Pulpit

We Latterday Saints Believe The Bible To...

Mark E. Petersen

1962 October General Conference·Second Day Morning Meeting·1962-10-06

Nós, Santos dos Últimos Dias, cremos que a Bíblia é a palavra de Deus. É um registro fiel dos tratos do Senhor com os homens ao longo das eras. Mostra que o Senhor deseja que a humanidade o adore de modo inteligente, não como um ser incompreensível, mas como seu amoroso Pai Celestial.

Para realizar isso, Deus revelou-se aos homens de tempos em tempos, para que pudessem vê-lo, ouvi-lo e conhecê-lo. Ele se revelou pessoalmente, aparecendo de fato a seus profetas, e falou com eles face a face, assim como um homem "fala com seu amigo". (Ver Êxodo 33:11.) Estas aparições de Deus ao homem, e com isto quero dizer visitações pessoais, pois é isto o que a Bíblia descreve, ocorreram periodicamente ao longo das gerações do passado. O Senhor não se contentou em dar uma única e exclusiva revelação poderosa de si mesmo para servir de fundamento à fé por todo o tempo vindouro. Ele sabia que os homens são mutáveis, muitas vezes desviando-se por caminhos secundários e proibidos, e que um lembrete constante é necessário para mantê-los no caminho certo.

A Bíblia mostra o quão verdadeiro é isso, pois, ainda que o Senhor tenha aparecido repetidas vezes na antiguidade, o povo continuava a desviar-se para outras religiões, por vezes caindo no que parecia ser completa apostasia da verdade, chegando a erguer deuses falsos de sua própria criação.

Mas o Senhor amava seus filhos e desejava salvá-los. Ele sabia que não poderiam ser salvos na ignorância nem nas falsas religiões de seus contemporâneos. Somente a verdade poderia salvar. Assim, para trazê-los de volta à linha à medida que se desviavam, ele repetidamente dava novas revelações de si mesmo, restaurando o verdadeiro conhecimento da natureza de Deus e apontando o caminho correto da salvação.

Ao revelar-se a seus profetas viventes, ele mostrava ao povo a diferença entre seus próprios deuses falsos e o Deus verdadeiro e vivo.

Isto se tornou um padrão para ele, como é mostrado tão claramente nas escrituras. É um padrão bem definido, a saber: que, à medida que os homens se afastavam e perdiam a verdade, Deus, por sua vez, restaurava-lhes novamente sua verdade por meio de novas revelações de si mesmo.

Há apenas uma maneira de combater o erro, e essa é com a verdade. Se os homens perdiam a verdade, só poderiam encontrá-la recebendo-a novamente do Senhor, e isso implicaria em nova revelação dos céus.

Como tal revelação era necessária no passado, Deus a dava, e quando não havia profeta na Terra para receber sua revelação por causa da apostasia do povo, ele levantava novos profetas, falava por meio deles e lhes aparecia pessoalmente, restaurando assim o conhecimento de sua verdadeira natureza, para que os homens pudessem adorá-lo de modo inteligente em espírito e em verdade.

Apontemos alguns exemplos bíblicos do que dizemos. Deus andou e falou com Adão e Eva. Eles sabiam como ele era, e receberam mandamentos dele, mas muitos de seus descendentes não foram fiéis à fé. Na época de Noé, toda a humanidade estava apóstata e, como resultado, foi destruída no dilúvio, todos exceto Noé e sua família. Deus levantou Noé como profeta e falou tanto com ele quanto com seus filhos, revelando-se a eles.

Portanto, eles conheciam a Deus e o adoravam em consequência de terem obtido esse conhecimento.

Certamente, como disse Jesus, esta é a vida eterna: "que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, . . ." (Ver João 17:3.) Noé e sua família conheciam o Senhor, mas, com o passar do tempo, seus descendentes se desviaram até os dias de Abraão, quando havia muita maldade na Terra. Mas o Senhor seguiu seu padrão, e, à medida que os homens se afastavam da verdade, ele se revelou a eles novamente, desta vez a Abraão, com quem falou pessoalmente, e depois a Isaque e a Jacó.

Mas os crentes eram poucos naquele tempo. Quando Jacó levou sua família ao Egito para escapar da fome, toda a casa de Israel contava apenas setenta pessoas. No Egito, os israelitas multiplicaram-se e tornaram-se numerosos. Então a tragédia veio novamente. Eles abandonaram os ensinamentos de seus pais e começaram a adorar como os egípcios, que eram idólatras. Envolveram-se tanto que, mais tarde, fizeram um bezerro de ouro próprio e o adoraram.

O Senhor decidiu tirar seu povo do Egito e restaurar-lhe a verdade. Isso implicaria em outra nova revelação, mas a quem ele se revelaria? Ao Faraó em seu trono? Aos duvidosos anciãos de Israel?

Ele manteve seu padrão e levantou um homem incorrupto para tornar-se seu profeta — um pastor cujo nome era Moisés. A ele falou. A ele apareceu. A ele deu poder para tirar os filhos de Israel do Egito.

Quando chegaram ao Sinai, Deus desceu sobre o Monte e falou novamente face a face com Moisés. Setenta dos anciãos de Israel subiram ao Monte com Moisés, e ali viram o Deus de Israel, e "não estendeu ele a sua mão sobre eles", diz a escritura, mas "viram a Deus, e comeram e beberam". (Ver Êxodo 24:9-10.) Aqueles setenta anciãos com Moisés estavam agora qualificados para pregar ao povo e testificar da verdadeira natureza da Divindade, pois eles mesmos o haviam visto, estado com ele e ouvido sua voz.

Por um tempo, o povo foi fiel após esta nova revelação, mas então a maldade veio entre eles. A dúvida retornou, muitos se desviaram para as religiões proibidas de seus vizinhos, e a apostasia recaiu sobre eles como povo.

Lembrai-vos das dificuldades de Elias, o profeta, com o iníquo Rei Acabe, que desviou toda a sua nação? Lembrai-vos da influência de Jezabel, e recordai-vos dos problemas que enfrentaram Eliseu e Isaías?

Nos dias de Jeremias, a apostasia era tão grande que este profeta foi lançado em um calabouço. Quando João Batista ministrou entre o povo, estava este tão desviado que ele os chamou de geração de víboras.

Então veio o ministério do Salvador. Ele foi uma manifestação da verdadeira natureza de Deus. Disse ao povo que se assemelhava ao Pai. Paulo disse que Jesus era a expressa imagem da pessoa do Pai.

Mas ele também estava à semelhança de outros homens ao seu redor — seus discípulos e outros. Era tão parecido com eles que seus crucificadores não conseguiam identificá-lo em uma multidão. Tiveram de subornar Judas para apontá-lo com o beijo de um traidor, para que não prendessem o homem errado. Este era todo o propósito da traição.

Mas Jesus também estava na expressa imagem da pessoa de Deus, de modo que, por seu ministério físico entre eles, o povo aprendia a respeito da natureza de seu Pai eterno nos céus.

Muitos o seguiram. Em uma ocasião, havia uma multidão de cinco mil; em outra, quatro mil. Mas, mesmo em seus próprios dias, veio um afastamento, conforme registrado no sexto capítulo de João. Quando Jesus pregou doutrina contrária às crenças tradicionais, muitos se afastaram.

João escreveu a respeito disso, dizendo: "Desde então muitos dos seus discípulos tornaram para trás, e já não andavam com ele.

"Então disse Jesus aos doze: Quereis vós também retirar-vos?

"Respondeu-lhe, pois, Simão Pedro: Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna." (João 6:66-68.) Quão infeliz para aqueles que não conseguiram suportar a verdadeira doutrina. Afastaram-se, preferindo suas próprias trevas à luz de Cristo.

No tempo de sua crucificação, seus fiéis seguidores estavam dispersos. Após sua ressurreição e ascensão ao céu, os santos se reuniram para retomar sua obra no dia de Pentecostes, mas quantos vieram? Apenas 120 almas. Isso é tudo, segundo as escrituras. De fato, havia ocorrido um afastamento.

Mas agora veio outra revelação. O Espírito Santo desceu sobre eles com grande poder. Retomaram seu ministério, e milhares se uniram à Igreja.

Mas a perseguição surgiu em sua forma mais severa. Muitos morreram como mártires. Os apóstolos perderam a vida. O erro então se infiltrou. Filósofos da Grécia aumentaram a dificuldade ao teorizarem sobre as doutrinas antes simples de Cristo. Desenvolveram-se disputas entre os membros da Igreja. As diferenças se multiplicaram. Um historiador diz que, cem anos depois de Cristo, havia trinta seitas cristãs diferentes.

Isso tem continuado até os nossos dias, quando as várias denominações da cristandade chegam às centenas.

Têm muitos credos diferentes e interpretações e visões marcadamente contrastantes a respeito da natureza de Deus.

Mas pode um mal-entendido da verdade trazer a salvação? O Salvador ensinou que há apenas um caminho estreito e apertado. Um de seus grandes discípulos escreveu: "Um só Senhor, uma só fé, um só batismo, . . ." (Efésios 4:5.) As condições hoje são muito parecidas com as da antiguidade, mas, nos tempos antigos, quando chegavam a este ponto, Deus esclarecia as questões dando uma nova revelação de si mesmo, chegando mesmo a levantar novos profetas por meio dos quais falar.

Faria ele isso nos tempos modernos?

São as pessoas modernas tão preciosas aos olhos de Deus quanto os homens e as mulheres da antiguidade? Faria ele repetidos esforços para salvar seu povo antigo em seus tempos de confusão e não faria o mesmo por seus filhos modernos?

Deus é o mesmo hoje que ontem.

Ele fará tanto pelos homens modernos quanto fez pelos povos antigos. Mas isso significa uma revelação moderna de si mesmo? Os homens modernos aceitariam tal revelação?

Novamente a Bíblia aponta o caminho. Ela não apenas enfatiza que ocorreria um afastamento, como também diz que, nos últimos dias, Deus de fato se revelaria novamente, desta vez a homens modernos, para restaurar a verdade e salvar seu povo.

Mas a quem ele apareceria? A reis ou potentados?

Assim como nos dias de Moisés, também em nossos dias, ele levantaria um novo profeta antes desconhecido do homem. Este Profeta moderno foi Joseph Smith. Assim como Deus apareceu a Moisés, também apareceu a Joseph Smith, e com o mesmo propósito — restaurar o verdadeiro conhecimento de Deus, para que a humanidade pudesse adorar o Senhor de modo inteligente.

E isto se cumpriu? Sim, cumpriu-se.

Foi assim que aconteceu. No oeste do Estado de Nova York, estavam sendo realizados avivamentos religiosos. Uma fé dizia: "Aqui está o Cristo." Outra: "Não, aqui está o Cristo."

A confusão se espalhou. No lar de Joseph Smith havia profunda preocupação.

A família desejava saber qual igreja era a verdadeira, para que pudessem filiar-se a ela. Alguns se inclinavam para uma, outros para outra. O sério e ponderado rapaz Joseph Smith pesquisou a Bíblia.

Nela, encontrou os escritos de Tiago, que dizia: "E se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, . . ." (Tiago 1:5.) Isto ele decidiu fazer. Indo a um pequeno bosque de árvores perto da fazenda de seu pai, próximo a Palmyra, Nova York, ajoelhou-se em oração. Em resposta, recebeu uma visitação do Todo-Poderoso, assim como Moisés. Apareceram-lhe o Pai Eterno dos céus e da Terra, e seu Filho Amado, o Salvador do mundo, Jesus, o Cristo.

Pensai nisso! Deus veio aos Estados Unidos da América, juntamente com seu Filho divino, e apareceram pessoalmente a esse rapaz que haviam escolhido para levantar como um Profeta americano, assim como Moisés havia sido levantado em seus dias. Foi assim que Joseph Smith aprendeu a respeito da verdadeira natureza de Deus.

Mas isso não foi suficiente. O Senhor havia decidido restaurar mais do que este conhecimento obtido naquela breve visitação. Enviou anjos à Terra com mais luz, em cumprimento da profecia bíblica. Deu a Joseph Smith autoridade divina para este ministério moderno, assim como havia dado a autoridade divina na antiguidade, permitindo que os homens servissem como seus agentes devidamente designados.

Uma igreja seria organizada, a antiga seria restaurada. O batismo era necessário para a salvação, mas quem tinha o poder de batizar? O Senhor enviou a autoridade à Terra. João Batista, que batizou o Salvador, veio a Joseph Smith e Oliver Cowdery e lhes deu, por ordenação, o poder divino de batizar por imersão para a remissão do pecado.

Depois vieram Pedro, Tiago e João, dos doze antigos, conferindo a esses mesmos dois homens o Santo Sacerdócio de Melquisedeque, incluindo o apostolado que eles próprios detinham.

Assim investidos de poder, Joseph e Oliver foram então ordenados pelo Senhor a organizar sua Igreja na Terra, com todos os dons e poderes da Igreja antiga.

Isto eles fizeram. O Senhor continuou a dar-lhes revelação para sua orientação, assim como a havia dado aos profetas antigos, para o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para a edificação do corpo de Cristo.

Mas Jesus veio novamente, e outra vez ainda.

Quando a sede da igreja foi estabelecida em Kirtland, Ohio, os santos ali construíram um templo. A ele veio o Salvador do mundo. Ao aparecer a Joseph e Oliver, eles viram seu rosto e sua figura, e ouviram sua voz quando disse: "Eu sou o primeiro e o último; sou o que vive, sou o que foi morto; eu sou o vosso advogado junto ao Pai." (D&C 110:4.) Em outra ocasião, quando Joseph estava acompanhado de Sidney Rigdon, experimentou-se outra gloriosa revelação do Salvador. Eles escreveram a respeito disso:

"E agora, depois dos muitos testemunhos que se prestaram dele, este é o testemunho, último de todos, que nós damos dele: Que ele vive!

"Porque o vimos, sim, à direita de Deus; . . ." (Idem, 76:22-23.) Então, o que é o assim chamado mormonismo? É uma nova revelação de Deus, dada a homens modernos por meio de profetas modernos, para a salvação de todos os que ouvirem.

Convidamos toda a humanidade a dar ouvidos a seus ensinamentos, pois é a verdade divina de Deus restaurada em nossos dias. Disto testificamos solenemente, em nome do Senhor Jesus Cristo. Amém.

Como citar este discursoMark E. Petersen, “We Latterday Saints Believe The Bible To...”, 1962 October General Conference, Second Day Morning Meeting (1962-10-06). Pulpit Vault, 1962-10-petersen-we-latterday-saints-believe-the-bible-to. Tradução desta edição, por método de glossário, archive.org.Pulpit Vault, edição de 23 de setembro de 2026 (commit 4bdc6ac627).