Assegurar um julgamento justo
James R. Rasband
O Livro de Mórmon ensina a doutrina de Cristo
Em outubro passado, o presidente Russell M. Nelson nos desafiou a ponderar como nossa vida seria diferente se “o conhecimento que [adquirimos] com o Livro de Mórmon fosse retirado de [nós] inesperadamente”.1 Ponderei sobre essa questão, assim como tenho certeza de que muitos de vocês também o fizeram. Um pensamento tem sido constante: sem o Livro de Mórmon e sua clareza sobre a doutrina de Cristo e Seu sacrifício expiatório, onde encontraríamos paz? ¶
A doutrina de Cristo — que consiste nos princípios e nas ordenanças de salvação, ou seja, a fé em Cristo, o arrependimento, o batismo, o dom do Espírito Santo e perseverar até o fim — é ensinada várias vezes em todas as escrituras da Restauração, mas com poder particular no Livro de Mórmon.2 A doutrina começa com fé em Cristo, e cada um de seus elementos depende da confiança em Seu sacrifício expiatório. ¶
Como o presidente Nelson ensinou: “O Livro de Mórmon fornece a mais completa e fidedigna compreensão que podemos encontrar a respeito da Expiação de Jesus Cristo”.3 Quanto mais entendermos a respeito do dom sublime do Salvador, mais passaremos a conhecer, em nossa mente e em nosso coração,4 a realidade da certeza do presidente Nelson de que “as verdades contidas no Livro de Mórmon têm o poder de curar, confortar, restaurar, socorrer, fortalecer, consolar e alegrar nossa alma”.5 ¶
A Expiação do Salvador atende a todos os requisitos da justiça
Uma contribuição do Livro de Mórmon que é crucial e que proporciona paz à nossa compreensão da Expiação do Salvador é o ensinamento de que o sacrifício misericordioso de Cristo cumpre todos os requisitos da justiça. Conforme ensinou Alma: “O próprio Deus expia os pecados do mundo, para efetuar o plano de misericórdia, para satisfazer os requisitos da justiça, a fim de que Deus seja um Deus perfeito, justo e também um Deus misericordioso”.6 O plano de misericórdia do Pai7, o que as escrituras também chamam de plano de felicidade8 ou plano de salvação9, não poderia ser cumprido a menos que todos os requisitos da justiça fossem atendidos. ¶
Mas, quais são exatamente os “requisitos da justiça”? Ponderem a própria experiência de Alma. Lembrem-se de que quando jovem, ele procurava “destruir a igreja”.10 De fato, Alma falou a seu filho, Helamã, que ele havia sido “atormentado com as penas do inferno” porque havia efetivamente “assassinado muitos [dos filhos de Deus]”, levando-os “à destruição”.11 ¶
Alma explicou a Helamã que finalmente teve paz quando “[fixou] a mente” nos ensinamentos de seu pai “sobre a vinda de (…) Jesus Cristo (…) para expiar os pecados do mundo”.12 Alma, então arrependido, clamou pela misericórdia de Cristo13 e então sentiu alegria e alívio ao perceber que Cristo havia expiado por seus pecados e pagado por todos os requisitos da justiça. Novamente, o que a justiça teria exigido de Alma? Como o próprio Alma ensinou posteriormente, “nenhuma coisa impura pode herdar o reino de Deus”.14 Assim, parte do alívio sentido por Alma deve ter sido porque, a menos que a misericórdia intercedesse, a justiça o teria impedido de voltar a viver com o Pai Celestial.15 ¶
O Salvador cura as feridas que não podemos curar
Mas, será que a alegria de Alma se concentrava apenas nele mesmo –— no fato de ele ter evitado sua punição e de ele poder voltar ao Pai? Sabemos que Alma também agonizou por causa daqueles a quem ele havia desviado da verdade.16 Mas o próprio Alma não conseguia curar e restaurar todos aqueles que ele havia desviado. Ele próprio não podia garantir que lhes fosse dada uma oportunidade justa para que aprendessem a doutrina de Cristo e fossem abençoados por viverem os seus alegres princípios. Ele não podia trazer de volta aqueles que talvez houvessem morrido ainda cegos pelo seu falso ensinamento. ¶
Como o presidente Boyd K. Packer ensinou certa vez: “O pensamento que resgatou Alma (…) foi este: ‘Restaurar o que não se pode restaurar, curar a ferida que não se pode curar, consertar o que se estragou e não pode ser consertado é o propósito do sacrifício expiatório de Cristo’”.17 A alegre verdade sobre a qual a mente de Alma havia sido “fixada” não era que apenas ele poderia ser limpo, mas que aqueles a quem ele havia prejudicado também poderiam ser curados e aperfeiçoados. ¶
O sacrifício do Salvador assegura um julgamento justo
Anos antes de Alma ser resgatado por essa doutrina reconfortante, o rei Benjamim havia ensinado sobre a amplitude da cura oferecida pelo sacrifício expiatório do Salvador. O rei Benjamim declarou que “boas novas de grande alegria” foram dadas a ele “por um anjo de Deus”.18 Dentre essas boas novas estava a verdade de que Cristo sofreria e morreria por nossos pecados e erros para assegurar que “[recaísse] um julgamento justo sobre os filhos dos homens”.19 ¶
O que exatamente é necessário para um “julgamento justo”? No versículo seguinte, o rei Benjamim explica que, para assegurar um julgamento justo, o sangue do Salvador expiou “os pecados dos que caíram pela transgressão de Adão” e daqueles “que morreram sem conhecer a vontade de Deus acerca de si mesmos ou que pecaram por ignorância”.20 Um julgamento justo também exige, ele ensinou, que “o sangue de Cristo [expie]” os pecados das criancinhas.21 ¶
Essas escrituras ensinam uma doutrina gloriosa: o sacrifício expiatório do Salvador cura, como uma dádiva gratuita, aqueles que pecam em ignorância, aqueles a quem, como Jacó ensinou, “nenhuma lei é dada”.22 A responsabilidade pelo pecado depende do conhecimento que recebemos e da nossa capacidade de exercer o arbítrio.23 Conhecemos essa cura e essa verdade reconfortante apenas por causa do Livro de Mórmon e de outras escrituras da Restauração.24 ¶
Certamente, quando uma lei é dada, quando não somos ignorantes a respeito da vontade de Deus, somos responsáveis por nossos atos. Como o rei Benjamim enfatizou: “Mas ai daquele que sabe que se rebela contra Deus! Porque a nenhum desses será concedida salvação, a não ser pelo arrependimento e fé no Senhor Jesus Cristo”.25 ¶
Alma deve ter “fixado a mente” em ambas as verdades. Será que ele teria verdadeiramente sentido o que descreveu como uma “[bela] (…) alegria”27 se tivesse pensado que Cristo o salvou, mas abandonou para sempre aqueles que ele havia desviado da verdade? Definitivamente, não. Para Alma sentir paz completa, aqueles que ele prejudicou também precisavam da oportunidade de serem curados. ¶
Mas como exatamente eles — ou aqueles a quem prejudicamos — podem ser curados? Embora não compreendamos completamente os mecanismos sagrados pelos quais o sacrifício expiatório do Salvador cura e restaura, sabemos que, para assegurar um julgamento justo, o Salvador afastará a névoa de ignorância e os dolorosos espinhos causados por outras pessoas.28 Com isso Ele garante que todos os filhos de Deus tenham a oportunidade, com visão desobstruída, de escolher segui-Lo e aceitar o grande plano de felicidade.29 ¶
O Salvador vai consertar tudo o que quebramos
São essas verdades que trouxeram paz a Alma. E são essas verdades que devem nos trazer grande paz também. Como homens e mulheres naturais, decepcionamos ou até magoamos outras pessoas e isso causa sofrimento. Como qualquer pai pode testificar, a dor associada aos nossos erros não é simplesmente o medo de nossa própria punição, mas o medo de que tenhamos limitado a alegria de nossos filhos ou, de algum modo, impedido que eles vejam e compreendam a verdade. A promessa gloriosa do sacrifício expiatório do Salvador é que, no que diz respeito a nossos erros como pais, Ele não culpa nossos filhos e promete cura para eles.30 E mesmo quando eles pecarem contra a luz — assim como todos nós —, Seu braço de misericórdia estará estendido31 e Ele os redimirá se apenas olharem para Ele e viverem.32 ¶
Embora o Salvador tenha poder para consertar o que não podemos consertar, Ele nos ordena que façamos tudo o que pudermos para que a restituição seja parte de nosso arrependimento.33 Nossos pecados e erros não só prejudicam nosso relacionamento com Deus, mas também nosso relacionamento com outras pessoas. Às vezes, nossos esforços para curar e restaurar podem ser tão simples quanto pedir desculpas; mas, em outros casos, a restituição pode exigir anos de esforço humilde.34 Ainda assim, para muitos de nossos pecados e erros, simplesmente não conseguimos curar plenamente aqueles a quem prejudicamos. A promessa do Livro de Mórmon e do evangelho restaurado, que é magnífica e traz paz, é que o Salvador vai consertar tudo o que quebramos.35 E Ele também nos consertará se nos voltarmos a Ele com fé e nos arrependermos do mal que causamos.36 Ele oferece essas dádivas porque ama a todos nós com um amor perfeito37 e porque Ele está comprometido em assegurar um julgamento justo que honre tanto a justiça quanto a misericórdia. Testifico que isso é verdade. Em nome de Jesus Cristo. Amém. ¶
Notes
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Russell M. Nelson, "Considerações finais", Liahona, novembro de 2019, p. 122. ↩
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Ver 2 Néfi 31; 3 Néfi 11:28, 32, 35, 39–40; Doutrina e Convênios 10:62–63, 67–70; 68:25; Moisés 6:52–54; 8:24; Regras de Fé 1:4. ↩
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Russell M. Nelson, "Como seria sua vida sem o Livro de Mórmon?", A Liahona, novembro de 2017, p. 62. ↩
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Russell M. Nelson, "Como seria sua vida sem o Livro de Mórmon?", p. 62. ↩
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Ver Alma 42:15. ↩
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Ver Alma 24:14; Moisés 6:62. ↩
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Ver Alma 36:18. ↩
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Alma 40:26; ver também 1 Néfi 15:34; Alma 7:21; 11:37; Helamã 8:25. ↩
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Ver 3 Néfi 27:19; ver também Moisés 6:57. ↩
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Ver Alma 36:14–17. ↩
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Ver Boyd K. Packer, "A radiante manhã do perdão", A Liahona, janeiro de 1996, pp. 19–20. ↩
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Mosias 3:10; grifo do autor. ↩
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Mosias 3:11; ver também 2 Néfi 9:26. ↩
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Mosias 3:16; ver também Mosias 15:25; Morôni 8:11–12, 22. ↩
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Ver 2 Néfi 2:26–27; Helamã 14:29–30. ↩
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Ver Regras de Fé 1:2; ver também Doutrina e Convênios 45:54. Ao falar a respeito da doutrina de batismo pelos mortos, o profeta Joseph disse certa vez: "Embora uma parte da raça humana julgue e condene a outra sem misericórdia, o Grande Pai do universo contempla toda a família humana com cuidado, carinho e atenção paternos; Ele a vê como sua descendência. (…) Ele é um sábio Legislador e julgará todos os homens, não de acordo com as noções mesquinhas e estreitas dos homens. (…) Ele os julgará 'não de acordo com o que não têm, mas de acordo com o que têm', os que viveram sem lei serão julgados sem lei, e os que tiveram a lei serão julgados por essa lei. Não precisamos duvidar da sabedoria e inteligência do Grande Jeová; Ele concederá julgamento ou misericórdia a todas as nações de acordo com seus vários méritos, seus meios de obter inteligência, as leis pelas quais foram governados, as condições que lhes foram concedidas para obter informações corretas e (…) todos teremos que confessar no final que o Juiz de toda a Terra agiu corretamente" (Ensinamentos dos Presidentes da Igreja: Joseph Smith, 2007, pp. 42, 426). ↩
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Mosias 3:12; ver também 2 Néfi 9:27. ↩
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Ver Mosias 3:12; Helamã 14:30; Morôni 8:10; Doutrina e Convênios 101:78. Indivíduos podem ser ignorantes a respeito de certos mandamentos e convênios, ou não ser capazes de exercer o arbítrio em algumas circunstâncias, mas ainda ser responsáveis em outras circunstâncias por causa da Luz de Cristo que possuem (ver 2 Néfi 9:25; Morôni 7:16–19). O Salvador, que é nosso juiz e que assegura um julgamento justo, vai distinguir essas circunstâncias (ver Mórmon 3:20; Moisés 6:53–57). E Ele pagou o preço para ambos — o primeiro incondicionalmente e o segundo sob a condição do arrependimento. ↩
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Ver Mosias 3:11; ver também D. Todd Christofferson, "Redenção", A Liahona, maio de 2013, p. 109; Alma 7:11–12 ("Ele tomará sobre si as dores e as enfermidades de seu povo. (…) E tomará sobre si as suas enfermidades"); Isaías 53:3–5 ("Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades"); 61:1–3 ("O Senhor me ungiu para (…) restaurar os contritos de coração, (…) ordenar aos tristes de Sião que se lhes dê grinalda por cinza, óleo de alegria por tristeza"). É instrutivo que o Salvador tenha citado esses versículos de Isaías ao anunciar ser o Messias: "Hoje se cumpriu esta escritura em vossos ouvidos" (ver Lucas 4:16–21). ↩
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No mundo espiritual, "o evangelho é pregado aos que não o conheceram, aos que não se arrependeram e aos rebeldes para que possam ser libertados da escravidão e prosseguir rumo às bênçãos que o Pai Celestial tem reservadas para eles" (Dallin H. Oaks, "Confia no Senhor," Liahona, novembro de 2019, p. 27). Ver 1 Pedro 4:6; 2 Néfi 2:11–16; Doutrina e Convênios 128:19; 137:7–9; 138:31–35. ↩
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Ver Moisés 6:54. O presidente M. Russell Ballard ensinou esta doutrina com relação ao suicídio: "Somente o Senhor conhece todos os detalhes e é Ele quem julgará nossas ações aqui na Terra. Quando nos julgar, sinto que levará tudo em consideração: nossa composição genética e química, nosso estado mental, nossa capacidade intelectual, os ensinamentos que recebemos, as tradições de nossos pais, nossa saúde e assim por diante. Aprendemos nas escrituras que o sangue de Cristo vai expiar os pecados dos homens 'que morreram sem conhecer a vontade de Deus acerca de si mesmos ou que pecaram por ignorância' (Mosias 3:11)" ("Suicídio: Algumas coisas que sabemos, e outras que não sabemos", A Liahona, março de 1988, p. 18; Tambuli, março de 1988, p. 18). ↩
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Ver Jacó 6:5; Mosias 29:20; 3 Néfi 9:14; Doutrina e Convênios 29:1. ↩
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Ver Helamã 8:15. ↩
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Ver Levítico 6:4–5; Ezequiel 33:15–16; Helamã 5:17; Doutrina e Convênios 58:42–43. ↩
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Era esse o tipo de esforço no qual Alma se engajou (ver Alma 36:24). ↩
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O presidente Boyd K. Packer ensinou este preceito com poder:
"Há situações em que não se pode consertar o que se estragou. Talvez a ofensa tenha acontecido há muito tempo, ou a pessoa ferida não aceite sua penitência. Talvez o dano tenha sido de tamanha extensão que não seja possível repará-lo, a despeito de quanto se deseje fazê-lo.
Seu arrependimento não pode ser aceito a menos que haja restituição. Se você não conseguir desfazer o que fez, estará preso numa armadilha. É fácil compreender o quão impotente e desesperançado você venha a se sentir e por que talvez queira, como Alma, desistir. (…)
Como tudo pode ser consertado, não o sabemos. Talvez não se consiga realizar todo o trabalho nesta vida. Sabemos, por meio de visões e visitações, que os servos do Senhor continuam o trabalho de redenção além do véu.
Esse conhecimento deve ser tão consolador para o inocente quanto para o culpado. Estou pensando nos pais que sofrem imensamente pelos erros dos filhos que se afastaram do caminho e estão perdendo as esperanças" ("A radiante manhã do perdão", p. 21). ↩
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Ver 3 Néfi 12:19; ver também Mateus 6:12; 3 Néfi 13:11. ↩
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Ver João 15:12–13; 1 João 4:18; Dieter F. Uchtdorf, "O perfeito amor lança fora o temor", A Liahona, maio de 2017, p. 104. ↩