Pulpit

O Despertar do Evangelho na Europa

Alvin R. Dyer

1960 October General Conference·Second Day Afternoon Meeting·1960-10-08

Com minha querida esposa e companheira missionária, estamos profundamente agradecidos pelo privilégio de sermos convidados a retornar nesta época de conferência, para sermos revigorados com o espírito e a força destas maravilhosas reuniões. Quero dizer à Primeira Presidência da Igreja que a inspiração de sua orientação, que nos tem chegado durante os últimos nove meses, tem sido, em grande medida, a razão da expansão do evangelho de Jesus Cristo entre o povo da Europa. Temos estado em contato quase constante, por telefone, por carta e por outros meios, com a inspiração e a orientação da Primeira Presidência da Igreja. Ao pôr-me de pé aqui esta tarde, faço-o por e em nome dos treze presidentes de missão que agora trabalham na Europa, e trago a esta conferência as suas saudações, bem como as dos pais de seus missionários, e de todos os que têm servido nestas numerosas missões da Europa.

Esses líderes de missão são o Presidente e a Irmã T. Bowring Woodbury, da Missão Britânica; o Presidente e a Irmã Levi B. Thorup, da Missão Dinamarquesa; o Presidente e a Irmã John D. Warner, da Missão Finlandesa; o Presidente e a Irmã Edgar B. Brossard, da Missão Francesa; o Presidente e a Irmã J. Henry Volker, da Missão Holandesa; o Presidente e a Irmã Ray Engebretsen, da Missão Norueguesa; o Presidente e a Irmã Bernard P. Brockbank, da Missão Norte-Britânica; o Presidente e a Irmã Percy K. Fetzer, da Missão Norte-Alemã; o Presidente e a Irmã A. Gideon Omer, da Missão Sueca; o Presidente e a Irmã William S. Erekson, da Missão Suíça; e a nova missão recentemente organizada, o Presidente e a Irmã W. Whitney Smith, da Missão Austríaca; o Presidente e a Irmã T. Quentin Cannon, da Missão Sul-Alemã; e o Presidente e a Irmã Stephen C. Richards, da Missão Oeste-Alemã. E com eles trago também as saudações de 1.700 missionários que agora trabalham na Europa. Tenho a alegria de relatar que tive a oportunidade, durante estes últimos meses, de olhar em seus rostos, de sentir o seu espírito e, mais uma vez, de dizer em meu coração e proclamar em voz alta que tenho confiança na juventude desta Igreja.

Tenho a alegria de dizer que há uma unificação nos programas de nosso trabalho missionário na Europa. Cada uma das missões está desenvolvendo a obra de proselitismo da mesma maneira, e a fé e o testemunho dos missionários que levam o evangelho aos povos destas terras antigas são evidentes. Precedida pelas visitas feitas à Europa pelo Presidente McKay por ocasião das dedicações de templos, seguidas de outras visitas de membros do Quórum dos Doze e do Presidente Moyle, e pela visita do Élder Harold B. Lee por ocasião da organização da Estaca Manchester — estas têm prenunciado um despertar entre os povos destas terras antigas.

Em agosto de 1959, todas as missões europeias, em conjunto, foram responsáveis por dez por cento dos conversos daquele mês.

No mês de agosto deste ano, as missões europeias foram responsáveis por trinta e cinco por cento dos conversos da Igreja naquele mês, e apenas repito a fé e o testemunho dos presidentes de missão que ali estão quando digo que ainda nem sequer arranhamos a superfície. Deus está tocando o coração do povo; eles estão ouvindo e estão recebendo respostas aos seus desejos e às suas orações. Gostaria de ter tempo para relatar os muitos casos pessoais de conversão que têm chegado a estes milhares de pessoas no ano passado, e para assegurar-vos, meus irmãos e irmãs, que estas pessoas estão convertidas ao evangelho de Jesus Cristo. Elas atenderam a um chamado que lhes veio sob o poder e a influência do Espírito de Deus. Sempre senti em meu coração que, quando o Espírito Santo dá testemunho a alguém, essa pessoa deve fazer algo a respeito, e estamos encorajando nossos missionários em todas estas terras a estarem atentos à reação do poder do Espírito na mente e no coração destas pessoas, e, nesse mesmo instante, a persuadir, a encorajar, a ensinar, a testificar e a desafiar, para que estejam dispostas a aceitar a mensagem do evangelho que lhes chegou.

Eu seria insensível ao que está acontecendo nestas terras antigas se não dissesse que estamos testemunhando o cumprimento de uma profecia — uma profecia feita pelo Presidente McKay na ocasião em que fui chamado para ir às terras da Europa, quando ele me declarou que havia chegado o tempo de o evangelho de Jesus Cristo se expandir nestas terras. O povo está pronto para o evangelho, e o estamos vendo responder aos esforços dos missionários à medida que estes dão testemunho, pelo poder da fé e do testemunho, das verdades do evangelho àqueles com quem fazem este contato.

Uma das instruções que a Primeira Presidência me deu foi que fosse a todas as terras da Europa, a cada missão, e creio que foi o Presidente Moyle quem me disse que eu bem poderia ir primeiro à Missão Francesa. Atendemos a esse conselho e, com minha boa esposa, fui à terra da França e, em associação com o Presidente e a Irmã Brossard, passamos ali cerca de três semanas em fevereiro passado — uma terra em que noventa e dois por cento da população pertence à Igreja Católica. Encontramos nossos excelentes missionários receptivos à motivação e a um novo método de contatar as pessoas e de as ensinar pelo poder do Espírito e do testemunho.

Trabalhamos naquela terra e, sob a inspiração de Deus, o coração dos missionários foi tocado, e jamais esquecerei uma reunião realizada em Bruxelas, no encerramento da visita àquela missão, com os líderes missionários, que dali saíram com tamanha fé que ela se gerou no coração de cada um dos missionários. Dissemos-lhes: «Queremos que volteis às pessoas com quem estivestes reunindo-vos e, onde antes não vos tiverem ouvido, que lhes deis o vosso testemunho, e que o façais com toda a força e todo o poder que tendes.» Desde aquele dia até hoje, naquela missão, o Senhor despertou no coração de muitas centenas o desejo de receber o evangelho de Jesus Cristo. Pois aqui, numa terra rica em grandes catedrais, já chegaram este ano mais de 600 conversos à Igreja, que se reúnem em salões alugados, mas que agora aguardam o tempo em que poderão associar-se a seus irmãos e irmãs na construção de belas capelas, para melhor atender às necessidades tanto dos membros antigos quanto dos novos.

Até hoje não existe uma única capela SUD em toda a França, e quem quisesse questionar a fé destas pessoas que vieram para a Igreja precisaria apenas estar lá e ver a transição que fizeram das catedrais de culto para salões de segundo e terceiro andares, e que agora trabalham, como já foi dito, com nossos demais Santos, para ajudar na construção de nossas próprias capelas. Isso tem sido verdade em todas as missões da Europa.

Penso que um dos maiores testemunhos que me chegaram nestes últimos meses tem sido a receptividade dos membros locais da Igreja na Europa, onde temos quase 60.000.

Transferimos a liderança da Igreja a estes membros locais. Enquanto em fevereiro deste ano havia quase 600 de nossos missionários de tempo integral envolvidos em atividades de ramo, distrito e auxiliares, hoje há menos de cem, e é a determinação declarada destes maravilhosos presidentes de missão assegurar que líderes locais sejam chamados também para essas funções. Isso realizou duas coisas: aliviou os missionários, para que possam fazer mais proselitismo, e fortaleceu os ramos da Igreja nestes países.

Permiti-me contar-vos um exemplo típico. Na visita à Missão Francesa, quando visitamos a cidade de Nice, tínhamos ali vários missionários, todos envolvidos no trabalho do ramo. Um era o presidente do ramo, outro era conselheiro, outro era superintendente da Escola Dominical — todos estavam envolvidos. Pensava-se que os irmãos locais não eram dignos nem capazes, mas procuramos e chamamos o melhor homem que tínhamos. Naquela tarde, entrevistamos quatro ou cinco dos élderes locais e, com o Irmão Brossard, selecionamos aquele que seria presidente do ramo. Chamamos sua esposa e pedimos-lhe que o apoiasse. Naquela noite, separamo-lo e a outros irmãos locais para outros cargos, aliviando assim os missionários, e, já no mês seguinte, esses missionários batizaram vinte e uma pessoas, duas das quais eram médicos, uma advogado e outra professora.

O Ramo de Nice é hoje forte, e, desde aquela reunião, cerca de sessenta pessoas entraram para a Igreja naquele único ramo, e elas estão frequentando suas reuniões.

Estive na rua de Trondheim, na Noruega, onde o Élder John A. Widtsoe viveu e brincou quando menino, e que mais tarde disse que viria o dia em que muitos do povo daquela terra aceitariam o evangelho, e estamos testemunhando a continuação desta profecia naquela terra. Estamos vendo, mais uma vez, a onda de conversões na Grã-Bretanha — uma terra que já viu mais de 160.000 conversos à Igreja. Por que seria incrível que, sob a inspiração de Deus, pudesse haver mais destas maravilhosas pessoas aceitando o evangelho e vindo para a Igreja?

E em todas as terras da Europa tem havido homens e mulheres de grande força e caráter que têm acrescentado estabilidade a esta Igreja, e quão grato estou agora por estar no meio deste novo tempo de despertar, que verá mais de dez mil conversos entrarem para a Igreja nestas terras este ano; e, em consulta com meus irmãos, estes presidentes de missão, sentimos que não há limite até onde podemos ir sob o impulso do poder de Deus, à medida que ele alcança e toca o coração do povo.

Estes novos conversos estão falando a seus vizinhos sobre o evangelho. Estão dando a conhecer aos seus amigos. Permiti-me contar-vos um caso típico. Quando estava na Dinamarca, apertei a mão de uma boa irmã de nome Dagmar Petersen, que havia sido batizada um mês antes. Ela ouvira o evangelho, mas disse: «Sou velha demais. Toda a minha família se voltaria contra mim. Sei que Joseph Smith é um profeta de Deus, mas não creio que devesse dar esse passo.»

Mas graças ao Senhor por um missionário que teve a coragem de ir até ela um dia em que havia um culto batismal, e disse-lhe: «Irmã Petersen, hoje é o dia do vosso batismo. A pia está cheia. Vindes comigo?» Ela hesitou por um momento, depois foi com os missionários, caminhando os seis ou sete quarteirões até nossa linda capelinha, e ali foi batizada.

Nesta reunião de conferência, ela sentou-se com uma vizinha de um lado e duas vizinhas do outro. A do primeiro lado já havia sido batizada, e as outras duas seriam batizadas no sábado seguinte, e ela disse: «Nunca serei feliz até que todos os meus amigos e todos os meus vizinhos tenham sido batizados», e esta maravilhosa alma saiu da capela e depois voltou. Disse, ao entrar novamente na capela: «Não posso ir embora, o espírito é tão grande neste edifício. Preciso apertar as mãos outra vez», e então foi rua abaixo com seus amigos.

Todo Santo dos Últimos Dias deseja ser missionário. Creio que isto está no coração de quase todo membro; mas por que será, meus irmãos e minhas irmãs, que temos tanto medo de dar o nosso testemunho a nossos vizinhos? Creio que foi o Apóstolo Paulo quem disse o seguinte:

«Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim, se não anunciar o evangelho!» (1 Coríntios 9:16.) Depois, outro grande profeta de Israel disse isto: «A ti, pois, ó filho do homem, te constituí por atalaia sobre a casa de Israel; tu, pois, ouvirás a palavra da minha boca, e lha anunciarás da minha parte.

«Quando eu disser ao ímpio . . .

certamente morrerás; e tu não lhe falares, para dissuadir o ímpio do seu caminho, morrerá esse ímpio na sua iniquidade, porém o seu sangue eu o demandarei da tua mão.

«Mas, quando tu tiveres dissuadido o ímpio do seu caminho, para que se converta dele, e ele não se converter do seu caminho, ele morrerá na sua iniquidade; porém tu livraste a tua alma.» (Ezequiel 33:7-9.) Tenho dito muitas vezes aos Santos dos Últimos Dias: «Se não puderdes ser missionário, sede ao menos um Santo dos Últimos Dias, para que não vos ponhais no caminho, pela vossa maneira de viver, daqueles que desejarão vir para a Igreja.»

Há agora muitas coisas maravilhosas acontecendo na Europa. Sob a inspiração do Senhor, chamamos trinta e quatro tradutores nos vários países.

Gostaria de poder contar-vos a história de cada um deles, como a da Irmã Charrier, numa pequena aldeia da França. Ela ouviu o evangelho e o aceitou. Soubemos que tinha uma turma de alunos a quem ensinava inglês. Sua preparação a habilitou a ajudar-nos nas traduções para a língua francesa.

E agora ela está trabalhando diligentemente.

Penso em Immo Luschin Ebengreuth, de Graz, na Áustria, um homem que ouviu a mensagem do evangelho de dois missionários e lhes disse, antes que entrassem numa longa palestra sobre o evangelho: «Só vos farei cinco perguntas antes que prossigais.» Ele era membro confirmado da Igreja Católica, e estas são as suas perguntas:

«1. Esta Igreja crê no casamento por toda a eternidade?

«2. Esta Igreja crê no castigo das crianças que não são batizadas?

«3. Nesta Igreja, os ricos e os pobres têm oportunidades iguais?

«4. Nesta Igreja, batizais por imersão para a remissão dos pecados?

«5. Nesta Igreja, impondes as mãos para o recebimento do Espírito Santo?»

Este homem nunca havia encontrado os missionários antes, e perguntamos onde ele obtivera tais perguntas. Sua resposta foi: «Não estávamos satisfeitos com a nossa fé. Minha esposa e eu decidimos que, por meio da oração e do desejo de saber, encontraríamos a Igreja verdadeira.»

Os missionários disseram: «Ora, estes são os nossos ensinamentos», e assim o Irmão Ebengreuth foi batizado com sua esposa. Este irmão é um intérprete habilidoso. Fala inglês, estou certo, melhor do que eu, e agora se tornará tradutor da Igreja para a língua alemã.

Assim é que o Senhor tem aberto o caminho para nós, de modo que, até o final deste ano, quase cem livros didáticos e manuais, combinados, em seis línguas, terão sido traduzidos.

Esta tem sido uma tarefa tremenda, que não poderia ter sido realizada sem a ajuda do Senhor.

Há um amplo programa de microfilmagem em andamento na Europa. Isso é mais bem conhecido por outros do que por mim, embora eu tenha acompanhado o assunto e tenha tido alguma ligação indireta com ele. Tenho visto as vantagens deste trabalho ao atender ao conselho dos irmãos. Instruíram-me a encontrar-me com os embaixadores, os líderes das nações, e este tem sido o meu propósito; e, em cada país, tenho tomado o tempo para encontrar-me com esses homens sempre que pude.

Na Noruega, quando o bispo-chefe da igreja estatal moveu uma campanha pessoal junto à imprensa e a outros meios para nos impedir de microfilmar naquela terra, e conseguiu também levar o assunto ao Parlamento, e quando parecia que poderíamos perder esses privilégios, o Ministro da Educação da Noruega, que é também o Ministro da Instrução Religiosa, levantou-se e disse: «Não podeis impedir o povo mórmon de realizar este trabalho.»

Disse ele: «Estive em Salt Lake City. Conheci essas pessoas. Sei o que fazem com esses filmes», e fez uma defesa em nosso favor, em grande parte por causa da relação que se tinha tido com ele aqui e na terra da Noruega, e até o bispo-chefe da igreja estatal teve de reconhecer a derrota em seu esforço para nos impedir de continuar este trabalho.

E assim o Senhor está velando pelas coisas que estão sendo feitas. Estou profundamente grato, meus irmãos e irmãs, por relatar-vos que estes maravilhosos membros nas terras da Europa são, substancialmente, fiéis ao evangelho de Jesus Cristo.

Tenho testemunhado, em suas conferências de jovens, a adesão aos costumes e padrões de nossa Igreja, e como reverenciam os ideais e as normas que lhes foram estabelecidos por nossas organizações gerais de jovens. Tenho estado próximo de suas reuniões da Sociedade de Socorro e tenho visto como a influência de nossa organização da Sociedade de Socorro se faz presente em seu pensamento, e eles têm o desejo de fazer a vontade do Senhor. Não sei até onde poderemos chegar nestas terras quando tiverem os instrumentos e as instalações de edifícios adequados, que não possuem agora.

Quero dizer ao Presidente McKay, ao Presidente Clark, ao Presidente Moyle e aos irmãos quão gratas são estas pessoas pelo próximo programa de construção, que verá erguerem-se muitas capelas em lugares onde são tão necessárias para dar prosseguimento ao programa da Igreja, e que também proporcionará maiores instrumentos de trabalho missionário para levar adiante esta grande responsabilidade que nos foi dada, como Igreja, de proclamar o evangelho de Jesus Cristo ao povo.

Permiti-me contar-vos brevemente sobre minhas duas visitas atrás da Cortina de Ferro, para estar presente com os Santos em Leipzig, onde outros de nossos irmãos também estiveram.

Estes membros vivem sob condições difíceis. Disse a um irmão: «Como suportais isto aqui?» Ele respondeu: «Aprendemos a seguir os caminhos e as trilhas que nos são traçados. Aprendemos a fazer o que nos é dito, e então não temos dificuldade. Nossos filhos são apanhados pela manhã, de ônibus, às 8 horas, e são trazidos de volta para casa à noite. Não temos controle sobre sua educação escolar, nem sobre o que lhes é ensinado» — referência já feita pelo Irmão Buehner na sessão da manhã.

Fiquei profundamente comovido ao ouvir os testemunhos de nossos membros ali.

Um dos presidentes de distrito deu o que, para mim, é o maior testemunho que ouvi na Europa: sob tais condições, disse ele, «nenhum homem pode dizer-me como adorar a Deus em meu próprio coração.

Embora haja quase cinco mil membros em uns trinta e nove ramos, mantemo-nos em contato com eles o quanto podemos.» Pensei, enquanto desfrutávamos hoje aqui desta maravilhosa apresentação musical, que, há poucas semanas apenas, ouvi um coro combinado dos distritos de Leipzig e Dresden cantar «Titubeará a Juventude de Sião». A expressão no rosto destes jovens foi profundamente comovente. Durante todo aquele dia, em nossas reuniões de sacerdócio e liderança, demos incentivo para resguardar, tanto quanto possível, nossa juventude, para que permaneça fiel ao evangelho, porque há investidas sendo feitas.

Quão gratos temos estado, a Irmã Dyer e eu, por estarmos associados a estas pessoas e a nossos maravilhosos missionários, que, com rostos límpidos, dão o seu testemunho aos povos da Europa, e que estão recebendo estas maravilhosas respostas, e sei, com todo o meu coração, que tudo isto é apenas o cumprimento da profecia.

Dou-vos meu testemunho, em toda a humildade, de que esta é a obra de Deus. Tenho-a visto na vida das pessoas. Tenho testemunhado como ela faz com que homens e mulheres mudem de vida; tenho visto que se torna uma força motivadora para o bem, e dou testemunho de que Jesus Cristo é o Filho de Deus, o Redentor do mundo, o Mediador — não como é pregado nestas nações predominantes das terras da Europa. E sabeis que esta é a mensagem que declaramos quando vamos às portas do povo pela primeira vez?

É por meio do testemunho de nossos missionários que o verniz de conceitos falsos e das antiguidades destas pessoas está sendo deixado de lado para a aceitação do evangelho. Isso é mais poderoso do que todas as outras coisas que fazemos em nosso trabalho missionário, quando olhamos em seu rosto e testificamos que Deus levantou um profeta, e eles estão ouvindo esta mensagem.

Tivemos uma família de sete pessoas visitada recentemente pelos missionários, em que a mulher estava prestes a fechar a porta quando o élder disse: «Vejo que estais para fechar a porta. Sinto muito.

Temos uma mensagem tão maravilhosa»,

e temos dito aos missionários: «Antes que qualquer porta se feche, dai o vosso testemunho.» Ele disse: «Antes de fechardes essa porta, quero dar-vos o meu testemunho destas breves coisas que declaramos hoje», e deu o seu testemunho. A porta se fechou, e os missionários seguiram para casa, para o seu quarto, e chovia.

Haviam percorrido cerca de meio quarteirão quando ouviram uma voz; era o rapazinho da casa, de catorze anos, que disse: «Papai quer que voltem», e eles voltaram, e o pai disse: «Ouvi a vossa mensagem à porta, do outro lado, enquanto faláveis com minha esposa, e não dei muita importância até que aquele jovem deu o seu testemunho, e então algo se apoderou de mim que nunca havia experimentado antes, e agora preciso saber o que é isto.»

Tive o privilégio de apertar as mãos desta família de sete pessoas e ouvi-los testificar que Deus lhes havia dado a conhecer que estas coisas são verdadeiras. Esta é a razão por que tantos estão aceitando o evangelho nas terras da Europa. Estamos proclamando a mensagem por meio do testemunho e por intermédio do Espírito.

Peço as bênçãos de nosso Pai Celestial sobre a grande obra missionária e sobre nossos amados irmãos que nos lideram, sem cuja inspiração e orientação não poderíamos avançar nestas terras e em todo o mundo. Isto peço em nome de Jesus. Amém.

Como citar este discursoAlvin R. Dyer, “O Despertar do Evangelho na Europa”, 1960 October General Conference, Second Day Afternoon Meeting (1960-10-08). Pulpit Vault, 1960-10-dyer-with-my-dear-wife-and-missionary-companion. Tradução desta edição, por método de glossário, archive.org.Pulpit Vault, edição de 23 de setembro de 2026 (commit 4bdc6ac627).