo de Brigham City vem operando, há vários anos, segundo estes princípios, e está começando a extrair deles diversas vantagens financeiras, bem como muitas bênçãos espirituais. Os corações e sentimentos do povo estão se unindo consideravelmente pela prática deste sistema de cooperação em nossos interesses temporais. ¶
Honestidade, capacidade e devoção são exigidas para que a cooperação possa ser levada a cabo com sucesso, e o Espírito e a sabedoria do Senhor são tão necessários quanto na proclamação do Evangelho ou na administração de suas santas ordenanças. Alguns Élderes são muito devotados e dedicados de coração ao irem em missões, e em quase tudo o que diz respeito ao avanço dos interesses espirituais do reino de Deus, e quase irrepreensíveis, e aparentemente sem falha, mas, coisa estranha, nos assuntos temporais são altamente negligentes, quando não desonestos. Quando os Santos se sentem assim, não podem agir com proveito ou vantagem na cooperação; não podem inspirar confiança nem exercer uma influência apropriada. Na administração temporal, assim como na espiritual, cada um deveria exibir, em seus trabalhos, um princípio de abnegação quando necessário; isto é, deveria mostrar que trabalha pelos interesses do povo, e não para se engrandecer. Com este espírito, certamente manterá uma influência, e incutirá nos outros o mesmo tipo de sentimentos. ¶
Quando alguém entra na cooperação com espírito e pontos de vista apropriados, para superintender ou operar em qualquer de seus departamentos, tem um direito legítimo ao Espírito de inspiração, para auxiliá-lo em seu chamado. Lemos que Jacó, por sua honestidade de propósito, retidão nos negócios, e ausência de egoísmo, foi auxiliado por um santo Anjo, com informações sobre como aumentar e multiplicar seus rebanhos. É muito melhor edificar o reino de Deus, em seus interesses temporais, pelo Espírito de Deus e pela sabedoria de Deus, do que pelo espírito do homem e pela sabedoria do homem; neste último princípio, sempre fracassaremos, mas no primeiro, os resultados serão sempre bem-sucedidos. ¶
Nossa Instituição Cooperativa, no momento, em Brigham City, compreende oito departamentos distintos, e é geralmente muito bem sustentada pelo povo. Abrange um departamento mercantil, uma curtição, um açougue, uma sapataria, uma fábrica de tecidos de lã, uma fazenda, um rebanho de ovelhas, um rebanho de gado, e uma leiteria. Estes ramos se ajudam mutuamente a se sustentarem. Os lucros do departamento mercantil ajudam a fornecer o dinheiro necessário para levar adiante outras indústrias — para comprar peles, corantes, urdiduras de algodão, etc., etc. A curtição fornece à nossa sapataria o couro necessário, e a nosso rebanho de ovelhas, em parte, a lã para nossa fábrica. Uma parte considerável de nossas roupas é agora fornecida em nossa fábrica, e nossas botas e sapatos na sapataria, e um suprimento suficiente de carne no açougue, tudo o que pode ser obtido por dividendos, trabalho, ou troca de produtos. Isto é uma grande bênção para o povo, especialmente no momento presente de escassez de dinheiro. Muitos de nossos artigos manufaturados são quase tão finos quanto, e muito mais sólidos do que, a mesma classe de artigos importados. ¶
Encomendei um terno, no outono passado, a um alfaiate em Brigham City, cujo material foi feito em nossa fábrica de tecidos de lã. Usei-o como traje de viagem pela Europa e pela Palestina, e senti certo orgulho em exibi-lo como espécime da indústria "mórmon", em meio aos vales do Grande Oeste. Enquanto estava na França, tivemos uma entrevista com o Presidente Thiers e seu gabinete; isso foi em Versalhes, e aconteceu que eu estava então vestido com este terno feito em casa, o meu aristocrático estando trancado em meu baú em Paris, a doze milhas de distância. Nosso grupo concordou que eu parecia suficientemente respeitável, com minhas botas e meu terno de fabricação caseira, para me apresentar com eles na presença do Presidente da República Francesa. Respeitei seu juízo e honrei sua decisão. Fui recebido pelo Presidente tão cordialmente, e creio que ele apertou minha mão tão calorosa e fervorosamente, quanto se eu estivesse vestido de soberbo tecido fino. Em várias outras ocasiões, em nossas entrevistas com cônsules e ministros americanos, e homens de categoria e posição, meu terno reservado não estava ao alcance, de modo que tive oportunidade de mostrar uma amostra do que estamos fazendo aqui nas montanhas, o que foi ocasião tanto de surpresa quanto de elogio. Ao retornar a Londres, este terno estava quase tão bom quanto quando saí de Brigham City. Dei-o de presente ao filho do Presidente Wells, um de nossos missionários agora pregando em Londres. ¶
Para que alguns de meus amigos nesta audiência não venham a imaginar que apostatei destas humildes práticas de sustentar instituições caseiras, permiti-me dizer que este terno que agora visto não é tecido fino importado, como provavelmente imaginais, mas foi feito e manufaturado em Brigham City, e as botas que trago são as mesmas que usei em toda a minha viagem pela Palestina, e estão quase tão boas quanto quando as calcei pela primeira vez em Brigham City. Manufaturamos, por ano, mais de trinta mil dólares em vários tipos de tecido, que é usado principalmente pelo povo de Brigham City, e nas cidades e povoados vizinhos. Este ano, provavelmente manufaturaremos mais de quinze mil dólares em botas e sapatos, que serão usados nas mesmas localidades, e em nossa leiteria faremos mais de trinta mil libras de queijo, de qualidade igual a qualquer um que possa ser importado. ¶
Nosso rebanho de gado cooperativo, juntamente com nosso rebanho de ovelhas, e os porcos mantidos na leiteria, abastecem nosso açougue, e parcialmente nossa curtição com peles, e nossa fábrica de tecidos de lã com a matéria-prima. Todos estes, juntamente com outros ramos da indústria, trabalhando em união, proporcionam-nos vantagens importantes na presente crise financeira, e suprem, em grande medida, nossas necessidades reais, de um modo facilmente acessível até aos mais pobres da comunidade. ¶
Os Bispos e Élderes presidentes, sem dúvida, muitos deles, tomarão a dianteira na cooperação, tendo isso em vista, direi simplesmente que muita prudência, cuidado, sabedoria, paciência e perseverança, auxiliadas pelo Espírito de Deus, serão necessárias para operar segundo estes princípios. Precisam entrar neste empreendimento de todo o coração e alma, como numa missão sagrada. O povo deve ser ensinado e conduzido com toda bondade, e não forçado a medidas que não compreende, e para as quais não tem coração nem disposição de entrar. Movei-vos gradualmente, tomai uma coisa de cada vez, tornai cada uma, ao menos parcialmente, bem-sucedida, antes de introduzir outra, para que as vantagens e o propósito do que estamos fazendo possam ser sentidos e compreendidos. A dificuldade em obter meios para estabelecer a cooperação não é tão grande, talvez, quanto a de encontrar homens de capacidade, sabedoria e devoção para administrar de modo adequado tais meios, uma vez reunidos, e elevar o povo àquele padrão de sentimento e conhecimento apropriado, para ficar comparativamente satisfeito quando seus meios forem justa e sabiamente administrados. ¶
Que o Senhor nos abençoe com seu Espírito Santo, para que sejamos sábios e devotados em todos os nossos pensamentos e administração, espiritual e temporal. Amém. ¶