Meus queridos irmãos e irmãs, eu sou…
Robert L. Simpson
• Meus queridos irmãos e irmãs: sou grato a meu Pai Celestial por esta oportunidade. Quero que cada um de vocês saiba da força que sentimos em sua presença. Tenho certeza de que vocês vêm à conferência para receber, mas quero prometer-lhes que também dão ao virem à conferência geral, pois somos os beneficiários dessa dádiva. Ao olharmos para vocês e sentirmos sua união, sua força e sua fé combinada, sentimo-nos edificados e mais capazes de cumprir nossas designações. Sem esse sentimento, não conseguiríamos fazê-lo, eu lhes prometo. ¶
A Paternidade de Deus
Posso prestar-lhes meu testemunho de que sei que Deus vive. Sei disso tão certamente quanto estou aqui, e sei que Jesus é o Cristo e que Joseph Fielding Smith é um profeta de Deus. ¶
E, por ser profeta, as coisas que ele diz são verdadeiras. Ontem mesmo ele fez dois grandes discursos, e uma das coisas que disse de que sempre me lembrarei, pois foi algo que me ensinaram quando eu era criança, aos joelhos de minha mãe, foi: “Deus é nosso Pai, e nós somos Seus filhos”. ¶
Oh, se o mundo, três bilhões de pessoas, pudesse ouvir um profeta de Deus e ter esse pensamento firme, esse conceito básico e fundamental, como âncora para sua vida. ¶
Não muito tempo atrás, uma professora, ansiosa por conseguir alguma participação de sua turma de terceira série no assunto do progresso moderno, fez a seus pequenos uma pergunta simples: ¶
“Alguém aqui pode mencionar uma coisa importante neste mundo que não existia há dez anos?” Depois de alguns momentos pensando, um menino de oito anos, ansioso e confiante, perto do fundo da sala, levantou a mão. Sua resposta: ¶
“Sim — eu.” Por mais humorístico que esse incidente possa parecer superficialmente, tenho certeza de que o Pai Celestial sorriu aprovando a resposta do menino, uma resposta dada com toda seriedade. ¶
Relação de Pai para Filho
Esse rapaz, em minha mente, é um Davi dos tempos modernos, pois foi ele quem declarou séculos atrás: ¶
“Quando vejo os teus céus, obra dos teus dedos, a lua e as estrelas que firmaste, “Que é o homem mortal, para que te lembres dele? E o filho do homem, para que o visites? ¶
“Pois pouco o fizeste menor do que os anjos, e de glória e de honra o coroaste. ¶
“Fazes com que ele tenha domínio sobre as obras das tuas mãos; tudo puseste debaixo de seus pés:” (Salmos ¶
8:3-6.) Se o mundo pudesse apenas aprender e sentir esse conceito básico de Deus para o homem, da relação de pai para filho, muitas de nossas frustrações e contendas mortais poderiam ser grandemente diminuídas. ¶
Há apenas alguns dias, na conferência da Primária, fomos novamente lembrados pelas criancinhas: “Sou um filho de Deus, e Ele me enviou aqui”. ¶
Essa é uma doutrina básica, e toda a humanidade precisa acreditar nela. ¶
Relações Familiares Básicas
Parecemos tão inclinados a esquecer que há certos relacionamentos básicos e fundamentais dentro da família humana que não mudam à medida que a cena passa de um lado do véu para o outro. Um desses conceitos, em minha opinião, é o direito que toda criança tem de comunicar-se com seu pai, mortal e celestial, e de obter dele ajuda. Cada um de nós tem dois pais — um pai espiritual e um pai terreno. Além disso, também me ensinaram que todo pai tem o direito e a capacidade de conhecer e preocupar-se com o bem-estar de seus filhos. É uma responsabilidade e um direito eternos compartilhados pelo pai de seu corpo físico e pelo pai de seu espírito. ¶
Deus Conhece Sua Posteridade
Por que devemos limitar continuamente Deus, nosso Pai Eterno, e Suas capacidades por nossas próprias incapacidades mortais, imaturidades e restrições físicas, ligadas à Terra? Aquele que tem a capacidade de criar mundos e gerar bilhões de filhos deveria ter negado o direito de conhecer Sua posteridade? Claro que não. ¶
Todo pai tem esse privilégio. Pensar de outro modo é incompatível com tudo o que consideramos básico e fundamental na vida — a vida aqui, a vida antes e a vida futura. ¶
Posso ser ousado o bastante para sugerir que seu Pai Celestial o conhece pessoalmente e pode chamá-lo pelo nome — sim, você, mais três bilhões de outros filhos que compartilham este mundo com você. E você pode acrescentar a esse círculo familiar os bilhões e bilhões que viveram e morreram desde o Pai Adão. ¶
Esse pensamento em si é reconhecidamente quase além da compreensão do entendimento mortal, mas, por favor, não limitemos de modo algum o Criador do céu e da Terra, pois Seus poderes são ilimitados, e o conceito básico deve sustentar que um pai conhece seus filhos. ¶
A Oração É Ouvida
Quando um filho de Deus se ajoelha para orar, essa pessoa deve acreditar implicitamente que sua oração está sendo ouvida por Aquele a quem ela é dirigida. A ideia de que nosso Pai Celestial esteja ocupado demais ou de que nossa mensagem seja gravada por computadores celestiais para possível consideração futura é impensável e incompatível com tudo o que Seus santos profetas nos ensinaram. ¶
Foi emocionante ouvir recentemente um pai contar esta história sobre seu filho de três anos, quando se ajoelhavam junto ao berço da maneira habitual para que o pequeno fizesse sua simples oração antes de dormir. Olhos fechados — cabeças inclinadas — passaram-se segundos, e nenhuma palavra era proferida pela criança. Justamente quando papai ia abrir os olhos para verificar a longa demora, o pequeno Tommy já estava de pé e subindo na cama. “E suas orações?” ¶
perguntou papai. “Eu fiz minhas orações”, veio a resposta. “Mas, filho, papai não ouviu você.” Então veio a clássica declaração da criança: “Mas, papai, eu não estava falando com você”. ¶
A Comunicação Não É Vã
Até mesmo crianças de três anos têm, de tempos em tempos, assuntos pessoais e particulares para discutir com o Pai Celestial. Mas o mais importante de tudo é a fé implícita de que a comunicação não é vã. Cada palavra encontra seu caminho até um Pai que não está ocupado demais, um Pai que tem a capacidade de ouvir, julgar e agir em nosso benefício. Essa deve ser a fé pessoal de todos nós, independentemente de nossa idade, de nossa posição na vida, de quanto tempo tenha passado ou de quão grave possa ser a confiança. ¶
“Pois eis que esta é minha obra e minha glória: Levar a efeito a imortalidade e vida eterna do homem.” (Moisés 1:39.) Todo o Seu propósito e plano estão envolvidos em nosso sucesso. É natural que um pai deseje sucesso para sua posteridade. Um filho ou filha deve querer agradar a seus pais e ajudar a garantir um relacionamento eterno com eles. ¶
A Videira e os Ramos
“Que é o homem mortal, para que te lembres dele?” Um amoroso Pai Celestial, preocupado com o bem-estar de Seu filho, muito bem poderia responder: “Ora, você é meu filho, você é minha filha. Eu o amo muito. Ouço atentamente todos os dias, esperando ouvir você. Quero que um dia você volte para onde pertence. Por favor, compartilhe comigo seus pensamentos mais íntimos, suas esperanças, sim, e particularmente seus problemas. Sei que posso ajudar, mas ouça atentamente, filho — não feche a porta quando eu lhe der a resposta. Preciso muito de você, assim como você precisa de mim”. E suponho que um clímax apropriado para tais comentários que um amoroso Pai Celestial poderia conceber dizer a qualquer um de Seus filhos poderia muito bem ser expresso na mesma linguagem que o Salvador usou ao falar ternamente por intermédio de João: ¶
“Eu sou a videira, vós, os ramos; ¶
quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; ¶
porque sem mim nada podeis fazer. ¶
“Se vós estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito.” (João 15:5, 7.) Que promessa! ¶
Somos filhos de Deus. Ele é nosso Pai de fato. Que reverenciemos esse relacionamento. Sem esse elevado conceito como fundamento de nossa vida, nossas possibilidades de felicidade temporal e verdadeiro sucesso são extremamente limitadas; nossa possibilidade de alegria eterna e exaltação é inexistente. Mas, com ele em foco nítido e significativo diariamente, estaremos mais aptos a compreender e concretizar a grande declaração de que “os homens existem para que tenham alegria”. (2 Néfi ¶
2:25.) Oro em nome de Jesus Cristo. Amém. ¶