Pulpit

Hoje, ao profeta louvemos

Kyle S. McKay

Conferência Geral de Outubro de 2024·Saturday Evening Session·2024-10-05

Meu propósito hoje e sempre é prestar testemunho de Jesus Cristo, de que Ele é o Filho de Deus, o Criador e Salvador do mundo, nosso Libertador e Redentor. Uma vez que “os princípios fundamentais de nossa religião são o testemunho dos apóstolos e profetas a respeito de Jesus Cristo”,1 hoje compartilho com vocês meu conhecimento e meu testemunho do Salvador e de que modo eles foram fortalecidos e aprofundados pela vida e pelos ensinamentos de um importante apóstolo e profeta.

O início da sabedoria

Na manhã de um lindo e claro dia na primavera de 1820, Joseph Smith, de 14 anos de idade, foi a um bosque próximo à casa de sua família para orar sobre seus pecados e para perguntar a qual igreja ele deveria se filiar. Sua oração sincera, oferecida com fé inabalável, recebeu a atenção das forças mais poderosas do Universo, incluindo o Pai e o Filho. E o diabo. Cada um deles tinha um profundo interesse naquela oração e naquele menino.

O que hoje chamamos de Primeira Visão marcou o início da Restauração de todas as coisas nesta última dispensação. Porém, para Joseph, a experiência foi também pessoal e preparatória. Tudo o que ele queria era perdão e orientação. O Senhor lhe proveu ambas as coisas. A instrução de não se unir a qualquer das igrejas2 foi orientadora. As palavras “Os teus pecados te são perdoados”3 foram redentoras.

Apesar de todas as belas verdades que poderíamos aprender com a Primeira Visão, talvez a principal lição de Joseph tenha sido simplesmente: “[Eu] descobrira ser verdadeiro o testemunho de Tiago: que um homem que necessitasse de sabedoria podia pedi-la a Deus e obtê-la”.4

Como observou um estudioso, “hoje, a mais importante mensagem da Primeira Visão é saber que é da natureza de Deus dar sabedoria àqueles que necessitam dela. (…) O Deus que Se revelou a Joseph Smith no Bosque Sagrado é um Deus que responde aos adolescentes em momentos de dificuldades”.5

A experiência de Joseph no bosque lhe deu confiança para pedir perdão e orientação por toda a vida. A experiência dele também dá a mim confiança para pedir perdão e orientação por toda a minha vida.

Arrependimento constante

Em 21 de setembro de 1823, Joseph orou fervorosamente por perdão, confiante de que, por causa de sua experiência no bosque três anos antes, o céu responderia novamente.6 E respondeu. O Senhor enviou um anjo, Morôni, para instruir Joseph e informá-lo sobre um registro antigo que ele posteriormente traduziria pelo dom e poder de Deus, o Livro de Mórmon.

Quase 13 anos depois, Joseph e Oliver Cowdery se ajoelharam em oração solene e silenciosa no recém-dedicado Templo de Kirtland. Não sabemos sobre o que eles oraram, mas a oração deles provavelmente incluía um pedido de perdão, pois, quando se levantaram, o Salvador apareceu e declarou: “Eis que perdoados vos são vossos pecados; estais limpos diante de mim”.7

Nos meses e anos após essa experiência, Joseph e Oliver pecariam novamente. E novamente. Porém, naquele momento, por aquele momento, em resposta ao pedido deles e em preparação para a gloriosa restauração das chaves do sacerdócio que estava prestes a acontecer, Jesus os tornou sem pecado.

A vida de arrependimento constante de Joseph lhe deu coragem para chegar “com confiança ao trono da graça, para que [pudesse] alcançar misericórdia”.8 Aprendi que Jesus Cristo está verdadeiramente “predisposto a perdoar”.9 Não é Sua missão nem Sua natureza condenar. Ele veio para salvar.10

Perguntar ao Senhor

Como parte da prometida “restauração de todas as coisas”,11 o Senhor, por intermédio de Joseph Smith, trouxe à luz o Livro de Mórmon e outras revelações que contêm a plenitude de Seu evangelho. Clareza e completude foram dadas a verdades essenciais à medida que Joseph pedia repetidamente orientação ao Senhor. Pensem no seguinte:

  • O Pai e o Filho têm um corpo de carne e ossos “tão tangível como o do homem”.12

  • Jesus tomou sobre Si não apenas os nossos pecados, mas também as nossas dores, nossas aflições e nossas enfermidades.13

  • Sua Expiação foi tão dolorosa que fez com que Ele sangrasse por todos os poros.14

  • Somos salvos por Sua graça “depois de tudo o que pudermos fazer”.15

  • Existem condições para a misericórdia de Cristo.16

  • À medida que nos achegarmos a Cristo, Ele não só perdoará nossos pecados, mas também mudará nossa própria natureza, de modo que “não [teremos] mais disposição para praticar o mal”.17

  • Cristo sempre ordenou a Seu povo que construísse templos,18 onde Ele Se manifesta a eles19 e os investe de poder do alto.20

Testifico que todas essas coisas são verdadeiras e necessárias. Elas representam apenas uma pequena parte da plenitude que foi restaurada por Jesus Cristo por intermédio de Joseph Smith em resposta aos pedidos recorrentes de Joseph por orientação.

O progresso desse reino

Em 1842, Joseph escreveu coisas incríveis que aconteceriam nesta última dispensação. Ele declarou que, em nossos dias, “o Sacerdócio celeste se unirá com o terreno para levar a efeito esses grandes propósitos; e, enquanto estivermos assim unidos em uma causa comum para levar adiante o reino de Deus, o Sacerdócio celeste não será um espectador ocioso”.21

Ao seu amigo Benjamin Johnson, Joseph disse: “Benjamin, [se eu morrer], não [estarei] longe de você e, se estivesse do outro lado do véu, ainda [estaria] trabalhando com você e com um poder muito maior para fazer este reino avançar”.22

Em 27 de junho de 1844, Joseph Smith e seu irmão Hyrum foram assassinados. O corpo de Joseph foi sepultado, mas seu testemunho continua reverberando ao redor do mundo e em minha alma.

“Eu tivera uma visão; eu sabia-o e sabia que Deus o sabia e não podia negá-la.”23

“Eu nunca disse que era perfeito, mas não há erro nas revelações que ensinei.”24

“Os princípios fundamentais de nossa religião são o testemunho dos apóstolos e profetas a respeito de Jesus Cristo, que Ele morreu, foi sepultado, ressuscitou no terceiro dia e ascendeu ao céu; todas as outras coisas de nossa religião são meros apêndices disso.”25

O que foi dito sobre João Batista também pode ser dito de Joseph Smith: “Houve um homem enviado de Deus, cujo nome era [Joseph]. (…) Não era ele a luz; mas veio para que testificasse da luz”, “para que todos cressem por intermédio dele”.26

Eu creio. Creio e tenho certeza de que Jesus é o Cristo, o Filho do Deus vivo. Testifico que o Deus vivo é nosso amoroso Pai. Sei disso porque a voz do Senhor falou a mim, bem como a voz de Seus servos, os apóstolos e profetas, inclusive e começando com Joseph Smith.

Testifico que Joseph Smith foi e é um profeta de Deus, uma testemunha e um servo do Senhor Jesus Cristo. Ele foi abençoado para abrir esta última dispensação,27 e somos abençoados por ele ter feito isso.

O Senhor ordenou a Oliver e a todos nós: “Apoia fielmente meu servo Joseph”.28 Testifico que o Senhor apoia Seu servo Joseph e a Restauração realizada por meio dele.

Joseph Smith agora faz parte do sacerdócio celestial do qual ele falou. Como prometeu a seu amigo, ele não está longe de nós e, no outro lado do véu, ele ainda está trabalhando conosco e com um poder muito maior para levar este reino avante. Com alegria e gratidão, levanto minha voz em louvor ao profeta Joseph, o homem que esteve em comunhão com Jeová.29 E, acima de tudo, rendo louvor a Jeová, que esteve em comunhão com esse homem! Em nome de Jesus Cristo, amém.

Notes

  1. Ensinamentos dos Presidentes da Igreja: Joseph Smith, 2007, p. 52. ↩

  2. Ver Joseph Smith—História 1:19. ↩

  3. Joseph Smith, History, por volta do verão de 1832, p. 3, josephsmithpapers.org. ↩

  4. Joseph Smith—História 1:26. ↩

  5. Steven Harper, em Spencer W. McBride, anfitrião, The First Vision: A Joseph Smith Papers Project, podcast, episódio 6, "I Had Seen a Vision", Joseph Smith Papers Project, 16 de maio de 2024, ChurchofJesusChrist.org. ↩

  6. Ver Joseph Smith—História 1:28–29. ↩

  7. Doutrina e Convênios 110:5. ↩

  8. Hebreus 4:16. ↩

  9. Lectures on Faith, 1985, p. 42. ↩

  10. Ver João 3:17; 8:3–11. ↩

  11. Atos 3:21. ↩

  12. Doutrina e Convênios 130:22. ↩

  13. Ver Alma 7:11–12. ↩

  14. Ver Doutrina e Convênios 19:18. ↩

  15. 2 Néfi 25:23. ↩

  16. Ver Mosias 4:8; Alma 42:13, 23–24. ↩

  17. Mosias 5:2. ↩

  18. Ver Doutrina e Convênios 124:39. ↩

  19. Ver Doutrina e Convênios 109:5; 110:7–8. ↩

  20. Ver Doutrina e Convênios 43:16; 109:22. ↩

  21. Ensinamentos: Joseph Smith, p. 539. ↩

  22. Joseph Smith, em carta de Benjamin F. Johnson a George S. Gibbs, por volta de 1903, Biblioteca de História da Igreja, Salt Lake City. ↩

  23. Joseph Smith—História 1:25. ↩

  24. Ensinamentos: Joseph Smith, p. 547. ↩

  25. Ensinamentos: Joseph Smith, pp. 52–53. ↩

  26. João 1:6, 8, 7. ↩

  27. Ver "Praise to the Man", Hymns, nº 27. ↩

  28. Doutrina e Convênios 6:18. ↩

  29. Ver Hymns, nº 27. ↩

Como citar este discursoKyle S. McKay, “Hoje, ao profeta louvemos”, Conferência Geral de Outubro de 2024, Saturday Evening Session (2024-10-05). Pulpit Vault, 2024-10-mckay-the-man-who-communed-with-jehovah. Tradução oficial da Igreja, churchofjesuschrist.org.Pulpit Vault, edição de 23 de setembro de 2026 (commit 4bdc6ac627).