The Rights of Mormonism
John Taylor
Não esperava ser chamado para me dirigir a vocês esta tarde; mas sempre me sinto pronto para falar das coisas pertencentes ao reino de Deus, sempre que sou chamado a fazê-lo. ¶
O irmão Kimball disse que gostaria de me ouvir dizer algo sobre os DIREITOS do "mormonismo." Os direitos do "mormonismo" são tão variados e extensos, que seria muito difícil falar de todos eles num só discurso. Temos o direito de viver. Isso é "mormonismo." Temos o direito de comer e beber, e de seguir aquele curso que julgarmos apropriado, contanto que não interfiramos nos direitos de outras pessoas. Temos o direito de viver livres e sem molestação; e não há lei, humana ou divina, que tenha legitimamente direito, se preferirem, de interferir conosco. Temos o direito de pensar, e temos o direito, depois de termos pensado, de expressar nossos pensamentos, e de escrevê-los, e de publicá-los. Possuímos tantos direitos e tanta liberdade em relação a isso quanto quaisquer outras pessoas; e não há lei, humana ou divina, que possa legitimamente nos roubar dessas liberdades ou pisotear nossos direitos. Temos o direito de adorar a Deus de acordo com os ditames de nossa própria consciência; e nenhum homem, legalmente, nesta terra, tem o direito de interferir conosco por fazê-lo. Temos o direito de crer e praticar como quisermos em relação ao matrimônio. Temos o direito de escolher se teremos uma esposa ou vinte; e não há lei da terra que possa legalmente interferir conosco; nem há homem que eu tenha encontrado, que professasse ser homem, que possa dizer que estamos agindo ilegalmente. Temos o direito de assegurar o favor de Deus, e temos direitos como cidadãos do reino de Deus. Temos direitos na terra, e temos direitos no céu; temos direitos que nos afetam a nós e a nossa posteridade e progenitores, mundos sem fim; e são direitos com os quais nenhum homem pode interferir. Temos direito a nosso próprio Governador, como diz o irmão Kimball; temos direito a nossos próprios Juízes; temos direito a fazer nossas próprias leis e regular nossos próprios assuntos. ¶
Esses são alguns dos direitos que nos pertencem; mas quando se vem falar de direitos, são tão variados, complicados, e extensos, que é difícil, sem reflexão, enumerá-los. Existem conosco aqui e ao nosso redor, e são direitos que nos afetam, a nossos progenitores, e posteridade, mundos sem fim. Mas quanto a algumas das coisas com as quais estamos mais intimamente conectados, temos nossos direitos individuais, sociais, e políticos, no que diz respeito à nossa existência aqui como povo. Não sei se vocês pensarão que estou me atendo bastante bem a meu tema: contudo, tentarei, o melhor que puder, fazer-lhe justiça. ¶
Se olharmos para o próprio fundamento do governo, podemos perguntar, Como se formaram os governos? Quem os organizou? E de onde obtiveram seu poder? É um assunto para pensamento profundo e reflexão, e um que muito poucos entenderam; nem é muito fácil definir, definitivamente, os direitos do homem política, social, e nacionalmente. ¶
Ora, suporei que não houvesse governo no mundo, mas que fôssemos lançados de volta ao estado primitivo, e que tivéssemos de formar um governo para nos regularmos; qual seria a posição? Ora, o homem forte se intrometeria com o fraco, assim como um animal forte se intromete com um mais fraco, tirando-lhe seus direitos; pois essa é uma propensão animal natural que existe em todas as criaturas, assim como no homem. ¶
Como foi organizada a sociedade? Sobre princípios naturais. Não estou agora falando sobre Deus e Seu governo, mas sobre os direitos do homem. Se houvesse alguns valentões na terra, e tivéssemos de organizar o governo de novo, o povo se combinaria para se proteger contra eles — para se proteger contra aqueles que os tinham prejudicado, que os roubariam de seu trabalho, de seu gado, de seu grão, ou de qualquer coisa que tivessem. ¶
Qual seria o resultado desse curso? Seria que existiria uma combinação que se organizaria para se proteger, para que o fraco pudesse ser protegido em seus direitos, para que o débil não fosse pisoteado. Essa seria a construção e organização natural da sociedade. ¶
Muito bem; quando a sociedade se tornou grande e extensa, e não podia se reunir numa assembleia geral para se representar, enviariam seus representantes, que se combinariam para representar seus interesses por delegação, ou procuração. ¶
A quem representariam esses indivíduos? Representariam os partidos daquela vizinhança, daquele estado, daquele país ou distrito de país que os enviou, não é assim? E o que pensariam daqueles homens que foram enviados, se tentassem governar aqueles que os enviaram? Ora, diriam, "Voltem para cá, seus canalhas, e enviaremos outros; enviamos vocês para nos representar, e agora estão se combinando para colocar seus pés em nossos pescoços." ¶
Este tem sido o caso desde que os governos foram organizados; e daí surgiram governadores, reis, e imperadores. Geralmente conseguiram meios de colocar as rédeas do poder em suas próprias mãos; e, através da astúcia do sacerdócio artificioso e do reinado artificioso, geralmente conseguiram trazer o povo sob seus pés e pisotear seus direitos. Assim tem sido nas nações da Europa e da Ásia. É, de fato, a história do mundo. ¶
Por que direito quaisquer reis obtiveram seus domínios? Foi de Deus? Não. Foi do povo? Não. Como entraram na posse de seus reinos? Como se organizou a França? Como a Inglaterra? Como a Alemanha? E como se organizaram outros estados e nações? Foram organizados porque homens usurparam o poder, subjugaram outros homens, pisotearam seus direitos, e os fizeram escravos, e os fizeram executar suas leis, e fazer sua vontade sem interesse particular algum nas coisas que eram feitas. E esses homens, em vez de governar o povo de acordo com os princípios da retidão e da verdade, geralmente fizeram jugos e os colocaram em seus pescoços, e os pisotearam na lama — tanto assim que em muitos dos países da Europa vocês não podem viajar sem ter um passaporte; e todo pequeno arrivista tem o direito de examiná-lo e de detê-los, se lhe agradar. ¶
Vocês têm de pedir direito de parar nas cidades, e os impedirão quando lhes convier, e não apenas estranhos, mas seus próprios cidadãos; e há muitas cidades europeias agora, onde, se um pai fosse receber seu próprio filho em sua casa, tendo este estado ausente sem a permissão da polícia, estaria sujeito a uma pesada multa. ¶
São os governantes do povo que os trazem à sujeição dessa forma, até que o povo pense que reis e sacerdotes têm direitos — e não têm direitos — até que pensem que presidentes, governadores, e reis são as pessoas que possuem certos direitos inalienáveis, e que ninguém tem o direito de interferir com eles. ¶
Reis, presidentes, e sacerdotes combinados governam os homens, corpo e alma. Os primeiros os prendem em seus corpos e liberdades, e os últimos em suas mentes e consciências; e a família humana, em vez de ser livre, está literal e quase universalmente num estado de servidão. ¶
Na época da Reforma, os homens começaram a romper seus grilhões políticos e a reivindicar seus direitos, tanto política quanto religiosamente. Muita gente fala daquele evento como um assunto puramente eclesiástico: era tanto um assunto político quanto qualquer outra coisa. As causas que os levaram a tomar as medidas que tomaram eram tanto religiosas quanto políticas, os benefícios resultantes sendo apenas muito limitados e parciais; ainda assim foi uma resistência à tirania e à opressão. Os reis que sustentaram os Reformadores o fizeram meramente por motivos políticos, e não porque se importassem com sua religião. ¶
O que fez o povo vir dos velhos países para esta terra? Foi porque eram oprimidos na Inglaterra, na Alemanha, e em outros estados, e fugiram daquele poder que buscava colocar correntes em seus pescoços. E por que estavam determinados a fugir daquele governo para este país? Porque a mãe pátria tentava torná-los sujeitos a instituições e leis às quais não estavam dispostos a se submeter, e porque queria colocar jugos em seus pescoços. Então a mãe pátria enviou homens armados para cá, e buscou impor seus lacaios armados sobre o povo; mas não se submeteriam a isso; pois foi por essa mesma razão que tinham fugido de sua mãe pátria. ¶
Tais eram os sentimentos de seus pais, e essas eram as coisas de que falavam, poucos anos atrás; e por causa das invasões do governo materno, pegaram a espada, e declararam que viveriam ou morreriam homens livres. ¶
Qual era aquela liberdade pela qual contendiam? Exatamente o que disse há poucos minutos; era o direito de pensar, o direito de falar, o direito de agir, o direito de legislar, e o direito de adorar a Deus de acordo com os ditames de sua própria consciência, e o direito de cuidar de seus próprios negócios sem sofrer interferência. ¶
Viemos para esta terra como cidadãos dos Estados Unidos; e por que viemos? Porque havia homens que buscavam nos roubar de nossos direitos, e porque não havia pureza e justiça suficientes no Governo para nos proteger em nossos direitos — porque magistrados, policiais, juízes, governadores, presidentes, e oficiais de estado, direta ou indiretamente nos expulsaram, ou permitiram que fôssemos expulsos — permitiram que fôssemos desapossados daquilo que legalmente nos pertencia. ¶
Quem somos nós? Somos homens feitos à imagem de Deus, possuindo os direitos de outros homens. Transformamos este deserto num campo florescente, e o deserto floresceu como a rosa, e Deus abençoou nossos trabalhos. E com quem interferimos? Fomos até os Estados e interferimos com eles? Fomos até a Califórnia e interferimos com eles? Fomos ao Oregon? Fomos ao Novo México? Fomos a algum Estado e interferimos com seus direitos, suas leis, suas imunidades, ou seus privilégios? Digo que não fomos. ¶
Bem, então, que direito tem alguém de interferir conosco? Ah, porque têm o poder! Isto é, não há direito nisso; não há autoridade legal nisso; não há mais direito nisso do que há num valentão e num vilão insultando um homenzinho fraco, porque tem o poder de fazê-lo. Têm exatamente a mesma autoridade que um grande boi tem de chifrar um pequeno, porque tem o poder. ¶
Não ousam interferir com algumas nações como estão fazendo conosco: não ousam interferir com a Inglaterra ou a França, por medo das consequências; e não é nada além de um princípio de mesquinhez suja e pequena que tentaria interferir conosco, e tentaria fazê-los crer que são os senhores da criação. Grande Deus! quem são eles? Pobres e pusilânimes malditos, que não têm virilidade nem gentileza suficiente para serem cavalheiros. Têm exatamente o mesmo direito que o salteador tem de meter as mãos nos bolsos de vocês e tirar seu dinheiro. ¶
Quem nos guiou até aqui? Não os cristãos dos Estados Unidos, nem seus governadores, legisladores, nem presidentes. Quem proveu para nós? Fez isso o Governo dos Estados Unidos? Em verdade, não. Quem construiu as casas nesta cidade? Quem fez as melhorias ao seu redor e por este Território? Fizeram isso os habitantes dos Estados Unidos? Não. Mas fizeram tudo o que estava a seu alcance para nos desencorajar de toda maneira possível. Quem os alimentou e os vestiu? Suas próprias mãos direitas — sua própria energia e indústria, pela bênção do Todo-Poderoso. ¶
Então, por que direito, e por que autoridade, em nome de Deus, e em nome de todo princípio de direito, honra, e integridade, têm eles o direito de interferir conosco? ¶
"Ah," dizem eles, "a terra nos pertence." Ah! de fato; e me pergunto de onde a conseguiram? "Ah, a obtivemos por direito de tratado com o México." E de onde os mexicanos a obtiveram? Quem negociou com aqueles índios? Pagaram-lhes por ela? "Não: mas são bons cristãos, e os índios são pobres selvagens; e que direito têm selvagens à terra?" Onde estão suas escrituras e seu direito de posse? Alguém pode me dizer? "Ah, a tomamos porque tínhamos o poder, e os Estados Unidos a tomaram do México, porque tinham poder." ¶
É exatamente como um bando de meninos brincando juntos, e um deles rouba as bolinhas de gude do outro porque tem o poder; e então outro as rouba, e as chama suas, porque é um pouco mais poderoso que o outro: ou, quando um homem encontra outro e o rouba do que tem, então mais dois vão e tiram dele o que ele roubou do primeiro. ¶
O simples fato do caso é, dizem eles, "Vocês foram deixados em nossa terra, e portanto devem estar sujeitos a nós, e devemos governar sobre vocês." Mas mesmo neste princípio estão equivocados; pois nós, se há alguma glória na conquista, enviamos quinhentos homens, e possuímos direitos iguais aos deles como cidadãos americanos. ¶
Ao falar sobre este assunto uma vez antes, mostrei a vocês que, pela Constituição e pelo próprio gênio de nosso Governo, não tinham direito de interferir conosco. ¶
Novamente, pelo princípio comum da justiça, onde obtiveram eles seus direitos de interferir conosco? Não nos trouxeram para cá, nem cultivaram nossas fazendas; não nos enviaram mestres-escolas nem sacerdotes para nos ensinar; e não devemos a eles nada mais. Gostaria de saber que direito tinham de interferir conosco? Não têm direito por motivos religiosos; pois nos expulsaram por causa de nossa religião; e, consequentemente, não têm nada a ver com isso. Não é porque aprendemos alguma moral deles; pois obtivemos nossa moral de uma fonte superior. Não aprendemos nem nossa religião nem nossa moral deles. Não os tivemos para cultivar nossas fazendas nem construir nossas casas. Não fizeram nada por nós. ¶
Quanto à terra, suporei que a roubaram de fato, o que fizeram. Obtiveram-na porque tinham o poder, e o México a obteve pelo mesmo princípio: os Estados Unidos criaram uma briga com aquela nação, porque sabiam que podiam trazê-la à sujeição, e pretendiam capitular pela Califórnia antes de começarem a briga, e a tomaram com base nesses fundamentos. Mas isso é retidão — isso é pureza, verdade e santidade, aos olhos de uma nação corrupta e poderosa. ¶
Temos um pequeno lugar onde mais ninguém viveria; e garanto que se qualquer outro povo estivesse aqui, metade deles teria morrido, nos últimos dois anos, de fome. Mas não conseguem nos deixar em paz. Esta é sua grandeza — esta sua magnanimidade, e esta é a compaixão manifestada pelos pais de nosso grande país. Claro que devemos nos sentir patrióticos; não podemos deixar de nos sentir fortemente apegados a um Governo tão gentil, tão benevolente, tão misericordioso quanto o que temos! Como podemos sentir de outra forma? Tirariam de nós o direito de viver, e então estaria em seus corações nos varrer da face da terra; mas não podem fazê-lo. ¶
Não há direito algum associado a este assunto; não há justiça nisso. Há antigos direitos e privilégios que o povo costumava ter, e temos nossos direitos. Em primeiro lugar, temos um Deus que vive, e Ele nos ajudará a cuidar deles, a mantê-los e preservá-los. Então olhem para isso sob qualquer luz que quiserem, não podem mudá-lo: somos cidadãos dos Estados Unidos, e temos direito ao solo, ainda que o tenham roubado. ¶
Tenho vergonha de estar associado a tais coisas, mas não podemos evitá-lo; somos parte do povo, e tivemos de participar de seus feitos maus. ¶
Quando viemos para cá, viemos como cidadãos americanos; e tínhamos exatamente tanto direito de estar aqui quanto qualquer outro cidadão americano nos Estados Unidos. ¶
Fizeram um pretexto religioso para nos roubar do direito de preempção, — isto é porque temos mais de uma esposa. Este é o curso que seguiram para conosco. ¶
Têm eles o direito de nos impor juízes e enviar oficiais sob escolta militar? O próprio ato diz que têm medo de algo. Têm eles o direito de enviar esses homens para governar sobre nós, sem que tenhamos voz no assunto? Digo que não têm, de acordo com as leis que existem entre os homens; não têm de acordo com os princípios da justiça e da verdade; não têm de acordo com os princípios sobre os quais este Governo se estabelece: mas querem governar sobre nós contrário aos princípios do Governo; e, como vocês já expressaram, têm o direito de resistir a isso. ¶
Graças a Deus, não há tantos covardes furtivos aqui quanto há no velho país: os homens aqui ousam pensar e falar. ¶
Bem, esses são nossos sentimentos e alguns de nossos direitos; mas lhes falarei de outros direitos; pois temos direitos maiores, que ainda não toquei. ¶
[Abençoou o cálice sacramental.] ¶
Falo daquelas outras coisas porque são direitos inalienáveis que pertencem aos homens — a nós como cidadãos americanos — a nós como cidadãos do mundo; mas há outros direitos, outros fundamentos sobre os quais reivindicamos esses direitos. ¶
O Senhor Deus falou nestes últimos dias; Ele revelou a plenitude do Evangelho eterno; restaurou aquele Evangelho em toda sua plenitude, bênçãos, riqueza, poder, e glória; Ele nos pôs na posse dos princípios da vida eterna; e estabeleceu Seu reino sobre a terra, e somos os legítimos herdeiros e sucessores deste reino. Ele estabeleceu Seu Sacerdócio, revelou Sua autoridade, Seu governo, e Suas leis; e a grande razão pela qual há união e poder aqui, e em nenhum outro lugar, é porque emanou de Deus. ¶
Quando falamos sobre aquelas outras coisas, estamos sob uma lei menor, que qualquer um de nós pode guardar e que temos guardado. Não estamos nos rebelando contra os Estados Unidos, nem estamos resistindo à Constituição dos Estados Unidos; mas são usurpadores ímpios e corruptos que nos oprimem e que nos tirariam nossos direitos. ¶
Ao falar de nossos direitos como cidadãos do reino de Deus, falamos então de outra lei, nos movemos então numa esfera mais elevada; e é dessas coisas que temos o direito de falar. ¶
Deus estabeleceu Seu reino; Ele fez retroceder aquela nuvem que cobriu o horizonte moral do mundo; abriu os céus, revelou a plenitude do Evangelho Eterno, organizou Seu reino segundo o padrão que existe nos céus; e colocou certas chaves, poderes, e oráculos em nosso meio; e somos o povo de Deus; somos Seu governo. O Sacerdócio sobre a terra é o legítimo governo de Deus, seja nos céus ou na terra. ¶
Algumas pessoas perguntam, "O que é o Sacerdócio?" Respondo, "É o legítimo governo de Deus, seja nos céus ou na terra;" e é o único poder legítimo que tem o direito de governar sobre a terra; e quando a vontade de Deus for feita na terra como é feita nos céus, nenhum outro poder governará. ¶
Então, se olharmos para isso deste ponto de vista, estamos numa posição peculiar; estamos aqui como os representantes de Deus, e os únicos verdadeiros representantes que Ele tem sobre a terra; pois não há outro poder ou governo sobre a terra que reconheça Deus como seu governante, ou cabeça, senão este: não há outro. ¶
Por que viemos para cá? Viemos para cá porque o povo nos expulsou, e porque o Senhor queria que viéssemos para cá; pois era necessário que viéssemos para nossos lugares secretos, e nos escondêssemos até que a indignação do Senhor passasse — até que o Senhor sacudisse nossos inimigos pela nuca, por assim dizer, até que nações e impérios fossem derrubados. Viemos servir a nosso Deus num lugar onde pudéssemos guardar mais plenamente Seus mandamentos — onde pudéssemos cumprir Seus preceitos sobre a terra. Esta é a razão pela qual viemos para cá. ¶
Bem, então, se somos o único povo que Deus reconhece como nação, não temos o direito aos privilégios que desfrutamos? A quem pertence o ouro, a prata, e o gado de mil colinas? A Deus. Quem, então, tem o direito de designar governantes? Ninguém senão Ele, ou o homem que Ele designa. ¶
Quem tem governado a terra? Quem tem exercido domínio? O homem, que, pelo poder da espada, obteve a posse de tronos, poderes, e domínios, e vadeou por mares de sangue. ¶
Vocês leem a história, e o que é? Uma história da despopulação das nações, provocada pela derrubada de impérios, e através da tirania e ambição de homens ímpios, que vadearam por mares de sangue a fim de se apoderarem daquele poder que agora desfrutam. ¶
Se formos aos Estados Unidos e investigarmos seus direitos, podemos perguntar, têm eles o direito de expulsar os índios, de tempos em tempos, e desapossá-los de seus direitos? Enquanto compravam deles, estava tudo bem; mas quando os forçaram numa troca, tal como os índios fizeram com alguns dos comerciantes aqui, e os fizeram negociar em seus próprios termos, isso é algo que não têm o direito de fazer; e, para usar a linguagem de um dos Chefes índios, "Não deixaram espaço para estendermos nosso cobertor." Compraram este Território deles? Não — nem fizeram arranjo algum para fazê-lo; mas tomaram posse dele. ¶
Que autoridade tem o Presidente dos Estados Unidos, ou os Representantes dos vários Estados? Não têm autoridade alguma além daquela que o povo lhes dá, de acordo com as instituições dos Estados Unidos. ¶
Que autoridade tinha a Inglaterra sobre esta terra antes de virem para cá e tomarem posse dela? Nenhuma. ¶
Por que direito, então, governam as nações e governos em geral? Governam pela graça de Deus? Vou lhes dizer. Governam pelo poder da espada. ¶
Leiam a história da Inglaterra, da França, da Alemanha, da Espanha, de Portugal, e de outras nações, e verão que obtiveram sua autoridade por suas espadas; e então, depois de a terem obtido, vão trabalhar e a santificam; nomeiam e ungem reis pela graça de Deus e por meio da agência de seus sacerdotes. É assim que obtêm sua autoridade, e é toda a autoridade que têm. ¶
Quando o Papa ia colocar a coroa sobre a cabeça de Napoleão, este disse, "Aqui, deixe-me colocá-la; eu mesmo a conquistei." Mas geralmente querem que os sacerdotes a coloquem. ¶
Vocês podem ir a qualquer tribunal do mundo e dizer, "Assim diz o Senhor," e os expulsarão a chutes. Tentem e vejam. ¶
[Vozes: "Vocês já tentaram."] ¶
Nenhum homem pode ir e dizer, "Assim diz o Senhor" entre eles; pois lhe colocariam uma camisa de força, se fosse um homem respeitável; se não fosse, o expulsariam a chutes. Tal é o sentimento do povo e a condição do mundo, e ainda assim professam adorar a Deus que reina nas alturas. ¶
Onde governa Deus na terra? É Ele ouvido em alguma nação? Há alguma que O reconheça e a Sua autoridade? Vou lhes dizer o mais próximo que já vi disso. Foi Nicolau da Rússia: ele era um autocrata, sabem. Alguns anos atrás, quando tiveram a cólera muito forte ali, prevaleceu entre os habitantes o sentimento de que os poços haviam sido envenenados: surgiu uma turba, e iam matar muitos; mas Nicolau foi até eles e disse, "Meus filhos, isto não é assim; esta é a mão de Deus. Caiamos de joelhos, e reconheçamos nossos pecados, e peçamos que nos perdoe." ¶
Isso é o mais próximo de reconhecer a Deus que já ouvi entre as nações; mas quanto à sua autoridade, não está ali. Seus imperadores e governantes têm sido os mais bestiais em sua conduta e opressivos em seus atos de qualquer outra nação que governa sob os céus. ¶
Ora, onde vocês podem encontrar uma nação que reconheça a Deus? São muito religiosos. Ora, a Rainha da Inglaterra é dita ser "Defensora da Fé." Mas não é a fé da Igreja da América — não é a fé da Igreja da França, nem da Alemanha, nem em nenhum outro lugar, exceto a Igreja da Inglaterra. De onde tirou ela seu direito? Ela é descendente de uma linhagem de reis. ¶
Henrique Oitavo, algum tempo atrás, escreveu um livro contra os Protestantes, e o Papa lhe deu o título de "Defensor da Fé," fé essa que depois buscou destruir, rebelou-se contra o Papa, e iniciou a Reforma, porque o Papa não lhe permitiu se divorciar de sua esposa. Assim os reis e rainhas Protestantes da Inglaterra roubaram o título Católico Romano, para governar ou defender a fé dos Protestantes por meio de reis e rainhas, que agora ungem. ¶
Como os ungem? Ungem-nos por meio de seus Bispos, que os declaram reis e rainhas pela graça de Deus. Voltem, porém, à sua origem, e verão que seus reinos foram primeiro obtidos pela espada; roubaram seus reinos e poder, e então conseguiram sacerdotes para santificar o roubo. ¶
Voltem na Inglaterra à época de Guilherme, o Conquistador, e verão que ele foi um usurpador; era um normando e um ladrão em grande escala; e então, quando subjugou os anglo-saxões, os sacerdotes se voltaram e o ungiram rei pela graça de Deus. Este é um exemplo justo das outras nações europeias, e é toda a autoridade que qualquer uma delas teve. ¶
Qual é o Governo dos Estados Unidos? Não professa religião alguma. Não há religião nem sacerdócio ligado a ele nacionalmente, apenas permitem, ou professam permitir, que todos adorem a Deus de acordo com os ditames de sua própria consciência; mas nacionalmente são uma nação de incrédulos. Não têm credo nacional, nenhuma instituição religiosa nacional; e por isso o absurdo de interferir conosco, quando de fato eles próprios não têm nenhuma, e não querem que tenhamos alguma. ¶
Buscam eles reconhecer a Deus em seus atos? Ou, há alguma outra nação que professe reconhecer a Deus? Há os Maometanos, tinham um Profeta, e professavam ser governados por ele. Há alguma conversa sobre ele ser falso: pode ter sido, ou pode ter sido verdadeiro, até onde sei; deixo-os nas mãos de Deus. ¶
Os Maometanos têm certa fé ou profissão, da qual se fala no Alcorão. Contudo, como os demais, obtiveram sua nacionalidade pela espada. Não conseguimos encontrar uma nação sobre a terra que tenha obtido seu domínio ou poder para governar de Deus. Se há algum povo, exceto este, não os conheço. ¶
O Senhor disse, "Que ninguém quebre as leis do país, porque o que guarda as leis de Deus não tem necessidade de quebrar as leis do país." Não quebramos a lei da terra, e não pretendemos fazê-lo, embora Ele nos tenha revelado Sua vontade e nos dado certos privilégios e imunidades que jamais deu a nenhum outro povo. Ainda assim, não quebramos a lei, e não há outro povo que mantenha as leis dos Estados Unidos tão fielmente quanto este povo. ¶
Ora, estão em tempestade e problema em toda direção nos Estados Unidos, e aqui está a mais perfeita paz e a melhor moralidade que se pode encontrar no mundo, mil vezes mais: sim, é mil vezes melhor do que já vi em qualquer parte da terra onde estive. Não há lugar que se compare com isto; e nada além do próprio Diabo poderia inspirar os corações dos filhos dos homens a fazer guerra contra um povo como este. ¶
Em que estamos engajados? Estamos engajados em edificar o reino de Deus, e muitos de vocês foram ordenados pelas revelações do Todo-Poderoso a deter o poder e a autoridade do Santo Sacerdócio. Além disso, foram ordenados reis e rainhas, e sacerdotes e sacerdotisas para seu Senhor; foram postos na posse de princípios dos quais todos os reis, potentados, e poderes sobre a terra são inteiramente ignorantes: não os entendem; mas vocês receberam isso das mãos de Deus. ¶
O reino é posto sobre os ombros do Presidente Young e deste povo para levá-lo adiante, e por quem? Pelo Senhor Deus — por Ele que detém domínio por todo o universo; por Ele que criou tudo pela palavra de Seu poder; por Ele que disse, "Haja luz, e houve luz;" por Ele que falou, e os mundos rolaram à existência. Por Ele receberam direitos que não são deste mundo — direitos que fluem do grande Eloim. ¶
O que vamos fazer, então? Vamos estabelecer o reino de Deus sobre a terra. Este é nosso privilégio — nosso direito, se preferirem. Mas considero um alto privilégio — a maior dádiva que pode ser concedida a mortais na terra, ser os representantes de Deus. Deixem-me dizer mais uma coisa. O povo da terra, seus legisladores, seus príncipes, seus reis, e seus imperadores, se algum dia obtiverem salvação, terão de obtê-la através de nós: se obtiverem um reino celestial, terão de passar pela porta que Deus designou, e não há outra forma para isso. ¶
O que estamos fazendo aqui? Estamos aqui para nos levantarmos em defesa de nossos direitos individuais — para defendermos nossas fazendas, nossas famílias, e nossa propriedade, se for necessário. Propriedade! Ora, grande consciência! é tão insignificante quanto a palha e o feno; e fiquei contente ao ver quando a votação foi feita, que se fosse necessário queimar toda casa e toda nossa propriedade, toda mão se levantou a favor disso. Fiquei contente de ver que apreciam essas coisas. ¶
Lutaríamos por essas coisas? Só no que me diz respeito, poderiam pegar o que tenho, e ir para Gibraltar com isso, ou para Halifax; e eu diria, Suas pobres e miseráveis criaturas corruptas, levem. ¶
Mas isso não é tudo. O Senhor nos colocou num lugar de onde não podemos escapar, mesmo se quiséssemos. Pedimos a bênção de Seu reino, e Ele derramou bênçãos sobre nós, e não há como recuar. Deus pôs Seu reino sobre nossos ombros; e agora pergunto, como fez um poeta há alguns anos, ¶
"Havemos nós, por medo do homem frágil, A obra do Espírito em nós refrear?" ¶
Havemos, por medo daqueles malditos miseráveis, trocar vidas eternas? Havemos desprezar aqueles princípios que Deus nos concedeu? Havemos trocar a pérola de grande valor, as riquezas da eternidade, pela sujeira e imundície em que se revolvem os Gentios? Sei que não é assim que nos sentimos. ¶
O irmão Kimball diz que temos de nos manter firmes no que dizemos, e o Senhor nos levará a isso; e vou lhes dizer o que ouvi Joseph dizer anos atrás. Disse ele, se Deus soubesse de qualquer outra forma pela qual pudesse ter testado Abraão melhor do que fez, teria imposto isso a ele. E Ele nos testará para ver se seremos fiéis ao grande e alto chamado que colocou sobre nós. ¶
O que estamos fazendo? Deus achou próprio estabelecer Seu reino sobre a terra, e aqui está aquele reino — aquela pedra que foi cortada do monte sem mãos, e está rolando adiante para encher toda a terra. ¶
Uma grande incumbência nos é confiada como povo: cabe a nós avançar até a linha, resistir aos poderes das trevas, e levar adiante o reino de Deus, para que os poderes das trevas sejam feitos retroceder com todas as suas forças. ¶
Estamos postos nesta posição para ver se deixaremos que o reino de Deus seja pisoteado por homens. Não é uma coisa pequena, mas é uma que está associada a nossos progenitores e posteridade, como seres eternos, tendo a ver com o passado, o presente, e o futuro. ¶
A pequenina pedra havia de ferir a imagem nos artelhos; e não me surpreenderia se houvesse um chute monstruoso — particularmente, como diz o irmão Kimball, se houvesse calos nos artelhos. ¶
Não é questão de podermos ficar aqui, e comer e beber, e dizer, pobre gatinho, e adiar o dia mau. Não é um dia mau; é um dia de regozijo — um dia de romper os grilhões de nós; é um dia em que todo filho e filha de Deus deveria cantar, Hosana ao Deus de Israel! Sabemos que costumávamos cantar às vezes, ¶
"Havemos de romper todos os nossos grilhões, e quebrar o jugo Gentio, ¶
Pois há muito tempo nos tem cercado, mas agora será quebrado: ¶
Nunca mais Jacó curvará seu pescoço; doravante será livre, Na Alta Califórnia: ¶
Ó! essa é a terra para mim," etc. ¶
Costumávamos cantar isso anos atrás, e podemos cantá-lo agora; mas temos de fazê-lo. Sim, é "ianque, faça-o." ¶
Bem, o que estamos fazendo? Estamos lançando o alicerce para a salvação de nós mesmos, de nossos progenitores, de nossos filhos, e de nossa posteridade depois de nós, de geração em geração. O alicerce da liberdade, pelo qual o laço que tem estado sobre o pescoço das nações será rompido; pois é daqui que a liberdade há de brotar. ¶
Aqui está um núcleo — um grupo de irmãos inspirados do alto, tendo os oráculos de Deus em seu meio — o único povo que é ensinado pelas revelações de Deus. Aqui está o lugar onde o estandarte há de ser erguido para todas as nações. ¶
Estávamos falando, há algum tempo, sobre nossos direitos: estes são nossos deveres; já terminamos com nossos direitos. Há um velho lema que têm bem visível na Inglaterra; é este — "A Inglaterra espera que todo homem cumpra seu dever." ¶
Qual é o dever de um homem aqui? É a obediência aos oráculos de Deus que estão em nosso meio; e enquanto guardarmos os mandamentos de Deus, não precisamos temer mal algum; pois o Senhor estará conosco no tempo e na eternidade. ¶
"Mas," diz alguém, "tenho um filho, que foi para as Planícies, e talvez os soldados o matem." Que o matem. [Presidente Kimball, "Podem se fazer mais."] Suponho que sim. ¶
Vocês já souberam que seus filhos estão na posse da vida eterna, e que isto é apenas uma provação ou um espaço entre o tempo e a eternidade? Existimos antes, na eternidade que foi, e existiremos na eternidade que há de vir; e a única questão é, se é melhor morrer com o arreio posto, ou ser encontrado um pobre e miserável covarde. ¶
Tudo o que disse a meu filho Joseph, depois de abençoá-lo, antes que partisse, foi, "Joseph, não seja encontrado com um buraco nas costas." Não quero covardia alguma — nenhum tremor ou sentimento desse tipo. ¶
E quanto a nossos amigos que foram para trás do véu — estão mortos? Não; vivem, e se movem, numa esfera mais elevada. Lutaram pelo reino de Deus quando estavam aqui? Sim, lutaram. Estão lutando por ele agora? Sim; e o tempo se aproxima em que as nações ímpias hão de ser destruídas; e o tempo está próximo em que toda criatura será ouvida a dizer, "Honra, e poder, e força, e majestade, e domínio sejam atribuídos Àquele que se assenta sobre o trono, e ao Cordeiro pelos séculos dos séculos." ¶
Temos de fazer isso acontecer, seja neste mundo ou naquele que há de vir. Já vi o tempo em que poderia ter morrido tão facilmente quanto virar minha mão; mas não me sentia assim disposto. ¶
[Presidente H. C. Kimball: "Você não teve tempo."] ¶
Supondo que eu viva, tenho uma obra a fazer; e se eu morrer, ainda estarei engajado na causa de Sião. Ora, grande consciência! Que diferença faz? Só podem matar o corpo. E não sabemos que temos um interesse além da sepultura? — que bebemos daquela fonte que brota para a vida eterna? Então que diferença faz? ¶
Estes são meus sentimentos. Se é para a vida, que seja para a vida; e se é para a morte, que seja para a morte, para que o espírito se mova numa esfera mais elevada; e então tudo estará bem conosco. Se vivermos, vivemos para Deus; e se morrermos, morremos para Deus; e somos de Deus, de qualquer forma. ¶
Temos amigos que foram para trás do véu. Há Joseph, Hyrum, Willard, Jedediah, e muitos de nossos amigos que estão lá, e têm se movido e agido lá por anos; e se algum de nós for chamado a ir, está tudo bem: há um Sacerdócio lá para regular as coisas, assim como aqui; e se tivermos de ir para lá, podemos tão bem ir por uma bala quanto por uma febre, ou qualquer outra doença angustiante. Quero ir com o arreio posto; e se outros forem um pouco antes de nós, faz alguma diferença? Vocês não sabem que o velho Apóstolo disse, "Eles sem nós não podem ser aperfeiçoados"? Poderiam atender a essas ordenanças que estão sendo atendidas aqui na terra enquanto estão lá? Não, não podem. Podem vocês fazer o que eles estão fazendo? Não, não podem; mas quando chegarem lá poderão. ¶
Quando no velho país lutavam para chegar aqui, muitos de vocês tinham amigos aqui; e quando chegaram, diziam, "Estou contente de vê-lo, irmão William, e irmã Jane, ou Mary, ou Elizabeth." Agora, quando uma pessoa morre, vocês dizem, "Estou contente de vê-lo partir, mas ainda assim lamento que esteja partindo." ¶
Lembro-me de ter dito isso ao tio John Smith. Quando fui vê-lo, senti que seu tempo tinha chegado, e disse, "Estou contente de que você vá, mas ainda assim lamento nos separarmos;" e disse, "Espero que leve meus respeitos a nossos amigos por trás do véu." Ele disse, "Levarei." ¶
Temos anjos que são ministros de salvação; temos Joseph, Hyrum, Willard, Jedediah, e muitos outros que estão engajados em fazer avançar a obra do Senhor nos mundos superiores. E se quiserem algum de nós? Ora, que vamos, homens velhos ou homens jovens. E se formos chamados por uma bala, ou morrermos de febre, que diferença faz? ¶
O quê! vamos todos morrer juntos? Deus designou e disse que estabeleceria Seu reino sobre a terra, e que o Diabo não reinará para sempre; mas Aquele a quem pertence o direito virá e tomará o reino, e o possuirá para todo o sempre. ¶
Ora, o irmão Brigham disse que está tudo certo, e ele é o representante do Todo-Poderoso sobre a terra, e cabe a nós apoiá-lo e obedecê-lo; e ele diz, "Regozijem-se, e vivam sua religião, e tudo estará bem." Não é essa a voz de Deus? É. Não a ouviremos? Sim; e manteremos nossos direitos como cidadãos dos Estados Unidos. ¶
Oro para que Deus os abençoe, em nome de Jesus Cristo. Amém. ¶