Pulpit

Tentar Ser como Jesus

F. Melvin Hammond

Conferência Geral de Abril de 1994·Sunday Afternoon Session·1994-04-02

Doce é o trabalho. Há alguns dias, no distante país do México, a Irmã Hammond e eu atendemos ao telefone e ouvimos a voz de uma criancinha que começou a cantar, perfeitamente afinada e com uma voz angelical para os nossos ouvidos, “Eu quero ser como Cristo”; e continuou:

Ame a seu próximo como Jesus

ama você e seus passos conduz.

Gentil e bondoso você deve ser

E o exemplo de Cristo aprender.

Damos parabéns a esse neto, um entre muitos, e a todas as pessoas que estão tentando ser como Jesus. Temos a maior afeição por vós. Hoje desejo aproximar-vos mais de Jesus. Gostaria que O amássemos mais do que O amamos agora. Vou falar-vos sobre Jesus Cristo e Seu amor infinito.

Foi Cristo que na preexistência se apresentou para ser o Salvador do homem, dizendo: “Eis-Me aqui, envia-Me. E outro respondeu e disse: Eis-me aqui, envia-me. E o Senhor disse: Enviarei ao primeiro”. (Abraão 3:27.) Daí em diante, proclamou-se que o Filho do Homem viria à Terra para sacrificar-Se como uma expiação pelos pecados de todos os homens. (Ver Mosiah 3.)

Ao aproximar-se o dia de Seu nascimento, Néfi ouviu uma voz dizendo: “Levanta a cabeça e tem bom ânimo; pois eis que ( … ) amanhã Eu virei ao mundo.” (3 Néfi 1:13.)

Então, no dia seguinte, em Belém da Judéia, um bebezinho estava deitado em uma manjedoura, enquanto a mãe atenta se comprazia com a presença do filho recém-nascido, o Unigênito do Pai na carne, um Deus que veio à Terra.

“E o menino crescia, e Se fortalecia em espírito, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre Ele.” (Lucas 2:40.)

Nos anos subseqüentes, “crescia Jesus em sabedoria, e em estatura, e em graça para com Deus e os homens”. (Lucas 2:52.) Aos trinta anos Ele iniciou Seu ministério, ensinando o grande plano da felicidade—fé, arrependimento, batismo por imersão, imposição das mãos para receber o dom do Espírito Santo e perseverança até o fim. (Ver 3 Néfi 27.)

Sendo obediente aos mandamentos, foi Ele batizado por imersão nas águas do Jordão, por João Batista. (Ver Mat. 3.)

Mais tarde chamou doze homens e ordenou-os como Seus Apóstolos. Alguns deles eram humildes pescadores. Convidou-os: “Vinde após Mim, e Eu vos farei pescadores de homens”. (Mat. 4:19.) Imediatamente abandonaram suas redes e O seguiram, como todos os que são chamados deveriam estar prontos a fazer.

A notícia de Sua glória e poder espalhou-se por toda a terra. A um pai que pranteava a morte da filha querida, Ele disse: “Não está morta, mas dorme” (Lucas 8:52) e, tomando-a pela mão, fez com que se levantasse dentre os mortos.

A um pobre aleijado, disse: “Toma tua cama, e anda”. (João 5:8.) E, milagrosamente, ele o fez!

Jesus repreendia todos os pecadores. Os culpados planejavam tirar-Lhe a vida. Aos discípulos, falou sobre o terrível destino que o aguardava: “Bem sabeis que daqui a dois dias é a páscoa; e o Filho do homem será entregue para ser crucificado”. (Mateus 20:2.)

Naquela noite memorável, no cenáculo, Ele ajoelhou-se mansa e humildemente diante de cada Apóstolo e, ternamente, lavou-lhes os pés. (Ver João 13:3;17.)

Ele instituiu a ordenança sagrada do sacramento. Abençoando o pão e o vinho, deu-os a cada um, ordenando-lhes que comessem e bebessem em lembrança de Seu corpo e de Seu sangue, por eles derramado. (Ver Mat. 26:26-28.)

Depois que Judas, o traidor, saiu, o Salvador instruiu os outros onze com estas palavras familiares:

“Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como Eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis.

Nisto todos conhecerão que sois Meus discípulos, se vos amardes uns aos outros.” (João 13:34-35.)

Depois Jesus foi para o Monte das Oliveiras, para o tranqüilo e encantador Jardim de Getsêmani. Lá Ele Se ajoelhou e orou, dizendo: “Meu Pai, se é possível, passa de Mim este cálice; todavia, não seja como Eu quero, mas como Tu queres”. (Mat. 26:39.)

A lei exigia um Cordeiro perfeito para o sacrifício expiatório. Somente Ele podia qualificar-Se. Seu amor por nós era tão grande, tão intenso, que voluntariamente sofreu tanto no corpo como no espírito, até que verteu sangue de todos os poros, para pagar o preço do pecado. (Ver Mosiah 3:7.) De algum modo precisamos tentar compreender e internalizar o resgate que Ele pagou por todos nós.

Delatado pelo beijo de um traidor, condenado a morrer em mãos estranhas por um crime que não cometeu, Ele submeteu-Se humildemente ao ofensivo chicote e foi pregado, pelas mãos e pés, a uma cruz de madeira. Sim, o maior de todos os filhos de Deus foi submetido à morte numa horrível cruz. Quando finalmente todas as coisas se cumpriram, Ele disse: “Está consumado” (João 19:30) e “Pai, nas Tuas mãos entrego o Meu espírito”. (Lucas 23:46.) Jesus Cristo estava morto. O espírito partira. O corpo foi colocado num sepulcro emprestado.

E então, no terceiro dia Ele ressuscitou, em vigoroso poder, para quebrar as cadeias da morte. O espírito voltara para reclamar a carne. Sua vitória sobre a morte fora completa!

Durante quarenta dias Ele permaneceu na Terra, mostrando-se a muitos e instruindo-os no “que respeita ao reino de Deus”. (Lucas 24:50:51.)

Os fiéis Apóstolos continuaram a exercer zelosamente seu ministério, mas com a morte deles houve um rápido declínio de espiritualidade. As ordenanças sagradas foram mudadas, a autoridade do sacerdócio foi perdida e as trevas espirituais envolveram a Terra. A humanidade deixara de conhecer Deus.

Então, na primavera de 1820, chegando a um menino de quatorze anos, Joseph Smith Jr., a voz de Deus, o Pai, atravessou a escuridão: “Este é o Meu Filho Amado. Ouve-O!” (Joseph Smith 2:17.) A Luz pura surgiu, afastando as trevas. Deus voltara a falar ao homem.

Uma vez mais, a plenitude do evangelho, como encontrada na Bíblia, Livro de Mórmon e outras escrituras sagradas, está inundando a Terra. O santo sacerdócio foi restaurado e restituído ao homem. As sagradas ordenanças estão sendo administradas a toda alma digna que desejar recebê-las. Tudo isto tem a finalidade de preparar o mundo para a gloriosa Segunda Vinda, anunciada pelo próprio Salvador. (Ver D&C 29:11.)

Testifico-vos humildemente que Ele retornará em glória e, nesse dia, manifestar-Se-á à humanidade, dizendo: “Eu sou Aquele que foi exaltado. Eu sou Jesus que foi crucificado. Sou o Filho de Deus”. (D&C 45:52.) E aí Ele reinará para sempre, Rei dos reis e Senhor dos senhores.

Durante estes últimos minutos, focalizamos o amor de Cristo. Sentimos Seu Espírito queimando dentro de nós? Sentimos um amor maior por Ele? Estamos verdadeiramente tentando ser como Jesus? Se a resposta for afirmativa, peço que cada um pense nas seguintes perguntas, relacionadas ao nosso amor por Ele.

Primeiro, amamos Jesus Cristo o suficiente para seguir Seus profetas e Apóstolos escolhidos, dando ouvidos a seus conselhos e orientação, como se viessem de Sua própria boca? (Ver D&C 1:38.)

Segundo, amamos o Salvador o suficiente para abandonar nossas lindas casas, nossa preciosa família e aceitar um chamado para proclamar o evangelho em qualquer parte do mundo?

Terceiro, amamos Cristo o suficiente para sermos fiéis a nosso cônjuge, expulsando todos os pensamentos impuros e jamais traindo seu amor por nós?

Seria possível darmos ao Senhor mais do que Lhe devemos? Certamente, nós todos O amamos. Portanto, imploro-vos que guardeis Seus mandamentos e que vos torneis mais semelhantes a Ele. Vinde a Cristo, comei o pão da vida, bebei a água viva e banqueteai-vos com Seu ilimitado amor. Ele é nosso Salvador, nosso Mestre, de Quem presto humilde testemunho. Em nome de Jesus Cristo. Amém.

Como citar este discursoF. Melvin Hammond, “Tentar Ser como Jesus”, Conferência Geral de Abril de 1994, Sunday Afternoon Session (1994-04-02). Pulpit Vault, 1994-04-hammond-trying-to-be-like-jesus. Tradução oficial da Igreja, churchofjesuschrist.org.Pulpit Vault, edição de 23 de setembro de 2026 (commit 4bdc6ac627).