Pulpit

Meus Irmãos e Irmãs Vistos e Não Vistos...

Ezra Taft Benson

Conferência Geral de Outubro de 1969·Second Day Morning Meeting·1969-10-04

• Meus irmãos e irmãs, vistos e não vistos, forças ímpias ameaçam a nós, do mundo livre. Meu texto é a oportuna admoestação de Paulo:

“Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo.

“Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas sim contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste mundo, contra as hostes espirituais da maldade nos lugares celestiais.” (Efésios 6:11-12.) Um profeta dos últimos dias disse: “. . .

quando atos e planos são manifestamente contrários à palavra revelada do Senhor, sentimo-nos justificados em advertir as pessoas contra eles. Podemos ser caridosos e tolerantes para com o pecador, mas devemos condenar o pecado. . . .” (David O. McKay, citado em Statements on Communism and the Constitution of the United States [Deseret Book, 1964].)

Temor pelo Mundo Livre

As correspondências e a palavra impressa que cruzam diariamente minha mesa proclamam a profunda preocupação e o medo angustiante das pessoas alertas, especialmente dos pais preocupados, em minha própria nação e em outras nações cristãs — temor pelo futuro da América e do mundo livre, temor de que possamos perder tudo o que nos é querido, e em breve.

Embora a maioria dos americanos continue a desfrutar de sua confortável complacência, permanece o fato de que o modo de vida americano, com seu alicerce espiritual, está sob poderoso ataque.

A conspiração comunista mundial e ímpia espera em breve tomar os Estados Unidos. Com o apoio ativo de cerca de 150 frentes e grupos infiltrados comunistas conhecidos ou suspeitos, identificados pelo FBI (Human Events, 20 de setembro de 1969); com quase metade dos corpos estudantis das faculdades e universidades da América tendo, segundo se informou, eleito presidentes que apoiam a revolução; com atos de traição contra os Estados Unidos cometidos diariamente em toda a nação, e leis sobre traição e sedição destruídas por decisões da Suprema Corte; com tumultos em 125 cidades no período de cinco dias, 2.600 edifícios queimados e 713 deles na capital da nação; com revoluções interrompendo as atividades de 200 faculdades e universidades desde o Natal; com os Vermelhos ordenando à Nova Esquerda que “feche 100 universidades em 1970”; e com a constante ajuda de esquerdistas, ingênuos, simpatizantes e cidadãos complacentes, a conspiração está agora avançando para o que eles afirmam ser os estágios finais de uma “tomada revolucionária” em todo o país. (The National Program Letter; Dr. McBirnie's Newsletter, ambos de outubro de 1969.)

Alguns dos alvos mais proeminentes, agora sob fogo devastador nessa guerra contra nós, são os Dez Mandamentos, o Sermão da Montanha, a Constituição dos Estados Unidos, a instituição da propriedade privada e os conceitos básicos do evangelho de Jesus Cristo.

Certamente este é um tempo em que os povos da América e de todo o mundo livre poderiam muito bem considerar o importante assunto da responsabilidade da cidadania e, mais importante ainda, da filiação às igrejas do mundo livre.

Males Insidiosos e Generalizados

Hoje enfrentamos males insidiosos e devastadores que estão disseminados. Visando especialmente à destruição da América — o último grande bastião da liberdade —, com ênfase em nossa juventude, os males estão por toda parte, patrocinados, promovidos e dirigidos pela conspiração comunista, por simpatizantes e por ingênuos. Nunca o mal foi apresentado em uma variedade tão grande de formas atraentes. Enfrentamos uma revolução muito perigosa na América, e ela está agora em curso. Segundo o FBI, ela é “bem planejada, bem financiada e bem armada”. Como cidadãos da maior nação do mundo, enfrentamos uma crise mortalmente séria. Temos de combater essas forças malignas em todas as frentes, agora. Qualquer demora será desastrosa. “Devemos iniciar a agressão contra o mal. O tempo da procrastinação e da permissividade já passou há muito.”

Esses males atrozes e destrutivos são agora revelados em nossa música, em nossa arte, na perversão sexual e na assim chamada educação sexual nas escolas, no treinamento destrutivo de sensibilidade — uma poderosa forma de lavagem cerebral pavloviana, usada pelos comunistas em militares americanos capturados na Coreia e por Hitler na Alemanha nazista.

Esses males são proeminentes na promoção de drogas — LSD, maconha e uma infinidade de outras — em importantes revistas e publicações clandestinas para jovens; em programas de televisão, cinema e rádio; na literatura pornográfica; em livros de bolso moralmente destrutivos disponíveis a todos nas bancas de jornais; e em organizações antiamericanas orientadas pelo comunismo, tais como a SDS (Students for a Democratic Society).

Essas forças diabólicas, “geralmente lideradas por mentes sujas em corpos sujos”, parecem estar por toda parte. Estão espalhando-se por todos os segmentos de nossa vida social, econômica e religiosa — tudo visando à destruição de uma geração inteira de nossa escolhida juventude, em preparação para a tomada comunista.

Os comunistas ímpios declararam: “Vamos destruir o caráter moral de uma geração de jovens americanos e, quando tivermos terminado, vocês não terão nada com que realmente se defender de nós.”

Necessidade de Ação Corajosa

Nós, como adultos, podemos fechar os olhos a eles e esconder a cabeça na areia, esperando que desapareçam; mas esses males estão aqui, próximos, agindo insidiosa e destrutivamente, dia após dia, hora após hora, sem cessar. Os pais que abandonaram suas responsabilidades de treinar e orientar os filhos despertarão e agirão antes que seja tarde demais?

Podemos clamar: “coexistência pacífica”,

mas não existe tal coisa com o diabo e seus emissários. Estamos em guerra — não uma guerra fria, mas uma guerra ardente, abrasadora e quente, a mais séria guerra na memória do homem. Temos de vencer essa guerra agora. Os pais se mobilizarão antes que seja tarde demais? Nossos líderes políticos realmente despertarão para o perigo? Virá uma ação corajosa antes que a destruição caia? Nós, como cidadãos, nos reuniremos em oração e ação em torno de uma liderança corajosa?

Verdades Eternas

O mundo cristão — o verdadeiro mundo cristão — sabe que há certas verdades eternas, princípios que nunca mudam. Jesus Cristo é verdadeiramente “o caminho, e a verdade, e a vida”. Os Dez Mandamentos são verdadeiros.

Eles formam um código de conduta permanentemente obrigatório, que o homem não pode violar sem causar danos drásticos tanto ao seu bem-estar material quanto espiritual. Sabemos que Deus não está morto — que Ele nos observa —, embora um dos astronautas russos tenha gracejado: “Estivemos por todo o ‘céu’ e não vimos nenhum sinal de Deus.”

Sim, forças ímpias ameaçam nossa grande civilização. Essas forças ímpias estão forjando uma união entre o Estado e o ateísmo. Cito, em substância, o conhecido advogado constitucional Dean Clarence E. Manion (ver Manion Forum Broadcast 747, 26 de janeiro de 1969):

Louvor dos Astronautas a Deus

Podeis nomear os três reis que vieram do Oriente trazendo presentes para o Menino Jesus? São Mateus chamou-os de os Três Reis Magos do Ano Um d.C. Há poucos meses, uma revista nacional chamou os astronautas da Apollo 8 de os Três Homens do Ano de 1968.

Mas, seja qual for o nome pelo qual são chamados, esses seis homens famosos estão agora para sempre unidos através dos séculos por sua colorida execução do mesmo elevado propósito. Todos eles seguiram suas estrelas desde o fim de sua terra para louvar e glorificar a Deus.

O milagre para os homens de São Mateus foi a infalível precisão da Estrela de Belém, que os guiou ao seu destino divino. A maravilha do mundo em 1968 foi a aparente fé, sabedoria, humildade e, por último, mas não menos importante, a coragem moral comuns ao Coronel Borman, ao Capitão Lovell e ao Major Anders, que, no dia de Natal, no ápice da mais longa e perigosa viagem da história até então, louvaram e agradeceram a Deus, o Criador do céu e da Terra, e imploraram Sua bênção sobre todos os três bilhões de ouvintes deste mundo.

Quando todos os fatos, números e conclusões da primeira incrível viagem à lua forem finalmente avaliados e informatizados, esse ato público de fé e adoração religiosa, não programado e sem precedentes, será considerado, como o nome de Abou Ben Adhem, à frente de todos os demais por todos os anos vindouros. Sem as bênçãos do Senhor, tudo isso seria inteiramente impossível.

Guerra Contra a Religião

Esses ateus declarados, que confiaram com segurança na ciência para destronar e eclipsar o Deus Todo-Poderoso, já estão, naturalmente, fazendo o máximo que podem para apagar toda referência à oração em sua recapitulação e avaliação da Apollo 8. Os comunistas que a monitoravam em Moscou decidiram sabiamente ignorá-la. Mas alguns outros são incapazes de conter sua indignação e provavelmente voltaram à Suprema Corte dos Estados Unidos buscando o mesmo tipo de proibição contra a glorificação pública de Deus nos céus que têm mantido com tanto êxito aqui na Terra.

Os juízes podem ou não acolher essa nova oportunidade de reforçar sua estranha nova doutrina de neutralidade na estranha guerra que está sendo travada contra Deus e a religião. Sem dúvida, a decisão final da Corte será influenciada pelo que acontecer, nesse ínterim, com a atitude do povo americano. Pois a verdadeira questão agora é esta: Por quanto mais tempo o povo americano — todo o mundo cristão — continuará a tolerar a surra sádica que a religião vem recebendo neste país e em outros lugares nos últimos 25 anos?

Estratégia das Forças Ímpias

Reconhecendo francamente que as forças ímpias neste país sempre foram esmagadoramente superadas em número pelos fiéis, o primeiro princípio de trabalho dos estrategistas anti-Deus tem sido agir insidiosamente e sempre com cuidado, para evitar qualquer coisa que se assemelhe a um ataque direto ou a um confronto frontal com seus oponentes.

Assim, ao lançarem sua campanha contra Deus, os atacantes passaram primeiro a ignorá-Lo na imprensa secular; segundo, a humanizá-Lo nas igrejas; terceiro, a golpeá-Lo com ridículo nos campi; e, finalmente, a induzir os tribunais a impor neutralidade governamental oficial em todas as controvérsias litigadas a respeito de Deus e da religião.

Do ponto de vista prático, naturalmente, essas decisões estabelecem uma união entre o Estado e o ateísmo. A realização desse último objetivo tirou a oração das escolas públicas; e, se e quando a conclusão judicial for estendida aos seus limites lógicos, ela abolirá a isenção tributária das propriedades das igrejas, eliminará os capelães das forças armadas, removerá de nossas moedas o lema “In God We Trust” e exigirá grande cirurgia em nossa saudação oficial à bandeira.

Devemos compreender que as decisões contrárias à oração são simplesmente um culminar enganoso da ampla campanha contra Deus e a religião que vem sendo sustentada aqui neste país e em muitas outras nações há mais de três décadas.

Reconhecimento da Rússia

Ela começou ousadamente aqui em 1933 (16 de novembro), quando os Estados Unidos anunciaram nosso reconhecimento diplomático da Rússia Soviética ateísta. Durante 15 anos, os Estados Unidos haviam recusado reconhecer os comunistas ímpios de Moscou, pelas razões publicadas extensamente em 1920 por Bainbridge Colby, Secretário de Estado na administração do Presidente Woodrow Wilson. Ao concluir sua longa carta de documentação e explicação, Colby disse: “Não pode haver terreno comum sobre o qual o Governo dos Estados Unidos possa permanecer com uma potência cujas concepções são tão inteiramente alheias às nossas, tão totalmente repugnantes ao nosso senso moral.”

Esse reconhecimento, juntamente com o abandono da inspirada Doutrina Monroe, deu aos ateus Vermelhos um grande santuário diplomático para a coordenação e direção de seus espiões e sabotadores propagandistas. Estes prontamente se infiltraram em todos os ramos de nosso governo federal e, mais tarde, em todos os segmentos de nossa economia e, mais recentemente, estabeleceram uma base ímpia a 90 milhas de nossas costas. Nosso reconhecimento rompeu o gelo da resistência americana à aceitação dos gângsteres do Kremlin na comunidade internacional como governo legítimo e, assim, fortaleceu seu punho de ferro sobre o povo torturado da Rússia e de seus satélites.

Obras do Ateísmo

A julgar por suas obras desmoralizadas, o ateísmo agora deixou de avançar neste país simplesmente porque já chegou. Não apenas retoricamente, mas de fato — nosso país está em uma confusão ímpia.

As ruas das cidades são aterrorizadas pelo crime; nossos maiores e mais caros campi são paralisados pelo niilismo e pela anarquia; com licença especial da Suprema Corte, os teatros apresentam ousadamente perversão sexual e as bancas de jornais estão carregadas de pornografia pesada.

Comissões investigativas de grande nome nos contaram tudo sobre tumultos, crime, progresso e pobreza, mas sempre em termos materialistas de dinheiro, moradia, empregos em serviços sociais e controle de natalidade — sem uma palavra sobre as possibilidades de autocontrole moral pessoal.

E nossas igrejas? Ouvistes a história surpreendente do que o ateísmo científico fez à religião institucional nos Estados Unidos e em outros lugares.

A Crença da América em Deus

Mas, se o ateísmo tomou conta, então quem são e onde estão os ateus? Foi mera coincidência, naturalmente, que, no dia seguinte ao de os astronautas de 1968 nos darem sua inspiradora oração da lua, a pesquisa Gallup informou que 98 por cento do povo americano acredita em Deus. Fantástico? De modo algum.

Quantos ateus declarados conheceis pessoalmente?

A Gallup também descobriu que 65 por cento de nós acreditam no inferno e 60 por cento de todos os americanos acreditam no diabo. Agora, apenas uma palavra a esta grande maioria que acredita no diabo. Quem, em vossa opinião, arquitetou essa trágica transformação da mente americana oficial e dominante? O diabo?

Por meio da falsificação comunista de Satanás do evangelho? Então, por que não o dizemos todos?

Agora, aos 98 por cento de nós que acreditamos em Deus: Bem, os astronautas fizeram algo grande a respeito disso. Agora, fareis algo pequeno a respeito disso quando tiverdes vossa próxima audiência cativa, por menor que seja?

O ateísmo organizado, que representa apenas dois por cento de nossa população, contaminou — e ainda está contaminando — todo o curso da vida americana, da vida cristã em toda parte. Neste país hoje, uma cauda de dois por cento abana o grande cão de 98 por cento. Nunca em toda a história tantos foram enganados por tão poucos.

Começar a Trabalhar e Orar

Durante anos, todos ficamos obcecados com as iniquidades da Suprema Corte. A maneira de fazer algo a respeito da Suprema Corte é que os 98 por cento de nós nos tornemos obcecados com a bondade onipotente do Ser Supremo. O que supondes que aconteceria em todo ramo de nosso governo se os 98 por cento de nós parássemos de reclamar e começássemos a trabalhar e orar?

Nós, americanos, completamos quase um ano com uma nova administração nacional nos Estados Unidos. O mundo está observando. Talvez agora seja o tempo de retornar aos conceitos eternos básicos, de louvar o Senhor enquanto continuamos a trabalhar arduamente no Congresso, no Presidente e na Suprema Corte.

Outras nações poderiam muito bem seguir um padrão semelhante de preocupação.

Como americanos — como membros da comunidade cristã mundial — podemos derrotar as forças ímpias e ateístas que nos ameaçam. Sim, com a ajuda do Deus Todo-Poderoso podemos — devemos — vencer a guerra contra as forças malignas que parecem quase nos subjugar. As verdades eternas reveladas por Deus, por meio de Seus profetas inspirados, não mudaram nem mudarão.

“Revesti[-vos] de toda a armadura de Deus, para que [possais] estar firmes contra as astutas ciladas do diabo.” Não há outro caminho de segurança.

Deus não está morto. Ele vive, pois apareceu — juntamente com Seu Amado Filho Jesus Cristo — em nossos dias. Isto eu sei, assim como sei que vivo, e presto este humilde testemunho em nome de Jesus Cristo. Amém.

Como citar este discursoEzra Taft Benson, “Meus Irmãos e Irmãs Vistos e Não Vistos...”, Conferência Geral de Outubro de 1969, Second Day Morning Meeting (1969-10-04). Pulpit Vault, 1969-10-benson-my-brethren-and-sisters-seen-and-unseen. Tradução desta edição, por método de glossário, archive.org.Pulpit Vault, edição de 23 de setembro de 2026 (commit 4bdc6ac627).