\"Segue o profeta, não vais errar\"
Michael John U. Teh
Seguir o profeta
Em outubro de 2024, o presidente Dallin H. Oaks nos deu o seguinte conselho: “Seguir a Cristo não é uma prática descuidada ou ocasional. É um compromisso contínuo e um modo de vida que se aplica a todos os momentos e em todos os lugares. Seu exemplo e Seus ensinamentos definem o caminho de cada discípulo de Jesus Cristo; e todos são convidados a trilhar esse caminho.”4 ¶
A cultura do evangelho
Meus pais nasceram nas Filipinas, mas ambos tinham ascendência chinesa. Como quase todas as pessoas nas Filipinas, eles adotaram a religião predominante do meu país natal. Assim, nossa família desfrutava de uma mistura saudável de diferentes práticas e tradições familiares, étnicas e religiosas que influenciavam nossa vida diária. ¶
Quando meus pais se filiaram à Igreja, eles mal sabiam que estavam adotando um outro conjunto de valores e tradições — a cultura do evangelho, com base no plano de salvação, nos mandamentos de Deus e nas palavras dos profetas vivos. Com o tempo, à medida que nossa família se esforçava para adotar plenamente o evangelho, meus pais descobriram que algumas de nossas tradições mais queridas não eram condizentes com a cultura do evangelho. Eles perceberam que precisavam fazer uma escolha. ¶
E assim começou a difícil tarefa de eliminar de nossa família as tradições e práticas culturais que eram contrárias à cultura do evangelho. Imaginem a imensa pressão que meus pais receberam dos familiares e dos amigos para manter certas tradições mesmo que fossem contrárias ao evangelho. ¶
Sou muito grato por eles terem exercido fé e escolhido guardar seus convênios. Foi um processo longo e difícil. Mesmo quando saí de casa para morar sozinho, eles ainda estavam trabalhando nisso. Embora nossa família ainda não fosse perfeita, havíamos progredido muito. Essa experiência me ensinou que adotar a cultura do evangelho significava simplesmente guardar nossos convênios. ¶
O presidente Oaks ensinou: ¶
“O evangelho de Jesus Cristo desafia-nos a mudar. O ‘arrependimento’ é a mensagem que ouvimos mais frequentemente, e arrepender-se significa abandonar todas as nossas práticas — pessoais, familiares, étnicas e nacionais — que sejam contrárias aos mandamentos de Deus. O propósito do evangelho é transformar criaturas comuns em cidadãos celestiais, e isso requer mudança. (…) ¶
O poder fortalecedor e capacitador da Expiação de Jesus Cristo
Há algumas semanas, um presidente de estaca no Japão sentiu que deveríamos visitar um homem diagnosticado com câncer. Apesar de ele passar por tratamento, o câncer continuou a se espalhar. Em situações como essa, tenho dificuldade para saber o que dizer. Então, por vários dias, implorei pela ajuda do Senhor. Imaginei que o homem estivesse abatido e devastado. Esperei que ele nos perguntasse por que o Senhor lhe dera aquela provação. Achei que ele estaria sem esperança e talvez até um pouco zangado. O dia da visita chegou, e eu ainda não sabia o que dizer. Quando finalmente nos conhecemos, fiquei completamente surpreso. Quem estava diante de mim não era de modo algum o homem que eu havia imaginado. Seu semblante estava radiante e feliz. Não havia amargura, e ele nunca perguntou o porquê. ¶
Recentemente, tive experiências muito semelhantes com membros que moram na Coreia. Minha intenção era ministrar às pessoas. No entanto, no final de minhas visitas, senti que era eu quem estava sendo ministrado. ¶
Jesus Cristo fortaleceu cada uma dessas pessoas para que perseverassem em suas provações. Conforme ensinou o presidente Oaks: “Nosso Salvador experimentou e sofreu a plenitude de todas as provações mortais. (…) Portanto, Ele conhece nossas dificuldades, nossas tentações, nossos contratempos e nosso sofrimento, pois voluntariamente experimentou-os todos como parte fundamental de Sua Expiação. E, por esse motivo, Sua Expiação dá-Lhe o poder de socorrer-nos — de dar-nos as forças para suportar tudo isso.”6 ¶
“Vós sois a luz do mundo”
Há dois anos, minha família e eu fomos convidados a morar em Hong Kong, que é conhecida por seus edifícios altos. Nosso prédio era ofuscado por edifícios muito mais altos ao redor. Então, eu estava preparado para viver nas sombras. Imaginem minha alegria ao acordar e ver os raios do sol da manhã brilhando através de nossas janelas. Essa experiência simples encheu minha alma de imensa alegria e gratidão. ¶
Quando finalmente me recompus, fiquei muito confuso. Nossas janelas não estavam voltadas para o leste. Como foi que conseguimos receber o sol da manhã? Após investigar melhor, descobri que os raios do sol estavam sendo refletidos para dentro do nosso apartamento pelo alto edifício à nossa frente. Fui lembrado de que, quando me esforço para seguir o Salvador, Ele me usa para abençoar outras pessoas. Por meio do meu exemplo e serviço ao próximo, elas sentirão o amor que o Salvador tem por elas. ¶
Como aprendemos no livro de Mosias, “um vidente, porém, pode saber tanto de coisas passadas como de coisas futuras; e por meio deles todas as coisas serão reveladas, ou seja, coisas secretas serão manifestadas e coisas ocultas virão à luz; e darão a conhecer coisas que não são conhecidas; e também manifestarão coisas que, de outra maneira, não poderiam ser conhecidas.”9 ¶
Testifico que somos guiados hoje por um profeta vivo, o presidente Dallin H. Oaks. Ele, os conselheiros na Primeira Presidência e o Quórum dos Doze Apóstolos são de fato profetas, videntes e reveladores. Sinto-me grato por ter participado da assembleia solene esta manhã. Meus queridos irmãos e irmãs, especialmente vocês, meus queridos jovens amigos, quando seguimos seus ensinamentos e seu exemplo, estamos seguindo nosso Salvador, Jesus Cristo. Presto testemunho disso no sagrado nome de Jesus Cristo, amém. ¶
Notes
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"Segue o profeta", Músicas para Crianças, p. 58. ↩
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Dallin H. Oaks, "Seguir a Cristo", Liahona, novembro de 2024, p. 23. ↩
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Dallin H. Oaks, "Arrependimento e mudança", A Liahona, novembro de 2003, pp. 37–38. ↩
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Dallin H. Oaks, "Fortalecidos pela Expiação de Jesus Cristo", A Liahona, novembro de 2015, pp. 61–62. ↩
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Dallin H. Oaks, "A luz e a vida do mundo", A Liahona, janeiro de 1988, p. 63. ↩
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Ver Ezequiel 33:2–7. ↩