Pulpit

Presidente McKay, Presidente Moyle, Presidente Brown, Presidente...

Thorpe B. Isaacson

1962 October General Conference·First Day Afternoon Meeting·1962-10-05

Presidente McKay, Presidente Moyle, Presidente Brown, Presidente Smith, e irmãos das Autoridades Gerais, meus caros irmãos e irmãs e amigos:

Quando alguém ocupa esta posição, fica muito ansioso para dizer algo que seja apropriado e adequado. Sinceramente oro para que o que eu possa dizer seja instigante e apropriado. Posso assegurar-vos que sempre há muita oração e muito jejum que precedem uma conferência como esta. Estas maravilhosas Mães Cantoras fazem algo por nós e conosco.

São belas de se ver e belas de se ouvir. Oramos para que seus maridos e suas famílias, que ficaram em casa, estejam bem e protegidos até que elas retornem.

Certamente devem estar orgulhosos delas.

Verdadeiramente estes são tempos perigosos, críticos e muito incomuns, tanto no nível local, quanto no nacional e no internacional.

Há muitos problemas confusos, e a resposta certa a esses problemas é sempre difícil de encontrar.

Abraham Lincoln, quando era Presidente, tinha problemas, e era muito difícil para ele encontrar a resposta.

Permiti-me referir-me a uma experiência entre muitas que ele teve, e ao método que usou na solução desse problema. Cito: "O General Sickles havia notado que, antes da batalha de Gettysburg, sobre cujo resultado talvez pendesse o destino desta nação, o Presidente Lincoln estava aparentemente livre da preocupação opressiva que frequentemente o afligia. Depois que tudo havia passado, o general perguntou ao Presidente Lincoln como foi que ele se sentiu tão livre da preocupação opressiva anteriormente notada. Ele respondeu:

" Bem, vou lhe contar como foi. No auge da campanha de vocês lá em cima, quando todos pareciam tomados de pânico e ninguém conseguia dizer o que ia acontecer, oprimido pela gravidade dos assuntos, fui um dia a meu quarto e tranquei a porta e me ajoelhei diante do Deus Todo-Poderoso e orei-lhe fervorosamente por vitória em Gettysburg. Eu lhe disse que esta guerra era a guerra dele e que nossa causa era a causa dele, mas não poderíamos suportar outro Fredericksburg ou Chancellorsville. Então e ali fiz um voto solene ao Deus Todo-Poderoso de que, se ele apoiasse nossos rapazes em Gettysburg, eu o apoiaria. Depois disso, não sei como foi, e não posso explicar, mas logo um doce conforto se insinuou em minha alma. O sentimento de que Deus havia tomado todo esse assunto em suas próprias mãos e de que as coisas iriam bem em Gettysburg, e é por isso que eu não tinha medo por vocês.' "

Seria bom se todos nós, em nossas respectivas nomeações e responsabilidades, nos ajoelhássemos e pedíssemos ao Deus Todo-Poderoso que nos guiasse, quer estejamos no serviço governamental ou na educação; quer estejamos nos negócios, na indústria ou na obra da igreja. Pode ser que, como indivíduos, nos tornemos autossuficientes demais e confiemos em nossa própria sabedoria; se assim for, é provável que fracassemos.

Cito o General Douglas MacArthur, no qual ele é registrado como tendo dito, na mesma linha usada pelo Presidente Lincoln: "O General MacArthur, ao falar, deu graças a Deus, que, segundo ele disse, 'tantas vezes me guiou através da sombra da morte, e me deu forças em minhas horas de solitária vigília e decisões mortais.' "

A seguir estão partes de um artigo sobre outro grande americano, um Presidente vivo, o Presidente Herbert Hoover, que é um homem profundamente religioso: "Depois que a Suprema Corte emitiu seu controverso édito sobre as orações nas escolas públicas, o Sr. Hoover declarou que ficou chocado e indignado. Repórteres de jornais lhe pediram um comentário, e ele lhes deu um enfático dissenso, que ocupou as primeiras páginas da maioria dos jornais."

E cito agora o Presidente Hoover: "Considero a decisão da Corte uma desintegração dos direitos e tradições fundamentais do povo americano."

O repórter perguntou-lhe se havia algo que ele gostaria de dizer ao povo americano neste momento de perplexidade, preocupação e perigo.

"Sim, há," disse o Presidente Hoover.

"Quero dizer que, apesar de nossos problemas e dos inimigos implacáveis em muitas partes do mundo que ameaçam nosso modo de vida, a América há de superar.

Vamos superar porque temos a melhor forma de Governo já concebida pelos homens. Temos grande gênio criativo e produtivo porque temos liberdade e a coragem de protegê-la, e, acima de tudo, vamos superar porque cremos em Deus.

Essa é uma vantagem inestimável que nossos inimigos 'ateus' não têm."

A declaração do Presidente Hoover deveria ser tida como sagrada por todos os americanos, particularmente, e repito novamente sua declaração: "Temos liberdade e a coragem de protegê-la, e, acima de tudo, porque cremos em Deus. Essa é uma vantagem inestimável que nossos inimigos 'ateus' não têm." Portanto, todo americano deveria apreciar esse dom inestimável e não apenas crer em Deus, mas aceitar seus ensinamentos e aceitar os princípios da verdade.

Ralph Waldo Emerson disse isto: "O verdadeiro teste da civilização não é o censo, nem o tamanho das cidades, nem as colheitas, nem a riqueza; Não! Mas o tipo de homens que o país produz."

Isso nos lembra novamente de Abraham Lincoln, George Washington, o General Douglas MacArthur, Thomas Jefferson, Woodrow Wilson, e muitos outros.

Será dito desta nação, nos anos vindouros, que homens como estes foram produzidos por nossa geração?

Ora, novamente com referência à decisão da Suprema Corte mencionada, e estou citando de uma pesquisa de opinião intitulada "Vasta Maioria dos Pais Favorece a Religião nas Escolas Públicas."

Esses achados vieram à luz numa pesquisa nacional sobre uma das questões domésticas mais controversas dos últimos anos.

A seguinte pergunta foi feita ao grupo mais diretamente envolvido, os pais, que enviarão seus filhos às escolas elementares e secundárias públicas neste ano. Eis a pergunta:

"Vocês aprovam ou desaprovam as observâncias religiosas nas escolas públicas?"

Oitenta por cento dos pais disseram: "Sim, aprovamos as observâncias religiosas nas escolas públicas." Quatorze por cento declararam que desaprovavam, e seis por cento não tinham opinião.

Isso nos dá esperança, desde que os pais sigam adiante e façam disso parte de suas vidas e das vidas de seus filhos.

Ora, para ter alguma ideia de que observâncias religiosas ocorrem no lar, a pesquisa perguntou a opinião dos pais quanto ao dizer graças antes das refeições. Eis a pergunta:

"Nas refeições em família, em casa, alguém diz as graças, ou agradece a Deus em voz alta, antes das refeições?"

Sessenta e nove por cento dos lares americanos disseram: "Sim, dizemos as graças." Trinta e um por cento disseram: "Não dizemos as graças."

Quando se considera a opinião de todas as pessoas dessa pesquisa, não apenas os pais de crianças em escolas públicas, mas todos, eis como a pesquisa se divide quanto à questão das observâncias religiosas nas escolas públicas:

Setenta e nove por cento aprova a religião nas escolas públicas; quatorze por cento desaprova, e sete por cento não tem opinião.

Aqui, novamente, temos grande esperança.

Citando outro homem proeminente, cujo nome não me recordo neste momento, falando sobre o tema "Esta Nação Sob Deus": "Nosso modo de vida tem sido guardado por homens de granito com a Bíblia em mãos, mas corremos o risco de perder este modo de vida por meio da negligência de nossa devoção a Deus e à sua verdade."

Ora, citando outro jornal proeminente sobre "O Direito de Orar":

"Os leitores demonstraram sua consternação com a decisão da Suprema Corte referente à oração nas escolas públicas.

Manifestaram sua apreensão de que essa decisão abrirá a porta para outras decisões futuras contra as expressões públicas de crença em Deus, sobre as quais este país foi fundado."

Quando a Suprema Corte proferiu sua decisão, o articulista declara: "Temi a implicação que se seguiria." E então ele vai mais longe, e cito: "Agora chega a notícia de que certa organização está preparada para contestar a provisão 'Sob Deus' no Juramento à Bandeira."

A gravidade disso pode se estender cada vez mais, e cito ainda dele:

"Deploro e condeno essa postura ultrajante, e farei tudo humanamente possível para lutar contra qualquer revogação deste reconhecimento de nossa fé duradoura em Deus. Tudo o que for possível deveria ser feito em favor da emenda constitucional que legaliza o direito do povo de expressar publicamente sua crença em Deus por meio de oração não sectária ou da simples afirmação de fé contida no Juramento à Bandeira."

O Presidente dos Estados Unidos, depois que essa decisão foi tomada, encorajou o povo deste país a se engajar mais fervorosamente na oração.

Cito ainda de um médico australiano muito proeminente, que faz um apelo pessoal, no qual declara: "Todo americano deveria também estabelecer um relacionamento pessoal com Deus, com a pátria e com a liberdade."

O Primeiro-Ministro Macmillan fez uma declaração ao dirigir-se a uma plateia proeminente, e cito dele: "Materialmente, devemos tentar criar uma filosofia que não seja apenas anticomunista, mas que seja positiva e dinâmica — cremos que a verdadeira fraternidade do homem só pode derivar da sincera crença na paternidade de Deus."

Creio que todos nós temos muito orgulho dessa declaração vinda do Primeiro-Ministro Macmillan.

Ora, sei que Deus é nosso Pai.

Sei que ele vive. Pergunto-me apenas o que nossos antepassados pensariam de nós. Quando menino, tive a sorte de ter professores, e embora não me lembre de muitas coisas que me ensinaram, lembro-me de ver esses professores diante da classe, curvando a cabeça e pedindo a Deus que nos abençoasse. Sou muito grato pela fé daqueles professores.

Sou muito grato de que a oração tenha sido o alicerce, não apenas desta Igreja, mas também desta nação.

O que podemos fazer? Podemos fazer o que o Presidente dos Estados Unidos nos pediu que fizéssemos — que nós mesmos nos dediquemos mais humildemente, mais amplamente, ao princípio da oração.

Que Deus nos abençoe para que possamos dar o exemplo, para que tenhamos a coragem de defender aquilo que sabemos ser correto.

Sou grato pela mensagem de nosso Presidente hoje pela manhã. Lamento apenas que haja tantas pessoas da Igreja, e que não são da Igreja, que não tiveram o prazer e o privilégio e a bênção de conhecer, ver, apertar a mão e visitar o profeta de Deus, nosso amado Presidente David O. McKay, a quem consideramos, sem qualquer ressalva, um grande homem por direito próprio, e um líder espiritual, servo de Deus.

Testifico-vos que sei que Deus fala a ele, e aos profetas de Deus nesta era, assim como falou aos profetas de antigamente.

Que tenhamos a força para estender nosso amor e nossa amizade àqueles que talvez precisem de encorajamento! Penso agora num homem muito maravilhoso desta Igreja, que tinha um irmão inativo na Igreja havia anos.

O irmão que era ativo sentia pena dele e tentou de todas as formas ajudá-lo, mas em vão. Felizmente, o irmão inativo mudou-se para uma nova ala. Quando seu nome foi lido naquela congregação, o bispo daquela ala reconheceu o nome e ligou para seu irmão, a quem conhecia, naquela noite, e disse: "Era seu irmão que acabou de se mudar para nossa ala?" O homem disse: "Sim, ele é meu irmão, e vou lhe contar uma coisa. Não sei se ele virá à igreja ou não, porque tem alguns hábitos que o afastam da igreja." Este bispo disse: "Mas ele esteve aqui hoje." Então o irmão disse ao bispo: "O senhor fará tudo o que puder por ele?" E o bispo disse: "Claro que sim." Temos alguns bispos maravilhosos nesta Igreja.

O bispo o fez. Chamou aquele homem e conversou com ele, e o homem disse: "Não posso me tornar ativo. Não sei se posso vir à igreja regularmente." O bispo lhe perguntou por quê. Ele disse: "Porque tenho alguns hábitos que não consigo abandonar." O bispo conversou com ele como qualquer bispo faria. Disse ao homem: "Ah, acho que você pode abandoná-los.

Qual é o primeiro?"

"Bem," disse ele, "fumo há muitos anos, e não consigo parar."

O bispo disse: "Ah, sim, você pode, porque eu o ajudarei."

Este homem ficou grato ao bispo e disse: "O que o senhor pode fazer, bispo?"

"Você tentaria parar hoje?" perguntou o bispo.

"Sim, vou parar hoje."

"Então," disse o bispo, "eu jejuarei e orarei por você."

"O senhor faria isso por mim, Bispo?"

perguntou o homem.

"Sim," respondeu o bispo, "eu faria isso por você."

O bispo jejuou e orou por vários dias por este homem, e não preciso dizer-vos que o homem não voltou a fumar desde o jejum daquele maravilhoso bispo.

Que Deus vos abençoe, bispos, para que tenhais esse mesmo interesse por aqueles homens que precisam de vós, oro em nome de Jesus Cristo. Amém.

Como citar este discursoThorpe B. Isaacson, “Presidente McKay, Presidente Moyle, Presidente Brown, Presidente...”, 1962 October General Conference, First Day Afternoon Meeting (1962-10-05). Pulpit Vault, 1962-10-isaacson-president-mckay-president-moyle-president-brown-president. Tradução desta edição, por método de glossário, archive.org.Pulpit Vault, edição de 23 de setembro de 2026 (commit 4bdc6ac627).