Diferentes Graus de Recompensa e de Punição — O Casamento para a Eternidade Necessário para uma Plenitude de Glória Celestial
Orson Pratt
Não sei quando fui mais edificado e instruído do que fui esta tarde ao ouvir o discurso do Élder Hyde. Segundo meu julgamento, foi certamente calculado, em sua natureza, para edificar e instruir toda pessoa que o ouviu com atenção. Foi proferido em linguagem eloquente, foi claro e simples, direto e definido, e, se obedecido, foi calculado para fazer bem a todos. ¶
O Senhor concedeu uma variedade de dons em seu reino, alguns tendo um e outros outro, e especialmente no Quórum dos Doze, do qual o irmão Hyde é o Presidente, há uma grande variedade de dons e talentos, e é para mim grande prazer ouvi-los, e seria com grande satisfação que eu ouviria mais do que ouço. Mas sou frequentemente chamado a me dirigir ao povo quando preferiria ouvir os outros. ¶
Que assunto poderei apresentar-vos esta noite, não sei. Às vezes um assunto se abre em minha mente enquanto ouço os cantores, e às vezes me levanto sem ter a primeira coisa em mente para dizer ao povo, e confio em Deus para me dar o que é necessário no exato momento. Este é o caso comigo esta noite, e humildemente oro a meu Pai nos céus, em nome de seu Filho amado, que me conceda o Espírito para discernir o que dizer e o que seria mais adaptado às necessidades daqueles que estão presentes. Há um campo tão vasto de luz e verdade que Deus revelou em diferentes eras do mundo, e mais especialmente em nossos tempos, que a grande dificuldade do servo de Deus, tenho frequentemente pensado, é distinguir e discernir que porção da grande variedade seria mais agradável aos olhos do Senhor apresentar ao povo. ¶
Há muitas peculiaridades em nossa religião, mas a generalidade dos Santos dos Últimos Dias as conhece bem. Às vezes forasteiros comparecem às nossas reuniões que ficariam contentes de nos ouvir tratar de certos assuntos, que pensam que muito lhes interessariam. Estamos dispostos a fazê-lo, mas ainda assim procuramos ter o Espírito para edificar a todos, quer estejam na Igreja, quer sejam forasteiros aqui de visita. ¶
Entre as peculiaridades que Deus revelou diretamente aos Santos dos Últimos Dias podem-se mencionar os vários graus de felicidade e glória que existem no mundo eterno, também os vários graus de punição sobre as diferentes classes de indivíduos. Antigamente, antes de nos tornarmos Santos dos Últimos Dias, fomos instruídos por nossos pais e mães, e pelos ministros que ouvíamos, de que havia apenas dois lugares nos mundos eternos, um ou outro dos quais era destinado a toda a família humana; que todos os que porventura deixassem de alcançar o céu seriam enviados para o outro lugar, ao qual chamavam inferno. Este assunto foi tratado muito longa e interessantemente pelo irmão Hyde esta tarde, e durante suas observações falou a respeito das diferentes mansões que Deus tinha reservadas para toda a família humana, algumas das quais são gloriosas, e outras destinadas como lugares de punição. Estas coisas foram tratadas muito plenamente pelo irmão Hyde, em alguns aspectos, mas havia alguns pontos ligados a elas que não foram plenamente investigados e apresentados ao povo. ¶
A maneira pela qual obtivemos um conhecimento mais perfeito da condição futura dos filhos dos homens foi por revelação; de fato, todo o conhecimento que a humanidade já obteve a respeito deste assunto foi por revelação. Lemos, na primeira epístola de Paulo aos Coríntios, algo a respeito das diferentes glórias ligadas à ressurreição dos mortos. Somos informados, no raciocínio de Paulo, que quando as pessoas saem dentre os mortos, algumas herdarão uma glória e outras outra; e estas glórias são tipificadas pelas várias criações que o Senhor fez. Diz Paulo: "há uma glória do sol, outra glória da lua e outra glória das estrelas, e, como uma estrela difere de outra estrela em glória, assim também é a ressurreição dos mortos." ¶
Somos também informados nas Escrituras de que há uma grande variedade de punições, bem como de glórias — estas punições diferindo em natureza de acordo com as obras dos filhos dos homens. Por exemplo, lemos a respeito de algumas pessoas que hão de ser punidas por pecados que cometeram sem nenhuma chance de perdão, quer neste mundo quer no mundo vindouro. Isto indica claramente que certas classes de pecados não podem ser perdoadas naquele mundo, enquanto outras classes de pecados podem ser perdoadas sob certas condições. Aquele que peca contra o Espírito Santo, diz-se-nos, não receberá perdão. Os homens podem pecar contra Deus o Pai, e se se arrependerem neste mundo, podem ser perdoados; se pecarem contra Jesus, seu Filho, e se arrependerem e realizarem as obras da retidão, esses pecados podem ser apagados; mas se pecarem contra o Espírito Santo depois de o terem recebido e sido batizados por ele, não há perdão para esse pecado, nem neste mundo nem no mundo vindouro. ¶
Ora, se há de haver uma variedade de punições, bem como uma variedade de glórias, deve haver uma variedade de lugares de punição. Pareceria inconsistente para nós, mesmo aqui nesta vida, ver uma pessoa culpada de apenas um pequeno crime contra as leis de nosso país lançada na mesma masmorra que o assassino. Seria injusto, por exemplo, segundo nossas noções, que uma pessoa que cometeu apenas um delito insignificante contra a lei fosse lançada na masmorra mais escura e profunda junto com aquele que derramou sangue inocente. Temos justiça suficiente em nosso próprio peito para classificar esses indivíduos e indicar a cada um o aposento em que deve habitar. É o Senhor menos justo do que o homem? Não está ele repleto dos grandes princípios de justiça, muito além do que qualquer homem jamais recebeu? Dele emanaram todas as nossas ideias de justiça, por consequência não podemos considerá-lo um ser que consignaria o pobre pagão que morreu sem conhecimento da lei, e outros que levaram vidas morais mas que não obedeceram ao Evangelho do Filho de Deus, à mesma punição que o assassino e aquele que derrama sangue inocente. Consideraríamos injusto se todas essas classes fossem lançadas num só lugar, ali se debatendo sob as mesmas condições de punição por todas as intermináveis eras da eternidade sem nenhuma esperança de redenção. Não poderia considerar isto justo, e presumo que nenhum outro ser reflexivo poderia, especialmente se estivesse familiarizado com as Escrituras. Jesus, falando a este respeito, diz — "Aquele que conhece a vontade de seu senhor e não a faz, será açoitado com muitos golpes"; enquanto aquele que ignora a vontade de seu senhor e faz coisas dignas de açoites, será açoitado com poucos. Não citei as palavras de Jesus, palavra por palavra, mas dei-vos o sentido; o Senhor, portanto, ao julgar o homem, não julga em todos os casos pelo ato, mas de acordo com a compreensão e o conhecimento do indivíduo que pratica esse ato. Se duas pessoas cometessem cada uma um assassinato — derramassem sangue inocente — e uma tivesse pleno conhecimento da lei revelada de Deus, e a outra estivesse em completa ignorância dela, haveria uma distinção ao julgar estes dois caracteres. Diríamos de imediato que aquele que pecou com conhecimento deveria receber punição mais pesada do que aquele que não tinha este conhecimento. ¶
Suponhamos que Santos, que não apenas ouviram a lei de Deus, mas abraçaram o Evangelho do Filho de Deus, foram renovados em suas mentes pelo poder do Espírito Santo e provaram a boa palavra de Deus e os poderes do mundo vindouro, fossem tão dominados a ponto de derramar sangue inocente, haveria algum perdão para eles? De modo nenhum. Seria nosso dever, se tal pessoa fosse julgada, e condenada pelas leis de nosso país a ser enforcada até a morte, visitá-la e orar para que Deus perdoasse seus pecados? Não, estaríamos pecando contra Deus ao fazê-lo. Por quê? Porque Deus nos revelou que pessoas que têm esta luz e conhecimento, e derramam sangue inocente, não podem ser perdoadas neste mundo nem no mundo vindouro, e não devemos pedir-lhe que faça o que ele decretou que não fará. Tal pessoa comete o pecado imperdoável — derrama sangue inocente depois de ter a luz do Espírito Santo, sabendo que ao fazê-lo não está apenas pecando contra Deus o Pai e contra seu Filho, mas contra as convicções do Espírito Santo. ¶
Suponhamos, novamente, que pessoas fora desta Igreja, que ouviram o Evangelho do Filho de Deus, mas se recusaram a obedecê-lo, cometessem assassinato, pecariam contra grande luz e conhecimento, mas não contra o Espírito Santo. Aqui está a diferença entre as duas classes de assassinos; o Santo dos Últimos Dias jamais seria perdoado, mas se tornaria um filho da perdição. ¶
Ora, permiti-me trazer alguns exemplos das Escrituras a respeito destas diferentes classes de indivíduos e da luz e conhecimento que tinham. Alguns podem ser perdoados, como já afirmei, no mundo vindouro. Permiti-me referir-vos a uma certa classe mencionada nas Escrituras que será perdoada sob certas condições. Recordai-vos que o Apóstolo Pedro, tendo reunido ao seu redor uma grande congregação de judeus, os assassinos de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, que tinham derramado sangue inocente, lhes proferiu um discurso, mas foi bem diferente daquele que pregou à multidão mista que se ajuntara das diferentes nações no Dia de Pentecostes. Quando pregou a esta última, disse: "Arrependei-vos, cada um de vós, e sede batizados em nome de Jesus Cristo, para remissão de vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo, pois a promessa é para vós e vossos filhos, e para todos os que estão longe, para quantos o Senhor nosso Deus chamar." Foi um verdadeiro sermão do Evangelho, pregado a indivíduos que não eram culpados de assassinato. Todos foram chamados a se arrepender, crer em Jesus Cristo, ser batizados em água para remissão dos pecados, e a eles e a todos os que estavam longe, que recebessem o Evangelho, foi prometido o perdão dos pecados e o dom do Espírito Santo. Mas vamos ao outro sermão a que me referi, o pregado aos judeus ímpios e corruptos que crucificaram Jesus. Disse Pedro, sabemos que o fizestes por ignorância — em outras palavras, não recebestes o Espírito Santo, e porque não tivestes o Espírito do Senhor sobre vós, derramastes o sangue do Inocente, assassinastes o Filho de Deus, o Messias; mas o fizestes por ignorância. Ora, a questão é, havia alguma esperança para eles? Poderiam ter seus pecados perdoados nesta vida? Não, Pedro, depois de primeiro lhes dizer que tinham derramado o sangue do Justo em sua ignorância, então lhes diz como e quando podem obter perdão. Repetirei as palavras: "Arrependei-vos, pois, e convertei-vos" — sem batismo aqui — "arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que vossos pecados sejam apagados, quando ele enviar Jesus Cristo, que anteriormente vos foi pregado, a quem os céus devem receber até os tempos da restituição de todas as coisas, faladas pela boca de todos os santos Profetas desde o princípio do mundo." Não lhes disse para serem batizados para remissão de seus pecados. Por quê? Porque compreendia bem demais a natureza de seu pecado para lhes dizer que fossem batizados para sua remissão. Sabia que tinham perdido esse privilégio neste mundo, porque tinham derramado o sangue do Santo e Justo. Disse-lhes: Se vos arrependerdes agora, vós, assassinos, vós que matastes Jesus, o Justo e Santo, há uma esperança de que mesmo vossos pecados sejam apagados. Não nesta vida, não pelo batismo para remissão dos pecados, mas quando vier o tempo de refrigério da presença do Senhor, e ele enviar Jesus Cristo, a quem os céus receberão até então, e nem mesmo então, a menos que se arrependam enquanto aqui nesta vida. Isto deve ter sido notícia triste para aqueles a quem foi comunicada, se nela creram. ¶
"Arrependei-vos e convertei-vos." Notai agora o que significa esta frase. A palavra "convertido" tem sido interpretada como "nascido de Deus," ou tornar-se uma nova criatura; mas o verdadeiro sentido da palavra é reformar nossas vidas, converter-se de fazer o que é mau para fazer o que é bom — voltar-se do pecado e da transgressão para o que é reto diante de Deus. Se aqueles judeus se arrependessem e se voltassem ou se convertessem de seus pecados para fazer o que era reto, teriam esperança de ter seus pecados apagados quando Jesus fosse enviado da presença do Pai nos tempos da restituição; mas até então teriam de permanecer em tormento, sofrendo por seus pecados. ¶
Permiti-me trazer outro exemplo. Havia um homem em tempos antigos chamado Davi, e porque era um homem segundo o coração de Deus, o Senhor o escolheu para ser rei sobre Israel. O Senhor também abençoou grandemente este homem, e derramou ricamente sobre ele o espírito de profecia e revelação, e muitos de seus salmos, que agora cantamos com tanto prazer em nossas reuniões, contêm profecias relativas às mais remotas gerações da família humana. Este homem era um Profeta e Revelador, era cheio do Espírito Santo e falava conforme era movido por esse Espírito. Deus o amava, e disse que era um homem segundo seu próprio coração. Deus também o abençoou, quando ainda um jovem corado, fugindo de caverna em caverna, e de montanha em montanha para escapar das perseguições de Saul, que buscava tirar-lhe a vida, com oito esposas. Isto foi antes de ser colocado no trono. Mas depois que Saul foi eliminado e Davi elevado ao trono de Israel, o Senhor também lhe deu todas as esposas de Saul, seu senhor. Assim diz Natã, o Profeta, e foi enviado para repreender Davi. Que havia feito para necessitar de repreensão? Ora, tomara a esposa de seu vizinho, uma pessoa sobre a qual não tinha nenhuma reivindicação, e não apenas cometeu adultério ao assim tomar a esposa de outro, mas por sua ordem o legítimo marido dela foi colocado à frente da batalha para que fosse destruído, e foi destruído; por isso, embora ele mesmo não tenha cravado um punhal em seu coração, tornou-se um assassino aos olhos do céu por ter colocado este homem onde seu sangue seria derramado. Depois de toda sua bondade, e depois de toda a luz e conhecimento que Deus tinha dado a este homem, cometeu estes dois grandes crimes. Natã, o Profeta, foi enviado para repreendê-lo por eles, e o fez por meio de uma parábola. Disse a Davi, o rei, que certo homem pobre tinha apenas uma cordeirinha, e seu vizinho rico, ali perto, tinha um grande rebanho, e chegou um forasteiro, e o homem rico foi ao redil deste pobre homem e tomou a única ovelha que tinha e a preparou para fazer um banquete suntuoso para o forasteiro. Isto acendeu a ira de Davi, pois embora tivesse transgredido, o princípio de justiça não estava extinto em seu peito, e disse: "Aquele que fez isto certamente morrerá." Disse Natã: "Tu és o homem." Deus te deu um grande número de esposas, entre elas todas as esposas de teu senhor Saul. Todo este grande rebanho de ovelhas, por assim dizer, te foi dado pelo Senhor, contudo foste e tomaste a única que um pobre homem tinha, e cometeste adultério com ela, portanto disse o Senhor, eu te punirei. Com que tipo de punição foi este homem punido? Entre elas estava a do sofrimento nos mundos eternos. Por quanto tempo? Não posso dizer exatamente, mas muitos séculos, mil anos ao menos; este homem, outrora justo, agora ímpio, teve de sofrer a pena desse crime. Arrependeu-se ele? Sim. Clamou ao Senhor? Sim. Ficou profundamente perturbado? Ficou, e foi talvez tão arrependido quanto alguém poderia estar; mas o decreto tinha sido proferido, e por isso aquele homem teve de suportar a pena de seu crime. Pedro, ao se referir a este assunto no dia de Pentecostes, como registrado no capítulo segundo dos Atos dos Apóstolos, cita dos Salmos de Davi, e diz: "Não deixaste minha alma no inferno, nem permitiste que teu Santo visse a corrupção." Parece que, afinal, embora o arrependimento de Davi não pudesse apagar seu pecado, ainda assim ele tinha uma esperança, e olhava para o futuro, para o tempo em que seria libertado do inferno; quando esse tempo chegasse, sairia e receberia algum tipo de glória, quanto não sei, pois não foi revelado; mas basta dizer que pecou contra grande luz e conhecimento, e por causa de seu pecado caiu de uma posição muito elevada. Que tenha recebido muitos dos princípios que agora são compreendidos pelos Santos dos Últimos Dias, sob o novo e eterno convênio, duvido; pois se os tivesse recebido, jamais poderia ter sido redimido, jamais poderia ter dito: "Redimirás minha alma do inferno," etc. ¶
Refiramo-nos a alguns outros exemplos. Havia os Lamanitas, um povo que, de acordo com o Livro de Mórmon, tinha degenerado em ignorância neste continente americano antes da vinda de Cristo. Habitavam aqui havia séculos, e antes da vinda de nosso Salvador estavam mergulhados nas profundezas da ignorância. Tinham perdido o conhecimento dos princípios da salvação, e se tornaram um povo muito ignorante, ímpio e idólatra. Os Nefitas, uma nação esclarecida que habitava neste continente ao mesmo tempo, enviaram missionários aos Lamanitas para os converter, se possível, de seus pecados. Foram entre eles e tiveram muito sucesso, trazendo muitos milhares deles a um conhecimento da verdade. Esta nação tinha sido ensinada, em sua ignorância e impiedade, de que não havia mal em assassinar os Nefitas, e os tinham assassinado enquanto na ignorância da lei de Deus; mas quando o Evangelho lhes foi apresentado, puderam obter perdão por estes assassinatos? Sob certas condições, e uma delas era que deporiam suas armas de guerra, e assim o fizeram, enterrando-as profundamente na terra como testemunho diante de Deus de que não derramariam mais sangue inocente; e por sua grande tristeza e arrependimento o Senhor teve compaixão deles, e perdoou nesta vida os pecados que tinham cometido em ignorância. Isso mostrou que assassinos, sob certas condições, podiam ser perdoados aqui; mas há outras classes de assassinos por cujo perdão nesta vida seria muito errado orar, mesmo que jamais tivessem recebido o Espírito Santo — refiro-me àqueles que leram e compreenderam a lei revelada. Orar por perdão presente seria contrário à mente e vontade de Deus, e portanto seria pecar contra ele. Creio ter dito o suficiente para mostrar o princípio segundo o qual o Senhor age ao punir os pecados dos filhos dos homens. Agora, permiti-me dizer algumas palavras a respeito de sua ressurreição e redenção. ¶
Perguntarei aqui, sairão muitos destes indivíduos que pecaram contra Deus e herdarão aquele alto grau de exaltação no mundo celestial? Esta é uma grande questão. Podem herdar a mesma glória que será gozada pelos Santos que viveram em diferentes eras do mundo e perseveraram fiéis até o fim? Podem receber aquela plena exaltação e resplandecer no reino de Deus? Não. Por que não? Porque não estão preparados para isso. Não digo que não possam, em alguma era futura, de acordo com os propósitos de Deus, ser conduzidos de um passo para outro, até que, finalmente, alguns deles alcancem a glória celestial. Nós, Santos dos Últimos Dias, cremos que, quando o Senhor vier, redimirá as nações pagãs, não para sua presença, para a glória celestial, mas sairão de suas sepulturas; não com corpos celestiais e preparados para usar uma coroa celestial, para resplandecer como o sol no reino de seu Pai. Não; tal glória não podem ter, mas terão uma glória adaptada à luz e ao conhecimento que tiveram, e essa glória é tipificada pela lua. "Há uma glória do sol, outra glória da lua e outra glória das estrelas, e, como uma estrela difere de outra estrela em glória, assim também na ressurreição dos mortos." Ora, há bastante diferença entre estes corpos celestiais que brilham no firmamento. O sol é muito mais glorioso que a lua, tanto que os astrônomos nos dizem que seriam necessárias várias centenas de milhares de luas cheias para produzir uma luz igual à luz do sol; em outras palavras, se todo nosso firmamento visível, do horizonte, fosse apenas um clarão de luas, tudo isso não seria igual à luz do sol; por consequência podeis formar uma ideia da diferença entre a glória do sol e a glória da lua. ¶
Novamente, quando olhamos para aquelas estrelas cintilantes no firmamento do céu, vemos algumas brilhando com muito maior fulgor do que outras, e são divididas em classes pelos astrônomos, e classificadas de acordo com sua magnitude, ou de acordo com a intensidade da luz que lançam sobre nosso mundo, não de acordo com a natureza real das estrelas, porque estão demasiado distantes para que possamos julgar isso, apenas sabemos que são sóis, os centros de sistemas, e que brilham por sua própria radiância; e se estivéssemos tão perto delas quanto estamos de nosso sol, muitas delas seriam muito mais resplandecentes em sua glória, e lançariam mais luz do que nosso sol lança. Mas o Apóstolo Paulo, ao falar deste assunto, referia-se à glória das estrelas tal como nos aparecem, e à quantidade de luz que parecem enviar. ¶
Ora, aquelas pessoas que recebem uma glória semelhante à das estrelas, ou como a luz das estrelas nos aparece, não alcançarão a glória de que gozam os pagãos, pois a glória destes será como a da lua, e todas as estrelas juntas não lançam tanta luz sobre nosso mundo quanto uma lua, e por isso a glória daquela classe de seres cuja glória difere como as estrelas será inferior à dos pagãos, pois estes receberão a glória da lua. Mas todos os que entrarem na glória tipificada pelo sol terão de obedecer a certos princípios de lei, e essa lei é uma lei celestial. Que lei é essa? É a lei do Evangelho. Todas as pessoas nestes dias que entram na glória celestial não apenas devem estar familiarizadas com o Evangelho como ensinado nos tempos antigos, mas devem estar familiarizadas com ele tal como é ensinado e administrado por homens que têm autoridade para o administrar agora. Se o fizerem, terão direito às bênçãos do Evangelho, ao perdão dos pecados neste mundo, e sendo assim feitos filhos e filhas de Deus, terão direito a toda a plenitude da glória daquele plano de salvação, e Jesus diz que resplandecerão como o sol no reino de meu Pai. ¶
Como não temos tempo para entrar plenamente na investigação de todas estas diferentes glórias, desejo mais particularmente indagar a respeito da natureza deste estado superior de glória chamado celestial. Haverá alguma diferença entre os que são redimidos para aquela glória? Haverá, em alguns aspectos. Todos serão iguais no gozo de algumas bênçãos, e nesse sentido sua glória será a mesma, mas ainda assim, em alguns aspectos, haverá uma diferença. Alguns que herdarão uma porção daquela glória não terão famílias, serão privados dessa bênção por todas as eras da eternidade, enquanto outros receberão uma exaltação e reino, e terão esposas, filhos, domínio, grandeza e poder muito além daqueles a quem primeiro me referi. ¶
Ora, por que deveria haver esta distinção no reino celestial, e qual é a causa disto? É porque certas pessoas que obedeceram ao Evangelho se tornaram descuidadas e indiferentes quanto a assegurar aquela alta exaltação que estava ao seu alcance. Deus revelou a este povo o que é necessário para uma exaltação em seu reino. Revelou-nos, como ouvimos do Élder Hyde esta tarde, que o casamento é destinado para a eternidade, bem como para o tempo — que o convênio do casamento entre homem e mulher deve ser firmado nesta vida, e a ordenança realizada aqui por aqueles a quem Deus designou e ordenou para possuir as chaves e autoridade de selar na terra para que seja selado no céu; pois no céu não há nem se casam nem se dão em casamento; nada disso pode ser atendido ali. Ora, pessoas entre os Santos dos Últimos Dias que não entram neste convênio do casamento, mas preferem levar uma vida solteira, não podem gozar de toda aquela plenitude de exaltação que possuirão aqueles que tiveram este convênio selado sobre si. Podem não ter perdido totalmente a bênção da glória celestial, mas perderam o direito de ter esposas, pelas quais somente poderiam ter posteridade nos mundos eternos. Quem serão os súditos no reino que governarão aqueles que são exaltados no reino celestial de nosso Deus? Reinarão sobre os filhos de seus vizinhos? Oh, não. Sobre quem, então, reinarão? Seus próprios filhos, sua própria posteridade serão os cidadãos de seus reinos; em outras palavras, a ordem patriarcal prevalecerá ali por todas as intermináveis eras da eternidade, e os filhos de cada patriarca serão seus enquanto as eras eternas transcorrerem. Isto não é de acordo com os costumes presentes, pois agora, quando um jovem alcança a idade de vinte e um anos, é livre de seus pais, e considera que já não está sob a necessidade de ser controlado por seu pai. É de acordo com nossos costumes, e as leis de nosso país. É uma lei muito boa e adaptada às imperfeições que agora existem; mas não será assim nos mundos eternos. Jamais haverá ali algo como estar livre do governo de seu pai, não importa se com vinte e um ou vinte e um mil anos de idade, não fará diferença, ainda estarão sujeitos às leis de seu Patriarca ou Pai, e devem observá-las e obedecê-las por toda a eternidade. Há apenas uma maneira pela qual os filhos podem ser libertados dessa lei e ordem celestial de coisas, e é pela rebelião. São agentes, e podem rebelar-se contra Deus e contra a ordem de coisas que ele ali instituiu, assim como Satanás e os anjos caídos se rebelaram e se desviaram. O aumento daqueles que são exaltados naquele reino durará para sempre; e o trazer filhos ao mundo não será acompanhado de tristeza, dor e angústia como é aqui: estes males vieram em consequência da queda do homem e de sua transgressão das santas leis de Deus. Mas quando os homens são redimidos para a imortalidade e a vida eterna, não haverá dor, tristeza nem aflição do corpo, e ainda assim filhos serão trazidos ao mundo, e a seu aumento não haverá fim. Daí a promessa de Deus aos patriarcas Abraão, Isaque e Jacó, de que sua semente seria tão numerosa quanto as estrelas do céu, ou quanto as areias na praia do mar. Todos sabemos que a areia na praia do mar nos é inumerável. Se tomarmos um punhado, conta suas dezenas de milhares de grãos, e se a semente de Abraão há de se tornar tão numerosa quanto as areias na praia do mar, encherá muitos mundos como este nosso. Não haverá fim ao aumento do velho Patriarca, e, à medida que sua posteridade aumenta, mundo após mundo será criado e trazido à existência, e esses filhos serão enviados da presença do Patriarca para tomarem sobre si corpos, como fizemos aqui neste mundo. Refiro-me a seus espíritos. Compreendei-me agora, pais ressuscitados são pais não de corpos de carne e ossos, mas de espíritos, tal como éramos antes de virmos e tomarmos estes corpos mortais, isto é, quando vivíamos naquele mundo na presença de nosso Pai, e na companhia dos milhares de milhões de nossos espíritos irmãos e irmãs. Serão da mesma classe e natureza, e terão de tomar sua posição em mundos que serão criados para eles, tal como viemos do céu para este mundo, para que pudéssemos obter conhecimento e experiência que não poderíamos obter de nenhuma outra maneira. Assim continuará o Senhor sua obra e seus propósitos, e haverá um eterno ciclo na criação, e redenção, na formação e redenção de mundos, e em trazê-los de volta à sua presença. ¶
Lemos que Deus é o Pai de nossos espíritos, o Pai dos espíritos de toda carne, chama-lhe Moisés. O Apóstolo Tiago diz aos Santos em seu dia, que temos pais na carne que nos corrigiram, quanto mais deveríamos ser obedientes ao Pai de nossos espíritos e viver? ¶
Que será do velho solteirão que se recusa a obedecer à ordenança do casamento? Temos pregado aos jovens deste Território, e apresentado a eles a sacralidade do convênio do casamento. Dissemos a eles e às jovens que é seu dever entrar neste convênio tanto quanto é seu dever ser batizados para remissão de seus pecados. O mesmo Deus que ordenou o último deu a revelação a respeito do convênio do casamento, contudo há alguns que darão ouvidos a uma ordenança — o batismo — mas serão descuidados e indiferentes quanto à outra. Ao seguir este rumo, não perdem inteiramente seu direito e título de entrar naquele reino, mas perdem seu direito e título de serem reis ali. Qual será sua condição ali? Serão Anjos. ¶
Há muitas classes diferentes de seres nos mundos eternos, e entre eles estão os anjos. Quem são estes anjos? Alguns deles ainda não vieram tomar sobre si corpos de carne e ossos, mas virão em seus tempos, estações e gerações e receberão seus tabernáculos, tal como fizemos. Depois há outros que foram ressuscitados quando Jesus o foi, quando os túmulos dos Santos se abriram e muitos saíram e se mostraram àqueles que então viviam na carne. Além destes há anjos que estiveram neste mundo e ainda não receberam uma ressurreição, cujos espíritos partiram daqui para o paraíso celestial, e ali aguardam a ressurreição. Já mencionamos agora três classes de anjos. Há outros, entre eles alguns redimidos de criações anteriores, antes que este mundo fosse feito, um dos quais ministrou a nossos primeiros pais depois que foram expulsos do jardim, enquanto ofereciam sacrifícios e holocaustos, de acordo com os mandamentos que receberam de Deus quando foram expulsos do jardim. Depois de terem feito isto por muitos dias, um Anjo veio e lhes ministrou e lhes perguntou por que ofereciam sacrifícios e holocaustos ao Senhor. A resposta foi: "Não sei, senão que o Senhor me ordenou." Então este anjo passou a explicar a nossos primeiros pais por que estas ofertas eram feitas e por que lhes era ordenado derramar o sangue de animais, dizendo-lhes que todas essas coisas eram típicas do grande e último sacrifício que seria oferecido por toda a humanidade, a saber, o Filho do Deus vivo. Estes anjos que vieram a Adão não eram homens que tinham sido redimidos desta terra — não homens que tinham sido transladados desta terra — mas pertenciam a mundos anteriores. Compreendiam a respeito da vinda de Jesus, a natureza destes sacrifícios, etc. ¶
Alguns destes anjos receberam sua exaltação, e ainda assim são chamados anjos. Por exemplo, Miguel recebeu sua exaltação. Não está sem seu reino e coroa, esposa ou esposas e posteridade, porque viveu fiel até o fim. Quem é ele? Nosso primeiro e grande progenitor, Adão, é chamado Miguel, o Príncipe. Estou mencionando agora coisas com que os Santos dos Últimos Dias estão familiarizados. Muitas destas coisas que acabo de citar são revelações que nos foram dadas, como os leitores se recordarão. Alguns destes anjos receberam sua exaltação. São reis, são sacerdotes, entraram em sua glória e se assentam em tronos — seguram o cetro sobre sua posteridade. Aquelas outras classes que mencionei negligenciaram o novo e eterno convênio do casamento: Não podem herdar esta glória e estes reinos — não podem ser coroados no mundo celestial. A que propósito servirão? Serão enviados em missões — enviados a outros mundos como missionários para ministrar, serão enviados a qualquer negócio que o Senhor achar apropriado; em outras palavras, serão servos. A quem serão servos? Àqueles que obedeceram e permaneceram fiéis ao novo e eterno convênio, e foram exaltados a tronos; àqueles que fizeram convênio diante de Deus com esposas, para que pudessem gerar e multiplicar seres imortais e inteligentes por todas as eras da eternidade. Aqui está a distinção de classes, mas todos da mesma glória, chamada glória celestial. ¶
Mas e quanto a estes terrestres, podem eles subir ao celestial? Não, sua inteligência e conhecimento não os prepararam nem adaptaram para habitar com aqueles que reinam em glória celestial, por consequência não podem sequer ser anjos naquela glória. Não obedeceram à lei que pertence àquela glória, e por isso não poderiam suportá-la. Mas haverá bênçãos administradas a eles por aqueles que habitam em glória celestial? Sim, anjos serão enviados do mundo celestial para ministrar àqueles que herdam a glória da lua, trazendo mensagens de alegria e paz e de tudo aquilo que é calculado para exaltar, redimir e enobrecer aqueles que foram ressuscitados para uma glória terrestre. Podem receber ali o Espírito do Senhor, e o ministério de anjos ali. ¶
Ora, cheguemos a glórias ainda inferiores. Mencionei aqueles que herdam a glória das estrelas. Quem são eles? Não são os pagãos, pois estes sobem mais alto — para a glória terrestre. Quem são, então, aqueles a quem só é permitido herdar uma glória tipificada pelas estrelas? São o mundo geral da humanidade, aqueles que ouviram o Evangelho do Filho de Deus mas não lhe obedeceram. Hão de ser punidos. Por quanto tempo? Até que Jesus tenha reinado aqui na terra por mil anos. Por quanto mais tempo? Até que a "pequena estação" tenha passado depois do fim dos mil anos, e então, quando vier o fim final e a trombeta de Deus soar, e o grande trono branco aparecer e o céu e a terra fugirem; quando vier esse tempo, o som da trombeta chamará aqueles milhões adormecidos de todas as eras, gerações e nações que ouviram o som do Evangelho e não lhe obedeceram, mas até então seus corpos devem dormir. Não são dignos "da primeira ressurreição." "Bem-aventurado e santo é aquele que tem parte na primeira ressurreição, pois sobre tais a segunda morte não tem poder." Mas aqueles que não derem ouvidos à lei do Evangelho não têm direito a esta primeira ressurreição, e seus corpos devem dormir por todos estes longos séculos que hão de intervir entre o tempo de sua morte e o fim da terra. Onde estarão seus espíritos todo esse tempo? Em nenhuma glória; não podem herdar uma glória até que sua punição tenha passado. Não lhes é permitido entrar em prisão. Muita gente, e talvez alguns dos Santos dos Últimos Dias, tenham suposto que estas pessoas irão para a prisão. Não conheço nenhuma revelação em lugar algum que sugira que qualquer um desta classe de pessoas seja algum dia posto em prisão. Aonde vão? A outro lugar inteiramente diferente de uma prisão. Uma prisão é destinada àqueles que nunca ouviram o Evangelho aqui na carne, mas ainda assim cometeram alguns pecados sem o conhecimento da lei revelada, e que hão de ser açoitados com poucos golpes na prisão. Mas estas pessoas que ouvem o Evangelho, como as nações da presente dispensação estão fazendo, não podem ir para a prisão, não é seu lugar. Caem abaixo de uma prisão, nas trevas exteriores ou no inferno, onde haverá choro e ranger de dentes. Ali têm de permanecer com o diabo e seus anjos em tormento e miséria até o fim final, então saem. Podem vir aonde Deus e Cristo habitam? Não, por mundos sem fim não podem chegar ali. Podem ir para a presença dos pagãos, onde está a glória da lua? Não, sequer podem chegar ali. Quando são libertados do poder de Satanás e da morte sem fim e saem, aonde vão? Se não vão para a presença de Deus o Pai, se não são considerados dignos de entrar no mundo terrestre entre os pagãos, aonde irão? Deus lhes proveu mansões de acordo com suas obras aqui neste mundo. Tendo sofrido a vingança do fogo eterno pelo espaço de mil anos e mais, e sofrido a pena extrema da lei de Deus, podem agora sair para herdar um lugar onde possam ser ministrados por seres terrestres e por Anjos que possuem o Sacerdócio, e onde possam receber o Espírito Santo. ¶
Aqueles no mundo terrestre têm o privilégio de contemplar Jesus algumas vezes — podem receber a presença do Filho, mas não a plenitude do Pai; mas aqueles no mundo telestial, ainda mais inferior, recebem apenas o Espírito Santo, ministrado a eles por mensageiros ordenados e enviados para lhes ministrar, para glória e exaltação, contanto que obedeçam à lei que lhes é dada, que será lei telestial. Isso finalmente os exaltará. Até que ponto, não sei, mas aonde Deus e Cristo estão, não podem chegar, por mundos sem fim. ¶
Ora, penso ter exposto estas glórias e estes diferentes graus de punição, e as diferentes classes de pessoas que hão de ser julgadas de acordo com o conhecimento que têm aqui neste mundo. Expus estas coisas tão claramente quanto sou capaz de fazer em um breve discurso; e concluirei minhas observações dentro de alguns momentos. ¶
Somos o que o Senhor chama de Santos dos Últimos Dias — recebemos luz e conhecimento naquele grau dos céus que, se obedecidos, nos exaltarão a estes altos privilégios de que tenho falado. Por outro lado, se não obedecidos, essa mesma luz e conhecimento são suficientes para nos afundar abaixo de todas as coisas. Por isso estamos em terreno perigoso em alguns aspectos, e precisamos temer pecar contra esta luz e não ter sequer o privilégio do mundo telestial. Aquele que rejeita este convênio (permiti-me citar a palavra do Senhor dada nestes últimos dias) — "Aquele que rejeitar este convênio e dele inteiramente se desviar, não terá perdão de pecados neste mundo nem no mundo vindouro." Ouvis isto, Santos dos Últimos Dias? Se ouvis, então esforçai-vos com todo o coração para serdes fiéis. Esforçai-vos por permanecer no convênio que recebestes. Não há meio-termo para nós — temos de permanecer fiéis a este convênio, pois se dele nos desviarmos, nem sequer poderemos reivindicar a glória que o mundo terá quando vier a última ressurreição, mas nosso destino está selado — teremos de habitar com o diabo e seus anjos por toda a eternidade. Por quê? Porque outrora tinham luz e conhecimento, habitavam na presença de Deus, e sabiam a respeito das glórias de seu reino. Mas se rebelaram, e não guardaram a lei que lhes foi dada — pecaram contra a luz e o conhecimento e foram lançados em correntes de trevas, ali para permanecer até o julgamento do grande dia. Se não desejamos ser colocados em sua companhia por toda a eternidade, devemos permanecer no convênio que fizemos. Se fizermos isto, Santos dos Últimos Dias, glória e honra e imortalidade e vidas eternas, e tronos e reinos e domínios e criações e mundos nos serão dados, e nossa posteridade aumentará até que, como a areia na praia do mar, não possa ser contada. ¶
Amém. ¶