Presidente McKay, Presidente Moyle, Presidente Brown, Presidente...
Thorpe B. Isaacson
Presidente McKay, Presidente Moyle, Presidente Brown, Presidente Smith, e irmãos das Autoridades Gerais, meus caros irmãos e irmãs e amigos: ¶
Quando alguém ocupa esta posição, fica muito ansioso para dizer algo que seja apropriado e adequado. Sinceramente oro para que o que eu possa dizer seja instigante e apropriado. Posso assegurar-vos que sempre há muita oração e muito jejum que precedem uma conferência como esta. Estas maravilhosas Mães Cantoras fazem algo por nós e conosco. ¶
São belas de se ver e belas de se ouvir. Oramos para que seus maridos e suas famílias, que ficaram em casa, estejam bem e protegidos até que elas retornem. ¶
Certamente devem estar orgulhosos delas. ¶
Verdadeiramente estes são tempos perigosos, críticos e muito incomuns, tanto no nível local, quanto no nacional e no internacional. ¶
Há muitos problemas confusos, e a resposta certa a esses problemas é sempre difícil de encontrar. ¶
Abraham Lincoln, quando era Presidente, tinha problemas, e era muito difícil para ele encontrar a resposta. ¶
Permiti-me referir-me a uma experiência entre muitas que ele teve, e ao método que usou na solução desse problema. Cito: "O General Sickles havia notado que, antes da batalha de Gettysburg, sobre cujo resultado talvez pendesse o destino desta nação, o Presidente Lincoln estava aparentemente livre da preocupação opressiva que frequentemente o afligia. Depois que tudo havia passado, o general perguntou ao Presidente Lincoln como foi que ele se sentiu tão livre da preocupação opressiva anteriormente notada. Ele respondeu: ¶
" Bem, vou lhe contar como foi. No auge da campanha de vocês lá em cima, quando todos pareciam tomados de pânico e ninguém conseguia dizer o que ia acontecer, oprimido pela gravidade dos assuntos, fui um dia a meu quarto e tranquei a porta e me ajoelhei diante do Deus Todo-Poderoso e orei-lhe fervorosamente por vitória em Gettysburg. Eu lhe disse que esta guerra era a guerra dele e que nossa causa era a causa dele, mas não poderíamos suportar outro Fredericksburg ou Chancellorsville. Então e ali fiz um voto solene ao Deus Todo-Poderoso de que, se ele apoiasse nossos rapazes em Gettysburg, eu o apoiaria. Depois disso, não sei como foi, e não posso explicar, mas logo um doce conforto se insinuou em minha alma. O sentimento de que Deus havia tomado todo esse assunto em suas próprias mãos e de que as coisas iriam bem em Gettysburg, e é por isso que eu não tinha medo por vocês.' " ¶
Seria bom se todos nós, em nossas respectivas nomeações e responsabilidades, nos ajoelhássemos e pedíssemos ao Deus Todo-Poderoso que nos guiasse, quer estejamos no serviço governamental ou na educação; quer estejamos nos negócios, na indústria ou na obra da igreja. Pode ser que, como indivíduos, nos tornemos autossuficientes demais e confiemos em nossa própria sabedoria; se assim for, é provável que fracassemos. ¶
Cito o General Douglas MacArthur, no qual ele é registrado como tendo dito, na mesma linha usada pelo Presidente Lincoln: "O General MacArthur, ao falar, deu graças a Deus, que, segundo ele disse, 'tantas vezes me guiou através da sombra da morte, e me deu forças em minhas horas de solitária vigília e decisões mortais.' " ¶
A seguir estão partes de um artigo sobre outro grande americano, um Presidente vivo, o Presidente Herbert Hoover, que é um homem profundamente religioso: "Depois que a Suprema Corte emitiu seu controverso édito sobre as orações nas escolas públicas, o Sr. Hoover declarou que ficou chocado e indignado. Repórteres de jornais lhe pediram um comentário, e ele lhes deu um enfático dissenso, que ocupou as primeiras páginas da maioria dos jornais." ¶
E cito agora o Presidente Hoover: "Considero a decisão da Corte uma desintegração dos direitos e tradições fundamentais do povo americano." ¶
O repórter perguntou-lhe se havia algo que ele gostaria de dizer ao povo americano neste momento de perplexidade, preocupação e perigo. ¶
"Sim, há," disse o Presidente Hoover. ¶
"Quero dizer que, apesar de nossos problemas e dos inimigos implacáveis em muitas partes do mundo que ameaçam nosso modo de vida, a América há de superar. ¶
Vamos superar porque temos a melhor forma de Governo já concebida pelos homens. Temos grande gênio criativo e produtivo porque temos liberdade e a coragem de protegê-la, e, acima de tudo, vamos superar porque cremos em Deus. ¶
Essa é uma vantagem inestimável que nossos inimigos 'ateus' não têm." ¶
A declaração do Presidente Hoover deveria ser tida como sagrada por todos os americanos, particularmente, e repito novamente sua declaração: "Temos liberdade e a coragem de protegê-la, e, acima de tudo, porque cremos em Deus. Essa é uma vantagem inestimável que nossos inimigos 'ateus' não têm." Portanto, todo americano deveria apreciar esse dom inestimável e não apenas crer em Deus, mas aceitar seus ensinamentos e aceitar os princípios da verdade. ¶
Ralph Waldo Emerson disse isto: "O verdadeiro teste da civilização não é o censo, nem o tamanho das cidades, nem as colheitas, nem a riqueza; Não! Mas o tipo de homens que o país produz." ¶
Isso nos lembra novamente de Abraham Lincoln, George Washington, o General Douglas MacArthur, Thomas Jefferson, Woodrow Wilson, e muitos outros. ¶
Será dito desta nação, nos anos vindouros, que homens como estes foram produzidos por nossa geração? ¶
Ora, novamente com referência à decisão da Suprema Corte mencionada, e estou citando de uma pesquisa de opinião intitulada "Vasta Maioria dos Pais Favorece a Religião nas Escolas Públicas." ¶
Esses achados vieram à luz numa pesquisa nacional sobre uma das questões domésticas mais controversas dos últimos anos. ¶
A seguinte pergunta foi feita ao grupo mais diretamente envolvido, os pais, que enviarão seus filhos às escolas elementares e secundárias públicas neste ano. Eis a pergunta: ¶
"Vocês aprovam ou desaprovam as observâncias religiosas nas escolas públicas?" ¶
Oitenta por cento dos pais disseram: "Sim, aprovamos as observâncias religiosas nas escolas públicas." Quatorze por cento declararam que desaprovavam, e seis por cento não tinham opinião. ¶
Isso nos dá esperança, desde que os pais sigam adiante e façam disso parte de suas vidas e das vidas de seus filhos. ¶
Ora, para ter alguma ideia de que observâncias religiosas ocorrem no lar, a pesquisa perguntou a opinião dos pais quanto ao dizer graças antes das refeições. Eis a pergunta: ¶
"Nas refeições em família, em casa, alguém diz as graças, ou agradece a Deus em voz alta, antes das refeições?" ¶
Sessenta e nove por cento dos lares americanos disseram: "Sim, dizemos as graças." Trinta e um por cento disseram: "Não dizemos as graças." ¶
Quando se considera a opinião de todas as pessoas dessa pesquisa, não apenas os pais de crianças em escolas públicas, mas todos, eis como a pesquisa se divide quanto à questão das observâncias religiosas nas escolas públicas: ¶
Setenta e nove por cento aprova a religião nas escolas públicas; quatorze por cento desaprova, e sete por cento não tem opinião. ¶
Aqui, novamente, temos grande esperança. ¶
Citando outro homem proeminente, cujo nome não me recordo neste momento, falando sobre o tema "Esta Nação Sob Deus": "Nosso modo de vida tem sido guardado por homens de granito com a Bíblia em mãos, mas corremos o risco de perder este modo de vida por meio da negligência de nossa devoção a Deus e à sua verdade." ¶
Ora, citando outro jornal proeminente sobre "O Direito de Orar": ¶
"Os leitores demonstraram sua consternação com a decisão da Suprema Corte referente à oração nas escolas públicas. ¶
Manifestaram sua apreensão de que essa decisão abrirá a porta para outras decisões futuras contra as expressões públicas de crença em Deus, sobre as quais este país foi fundado." ¶
Quando a Suprema Corte proferiu sua decisão, o articulista declara: "Temi a implicação que se seguiria." E então ele vai mais longe, e cito: "Agora chega a notícia de que certa organização está preparada para contestar a provisão 'Sob Deus' no Juramento à Bandeira." ¶
A gravidade disso pode se estender cada vez mais, e cito ainda dele: ¶
"Deploro e condeno essa postura ultrajante, e farei tudo humanamente possível para lutar contra qualquer revogação deste reconhecimento de nossa fé duradoura em Deus. Tudo o que for possível deveria ser feito em favor da emenda constitucional que legaliza o direito do povo de expressar publicamente sua crença em Deus por meio de oração não sectária ou da simples afirmação de fé contida no Juramento à Bandeira." ¶
O Presidente dos Estados Unidos, depois que essa decisão foi tomada, encorajou o povo deste país a se engajar mais fervorosamente na oração. ¶
Cito ainda de um médico australiano muito proeminente, que faz um apelo pessoal, no qual declara: "Todo americano deveria também estabelecer um relacionamento pessoal com Deus, com a pátria e com a liberdade." ¶
O Primeiro-Ministro Macmillan fez uma declaração ao dirigir-se a uma plateia proeminente, e cito dele: "Materialmente, devemos tentar criar uma filosofia que não seja apenas anticomunista, mas que seja positiva e dinâmica — cremos que a verdadeira fraternidade do homem só pode derivar da sincera crença na paternidade de Deus." ¶
Creio que todos nós temos muito orgulho dessa declaração vinda do Primeiro-Ministro Macmillan. ¶
Ora, sei que Deus é nosso Pai. ¶
Sei que ele vive. Pergunto-me apenas o que nossos antepassados pensariam de nós. Quando menino, tive a sorte de ter professores, e embora não me lembre de muitas coisas que me ensinaram, lembro-me de ver esses professores diante da classe, curvando a cabeça e pedindo a Deus que nos abençoasse. Sou muito grato pela fé daqueles professores. ¶
Sou muito grato de que a oração tenha sido o alicerce, não apenas desta Igreja, mas também desta nação. ¶
O que podemos fazer? Podemos fazer o que o Presidente dos Estados Unidos nos pediu que fizéssemos — que nós mesmos nos dediquemos mais humildemente, mais amplamente, ao princípio da oração. ¶
Que Deus nos abençoe para que possamos dar o exemplo, para que tenhamos a coragem de defender aquilo que sabemos ser correto. ¶
Sou grato pela mensagem de nosso Presidente hoje pela manhã. Lamento apenas que haja tantas pessoas da Igreja, e que não são da Igreja, que não tiveram o prazer e o privilégio e a bênção de conhecer, ver, apertar a mão e visitar o profeta de Deus, nosso amado Presidente David O. McKay, a quem consideramos, sem qualquer ressalva, um grande homem por direito próprio, e um líder espiritual, servo de Deus. ¶
Testifico-vos que sei que Deus fala a ele, e aos profetas de Deus nesta era, assim como falou aos profetas de antigamente. ¶
Que tenhamos a força para estender nosso amor e nossa amizade àqueles que talvez precisem de encorajamento! Penso agora num homem muito maravilhoso desta Igreja, que tinha um irmão inativo na Igreja havia anos. ¶
O irmão que era ativo sentia pena dele e tentou de todas as formas ajudá-lo, mas em vão. Felizmente, o irmão inativo mudou-se para uma nova ala. Quando seu nome foi lido naquela congregação, o bispo daquela ala reconheceu o nome e ligou para seu irmão, a quem conhecia, naquela noite, e disse: "Era seu irmão que acabou de se mudar para nossa ala?" O homem disse: "Sim, ele é meu irmão, e vou lhe contar uma coisa. Não sei se ele virá à igreja ou não, porque tem alguns hábitos que o afastam da igreja." Este bispo disse: "Mas ele esteve aqui hoje." Então o irmão disse ao bispo: "O senhor fará tudo o que puder por ele?" E o bispo disse: "Claro que sim." Temos alguns bispos maravilhosos nesta Igreja. ¶
O bispo o fez. Chamou aquele homem e conversou com ele, e o homem disse: "Não posso me tornar ativo. Não sei se posso vir à igreja regularmente." O bispo lhe perguntou por quê. Ele disse: "Porque tenho alguns hábitos que não consigo abandonar." O bispo conversou com ele como qualquer bispo faria. Disse ao homem: "Ah, acho que você pode abandoná-los. ¶
Qual é o primeiro?" ¶
"Bem," disse ele, "fumo há muitos anos, e não consigo parar." ¶
O bispo disse: "Ah, sim, você pode, porque eu o ajudarei." ¶
Este homem ficou grato ao bispo e disse: "O que o senhor pode fazer, bispo?" ¶
"Você tentaria parar hoje?" perguntou o bispo. ¶
"Sim, vou parar hoje." ¶
"Então," disse o bispo, "eu jejuarei e orarei por você." ¶
"O senhor faria isso por mim, Bispo?" ¶
perguntou o homem. ¶
"Sim," respondeu o bispo, "eu faria isso por você." ¶
O bispo jejuou e orou por vários dias por este homem, e não preciso dizer-vos que o homem não voltou a fumar desde o jejum daquele maravilhoso bispo. ¶
Que Deus vos abençoe, bispos, para que tenhais esse mesmo interesse por aqueles homens que precisam de vós, oro em nome de Jesus Cristo. Amém. ¶