Universalidade e Eternidade do Evangelho
George Q. Cannon
Os temas que foram abordados pelo Élder Taylor são os mais deleitáveis que a mente humana pode contemplar. É verdade que os homens podem encontrar ocupação e considerável prazer na aquisição de riqueza, e em gastá-la nas cenas atarefadas da vida, mas, afinal de contas, há algo de inconsistente e irreal em tudo o que é dessa natureza. A decadência está escrita sobre tudo o que é humano, a morte está escrita sobre tudo a que colocamos as mãos e sobre nós mesmos. Sabemos que estamos aqui apenas por pouco tempo; sabemos que tudo o que possuímos, como nós mesmos, perecerá e passará; que nossa existência aqui é efêmera — de curta duração; portanto, quando podemos contemplar o futuro e a vida que há de vir, e podemos compreender algo ligado a ela em que possamos confiar, há algo nessa contemplação que nos eleva acima de tudo o que é de natureza sublunar ou perecível. Somos aproximados de Deus, sentimos que há uma centelha de imortalidade dentro de nós, que somos de fato imortais e participantes da natureza Divina, por meio de nossa herança como filhos de Deus. E este é o efeito que os princípios do Evangelho, quando devidamente compreendidos, têm sobre a humanidade. Tiveram esse efeito sobre ela nos dias antigos; têm esse efeito sobre ela nestes dias. É por essa razão que os homens são capazes de fazer sacrifícios; e que os homens nos dias antigos podiam enfrentar todo perigo e podiam submeter-se às mais ignominiosas torturas e à morte. É o conhecimento a respeito do futuro, que Deus deu aos Santos dos Últimos Dias, que os sustentou em suas perseguições e provações no passado, e que os sustenta no tempo presente; e é isso que sustentou milhares de outras pessoas que não foram Santos dos Últimos Dias, e que não tiveram a plenitude do Evangelho, mas compreenderam os princípios do Evangelho apenas de modo parcial. Que há que seja capaz de encher o coração do homem de maior alegria do que o conhecimento de que Deus revelou o plano de salvação — um plano que não apenas abrange, dentro de seu alcance, a salvação individual do homem, mas a salvação de seus antepassados e de sua posteridade, e lhe dá, em certa medida, o poder de ser um salvador de homens, de ser um progenitor na terra, como o foram Abraão, Isaque e Jacó; de ser o meio nas mãos de Deus para realizar também a salvação daqueles que faleceram na ignorância. Tem sido um assunto que intrigou milhares de pessoas bem-intencionadas e honestas, que criam em Deus e no Evangelho na medida em que o conheciam — compreender que destino teriam aqueles que morreram na ignorância do Evangelho. Por exemplo, os milhões de pagãos que morreram sem terem ouvido o nome do Senhor Jesus Cristo. Muitos homens, inclusive ministros, sustentaram a ideia de que eles vão para um lugar de castigo do qual não há escape, mas que ali se debatem em tormento por todas as intermináveis eras da eternidade. Outros, mais caridosos, mal têm ideia do que será feito deles, e por isso não se aventuram a opinar a respeito do assunto. Outros ainda têm a ideia de que este não pode ser o destino dos pagãos, ou, se for, que Deus deve ser injusto. Há algo de repugnante à mente misericordiosa na ideia de que Deus, nosso Pai Celestial, condenaria milhões de pessoas a uma dor sem fim por causa de sua ignorância de algum grande princípio ou verdade, que ele poderia ter-lhes comunicado mas não o fez. Por exemplo, milhões de pessoas viveram na Polinésia e nas ilhas do Pacífico por inúmeras gerações — a história não nos diz quantas, suas tradições mal as enumeram — e nunca ouviram, até bem recentemente, o nome de Jesus Cristo, nunca souberam que ele era o Filho de Deus e o Salvador do mundo. Morreram aos milhões em completa ignorância do plano de salvação como ensinado nas Escrituras. Milhões morreram neste grande continente antes do desembarque dos brancos em solo americano — incontáveis tribos de índios vagaram de um lado para outro, desde as regiões polares do norte até o equador, e do equador até as regiões polares do sul, e nenhum entre todos eles soube algo a respeito de Deus, de seu Filho Jesus Cristo, ou do plano de salvação. Viveram e morreram, geração após geração, na ignorância dessas importantes verdades, e muitos deles foram sem dúvida homens justos e retos, na medida em que suas tradições lhes permitiam agir e andar retamente. ¶
Certas denominações religiosas sustentam a crença de que todas essas pessoas foram entregues ao tormento sem fim; e não apenas aquelas que habitaram esta terra, mas as que habitaram a Polinésia e a Austrália, os grupos de Ilhas no Arquipélago Indiano e por toda a Ásia e a África. Quem pode contemplar semelhante plano de salvação, ou antes de condenação, e admirar o autor dele, e adorá-lo como um ser justo, puro e santo? Haverá alguma surpresa quando tais teorias são propostas e defendidas pelos ministros que se dizem de Jesus Cristo, o Príncipe da Paz, de que os homens se revoltem contra tal crença e não queiram exercer fé em Jesus Cristo? A surpresa para mim é que tantos tenham recebido ensinamentos de homens que, professando ser ministros de Cristo, sustentaram opiniões como estas. Pensar que Deus condenaria a tormento sem fim milhões de suas criaturas que morreram na ignorância, da qual poderiam ter sido aliviadas se ele tivesse revelado sua vontade e lhes tivesse enviado seus ministros! ¶
Esta não é a fé dos Santos dos Últimos Dias. O Evangelho que temos ouvido nos traz paz e alegria. Não há nele nenhum aspecto ante cuja contemplação recuemos. Não há nenhum aspecto a ele ligado que não possamos sentar-nos e contemplar com prazer e alegria, e quanto mais o contemplamos e o investigamos, mais se eleva nossa admiração pelo seu autor — o grande e bom Criador que o revelou. Até onde compreendo este plano de salvação, que é o mesmo ensinado por Cristo e seus Apóstolos nos dias antigos, e que ficou registrado nas Escrituras, não há nada a ele ligado que não desperte minha admiração e não faça surgir minha ilimitada gratidão a Deus por tê-lo revelado, e por ter-me dado o privilégio de compreendê-lo, na medida em que o aprendi. Em vez de um Evangelho cheio de aflição, tristeza e condenação, é um Evangelho de paz, alegria e felicidade para os que o receberam. ¶
Nós, como povo, irmãos e irmãs, e devemos sempre ter isto em mente, não cremos que Deus nosso Pai Celestial condenará qualquer ser humano a menos que ele tenha sido posto a par da lei que revelou; em outras palavras, para usar a expressão de um dos Apóstolos, "Onde não há lei, não há transgressão." A menos que uma lei seja proclamada aos homens, para que a compreendam, não pode haver transgressão dessa lei, e consequentemente nenhuma condenação decorrente de sua transgressão; e se a condenação vier, deve haver um conhecimento da lei. Deve haver uma compreensão de uma lei e violação voluntária dela, antes que a condenação possa vir. Não há lugar para o exercício de piedade para com uma pessoa que, conhecendo uma lei, a viola. Não temos nenhum sentimento de piedade para com homens que violam nossas leis quando as compreendem. Podemos lamentar sua conduta, mas quando sabemos que compreenderam a lei, e tiveram poder para viver acima dela, e que, cedendo às suas fraquezas e propensões, violaram a lei, sentimo-nos levados a dizer: "Que a justiça siga seu curso, o castigo é justo, e devem sujeitar-se a ele." Assim é no Evangelho — não sereis condenados pelo que não compreendeis, nem qualquer outro povo que jamais viveu — que agora vive — ou que jamais viverá no futuro. Serão condenados de acordo com seu conhecimento: todo homem será julgado de acordo com os feitos praticados no corpo. Então que será feito com os milhões que morreram na ignorância? Se eu pensasse que o plano de salvação de Deus estava limitado a esta terra, e a este espaço limitado de tempo, teria ideias diferentes de Deus das que tenho. Mas Deus é eterno, e sua salvação é um plano eterno de salvação. Esta terra, ou os elementos de que é composta, é eterna. Nós que vivemos na terra somos eternos em certo sentido — nossos espíritos são eternos; e os elementos de que nossos corpos ou tabernáculos são criados também são eternos. Podem ser mudados, dissolvidos e reconstruídos, recriados e reorganizados, mas são eternos, e assim somos nós, e viveremos eternamente. As providências de Deus e a salvação de Deus não se limitam a este espaço de tempo, que chamamos de vida; mas se estendem por toda a eternidade, e quando os indivíduos morrem na ignorância do Evangelho, terão a oportunidade de ouvir esse Evangelho em outro lugar. Como já foi dito: "Se os mortos de modo nenhum ressuscitam, por que, então, sois batizados pelos mortos?" Este foi o comentário de Paulo. Pedro também nos diz que Jesus foi pregar aos espíritos em prisão que outrora foram desobedientes, quando a longanimidade de Deus esperava, nos dias de Noé, enquanto a arca se preparava, na qual poucos, isto é, oito almas, foram salvas pela água. Estiveram em prisão por quase 2.500 anos, de acordo com nossa cronologia; mas Jesus, tendo o poder de pregar o Evangelho, foi e lhes pregou enquanto seu corpo jazia no túmulo. Sei que esta doutrina é estranha para muitas pessoas. Recordo que numa ocasião, pregando nas Ilhas Sandwich a uma grande congregação, procurava provar que o batismo para remissão de pecados era necessário, e que, de acordo com as palavras de Jesus a Nicodemos, a menos que um homem nascesse da água e do Espírito, de modo nenhum poderia entrar no reino dos céus. Depois de haver terminado, um cavalheiro se adiantou da congregação e começou a me interrogar sobre a afirmação que eu havia feito; e em suas observações se deteve particularmente no caso do ladrão na cruz. Disse ele: "O senhor nos disse que nenhum homem pode entrar no reino dos céus a menos que nasça da água e do Espírito." Eu lhe disse que havia citado as palavras do Salvador. Ele queria saber como eu resolvia o caso do ladrão arrependido na cruz, que morreu ao mesmo tempo que o Salvador. Disse ele: "O senhor se lembra que Jesus disse: 'Hoje estarás comigo no Paraíso;' mas sua doutrina transmite a ideia de que o ladrão não foi e não poderia ir ao Paraíso a menos que nascesse da água." Observei-lhe que eu supunha que nossas opiniões a respeito do Paraíso diferiam. Ele disse que acreditava que o Paraíso era o céu — a presença de Deus, e que o ladrão foi para lá imediatamente após a morte. Eu lhe disse: "As Escrituras nos dizem que não foi." A afirmação o sobressaltou, e disse ele: "O senhor quer dizer que Jesus não foi para o céu?" Respondi: "Jesus certamente não foi para a presença de seu Pai quando morreu, e para lhe provar que o que digo é correto, tenho apenas de remetê-lo ao capítulo 20 de João, que contém o relato de Maria e Jesus, depois de sua ressurreição. Maria foi ao sepulcro na manhã do Sabá, e descobriu que a pedra tinha sido removida e que o corpo do Salvador havia desaparecido. Ficou sobressaltada com o ocorrido, e, virando-se, viu alguém de pé ao seu lado, que supôs ser o hortelão, e lhe perguntou o que havia acontecido com o corpo de seu Senhor. Em vez do hortelão, era Jesus, e ele a chamou pelo nome, e assim que ela ouviu seu nome, soube que era Jesus, e adiantou-se para abraçá-lo. Mas Jesus disse: 'Não me toques, pois ainda não subi para meu Pai, mas vai para meus irmãos, e dize-lhes: Subo para meu Pai e vosso Pai; e para meu Deus e vosso Deus.'" Ora, disse eu, "aqui está o testemunho do próprio Jesus de que, no Sabá após sua crucificação, durante o qual seu corpo havia jazido no túmulo, ele ainda não havia subido a seu Pai." Disse eu: "Pedro nos diz que durante esse tempo ele havia ido pregar aos espíritos em prisão, que foram desobedientes nos dias de Noé; e ele também diz — Por essa causa foi pregado o Evangelho aos que estão mortos, para que fossem julgados por esse Evangelho, exatamente como aqueles que estão vivos." Disto podemos aprender quão apropriado foi o comentário de Jesus ao ladrão. Ele não disse: "Hoje estarás comigo em meu reino." O ladrão disse: "Senhor, lembra-te de mim quando vieres no teu reino." Mas Jesus, que então passava pelas angústias da morte, e não tinha tempo de lhe explicar o plano de salvação, disse: "Hoje estarás comigo no Paraíso." E sem dúvida esteve com ele, e o ouviu explicar o Evangelho em sua plenitude, clareza e simplicidade, e teve a oportunidade de aceitá-lo ou rejeitá-lo. ¶
Estas são as opiniões sustentadas pelos Santos dos Últimos Dias a respeito deste importante assunto. Cremos que todo ser que já viveu — que vive agora ou que jamais viverá — mais cedo ou mais tarde será trazido a um conhecimento do plano eterno de salvação, e que ninguém será condenado a tormento sem fim, exceto os que pecarem contra o Espírito Santo, pois Jesus diz que todo pecado será perdoado, exceto o pecado contra o Espírito Santo; esse não será perdoado neste mundo nem no mundo vindouro. Todo ser humano será trazido a um conhecimento da graça do Redentor; todo ser humano terá a verdade e o erro colocados diante de si, e terá a oportunidade de abraçar a verdade e rejeitar o erro. Deus nos colocou aqui, somos seus filhos, e ele nos ama a todos. Não podemos sequer começar a compreender o amor que Deus nosso Pai tem por seus filhos. Ele ama a todos os que habitam sobre a face da terra — os filhos escuros de Caim que habitam na África e na América, na Ásia e por todas as ilhas do mar, assim como os que vivem na Europa e na América e são da raça branca. Todos são objeto de seu cuidado. Sua providência está sobre todos e sua salvação se estende a todos. Mas sobre quem recairá a condenação? Esta é a condenação, diz Jesus, que a luz veio ao mundo, e os homens são levados a compreendê-la e a rejeitá-la. Mas serão todos salvos? Sim, todo ser humano será salvo, exceto os que cometerem o pecado imperdoável. Mas receberão todos a mesma salvação? Não; todo homem será recompensado de acordo com os feitos praticados no corpo. Serão aqueles que vivem vidas de facilidade e prazer, consultando suas próprias inclinações e satisfazendo-as, salvos junto com aqueles que suportam todas as coisas por amor à verdade? Lemos nas escrituras sobre homens e mulheres que aspiravam a servir a Deus com todas as suas forças, e a fazer tudo o que lhes era exigido. Foram eles que andaram errantes vestidos de peles de ovelha e de peles de cabra, que habitaram em covas e cavernas da terra. Estavam dispostos a sofrer o opróbrio e a vergonha; a ser serrados ao meio, a ter suas cabeças cortadas, a ser crucificados, a ser lançados em covas de feras selvagens, e a sofrer qualquer coisa e tudo, todo tipo de morte, por amor ao Evangelho que haviam abraçado, e suportaram essas coisas sem vacilar. Receberão eles apenas a mesma glória daqueles que passam sem nenhuma aflição e sofrimento, e que têm prazer todos os seus dias? Não, o Apóstolo Paulo, no capítulo que foi citado — o capítulo 15 da 1ª aos Coríntios, deixa claro que há uma diferença nos graus de glória que os homens receberão depois da morte. Diz ele que há uma glória do sol, outra da lua e outra das estrelas. Isto mostra que diferentes graus de glória serão concedidos aos homens e mulheres na ressurreição, de acordo com sua fidelidade aqui. Alguns receberão a glória do sol, que é chamada glória celestial; outros receberão uma glória tipificada pela lua, chamada glória terrestre; e outros uma glória tipificada pelas estrelas, que é chamada glória telestial. ¶
Os Santos dos Últimos Dias, como povo, buscam obter a glória celestial. Querem ir para onde estão o Pai e o Filho, e habitar eternamente em sua presença. Querem receber bênçãos semelhantes às que Jesus recebeu. Por causa disso, têm estado tão dispostos quanto os Santos dos primeiros dias a sofrer todas as coisas por amor ao Evangelho de Cristo. ¶
Muitos homens se perguntam por que deixamos os Estados como e quando o fizemos, e viemos para este deserto, e por que suportamos perseguições. Isto é motivo de constante espanto para os que investigam nossa história e que não compreendem as razões que nos impeliram a aferrar-nos à nossa religião. Dizem eles: "Se abandonardes este ou aquele princípio, nós vos receberemos em nossa comunhão. Se rejeitardes o Livro de Mórmon, não é grande coisa, tendes a Bíblia. Se rejeitásseis Joseph Smith como Profeta, nós vos receberíamos. Vossa doutrina não é tão desagradável. Se não tivésseis tanta confiança em Brigham Young, e não o tomásseis como vosso conselheiro em todas as coisas, não haveria nada particularmente censurável em vossas doutrinas. Credes na Bíblia, no Antigo e no Novo Testamento; mas há alguns princípios de vossa religião que bem poderíeis abandonar." Alguns homens que se dizem bons amigos dos Santos dos Últimos Dias raciocinam assim. Não parecem compreender que todo princípio ligado ao Evangelho é vital para a salvação, e que se rejeitarmos o Livro de Mórmon rejeitamos a Bíblia; se rejeitarmos Joseph Smith, rejeitamos Jesus Cristo que o inspirou e o enviou; se rejeitarmos Brigham Young como Apóstolo, bem poderíamos rejeitar Pedro, Tiago e João e os outros Apóstolos que viveram nos dias antigos; e que, de fato, rejeitar qualquer um destes seria rejeitar o todo, e que, para sermos Santos dos Últimos Dias, temos de crer em todo princípio ligado à nossa religião, ou temos de ser apóstatas completos de todo ele. Não podemos dizer que aceitaremos este e rejeitaremos aquele princípio. Não podemos dizer: Aceitaremos a fé em Jesus Cristo, o arrependimento do pecado, o batismo e a imposição das mãos, e rejeitaremos tudo o mais. Não nos ajuntaremos com o povo, não pagaremos dízimo, não creremos em Brigham Young como Apóstolo ou Profeta. Não podemos ser Santos dos Últimos Dias e sentir assim, temos de aceitar, ou ser apóstatas de, todo o Evangelho de Jesus Cristo. ¶
Estamos lutando por grandes verdades, não com armas carnais — espadas, armas de fogo, ou armas de guerra; mas estamos empenhados num grande e poderoso combate espiritual, buscamos estabelecer, ou antes, restabelecer os princípios da verdade e da retidão sobre a terra. Estamos nos esforçando por erguer um padrão de pureza mais elevado do que o que atualmente prevalece e é reconhecido pelos homens, e por elevar o povo a esse padrão. Esse é o objetivo e o labor dos Santos. Somos incompreendidos — assim foram Jesus e seus Apóstolos, e os Profetas de Deus nos dias antigos. Estamos em boa companhia. Estamos alinhados, neste sentido, com os mais nobres filhos da terra. Nossos nomes são lançados fora como maus, e tudo o que fazemos é mal-representado e mal-compreendido, mas isso não muda nossa disposição nem o caráter da obra em que estamos empenhados. Estamos resolvidos, apesar disso, a permanecer firmes nos princípios que Deus nos revelou. Este é o dever de todo Santo dos Últimos Dias, venha a vida ou venha a morte, ou sejam quais forem as consequências. Se Deus nos confiou as revelações de sua vontade, se nos ensinou doutrinas santas e puras, como testificamos que o fez, seríamos infiéis a Deus e aos deveres e obrigações que ele colocou sobre nós, se não nos levantássemos e enfrentássemos o mundo em armas, se necessário, para sustentar suas grandes verdades na terra. ¶
Assim é com tudo o que se liga à nossa religião. Não há nada de impuro nela — é de Deus. Pode haver impureza nos homens, e podem falhar em pôr em prática as doutrinas que Deus lhes confiou, mas isso não altera as doutrinas. São verdadeiras e boas do princípio ao fim, desde a primeira até a última que nos foi confiada, e sua prática entre o povo os exaltará. "Que?" diz alguém, "irá o casamento plural, que fomos ensinados a considerar tão degradante, elevar o povo?" Sim, mesmo esse princípio, tão abusado quanto é, quando compreendido pelo povo, será visto sob uma luz muito diferente da atual. E assim com todo outro princípio do Evangelho. Não há nada que ensinemos ou pratiquemos que não esteja contido na Bíblia, e para o que não tenhamos o exemplo de Profetas e Apóstolos, e que não estivesse incorporado no plano de salvação revelado aos antigos. Estamos dispostos a ser testados pela palavra de Deus. Não pelas tradições e concepções erradas dos homens; mas estamos dispostos a ir e a ser testados por aquele livro em que a Cristandade confia — a tradução das Escrituras feita pelo Rei Jaime Primeiro, da Inglaterra. Se abraçamos o erro, estamos dispostos a renunciá-lo assim que nos for provado. ¶
Há cerca de cento e vinte e cinco mil pessoas nestes vales no Território de Utah. Somos apenas um pequeno punhado de pessoas, e estamos cercados pela mais avançada civilização da época, na qual creem e que é sustentada por quarenta milhões de pessoas, que têm em sua posse todos os meios do púlpito e da imprensa — os meios mais avançados da civilização; e nossa barbárie, como é chamada, é posta face a face com sua civilização avançada. Não recuamos do embate, mas estamos dispostos a aguardar o resultado e a nos submeter às consequências. Não temos medo deste Evangelho. Conta-se do Presidente Young que ele certa vez disse que seria uma religião muito pobre a que não resistisse a uma estrada de ferro. Não sei se ele de fato fez o comentário, mas quer o tenha feito ou não, é verdade. É uma religião pobre a que não resiste a uma, duas, três, ou meia dúzia de estradas de ferro, ou que não resiste em meio à mais acesa perseguição, e triunfa quando em contato com tudo o que possa ser trazido contra ela. Eu não daria um vintém por minha religião se ela não fizesse isso, contanto que seus crentes não sejam exterminados, como foram os crentes no Evangelho nos dias antigos. Se apenas nos deixarem viver e gozar nossos direitos naturais e concedidos pelo céu, não tenho receios quanto ao resultado. É verdade que os ímpios poderiam entrar e nos matar em detalhe, como mataram nossos antigos predecessores — os Apóstolos e seguidores de Cristo. Naquele dia mataram todo homem que professava ter revelação de Deus. Buscaram e caçaram até que nem um homem pudesse ser encontrado entre os filhos dos homens que pudesse dizer ao povo: "Assim diz o Senhor," até que nem um homem pudesse ser encontrado que pudesse dizer que um anjo lhe havia aparecido; até que nem um homem pudesse ser encontrado entre todos os filhos da terra que pudesse dizer: "Deus me revelou isto." Se Deus o permitisse, poderíamos ser caçados, mortos e expulsos até que todos fossem finalmente exterminados da face da terra, e desta maneira, provavelmente, nossa religião não resistiria e não sobreviveria ao embate ou contato com o que se chama uma civilização superior. Mas contanto que nos seja permitido viver, e gozar o exercício de nossa opinião nesta grande nação, cujo orgulho é ser a terra da liberdade sem entraves, não temo o embate nem seu resultado, e ao dizer isto creio que expresso os sentimentos de todo homem e mulher que pertence à Igreja neste Território. Sabemos que recebemos a verdade, que ela triunfará no final, e que viverá através de e sobreviverá a todo tipo de perseguição que possa ser exercida contra ela. ¶
Mas há algo que temo mais do que a perseguição ativa. Suportamos perseguições que nos expulsaram de nossos lares. Turbas incendiaram nossas casas, destruíram nossos campos de milho e trigo, e derrubaram nossas cercas; nossos homens foram mortos, e em alguns casos nossas mulheres foram violentadas. Fomos caçados como as feras selvagens são caçadas das habitações dos homens, e obrigados a fugir para o deserto. Suportamos isto, e sabemos que podemos suportá-lo, e viver em meio a ele, pois fomos postos à prova. Mas ainda não suportamos a prosperidade, ainda não fomos postos à prova neste crisol, que é um dos mais severos a que um povo pode ser submetido. Não fomos postos à prova com abundância de propriedade e riqueza derramadas sobre nós; e aqui, meus irmãos e irmãs, está o ponto contra o qual temos de nos precaver mais do que contra todos os outros, pois há hoje mais perigo para o Sião de Deus na riqueza que está fluindo para dentro e aumentando nas mãos dos Santos dos Últimos Dias, do que em todos os exércitos jamais reunidos contra nós, ou todas as turbas formadas para nossa derrubada, desde a organização da Igreja até hoje. Há perigo não somente nas minas, não somente no aumento de estranhos em nosso meio, não somente nas influências sedutoras que acompanham a presença de alguns deles, mas no fato de que nós mesmos estamos ficando ricos, e que é natural que nos apeguemos à riqueza, e que a mente do homem seja seduzida por ela, e pela influência que ela traz. Há perigo nisto, e espero que os mesmos resultados se sigam desta condição de coisas que antigamente se seguiram à governança das turbas. As turbas vieram sobre nós, e limparam dentre nós os hipócritas e covardes, e os que não podiam suportar. O Evangelho de Jesus Cristo, que trouxe perseguições, e chamou os homens a abandonar casas e terras e tudo o que lhes era caro, e a lançar-se ao deserto, não tinha atração para as classes que mencionei, na história primitiva da Igreja; e espero que haja atrações mais fortes que o Evangelho para os hipócritas e os fracos na fé na fase presente de nossa história, e que as influências agora em operação produzam os mesmos resultados que testemunhamos, isto é, purificar o povo de Deus. Temos, portanto, no tempo presente, isto à nossa porta, que nos ameaça com maior perigo que as turbas. Não temo os resultados, mas sem dúvida muitos, a menos que sejam muito cuidadosos, terão seus corações endurecidos e seus olhos cegados por, e cairão presas e serão vencidos por, esses males que o adversário busca derramar sobre nós. ¶
Foi verdadeiramente dito por muitos: "Introduzi modas em Salt Lake, aumentai a riqueza entre o povo e induzi-o a seguir a moda e a se rodear de influências que o afastarão de seus hábitos primitivos, e então tereis resolvido o problema mórmon." Há grande verdade nesta afirmação. Reconheço-a e vos advirto disso. Sei que, se nos permitíssemos ser assim influenciados, há realmente mais perigo nisso do que em qualquer outra coisa. Estou aqui hoje à noite na presença de Deus e diante de vós, meus irmãos e irmãs, e declaro que creio plenamente que resistiremos a esta prova, como resistimos a outras. Não tenho medo quanto ao resultado, no que diz respeito a todo o povo. Mas, como povo, é melhor que sejamos advertidos. É melhor que vigiemos bem nossos caminhos, olhemos bem para nossos corações, mantenhamos nossas mentes fixas nos princípios que Deus revelou, e amemos nossa religião mais do que qualquer outra coisa sobre a face da terra. Devemos preservar intacto e inviolado nosso amor pelos princípios de nossa fé, livre de toda impureza. Que poderia nos ser oferecido que já não tenhamos em nossa religião? Será riqueza? Espero ter riqueza ilimitada e domínio ilimitado, se fiel a Deus; e espero que todo homem e mulher fiel na Igreja tenha tudo o que seu coração possa desejar neste Evangelho que Deus revelou. O Profeta Isaías, falando de Jesus, diz: Do aumento de seu reino não haverá fim. Essa promessa também nos é feita — do aumento de nosso reino não haverá fim. Que disse o Senhor a Abraão quando o abençoou? Disse-lhe que olhasse para as estrelas do céu e prometeu que, como eram incontáveis e inumeráveis, assim seria sua semente. Essa promessa, feita a Abraão, o Pai dos Fiéis, está expressa nas palavras de Isaías a Jesus. Não haveria fim ao reino de Abraão, ele teria tronos, principados e domínios; seria coroado, não com uma coroa vazia e estéril, não uma coroa sem reino, mas uma real, emblemática de governo, poder, domínio e glória sem fim e ilimitados. O Senhor prometeu a mesma glória a todo ser que alcançar a glória do sol, que obtiver uma plenitude de glória em seu reino celestial. Todos serão herdeiros de Deus e coerdeiros com Jesus Cristo. Lembrai-vos das palavras — coerdeiros com Jesus Cristo, e assim como ele tem domínio e governo, assim o terão eles. Aquele que foi fiel em poucas coisas será posto sobre muitas, diz Jesus; e em outro lugar diz que todos os que abandonaram pais, mães, casas ou terras por minha causa receberão cem vezes mais nesta vida, e na vida vindoura a vida eterna. Somos prometidos, então, cem vezes mais por tudo o que abandonamos nesta vida, e a vida eterna no futuro. Qual foi o cântico que João diz que foi cantado pelos salvos no céu? "Tu nos fizeste reis e sacerdotes para Deus, e reinaremos sobre a terra." Esta é a promessa feita aos fiéis por Deus, o Rei dos reis. É natural que o homem procure exercer domínio onde puder; e é perfeitamente correto quando delimitado e controlado por princípio. ¶
No Evangelho há espaço aberto para nós exercermos esse sentimento sem que se sigam quaisquer resultados maus. Podemos, se assim escolhermos, lançar nesta vida um fundamento para riquezas eternas, domínio e governo, e a posse de todas as bênçãos que Deus prometeu aos fiéis. Buscamos, portanto, um céu deste tipo. O Santo dos Últimos Dias não busca um céu vazio, onde tenha de cantar continuamente ao dedilhar da harpa. Os Santos buscam um céu tangível, o mesmo que temos aqui, apenas imensamente glorificado. Esperamos ser como Deus, nosso Pai Celestial — tomar parte na criação, na criação e povoamento de novos mundos, e em fazer coisas semelhantes ao que Deus fez. Este é um assunto de tal magnitude que só posso aludir a ele brevemente de passagem. ¶
Compreendeis, podeis compreender, irmãos e irmãs, por que os antigos estavam dispostos a sofrer e suportar todas as coisas? Sabiam que Deus tinha reservado para eles tudo o que seus corações pudessem desejar; e que as alegrias das quais tinham aqui um leve antegozo receberiam em plenitude no futuro. Se tinham esposas, sabiam que seriam suas por toda a eternidade. Se tinham famílias, sabiam que seriam suas por toda a eternidade. Sabiam que Jesus quis dizer o que disse a Pedro quando disse: Tu és Pedro, a ti dou as chaves do reino, e tudo o que ligares na terra será ligado no céu. Que ordenanças havia que Pedro devia realizar na terra que seriam ligadas no céu? Os Santos dos Últimos Dias o compreendem. Deus restaurou a mesma autoridade à terra, e a concedeu ao homem que ocupa hoje na Igreja a mesma posição que Pedro ocupava na sua. Pedro era o Apóstolo sênior — o Presidente dos Doze, e por isso tinha o direito de possuir as chaves, e de selar uma esposa a seu marido, e a ordenança seria ligada no céu tal como ele a ligava na terra. Os Santos dos Últimos Dias reivindicam ter recebido a mesma autoridade. Cremos que, quando nos casamos, casamo-nos para a eternidade, e que nossas esposas e filhos habitarão conosco na eternidade. Esta é nossa fé. Era sobre sua posteridade que Abraão haveria de reinar. De que benefício lhe seria ter posteridade tão numerosa quanto as areias da praia do mar, ou quanto as estrelas do céu, se não reinasse sobre ela? Mas incorporai a ideia de domínio e governo, e de ele ser príncipe sobre sua posteridade, o progenitor de uma grande e poderosa raça, sobre a qual haveria eventualmente de reinar e governar, e então vemos a natureza preciosa da promessa que o Senhor lhe fez. O Senhor lhe deu Canaã como possessão eterna, contudo Estêvão, o mártir, quando pregou seu último discurso aos judeus, disse-lhes que Abraão não havia possuído sequer um palmo dela, mas que viria o tempo a que me referi, quando ele e sua semente cantariam: "Tu nos fizeste reis e sacerdotes para Deus, e reinaremos sobre a terra." Este reinar sobre a terra estava incorporado em suas ideias do céu. Este é o tipo de céu para o qual os antigos olhavam, e é o tipo de céu para o qual os Santos dos Últimos Dias olham, e isto é consequência dos grandes e gloriosos princípios que Deus lhes revelou. Por causa disso, estiveram dispostos no passado a suportar o que suportaram. ¶
Há muito mais ligado a estes pontos do que qualquer ser humano possa dizer a respeito deles. São imensos em sua magnitude, e não podem ser apreendidos de uma só vez. Mas quanto mais a verdade que Deus revelou é investigada, mais bela ela aparece. Frequentemente observo: há algo de belo para mim na ideia de um povo estar reunido como os Santos dos Últimos Dias estiveram, e habitar em amor e harmonia. Por isto, diz João, podeis saber que passastes da morte para a vida, porque amais uns aos outros. Nós, com todas as nossas falhas, de fato nos amamos uns aos outros. Os Santos dos Últimos Dias habitam juntos em unidade, não importa de onde venham. Vêm aqui às centenas e milhares de terras estrangeiras, mas aqui estão no meio de seus amigos. Podem não falar a mesma língua, e podem ter hábitos e modos de vida diferentes, mas quando chegam aqui estão em casa. Este é um dos resultados do Evangelho. É estranho, mas quão belo e divino, e quanto deveria encher nossos corações de gratidão o fato de vivermos numa época e estarmos associados a um povo tão abençoado. ¶
O mundo daria tudo o que possui, e houve os que teriam dado suas vidas, para participar das bênçãos que gozamos e que são tão comuns em nosso meio. Acabo de fazer uma rápida viagem por toda a extensão do Território. Antes de partir, telegrafei a diferentes pontos que precisava de cavalos em tal ocasião. Não prometi remuneração alguma, mas eles supuseram que meu negócio era de importância, e no momento em que os cavalos eram necessários, estavam à mão e homens prontos para acompanhá-los. Quando lhes agradecia, diziam: "Não há necessidade, irmão Cannon, temos tanto interesse nesta obra quanto o senhor." Onde quer que fôssemos havia amigos, e mesas postas para nos dar tudo o que queríamos. Pode isto ser feito em qualquer outro país? Creio que fizemos uma viagem que não poderia ser feita em nenhum outro país, exceto talvez na Rússia, onde um déspota governa. Ele poderia ordenar ao povo o que quisesse; mas isto foi feito simplesmente indagando por telegrama: "Podeis fazer tal e tal coisa?" A resposta vinha: "Sim, tudo o que quiserdes." O que causou isto? Foi despotismo? Não, foi amor. O interesse deles nesta obra é tão grande quanto o meu ou o de qualquer homem, e era um prazer para eles fazê-lo. O resultado foi que fomos a St. George e voltamos em pouco mais de nove dias, e ficamos lá quatro, viajando setecentas milhas. Isto me encheu de sentimentos peculiares, e me regozijei de pensar que estive associado a um povo como os Santos dos Últimos Dias. Disse-lhes: "Sabeis, eu faria o mesmo." "Sim, sabemos disso." A maioria deste povo sente que não pode fazer demais por esta obra. É a obra de Deus, e sentimos que não podemos fazer demais pela salvação de nossos semelhantes. Temos mostrado isto vez após vez. Para ilustrar: os Santos dos Últimos Dias enviaram, ano após ano, quinhentas parelhas até o Rio Missouri, com quatro juntas de bois por parelha, e mais de quinhentos homens para conduzir essas parelhas, e um grande número de homens para guardá-las e vigiá-las. Essas parelhas iam carregadas de provisões para alimentar os emigrantes que retornavam por mais de mil milhas. Isto foi feito de boa vontade. Homens passavam o verão inteiro, e neste país isso significa o ano inteiro, pois quando um homem e sua parelha perdem o verão, perdem os benefícios do trabalho de todo o ano. Onde podeis ver algo semelhante a isto, exceto em Utah? Para que foi feito? Para engrandecer algum homem ou despotismo, ou para satisfazer algum impostor? Não, foi porque o povo amava seus semelhantes — seus irmãos e irmãs. Isto foi trabalho missionário em grande escala. Não foi como pôr uns poucos centavos numa caixa de missões, e depois publicar o nome de cada homem, e a quantia que contribuiu, numa revista, para mostrar ao mundo quanto havia feito pela salvação dos pobres pagãos. Não havia nada disto aqui; não se tocavam trombetas nas esquinas, à maneira dos fariseus, para mostrar a quantia das doações feitas, mas tranquila e discretamente o povo deste Território enviava seus jovens e suas parelhas, duas mil juntas de bois, às vezes mais — duas mil e quinhentas — com cavalos e provisões e tudo o que fosse necessário para equipar grandes companhias e trazer, por mil milhas por terra até esta cidade, homens e mulheres que jamais tinham visto, e cujos nomes jamais tinham ouvido. Isto é feito o tempo todo, o povo pagando centenas de milhares de dólares pela emigração de seus pobres irmãos e irmãs em terras estrangeiras. Muito se publica em terras estrangeiras sobre esforços missionários. Recordo, quando criança, como meus pais estavam ansiosos para que eu economizasse um pouco para enviar o Evangelho aos pagãos. Isso foi antes de se filiarem a esta Igreja. Achei que fazer o que desejavam era algo muito grande. Mas os Santos dos Últimos Dias fazem isto o tempo todo. Enviam missionários por toda a terra. Homens deixam suas famílias e lares confortáveis para pregar o Evangelho em terras estrangeiras sem bolsa nem alforje. Para quê? Para a salvação de seus semelhantes. É o resultado dos ensinamentos do Evangelho de Jesus Cristo. E temos de fazer mais disto, e sentir maior interesse por nossos semelhantes do que sentimos, até que venha o tempo em que amaremos nosso próximo como a nós mesmos. Esse tempo há de vir para nós como povo. ¶
Que Deus vos abençoe, meus irmãos e irmãs e amigos, e derrame seu Espírito Santo sobre vós, ilumine vossas mentes e vos fortaleça em fazer o que é reto, independentemente das consequências, para que possais perseverar até o fim, o que oro no nome de Jesus. Amém. ¶