Diretrizes para Levar Adiante a Obra de Deus em Pureza
Spencer W. Kimball
Meus irmãos e irmãs e amigos, mais um mês de abril chegou, e com ele o aniversário de fundação da Igreja, organizada no aniversário de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, que temos celebrado no dia seis de abril. Neste fim de semana, realizamos a 144ª Conferência Geral Anual de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. ¶
Nas últimas três conferências, tivemos como nosso líder o Presidente Harold B. Lee, de quem sentimos muita falta hoje. Ele foi um homem de muitos talentos, de grande força e coragem, e com uma dedicação obstinada a seguir as instruções do Senhor. ¶
Desde 26 de dezembro, temos sentido sua falta. Ele era como um pico elevado em uma poderosa cadeia de montanhas inexpugnáveis. Ele se tornou parte importante da eternidade. ¶
A Irmã Jo M. Shaw escreveu versos em memória dele, e permitam-me citar essas palavras enquanto expresso, humilde mas sinceramente, nosso amor e afeto pelo Presidente Harold B. Lee. Estamos gratos por termos a Irmã Lee conosco hoje. ¶
Em Memória de um Profeta de Deus ¶
Presidente Harold B. Lee ¶
Um profeta morreu, e junto ao seu túmulo ¶
Choravam os santos de Deus. ¶
Nós choramos, e o céu chorou; suas lágrimas ¶
Caíram sobre a relva do inverno. ¶
Alguns viveram e morreram sem nunca saber ¶
O valor de sua palavra, ¶
Porque nunca souberam que ele era ¶
Um profeta do Senhor. ¶
Alguns encontraram seu conforto, de longe, ¶
E nunca viram seu rosto, ¶
Nem tocaram sua mão, nem ouviram sua voz; ¶
Ainda assim, conheceram sua terna graça. ¶
Alguns viveram perto do coração do profeta ¶
E ajoelharam-se com ele em oração; ¶
Familiarizados com um homem nobre, ¶
Conheceram seu bondoso cuidado. ¶
Abençoo o seu nome, porque o conheci! ¶
E conheço! E hei de lembrar ¶
O dia em que chorei, e o céu chorou, ¶
Um triste dia de dezembro. ¶
Não teríamos escolhido que fosse assim, mas agora a única coisa que nos resta fazer é seguir firmemente em frente. ¶
Nas entrevistas coletivas, uma pergunta recorrente nos tem sido feita: “Sr. Presidente, o que o senhor vai fazer agora que tem a liderança da Igreja em suas mãos?” ¶
Minha resposta tem sido que, nos últimos 30 anos, como membro do Conselho dos Doze Apóstolos, tive alguma participação na formulação de políticas e na formação do atual programa extenso, completo e abrangente. Não antevejo mudanças importantes no futuro imediato, mas espero dar maior ênfase a alguns dos programas já estabelecidos. Este é um tempo de consolidar nossos esforços, firmar nossos programas e reafirmar nossas políticas. ¶
Reconhecemos que nosso maior problema é o nosso rápido crescimento. Nosso aumento em número é fenomenal, pois a população dobrou nestes últimos anos. Há trinta anos, contávamos nossos membros em centenas de milhares, e hoje são mais de três milhões. Havia 146 estacas em 1943, quando visitei estacas pela primeira vez, e hoje há cerca de 635 estacas. Havia 38 missões em 1943; hoje há 107. Em 1943 não havia estacas no exterior, e agora há 70. Esse crescimento sem precedentes nos alegra, mas também nos desafia tremendamente. Interessamo-nos por números apenas incidentalmente. Nosso maior desejo é ver que todos os homens obtenham a vida eterna. ¶
O desafio monumental de 1974, portanto, é proporcionar liderança treinada para as unidades de membros que se multiplicam rapidamente e ajudar esses membros a se manterem limpos do mundo em que precisam viver. Que possamos, então, reafirmar alguns assuntos vitais que nos preocupam. ¶
Um deles são nossas obrigações civis. Estamos nos aproximando da época de eleições, quando devemos escolher novamente as pessoas que nos representarão em posições de responsabilidade em nosso governo civil — federal, estadual e municipal. ¶
No início desta dispensação, o Senhor deixou clara a posição que sua igreja restaurada deveria adotar com relação ao governo civil. Na revelação que deu ao Profeta Joseph Smith, ele disse: “E agora, em verdade vos digo com respeito à … lei do país que for constitucional, que apoiar aquele princípio de liberdade na observância de direitos e privilégios, [que ela] pertence a toda a humanidade e é justificável perante mim. ¶
“Portanto, eu, o Senhor, vos justifico … no apoio à lei que é a lei constitucional do país.” (D&C 98:4–6.) ¶
Em harmonia com essa declaração, a Igreja adotou mais tarde, como uma de suas Regras de Fé: “Cremos na submissão a reis, presidentes, governantes, e magistrados; na obediência, honra, e manutenção da lei.” (Regras de Fé 1:12.) ¶
Em 1835, em uma assembleia geral, a Igreja adotou por voto unânime uma “Declaração de Crença a Respeito de Governos e Leis em Geral”, na qual dizia: ¶
Em 1903, o Presidente Joseph F. Smith disse: “A Igreja [como tal] não se envolve em política; seus membros pertencem aos partidos políticos por vontade própria. …” (“The Probable Cause,” Improvement Era, junho de 1903, p. 626.) ¶
E, na conferência de outubro de 1951, a Primeira Presidência disse: ¶
“Uma ameaça à nossa unidade decorre de antagonismos pessoais impróprios desenvolvidos em controvérsias político-partidárias. A Igreja, embora reserve o direito de defender princípios de bom governo fundamentados na equidade, na justiça e na liberdade, na integridade política dos funcionários públicos e na participação ativa de seus membros, e no cumprimento de suas obrigações em assuntos cívicos, não exerce nenhuma restrição sobre a liberdade dos indivíduos de fazerem suas próprias escolhas e filiações … qualquer pessoa que afirme o contrário o faz sem autoridade e sem justificativa nos fatos.” (Presidente Stephen L Richards, Conference Report, outubro de 1951, pp. 114–15.) ¶
Reafirmamos agora essas declarações como expressão da posição atual da Igreja a respeito do governo civil e da política. ¶
Além disso, a fim de cumprir nosso encargo divino de buscar “representantes civis … que administrem a lei com equidade e justiça”, exortamos os membros da Igreja a comparecerem às reuniões de massa de seus respectivos partidos políticos e ali exercerem sua influência. ¶
Todo Santo dos Últimos Dias deve apoiar, honrar e obedecer à lei constitucional do país em que vive. ¶
Junto com nosso crescimento sem precedentes, nosso próximo problema é definitivamente o mundo — não as altas cordilheiras, os amplos vales, os desertos escaldantes e os oceanos profundos, mas o padrão de vida ao qual muitos de nosso povo ajustam suas vidas. ¶
“Não ameis o mundo, nem as coisas que há no mundo”, disse João. “Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. ¶
“Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos, e a soberba da vida, não é do Pai, mas é do mundo.” (1 João 2:15–16.) ¶
A invasão do mundo em nossas vidas é ameaçadora! Como parece difícil para muitos de nós viver no mundo sem ser do mundo. ¶
Por meio de Isaías vem a palavra do Senhor: ¶
“Porque castigarei o mundo por causa da sua maldade, e os ímpios, por causa da sua iniquidade, e farei cessar a arrogância dos atrevidos, e abaterei a soberba dos tiranos.” (Isaías 13:11.) ¶
Quando Satanás levou o Senhor a um monte muito alto, prometeu-lhe: “Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares.” (Mateus 4:9.) ¶
“Tudo isto” eram os antros do vício e as áreas de pecado, de satisfação física e de tentações luxuriosas. ¶
Há muito tempo, o Senhor fez seus planos com grande precisão e os anunciou, dizendo: “Pois eis que esta é minha obra e minha glória: Levar a efeito a imortalidade e vida eterna do homem.” (Moisés 1:39.) ¶
Suas palavras adicionais: “… para que sejais santificados de todo pecado e desfruteis as palavras da vida eterna neste mundo e a vida eterna no mundo vindouro, sim, glória imortal.” (Moisés 6:59.) ¶
Ora, as obras da carne são muitas, como as apresentou Paulo: “… sobrevirão tempos trabalhosos. [Estão sobre nós!] Porque haverá homens amantes de si mesmos, … Sem afeto natural … incontinentes …” (2 Timóteo 3:1–3), “… paixões infames: porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza. E semelhantemente, também os homens, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros … inventores de males …” (Romanos 1:26, 27, 30), ladrões, beberrões, extorsionários. ¶
Esses são alguns dos atos e atividades repugnantes que chamamos de o mundo. ¶
Pouco antes da crucificação, o Senhor suplicou: “Não rogo que os tires do mundo, mas que os livres do mal.” (João 17:15.) ¶
Essa é a oração que continuamente proferimos, e nosso maior esforço é ver que os membros da Igreja sejam santificados por sua retidão. ¶
Essas transgressões repugnantes, Paulo as chamou de “doutrinas de demônios”, e seus autores, de “espíritos sedutores”. (Ver 1 Timóteo 4:1.) Essas distorções da vida normal não mudaram neste século, exceto, possivelmente, por se tornarem mais vis, permissivas, vulgares e degeneradas. ¶
O que estamos dizendo hoje não é doutrina nova, mas tão antiga quanto o dia da criação. ¶
Pode haver alguns que sintam uma inquietação geral por causa das condições do mundo e das sombras crescentes do mal, mas o Senhor disse: “… mas se estiverdes preparados, não temereis” (D&C 38:30), e novamente: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou. … Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.” (João 14:27.) ¶
Vocês vieram aqui em busca de orientação. É o propósito de seus líderes dar essa direção. Enquanto os irmãos falam, vocês sentirão a inspiração de nosso Senhor. O evangelho dá propósito às nossas vidas. Ele é o caminho para a felicidade. ¶
A Irmã Eliza R. Snow escreveu a respeito de nosso Senhor: ¶
“Ele marcou o caminho e nos guiou, ¶
E cada ponto define ¶
A luz, a vida e o dia sem fim ¶
Onde a plena presença de Deus resplandece.” ¶
LDS Hymns, no. 68. ¶
Agora, a família é fundamental. Somos filhos de nosso Pai Celestial, e assim como ele nos ama, nossas almas estão ligadas à nossa posteridade. Toda a moral está entrelaçada na trama e urdidura do evangelho de Cristo. ¶
O caminho iluminado, então, nos conduz a um namoro normal e puro entre jovens e moças, chegando por fim a uma união virtuosa perante um altar, onde um servo de Deus plenamente autorizado sela a união para a eternidade. Os santos hebreus foram devidamente ensinados: “Honrados sejam entre todos o matrimônio e o leito sem mácula: porém aos fornicadores e adúlteros, Deus os julgará.” (Hebreus 13:4.) ¶
E aos que criticam o casamento, o adiam ou o proíbem, Paulo se dirigiu, condenando-os. É geralmente o egoísmo, frio e centrado em si mesmo, que leva as pessoas a fugir da responsabilidade do casamento. Há muitos que falam e escrevem contra o casamento. Até mesmo alguns dos nossos adiam o casamento e argumentam contra ele. A todos os que são enganados por essas “doutrinas de demônios”, exortamos o retorno à normalidade. Conclamamos todas as pessoas a aceitar o casamento normal como base da verdadeira felicidade. O Senhor não deu o sexo ao homem como um brinquedo. Basicamente, o casamento pressupõe uma família. O salmista disse: ¶
“Eis que os filhos são herança do Senhor; e o fruto do ventre, o seu galardão. ¶
“Bem-aventurado o homem que enche deles a sua aljava. …” (Salmos 127:3, 5.) ¶
Certamente quem, propositalmente, se nega a si mesmo a honrosa paternidade ou maternidade é digno de pena, pois a grande alegria da paternidade é fundamental para uma vida normal e plena, e lembramo-nos do mandamento de Deus no princípio: “… Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a. …” (Gênesis 1:28.) ¶
Então o escrivão registra: “E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom. …” (Gênesis 1:31.) ¶
Em nossa dispensação vem a doutrina: “… porque [as virgens] lhe são dadas para multiplicar e encher a Terra, de acordo com [o] mandamento [de Deus], … e para sua exaltação nos mundos eternos, a fim de gerar as almas dos homens; pois nisso se perpetua a obra de meu Pai, para que ele seja glorificado.” (D&C 132:63.) ¶
Deploramos a prevalência de lares desfeitos. Todo homem deve amar sua esposa e cuidar e protegê-la todos os dias de suas vidas, e ela deve amar, honrar e apreciar seu marido; e ouvimos o historiador Moisés citando seu Senhor: “Portanto, deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne.” (Gênesis 2:24.) ¶
Paulo diz: “Vós, mulheres, sujeitai-vos a vosso próprio marido, como ao Senhor. ¶
“Porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo, a cabeça da igreja. … ¶
“Vós, maridos, amai a vossa própria mulher, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela. … ¶
“Assim devem os maridos amar a sua própria mulher, como a seu próprio corpo. Quem ama a sua própria mulher, ama-se a si mesmo. ¶
“Porque nunca ninguém odiou a sua própria carne; antes, a alimenta e sustenta, como também o Senhor, à igreja.” (Efésios 5:22, 23, 25, 28–29.) ¶
Isso é frequentemente mal compreendido, tanto por maridos quanto por esposas. Considerem bem isso, e não contendam nem discutam com seu Pai Celestial. Quando um homem exerce liderança em seu lar como Cristo exerce liderança em sua igreja, pouco mais se pode desejar. ¶
Analisem os divórcios que conhecem, e verão que, com muita frequência, há egoísmo neles. ¶
A maioria dos divórcios é injustificada e decorre de fraqueza e egoísmo, e frequentemente resulta em grande infelicidade para os divorciados, além de dano quase irreparável e frustração para os filhos desfavorecidos, que ficam divididos e perturbados. ¶
Certamente, o egoísmo está próximo de seu ápice quando crianças inocentes precisam sofrer pelos pecados de seus pais. Quase como um disco arranhado, ouvimos dos divorciados que é melhor as crianças crescerem em um lar com um só dos pais do que em um lar de brigas. A resposta a esse argumento especioso é: não precisa haver pais em conflito em lares de brigas. ¶
Alguém examinou uma longa lista de divórcios e constatou que quase todos eles resultaram de egoísmo, em que as pessoas estavam determinadas a receber o máximo possível e dar o mínimo possível. Constatou-se nessa pesquisa que cerca de 90% apontaram como motivo da separação a imoralidade de um ou de ambos os participantes. ¶
A imoralidade é totalmente egoísta. Vocês conseguem pensar em um único elemento altruísta nesse pecado? Assim, se duas boas pessoas descartarem o egoísmo, geralmente poderão ser compatíveis. ¶
Novamente, o aborto é um mal crescente contra o qual falamos. Certamente o terrível pecado do aborto premeditado seria difícil de justificar. É quase inconcebível que um aborto seja cometido para salvar as aparências ou evitar constrangimento, para evitar problemas ou inconveniência, ou para escapar da responsabilidade. Como alguém poderia se submeter a tal operação ou dela participar de qualquer forma, financiando-a ou incentivando-a? Se casos especiais e raros pudessem ser justificados, certamente seriam raros mesmo. Colocamos esse pecado no alto da lista daqueles contra os quais fortemente advertimos o povo. ¶
“O aborto deve ser considerado uma das práticas mais repugnantes e pecaminosas destes dias, quando testemunhamos a assustadora evidência da permissividade que conduz à imoralidade sexual.” (Priesthood Bulletin, fevereiro de 1973, p. 1.) ¶
Quanto às drogas, “… a Igreja tem se oposto consistentemente ao uso impróprio e prejudicial de drogas ou substâncias semelhantes em circunstâncias que resultem em vício, incapacidade física ou mental, ou no rebaixamento dos padrões morais.” Reafirmamos essa declaração categórica. ¶
Depois, na área de um dos males mais destrutivos de Satanás, advertimos fortemente todo o nosso povo, da infância à velhice, para que se acautele das cadeias de escravidão, sofrimento e remorso que vêm do uso impróprio do corpo. ¶
O corpo humano é a morada sagrada do filho espiritual de Deus, e a interferência injustificada ou a profanação desse tabernáculo sagrado só pode trazer remorso e arrependimento. Exortamos: permaneçam limpos, incontaminados, imaculados. ¶
Judas diz: “… nos últimos tempos haveria escarnecedores que andariam segundo as suas ímpias concupiscências.” (Judas 1:18.) ¶
Exortamos, com Pedro: “… que vos abstenhais das concupiscências carnais que combatem contra a alma.” (1 Pedro 2:11.) Nada de exposição indecente ou pornografia, ou outras aberrações que profanem a mente e o espírito. Nada de manuseio de corpos, seja o próprio ou o de outros, e nenhuma relação sexual entre pessoas fora de um relacionamento matrimonial apropriado. Isso é terminantemente proibido por nosso Criador em todos os lugares e em todos os tempos, e nós o reafirmamos. Mesmo dentro do casamento pode haver alguns excessos e distorções. Nenhuma quantidade de racionalização em contrário pode satisfazer um Pai decepcionado nos céus. Nesse sentido, citamos um trecho de um evangelista popular, Billy Graham: ¶
“… A Bíblia celebra o sexo e seu uso adequado, apresentando-o como criado por Deus, ordenado por Deus, abençoado por Deus. Ela deixa claro que o próprio Deus implantou o magnetismo físico entre os sexos por dois motivos: para a propagação da raça humana e para a expressão daquele tipo de amor entre marido e mulher que produz a verdadeira unidade. Seu mandamento ao primeiro homem e à primeira mulher para que fossem ‘uma só carne’ era tão importante quanto seu mandamento de ‘frutificar e multiplicar-se’. ¶
“A Bíblia deixa claro que o mal, quando relacionado ao sexo, não significa o uso de algo intrinsecamente corrupto, mas o mau uso de algo puro e bom. Ela ensina claramente que o sexo pode ser um servo maravilhoso, mas um senhor terrível: que pode ser uma força criativa mais poderosa do que qualquer outra no fomento do amor, do companheirismo e da felicidade, ou pode ser a mais destrutiva de todas as forças da vida.” (Billy Graham, “What the Bible Says About Sex” [O que a Bíblia diz sobre o sexo], Reader’s Digest, maio de 1970, p. 118.) ¶
Reafirmamos mais uma vez nossa posição firme e inalterável contra a impureza sexual em todas as suas várias manifestações. ¶
Agora, nossas mães têm um papel sagrado. O que segue é uma citação parcial da Primeira Presidência da Igreja. Nós a reafirmamos com veemência: ¶
“A maternidade torna-se, assim, um chamado sagrado, uma dedicação sagrada para realizar os planos do Senhor, uma consagração de devoção à criação e ao cuidado, à nutrição do corpo, da mente e do espírito daqueles que guardaram seu primeiro estado e que vêm a esta terra para seu segundo estado, ‘para ver se farão todas as coisas que o Senhor seu Deus lhes ordenar’ (Abraão 3:25.) Conduzi-los a guardar seu segundo estado é a obra da maternidade, e ‘aqueles que guardarem seu segundo estado terão glória acrescentada às suas cabeças para todo o sempre’. ¶
“Esse serviço divino da maternidade só pode ser prestado por mães. Não pode ser repassado a outros. Enfermeiras não podem fazê-lo; berçários públicos não podem fazê-lo; empregados contratados não podem fazê-lo — somente a mãe, auxiliada tanto quanto possível pelas mãos amorosas do pai, dos irmãos e das irmãs, pode dar a plena medida necessária de cuidado vigilante. ¶
“A mãe que confia seu filho aos cuidados de outros, para que ela possa realizar trabalho não maternal, seja por dinheiro, por fama ou por serviço cívico, deve lembrar-se de que ‘o rapaz entregue a si mesmo envergonha a sua mãe’ (Provérbios 29:15.) Em nossos dias, o Senhor disse que, a menos que os pais ensinem seus filhos as doutrinas da Igreja, ‘sobre a cabeça dos pais seja o pecado’ (D&C 68:25.) ¶
“A maternidade está próxima da Divindade. É o mais alto e mais santo serviço que a humanidade pode assumir. Ela coloca aquela que honra esse santo chamado e serviço ao lado dos anjos. A vocês, mães em Israel, dizemos: que Deus as abençoe e proteja, e lhes dê a força e a coragem, a fé e o conhecimento, o santo amor e a consagração ao dever que lhes permitirão cumprir, na mais plena medida, o sagrado chamado que é de vocês. A vocês, mães e futuras mães, dizemos: sejam castas, mantenham-se puras, vivam corretamente, para que sua posteridade, até a última geração, possa chamá-las de bem-aventuradas.” (“Message of the First Presidency,” Deseret News Weekly Church Edition, outubro de 1942, p. 5.) ¶
Este é, então, nosso programa: reafirmar e levar adiante, com ousadia, a obra de Deus em pureza e retidão, e levar esse evangelho de verdade a esse mundo que tanto precisa dessa vida piedosa. ¶
A vida eterna é nossa meta. Ela só pode ser alcançada seguindo o caminho que nosso Senhor traçou para nós. ¶
Sei que isso é verdadeiro e correto. Amo nosso Pai Celestial e amo seu Filho, e tenho orgulho de ser, ainda que um vaso fraco, instrumento para levar adiante a grande obra eterna deles. Testifico humilde e sinceramente tudo isso em nome de Jesus Cristo. Amém. ¶