Somos os Verdadeiros Filhos de Nosso Pai Celestial
J. Reuben Clark Jr.
Meus irmãos: Não sabemos agora quantos estão presentes nesta grande reunião do Sacerdócio, vinte mil, vinte e cinco, trinta mil. Não sei quantos são, mas somos suficientes para sermos o fermento que levedaria a massa, se cada um de nós vier aqui amanhã de manhã, se cada um de nós que está ouvindo pelo rádio for a seu respectivo local de adoração amanhã, se cada um de nós demonstrar a reverência de que se falou esta noite, se cada um de nós não visitar, não conversar, não discutir negócios, não passarão muitos domingos, penso eu, irmãos, até que tenhamos a reverência de que se tem falado. ¶
Gostaria de saber se não poderíamos experimentar isso amanhã, só para ver o que aconteceria. ¶
Tenho ouvido esta música, esta noite, Presidente McKay, e a tenho ouvido nos outros dias desta Conferência; tivemos uma nova organização de canto a cada dia, teremos outra amanhã; quando penso que estas serão extraídas principalmente desta área em particular, e quando penso que desta área talvez tenha sido tirado, para o Tabernáculo, o Coro que foi à Europa — o coro inteiro, que agora está praticamente ausente — e então quando penso em todas as organizações da Igreja, por todo este país ocidental, igualmente proficientes, estou pronto a declarar que este nosso povo tem, em música, uma cultura mais excelente, mais universal, do que qualquer outro grupo de pessoas no mundo. Creio firmemente nisso. E nossa cultura não está apenas na música. Nossa cultura está na literatura. Nossa cultura se manifesta em nossa oratória pública. Nossa cultura se manifesta no treinamento que nossos jovens recebem e que demonstram, como nos é relatado, para o espanto dos líderes do Exército e da Marinha. Temos uma cultura nas artes. Este nosso povo é um povo altamente culto. Temos algumas arestas ásperas para polir, mas nossa cortesia, nossa bondade, nosso afeto uns para com os outros, ultrapassam de longe o que se encontra entre outros povos. ¶
Uma razão, penso eu, para isso é, entre muitas outras razões, que o Evangelho nos ensina a sermos respeitosos uns para com os outros. Sabeis, nesta nossa Igreja, como já disse muitas vezes antes, todo homem que é digno tem a oportunidade de dirigir e a oportunidade de servir, e quando o homem dirige, ele se lembrará do tempo em que serviu, e quando serve, ele se lembrará de quando dirigiu. Isso constrói uma consideração mútua, um afeto mútuo, um respeito mútuo, uma companhia mútua, uma irmandade mútua. ¶
Pensei em dizer uma palavra esta noite sobre dois fundamentos. Quem somos nós? Bem, somos Joneses e Smiths e Clarks e todos os outros. Sim, mas afinal, quem são eles? E minha mente sempre volta ao princípio, para esta terra e para nós, e ao Grande Concílio, quando o Pai desceu entre as inteligências que estavam organizadas e realizou esse grande Concílio. Penso que todos estávamos ali. Somos os filhos de nosso Pai Celestial, tabernaculados na carne por meio de seu plano divino, mas isso não nos rouba nossa origem divina. Pelo contrário, enfatiza essa origem, porque, não fosse pelo plano que nosso Pai Celestial pôs em prática, não estaríamos aqui, não teríamos assumido corpos, permaneceríamos ainda, até onde posso ver, no estado em que estávamos antes do Grande Concílio e de seu plano, e isso nos teria deixado sem o destino que Deus traçou para nós. Somos os verdadeiros filhos de nosso Pai Celestial. ¶
E o que somos nós? Portamos o Sacerdócio. O que é o Sacerdócio? Por meio dele exercemos certas autoridades e poderes da própria Divindade. Ele não nos deu todos os poderes, e nós, alguns de nós, às vezes não estamos vivendo à altura dos requisitos que nos dariam direito a exercer os poderes que ele nos deu — seríamos um povo mais poderoso se o fizéssemos. ¶
Sempre me impressionou o fato de que Adão recebeu seu sacerdócio na Criação, assim disse o Profeta, antes que o mundo existisse. O Profeta também disse que qualquer homem que tivesse a responsabilidade de ministrar aos habitantes desta terra foi igualmente ordenado no Concílio do Céu; e ele ainda disse: "Suponho que fui ordenado a este mesmo ofício naquele Concílio." ¶
O que somos nós? Somos os agentes de Deus, ele mesmo, por meio da Santa Ordem do Sacerdócio do Filho de Deus. Gostaria de saber se pensamos nisso. Gostaria de saber se isso está em nossas mentes quando lidamos uns com os outros, quando lidamos com nossas famílias, com nossos vizinhos e com nossos amigos. Retemos estes poderes com os quais, de sua abundância, Deus nos dotou, para que sejamos capazes de levar adiante a missão de que fomos incumbidos quando viemos aqui. ¶
Irmãos, que o Senhor me abençoe e vos abençoe, que vos dê a mim e a vós abundantemente de seu espírito, que nos habilite, primeiro, a reconhecer o que somos, os representantes de Deus na terra, dotados de certos de seus poderes. Nunca vos esqueçais disso. E, em seguida, que nos ajude a viver de tal maneira que possamos gozar desses poderes e exercê-los, e então criaremos nossas famílias como devem ser criadas. Nós as curaremos quando estiverem doentes. Seremos protegidos de danos, acidentes e doenças. Teremos mais felicidade do que qualquer um de nós pode agora imaginar, tudo sujeito à vontade do Senhor. ¶
Que Deus nos conceda todas as bênçãos de que necessitamos para nos ajudar a magnificar nosso Sacerdócio, que é o poder e a autoridade para exercer alguns dos poderes que Deus, ele mesmo, possui, humildemente oro, em nome de Jesus. Amém. ¶