Pulpit

Jesus Cristo É o Nosso Salvador

David B. Haight

Conferência Geral de Abril de 1982·Sunday Afternoon Session·1982-04-01

Vou pedir que vocês façam uma pausa por um momento e se lembrem do sentimento que acabaram de ter ao ficarem de pé e se unirem ao cântico de "Graças Damos, ó Deus, por um Profeta" (Hinos, nº 196), enquanto olhavam para o nosso profeta vivo.

Nunca experimentei o derramamento espontâneo de amor que testemunhamos ao entoarmos esse grande hino. Sentimos o amor ensinado pelo Salvador.

Espero que todos vocês se lembrem dessa experiência, guardem-na na memória e a registrem por escrito. Talvez vocês digam que as palavras realmente não conseguem descrever o que sentiram ao olhar para o nosso profeta aqui. Talvez tenham sentido o mesmo que eu senti — que meu coração explodiria. Que isso se torne parte da história de vocês.

No coração de toda a humanidade, seja qual for a raça ou condição social, existem anseios inexprimíveis por algo que ainda não se possui. Esse anseio foi implantado no homem por um Criador amoroso.

É desígnio de Deus que esse anseio do coração humano conduza àquele que, somente ele, é capaz de satisfazê-lo. Essa plenitude só se encontra em Jesus, o Cristo, o Filho do nosso Pai Eterno nos Céus. Paulo declarou: "Porque foi do agrado do Pai que toda a plenitude nele habitasse." (Colossenses 1:19.)

Jesus Cristo foi escolhido e ordenado para ser o único e exclusivo Salvador e Redentor do mundo. Ao irmão de Jarede Ele disse:

"Eis que eu sou aquele que foi preparado desde a fundação do mundo para redimir meu povo. Eis que eu sou Jesus Cristo. … Em mim toda a humanidade terá vida e tê-la-á eternamente, sim, aqueles que crerem em meu nome." (Éter 3:14, edição de 1982.)

Ele ensinou a Seus discípulos:

"Porque eu desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou. …

"Todo aquele que vê o Filho, e crê nele, tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia." (João 6:38, 40.)

Hoje, grande parte do mundo celebra o Domingo de Ramos — em comemoração à entrada do nosso Senhor em Jerusalém. As multidões, como descrito por Mateus e João, "estendiam as suas vestes pelo caminho" (Mateus 21:8) e "tomaram ramos de palmeiras, e saíram-lhe ao encontro" (João 12:13).

Era a época da festa anual da Páscoa. Havia algum tempo os principais sacerdotes do Sinédrio conspiravam para encontrar um pretexto para prender Jesus e tramavam tirar-Lhe a vida. Sentiram que a oportunidade havia chegado.

No dia anterior à ceia da Páscoa, Jesus instruiu Seus discípulos onde encontrar uma sala para que pudessem reunir-se e receber Suas instruções. Naquela sala Jesus reuniu-Se com os Doze, e sentaram-se para comer. Depois de terminarem, Jesus os ensinou e ministrou-lhes. Lavou-lhes os pés e disse-lhes:

"Vós me chamais Mestre e Senhor; e dizeis bem, porque eu o sou.

"Pois se eu, Senhor e Mestre, vos lavei os pés, vós deveis também lavar os pés uns dos outros." (João 13:13–14.) Então Ele os ensinou:

"Agora é glorificado o Filho do Homem, e Deus é glorificado nele. …

"Filhinhos, ainda por um pouco estou convosco. Vós me buscareis, e como disse aos judeus: Para onde eu vou não podeis vós ir; …

"Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros, como eu vos amei a vós, que também vós uns a outros vos ameis.

"Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros." (João 13:31, 33–35.)

Ele continuou a ensinar:

"Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim.

"Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito; vou preparar-vos lugar.

"E se eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também.

"E já sabeis para onde vou, e sabeis o caminho." (João 14:1–4.)

Mas Tomé perguntou: "Senhor, nós não sabemos para onde vais; e como podemos saber o caminho?" (João 14:5.) O Salvador respondeu:

"Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai, senão por mim.

"Se vós me conhecêsseis a mim, também conheceríeis a meu Pai; e já desde agora o conheceis, e o tendes visto." (João 14:6–7.)

"Saí do Pai, e vim ao mundo; outra vez deixo o mundo, e vou para o Pai." (João 16:28.)

"Tudo quanto pedirdes a meu Pai, em meu nome, ele vo-lo há de dar." (João 16:23.)

Enquanto estava naquele cenáculo, Jesus, instituindo o sacramento, tomou o pão, partiu-o, orou sobre ele e o entregou aos discípulos, dizendo:

"Isto é o meu corpo, que por vós é dado; fazei isto em memória de mim.

"… Este cálice é o novo testamento no meu sangue, que é derramado por vós." (Lucas 22:19–20.)

Depois de instituir o sacramento, o Salvador disse a Seus discípulos: "Convém-vos que eu vá; porque, se eu não for, o Consolador não virá para vós; mas, se eu for, vo-lo enviarei." (João 16:7.)

O Salvador orou ao Pai pelos Apóstolos e por todos os que creem:

"Pai, é chegada a hora; glorifica teu Filho, para que também o teu Filho te glorifique a ti;

"Assim como lhe deste poder sobre toda a carne, para que dê a vida eterna a todos quantos lhe deste.

"E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste." (João 17:1–3.)

Depois de terminar Sua oração ao Pai, Jesus deixou o cenáculo com os discípulos e entrou no Jardim do Getsêmani para buscar solidão e orar:

"Meu Pai, se é possível, passe de mim este cálice; porém, não seja como eu quero, mas como tu queres." (Mateus 26:39.)

De Seu sofrimento no jardim, o próprio Salvador disse:

"Sofrimento que fez com que eu, Deus, o mais grandioso de todos, tremesse de dor e sangrasse por todos os poros; e sofresse, tanto no corpo como no espírito — e desejasse não ter de beber a amarga taça e recuar —

"Todavia, glória seja para o Pai; eu bebi e terminei meus preparativos para os filhos dos homens." (D&C 19:18–19.)

"Eis que eu, Deus, sofri essas coisas por todos, para que não precisem sofrer caso se arrependam." (D&C 19:16.)

Quando os guardas e Judas se aproximaram dEle, o Senhor disse: "Eis que se aproxima o que me trai." (Mateus 26:46.)

Então Judas O beijou na face.

Jesus perguntou: "Amigo, a que vieste?" (Mateus 26:50.)

""A quem buscais?" (João 18:4.)

Um guarda respondeu: "A Jesus Nazareno."

O Salvador disse: "Sou eu." (João 18:5.)

Os guardas então levaram Jesus aos dirigentes judeus e depois a Caifás, o sumo sacerdote. (Ver Mateus 26:57.)

"Conjuro-te pelo Deus vivo," disse Caifás, "que nos digas se tu és o Cristo, o Filho de Deus." (Mateus 26:63.)

"Eu o sou, e vereis o Filho do Homem assentado à direita do poder de Deus, e vindo sobre as nuvens do céu." (Marcos 14:62.)

Jesus foi então levado à presença de Pilatos, que perguntou: "Tu és o Rei dos Judeus?" (João 18:33.)

Jesus respondeu: "O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo, pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus." (João 18:36.)

Pilatos disse à multidão:

"Não acho nele crime algum.

"Mas vós tendes por costume que eu vos solte um por ocasião da páscoa. Quereis, pois, que vos solte o Rei dos Judeus?" (João 18:38–39.)

A multidão gritou: "Não! Não! Não este homem, mas Barrabás." (Ver João 18:40.)

Então Pilatos tomou Jesus e o açoitou. E os soldados teceram uma coroa de espinhos e a puseram em Sua cabeça, e O vestiram com um manto de púrpura. (Ver Marcos 15:15–17.)

Pilatos disse: "Não acho culpa alguma neste homem." (Lucas 23:4.)

A multidão gritou: "Crucifica-o. Crucifica-o. Fora com ele. Crucifica-o." (Ver Lucas 23:21.)

E O levaram, o Mestre — Aquele a quem Pedro havia negado três vezes — e O conduziram dali. Ele carregou Sua própria cruz. Começou a longa jornada até a colina, passando pelas multidões que se alinhavam ao longo do caminho, passando pelas mulheres que choravam, passando pela turba assassina que havia clamado por Sua crucificação, e através dos portões da cidade, até a colina chamada Gólgota — o "lugar da caveira." (Ver João 19:17.) E ali O crucificaram.

Ao ladrão arrependido que estava pendurado ao Seu lado, Jesus disse: "Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso." (Lucas 23:43.)

As últimas palavras mortais de Jesus:

"Mulher, eis aí o teu filho!" (João 19:26.)

E então, voltando-Se para João: "Eis aí tua mãe!" (João 19:27.)

E então: "Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito." (Lucas 23:46.)

"Está consumado." (João 19:30.)

"No primeiro dia da semana, muito de madrugada," as mulheres foram ao sepulcro com as especiarias que haviam preparado, e "acharam a pedra revolvida do sepulcro." (Lucas 24:1–2.)

A voz de um anjo perguntou:

"Por que buscais o vivente entre os mortos?

"Não está aqui, mas ressuscitou." (Lucas 24:5–6.) Este anúncio proclamou o evento mais glorioso desde o amanhecer da criação.

Maria ouviu uma voz perguntar: "Mulher, por que choras? Quem buscas?"

Ela disse: "Senhor, se tu o levaste, dize-me onde o puseste, e eu o levarei."

Ela ouviu alguém dizer: "Maria!"

Então ela O reconheceu e respondeu: "Mestre!"

"Não me toques," disse Ele, "porque ainda não subi para meu Pai; mas vai para meus irmãos, e dize-lhes: Subo para meu Pai e vosso Pai, e para meu Deus e vosso Deus." (Ver João 20:15–17.)

Mais tarde Jesus apareceu aos Apóstolos no cenáculo onde havia passado a noite com eles antes de Sua morte. Eles estavam amedrontados. Então ouviram a voz do Mestre:

"Paz seja convosco. …

"Por que estais perturbados, e por que sobem tais pensamentos ao vosso coração?

"Vede as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; apalpai-me e vede, pois um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho." (Lucas 24:36, 38–39.)

Mais tarde, à beira-mar da Galileia, enquanto o Salvador e os discípulos comiam peixe juntos, Jesus perguntou a Pedro: "Simão, filho de Jonas, amas-me mais do que estes?"

"Sim, Senhor; tu sabes que te amo."

"Apascenta os meus cordeiros."

"Simão, filho de Jonas, amas-me?"

"Sim, Senhor; tu sabes que te amo."

"Apascenta as minhas ovelhas."

"Simão, filho de Jonas, amas-me?"

"Senhor, tu sabes todas as coisas; tu sabes que eu te amo."

E o Salvador respondeu mais uma vez: "Apascenta as minhas ovelhas." (Ver João 21:15–17.)

Três vezes Pedro havia negado abertamente o Senhor. Agora, três vezes Jesus extraiu dele a garantia de seu amor e lealdade.

Havia chegado o tempo de Jesus ascender ao trono de Seu Pai. Antes de Sua morte, Ele havia declarado a Seu Pai: "Tendo consumado a obra que me deste para fazer." (João 17:4.)

Depois de Sua ressurreição, Ele permaneceu na terra por cerca de quarenta dias, para que Seus discípulos pudessem compreender mais plenamente Seu ser ressuscitado e glorificado e ser instruídos nos assuntos do reino de Deus.

Agora Ele estava pronto para partir. Os Apóstolos sabiam que Ele era o Salvador. Seus discípulos não mais O associariam apenas ao túmulo. Eles testificariam dEle como um ser glorificado.

Como local para Sua ascensão, Jesus escolheu o Monte das Oliveiras, que conhecia bem; pois nas proximidades, na encosta do monte em Betânia, Ele havia encontrado descanso e afeto junto de Maria, Marta e Lázaro. Também próximo estava o Jardim do Getsêmani, onde Ele havia orado e agonizado sozinho. Ele escolheu o Monte das Oliveiras para dali ascender, e sobre seu cume Seus pés repousarão quando Ele vier novamente — não como um homem de dores, mas como um rei glorioso e triunfante.

Ali no Monte das Oliveiras o Salvador instruiu os Apóstolos e todos os que creem:

"Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;

"Ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos." (Mateus 28:19–20.)

Eu testifico, pelo poder do Espírito Santo, que esse mesmo Jesus é o Cristo, o Filho do Deus Vivo, crucificado pelos pecados do mundo "para purificá-lo de toda iniquidade;

"para que, por intermédio dele, fossem salvos todos." (Ver D&C 76:41–42.) "Como pastor apascentará o seu rebanho; entre os seus braços recolherá os cordeirinhos, e os levará no seu regaço." (Isaías 40:11.)

Ele é nosso Redentor, nosso Senhor, nosso Rei. Seu reino está novamente estabelecido na terra, que é A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Esta igreja, por direção divina, está preparando o mundo para Sua segunda vinda — pois Ele virá novamente — eu declaro humildemente em Seu santo nome, amém.

Como citar este discursoDavid B. Haight, “Jesus Cristo É o Nosso Salvador”, Conferência Geral de Abril de 1982, Sunday Afternoon Session (1982-04-01). Pulpit Vault, 1982-04-haight-jesus-is-our-savior. Tradução desta edição, por método de glossário, churchofjesuschrist.org.Pulpit Vault, edição de 23 de setembro de 2026 (commit 4bdc6ac627).