Poder para vencer o adversário
Peter M. Johnson
Irmãos e irmãs, obrigado por fazerem todo o possível para se tornarem e para ajudar outras pessoas a se tornarem verdadeiros discípulos de Jesus Cristo e a desfrutar as bênçãos do templo. Obrigado por sua bondade. Vocês são maravilhosos; vocês são belos. ¶
Oro para que reconheçamos a influência confirmadora do Espírito Santo ao compreendermos plenamente que somos filhos de Deus. “A Família: Proclamação ao Mundo” declara: “Todos os seres humanos — homem e mulher — foram criados à imagem de Deus. Cada indivíduo é um filho (ou filha) gerado em espírito por pais celestiais que o amam e, como tal, possui natureza e destino divinos.”1 Somos “espíritos preciosos que foram reservados para nascer na plenitude dos tempos a fim de participar no estabelecimento dos alicerces da grande obra dos últimos dias”.2 O presidente Russell M. Nelson declarou: “Vocês foram ensinados no mundo espiritual para estar preparados para qualquer coisa que encontrassem durante esta última parte destes últimos dias (ver D&C 138:56). Esse ensinamento permanece com vocês!”3 ¶
Vocês são filhas e filhos eleitos de Deus. Vocês têm o poder de vencer o adversário. No entanto, o adversário sabe quem vocês são. Ele conhece sua herança divina e procura limitar seu potencial terreno e celestial por meio dos três Ds: ¶
Desvio
O adversário usou a ferramenta do desvio, ou engano, nos dias de Moisés. O Senhor declarou a Moisés: ¶
“E eis que tu és meu filho. (…) ¶
Pouco depois dessa gloriosa visão, Satanás procurou enganar Moisés. As palavras que ele usou são interessantes: “Moisés, filho de homem, adora-me”.5 O desvio ou engano não estava apenas no convite para adorar Satanás, mas também na maneira como ele descreveu Moisés, como filho de homem. Lembrem-se de que o Senhor tinha acabado de dizer a Moisés que ele era filho de Deus, criado à imagem de Seu Unigênito. ¶
As palavras do Senhor a Moisés se aplicam a vocês e a mim. Fomos criados à imagem de Deus, e Ele tem uma obra para realizarmos. O adversário procura nos enganar fazendo-nos esquecer de quem verdadeiramente somos. Se não compreendemos quem somos, é difícil reconhecer quem podemos nos tornar. ¶
Distração
O adversário também procura nos distrair para nos afastar de Cristo e do caminho de Seu convênio. O élder Ronald A. Rasband compartilhou o seguinte: “O propósito do adversário é fazer com que nos esqueçamos de testemunhos espirituais, enquanto que o desejo do Senhor é nos iluminar e nos envolver em Sua obra”.7 ¶
Hoje em dia, existem muitas distrações como o Twitter, o Facebook, os jogos de realidade virtual e muito mais. Esses avanços tecnológicos são incríveis, mas se não tomarmos cuidado, eles podem nos distrair de cumprir nosso potencial divino. O uso adequado desses avanços pode atrair o poder do céu e nos permitir testemunhar milagres ao procurarmos coligar a Israel dispersa em ambos os lados do véu. ¶
Desânimo
Por último, o adversário deseja nos desanimar. Podemos nos sentir desanimados quando nos comparamos com os outros ou quando sentimos estar aquém das expectativas, até das nossas próprias. ¶
Quando comecei meu programa de doutorado, senti-me desanimado. O programa aceitou somente quatro alunos naquele ano, e os outros três eram brilhantes. Tinham notas melhores nas provas e mais experiência profissional em gerenciamento sênior, além de irradiarem grande autoconfiança. Depois de duas semanas no programa, sentimentos de desânimo e de dúvidas começaram a me dominar, e quase me subjugaram. ¶
Decidi que, para completar o programa de quatro anos, eu leria o Livro de Mórmon de capa a capa a cada semestre. Em minha leitura diária, percebi a declaração do Salvador de que o Espírito Santo me ensinaria todas as coisas e traria todas as coisas à minha lembrança.9 Isso me reafirmou quem eu sou, um filho de Deus, lembrou-me de não me comparar aos outros e me deu confiança em meu papel divino de ser bem-sucedido.10 ¶
E como fazemos isso? Como podemos encontrar essa paz, lembrarmo-nos de quem somos e vencer os três Ds do adversário? ¶
Primeiro, lembrem-se de que o primeiro e grande mandamento é amar a Deus de todo coração, poder, mente e força.12 Tudo o que fizermos deve ser motivado pelo amor que sentimos por Ele e por Seu Filho. Ao desenvolvermos amor por Eles ao guardarmos Seus mandamentos, nossa capacidade de amar a nós mesmos e de amar outras pessoas aumenta. Vamos começar a servir à família, aos amigos e ao próximo porque os veremos como o Salvador os vê — como filhos e filhas de Deus.13 ¶
Segundo, orem ao Pai em nome de Jesus Cristo todos os dias: hoje, amanhã e sempre.14 É por meio da oração que podemos sentir o amor de Deus e mostrar nosso amor por Ele. Por meio da oração expressamos gratidão e pedimos a força e a coragem de submeter nossa vontade à de Deus, e rogamos por orientação em todas as coisas. ¶
Terceiro, leiam e estudem o Livro de Mórmon todos os dias: hoje, amanhã e sempre.16 Minha leitura do Livro de Mórmon tende a ser melhor quando leio com uma pergunta em mente. Quando o lemos com uma pergunta em mente, podemos receber revelação e reconhecer que o profeta Joseph Smith disse a verdade ao declarar: “O Livro de Mórmon [é] o mais correto de todos os livros da Terra, (…) e que seguindo seus preceitos o homem [ou a mulher] se [aproximará] mais de Deus do que seguindo os de qualquer outro livro”.17 O Livro de Mórmon contém as palavras de Cristo e nos ajuda a lembrar quem somos. ¶
Por último, partilhem do sacramento em espírito de oração toda semana, sem exceção. É por meio dos convênios e das ordenanças do sacerdócio, incluindo o sacramento, que o poder da divindade se manifesta em nossa vida.18 O élder David A. Bednar ensinou: “A ordenança do sacramento é um convite sagrado e constante para nos arrependermos sinceramente e sermos renovados espiritualmente. O ato de tomar o sacramento, por si só, não perdoa os pecados. Mas, à medida que nos preparamos conscientemente e participamos dessa ordenança sagrada com um coração quebrantado e um espírito contrito, a promessa é a de que teremos sempre conosco o Espírito do Senhor”.19 ¶
Ao partilharmos do sacramento humildemente, nós nos lembramos do sofrimento de Jesus no sagrado jardim chamado Getsêmani e de Seu sacrifício na cruz. Expressamos gratidão ao Pai por ter enviado Seu Filho Unigênito, nosso Redentor, e mostramos nosso desejo de guardar Seus mandamentos e de sempre nos lembrarmos Dele.20 Há um esclarecimento espiritual associado ao sacramento — é pessoal, é poderoso e é necessário. ¶
Meus amigos, prometo-lhes que se nos empenharmos em amar a Deus de todo o coração, em orar em nome de Jesus Cristo, em estudar o Livro de Mórmon e em participar do sacramento em espírito de oração, teremos a capacidade, com a força do Senhor, de vencer as práticas do adversário que buscam nosso desvio, a minimizar as distrações que limitam nosso potencial divino e a resistir ao desânimo que diminui nossa capacidade de sentir o amor de nosso Pai Celestial e de Seu Filho. Vamos compreender plenamente que somos filhos e filhas de Deus. ¶
Irmãos e irmãs, compartilho com vocês o meu amor e declaro a vocês meu testemunho de que sei que o Pai Celestial vive e de que Jesus é o Cristo. Eu Os amo. A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias é o reino de Deus na Terra. Temos o comissionamento divino de reunir Israel e preparar o mundo para a Segunda Vinda do Messias. Em nome de Jesus Cristo. Amém. ¶
Notes
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"A Família: Proclamação ao Mundo", A Liahona, maio de 2017, última contracapa. ↩
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Doutrina e Convênios 138:53; ver também Doutrina e Convênios 138:54–56. ↩
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Russell M. Nelson, "Ser a verdadeira geração do milênio", A Liahona, outubro de 2016, p. 48. ↩
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Moisés 1:20; ver também Moisés 1:16–19, 21. ↩
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Ronald A. Rasband, "Para que não te esqueças", A Liahona, novembro de 2016, p. 115. ↩
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Ver Becky Craven, "Cuidadoso versus descuidado", Liahona, maio de 2019, p. 9. ↩
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Ver João 14:26. ↩
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Nosso papel divino de ser bem-sucedidos é o de obter a vida eterna independente de obtermos o que o mundo vê como sucesso nas realizações terrenas. O Espírito Santo nos relembra de nosso papel divino e de quem podemos nos tornar se permanecermos no caminho do convênio e vencermos, com a força do Senhor, as tentações do adversário. ↩
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João 14:27; grifo do autor. ↩
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Ver Mateus 22:37–38. ↩
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Ver João 3:16; 1 João 4:19; Mosias 2:17. ↩
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Ver 3 Néfi 18:18–21. ↩
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Morôni 7:48; grifo do autor. ↩
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Ver Kevin W. Pearson, "Permaneçam junto à árvore", A Liahona, maio de 2015, p. 114. ↩
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David A. Bednar, "Conservar sempre a remissão de seus pecados", A Liahona, maio de 2016, p. 61. ↩
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Ver Morôni 4:2–3; 5:1–2; Doutrina e Convênios 20:76–79. Lembrem-se de que estamos vivendo em uma época em que precisamos desesperadamente que Seu Espírito esteja conosco sempre. ↩