Pulpit

Palavras para Serem Vividas

James M. Dunn

Conferência Geral de Abril de 2003·Saturday Afternoon Session·2003-04-05

O mundo encontra-se repleto de palavras. Muitas são ríspidas e acusatórias, e muitas são sarcásticas. Juntas, elas formam um ruído confuso, e não lhes damos ouvidos ou as consideramos com seriedade. Então, vez por outra, em meio ao ruído, ouvimos palavras preciosas, tais como nesta conferência: palavras para serem vividas.

O Presidente Thomas S. Monson declarou, na conferência geral de abril de 1988:

Temos grande apreço pelo pensamento inspirado:

“Deus é Pai.

O Homem é irmão.

A Vida é uma missão,

não uma carreira.”

(Citação de Stephen L Richards em “Um Convite para a Exaltação”, A Liahona, julho de 1988, p. 55.)

Estas são palavras para serem vividas.

Deus é nosso Pai Celestial. Somos Seus filhos, gerados espiritualmente. Conhecer o nosso relacionamento com Deus ajuda-nos a compreender melhor de onde viemos e quais as nossas possibilidades eternas. Ao conhecê-Lo, aprendemos a melhor maneira de nos aproximarmos Dele e de que modo devemos viver a fim de agradá-Lo. Nossa curta jornada terrena faz parte de um divino plano de felicidade elaborado por Ele, que nos acena para vivermos pela fé, adquirir experiências mortais e nos qualificarmos por meio da obediência e do poder da Expiação a retornar definitivamente à Sua presença.

Vivemos em um mundo marcado por grande diversidade, com diferentes terras, culturas, raças e idiomas. Ao menos em certa medida, devemos crer que Deus designou que assim fosse. O evangelho nos ensina que, apesar dessas diferenças, todos somos filhos do mesmo Pai Celestial. A raça humana é uma única família, e portanto todos somos irmãos e irmãs.

Como irmãos, precisamos vislumbrar que nosso Pai Celestial ama Seus filhos de igual modo, como qualquer bom pai terreno o faria. A cortesia, a bondade, a generosidade e o perdão são todos elementos adequados de conduta entre os membros da família. Imagine o desapontamento de um Pai perfeito e amoroso que vê Seus filhos tratando mal uns aos outros.

A vida é curta. “É um vapor que aparece por um pouco, e depois se desvanece.” (Tiago 4:14) Existem muitas coisas a serem realizadas no tempo precioso que temos na mortalidade. Algumas dessas coisas são mais importantes do que outras, e assim precisamos tomar decisões sábias. Algumas coisas são obviamente erradas. Algumas são boas. Mas algumas são imprescindíveis se quisermos satisfazer às expectativas de nosso Pai e ter sucesso em nossa provação mortal.

As expectativas do Pai são maiores do que meramente encontrarmos uma forma de ganhar a vida ou nos deleitarmos nas belezas e prazeres desta Terra, embora o Senhor tenha-nos assegurado: “E agrada a Deus ter dado ao homem todas essas coisas; pois para este fim foram feitas, para serem usadas com discernimento, não com excesso nem por extorsão”. (D&C 59:20)

Sermos bem-sucedidos no caminho de nossa vida e ao mesmo tempo mantermo-nos atentos aos seus verdadeiros propósitos, é para nós uma bênção tanto nesta vida como na vida futura. Obedecer aos mandamentos, guardar convênios sagrados, e “ocupar-se zelosamente numa boa causa” (D&C 58:27) capacitam-nos a partilhar da alegria que é o propósito de nossa existência terrena. (Ver 2 Néfi 2:25.)

O Senhor deu-nos esta promessa adicional: “Aprendei que aquele que pratica as obras da retidão receberá sua recompensa, sim, paz neste mundo e vida eterna no mundo vindouro”. (D&C 59:23)

Assim, nossa missão terrena não tem realmente muito a ver com nossas ocupações mortais. Entretanto, tem tudo a ver com a preparação para o nosso destino eterno.

Testifico que uma vida de santidade irá levar-nos de volta ao Pai, que nos deu esta vida e que irá receber-nos na vida eterna.

Muitos filhos de Deus vivem a vida como se não houvesse amanhã, não houvesse um dia de julgamento. Preenchem a vida com a busca de conforto, ganho e prazer. A respeito deles, disse Néfi: “Sim, e haverá muitos que dirão: Comei, bebei e alegrai-vos, porque amanhã morreremos; e tudo nos irá bem”. (2 Néfi 28:7) Muitos multiplicam esse erro conceitual ao concluírem: “Não obstante, temei a Deus — ele justificará a prática de pequenos pecados; sim, menti um pouco, aproveitai-vos de alguém por causa de suas palavras, abri uma cova para o vosso vizinho; não há mal nisso. E fazei todas estas coisas, porque amanhã morreremos; e se acontecer de sermos culpados, Deus nos castigará com uns poucos açoites e, ao fim, seremos salvos no reino de Deus”. (2 Néfi 28:8)

Como resultado desta forma errônea de pensar, o mundo está cheio de atrações sedutoras e lascivas. Vemos rapazes recusando-se a casar; moças ingenuamente entregando sua virtude em busca de relacionamentos luxuriosos; casais que propositalmente se recusam a ter filhos ou que optam por ter um único “filho mimado” porque uma “família” interferiria com planos de aventura, lazer ou máximo ganho financeiro.

Não obstante, existem milhões de irmãos e irmãs fiéis em todo o mundo que se esforçam diariamente para “[viver] de toda palavra que sai da boca de Deus”. (D&C 84:44) Eles planejam e vivem a vida de acordo com a palavra revelada do Pai Celestial. Trabalham arduamente, estudam com afinco e oram com dedicação. Sabem como manter a seriedade e sabem como divertir-se. Ouvem a palavra e obedecem à palavra. Conhecem o significado e as bênçãos que advêm de viver a lei de sacrifício. Essas pessoas fiéis auxiliam e são respeitosas para com o próximo. Amam as criancinhas e os idosos e se importam com eles. Boas maneiras e padrões morais elevados são sua marca registrada, e lideram pelo exemplo no lar, na vizinhança e na comunidade. Deus os ama e os abençoa. Suas palavras são as palavras pelas quais vivem, palavras que “são certas e não falharão”. (D&C 64:31)

Palavras para serem vividas. Em geral elas são simples e diretas. Ajudam-nos a lembrarmos. Mantêm-nos no caminho certo. Elas irão levar-nos de volta a nosso Pai Celestial e a Seu descanso.

Que possamos nos lembrar:

Deus é Pai.

O Homem é irmão.

A Vida é uma missão,

não uma carreira.

Em nome de Jesus Cristo. Amém.

Como citar este discursoJames M. Dunn, “Palavras para Serem Vividas”, Conferência Geral de Abril de 2003, Saturday Afternoon Session (2003-04-05). Pulpit Vault, 2003-04-dunn-words-to-live-by. Tradução oficial da Igreja, churchofjesuschrist.org.Pulpit Vault, edição de 23 de setembro de 2026 (commit 4bdc6ac627).