Pulpit

A Necessidade de os Santos Viverem à Altura da Luz que lhes Foi Dada

Brigham Young

1856-03-02

Tenho muitos assuntos sobre os quais gostaria de falar para o benefício dos Santos, e uma coisa em particular gostaria de fazer por eles, o que creio ser a maior bênção que se lhes poderia conceder, e é dar-vos olhos com que ver as coisas como são. Se eu tivesse poder para conceder essa espécie de visão aos Santos dos Últimos Dias, não creio que houvesse um homem ou mulher que não tentasse viver sua religião.

Alguns poderiam supor que seria uma grande bênção ser tomado e levado diretamente ao céu e ali posto, mas, na realidade, isso não seria bênção alguma para tais pessoas; não poderiam colher plena recompensa, não poderiam desfrutar da glória do reino, e não poderiam compreender e suportar a luz dele, mas seria para eles um inferno intolerável, e suponho que os consumiria muito mais rapidamente do que o fogo do inferno. Não seria bênção alguma para vós serdes levados ao reino celestial, e obrigados a nele permanecer, a menos que estivésseis preparados para ali habitar.

Se as pessoas tivessem olhos para ver, ouvidos para ouvir, e corações para compreender as coisas como são, isso lhes provaria uma bênção, pois então ordenariam suas vidas de maneira a assegurar as bênçãos que anteveem. Contudo, está fora de meu poder assim abençoar este povo, mas o dom foi colocado ao alcance de toda pessoa pela compra do Filho de Deus, e cabe a elas obtê-lo, ou passar adiante sem obtê-lo, conforme escolherem. Mas alguns fatos são facilmente compreendidos; tomai os Santos dos Últimos Dias e comparai seus sentimentos, vidas e feitos com os do mundo, e o que se descobrirá prontamente? Se algum de vós fosse agora sair para o mundo, se tivésseis uma centelha de honestidade ou de virtude em vós, desejaríeis regressar assim que o dever o permitisse, e exclamaríeis: "Não fazia ideia de que o mundo fosse como o encontrei." Muitos de nossos Élderes exclamam, ao regressarem de missões estrangeiras: "Quão iníquo o mundo se tornou! Estão piorando cada vez mais, e vão rapidamente de mal a pior." Já os ouvi exclamar: "Era surpreendente ver quanto o povo pôde se alterar no espaço de dois ou três anos!"

Sobre este ponto observarei que os Élderes se alteram rapidamente numa direção, e o povo do mundo se altera diretamente na outra, de modo que o espaço entre eles aumenta muito mais rapidamente do que costumamos perceber. Os Élderes que saem a proclamar o evangelho, a menos que façam algo para diminuir sua fé, ou os leve a apostatar de sua religião, de modo a serem deixados nas trevas, estão geralmente em crescente aperfeiçoamento, crescem em graça e no conhecimento da verdade, e reúnem para si mais conhecimento do que tinham antes de irem em sua missão. Estão avançando nos princípios da verdade, enquanto o mundo está recuando da verdade que outrora tinha; consequentemente, parece aos Élderes, e àqueles que vão dos Santos para o mundo, que este se torna iníquo mais rápido do que realmente se torna, e os Élderes nem sempre percebem que seu próprio avanço na verdade produz grande parte da aparência da grande distância entre eles e o mundo.

Se muitos desta congregação soubessem, se tivessem olhos para ver, e ouvidos para ouvir, frequentemente se envergonhariam de sua conduta, quando contrastada com toda a luz que foi manifestada no evangelho de salvação a nós revelado. Ouvimos Joseph o Profeta pregar, vimos seu rosto, e temos as revelações dadas por meio dele, e as manifestações do Espírito Santo; temos conhecimento, temos os oráculos vivos em nosso meio, e, com tudo isso, permiti-me dizer aos Santos dos Últimos Dias que estão sobre terrenos escorregadios. Nem todos conhecem plenamente os caminhos em que andam, nem todos compreendem perfeitamente seus próprios caminhos e feitos, muitos não percebem inteiramente suas próprias fraquezas, não compreendem o poder do diabo e quão sujeitos estão a serem desviados um triz sequer, para começar, da linha da verdade. São primeiro atraídos por uma linha fina, em pouco tempo se torna um cordão, logo aumenta para uma corda forte, e disso para um cabo; assim cresce a partir do tamanho de uma teia de aranha, em comparação.

Deixai um Santo desviar-se do caminho da verdade e da retidão, ainda que minimamente, não importa em quê, pode ser num negócio com seu vizinho, em cobiçar aquilo que não está em sua posse, em negligenciar seu dever, em ter excessiva ansiedade por algo pelo qual não deveria estar ansioso, em ser um pouco desconfiado a respeito das providências de Deus, em nutrir uma desconfiança em seu coração e sentimento a respeito da mão do Senhor para com ele, e sua mente começará a escurecer.

O irmão Amasa Lyman acaba de observar que alguns dizem: "Suponho que devamos reconhecer a mão de Deus em todas as coisas." Não há suposição alguma comigo a respeito desse assunto, podemos fazer o que quisermos a esse respeito; mas temos de confessar ou ser castigados até sabermos e compreendermos como as coisas são, e percebermos que o Senhor Deus está conosco, em nosso meio e ao nosso redor, por Seus anjos, por Seu Espírito, e por Seu olho que perscruta e reperscruta nossos corações. Se Ele não está aqui em pessoa, está familiarizado com nossas ações, e examina cada pensamento de nossos corações e cada ação de nossas vidas. Ele está em nosso meio, e bem poderíamos começar a pensar nisso desde já.

Se há uma desconfiança no coração a respeito da confiança em nosso Deus, não vedes que há chance de alguém desviar um triz sequer da verdade? Isso dá poder ao inimigo, e, se somos desviados ainda que minimamente do caminho do dever, não percebeis que isso produz trevas? Não compreendeis isso, em vossa experiência? Sim, todo Santo o compreende. Se vos tornais sombrios, não sabeis que o inimigo tem ainda maior poder para vos desviar ainda mais do caminho? Então quão depressa o povo iria à destruição, quão depressa iria à ruína!

Direi o que este povo precisa, no que diz respeito à pregação; precisais, figurativamente, que chova forcados, dentes para baixo, deste púlpito, domingo após domingo. Em vez da pregação suave, bela, doce, tranquila, de lábios de veludo, deveríeis ter sermões como estrondos de trovão, e talvez então possamos tirar as escamas de nossos olhos. Este estilo é necessário a fim de salvar muitos deste povo. Dai-lhes pregação suave, e deixai-os deslizar em seus próprios desejos e vontades, e seguirão as tradições de seus antepassados e as inclinações de seus próprios corações iníquos, e cederão à tentação, pouco a pouco, até que, por fim, estejam maduros para a destruição.

Se eu pudesse tirar o véu, e vos deixar ver como as coisas realmente são, saberíeis então tão bem quanto eu sei, e eu as sei tão bem quanto qualquer homem sobre a face da terra precisa saber. Não pediria uma partícula a mais de conhecimento sobre esse assunto do que agora tenho em minha posse, fosse eu capaz de comunicá-lo a este povo, até que melhoremos o conhecimento que já possuímos. Conheço a condição deste povo, sei o que os induz a fazer o que fazem, conheço as molas secretas de suas ações, como estão cercados, as tentações e os males ao seu redor, e quão sujeitos estão a serem desviados, consequentemente, digo-vos, irmãos, que precisais ter os trovões do Todo-Poderoso e os relâmpagos bifurcados da verdade enviados sobre vós, para vos despertar de vosso letargo.

Alguns podem dizer: "O irmão Brigham sempre nos castiga." Mas o que vos digo? Digo que, se há Santos sobre a terra, eles estão aqui, se o reino de Deus está sobre a terra, ele está aqui, se Jesus não é conhecido aqui, não é conhecido sobre a terra, se seu Pai não é conhecido aqui, Ele não é conhecido sobre a terra. Que resulta de tudo isso? Se temos este conhecimento, maior é a vergonha, a menos que vivamos à sua altura, e maior será a nossa condenação. O povo deve ser pregado, mas precisa de algo além do ensino suave. Comparativamente falando, deveriam ter os ouvidos esbofeteados e ser tratados rudemente, expulsos porta afora, e depois expulsos de volta para dentro. A maioria dos Élderes que pregam deste púlpito deveriam ser expulsos dele a pontapés, e depois enfiados de volta a pontapés, até se examinarem a si mesmos e descobrirem o que há de errado com eles.

A massa do povo está toda dormindo junta, ansiando pelo mundo, correndo atrás da iniquidade, desejando isto, aquilo, e aquilo outro, que não é para seu bem.

Ouvis muitos falarem de terem feito sacrifícios; se eu tivesse essa palavra em meu vocabulário, eu a apagaria. Nunca fiz o que chamo de sacrifícios; em minha experiência, nada sei a respeito de fazê-los. Estamos aqui neste mundo iníquo, um mundo envolto em trevas, principalmente conduzido, dirigido, governado, e controlado, do princípio ao fim, pelo poder do nosso inimigo comum—aquele que se opôs a Jesus Cristo e a seu reino—o filho da alva—o diabo. Lúcifer tem quase todo o controle sobre a terra inteira, rege e governa os filhos dos homens e os conduz à destruição. Tem milhões e milhões de agentes; estão em todo lugar, o ar está cheio deles e a terra está cheia deles. Não podeis ir a lugar algum sem encontrar alguns deles, a menos que seja entre alguns poucos Santos que têm fé para os expulsar de seus corações e afeições, de suas casas, e depois de seu meio.

Há alguns lugares assim sobre a terra, mas são muito poucos, comparados com todo o restante do mundo. O mundo está embriagado com sua própria loucura, com sua própria iniquidade.

Sei que vos falei muito asperamente no último sábado, mas isso não prejudica o óleo e o vinho; não, nem uma partícula. Não havia um Santo dos Últimos Dias então ao alcance de minha voz cuja alma não gritasse: "Amém, graças a Deus, glória, aleluia." Precisais de tal pregação como aquela, de dia em dia, até que o lixo que se apega a vós seja varrido, até que vossas mentes estejam sobre algo além das loucuras e vaidades do mundo. Tendes muito a aprender. Pensais que fui rude demais no último domingo? (Vozes: não.) Mesmo assim vos disse apenas uma pequena porção das verdades pertinentes aos assuntos tocados.

Não posso vos dizer toda a verdade, pois não estais em condição de recebê-la; minha voz não é poderosa o bastante para penetrar vossos corações; sozinho não sou capaz de remover as escamas de vossos olhos para que vejais as coisas como são. Posso falar-vos aqui, e difundir meu espírito entre vós, até onde o receberdes. Se tenho o Espírito do Senhor, e vossos corações estão brandos, posso comunicar-vos o que o Senhor tem para vós por meu intermédio; isso é tudo o que posso fazer. Tenho de me apegar a meu Pai, a meu Deus, e a minha religião todos os dias, sim, todo momento de minha vida; tenho de rogar-Lhe e centrar toda a minha confiança, esperanças, e fé nEle, e assim deveríeis vós.

Há uma coisa que desejo deste povo mais do que qualquer outra coisa nesta terra, mais do que ouro, prata, casas, terras, e as riquezas deste mundo, que não se comparam com isso, e é que este povo vivesse de tal modo a conhecer o Pai e o Filho, a conhecer a vontade de Deus a seu respeito, e ser cheio do Espírito Santo, e ter as visões da eternidade abertas a eles. Então minha alma estaria satisfeita; isso é tudo o que poderia pedir-lhes. Não me importo se temos meia ração, ou um quarto de ração, isso é um assunto com o qual pouco me importo. Preferiria que este povo morresse de fome nas montanhas, do que ter o Senhor Todo-Poderoso nos entregado a uma turba maldita e infernal. Preferiria descer à sepultura em paz do que lutar contra uma turba, a menos que o Senhor me desse Santos suficientes para lutar e matar os pobres demônios; em tal caso desejo viver e lutar contra eles. Mas jamais quero ver uma turba novamente expulsar e pisotear os Santos.

Enquanto o irmão Amasa se dirigia ao povo, admirei os princípios que ensinou, e posso aplicá-los a mim mesmo, tanto quanto me dizem respeito; mas não sei como meus filhinhos e filhinhas, agora crescendo em nosso meio, poderiam compreender o que há no mundo, a menos que os enviássemos para fora de modo que pudessem contrastar uma classe com a outra. Quanto a mim, não preciso de uma turba para me ajudar a me purificar; não preciso ouvir outro homem tomar o nome de Deus em vão, a fim de completar minha experiência a respeito da profanidade. Não tenho ocasião para o diabo e seus capangas, nem para ver o rosto de um homem iníquo enquanto viver, a fim de me tornar mais familiarizado com o poder deles. Estarei perfeitamente satisfeito com a glória e a coroa que hei de receber, se não tiver mais familiaridade ou experiência com o poder do diabo, no que me diz respeito.

Se tiver de passar por cenas de dificuldade, tristeza, e aflição, se tivermos de lutar contra o diabo, e eu tiver poder para viver, oro a meu Pai celestial, em nome de Seu Filho Jesus Cristo, que me permita viver para gozar deste privilégio. Se, por necessidade, tiver de passar por guerra e derramamento de sangue, labutas e trabalhos, permiti-me viver, pois amo lutar contra os demônios, mas amo vencê-los. Se eu tivesse o poder, sem dúvida os usaria, talvez em prejuízo dos Santos. Por quê? Porque, se não conheceis a iniquidade, não podeis desfrutar da felicidade que Deus tem reservada para vós.

Pergunta Paulo: "Pecaremos, para que a retidão abunde?" Não, há bastante pecado sem que pequeis. Podemos ter toda a experiência de que precisamos, sem pecar nós mesmos, portanto não pecaremos para que o bem venha, não transgrediremos a lei de Deus para conhecermos o oposto. Não há necessidade de tal procedimento, pois o mundo está cheio de transgressão, e este povo não precisa se misturar com isso.

Podeis discernir entre os justos e os iníquos aqui? Sabeis que falei de uma certa classe de homens que frequentam nossas casas de leis, e todo outro buraco iníquo em que possam entrar; podem eles discernir a diferença entre aqueles que amam a lei de Deus e aqueles que a desprezam? Não. O mais vil pecador da terra que vier com semblante afável, usando os ares que pertencem à etiqueta do dia, vós o recebeis como um homem muito refinado, um belo cavalheiro. Não sabeis que precisais do Espírito do Todo-Poderoso para olhar através de um homem e discernir o que há em seu coração, enquanto seu rosto vos sorri e suas palavras fluem suaves como o óleo? Se tivésseis o poder de Deus sobre vós, poderíeis ver a espada escondida dentro dele, e que, se tivesse o poder, a cravaria em vosso coração e vos destruiria da terra. Encontro muitos homens assim nestas ruas, e nas casas ao redor.

Não sabeis que Jesus disse a verdade quando disse: "Aqueles que não são por nós são contra nós?" Muitos têm o nosso patrocínio e influência, se beneficiam de nossa tolerância, e se enriquecem com o nosso dinheiro, mas, quando este se esgota, o que ouviremos depois? "Apagai-os da face da terra, tirai-os da existência e não deixeis que a terra seja mais infestada por eles, pois não têm dinheiro, nenhuma influência para nós agora; não podem nos patrocinar nem promover, portanto destruí-os da terra." Esse é o espírito do diabo que reina em todo homem que não é Santo de coração. Este princípio iníquo pode permanecer adormecido, aparentemente, ano após ano, escondido na carne, até que aumente a tal ponto que a carne tenha vencido o espírito de luz que Deus neles implantou, quando se exibe, e então o clamor é: "Destruí os Apóstolos de Jesus e cada um de seus verdadeiros seguidores; extirpai aquele clã que nos destruirá a menos que os destruamos; extirpai-os, para que não sejamos mais perturbados por eles."

Suponde que um de meus irmãos tivesse uma grande parentela, muitos irmãos e irmãs próximos e queridos a ele, tão próximos de seus sentimentos quanto um filho é a seu pai ou mãe, e que essa parentela de sangue, abrangendo todos os amigos que tivesse sobre a terra, numa noite tão escura que não pudessem ver uma polegada diante de seus olhos, montassem em seus cavalos, os esporeassem, e partissem à velocidade máxima, por uma estrada em que nem eles nem seus cavalos jamais haviam percorrido uma polegada sequer, não gritaria ele com toda a força de sua voz: "Para onde ides?" Não diria ele: "Estais cavalgando na escuridão e numa estrada que não conheceis?" Poderiam esporear seus cavalos e responder: "Cumpriremos a jornada." Sois vós os indivíduos a quem me refiro. Deixai qualquer um ver pessoas apressando-se rumo à beira de um precipício terrível, centenas de pés de profundidade, e, antes de se darem conta, prestes a saltar no abismo, que sentimentos moveriam o indivíduo que observasse tal cena? Não desejaria ele agarrá-las pelos cabelos da cabeça, se não parassem, e salvá-las se possível?

Assim me sinto a respeito de vós. Sinto vontade de tomar homens e mulheres pelos cabelos da cabeça, figurativamente falando, e atirá-los a quilômetros e quilômetros de distância, e gritar, parai, antes que vos arruineis! Mas não tenho o poder para fazer isto; posso falar-vos um pouco e posso rogar-vos que detenhais vossa corrida louca, e posso pedir a vosso Pai celestial que vos dê a luz de Seu Espírito, e, quando a receberdes, descobrireis que cada palavra que disse no último sábado é verdadeira. Há homens aqui, às dezenas, que não conhecem sua mão direita de sua esquerda, no que diz respeito ao princípio da justiça. Conhece o nosso Sumo Conselho? Não, pois deixarão que homens lhes lancem poeira aos olhos, até que não possais encontrar a centésima milionésima parte de uma onça de bom senso comum neles. Podeis ir aos tribunais dos Bispos, e o que são eles? Um bando de velhas fofoqueiras. Não podem julgar um caso pendente entre duas velhas senhoras, para não falar de um caso entre homem e homem. Já deixamos cair muitos deles, e estamos escolhendo homens jovens. Nós os treinaremos, e lhes diremos para servir a Deus ou apostatar.

Vem o tempo em que a justiça será aplicada ao fio de prumo e a retidão ao nível; quando tomaremos a velha espada larga e perguntaremos: "Sois por Deus?" e, se não estais de coração inteiramente do lado do Senhor, sereis derrubados. Sinto vontade de vos repreender; sois como um jumento selvagem que se empina e quase quebra o pescoço antes de ser domado. Assim é com este povo.

Não vos demos sal suficiente para vos temperar? Fostes adoçados com lábios de veludo, até não distinguirdes o sal de qualquer outra coisa. Ouvireis agora? Se tiver forças e continuar com vontade, virei aqui e vos treinarei todo sábado, e desejo que meus sermões sejam como a chuva de forcados de ponta para baixo, até que despertais de vosso sono e descubrais se sois Santos ou não. Temos uma grande quantidade de peixes-agulha, tubarões, peixes-de-cabeça-de-carneiro, enguias-lampreias, e toda outra espécie de peixe que se possa encontrar, no lago; a rede do evangelho os reuniu, e o que podeis esperar de tal mistura? Podeis esperar o melhor e o pior de toda a criação de Deus misturados aqui. Os tolos se afastarão dos princípios corretos, passarão para o lado dos iníquos, e cessarão de ser justos, para que possam ir ao inferno com os tolos. Desejo que todo homem que se levantar para falar deste púlpito deixe de lado a língua suave e os lábios de veludo, e deixe suas palavras serem como chumbo derretido, para que penetrem nos corações do povo.

Ora, não penseis que vos rejeitei; sois meus irmãos, se tenho algum. Se há Santos na face da terra, estão aqui. Sou um convosco, e, se vos voltardes e disserdes: "O irmão Brigham deveria viver de acordo com sua pregação," respondo, vivo agora de tal forma que não podeis me acompanhar. Não vos aflijais, estou pronto para ser pesado na balança em todos os meus caminhos, com qualquer um de vós. Aprendei a viver a vossa religião dia a dia, e a fazer o certo o tempo todo. Esforcemo-nos por obter mais luz, mais da graça e do poder de Deus, para que nela aumentemos, o que é a minha oração continuamente. Que Deus vos abençoe: Amém.

Como citar este discursoBrigham Young, “A Necessidade de os Santos Viverem à Altura da Luz que lhes Foi Dada”, (1856-03-02). Pulpit Vault, 1856-03-02-young-necessity-of-the-saints. Tradução desta edição, por método de glossário, contentdm.lib.byu.edu.Pulpit Vault, edição de 23 de setembro de 2026 (commit 4bdc6ac627).