Obedecer ao Evangelho — Recreação — Desenvolvimento Individual
Brigham Young
Direi a meus amigos — aqueles que creem no Senhor Jesus Cristo — "Rogamos-vos, pois, da parte de Cristo, que vos reconcilieis com Deus." Guardai no coração toda verdade que ouvirdes, praticai-a em vossas vidas, pois isto vos conduzirá a Jesus. As palavras que ouvimos esta tarde, a respeito do caráter do Filho de Deus e do plano de salvação, são verdadeiras até onde chegaram. Nós, os Santos dos Últimos Dias, tomamos a liberdade de crer mais do que nossos irmãos cristãos: não cremos apenas em parte da Bíblia, mas em toda ela, e em todo o plano de salvação que Jesus nos deu. Diferimos daqueles que creem no Senhor Jesus Cristo? Não, somente em crer mais; somos um com eles na medida em que creem nele. Diferimos quanto à prática do Evangelho que ele nos entregou? Não, não na medida em que eles realmente creem e praticam as doutrinas que ele ensinou. Cremos em tudo o que qualquer homem bom na terra precisa crer. Cremos em Deus, o Pai, em Jesus Cristo, Seu Filho, nosso Salvador. Cremos em tudo o que Moisés falou e escreveu a respeito dele, em tudo o que os apóstolos disseram a respeito dele, e em tudo o que o próprio Jesus disse, o que foi escrito e deixado registrado por seus apóstolos e servos. ¶
Nosso Senhor e Salvador foi belamente descrito e apresentado diante de nós pelo cavalheiro que nos dirigiu a palavra esta tarde, mas tomarei a liberdade de dizer a todo homem e mulher que deseja obter a salvação por meio dele (o Salvador) que apenas olhar para ele não é suficiente: é preciso ter fé em seu nome, caráter e expiação; e é preciso ter fé em seu Pai e no plano de salvação concebido e realizado pelo Pai e pelo Filho. A que conduzirá esta fé? Conduzirá à obediência aos requisitos do Evangelho; e as poucas palavras que possa proferir a meus irmãos, irmãs e amigos esta tarde terão o propósito direto de conduzi-los a Deus. ¶
Como saberei se já passei da morte para a vida? O apóstolo diz que é amando os irmãos. Como conhecerei os irmãos? São meus irmãos os que receberam e obedeceram ao Evangelho do Filho de Deus. Isto é tão fácil de comprovar quanto comprovar se um homem que diz ser cidadão dos Estados Unidos realmente o é. Um homem pode declarar que o é, mas, ao investigar, descobrimos que ele nunca prestou o juramento de fidelidade nem sequer declarou sua intenção de se tornar cidadão; mas sua única alegação para ser considerado cidadão repousa no fato de que vive neste país e possui bens, talvez uma fazenda ou uma loja. Isto não dará a nenhum estrangeiro o direito aos privilégios de que desfruta o mais humilde cidadão. Ele deve primeiro declarar sua intenção, prestar o juramento de fidelidade a este Governo e renunciar ao anterior, e então receber seus documentos de cidadania. É exatamente assim no reino de Deus. Por mais que professemos apego a Deus e Sua causa, não temos direito às bênçãos e privilégios de Seu reino até nos tornarmos cidadãos nele. Como podemos fazer isto? Arrependendo-nos de nossos pecados, e obedecendo aos requisitos do Evangelho do Filho de Deus que nos foi entregue. Centenas e milhares de pessoas creram no Senhor Jesus Cristo e se arrependeram de seus pecados, e tiveram o Espírito Santo para testificar-lhes que Deus é amor, que elas O amavam e que Ele as amava, e, no entanto, não estão em Seu reino. Não cumpriram os requisitos necessários, não entraram pela porta, e Jesus diz: "Na verdade, na verdade vos digo que aquele que não entra pela porta no curral das ovelhas, mas sobe por outra parte, é ladrão e salteador." Ele diz também: "Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á." Jesus nos ensinou como podemos entrar por esta porta e nos tornar cidadãos de seu reino, e não há desculpa para negligenciarmos fazê-lo. Nisto excedemos e vamos além de nossos antigos irmãos. Lemos neste livro (a Bíblia) a respeito de certo homem que veio a Jesus de noite e lhe perguntou o que deveria fazer para ser salvo. Este homem, em sua própria estimativa, tinha sido um observador rigoroso da lei, mas Jesus lhe disse: "Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o reino de Deus." Minha firme crença é que milhares nasceram do Espírito e viram o reino, mas, não tendo nascido da água, nunca lhes foi permitido entrar nesse reino, pois Jesus diz: "Aquele que não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus." É por isso que dizemos ser necessário obedecer plenamente ao Evangelho que Jesus nos deixou registrado; e, para isso, devemos arrepender-nos de nossos pecados, ser batizados para a remissão deles, e então receber o Espírito Santo pela imposição de mãos. ¶
Cremos no Espírito Santo? Sim. E nossos antigos irmãos no mundo cristão? Dizem que sim. Deveriam crer nele, pois o pregam e o ensinam. O que o Espírito Santo fará por aqueles que o possuem? Fará com que se lembrem das coisas passadas, presentes e futuras, e lhes ensinará tudo o que é necessário compreender para obter a salvação. É este o ofício e ministério do Espírito Santo? Jesus diz: ¶
"Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito." ¶
"Porém, quando vier aquele Espírito de verdade, ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas falará tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará as coisas que hão de vir." ¶
Então, se recebermos o Espírito Santo, conheceremos e compreenderemos as coisas como são, seremos capazes de ler as Escrituras pelo Espírito com que foram escritas, e, se continuarmos fiéis, seremos conduzidos ao conhecimento de Deus e de Jesus, a quem Ele enviou, o que o apóstolo diz "é a vida eterna." ¶
Alguns creem ou concebem a ideia de que conhecer a Deus O diminuiria em nossa estima; mas posso dizer que, para mim, compreender qualquer princípio ou ser, na terra ou no Céu, não diminui seu verdadeiro valor, mas, pelo contrário, o aumenta; e quanto mais posso conhecer de Deus, mais querido e precioso Ele se torna para mim, e mais exaltados são meus sentimentos por Ele. Nisto posso ser diferente de alguns outros. ¶
Se abraçarmos o Evangelho de Jesus Cristo, prestando-lhe obediência conforme ele determinou, isto nos conduzirá ao reino de Deus aqui na terra. Começamos a edificar este reino. O Senhor revelou Sua vontade desde os céus, e temos fé nEle. Há alguma prova disto? Certamente, há toda a prova necessária. Recordo-me de ler no Novo Testamento que Jesus deu uma missão a seus apóstolos nestas palavras: "Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura; quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado. E estes sinais seguirão os que crerem: em meu nome expulsarão demônios; falarão novas línguas; pegarão em serpentes; e se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; porão as mãos sobre os enfermos, e os sararão." ¶
Este Evangelho é para todos os filhos dos homens, e salvará todos os que nele crerem e o obedecerem. Este povo crê neste Evangelho? Sim. Há alguma prova disto? Sim. Aqui diante de mim vejo homens que deixaram seus lares e famílias; mulheres que deixaram seus lares e famílias; pais que deixaram seus filhos, e filhos seus pais; maridos que deixaram suas esposas, e esposas seus maridos, tudo para se reunirem com os Santos do Altíssimo. É isto algum testemunho de que creem no Senhor Jesus Cristo? Sim; e isto não é tudo. Falam novas línguas, impõem as mãos sobre os enfermos e estes se recuperam. Nestes pontos diferimos daqueles com quem antes nos associávamos no mundo cristão, que dizem que ensinam ao povo como chegar a Deus e ser salvo. Mas, se alguma vez o fizeram, eu nunca os ouvi. Em minha juventude fui chamado de infiel por falar assim, pois não havia homem que pudesse me dizer algo sobre o plano de salvação; mas nunca houve dia em que eu não teria andado de joelhos por este continente inteiro para ver um homem que pudesse me dizer a primeira coisa sobre Deus e o Céu. É verdade que os sentimentos e a atenção do povo podem ser tocados e atraídos por belas descrições dEle e do Céu, e por belas ilustrações de Seu poder e bondade, como as que ouvimos hoje; mas onde está Deus? Quem é Ele? Quem é Jesus Cristo? Onde vivem? Qual é seu poder e caráter, e sua ligação com o povo da terra? Em minha escassa experiência com os teólogos de nossos dias, nunca encontrei um sequer que pudesse descrever o caráter de Deus, localizar Sua morada, ou dar a primeira ideia correta a respeito do Pai e do Filho; mas para eles estão ocultos num mistério impenetrável, e seu clamor é: "Grande é o mistério da piedade: Deus foi manifestado na carne." Para nós é simples, claro, glorioso e divino, e é digno da atenção de todo ser inteligente que habita a face da terra, pois a vida eterna é conhecer Deus e Jesus Cristo, a quem Ele enviou. ¶
Nestes aspectos diferimos de nossos irmãos cristãos. Somos exatamente os homens e mulheres que saíram da Igreja Mãe e de suas filhas — metodistas, calvinistas e quase toda outra profissão de fé na face da terra, sem excetuar os pagãos. Contudo, nunca aprendemos com eles como ser salvos; mas sabemos como nos salvar, pois o Senhor nos revelou um plano pelo qual podemos ser salvos tanto aqui como no porvir. Deus fez tudo o que poderíamos pedir, e mais do que poderíamos pedir. A missão de Jesus na terra foi trazer seus irmãos e irmãs de volta à presença do Pai; ele fez sua parte da obra, e cabe a nós fazer a nossa. Não há uma só coisa que o Senhor pudesse fazer pela salvação da família humana que Ele tenha negligenciado fazer; e cabe aos filhos dos homens receber a verdade ou rejeitá-la; tudo o que podia ser realizado para sua salvação, independentemente deles, foi realizado no e pelo Salvador. Foi justamente observado esta tarde que "Jesus pagou a dívida; expiou o pecado original; veio e sofreu e morreu na cruz." Ele é agora Rei dos reis e Senhor dos senhores, e virá o tempo em que todo joelho se dobrará e toda língua confessará, para a glória de Deus Pai, que Jesus é o Cristo. Aquele mesmíssimo ser que foi visto, não como o Salvador, mas como um proscrito, que foi crucificado entre dois ladrões e tratado com desprezo e escárnio, será saudado por todos os homens como o único Ser por meio de quem podem obter a salvação. ¶
Diferimos de nossos irmãos cristãos, e há muito estamos separados deles; mas estamos aqui nestas montanhas por necessidade — porque não nos foi permitido viver com eles. Mas nunca fomos odiados, desprezados e escarnecidos como Cristo foi; nunca fomos crucificados nem fomos tão proscritos como Jesus, embora nosso profeta e patriarca tenham sido mortos; mas não de maneira tão ignominiosa quanto Jesus. Quem crerá em nosso testemunho? "Se também o nosso evangelho está encoberto, para os que se perdem está encoberto." Quem crerá em nosso testemunho? Quem crerá no testemunho que foi entregue aqui esta tarde? Eu creio e sei que é verdadeiro; e isto, também, pelas revelações daquele mesmíssimo ser que foi levantado na cruz. Em que somos culpados por crer tanto? Ora, as Escrituras dizem que devemos "examinar todas as coisas; reter o bem." Frequentemente penso que a única maneira de um homem comprovar qualquer fato no mundo é pela experiência. Vamos, por exemplo, a um pomar, e alguém diz que há uma macieira de maçãs doces, e pode dizer o mesmo de outras árvores, mas, sem provar, como saberei que são doces? A menos que as prove, não poderei sabê-lo. Posso aceitar o testemunho de outros que as provaram quanto a serem doces, azedas ou amargas, mas, sem provar, não pode ser comprovado a meus sentidos que assim sejam. Ora, como entendo, é o mesmo com todos os fatos que chegaram ao conhecimento de todos os seres no Céu ou na terra — todos os fatos são comprovados e manifestados por seu oposto. O pecado entrou no mundo, e a morte pelo pecado. Frequentemente me pergunto: Havia alguma necessidade de o pecado entrar no mundo? Muito certamente havia, segundo meu entendimento e minhas faculdades racionais. Se eu não conhecesse o mal, jamais poderia conhecer o bem; se não tivesse visto a luz, jamais seria capaz de compreender o que são as trevas. Se nunca tivesse tentado ver e contemplar algo nas trevas, não poderia compreender a beleza e a glória da luz. Se nunca tivesse provado o amargo ou o azedo, como poderia definir ou descrever o doce? Consequentemente, deixo todas estas coisas passarem, sendo elas conforme a sabedoria dAquele que fez todas as coisas para o benefício e a salvação de Seus filhos aqui na terra. E quando contemplamos e percebemos que Ele é nosso Pai e que Jesus é nosso Irmão Mais Velho, e que temos o privilégio de vencer o pecado e a morte, pela fé em Jesus e pela obediência a Seu Evangelho, e de sermos exaltados à presença do Pai e do Filho, este pensamento deve encher nossos corações de gratidão, louvor e humildade. ¶
Estendo minha religião mais longe do que muitos o fazem. Digo que ela vai muito além das religiões de hoje; estas consistem principalmente de formas e cerimônias, nunca revelando a seus devotos o objeto de sua criação e existência, nem os preparando para cumprir seu elevado chamado e destino; mas a nossa incorpora toda a vida do homem. Nossa religião incorpora e inclui todos os deveres que recaem sobre nós em cada dia de nossas vidas, e nos permite, se vivermos segundo seu espírito, desempenhar esses vários deveres com mais honra e eficiência. Não penso que haja financista tão bom na terra quanto meu Pai celestial; não penso que haja ser algum, em toda a família humana, que compreenda os princípios das finanças tão bem quanto Ele. E creio o mesmo a respeito de qualquer outro ramo do conhecimento humano, ou de qualquer coisa que afete a paz, a felicidade, o conforto, a riqueza, a saúde e a força do corpo, e, de fato, o bem-estar inteiro, seja político, social ou físico, dos filhos dos homens; consequentemente, gostaria que Ele ditasse meus assuntos. Por quê? Para que eu pudesse tornar-me possuidor de poder, riqueza e influência, pois toda a influência que os filhos dos homens já possuíram, receberam-na do Pai. Todo reino que já foi estabelecido na face da terra foi estabelecido pela vontade do Pai. Ele estabelece um reino aqui e derruba outro ali, conforme Lhe apraz. Dá influência e poder a um, e os tira de outro; e assim vemos nações surgirem e desaparecerem. Alguns indivíduos vivem na terra ricos, nobres, poderosos e influentes; enquanto outros estão nas profundezas da pobreza. Tudo isto é permitido pelo Pai, e é conforme Seu decreto. Todo ato dos filhos dos homens é resultado de sua própria vontade e prazer, mas os resultados destes atos Deus os controla. ¶
Nossa religião incorpora cada ato e cada palavra do homem. Nenhum homem deveria dedicar-se ao comércio a menos que o faça em Deus; nenhum homem deveria dedicar-se à agricultura ou a qualquer outro negócio a menos que o faça no Senhor. Nenhum advogado, não, esperai, deixarei os advogados de lado; não os queremos, não temos uso para eles. Nenhum homem de conselho deveria sentar-se para julgar o povo, senão o que julga no Senhor, para que possa discernir com retidão e imparcialidade entre o certo e o errado, a verdade e o erro, a luz e as trevas, a justiça e a injustiça. Deveria alguma legislatura reunir-se sem o Senhor? Se o fizer, mais cedo ou mais tarde se desfará em pedaços. Nenhuma nação jamais viveu que deliberasse e conduzisse seus assuntos nacionais sem o Senhor sem que, mais cedo ou mais tarde, se desfizesse em pedaços e se reduzisse a nada. O mesmo é verdade de todas as nações que agora vivem ou que algum dia viverão. ¶
Nosso trabalho, nosso labor diário, nossas vidas inteiras estão dentro do alcance de nossa religião. Isto é o que cremos e o que procuramos praticar. Contudo, o Senhor permite muitas coisas que Ele nunca ordena. Frequentemente ouvi meus antigos irmãos no mundo cristão fazerem observações sobre a impropriedade de se entregar a passatempos e diversões. O Senhor nunca me ordenou dançar, e no entanto tenho dançado; todos o sabeis, pois minha vida está diante do mundo. Contudo, embora o Senhor nunca tenha me ordenado fazê-lo, Ele o permitiu. Não sei que Ele jamais tenha ordenado aos rapazes que fossem jogar bola, e no entanto Ele o permite. Não tenho conhecimento de que Ele jamais nos tenha ordenado construir um teatro, mas Ele o permitiu, e posso dar a razão. A recreação e a diversão são tão necessárias ao nosso bem-estar quanto as ocupações mais sérias da vida. Não há homem no mundo que, se mantido em apenas um ramo de negócio ou estudo, não se torne como uma máquina. Nossas ocupações deveriam ser tão diversificadas a ponto de desenvolver todo traço de caráter e toda diversidade de talento. Se quiserdes desenvolver todo poder e faculdade que vossos filhos possuem, eles devem ter o privilégio de se envolverem e desfrutarem de uma diversidade de diversões e estudos; para alcançar grande excelência, contudo, não podem todos ficar restritos a um único ramo individual de estudo. Recordo-me de uma vez, quando estava na Inglaterra, no distrito chamado "Potteries," de ver um homem passar pela rua, com a cabeça, talvez, a dezesseis ou dezoito polegadas do chão. Perguntei que ocupação ele exercera para viver, e soube que nunca fizera outra coisa na vida senão tornear xícaras de chá, e ele já tinha setenta e quatro anos de idade. Como sabemos se, tivesse ele tido o privilégio, não teria se tornado um estadista ou um excelente médico, um exímio mecânico ou um bom juiz? Não podemos saber. Isto mostra a necessidade de a mente ser mantida ativa e ter a oportunidade de se entregar a todo exercício de que possa desfrutar, a fim de alcançar o pleno desenvolvimento de seus poderes. ¶
Desejamos, em nossas escolas dominicais e escolas diárias, que aqueles inclinados a qualquer ramo particular de estudo tenham o privilégio de estudá-lo. Como tenho dito muitas vezes a minhas irmãs nas Sociedades de Socorro, temos aqui irmãs que, se tivessem o privilégio de estudar, se tornariam tão boas matemáticas ou contadoras quanto qualquer homem; e pensamos que deveriam ter o privilégio de estudar estes ramos do conhecimento para que possam desenvolver os poderes de que são dotadas. Cremos que as mulheres são úteis, não somente para varrer casas, lavar louça, arrumar camas e criar bebês, mas que deveriam estar atrás do balcão, estudar direito ou medicina, ou tornar-se boas contadoras e ser capazes de fazer os negócios em qualquer escritório contábil, e tudo isto para ampliar sua esfera de utilidade para o benefício da sociedade em geral. Ao seguirem estas coisas, apenas correspondem ao propósito de sua criação. Estas, e muitas outras coisas de igual utilidade, estão incorporadas em nossa religião, e nelas cremos e procuramos praticá-las. ¶
Direi agora aos Santos dos Últimos Dias que, às vezes, sabeis, se uma palavra escapar sem cautela, somos ameaçados com um exército; se dissermos uma palavra pelo lado errado da boca, somos ameaçados com uma turba legalizada, tal como éramos nos Estados. Por isso, devemos ter cuidado com o que dizemos, pois nossos inimigos estão prontos para "fazer culpado ao homem por uma palavra, e armar laços ao que os repreende na porta." Direi, contudo, que, se vós, Santos dos Últimos Dias, viverdes vossa religião, não haverá necessidade alguma de temer todos os poderes da terra e do inferno, pois Deus vos sustentará. Jesus é rei desta terra, e sustentará aqueles que andarem humildemente diante dele, amando-o e servindo-o e guardando seus mandamentos. Rogo aos Santos dos Últimos Dias que sejam fiéis; amem e sirvam ao Senhor, guardem Seus mandamentos, abstenham-se do mal e andem humildemente diante dele. Quando estávamos no mundo cristão, e sem o Sacerdócio, crendo em toda boa palavra e obra, em todo princípio moral, em tudo o que tendia a promover a paz, a felicidade, a moralidade e a virtude, de fato em todo bom princípio que o homem pudesse ensinar. Vivamos agora com a mesma consistência com que vivíamos então; vivamos de modo que Deus nos abençoe e nos capacite a vencer e a sermos salvos em Seu reino, o que Ele conceda por amor de Cristo. Amém. ¶