O cotidiano eterno
Quentin L. Cook
Desde que servi na Missão Britânica em minha juventude, tenho admirado o humor inglês, que às vezes é caracterizado como uma maneira autodepreciativa, modesta e humilde de ver a vida. Um exemplo disso é como os ingleses descrevem o verão. Os verões ingleses são relativamente curtos e imprevisíveis. Como certo autor disse de modo bem sutil: “Adoro o verão inglês, é meu dia preferido do ano”.1 Minha personagem preferida de uma tirinha inglesa foi representada acordando, no final da manhã, dizendo a seus cachorros: “Minha nossa! Acho que dormimos demais e perdemos o verão”.2 ¶
Às vezes, o propósito do homem e sua própria existência são também descritos em termos bem modestos. O profeta Moisés teve uma educação que alguns hoje chamariam de privilegiada. Conforme registrado no livro A Pérola de Grande Valor, o Senhor, ao preparar Moisés para seu chamado profético, deu a ele uma visão geral do mundo e de todos os filhos dos homens que foram criados.4 A reação um tanto depressiva de Moisés foi: “Ora (…) sei que o homem nada é, coisa que nunca havia imaginado”.5 ¶
Infelizmente, em nossos dias, em quase todos os segmentos da sociedade, vemos a ostentação de presunção e arrogância enquanto a humildade e a prestação de contas a Deus são depreciadas. Grande parte da sociedade perdeu sua sustentação e não compreende por que estamos na Terra. Raramente se evidencia a verdadeira humildade, que é essencial para alcançar o propósito do Senhor para nós.10 ¶
É importante entender a magnitude da humildade, da retidão, do caráter e da inteligência de Cristo, conforme exemplificados nas escrituras. É tolice subestimar a necessidade de se esforçar continuamente para obter essas qualidades e esses atributos cristãos diariamente, especialmente a humildade.11 ¶
As escrituras são claras quando afirmam que, apesar de a vida ser relativamente curta, ela é incrivelmente significativa. Amuleque, que foi companheiro de missão de Alma, no Livro de Mórmon, disse: “Pois eis que esta vida é o tempo para os homens prepararem-se para o encontro com Deus; sim, eis que o dia desta vida é o dia para os homens executarem os seus labores”.12 Não queremos, como a personagem da revista, passar esta vida dormindo. ¶
O exemplo de humildade e sacrifício do Salvador para toda a humanidade é o acontecimento mais grandioso da história. O Salvador, mesmo sendo um dos membros da Trindade, estava disposto a vir à Terra como um simples bebê e começar uma existência que incluía ensinar e curar Seus irmãos e Suas irmãs e, por fim, sofrer uma dor indescritível no Getsêmani e na cruz a fim de aprimorar Sua Expiação. Esse ato de amor e humildade realizado por Cristo é conhecido como Sua condescendência.13 Ele o fez em favor de cada homem e cada mulher que Deus criou ou vai criar. ¶
Nosso Pai Celestial não quer que Seus filhos desanimem ou desistam de sua busca pela glória celestial. Quando realmente contemplamos Deus, o Pai, e Cristo, o Filho, quem Eles são e o que realizaram em nosso benefício, enchemo-nos de reverência, respeito, gratidão e humildade. ¶
A humildade é essencial para ajudarmos o Senhor a estabelecer Sua Igreja
Alma fez uma pergunta em sua época que é pertinente hoje: “Se haveis experimentado uma mudança no coração, se haveis sentido o desejo de cantar o cântico do amor que redime, eu perguntaria: Podeis agora sentir isso?”14 E Alma continuou: “Poderíeis dizer (…) se fôsseis chamados pela morte neste momento, que haveis sido suficientemente humildes?”15 ¶
Sempre que leio sobre Alma, o Filho, renunciando a seu cargo como chefe de estado para pregar a palavra de Deus,16 fico impressionado. Alma sem dúvida tinha um profundo testemunho de Deus, o Pai, e de Jesus Cristo, e sentia-se responsável por prestar contas a Eles de modo completo e sem reservas. Ele tinha a humildade e as prioridades necessárias para renunciar a seu status e sua posição porque entendia que servir ao Senhor era mais importante. ¶
Termos a humildade suficiente em nossa vida para estabelecer a Igreja é de especial valor. Um exemplo na história da Igreja é esclarecedor. Em junho de 1837, o profeta Joseph Smith foi inspirado no Templo de Kirtland a chamar o apóstolo Heber C. Kimball para pregar o evangelho de Jesus Cristo na Inglaterra e abrir as portas da salvação a essa nação.17 O apóstolo Orson Hyde e alguns outros foram designados para acompanhá-lo. A resposta do élder Kimball foi notável: “Só de pensar nessa missão, senti que era mais do que eu podia suportar. (…) Eu estava a ponto de sucumbir ao fardo que havia sido colocado sobre mim”.18 No entanto, ele aceitou a missão com fé, comprometimento e humildade inquestionáveis. ¶
Às vezes, ser humilde é aceitar chamados quando não nos sentimos adequados. Às vezes, ser humilde é servir fielmente quando sentimos que somos capazes de receber um chamado de maior responsabilidade. Líderes humildes têm mostrado, por meio de palavras e pelo exemplo, que não importa onde servimos, mas como servimos fielmente.19 Às vezes, ser humilde é vencer o sentimento de injustiça quando achamos que líderes ou outras pessoas nos maltrataram. ¶
No dia 23 de julho de 1837, o profeta Joseph Smith reuniu-se com Thomas B. Marsh, presidente do Quórum dos Doze Apóstolos. O élder Marsh estava aparentemente frustrado porque o profeta havia chamado dois membros do quórum para irem à Inglaterra sem consultá-lo. Quando Joseph se encontrou com o élder Marsh, todos os sentimentos de ofensa foram colocados de lado, e o profeta recebeu uma revelação extraordinária que se encontra agora na seção 112 de Doutrina e Convênios.20 Ela fornece uma excepcional orientação dos céus com respeito à humildade e ao trabalho missionário. No versículo 10, lemos: “Sê humilde; e o Senhor teu Deus te conduzirá pela mão, e te dará resposta às tuas orações”.21 ¶
Essa revelação foi dada exatamente no mesmo dia em que os élderes Kimball, Hyde e John Goodson, cheios de humildade, estavam declarando a Restauração do evangelho de Jesus Cristo na Capela Vauxhall em Preston, Inglaterra.22 Aquela foi a primeira vez nesta dispensação que missionários proclamaram o evangelho restaurado fora da América do Norte. Os esforços missionários deles resultaram no batismo quase imediato de conversos e em um grande número de membros fiéis.23 ¶
As partes seguintes da revelação guiam o trabalho missionário em nossos dias. Lemos, em parte, que: “Todos os que enviares em meu nome (…) terão poder para abrir a porta de meu reino a toda nação (…) caso eles se humilhem perante mim, e obedeçam à minha palavra, e deem ouvidos à voz de meu Espírito”.24 ¶
A humildade, que foi uma parte essencial desse incrível trabalho missionário, permitiu que o Senhor estabelecesse Sua Igreja de modo extraordinário. ¶
Felizmente continuamos a ver isso na Igreja hoje. Os membros, inclusive os da nova geração, doam seu tempo, adiando o estudo e deixando o emprego para servir missão. Muitos membros mais velhos deixam o emprego e fazem outros sacrifícios a fim de servir a Deus em qualquer chamado que recebem. Não permitimos que questões pessoais nos distraiam ou nos impeçam de cumprirmos Seus propósitos.25 Servir na Igreja requer humildade. Servimos com humildade, de todo o coração, mente e força, conforme somos chamados. Em qualquer chamado da Igreja, é importante entender o atributo cristão da humildade. ¶
A humildade diária é essencial na preparação individual para o encontro com Deus
Durante gerações, a virtude judaico-cristã da humildade e a virtude cívica da modéstia foram o padrão predominante. ¶
No mundo de hoje, existe muita ênfase no orgulho, na autovalorização e na chamada “autenticidade”, que, por vezes, leva à falta de humildade verdadeira. Alguns sugerem que, atualmente, os valores morais que levam à felicidade são: “Seja verdadeiro, seja forte, seja produtivo e, mais importante ainda, não confie nos outros (…) porque seu destino está (…) em suas próprias mãos”.28 ¶
As escrituras defendem uma abordagem diferente. Elas sugerem que devemos ser discípulos verdadeiros de Jesus Cristo, o que envolve estabelecer um forte sentimento de responsabilidade por prestar contas a Deus e uma abordagem humilde em relação à vida. O rei Benjamim ensinou que o homem natural é inimigo de Deus e que precisamos nos submeter ao “influxo do Espírito Santo”. Ele explicou, entre outras coisas, que isso requer que cada um de nós seja “submisso, manso, humilde, paciente [e] cheio de amor”.29 ¶
Alguns usam a palavra autenticidade erroneamente, como uma celebração do homem natural e das qualidades que são o oposto de humildade, bondade, misericórdia, perdão e civilidade. Podemos celebrar nossa singularidade como filhos de Deus sem usarmos a autenticidade como desculpa para um comportamento não cristão. ¶
Em nossa busca pela humildade, a Internet dificulta nossa tentativa de evitar o orgulho. Dois exemplos são a abordagem autoindulgente de chamar atenção para si ou o ataque veemente a outras pessoas nas redes sociais. Outro exemplo é a falsa modéstia. Define-se a falsa modéstia como uma “declaração (ou fotografia) aparentemente modesta ou autodepreciativa, cujo propósito real seja chamar a atenção para algo do qual alguém se orgulha”.30 Os profetas sempre nos advertiram sobre o orgulho e a ênfase às coisas vãs do mundo.31 ¶
Tenho encontrado uma bondade genuína entre pessoas de todas as crenças, pessoas que são humildes e que se sentem responsáveis por prestar contas a Deus. Muitas delas seguem os ensinamentos do profeta Miqueias, do Velho Testamento, que declarou: “O que o Senhor pede de ti, senão que pratiques a justiça, e ames a benevolência, e andes humildemente com o teu Deus?”34 ¶
Quando somos verdadeiramente humildes, oramos por perdão e perdoamos os outros. Conforme lemos em Mosias, Alma ensinou que, sempre que nos arrependermos, o Senhor perdoará nossas ofensas.35 Por outro lado, conforme indicado no Pai Nosso,36 quando não perdoamos quem nos ofende, colocamo-nos sob condenação.37 Graças à Expiação de Jesus Cristo, nossos pecados são perdoados por meio do arrependimento. Quando não perdoamos aqueles que nos ofendem, estamos na verdade rejeitando a Expiação do Salvador. Guardar rancor e negar-se a perdoar e a humildemente tratar nossos relacionamentos de uma maneira cristã realmente nos coloca em condenação. Guardar rancor envenena nossa alma.38 ¶
Quero também alertar contra qualquer forma de arrogância. O Senhor, por meio do profeta Morôni, faz um contraste claro entre o arrogante e o humilde: “Os tolos zombam, mas lamentarão; (…) porque minha graça basta aos mansos”. Mais adiante o Senhor declarou: “E dou a fraqueza aos homens a fim de que sejam humildes; e minha graça basta a todos os que se humilham perante mim; porque caso se humilhem perante mim e tenham fé em mim, então farei com que as coisas fracas se tornem fortes para eles”.39 ¶
A humildade também inclui sermos gratos por nossas numerosas bênçãos e pelo auxílio divino. A humildade não é uma grandiosa conquista identificável nem é superar algum grande desafio, mas é um sinal de força espiritual. É ter a calma confiança de que, dia após dia e hora após hora, podemos confiar no Senhor, servir a Ele e alcançar Seus propósitos. É minha oração que, neste mundo controverso, continuemos a nos esforçar para alcançar a verdadeira humildade todos os dias. Um renomado poeta a definiu desta forma: ¶
O teste de grandeza é o caminho ¶
Presto firme testemunho do Salvador, de Sua Expiação e da enorme importância de servirmos humildemente ao Senhor todos os dias. Em nome de Jesus Cristo. Amém. ¶
Notes
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Kathy Lette, "Town and Country Notebook" [Caderno da cidade e do campo], ed. Victoria Marston, Country Life [Revista Vida no Campo], 7 de junho de 2017, p. 32, grifo do autor. ↩
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Annie Tempest, "Tottering-by-Gently", Country Life, 3 de outubro de 2012, p. 128. ↩
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Ver Salmos 90:4. Seja ela curta ou longa quanto à duração em anos, nossa vida é muito curta numa perspectiva eterna. "Tudo é como um dia para Deus e o tempo somente é medido pelos homens" (Alma 40:8). O apóstolo Pedro declarou: "Porém, amados, não ignoreis uma coisa: que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos, como um dia" (2 Pedro 3:8). ↩
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Ver Moisés 1:6–9. Cristo fala com a divina autoridade que Lhe foi conferida (ver Ensinamentos dos Presidentes da Igreja: Joseph Fielding Smith, 2013, p. 48, nota de rodapé nº 11). ↩
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2 Néfi 26:33; ver também Doutrina e Convênios 1:34–35, 38:16; Declaração Oficial 2. ↩
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Doutrina e Convênios 20:37 declara: "Todos aqueles que se humilharem perante Deus". Em seguida, essa escritura estabelece os requisitos para o batismo. Ver também Mateus 11:28. ↩
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Sabemos que, se não nos arrependermos, recebermos as ordenanças e seguirmos o caminho do convênio que nos prepara para a eternidade, "virá a noite tenebrosa, durante a qual nenhum labor poderá ser executado" (Alma 34:33). ↩
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Ver 3 Néfi 27:27. ↩
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Ver 1 Néfi 11:26–33; 2 Néfi 9:53; Jacó 4:7; Doutrina e Convênios 122:8. ↩
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Joseph Smith, em Heber C. Kimball, "History of Heber Chase Kimball By His Own Dictation" [História de Heber C. Kimball em Suas Próprias Palavras], aprox. 1842–1856, Documentos de Heber C. Kimball, Biblioteca de História da Igreja; ver também Orson F. Whitney, Life of Heber C. Kimball, an Apostle; the Father and Founder of the British Mission [A Vida de Heber C. Kimball, um Apóstolo; o Pai e Fundador da Missão Britânica], 1888, p. 116. ↩
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Heber C. Kimball, "History of Heber Chase Kimball By His Own Dictation", p. 54; ver também Orson F. Whitney, Life of Heber C. Kimball, p. 116. ↩
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O presidente J. Reuben Clark ensinou: "No serviço do Senhor, não importa onde servimos, mas como servimos. Em A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, as pessoas assumem a posição para a qual foram devidamente chamadas, algo que não se busca nem se recusa" (Conference Report, abril de 1951, p. 154). ↩
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Ver The Joseph Smith Papers, Documents, Volume 5: October 1835–January 1838 [Documentos de Joseph Smith, Volume 5: Outubro de 1835–Janeiro de 1838], ed. Brent M. Rogers e outros, 2017, pp. 412–417. Vilate Kimball relatou em uma carta a seu marido, Heber C. Kimball, que ela havia copiado a revelação diretamente do livro do élder Marsh assim como ele escreveu do que ouviu da boca de Joseph (Vilate Murray Kimball to Heber C. Kimball [de Vilate Murray Kimball para Heber C. Kimball], 6 de setembro de 1837, The Joseph Smith Papers, Documents, Volume 5: October 1835–January 1838, p. 412). ↩
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Doutrina e Convênios 112:10; grifo do autor. ↩
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Ver Orson F. Whitney, Life of Heber C. Kimball, pp. 136–137. ↩
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Ver Orson F. Whitney, Life of Heber C. Kimball, p. 149. ↩
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Doutrina e Convênios 112:21–22; grifo do autor. ↩
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"Se por um lado, não pedimos para ser desobrigados, no caso de nossa situação mudar, é perfeitamente correto conversarmos com as pessoas que fizeram o chamado e deixar que elas decidam o que fazer" (Boyd K. Packer, "Chamados a servir", A Liahona, janeiro de 1998, p. 8). ↩
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Ver "Humildade" no capítulo 6 de Pregar Meu Evangelho: Guia para o Serviço Missionário, 2004, p. 127. ↩
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Ver Charles J. Chaput, Strangers in a Strange Land [Estranhos em uma Terra Estranha], 2017, pp. 14–15; ver também Rod Dreher, The Benedict Option [A Opção Bendita], 2017. ↩
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Carl Cederstrom, "The Dangers of Happiness" [Os perigos da felicidade], New York Times, 19 de julho de 2015, p. SR8. ↩
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English Oxford Living Dictionaries, "humblebrag", oxforddictionaries.com. ↩
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De certa forma isso relembra a descrição feita no livro de Alma daqueles que haviam adquirido "toda espécie de coisas preciosas que haviam obtido pelo seu trabalho; (…) [mas] engrandeceram-se a seus próprios olhos" (Alma 4:6). Tem sido comentado que a falsa modéstia ainda é uma forma de orgulho. ↩
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David Brooks, "Finding a Way to Roll Back Fanaticism" [Encontrar um meio de reverter o fanatismo], New York Times, 15 de agosto de 2017, p. A23. ↩
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Ver Mosias 26:30. ↩
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Ver Mateus 6:12, 15. ↩
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Ver Mosias 26:31. ↩
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Conforme disse Nelson Mandela: "O ressentimento é como beber veneno e esperar que ele mate seus inimigos" (em Jessica Durando, "15 of Nelson Mandela's Best Quotes" [As 15 melhores citações de Nelson Mandela], USA Today, 5 de dezembro de 2013, usatoday.com). ↩
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Éter 12:26, 27; grifo do autor. ↩
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Edmund Vance Cooke, "The Eternal Everyday" [O cotidiano eterno], Impertinent Poems [Poemas Impertinentes], 1907, p. 21. ↩