O Chamado dos Setenta
Levi Edgar Young
Fiquei profundamente comovido com o discurso do Presidente Grant, que foi lido pelo Presidente McKay esta manhã. No dia em que o Presidente Grant foi escolhido como um dos Doze Apóstolos por uma revelação do Senhor ao Presidente John Taylor, meu pai também foi chamado e ordenado membro do Primeiro Conselho dos Setenta. Ele sucedeu a seu pai, o Presidente Joseph Young, que foi ordenado a essa posição pelo Profeta Joseph Smith no Templo de Kirtland, em fevereiro de 1835. Meu avô e meu pai tiveram, ambos, testemunhos profundos e duradouros da divindade do evangelho de Jesus Cristo, tal como foi restaurado pelo Profeta Joseph Smith. Sou grato ao Senhor pelo mesmo testemunho, pois sei que Deus vive, que Jesus Cristo é o Salvador do mundo, e que Joseph Smith foi um profeta de Deus, pois falou por Deus e foi partícipe dos conselhos de Deus. Ele foi o portador e pregador da Palavra de Deus, e abriu um dos maiores capítulos da religião na história da humanidade. ¶
Meus irmãos dos setenta, estamos despertos para as grandes responsabilidades de ensinar o evangelho a toda a humanidade. Se alguma vez o mundo precisou da Palavra de Deus, é hoje. Por essa razão, precisamos ter visão, que nos dá uma perspectiva do futuro, bem como discernimento das condições do presente. O chamado dos setenta é um ideal de irmandade, com obrigações sagradas para com Deus. Nossas obrigações espirituais devem promover a unidade e a concórdia, e fomentar uma cultura espiritual dentro de nossas fileiras, o que nos dará poder para ensinar a Palavra. Doravante, nós, das organizações dos setenta, glorificaremos nosso trabalho como nunca antes, pois creio que o mundo está à espera das verdades de Deus. Cada um de nós tem um dever e uma confiança sagrados, e, embora nós, como missionários, tenhamos nossas vocações diárias, o mais alegre dos lazeres é ir às casas das pessoas com a mensagem do evangelho. Lembrem-se da admoestação divina: "Não sejais vagarosos no zelo; sede fervorosos no espírito, servindo ao Senhor." Nossos corações não precisam estar perturbados ou temerosos, se tivermos a fé simples em Deus e na obra que Ele nos deu para fazer. Lembramo-nos das palavras do profeta Miqueias: [...] nos últimos dias acontecerá que o monte da casa do Senhor será estabelecido no cume dos montes, e se elevará sobre os outeiros, e concorrerão a ele os povos. E irão muitas nações, e dirão: Vinde, e subamos ao monte do Senhor. [...] (Miqueias 4:1-2) ¶
As nações vieram ao monte do Senhor, e continuarão a vir e a ser ensinadas por vocês, meus irmãos, pois o profeta prossegue e diz: [...] e converterão as suas espadas em enxadas, e as suas lanças, em foices; uma nação não levantará a espada contra outra nação, nem aprenderão mais a guerra. (Miqueias 4:3) ¶
Vocês, presidentes de missão de estaca, devem reunir seus irmãos ao redor de vocês e ensinar o evangelho. Lembrem-se de que, ao se aproximarem das pessoas, receberão delas o mesmo pensamento que lhes derem. Se ódio, receberão ódio; se amor, será amor. Deus será o juiz das instituições e das pessoas; é dever de vocês "amar o Senhor teu Deus com todo o teu vigor, tua mente e força, e o teu próximo como a ti mesmo." Em sua carta aos Efésios, Paulo fala da graça que é dada a cada um: [...] para a obra do ministério [...] até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo. (Efésios 4:12-13) ¶
Rogamos que os missionários de todas as estacas de Sião tenham, doravante, uma vida nova. Devemos voltar nossos pensamentos para o futuro, pois o evangelho atenderá às necessidades de todo homem, e protegerá e guiará sua vida. Vocês verão seus labores recompensados. Semeadores e ceifeiros se regozijarão juntos. Vocês não estão comprometidos com nada além da verdade. As pessoas os escutarão. Que Deus abençoe todos os missionários da Igreja, para que vejam a importância da obra como nunca antes, e sigam adiante com a Luz de Deus em seus corações, rogo humildemente. Amém. ¶