Reunir os Pobres
Brigham Young
A respeito dos santos nestes vales, e daqueles que estão no estrangeiro, tenho algumas observações a fazer. As promessas mencionadas pelos irmãos que se dirigiram a vós esta manhã são muito razoáveis — são muito sensatas; prometeram lembrar os pobres em suas orações, e diante de seus irmãos em Sião. Fiz aos santos algumas promessas, e não tenho conhecimento de ter feito nenhuma promessa a eles que não tenha cumprido, ao menos no que me diz pessoalmente respeito. Prometi a mim mesmo que intercederia pelos pobres; assim o fiz — assim tenho continuado a fazer — e espero continuar a interceder pelos santos pobres. Já preguei nos Estados Unidos, nas Províncias Britânicas, e na Ilha da Grã-Bretanha, e invariavelmente prometi aos santos uma bênção, a saber, trabalho árduo, sustento escasso, e bastante perseguição, se apenas vivessem sua religião, e creio que, em geral, estão bem satisfeitos de que esta promessa foi amplamente cumprida. Se os santos não podem perseverar, e perseverar até o fim, não têm razão para esperar a salvação eterna. ¶
Enquanto o irmão Brown falava dos santos na Inglaterra, dizendo que provavelmente seriam bons santos, se fossem amparados, alimentados e acalentados, tive certas reflexões. Reunimos os santos, e reunimos aqueles que são pobres; para quê? Para trazer a efeito a retidão, mas muitos deles se voltam e vão para o diabo. Vou relatar. Antes de chegarmos a Winter Quarters, tínhamos obrigações e contas, contra os santos pobres que emigráramos para a América, no valor de cerca de trinta e cinco mil dólares, e isso também de nossos próprios bolsos individuais — não era dinheiro da Igreja. Mas, enquanto estávamos em Winter Quarters, não creio que se pudesse contar dez pessoas, velhas e jovens, que tivessem sido trazidas da Inglaterra por nossa generosidade. É este fato encorajador ou desanimador? Os pobres honestos ainda sofrem, quero dizer, os pobres do Senhor. Mas podeis tomar os pobres do diabo, e os pobres-diabos, e eles hão de suplicar mil vezes com mais afinco para serem tirados da Inglaterra, para terem seus pés postos em solo americano, do que os pobres do Senhor, ou os pobres honestos. Os pobres do diabo, e os pobres-diabos, dão um jeito de chegar até aqui, enquanto muitos dos pobres do Senhor ficam lá e sofrem, e continuam a sofrer, até deitarem seus corpos e dormirem na sepultura. Milhares e milhares deles farão isso, enquanto aquela porção que clama tão alto por ajuda é a que virá para cá, e depois irá para o diabo. ¶
Se houvesse alguma regra pela qual os pobres honestos, na Inglaterra, pudessem ser distinguidos dos desonestos, se os ricos daquela nação pudessem traçar a linha entre eles, permiti-me dizer-vos que poucos entre os habitantes honestos daquele país sofreriam como agora sofrem, por falta das necessidades comuns da vida. ¶
Qual é a causa de tanto sofrimento ali? Ora, os pobres-diabos obtêm licença para mendigar, e mendigam de casa em casa, fazendo disso uma especulação; mendigam dinheiro, pão e roupas, e depois especulam com isso, e assim abusam de seus amigos e de seus dons. ¶
Há milhares de casas na Inglaterra mantidas por mendigos, tão belas casas quanto quaisquer outras naquele país, e seus proprietários podem andar em sua carruagem de quatro cavalos: que existem tais personagens é bem conhecido entre o povo. Algumas das grandes pensões na Inglaterra são mantidas por eles, e contratam homens, mulheres e crianças para mendigar; são mendigos licenciados. As mulheres tomam emprestado os filhos de seus vizinhos, e os levam consigo para enganar a laboriosa e abastada população, e assim excitam a compaixão, e mendigam de todo passageiro que entra ou sai de um veículo, e talvez voltem para casa duas ou três vezes ao dia, carregados de dinheiro. Isso é bem conhecido pelos ricos, mas não conseguem traçar a linha de distinção entre eles e os pobres honestos, e, por isso, se veem obrigados a sofrer as consequências. ¶
Não fosse por isso, os pobres merecedores seriam alimentados e vestidos na Inglaterra. Se os ricos daquela nação pudessem conhecer a verdade, alimentariam os famintos, e vestiriam os despidos, honestos, justos e virtuosos, da comunidade. Mas não os conhecem, e, se dão um pão ou seis pence, esperam que esteja sendo dado a um pobre-diabo; isto os faz muito cautelosos quanto ao que dão. ¶
Não tem uma desonestidade semelhante o mesmo efeito sobre nós? Tem, e é sobre isso que desejo falar. Por exemplo, um homem na Inglaterra, professando ser Santo dos Últimos Dias, irá a seu irmão na Igreja, e prometerá, da maneira mais sagrada, e chamará Deus e os anjos por testemunhas, e desejará morrer, e não viver para chegar à América, se não for tão pontual em sua palavra quanto um anjo, em pagá-lo de volta em tal época, se ele lhe emprestar dez soberanos para ajudá-lo a chegar à América; outro conseguirá cinco soberanos da mesma maneira; outro suplicará para que se lhe permita tirar tanto de uma caixa de contribuições, prometendo restituí-lo, e dizendo: "Quando chegar aos santos, onde há liberdade, e conseguir trabalho e bom salário, hei de me lembrar de vós, meus irmãos, e mandarei vos buscar"; e, quando chegam aqui, esquecem tudo isso. Assim é com os pobres do diabo; os pobres do Senhor não esquecem seus convênios, ao passo que os pobres do diabo não dão atenção alguma às suas promessas. Temeis que os pobres do diabo apostatem? Não temo isso, embora, mais cedo ou mais tarde, o farão. Podem se agarrar à Igreja por cinco, dez, ou vinte anos, mas, aos poucos, quando não puderem suportar o que o Senhor há de trazer sobre eles, vacilarão e cairão, e serão descartados. ¶
Ora, isto é desanimador para todo homem que tem sido pontual em sua palavra, e feito exatamente o que disse que faria. Encontrareis homens na Inglaterra que, de seus árduos ganhos, a dez xelins por semana, pouparam cinco libras, ou dez libras, dando-as tão livremente a seus irmãos quanto água para beber, dizendo: "Vai agora para a América, e me ajudarás a sair de lá." Mas estes homens esquecem suas palavras, e, quando têm meios, apertam os cordões de sua bolsa, antes de conceder sua caridade àqueles que os ajudaram. ¶
Recebo eu promessas? Sim, os homens me prometem, dizendo: "Se me deixardes ir este ano, pelos meios do Fundo Perpétuo de Emigração, hei de restituir os meios novamente, para que os tenhais para mandar de volta e buscar mais gente." E o que farão, quando chegarem aqui? Roubar nossos vagões e fugir com eles para a Califórnia, e tentar roubar as panelas de forno, as frigideiras, as barracas e as coberturas de vagão; e tomarão emprestados os bois, e fugirão com eles, se não os vigiardes de perto. Fazem todos isso? Não, mas muitos deles tentarão fazê-lo. Detivemos vários este ano que estavam tentando fugir com os vagões, em vez de pagar suas justas dívidas ao Fundo. Ficarão se agarrando, e alegando pobreza e doença, e dizendo que não podem viver sem esta barraca, ou aquele vagão, e, quando o tiverem em sua posse, jamais o devolverão, a menos que sejam obrigados. ¶
Esta conduta é desanimadora para nós. Vou vos dizer um pouco mais; é de fato a vacilação, a má-fé e o mau proceder de pessoas injustas que impedem a reunião dos pobres do Senhor, e essa é a verdade de Deus. Não fosse por isso, os santos seriam reunidos às dezenas de milhares. São os ímpios, os de coração dividido, e o que chamo de mórmons de casca-grossa, que impedem uma reunião mais ampla dos santos. ¶
Fomos razoavelmente bem nesta temporada, e um bom número está vindo, e vou vos dizer como isso está operando sobre mim e sobre o povo. É bem sabido que anualmente lidamos com uma grande quantia de meios, e que os giramos e movemos até que sirvam ao propósito para o qual se destinam. ¶
Ora, posso fazer ao mundo esta única pergunta: já estivemos alguma vez em dívida convosco, e nos recusamos a vos pagar? E todos hão de responder: "Não." Podemos nos voltar aos santos na Inglaterra, na França, na América, ou em qualquer lugar sobre a face de toda a terra; e perguntar-lhes: "Emprestastes-nos dinheiro, ou meios de qualquer tipo, e não estivemos disponíveis para vos pagar?" E hão de responder: "Não." ¶
Quando o irmão Erastus Snow chegou, no dia 1º deste mês, veio pela manhã e me informou que havia me endividado em quase cinquenta mil dólares; disse: "O nome do Presidente Young é tão bom quanto o banco." ¶
Meu nome tem sido usado sem meu consentimento, ou sem que eu soubesse coisa alguma a respeito, e nossos agentes nos endividaram em quase cinquenta mil dólares, com estranhos, comerciantes, negociantes de gado, e nossos irmãos que vêm para cá. ¶
Vou vos contar um pouco a respeito dos irmãos, para vos mostrar a quantidade de confiança que há. ¶
Há homens que chegaram recentemente à cidade, com uma letra de câmbio contra mim, e que me procuraram para o dinheiro à vista, antes mesmo de terem tempo de fazer a barba, ou de se lavarem, dizendo: "Tenho uma letra contra vós, a dez dias, cinquenta dias, ou seis meses de vista," conforme o caso, com: "Por favor, pagai a fulano. Irmão Young, não podeis me dar o dinheiro imediatamente, pois não sei como poderei viver sem ele, ou como poderei tocar meus negócios de forma alguma?" Este é o tipo de confiança que alguns homens têm em mim. Queria mencionar isto. Por quê? Porque sou perseguido; sou como aquele que é a presa deles, pronto para ser devorado. Desejo vos dar um texto para pregardes: "De agora em diante, não atormenteis vossa moela." Vos pagarei quando puder, e não antes. Ora, espero que apostateis, se preferirdes fazê-lo. ¶
São os pobres que têm vosso dinheiro, e, se tendes alguma queixa a fazer, fazei-a contra o Todo-Poderoso, por ter tantos pobres. Não vos devo nada. Tendes meu nome anexado ao papel para ajudar os pobres; se são os pobres do Senhor, os pobres do diabo, ou os pobres-diabos, não me cabe agora julgar. Digo aos irmãos que podem entender aqui hoje que tipo de sagrada confiança alguns deles têm no líder deste povo, embora tenha a felicidade de dizer que tais casos são poucos. Teria vergonha de me unir a um povo, organizado como somos, e ter medo de confiar em seu líder. ¶
Acabou de me ocorrer como os irmãos podem ser aliviados de seu presente dilema, a saber: que cada alma de vós venha à frente, e faça uma doação daquelas letras de câmbio ao Fundo Perpétuo de Emigração. Isso vos aliviará da dívida de imediato, e então podereis vos sentar e vos alegrar, e deitar-vos e dormir contentes. Isto é interceder pelos pobres novamente, e sinto-me obrigado a fazê-lo. ¶
Vou vos dizer o que fiz, pois sei que muitos dos irmãos pensam que estou me edificando a mim mesmo. Estou, mas deixai-me dizer-vos que, se eu não edificar o reino de Deus na terra, jamais espero ser edificado; e não daria as cinzas de uma palha de centeio por nenhum homem neste reino, nem por toda a sua fazenda, se ele não o edificar, e não reunir meios para esse propósito. É verdade que reúno grande quantidade de fazenda ao meu redor; sou obrigado a fazê-lo, não posso evitá-lo. Tenho de alimentar os pobres, tenho de vesti-los e cuidar deles; tenho de ver que tenham casas; e, quando chegarem a merecê-las, precisam ter uma junta de animais, um relógio, uma fazenda, etc., e precisam crescer; mas têm de trabalhar e pagar por tudo isso. ¶
Sabeis que vos preguei um breve sermão sobre caridade no domingo passado. Não estou agora pregando pelos pobres na Inglaterra, mas pelos pobres de Utah; e, em Utah, nenhum homem, nem mulher, merece cinquenta, ou mesmo vinte e cinco centavos, em valor de farinha, um pedaço de carne, uma peça de roupa, ou a posse de qualquer bem, sem pagar por isso com seu trabalho, se for capaz. Isso é para Utah, não para a Inglaterra, a França, a Irlanda, etc. É claro para vós que as circunstâncias de fato me obrigam a fazer o que faço. Alimento eu minhas centenas? Sim, tenho-as alimentado desde que estou nestes vales, desde que pude produzir o grão para isso, o que sempre fiz até este ano, e tenho tido bastante para sobrar, além disso. ¶
Reúno meios ao meu redor, os pobres têm de tê-los, e os faço trabalhar e pagar por eles; isso me torna rico, e não posso evitá-lo. Tenho propriedade à venda, e digo, se algum homem na Inglaterra, ou em qualquer outro lugar, expandir seu coração e afrouxar os cordões de sua bolsa para comprar sessenta e dois mil dólares em valor de minha propriedade individual, tenho-a à venda para ajudar os pobres. Não quero que seja destruída, nem que caia nas mãos de uma turba, mas quero que vá para a edificação do reino de Deus. Preferiria deixá-la ir para as mãos dos santos, e usá-la para pagar aqueles que têm letras de câmbio contra mim. Aqui está o irmão Duel, ele tem uma boa casa, e há muitos outros, ide comprar sua propriedade, e eles tomarão vossas letras e me entregarão. [Aqui muitas vozes se ouviram, em tom baixo, dizendo: "Sim, tomai minha propriedade."] Por que ouço tais respostas de todos os lados? Porque me conhecem, e entendem o "mormonismo" como deveriam. Ide e desfazei-vos de vossas letras de câmbio; é melhor para vós fazerdes isso, do que ter o dinheiro e deixá-lo ir para a destruição, e talvez vós com ele. Quantas dezenas já entraram neste reino, que se lamentaram até a morte, porque Joseph lhes devia cinco dólares? E, contudo, deixariam seu dinheiro ir para as mãos dos inimigos de Cristo, e se sentariam calmamente, e diriam: "Embora tenha perdido aquele dinheiro, ainda estou no reino de Deus." Se for absolutamente necessário, e as circunstâncias não puderem ser controladas, para impedir que o dinheiro vá para as mãos de nossos inimigos, não choraremos por isso, mas o deixaremos ir, e então conseguiremos mais. ¶
Todos os meios em dinheiro que estão nas mãos deste povo deveriam ser mantidos ali, para o benefício e a conveniência do reino de Deus. Para quê? Para fazer avançar a obra dos últimos dias, reunir os santos, pregar o Evangelho, edificar cidades e templos, enviar o Evangelho às partes mais remotas da terra, e revolucionar o mundo inteiro. ¶
Vós que tendes aquelas letras de câmbio, caminhai como homens de Deus, e vede onde podeis comprar propriedade, em vez de levar o dinheiro para colocar nas mãos de algum pobre apóstata, que quer ir para a Califórnia. ¶
Ousa algum de vós vir comprar propriedade? Posso fornecer tanto quanto puderdes comprar. Minha casa ali na colina, já a anunciei para venda, e também minhas terras e celeiro. "Que pedis por ela?" Dezesseis mil dólares; vale isso, e muito mais, pois de fato custou mais. Pode algum de vós comprá-la? Vinde e comprai minha bela propriedade na colina, e porei o resultado no Fundo Perpétuo de Emigração, se me pagardes o dinheiro, e reunirmos os santos, os pobres do Senhor, e os pobres do diabo, e os pobres-diabos, e, quando os tivermos trazido para cá, faremos deles santos, se pudermos, e, se não pudermos, os expulsaremos do reino. ¶
Se todos os irmãos sentissem como alguns sentem, os meios do Fundo Perpétuo cresceriam rapidamente, mas o que fazem? Foi-vos relatado, aqui, na última Conferência, que havia então cinquenta e seis mil dólares devidos ao Fundo Perpétuo de Emigração, por irmãos neste Território; alguns dos devedores fugiram, mas a maioria está aqui. Podem estes homens pagar alguma coisa? Não, são pobres e aflitos; dizem: "Se deixarmos ir nossos bois, como poderemos viver? Se deixarmos ir nossas vacas, nossas famílias hão de sofrer." Como se saíam vossas famílias antes de terdes as vacas? Outro dirá: "Tenho apenas uma parelha de cavalos e um vagão; e não posso pagar a dívida." Prometestes, antes de deixardes a Inglaterra, que a pagaríeis, e empenhastes vossa honra sagrada, e ela está agora empenhada ao Fundo Perpétuo de Emigração. Dizeis que não podeis pagar a dívida; mas sei que podeis, se assim o quiserdes. Vivei sem uma vaca, como costumáveis, pagai com vossas casas e fazendas, e trabalhai até obterdes mais. Esta dívida diminuiu muito pouco desde a última Conferência; não suponho que tenhamos reunido mais do que mil dólares dela, e, nesta temporada, mais cerca de quarenta e nove mil dólares se somaram a ela. Calculo que isso há de repousar sobre meus ombros, mas são tão inclinados, como podeis observar, que escorrega, e então o expulso a pontapés dos calcanhares. O dinheiro há de aparecer, e tudo estará bem, tudo estará certo; não estou desanimado. ¶
Tenho uma palavra a dizer a outra porção da comunidade, alguns dos quais talvez estejam aqui hoje. Muitos dos irmãos estão endividados com o escritório do dízimo; e tenho bastante a receber; e pretendo apertar-vos, pois pretendemos fazer-vos pagar estas dívidas nesta temporada. Um homem diz: "Devo dinheiro à Igreja, é verdade, mas creio que hei de quebrar e não pagá-lo." Querem colocar seu dinheiro no cofre, e depois quebrar. Se devessem a um gentio, pagariam suas dívidas, trabalhariam, e labutariam, e se esforçariam, dia e noite, para pagar seu inimigo; mas, quando devem à Igreja e ao reino de Deus, podem deitar-se e dormir em paz, embora devam milhares de dólares, e dizer: "Ora! bem, é tudo em família, somos todos um, não importa se a dívida é paga ou não." Quero que compreendais plenamente que pretendo apertar-vos, e vós que deveis há anos, se não pagardes agora e nos ajudardes, penhoraremos vossa propriedade, e tomaremos cada centavo que tiverdes na terra. Quero ver se posso fazer alguns de vós apostatarem; e o farei, se puder, ensinando doutrina sã, e defendendo princípios corretos; pois estou cansado de homens que estão eternamente explorando seus irmãos, e tirando vantagem deles, e, ao mesmo tempo, fingindo ser santos, até obterem vantagem sobre este povo, e então estão prontos para partir. Quero que partais agora; dou-vos esta palavra de aviso, preparai-vos para pagar a dívida que deveis à Igreja. ¶
Se eu tivesse o dinheiro devido à Igreja por alguns poucos indivíduos, poderia pagar cada uma de nossas dívidas individuais, e a dívida da Igreja, e ter algumas dezenas de milhares à minha disposição para operar; e, em tais circunstâncias, poderia operar com alguma vantagem, e beneficiar grandemente a Igreja. Mas parece que há muitos zangões na colmeia, decididos a amarrar as mãos daqueles que dirigem os assuntos deste reino, e quanto mais depressa forem expulsos, melhor. ¶
Já vos dei algumas razões pelas quais as coisas são tão lentas e tardias em seu progresso, no que diz respeito à reunião dos santos. Que os pobres santos se esforcem por induzir os ricos a terem confiança neles, mantendo sua palavra, e pagando pontualmente aqueles que lhes emprestam dinheiro. Lamento dizer que nem sempre é este o caso. Os pobres estão cheios de idolatria, tanto quanto os ricos, e cobiçam os meios daqueles que os ajudaram; os ricos, também, têm o mesmo espírito de idolatria, e se apegam ao que têm. Que os pobres sejam honestos, que os ricos sejam liberais, e façam seus planos para ajudar os pobres, para edificar o reino de Deus, e, ao mesmo tempo, se enriquecerem, pois esse é o caminho para edificar o reino de Deus. Que o Senhor vos abençoe. Amém. ¶