A Importância de Viver à Altura do Conhecimento Possuído Pelos Santos dos Últimos Dias, e das Exigências Feitas a Eles, por Meio dos Oráculos Vivos de Deus
David McKenzie
Sinto-me muito grato pelo privilégio de estar diante desta congregação nesta manhã, não obstante seja com certo grau de acanhamento; contudo, em comum com meus irmãos, tenho razão para estar seguro de que, quando um Élder se levanta diante de uma congregação com o desejo de abençoá-la com uma parte das boas novas que emanam do trono eterno, digo que tenho razão para crer que aquele Ser a quem servimos e adoramos não se esquecerá de nós, na medida em que nos achegarmos a ele com confiança e com corações em oração. Regozijei-me sobremaneira com as palavras de nosso amado Presidente, o Presidente George A. Smith, quando pediu à congregação que elevasse seus corações em oração silenciosa a Jeová, para que os Élderes pudessem receber as palavras de vida para dar ao povo. Este é nosso privilégio, irmãos e irmãs, e é um que estimo do maior valor; e, quando venho a uma reunião para ouvir as palavras da verdade, faço da elevação do coração em oração silenciosa uma regra invariável, para que o Senhor administre a nós, pois, sem seu auxílio e assistência, nossas palavras têm muito pouco valor para os Santos. ¶
Percebo, nesta manhã, que estou dirigindo-me a uma congregação de Santos dos Últimos Dias. Se eu estivesse falando ao povo do mundo, que nada sabe de nossa santa religião, poderia sentir-me levado a admoestá-los a serem batizados para a remissão de seus pecados. Mas percebo que estou falando a um povo que já está familiarizado com os primeiros princípios do Evangelho. Vejo diante de mim aqueles que deixaram tudo o que lhes era próximo e caro — abandonaram seus lares, os túmulos de seus pais, as amizades de seus amigos, e se reuniram aqui para servir o Deus verdadeiro e vivo — aquele Ser que se revelou nesta, a dispensação da plenitude dos tempos, para a liquidação dos negócios desta terra, de acordo com o programa que foi estabelecido antes de o mundo existir. Na medida em que fizemos isto, e fizemos convênio com Deus, o Pai Eterno, de que o serviríamos e guardaríamos seus mandamentos, se eu puder dar-vos uma palavra de conforto, ou de exortação, oro para que ela me seja dada por Deus, de modo que vos faça bem. ¶
Recebemos algumas instruções muito excelentes durante a Conferência. O Presidente Young nos apresentou o Evangelho, por assim dizer, em poucas palavras, quando nos disse que, se havia algo bom ou belo, algo que tivesse sabor de virtude e retidão, algo que tendesse à verdadeira felicidade, isso era parte do credo dos Santos dos Últimos Dias. Uso o termo "credo". É, em si mesmo, uma palavra que circunscreve, uma palavra que limita, mas não há limite para nosso credo. É ilimitado; compreende toda a verdade que existe, existiu ou há de existir. Tudo quanto seja bom e nobre, tudo quanto tenda à salvação dos filhos dos homens e a lhes trazer felicidade aqui e no futuro, a edificar, aperfeiçoar, aumentar de acordo com a ordem dos Deuses, isso é a religião dos Santos dos Últimos Dias; isso é o que constitui a sua religião. ¶
É moda designar como educação aquilo que dá aos jovens um conhecimento das letras, dos números, da ciência e da filosofia; enquanto aquilo que tende a um estado futuro, a trazer felicidade no além e a nos preparar para a presença de Deus, é chamado pelo mundo de religião. Para os Santos dos Últimos Dias, tudo é educação, ou tudo é religião, como quiserdes. Aquilo que nos prepara para viver e nos capacita a prover para nós mesmos as necessidades e conforto da vida, bem como aquilo que nos prepara para a presença de Deus, nosso Pai Celestial, para que possamos habitar com ele por toda a eternidade, tudo isso é educação ou é religião. Não sabemos onde traçar a linha divisória, tendo em mente este fato: que tudo quanto é bom vem de Deus, e que tudo quanto é mau provém de uma fonte má. ¶
Confio que estamos despertos para estas coisas, que não deixamos o tempo passar sem proveito, pois nos foi confiada uma obra grande e importante — não somente a nossa própria salvação, mas as chaves para a redenção dos filhos dos homens, desde as eras mais primitivas até a cena final. Esta é a obra que os Santos dos Últimos Dias têm diante de si. É bom termos isto continuamente em mente, para que não desperdicemos o tempo em futilidades, mas para que estejamos despertos para os sinais que se avolumam por todos os lados, apontando, como que com o dedo de Jeová, que se aproxima o tempo em que aquele a quem pertence o direito de reinar virá e tomará o reino. Os homens têm tido, por muito tempo, as coisas ao seu modo. Quando leio e reflito sobre a história do passado, sou levado a crer que o Senhor tem permitido que os homens tomassem as coisas em suas próprias mãos, até certo ponto, para ver o que fariam por si mesmos. Todos vos lembrais do sonho de Nabucodonosor, que Daniel interpretou, no qual ele viu uma grande imagem, cuja cabeça era de ouro fino, o peito e os braços de prata, etc. As imagens são obra das mãos dos homens. A Nabucodonosor foi dado o domínio sobre toda a terra, um reino que era comparativamente puro, e que foi comparado ao ouro fino; mas, com o passar do tempo, o reino degenerou, e se enfraqueceu e se subdividiu, como representado pelos pés da imagem — que eram parte de ferro e parte de barro mole. Mas, nos últimos dias, o Deus do céu haveria de estabelecer um reino. Um reino que não era parte da imagem; não era obra do homem, era obra de Deus, e foi comparado a uma pedra cortada do monte sem mãos. Notai a frase — "sem mãos"; não era obra dos homens, era uma pedra cortada do monte sem mãos, isto é, um reino estabelecido por Deus, que haveria de ferir esta imagem — a obra dos homens, e uma ordem de coisas seria instituída de acordo com a mente e a vontade de Jeová. ¶
Presto-vos testemunho neste dia, irmãos e irmãs, de que Deus estabeleceu seu reino; de que isto me foi revelado, para meu entendimento, para minha mais absoluta convicção, de modo que não é mais matéria de dúvida ou incerteza; mas é tão substancial e real para mim quanto a certeza de que existo. E há centenas, sim, milhares, nesta congregação, que poderiam prestar o mesmo testemunho, se lhes fosse pedido. ¶
Agimos nós, como Santos dos Últimos Dias, à altura deste conhecimento? Temos em mente que fizemos certos convênios com Deus, e que somos responsáveis, quer os guardemos, quer os negligenciemos? Temo, irmãos e irmãs, que, embora a maioria dos Santos dos Últimos Dias esteja se saindo muito bem, há muitos homens com talentos, dons e habilidades dados por Deus, que poderiam ser instrumentos brilhantes e resplandecentes em suas mãos, mas que são negligentes e andam vagando atrás de ídolos, e adorando ídolos tanto quanto o pagão que se prostra diante de coisas de madeira e pedra. Que estão eles fazendo? Esquecidos do grande objetivo e propósito que deveriam ter em vista como Santos dos Últimos Dias, vagueiam atrás das coisas deste mundo, procuram acumular riquezas para si, e passam seu tempo como se não houvesse nada além do véu. Este proceder não é sábio, mesmo no que diz respeito a este mundo, pois qual é a condição de tais pessoas hoje? Seu ideal não lhes dá aquela verdadeira e duradoura felicidade que vem de Deus. Traz cuidado e ansiedade, e aumenta a cobiça pelo ganho, e o que buscam obter foge cada vez mais deles. A aquisição de riqueza acarreta maior responsabilidade quanto ao uso que farão dela para adquirir ainda mais. Vendo as coisas sob esta luz, parece-me um fato evidente por si mesmo que, embora estejamos ostensivamente empenhados em buscar e promover nossa felicidade, estamos na trilha errada quando seguimos um rumo desta espécie. Há um rumo apropriado a seguir, a fim de aumentarmos nossa felicidade. Fomos lançados juntos neste planeta, em circunstâncias bastante semelhantes em muitos aspectos. Somos sensíveis ao prazer e à dor, temos o desejo de aumentar nossos gozos, e há muitas outras coisas que eu poderia mencionar em que somos todos muito semelhantes. Ora, não pensais que aquele Ser que vos criou, a mim e a vós, conhecia certo plano que, se o adotássemos, certo rumo que, se o seguíssemos, nos daria a maior soma de felicidade? É uma conclusão bem razoável. ¶
Que rumo será esse, provavelmente? O mesmo rumo que nosso Pai Celestial seguiu antes de nós. Como haveremos de saber o que é isto? Leiamos as revelações; recorramos a nosso amado Salvador quando esteve sobre a terra. Que rumo ele seguiu? Ele andou fazendo o bem. Sua admoestação era fazer o bem a todos, amar os inimigos, fazer o bem aos que vos odeiam, e fazer aos outros o que quereríeis que eles vos fizessem. Estes foram alguns dos princípios estabelecidos por nosso Salvador e Redentor. Ele disse que não viera para fazer sua própria vontade, mas a vontade de seu Pai. Não pensais, irmãos e irmãs, que, se seguíssemos estas regras de ouro, veríamos um estado de coisas bem diferente do que agora vemos? Qual seria o resultado, se fossem observadas? Todo homem estaria tão disposto a promover o bem-estar e a vantagem de seu próximo quanto os seus próprios. Quando dois fossem negociar juntos, não seria: "Vejamos agora quem levará a melhor no negócio", ou "Não me importa o que tu ganhes, eu quero ganhar o máximo que puder". O desejo seria que ambos ficassem satisfeitos. Numa sociedade em que estas regras de ouro fossem observadas por todos, não haveria a exploração dos pobres para que os ricos amontoassem para si riquezas, que são uma ferrugem corrosiva; não, mas poderíamos entrar na Ordem de Enoque, e vivê-la, de modo a intensificarmos nossa fé em Deus e recebermos e compreendermos mais de sua vontade a nosso respeito, e veríamos um estado de coisas com o qual nem tu nem eu jamais sonhamos, se pudéssemos vencer estes sentimentos de egoísmo que procedem de um poder que é mau, e que se opõe a nosso crescimento e ao progresso do reino de Deus. ¶
Está em nosso poder inaugurar e fazer vir a passar tal estado de coisas? Temos o sacerdócio do Filho de Deus legado a nós exatamente para este propósito. Está na mente e na vontade de Jeová derramar bênçãos sobre seu povo, aumentar sobre eles tudo quanto seja calculado para lhes trazer felicidade aqui e no futuro. Ele se propôs a fazer deles uma nação de reis e sacerdotes, de acordo com suas promessas feitas a Abraão. Essa promessa ainda há de se cumprir, e se cumprirá tão certamente quanto os céus estão sobre nós. Ele derramaria bênçãos sobre seu povo, mas, se este não for capaz de recebê-las, ai! elas se tornariam maldições. Ele nos deu leis, e a cada lei dada há condições. Se as engrandecermos, bênçãos são prometidas, das quais seremos tão certamente os recipientes quanto o é o fato de vivermos. Por que nos é exigido pagar o Dízimo? Que quer o Senhor com um décimo de nossos bens? Vou dizer-vos o que ele quer com isso. Ele quer que tu e eu manifestemos, por meio disto, que somos seus servos, que respeitamos seus mandamentos, que não pomos inteiramente nosso coração no vil metal, mas que, de boa vontade, alegremente e com entendimento, trazemos um décimo de nossos bens, e dizemos: "Aqui estou, ó Pai, pronto e disposto a depor o que Tu exigiste de mim, para que eu possa manifestar-Te minha integridade, e provar que sou digno de receber mais de Tuas bênçãos." Esta é a lei do Dízimo, tal como a entendo. Esta é a condição; esta é a recompensa, se quiserdes, que acompanha aquele que o paga. ¶
Muitas vezes os Santos se perguntam por que não progredimos mais rapidamente do que progredimos, e às vezes isso cria um sentimento de pesar; mas percebo que há uma abundância de coisas diante do povo às quais eles não vivem à altura. Temos os oráculos de Deus em nosso meio. Poderia sentar-me e ler as Escrituras do passado, os mandamentos dados aos filhos de Israel, gravados nas tábuas de pedra, ou os mandamentos carnais, mas eles me beneficiam comparativamente pouco. O que tu e eu queremos hoje é a palavra do Senhor para nós mesmos. Não somos nós tão seus filhos quanto o foram os filhos de Israel nos dias de Moisés? Certamente que sim. Queremos a palavra do Senhor hoje, e precisamos andar à altura dela quando a recebermos. Como disse, temos os oráculos vivos em nosso meio, e, se deles recebemos admoestação, conselho e, se quiserdes, mandamentos, isto é tão plenamente a palavra do Senhor para este povo quanto o é a doutrina do batismo por imersão para a remissão dos pecados. ¶
Todos aguardamos o tempo em que a Ordem de Enoque será estabelecida sobre a terra. Mas, em nossa condição presente, com nossos sentimentos de egoísmo, cobiçando as coisas do mundo, e ansiando por Babilônia, não podemos esperar que o Senhor tivesse tão pouca consideração por seu povo a ponto de exigir que vivêssemos esta lei, quando isso provavelmente seria nossa condenação. Mas os servos de Deus que estão à cabeça deste povo, com corações anelantes por sua prosperidade, com orações constantes se elevando a Deus, pelo avanço de seu reino sobre a terra, viram por bem propor que entremos num sistema de cooperação, como um passo em direção ao estabelecimento desta ordem, que contemplamos existir dentro de não muito tempo. Quais deveriam ser nossos sentimentos ao ouvir da organização de tal coisa? Deveríamos dar graças e louvor ao Deus Todo-Poderoso por haver uma oportunidade — uma porta aberta — pela qual podemos dar um passo em direção ao estabelecimento da Ordem de Enoque. É um passo na direção certa, e, se compreendêssemos nossos verdadeiros interesses, avançaríamos nessa direção, faríamos tudo se curvar a isso, centraríamos nossa fé nisso, dedicaríamos nossa força e nossos meios ao progresso desta instituição chamada Instituição Cooperativa. Deveria ser como a menina dos nossos olhos. O apoio a este sistema cooperativo é tão certamente um mandamento de Deus, como já disse, quanto o é a doutrina do batismo para a remissão dos pecados. O que a torna assim? Porque nos foi revelada como tal pelos oráculos vivos. E que nos importa a palavra impressa, em comparação com os oráculos vivos? Não é de maior importância para ti e para mim saber o que devemos fazer hoje? Certamente que sim. Vivemos no presente, vivemos hoje, e, se vivermos corretamente hoje, estaremos prontos para amanhã. É da máxima importância que saibamos como regular nossa conduta hoje, porque não somente vivemos hoje, mas temos nossas famílias para treinar, instruir e educar, para que elas, por sua vez, em seu dia, possam ser capacitadas a cumprir a mente e a vontade de Deus. Se compreendêssemos nossos verdadeiros interesses como povo, saberíamos que não temos um único interesse individual fora do reino de Deus. Se este fato não é evidente às nossas mentes, é porque estamos mais ou menos nas trevas. Que parecemos possuir aqui? Digo "parecemos possuir" deliberadamente, porque não temos controle algum, por nós mesmos. Quem pode garantir para si mesmo uma hora de existência? Quem está seguro disso? Até a própria capacidade que temos de reunir ao nosso redor as necessidades e conforto da vida vem de Deus. Quem de nós tem uma herança? Como observou o Presidente Smith, nem uma só alma de nós, sobre a terra, recebeu uma herança que possamos chamar de nossa; e, quando nós, como povo, temos a oportunidade de unir nossa fé e nossas energias numa dada direção, deveríamos saudá-la como uma das maiores bênçãos que nos podem ser concedidas. ¶
É sob esta luz que considero o Fundo Perpétuo de Emigração para o recolhimento dos pobres — é uma dádiva de Deus para nós, porque temos permissão para concentrar nossa fé, nossas energias e nossos meios numa direção, para realizar uma obra grande e boa. É sob esta luz que me regozijo com o estabelecimento da Instituição Cooperativa, porque temos o privilégio de unir nossas energias e fé, como povo, numa direção, para um resultado benéfico. O mesmo se dá com o pagamento do Dízimo; e o que teríamos hoje sem estas instituições? Tendes ideia de até que ponto o Dízimo tem sido o meio de trazer a efeito as muitas melhorias que cresceram ao nosso redor? Muitos não têm, mas tenho a sorte de estar na posição em que posso ver, compreender e conhecer os números, e sei o uso a que o Dízimo é aplicado, e que ele está em primeiro e principal lugar em todas as melhorias para o avanço da causa da verdade sobre a terra, dando o exemplo para que outros o sigam no mesmo rumo, e uma das grandes fontes da prosperidade deste povo se deve ao fato de que pelo menos certa porção do Dízimo é paga ao celeiro do Senhor. ¶
Tem-se observado aqui que Salt Lake City é, por assim dizer, um campo de batalha entre os poderes da luz e os poderes das trevas. Nunca, individualmente, me senti melhor em minha vida nesta Igreja do que hoje. Nada me importa a pressão externa, no que a mim individualmente diz respeito, e noto, entre os Santos que estão despertos, que quanto maior a oposição, mais fortes eles se tornam nas coisas de Deus. É bem verdade que os jovens estão crescendo ao nosso redor, e não tiveram a experiência daqueles de anos mais avançados, e estão sujeitos a se desviarem. Recai grande responsabilidade sobre os pais dos jovens, para que deem a seus filhos exemplos sábios e prudentes; que os admoestem quanto aos males que existem e que estão avançando sobre o povo hoje. Quando vemos as modas babilônicas penetrando entre nós, devemos ter muito cuidado para evitar dar a nossos filhos o exemplo de segui-las. Se descobrirmos que nossos jovens têm de correr atrás das modas, ponhamo-nos a estabelecer-lhes alguns bons exemplos, criemos modas para nós mesmos, que eles possam seguir. Refleti, irmãs, por um momento, quem é que inaugura as modas que algumas de nossas assim chamadas senhoras patrocinam nas ruas de Salt Lake City hoje? De onde vêm essas modas? Gostaríeis de ser vistas sob a luz sob a qual são vistas aquelas pobres criaturas que inauguraram tais modas? Se tendes de seguir algo, segui o bom, o justo e o puro, e evitai até a aparência do mal. Vou dizer-vos uma coisa que podemos seguir com proveito. Um banco de poupança foi aberto nesta cidade. Foi criado com um propósito sábio; o povo pode ali reunir seus meios, e, porventura, se quiser mandar buscar amigos e parentes no exterior, quando chegar o dia de fazê-lo, terão algo que poderão usar para este louvável propósito. Eis algo a seguir, envolvendo o princípio da poupança, do bom uso de vossos recursos. Juntando vossos centavos, aos poucos eles se tornam uma libra. É como as unidades das ações deste povo — quando somadas todas juntas, chegam a um esforço poderoso. Poupai vossos centavos, em vez de desperdiçá-los nestas vaidades tolas e triviais. É o caso de alguns de meus irmãos e irmãs: não conseguem deixar um dólar em seus bolsos por um minuto sequer. Querem ir a algumas das lojas gastá-lo em alguma bugiganga, pois é fato patente a todos que este é um dia de charlatanismo, e as coisas que se obtêm nas lojas são mais ou menos falsificadas e fraudulentas, aparência externa e verniz de gengibre, em vez de coisas sólidas e substanciais, que deveríamos buscar. Por exemplo, o tecido que vestimos; ides a uma loja e comprais uma peça de vestuário — como é raro que consigais obter aquilo que foi representado. Não, obtendes uma fraude, uma falsificação, uma imitação da coisa genuína, e é exatamente a isso que o mundo está rapidamente chegando. Aos poucos, não haverá entre eles nada além de fraude e falsificação. Preferimos, antes, aquilo que é bom e substancial, aquilo que podemos usar e que nos será um benefício, em vez daquilo que é apenas para exibição. Busquemos, irmãos e irmãs, aquelas coisas que hoje nos beneficiarão e melhorarão nossa condição, e deixemos Babilônia em paz. ¶
Digo-vos que, se nos conservássemos a nós mesmos, veríeis muito poucas daquelas instituições florescerem em Salt Lake City, que estão surgindo ao nosso redor, e que estão agora recebendo o patrocínio, receio, de alguns dos Santos dos Últimos Dias. Rogo-vos, por vossa própria causa, e pela causa de Israel no exterior, que deixeis de patrocinar instituições e abominações gentias, e voltai vossa atenção para a edificação do reino de Deus, pois nele estão todos os interesses que tendes sobre a terra, tanto para o tempo quanto para a eternidade. ¶
Que Deus nos abençoe e nos ajude a assim fazer é minha oração em nome de Jesus. Amém. ¶